É uma escalada na guerra na Líbia contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Os Estados Unidos bombardearam as posições do grupo na cidade de Sirte, a terra natal do falecido ditador Muamar Kadafi, anunciou ontem em Washington o Departamento da Defesa.
A Força Aérea dos EUA havia atacado militantes do Estado Islâmico, mas não as principais posições militares ocupadas pela milícia jihadista. Em novembro de 2015, bombardeou uma reunião de líderes do grupo. Em fevereiro de 2016, foi a vez de um campo de treinamento em Sábrata.
Desta vez, o bombardeio foi pedido pelo Governo do Acordo Nacional, o governo reconhecido internacionalmente da Líbia, que vive em estado de anarquia desde a queda de Kadafi há cinco anos, com diversas milícias disputando o poder.
Há três meses, milícias leais ao governo líbio reconhecido internacionalmente, principalmente da cidade de Missurata, combatem o Estado Islâmico em Sirte. A Força Aérea dos EUA pode fazer a diferença.
Apesar de controlar Sirte desde fevereiro de 2015, a posição do Estado Islâmico na Líbia é frágil. O grupo tem cerca de 5 mil homens armados no país, mas muitos seriam voluntários sem treinamento militar. Há notícias sobre execuções de desertores e jihadistas tirando a barba para fugir e desaparecer em meio à população civil.
Os EUA estão trocando informações com o governo do primeiro-ministro Fayez al-Sarraj e outras forças que lutam contra o Estado Islâmico na Líbia. A milícia de Missurata, que está na linha de frente na guerra contra o Estado Islâmico, recebeu treinamento militar.
É possível e até provável que o Estado Islâmico perca sua base em Sirte. O maior problema é que a Líbia está longe de ter um governo estável. O Governo do Acordo Nacional controla a capital, Trípoli, e o Oeste do país, mas não o Leste.
Em 20 de julho, três soldados de forças de operações especiais da França morreram na queda de um helicóptero de forças do general Khalifa Hifter, que combate milícias jihadistas em Bengázi, a segunda maior cidade líbia, que fica no Leste. O governo francês escondia seu envolvimento na guerra civil líbia.
Cinco anos depois da queda de Kadafi, a Líbia ainda está em anarquia e guerra civil. Fala-se até na volta de seu filho Seif al-Islam Kadafi, que teria o apoio de algumas tribos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 2 de agosto de 2016
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Kadafi morreu sendo caçado como um cachorro louco
Um dos grandes personagens da Guerra Fria, o coronel Muamar Kadafi desafiou o Ocidente, financiou o terrorismo e chegou a ser chamado de "cachorro louco" pelo presidente americano Ronald Reagan. Ele morreu como um cão, revela agora o relato mais completo de sua morte publicado até hoje.
O ditador fugiu da capital com dois filhos em 28 de agosto de 2011, três dias antes de completar 42 anos de um reinado absolutista na Líbia. Depois de meses de ofensiva, Trípoli caía em poder dos rebeldes.
Em menos de 24 horas de fuga, seu filho Khamis morreu, talvez num bombardeio aéreo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Seu provável sucessor, Seif al-Islam, conseguiu escapar para Bani Walid, onde seria preso em novembro, conta o jornal The Washington Post, citando como fonte um relatório da organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos).
Depois de quatro décadas, o poder do clã se dissolvia rapidamente. O Post admite que a reportagem se baseia em depoimentos da milícia que matou Kadafi e de um assessor que o acompanhava e sobreviveu ao ataque final - o que torna impossível confirmar os detalhes. Mas afirma ser o relato mais completo até agora dos últimos dias da vida de um personagem da História do Século 20.
Kadafi chegou a Sirte, sua terra natal, uma cidade de 75 mil habitantes, observa o jornal americano, com um grupo de guarda-costas e um oficial do serviço secreto chamado Mansur Dhao. Hospedou-se num apartamento no centro. Lá o coronel em fuga recebeu o chefe do servico secreto, Abdullah Senussi, e o filho Mutassim Kadafi para discutir a guerra que estavam perdendo.
Mutassim, notório por sua crueldade, comandava a defesa de Sirte. Foi várias vezes discutir a situação com o pai.
