Mostrando postagens com marcador Leon Trotsky. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leon Trotsky. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 21 de Agosto

REVOLTA DE ESCRAVOS NOS EUA

    Em 1831, Nat Turner, que se considera enviado por Deus para libertar seu povo, inicia um sangrenta revolta de escravos que mata 60 pessoas no estado da Virgínia.

Com sete aliados, Turner mata seu dono, Joseph Travis, e família. O plano é tomar o arsenal do condado, na cidade de Jerusalém, e fugir por 50 quilômetros até um pântano onde pretendia enganar seus perseguidores.

Durante dois dias e duas noites, os rebeldes atacam fazendas e arregimentam seus escravos para a luta. Cerca de 75 rebeldes matam 60 moradores brancos do Condado de Southampton.

Uma milícia estadual de 3 mil homens esmaga a rebelião quando Turner e os escravos rebelados estão a poucos quilômetros de Jerusalém. O líder escapa. É preso em outubro e enforcado em 11 de novembro em Jerusalém.

Em reação à maior revolta de escravos da história dos EUA, muitos negros inocentes são chacinados e uma série de leis repressivas proíbe o movimento negro, a reunião e a educação de escravos.

ROUBO DA MONA LISA

    Em 1911, um funcionário italiano do Museu do Louvre, em Paris, rouba o quadro mais famoso do mundo, a Gioconda ou Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, pintado em 1503.

Vincenzo Peruggia aproveita o fechamento do museu numa segunda-feira e o sono de um porteiro para arrancar o quadro da moldura e carregá-lo escondido numa jaqueta. 

Depois de deixar a Mona Lisa escondida debaixo da cama por 28 dias, o ladrão leva o quadro para a Itália por acreditar que a pintura fora roubada numa invasão de Napoleão Bonaparte, que teve a obra pendurada em seu quarto. Na verdade, o rei Francisco I comprou o quadro de Leonardo da Vinci.

Na Itália, Peruggia entra em contato com o florentino Alfredo Geri, dono de um antiquário, e pede 500 mil liras, equivalentes a R$ 440 mil ao câmbio atual, pela pintura célebre. Os dois se encontram no Hotel La Cerratani, hoje Hotel La Gioconda, em Florença. Geri leva junto Giovanni Poggio, diretor da Galeria dos Ofícios, o principal museu da cidade.

Como há muitas falsificações de obras famosas, os dois decidem verificar a autenticidade da obra. Quando veem que é autêntica, denunciam à polícia, que prende Peruggia e recupera o quadro dois anos depois do furto. Antes de voltar a Paris, a Mona Lisa é exposta na Galeria dos Ofícios, em Florença, e no Palácio Farnese e na Galeria Borghese, em Roma.

Desde então, o sorriso da Mona Lisa só saiu do Louvre para ser exposto no Museu de Arte Metropolitano, em Nova York, nos EUA, em 1963, e na Rússia e no Japão, em 1974. Desde 2005, uma caixa de vidro especial protege a obra-prima de Da Vinci, vista por uma média de 30 mil pessoas por dia.

MORTE DE TROTSKY

    Em 1940, morre o líder revolucionário comunista Leon Davidovich Bronstein, mais conhecido como Leon Trotsky, atacado na véspera na sua casa no exílio na Cidade do México pelo agente stalinista espanhol Jaime Ramón Mercader com uma picareta de alpinismo.

Trotsky nasce na Ucrânia numa família judaica. Vira marxista na adolescência e larga a Universidade de Odessa para organizar o Sindicato dos Trabalhadores do Sul da Rússia. Em 1898, é preso por suas atividades políticas. Dois anos depois, é enviado para a Sibéria. Em 1902, foge usando um passaporte falso em nome de Leon Trotsky.

Ele volta à Rússia para participar da Revolução de 1905. É preso e enviado de novo à Sibéria. Em 1907, escapa mais uma vez. Em mais uma década no exílio, Trotsky vive na Suíça, na França, na Espanha e em Nova York antes de voltar à Rússia em 1917, depois que a Revolução de Fevereiro derruba a monarquia.

Como líder do Soviete de Petrogrado, Trotsky tem um papel decisivo na Revolução de Outubro, que leva os bolcheviques ao poder. Nomeado comissário de Relações Exteriores, negocia a paz de Brest-Litovsk com a Alemanha para tirar a Rússia da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Comissário do Povo para Assuntos Militares e Navais, cria e chefia o Exército Vermelho durante a guerra civil que se segue à Revolução Comunista. Também funda o Politburo do Comitê Central do Partido Comunista e se torna um de seus sete membros.

