O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou hoje três expoentes da linha dura para cargos importantes de seu governo. Todos são considerados dissidentes em relação ao pensamento tradicional do Partido Republicano.
O senador Jeff Sessions, um dos primeiros republicanos a aderir a Trump, será ministro da Justiça e procurador-geral. O deputado Mike Pompeo será o diretor-geral da CIA (Agência Central de Inteligência). E o general da reserva Michael Flynn será o assessor de segurança nacional da Casa Branca.
Sessions é um conservador do Alabama. Em 1986, a Comissão de Justiça do Senado barrou sua indicação para juiz federal por causa de declarações racistas. Ele será responsável pela repressão à imigração ilegal. Trump fala em deportar pelo menos 3 milhões de ilegais.
Pompeo, da Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes, criticou as decisões do presidente Barack Obama de fechar prisões clandestinas da CIA e de proibir a tortura em interrogatórios. Na campanha, Trump defendeu a tortura.
Um dos líderes do movimento radical de direita Festa do Chá, Pompeo comandou as investigações sobre o ataque ao Consulado dos EUA em Bengázi, na Líbia, tentando responsabilizar a então secretária de Estado, Hillary Clinton, pela morte do embaixador e de três outros americanos.
O general Flynn foi uma das vozes mais raivosas do setor de segurança e defesa durante a campanha. Ele afirma que o islamismo não é uma religião, é uma ideologia política sanguinária que chamou de câncer, desprezando a crença de 1,3 bilhão de seres humanos.
Amigo de protoditadores como Vladimir Putin, da Rússia, e Recep Tayyip Erdogan, da Turquia, defende uma aliança com eles para combater o extremismo muçulmano, ignorando as intervenções militares russas na Ucrânia e na Síria e o desprezo desses autocratas pela democracia e o respeito aos direitos humanos.
Para quem esperava um Trump mais moderado no poder do que na campanha, é um choque de realidade. Até agora, não há nenhum moderado nem centrista no futuro governo dos EUA.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 18 de novembro de 2016
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Novo ministério francês tem 17 homens e 17 mulheres
O novo ministério apresentado ontem pelo primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault é, pela primeira vez na História da França, dividido meio a meio. São 34 ministros, 17 homens e 17 mulheres. Confira seus perfis no jornal francês Le Monde.
Pierre Moscovici será ministro das Finanças e o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius será ministro do Exterior. Em 2005, ele fez campanha contra a Constituição da Europa, rejeitada em plebiscitos na França e na Holanda.
Em sua primeira declaração como ministro, Moscovici declarou que "a França e a Alemanha querem manter a Grécia na Zona do Euro. É um desafio que nos espera, mas que encaramos com grande vontade. É preciso salvar o euro, defender o euro, promover o euro, fazer do euro uma moeda radiante numa Europa que se reorienta".
Moscovici advertiu que a França nao vai ratificar o pacto fiscal de sustentação do euro se ele não tiver instrumentos para estimular o crescimento econômico.
O novo governo assume com a França estagnada, o desemprego em quase 10% e um desentendimento com a Alemanha sobre como superar a crise das dívidas públicas da Zona do Euro.
Germanófilo e ex-professor de alemão, o novo primeiro-ministro foi descrito pelo jornal liberal alemão Süddeutsche Zeitung como o "chuchu de Berlim" por sua afinidade com a cultura da Alemanha.
Ayrault já avisou: ministro que for derrotado nas eleições legislativas de 10 e 17 de junho perde o cargo.
Pierre Moscovici será ministro das Finanças e o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius será ministro do Exterior. Em 2005, ele fez campanha contra a Constituição da Europa, rejeitada em plebiscitos na França e na Holanda.
Em sua primeira declaração como ministro, Moscovici declarou que "a França e a Alemanha querem manter a Grécia na Zona do Euro. É um desafio que nos espera, mas que encaramos com grande vontade. É preciso salvar o euro, defender o euro, promover o euro, fazer do euro uma moeda radiante numa Europa que se reorienta".
Moscovici advertiu que a França nao vai ratificar o pacto fiscal de sustentação do euro se ele não tiver instrumentos para estimular o crescimento econômico.
O novo governo assume com a França estagnada, o desemprego em quase 10% e um desentendimento com a Alemanha sobre como superar a crise das dívidas públicas da Zona do Euro.
Germanófilo e ex-professor de alemão, o novo primeiro-ministro foi descrito pelo jornal liberal alemão Süddeutsche Zeitung como o "chuchu de Berlim" por sua afinidade com a cultura da Alemanha.
Ayrault já avisou: ministro que for derrotado nas eleições legislativas de 10 e 17 de junho perde o cargo.
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