Quando os rebeldes intensificaram o bombardeio, Kadafi deixou o centro e se refugiou num bairro do oeste de Sirte. O ditador que mandou bilhões de dólares do petróleo líbio para contas no exterior e seus guarda-costas invadiam casas abandonadas para procurar comida. Como o sistema de abastecimento de água também fora destruído, tinham sede.
Durante suas últimas semanas, "Kadafi passou a maior parte do tempo rezando e lendo o Corão", disse Dhao, o oficial de segurança.
Acuado, o coronel mudava de esconderijo a cada quatro ou cinco dias. Usava um telefone de satélite para falar com alguém que tivesse acesso à televisão e pudesse lhe dar informações sobre a guerra civil. Mas já não tinha mais influência sobre os acontecimentos.
À medida que o cerco se fechava e as condições de vida nos refúgios ficava pior, "Kadafi foi ficando mais e mais furioso. Ficava furioso principalmente pela falta de eletricidade, de comunicações e de uma televisão. Quando íamos falar com ele, perguntava sempre: 'Por que não há eletricidade? Por que não há água?'".
No fim, o bairro onde Kadafi se escondia foi transformado num enclave do que restava de seu governo, cercado por milícias que transformaram o hospital local num hospital de campanha. Mas a concentração de kadafistas atraiu a atenção dos rebeldes.
Em 19 de outubro de 2011, Mutassim apresentou ao pai um plano de fuga. Eles teriam de furar o cerco rebelde. À noite, os guarda-costas carregaram um comboio de 50 veículos, inclusive picapes com lançadores de mísseis e metralhadoras armadas na caçamba.
O plano era partir entre 3h30 e 4h da madrugada. Mas a preparação do comboio só ficou pronta as 8h, quando os rebeldes já tinham retomado suas posições e o sol iluminava a vastidão do deserto no Norte da África.
Não ficou claro por que Muamar e Mutassim Kadafi decidiram levar adiante o plano, observa o Washington Post. Talvez achassem que não poderiam esperar pela próxima noite, talvez não quisessem perder o impulso de fugir, talvez fosse desespero. Mas a fuga totalmente errada selou o destino do coronel.
Eles saíram pela costa na direção oeste, passando por bairros arrasados pela guerra civil. Logo os rebeldes iniciaram a perseguição ao comboio, que tomou uma estrada rumo ao sul. Em seguida, um míssil caiu perto do carro de Kadafi. O impacto foi tão forte que acionou os airbags.
Kadafi e sua turma voltaram a uma zona urbana onde ficaram encurralados ao dar de frente com uma milícia da cidade de Missurata, alvo de um cerco e bombardeio de semanas pelas forças kadafistas, inclusive com bombas de fragmentação que a tornaram "num inferno", na visão dos rebeldes.
Ao atacar de frente os rebeldes, o comboio chamou a atenção da Força Aérea da OTAN, que interveio militarmente com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas para proteger a população civil e não para mudar o regime nem para matar o coronel Kadafi - o que provocou críticas e dificulta uma intervenção na Síria.
Os caças-bombardeiros da OTAN jogaram duas bombas de 500 libras (227 kg) guiadas a lêiser no comboio, provocando uma série de explosões de munição que dividiram o grupo que levava Kadafi.
O coronel, Mutassim, o ministro da Defesa e um grupo de guarda-costas tentaram se esconder numa casa abandonada. "Encontramos Muamar lá, com um elmo e um colete a prova de bala. Ele tinha um revólver na cintura e carregava uma arma automática na mão", contou o filho do ministro da Defesa, descrevendo a luta desesperada para proteger o líder.
Mutassim formou um grupo de uns dez homens para tentar furar o cerco. "Vou abrir uma saída", disse ao pai no último diálogo entre os dois. Foi preso em seguida e morto horas depois.
Quando a casa começou a ser bombardeada, Kadafi e o que restava de seu grupo saíram correndo mais uma vez. "Havia uma série de blocos de concreto para alguma obra. Nós nos escondemos ali, junto com os guarda-costas e algumas famílias", lembrou o filho do ministro da Defesa.