Depois da morte de Lenin, em janeiro de 1924, Trotsky perde a disputa pelo poder com Josef Stalin. Em 1925, deixa de ser comissário da Guerra e, em 1927, é afastado do Politburo.

Expulso da União Soviética em fevereiro de 1929, torna-se o maior crítico do stalinismo até ser morto por Mercader, um agente internacional do Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), a polícia política da URSS no período stalinista. 

HAVAÍ VIRA ESTADO DOS EUA

    Em 1959, o presidente Dwight Eisenhower assina a proclamação que torna o Havaí o 50º estado dos Estados Unidos.

Os primeiros seres humanos chegam ao Arquipélago do Havaí no século 8 da era cristã. Os comerciantes norte-americanos começam a extrair o sândalo, uma madeira muito apreciada na China. A indústria açucareira é introduzida nos anos 1830 e se torna importante na metade do século 19. 

A presença de agricultores e missionários americanos muda a história do Havaí. Em 1893, um grupo de americanos expatriados e plantadores de açúcar depõe a monarquia. No ano seguinte, o Havaí vira protetorado dos EUA.

Depois do uso da base naval de Pearl Harbor durante a Guerra Hispano-Americana, em 1898, quando os EUA tomaram as Filipinas e a ilha de Guam, a anexação formal é aprovada. O ataque do Japão à 7ª Frota Americana em Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941 faz os EUA entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

LÍDER DA INDEPENDÊNCIA DO QUÊNIA SOLTO

    Em 1961, depois de nove anos de prisão, as autoridades coloniais britânicas libertam Jomo Kenyatta, líder do movimento pela independência do Quênia.


 Menos de dois anos depois, em 1º de junho de 1963, o Quênia conquista a independência e Kenyatta se torna primeiro-ministro e, a partir de 1964, presidente até sua morte, em 22 de agosto de 1978.

Sob Kenyatta, o Quênia adere à Organização de Unidade Africana (OUA) e à Comunidade das Nações, a antiga Comunidade Britânica, e se alia ao Ocidente durante a Guerra Fria. 

Seu governo é acusado de ditatorial, autoritário, corrupto e neocolonial ao privilegiar os kikuyos sobre outras etnias, mantendo a hierarquia social imposta pelo Império Britânico.

INDEPENDÊNCIA DA LETÔNIA

    Em 1991, no dia do colapso do golpe da linha-dura contra o presidente Mikhail Gorbachev, a Letônia declara independência da União Soviética.

A República da Letônia proclama a independência em 18 de novembro de 1918, depois da derrota da Rússia para a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-18), em meio ao caos da guerra civil deflagrada pela Revolução Bolchevique.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a União Soviética de Josef Stalin invade e anexa a Letônia em 1940 com base no Pacto Germano-Soviético, assinado em 23 de agosto de 1939, dias antes do início do conflito. Milhares de letões são presos, assassinados ou deportados. 

Para consolidar a anexação, a URSS promove uma migração em massa de russos, que são hoje cerca de 27% da população de 1,8 milhão de habitantes, o que gera um risco de invasão da Rússia.

Com a abertura política promovida por Gorbachev na URSS, a Frente Popular da Letônia é fundada em Riga em 8 de outubro de 1988 para lutar pela independência.  

A Letônia entra para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 29 de março de 2004 e para a União Europeia em 1º de maio do mesmo ano. 

É um dos países mais determinados da aliança militar liderada pelos Estados Unidos no apoio contra a invasão da ex-república soviética da Ucrânia pela Rússia.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 20 de Agosto

INÍCIO DA ESCRAVIDÃO NOS EUA

     Em 1619, os primeiros escravos africanos são vendidos na colônia de Jamestown, na Virgínia, no início da escravidão no que hoje são os Estados Unidos.


São mais de 20 angolanos capturados por traficantes de escravos portugueses atacados por piratas em busca de ouro. Quando os piratas veem que são escravos, os vendem aos colonos norte-americanos.

A colônia de Jamestown, fundada em 1607 e batizada em homenagem ao rei Jaime I da Inglaterra e Jaime VI na Escócia, tem cerca de 700 habitantes em 1619.

