As Forças Armadas dos Estados Unidos saem derrotadas do Iraque depois de oito anos e oito meses de invasão, afirma o professor de relações internacionais Immanuel Wallerstein, da Universidade de Yale, um dos maiores pensadores marxistas americanos.
Wallerstein considera uma derrota comparável à da Guerra do Vietnã. Na sua descrição das negociações para manter 10 mil soldados dos EUA para treinar as forças de segurança do Iraque, só o primeiro-ministro Nuri al-Maliki queria dar imunidade aos soldados americanos.
Nem mesmo o líder não religioso sunita Ayad Allawi e o presidente Jalal Talabani, um curdo, tidos como os maiores aliados dos EUA, foram contra. E o líder religioso xiita Muktada al-Sader, o aiatolá rebelde, ameaçou retirar o apoio de sua bancada ao governo Maliki.
Em artigo publicado no jornal mexicano La Jornada, o pesquisador de Yale atribui a derrota ao nacionalismo iraquiano e vê Muktada como grande vencedor, chegando a arriscar que ele poderá ser primeiro-ministro do Iraque.
Muktada al-Sader teve sua prisão decretada no auge do conflito sectário entre sunitas e xiitas, refugiou-se no Irã para não ser preso pelos EUA e voltou com a proteção política das novas autoridades iraquianas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 5 de novembro de 2011
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