Em mais um erro, Kadafi e mais dez decidiram correr em campo aberto até uma tubulação de concreto que havia debaixo de uma estrada. Ali, se esconderam. Quando saíram, foram logo vistos pelos rebeldes, relataram testemunhas citadas pelo Human Rights Watch.
Aí começou a batalha final. Os seguranças de Kadafi jogaram várias granadas de mão. Uma bateu numa parede de cimento armado e caiu perto do coronel. Quando um guarda-costas se abaixou para afastá-la, ela explodiu, arrancando seu braço. O coronel e o ministro da Defesa foram feridos.
"Corri na direção do meu pai e perguntei se ele estava bem, mas ele não respondeu. Vi Muamar sangrando", ferido na cabeça, recorda o filho do ministro da Defesa. O esquema de segurança do ditador entrou em colapso.
Os rebeldes desceram da estrada e finalmente pegaram o ex-homem-forte da Líbia. Confuso e abalado, Kadafi foi cercado por uma multidão que o humilhou, o espancou e puxou seu cabelo. Um miliciano o empalou enfiando-lhe uma baioneta no ânus.
"Foi uma cena violenta", reconheceu um comandante rebelde em depoimento ao Human Rights Watch. "Ele foi colocado na cabine de uma picape que tentou levá-lo, mas caiu. Sabemos que deveria haver um julgamento, mas não pudemos controlar todo o mundo, algumas pessoas se descontrolaram".
O golpe fatal ainda é mistério. No vídeo de celular que horas depois circulava pelo mundo via Internet, pela descrição da ONU, "o corpo de Kadafi seminu e aparentemente sem vida é colocado numa ambulância, o que sugere que ele poderia ter sido morto no local da captura", antes de ser levado para Missurata.
Quem matou talvez nunca se saiba. O coronel tinha vários ferimentos. É possível que mais de um fosse mortal.
"Alguns milicianos de Bengázi alegaram ter matado Kadafi numa discussão com rebeldes de Missurata sobre para onde levariam o ditador, mas essas alegações não foram confirmadas", pondera o Human Rights Watch.
Muamar Kadafi, Mutassim e o ministro da Defesa foram enterrados pelo governo provisório em local não revelado para evitar que se torne um lugar de peregrinação dos órfãos do cachorro louco da política internacional.
O ditador fugiu da capital com dois filhos em 28 de agosto de 2011, três dias antes de completar 42 anos de um reinado absolutista na Líbia. Depois de meses de ofensiva, Trípoli caía em poder dos rebeldes.
Em menos de 24 horas de fuga, seu filho Khamis morreu, talvez num bombardeio aéreo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Seu provável sucessor, Seif al-Islam, conseguiu escapar para Bani Walid, onde seria preso em novembro, conta o jornal The Washington Post, citando como fonte um relatório da organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos).
Depois de quatro décadas, o poder do clã se dissolvia rapidamente. O Post admite que a reportagem se baseia em depoimentos da milícia que matou Kadafi e de um assessor que o acompanhava e sobreviveu ao ataque final - o que torna impossível confirmar os detalhes. Mas afirma ser o relato mais completo até agora dos últimos dias da vida de um personagem da História do Século 20.
Kadafi chegou a Sirte, sua terra natal, uma cidade de 75 mil habitantes, observa o jornal americano, com um grupo de guarda-costas e um oficial do serviço secreto chamado Mansur Dhao. Hospedou-se num apartamento no centro. Lá o coronel em fuga recebeu o chefe do servico secreto, Abdullah Senussi, e o filho Mutassim Kadafi para discutir a guerra que estavam perdendo.
Mutassim, notório por sua crueldade, comandava a defesa de Sirte. Foi várias vezes discutir a situação com o pai.
Quando os rebeldes intensificaram o bombardeio, Kadafi deixou o centro e se refugiou num bairro do oeste de Sirte. O ditador que mandou bilhões de dólares do petróleo líbio para contas no exterior e seus guarda-costas invadiam casas abandonadas para procurar comida. Como o sistema de abastecimento de água também fora destruído, tinham sede.
Durante suas últimas semanas, "Kadafi passou a maior parte do tempo rezando e lendo o Corão", disse Dhao, o oficial de segurança.