Os escravos são capturados pelos traficantes portugueses nos reinos africanos do Kongo e de Ndongo e embarcados no navio San Juan Bautista, que os levaria a Veracruz, na colônia espanhola da Nova Espanha, hoje México.

Na travessia do Oceano Atlântico, cerca de 150 dos 350 escravos morrem. Dois navios piratas, o Leão Branco e o Tesoureiro, atacam o navio negreiro e tomam 60 escravos. O Leão Branco troca-os por comida em Jamestown.

O tráfico de escravos captura mais de 12 milhões de africanos. A maior parte (5 milhões) vem para o Brasil, outros 3 milhões para a região do Mar do Caribe e 600 mil para os EUA.

DESCOBERTA DO ALASCA

    Em 1741, em viagem a serviço da Rússia, o explorador dinamarquês Vitus Bering encontra  o Alasca.

Bering nasce em Horsens, na Dinamarca, em 1681. Depois de uma viagem às Índias Orientais, ele entra para a frota do czar Pedro I, o Grande, como subtenente.

Em 1724, o czar o nomeia capitão de uma expedição para determinar se a Ásia está ligada à América do Norte ou se existe uma passagem que permita chegar a China contornando os limites da Sibéria.

A expedição parte da Península de Kamchatka em 13 de julho de 1728. Em agosto, passa pelo Estreito de Bering e chega ao Oceano Glacial Ártico. O mau tempo não deixa avistar a América do Norte, mas ele conclui que os dois continentes não estão ligados por terra.

Durante o reinado da imperatriz Ana, Bering integra a Grande Expedição do Norte (1733-43), que mapeia a costa ártica da Sibéria. Em 4 de junho de 1741, ele zarpa de Kamchatka com o navio Saint Peter, enquanto Alexei Chirikov comanda o Saint Paul. Uma tempestade afasta os dois navios. 

Chirikov descobre várias Ilhas Aleutas e Bering chega ao Golfo do Alasca em 20 de agosto. Com escorbuto, Bering perde a capacidade de comandar o navio, destruído durante uma tempestade no porto da Ilha de Bering em novembro. Ele morre em 19 de dezembro de 1741 na Ilha de Bering, batizada em sua homenagem, assim como o estreito por onde se acredita que o homem chegou à America há 24 mil anos. Os sobreviventes conseguem chegar à Sibéria e falar das possibilidades do comércio de peles do Alasca e das Aleutas.

Em 1784, o comerciante de peles russo Grigory Chelikhov funda na ilha de Kodiak a Baía de Três Santos, o primeiro assentamento permanente da Rússia no Alasca. Depois da derrota na Guerra da Crime (1853-56), a Rússia vende o Alasca para os Estados Unidos em 1867.

O negócio é defendido pelo secretário de Estado, William Seward, que enfrenta forte oposição por se tratar de um deserto gelado.

Seward oferece US$ 7,2 milhões e os EUA assumem o controle do território em 18 de outubro de 1867. O negócio é chamado de "loucura de Seward".

A descoberta de ouro no Território de Yukon, no Canadá, em 16 de agosto de 1896 deflagra uma corrida do ouro que inclui o Alasca, a maior da história da América. Cerca de 100 mil garimpeiros vão para a região. A "loucura de Seward" se paga com alto lucro.

QUEDA DE BRUXELAS

    Em 1914, a Alemanha toma Bruxelas, a capital da Bélgica, na invasão inicial da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Com a Europa em crise depois do assassinato do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, Francisco Ferdinando, em Sarajevo, na Bósnia-Herzegovina, em 28 de junho, a Bélgica reafirma sua neutralidade em 24 de agosto.

A guerra começa em 28 de julho, quando a Áustria-Hungria ataca a Sérvia. A Alemanha, aliada da Áustria-Hungria, invade Luxemburgo em 2 de agosto e exige passagem livre para suas tropas pelo território belga para atacar a França.

Diante da recusa, a Alemanha declara guerra à Belgica e invade o país em 4 de agosto, Começa a Batalha de Liège, que cai em 7 de agosto. Depois das batalhas de Mons e de Charleroi, os exércitos alemães seguem em marcha rumo à França. 