Acuado, o coronel mudava de esconderijo a cada quatro ou cinco dias. Usava um telefone de satélite para falar com alguém que tivesse acesso à televisão e pudesse lhe dar informações sobre a guerra civil. Mas já não tinha mais influência sobre os acontecimentos.
À medida que o cerco se fechava e as condições de vida nos refúgios ficava pior, "Kadafi foi ficando mais e mais furioso. Ficava furioso principalmente pela falta de eletricidade, de comunicações e de uma televisão. Quando íamos falar com ele, perguntava sempre: 'Por que não há eletricidade? Por que não há água?'".
No fim, o bairro onde Kadafi se escondia foi transformado num enclave do que restava de seu governo, cercado por milícias que transformaram o hospital local num hospital de campanha. Mas a concentração de kadafistas atraiu a atenção dos rebeldes.
Em 19 de outubro de 2011, Mutassim apresentou ao pai um plano de fuga. Eles teriam de furar o cerco rebelde. À noite, os guarda-costas carregaram um comboio de 50 veículos, inclusive picapes com lançadores de mísseis e metralhadoras armadas na caçamba.
O plano era partir entre 3h30 e 4h da madrugada. Mas a preparação do comboio só ficou pronta as 8h, quando os rebeldes já tinham retomado suas posições e o sol iluminava a vastidão do deserto no Norte da África.
Não ficou claro por que Muamar e Mutassim Kadafi decidiram levar adiante o plano, observa o Washington Post. Talvez achassem que não poderiam esperar pela próxima noite, talvez não quisessem perder o impulso de fugir, talvez fosse desespero. Mas a fuga totalmente errada selou o destino do coronel.
Eles saíram pela costa na direção oeste, passando por bairros arrasados pela guerra civil. Logo os rebeldes iniciaram a perseguição ao comboio, que tomou uma estrada rumo ao sul. Em seguida, um míssil caiu perto do carro de Kadafi. O impacto foi tão forte que acionou os airbags.
Kadafi e sua turma voltaram a uma zona urbana onde ficaram encurralados ao dar de frente com uma milícia da cidade de Missurata, alvo de um cerco e bombardeio de semanas pelas forças kadafistas, inclusive com bombas de fragmentação que a tornaram "num inferno", na visão dos rebeldes.
Ao atacar de frente os rebeldes, o comboio chamou a atenção da Força Aérea da OTAN, que interveio militarmente com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas para proteger a população civil e não para mudar o regime nem para matar o coronel Kadafi - o que provocou críticas e dificulta uma intervenção na Síria.
Os caças-bombardeiros da OTAN jogaram duas bombas de 500 libras (227 kg) guiadas a lêiser no comboio, provocando uma série de explosões de munição que dividiram o grupo que levava Kadafi.
O coronel, Mutassim, o ministro da Defesa e um grupo de guarda-costas tentaram se esconder numa casa abandonada. "Encontramos Muamar lá, com um elmo e um colete a prova de bala. Ele tinha um revólver na cintura e carregava uma arma automática na mão", contou o filho do ministro da Defesa, descrevendo a luta desesperada para proteger o líder.
Mutassim formou um grupo de uns dez homens para tentar furar o cerco. "Vou abrir uma saída", disse ao pai no último diálogo entre os dois. Foi preso em seguida e morto horas depois.
Quando a casa começou a ser bombardeada, Kadafi e o que restava de seu grupo saíram correndo mais uma vez. "Havia uma série de blocos de concreto para alguma obra. Nós nos escondemos ali, junto com os guarda-costas e algumas famílias", lembrou o filho do ministro da Defesa.
Em mais um erro, Kadafi e mais dez decidiram correr em campo aberto até uma tubulação de concreto que havia debaixo de uma estrada. Ali, se esconderam. Quando saíram, foram logo vistos pelos rebeldes, relataram testemunhas citadas pelo Human Rights Watch.
Aí começou a batalha final. Os seguranças de Kadafi jogaram várias granadas de mão. Uma bateu numa parede de cimento armado e caiu perto do coronel. Quando um guarda-costas se abaixou para afastá-la, ela explodiu, arrancando seu braço. O coronel e o ministro da Defesa foram feridos.
"Corri na direção do meu pai e perguntei se ele estava bem, mas ele não respondeu. Vi Muamar sangrando", ferido na cabeça, recorda o filho do ministro da Defesa. O esquema de segurança do ditador entrou em colapso.
Os rebeldes desceram da estrada e finalmente pegaram o ex-homem-forte da Líbia. Confuso e abalado, Kadafi foi cercado por uma multidão que o humilhou, o espancou e puxou seu cabelo. Um miliciano o empalou enfiando-lhe uma baioneta no ânus.
"Foi uma cena violenta", reconheceu um comandante rebelde em depoimento ao Human Rights Watch. "Ele foi colocado na cabine de uma picape que tentou levá-lo, mas caiu. Sabemos que deveria haver um julgamento, mas não pudemos controlar todo o mundo, algumas pessoas se descontrolaram".
O golpe fatal ainda é mistério. No vídeo de celular que horas depois circulava pelo mundo via Internet, pela descrição da ONU, "o corpo de Kadafi seminu e aparentemente sem vida é colocado numa ambulância, o que sugere que ele poderia ter sido morto no local da captura", antes de ser levado para Missurata.
Quem matou talvez nunca se saiba. O coronel tinha vários ferimentos. É possível que mais de um fosse mortal.
"Alguns milicianos de Bengázi alegaram ter matado Kadafi numa discussão com rebeldes de Missurata sobre para onde levariam o ditador, mas essas alegações não foram confirmadas", pondera o Human Rights Watch.
Muamar Kadafi, Mutassim e o ministro da Defesa foram enterrados pelo governo provisório em local não revelado para evitar que se torne um lugar de peregrinação dos órfãos do cachorro louco da política internacional.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
TPI pressiona Líbia a entregar Seif al-Islam Kadafi
O Tribunal Penal Internacional está pressionando a Líbia a iniciar os procedimentos para entregar Seif al-Islam Kadafi, o filho que era apontado como sucessor do coronel Muamar Kadafi, para ser processado por crimes de guerra e crimes contra a humanidade durante a repressão à revolta que acabou com 42 anos de ditadura no país do Norte da África.
sábado, 19 de novembro de 2011
Preso filho que sucederia Kadafi
O mais politizado dos filhos do ex-ditador Muamar Kadafi, Seif al-Islam Kadafi, foi preso hoje no deserto da Líbia. Cidadãos revoltados tentaram atacar o avião que o conduzia.
Seif al-Islam (Espada do Islã) fez doutorado na London School of Economics (LSE) e teria convencido o pai a abrir mão de seus programas de armas de destruição e se reaproximar do Ocidente, em 2003, quando os Estados Unidos invadiram o Iraque.
Afinal, Kadafi e o Ocidente tinham um inimigo comum: o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos.
Durante a guerra civil dos últimos meses ambos foram denunciados pelo Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, na Holanda. Houve notícias de que Seif teria tentado negociar uma rendição ao TPI para não ser julgado na Líbia. Mas as novas autoridades do país fazem questão de processá-lo.
Seif al-Islam (Espada do Islã) fez doutorado na London School of Economics (LSE) e teria convencido o pai a abrir mão de seus programas de armas de destruição e se reaproximar do Ocidente, em 2003, quando os Estados Unidos invadiram o Iraque.
Afinal, Kadafi e o Ocidente tinham um inimigo comum: o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos.
Durante a guerra civil dos últimos meses ambos foram denunciados pelo Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, na Holanda. Houve notícias de que Seif teria tentado negociar uma rendição ao TPI para não ser julgado na Líbia. Mas as novas autoridades do país fazem questão de processá-lo.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
TPI confirma negociação com filho de Kadafi
O procurador-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, confirmou que houve contatos de Seif al-Islam Kadafi, um filhos do ditador deposto e morto Muamar Kadafi, que estaria interessado em se entregar para não ser julgado no Iraque por crimes contra a humanidade.
Seif al-Islam (Espada do Islã) estaria no Sul da Líbia, perto da fronteira com o Níger, ou já teria cruzado a fronteira para não ser linchado por uma multidão como aconteceu com seu país há oito dias.