ASSASSINATO DE TROTSKY

    Em 1940, o agente stalinista Jaime Ramón Mercader ataca com uma picareta de alpinismo o líder revolucionário comunista Leon Davidovich Bronstein, mais conhecido como Leon Trotsky, que morre no dia seguinte, na sua casa no exílio na Cidade do México.

Trotsky nasce em Ianovka, na Ucrânia, numa família judaica em 7 de novembro de 1879. Vira marxista na adolescência e larga a Universidade de Odessa para organizar o Sindicato dos Trabalhadores do Sul da Rússia. 

Em 1898, é preso por suas atividades políticas. Dois anos depois, é enviado para a Sibéria. Em 1902, foge usando um passaporte falso em nome de Leon Trotsky.

Ele volta à Rússia para participar da Revolução de 1905. É preso e enviado de novo à Sibéria. Em 1907, escapa mais uma vez. Em mais uma década no exílio, Trotsky vive na Suíça, na França, na Espanha e em Nova York antes de voltar à Rússia em 1917, depois que a Revolução de Fevereiro derruba a monarquia.

Como líder do Soviete de Petrogrado, Trotsky tem um papel decisivo na Revolução de Outubro, que leva os bolcheviques ao poder. Nomeado comissário de Relações Exteriores, negocia a paz de Brest-Litovsk com a Alemanha para tirar a Rússia da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Comissário do Povo para Assuntos Militares e Navais, cria e chefia o Exército Vermelho durante a guerra civil que se segue à Revolução Comunista. Também funda o Politburo do Comitê Central do Partido Comunista e se torna um de seus sete membros.

Depois da morte de Lenin, em 21 de janeiro de 1924, Trotsky perde a disputa pelo poder com Josef Stalin. Em 1925, deixa de ser comissário da Guerra e, em 1927, é afastado do Politburo.

Expulso da União Soviética em fevereiro de 1929, torna-se o maior crítico do stalinismo até ser morto pelo comunista espanhol Ramón Mercader, um agente internacional do Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), a polícia política da URSS no período stalinista.

INDEPENDÊNCIA DO SENEGAL

    Em 1960, a República do Senegal se separa da Federação do Mali e se torna totalmente independente.

No fim do século 19, o que hoje é o Senegal é integrado à África Ocidental Francesa. Em 1946, o país é elevado à categoria de território ultramarino francês. A antiga colônia se torna uma república autônoma em 1958. 

Um ano depois, adere ao Sudão Francês, hoje Mali, para formar a Federação do Mali, que proclama a independência em junho de 1960. Em 20 de agosto, o Senegal se separa e Leopold Sédar Senghor (foto) se torna seu primeiro presidente.

INVASÃO DA TCHECO-ESLOVÁQUIA

    Em 1968, 200 mil soldados e 5 mil tanques do Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela União Soviética, invadem a Tcheco-Eslováquia e acabam com a Primavera de Praga, uma tentativa do líder Alexander Dubcek de humanizar o regime comunista.

Os comunistas tomam o poder na Tcheco-Eslováquia em 1948, num golpe apoiado pelo ditador soviético Josef Stalin, e impõem um regime stalinista, padrão na Europa Oriental, ocupada pelo Exército Vermelho no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A linha dura domina o país até os anos 1960, quando há uma liberalização do regime que atinge o auge sob Dubcek, eleito primeiro-secretário do Partido Comunista em 5 de janeiro de 1968. As tentativas de descentralizar a administração e a economia, e de democratizar o regime criando um "socialismo com face humana" desagradam ao Kremlin.

Os tcheco-eslovacos protestam e resistem à invasão. Vários jovens se autoimolam e morrem queimados na luta pela liberdade, mas são impotentes contra os tanques soviéticos. 

A Tcheco-Eslováquia permanece sob o controle da URSS até a queda do regime comunista na Revolução de Veludo, em novembro de 1989. Os tanques soviéticos só deixam o país em 1991, quando acaba a URSS.

No Divórcio de Veludo, em 1º de janeiro de 1993, o país se divide em República Tcheca e Eslováquia.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Hoje na História do Mundo: 21 de Agosto

 REVOLTA DE ESCRAVOS NOS EUA

    Em 1831, Nat Turner, que se considera enviado por Deus para libertar seu povo, inicia um sangrenta revolta de escravos que mata 60 pessoas no estado da Virgínia.

Com sete aliados, Turner mata seu dono, Joseph Travis, e família. O plano é tomar o arsenal do condado, na cidade de Jerusalém, e fugir por 50 quilômetros até um pântano onde pretendia enganar seus perseguidores.