Seif al-Islam (Espada do Islã) estaria no Sul da Líbia, perto da fronteira com o Níger, ou já teria cruzado a fronteira para não ser linchado por uma multidão como aconteceu com seu país há oito dias.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Seif Kadafi negocia rendição, diz CNT
O filho que era apontado como provável sucessor do coronel Muamar Kadafi, Seif al-Islam Kadafi, e o ex-chefe do serviço secreto da Líbia, Abdullah al-Senussi, estão negociando uma rendição para o Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, na Holanda, disse hoje o Conselho Nacional de Transição, o governo provisório dos rebeldes líbios.
Como o ex-ditador morto há seis dias, eles foram denunciados por crimes de guerra. O CNT acredita que Seif al-Islam (Espada do Islã) esteja escondido no Sul da Líbia, perto da fronteira com o Níger.
Em Haia, no TPI não confirmou a notícia, divulgada pela agência Reuters e publicada no sítio do jornal liberal israelense Haaretz.
Como o ex-ditador morto há seis dias, eles foram denunciados por crimes de guerra. O CNT acredita que Seif al-Islam (Espada do Islã) esteja escondido no Sul da Líbia, perto da fronteira com o Níger.
Em Haia, no TPI não confirmou a notícia, divulgada pela agência Reuters e publicada no sítio do jornal liberal israelense Haaretz.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
TV Al Arabiya anuncia morte de Seif Kadafi
O filho que era apontado como provável sucessor do coronel Muamar Kadafi na Líbia, Seif al-Islam Kadafi, também foi morto, anunciou agora há pouco a TV Al Arabiya, especializada em notícias. A notícia não foi confirmada.
Seif Kadafi fez doutorado na London School of Economics. Era o principal negociador do regime na busca de investimentos estrangeiros, depois que o coronel fez um acordo com o Ocidente para abrir mão de suas armas de destruição em massa, em 2004.
Isolado e encurralado desde a queda de Trípoli, Seif al-Islam (Espada do Islã) negou até o último momento que o regime estivesse condenado, alimentando, talvez para insuflar a resistência kadafista, a esperança de uma reviravolta dramática na guerra civil.
Seif Kadafi fez doutorado na London School of Economics. Era o principal negociador do regime na busca de investimentos estrangeiros, depois que o coronel fez um acordo com o Ocidente para abrir mão de suas armas de destruição em massa, em 2004.
Isolado e encurralado desde a queda de Trípoli, Seif al-Islam (Espada do Islã) negou até o último momento que o regime estivesse condenado, alimentando, talvez para insuflar a resistência kadafista, a esperança de uma reviravolta dramática na guerra civil.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Interpol ordena prisão de Kadafi e filho
A pedido do Tribunal Penal Internacional, a Interpol (polícia internacional) emitiu hoje ordens de prisão contra o ex-ditador da Líbia, Muamar Kadafi, seu filho Seif al-Islam Kadafi e o cunhado Abdullah Senussi.
"O pedido do procurador de um alerta vermelho vai restringir significativamente a possibilidade destes três homens de cruzar a fronteira. Será importante para localizá-los e capturá-los", declarou um comunicado da Interpol.
"O pedido do procurador de um alerta vermelho vai restringir significativamente a possibilidade destes três homens de cruzar a fronteira. Será importante para localizá-los e capturá-los", declarou um comunicado da Interpol.
domingo, 21 de agosto de 2011
Rebeldes anunciam vitória na Líbia
Depois de seis meses de revolução, os rebeldes da Líbia anunciam a tomada de Trípoli, a prisão dos filhos do ditador e talvez do próprio coronel Muamar Kadafi e o fim de 42 anos de ditadura na Líbia. O palácio presidencial estaria cercado por rebeldes que aguardam reforços para o assalto final.
A Praça Verde, onde os partidários do regime faziam suas manifestações, está tomada por oposicionistas que prometem rebatizá-la como Praça dos Mártires, informa a TV árabe Al Jazira.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, pediram a renúncia imediata de Kadafi para evitar mais morte e destruição.
Em entrevista à TV pública britânica BBC, um porta-voz do Conselho Nacional de Transição, o governo provisório rebelde, Guma el-Gamaty, garantiu que a unidade do país não corre risco. Ele descreveu Kadafi como um dos piores ditadores da História e afirmou que pelo menos 20 mil pessoas foram mortas na revolução.