Durante dois dias e duas noites, os rebeldes atacam fazendas e arregimentam seus escravos para a luta. Cerca de 75 rebeldes matam 60 moradores brancos do Condado de Southampton.

Uma milícia estadual de 3 mil homens esmaga a rebelião quando Turner e os escravos rebelados estão a poucos quilômetros de Jerusalém. O líder escapa. É preso em outubro e enforcado em 11 de novembro em Jerusalém.

Em reação à maior revolta de escravos da história dos EUA, muitos negros inocentes são chacinados e uma série de leis repressivas proíbe o movimento negro, a reunião e a educação de escravos.

ROUBO DA MONA LISA

    Em 1911, um funcionário italiano do Museu do Louvre, em Paris, rouba o quadro mais famoso do mundo, a Gioconda ou Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, pintado em 1503.

Vincenzo Peruggia aproveita o fechamento do museu numa segunda-feira e o sono de um porteiro para arrancar o quadro da moldura e carregá-lo escondido numa jaqueta. 

Depois de deixar a Mona Lisa escondida debaixo da cama por 28 dias, o ladrão leva o quadro para a Itália por acreditar que a pintura fora roubada numa invasão de Napoleão Bonaparte, que teve a obra pendurada em seu quarto. Na verdade, o rei Francisco I comprou o quadro de Leonardo da Vinci.

Na Itália, Peruggia entra em contato com o florentino Alfredo Geri, dono de um antiquário, e pede 500 mil liras, equivalentes a R$ 440 mil ao câmbio atual, pela pintura célebre. Os dois se encontram no Hotel La Cerratani, hoje Hotel La Gioconda, em Florença. Geri leva junto Giovanni Poggio, diretor da Galeria dos Ofícios, o principal museu da cidade.

Como há muitas falsificações de obras famosas, os dois decidem verificar a autenticidade da obra. Quando veem que é autêntica, denunciam à polícia, que prende Peruggia e recupera o quadro dois anos depois do furto. Antes de voltar a Paris, a Mona Lisa é exposta na Galeria dos Ofícios, em Florença, e no Palácio Farnese e na Galeria Borghese, em Roma.

Desde então, o sorriso da Mona Lisa só saiu do Louvre para ser exposto no Museu de Arte Metropolitano, em Nova York, nos EUA, em 1963, e na Rússia e no Japão, em 1974. Desde 2005, uma caixa de vidro especial protege a obra-prima de Da Vinci, vista por uma média de 30 mil pessoas por dia.

MORTE DE TROTSKY

    Em 1940, morre o líder revolucionário comunista Leon Davidovich Bronstein, mais conhecido como Leon Trotsky, atacado na véspera na sua casa no exílio na Cidade do México pelo agente stalinista espanhol Jaime Ramón Mercader com uma picareta de alpinismo.

Trotsky nasce na Ucrânia numa família judaica. Vira marxista na adolescência e larga a Universidade de Odessa para organizar o Sindicato dos Trabalhadores do Sul da Rússia. Em 1898, é preso por suas atividades políticas. Dois anos depois, é enviado para a Sibéria. Em 1902, foge usando um passaporte falso em nome de Leon Trotsky.

Ele volta à Rússia para participar da Revolução de 1905. É preso e enviado de novo à Sibéria. Em 1907, escapa mais uma vez. Em mais uma década no exílio, Trotsky vive na Suíça, na França, na Espanha e em Nova York antes de voltar à Rússia em 1917, depois que a Revolução de Fevereiro derruba a monarquia.

Como líder do Soviete de Petrogrado, Trotsky tem um papel decisivo na Revolução de Outubro, que leva os bolcheviques ao poder. Nomeado comissário de Relações Exteriores, negocia a paz de Brest-Litovsk com a Alemanha para tirar a Rússia da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Comissário do Povo para Assuntos Militares e Navais, cria e chefia o Exército Vermelho durante a guerra civil que se segue à Revolução Comunista. Também funda o Politburo do Comitê Central do Partido Comunista e se torna um de seus sete membros.

Depois da morte de Lenin, em janeiro de 1924, Trotsky perde a disputa pelo poder com Josef Stalin. Em 1925, deixa de ser comissário da Guerra e, em 1927, é afastado do Politburo.