O Tribunal Penal Internacional confirmou há pouco a prisão de um dos filhos do ditador, Seif al-Islam Kadafi, que era considerado forte candidato à sucessão. Ele deve ser levado a julgamento em Haia, na Holanda, por crimes contra a humanidade. Muamar Kadafi deve ter o mesmo destino, a não ser que negocie uma espécie de salvo-conduto para fugir. Outros dois filhos do coronel, Mohamed e Saadi, também estariam presos.
Diante da ofensiva rebelde e do colapso de suas forças, formadas em grande parte por mercenários de outros países africanos onde ele financiou guerras civis, o coronel poderia ter fugido da Líbia. Isolado, lhes restavam poucos amigos, mas o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, lhe ofereceu asilo.
Ao defender a intervenção militar, a porta-voz da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Oana Longescu, lembrou que a guerra começou com as forças da ditadura líbia atacando indiscriminadamente civis que se manifestavam pedindo democracia e liberdade, depois da vitória das revoluções na Tunísia, em 14 de janeiro de 2011, e no Egito, em 11 de fevereiro.
Desde março, a OTAN, especialmente a França, o Reino Unido e os Estados Unidos, realizaram quase 7,5 mil missões de ataque aéreo na Líbia.
Governo líbio fala em 1,3 mil mortos em Trípoli
Num sinal de que a ditadura do coronel Muamar Kadafi se aproxima do fim, os rebeldes avançam rumo ao centro de Trípoli sem encontrar grande resistência, informa o jornal The New York Times, enquanto um porta-voz do governo da Líbia afirma que 1,3 mil pessoas foram mortas e outras 500 feridas.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que dá apoio aéreo aos rebeldes com um mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas para proteger civis, declarou em Bruxelas "o regime de Kadafi está desmoronando".
Pela televisão, o ditador fez um apelo aos líbios para que peguem em armas e lutem, mas não se sabe exatamente onde ele está. Uma apresentadora da TV estaval apareceu de arma na mão e disse estar pronta para matar ou morrer.
O presidente do Conselho Nacional de Transição, o governo provisório dos rebeldes, anunciou a prisão do filho e antes da revolta candidato a sucessor do pai, Seif al-Islam al-Kadafi.
Como o coronel Kadafi se notabilizou por suas atitudes inesperada, o ex-embaixador britânico Oliver Miles comentou há pouco na TV pública britânica BBC que pode estar tentando preparar uma última surpresa.
Um porta-voz rebelde está dizendo na BBC que todos os filhos do ditador foram presos e talvez o próprio Kadafi, mas não confirmou a prisão do coronel.
Como o coronel Kadafi se notabilizou por suas atitudes inesperada, o ex-embaixador britânico Oliver Miles comentou há pouco na TV pública britânica BBC que pode estar tentando preparar uma última surpresa.
Um porta-voz rebelde está dizendo na BBC que todos os filhos do ditador foram presos e talvez o próprio Kadafi, mas não confirmou a prisão do coronel.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Kadafi lança ofensiva final contra Bengázi
As forças leais ao ditador da Líbia, Muamar Kadafi, lançaram hoje um bombardeio aéreo contra Bengázi, a segunda maior cidade do país e capital do governo provisório dos rebeldes.
O filho mais politizado do coronel, Seif al-Islam Kadafi, declarou que a revolta será esmagada em 48 horas.
Quatro jornalistas do New York Times foram presos na Líbia.
O filho mais politizado do coronel, Seif al-Islam Kadafi, declarou que a revolta será esmagada em 48 horas.
Quatro jornalistas do New York Times foram presos na Líbia.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Casa do filho de Kadafi em Londres é invadida
A mansão de Seif al-Islam Kadafi, filho do ditador da Líbia, em Londres, avaliada em 10 milhões de libras, quase R$ 27 milhões, foi invadida por manifestantes que protestam contra os ataques contra civis no país do Norte da África.
O grupo de ativistas se autointitula Derrube os Tiranos.
O grupo de ativistas se autointitula Derrube os Tiranos.
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