Expulso da União Soviética em fevereiro de 1929, torna-se o maior crítico do stalinismo até ser morto por Mercader, um agente internacional do Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), a polícia política da URSS no período stalinista. 

HAVAÍ VIRA ESTADO DOS EUA

    Em 1959, o presidente Dwight Eisenhower assina a proclamação que torna o Havaí o 50º estado dos Estados Unidos.

Os primeiros seres humanos chegam ao Arquipélago do Havaí no século 8 da era cristã. Os comerciantes norte-americanos começam a extrair o sândalo, uma madeira muito apreciada na China. A indústria açucareira é introduzida nos anos 1830 e se torna importante na metade do século 19. 

A presença de agricultores e missionários americanos muda a história do Havaí. Em 1893, um grupo de americanos expatriados e plantadores de açúcar depõe a monarquia. No ano seguinte, o Havaí vira protetorado dos EUA.

Depois do uso da base naval de Pearl Harbor durante a Guerra Hispano-Americana, em 1898, quando os EUA tomaram as Filipinas e a ilha de Guam, a anexação formal é aprovada. O ataque do Japão à 7ª Frota Americana em Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941 faz os EUA entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

LÍDER DA INDEPENDÊNCIA DO QUÊNIA SOLTO

    Em 1961, depois de nove anos de prisão, as autoridades coloniais britânicas libertam Jomo Kenyatta, líder do movimento pela independência do Quênia.


 Menos de dois anos depois, em 1º de junho de 1963, o Quênia conquista a independência e Kenyatta se torna primeiro-ministro e, a partir de 1964, presidente até sua morte, em 22 de agosto de 1978.

Sob Kenyatta, o Quênia adere à Organização de Unidade Africana (OUA) e à Comunidade das Nações, a antiga Comunidade Britânica, e se alia ao Ocidente durante a Guerra Fria. 

Seu governo é acusado de ditatorial, autoritário, corrupto e neocolonial ao privilegiar os kikuyos sobre outras etnias, mantendo a hierarquia social imposta pelo Império Britânico.

INDEPENDÊNCIA DA LETÔNIA

    Em 1991, no dia do colapso do golpe da linha-dura contra o presidente Mikhail Gorbachev, a Letônia declara independência da União Soviética.

A República da Letônia proclama a independência em 18 de novembro de 1918, depois da derrota da Rússia para a Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-18), em meio ao caos da guerra civil deflagrada pela Revolução Bolchevique.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a União Soviética de Josef Stalin invade e anexa a Letônia em 1940 com base no Pacto Germano-Soviético, assinado em 23 de agosto de 1939, dias antes do início do conflito. Milhares de letões são presos, assassinados ou deportados. 

Para consolidar a anexação, a URSS promove uma migração em massa de russos, que são hoje cerca de 27% da população de 1,8 milhão de habitantes, o que gera um risco de invasão da Rússia.

Com a abertura política promovida por Gorbachev na URSS, a Frente Popular da Letônia é fundada em Riga em 8 de outubro de 1988 para lutar pela independência.  

A Letônia entra para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 29 de março de 2004 e para a União Europeia em 1º de maio do mesmo ano. 

É um dos países mais determinados da aliança militar liderada pelos Estados Unidos no apoio contra a invasão da ex-república soviética da Ucrânia pela Rússia.

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Hoje na História do Mundo: 20 de Agosto

 INÍCIO DA ESCRAVIDÃO NOS EUA

     Em 1619, os primeiros escravos africanos são vendidos na colônia de Jamestown, na Virgínia, no início da escravidão no que hoje são os Estados Unidos.


São mais de 20 angolanos capturados por traficantes de escravos portugueses atacados por piratas em busca de ouro. Quando os piratas veem que são escravos, os vendem aos colonos norte-americanos.

A colônia de Jamestown, fundada em 1607 e batizada em homenagem ao rei Jaime I da Inglaterra e Jaime VI na Escócia, tem cerca de 700 habitantes em 1619.

Os escravos são capturados pelos traficantes portugueses nos reinos africanos do Kongo e de Ndongo e embarcados no navio San Juan Bautista, que os levaria a Veracruz, na colônia espanhola da Nova Espanha, hoje México.

Na travessia do Oceano Atlântico, cerca de 150 dos 350 escravos morrem. Dois navios piratas, o Leão Branco e o Tesoureiro, atacam o navio negreiro e tomam 60 escravos. O Leão Branco troca-os por comida em Jamestown.

O tráfico de escravos captura mais de 12 milhões de africanos. A maior parte (5 milhões) vem para o Brasil, outros 3 milhões para a região do Mar do Caribe e 600 mil para os EUA.

DESCOBERTA DO ALASCA

    Em 1741, em viagem a serviço da Rússia, o explorador dinamarquês Vitus Bering encontra  o Alasca.

Bering nasce em Horsens, na Dinamarca, em 1681. Depois de uma viagem às Índias Orientais, ele entra para a frota do czar Pedro I, o Grande, como subtenente.

Em 1724, o czar o nomeia capitão de uma expedição para determinar se a Ásia está ligada à América do Norte ou se existe uma passagem que permita chegar a China contornando os limites da Sibéria.

A expedição parte da Península de Kamchatka em 13 de julho de 1728. Em agosto, passa pelo Estreito de Bering e chega ao Oceano Glacial Ártico. O mau tempo não deixa avistar a América do Norte, mas ele conclui que os dois continentes não estão ligados por terra.

Durante o reinado da imperatriz Ana, Bering integra a Grande Expedição do Norte (1733-43), que mapeia a costa ártica da Sibéria. Em 4 de junho de 1741, ele zarpa de Kamchatka com o navio Saint Peter, enquanto Alexei Chirikov comanda o Saint Paul. Uma tempestade afasta os dois navios. 

Chirikov descobre várias Ilhas Aleutas e Bering chega ao Golfo do Alasca em 20 de agosto. Com escorbuto, Bering perde a capacidade de comandar o navio, destruído durante uma tempestade no porto da Ilha de Bering em novembro. Ele morre em 19 de dezembro de 1741 na Ilha de Bering, batizada em sua homenagem, assim como o estreito por onde se acredita que o homem chegou à America há 24 mil anos. Os sobreviventes conseguem chegar à Sibéria e falar das possibilidades do comércio de peles do Alasca e das Aleutas.

Em 1784, o comerciante de peles russo Grigory Chelikhov funda na ilha de Kodiak a Baía de Três Santos, o primeiro assentamento permanente da Rússia no Alasca. Depois da derrota na Guerra da Crime (1853-56), a Rússia vende o Alasca para os Estados Unidos em 1867.

O negócio é defendido pelo secretário de Estado, William Seward, que enfrenta forte oposição por se tratar de um deserto gelado.

Seward oferece US$ 7,2 milhões e os EUA assumem o controle do território em 18 de outubro de 1867. O negócio é chamado de "loucura de Seward".

A descoberta de ouro no Território de Yukon, no Canadá, em 16 de agosto de 1896 deflagra uma corrida do ouro que inclui o Alasca, a maior da história da América. Cerca de 100 mil garimpeiros vão para a região. A "loucura de Seward" se paga com alto lucro.

QUEDA DE BRUXELAS

    Em 1914, a Alemanha toma Bruxelas, a capital da Bélgica, na invasão inicial da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Com a Europa em crise depois do assassinato do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, Francisco Ferdinando, em Sarajevo, na Bósnia-Herzegovina, em 28 de junho, a Bélgica reafirma sua neutralidade em 24 de agosto.

A guerra começa em 28 de julho, quando a Áustria-Hungria ataca a Sérvia. A Alemanha, aliada da Áustria-Hungria, invade Luxemburgo em 2 de agosto e exige passagem livre para suas tropas pelo território belga para atacar a França.

Diante da recusa, a Alemanha declara guerra à Belgica e invade o país em 4 de agosto, Começa a Batalha de Liège, que cai em 7 de agosto. Depois das batalhas de Mons e de Charleroi, os exércitos alemães seguem em marcha rumo à França. 

ASSASSINATO DE TROTSKY

    Em 1940, o agente stalinista Jaime Ramón Mercader ataca com uma picareta de alpinismo o líder revolucionário comunista Leon Davidovich Bronstein, mais conhecido como Leon Trotsky, que morre no dia seguinte, na sua casa no exílio na Cidade do México.

Trotsky nasce em Ianovka, na Ucrânia, numa família judaica em 7 de novembro de 1879. Vira marxista na adolescência e larga a Universidade de Odessa para organizar o Sindicato dos Trabalhadores do Sul da Rússia. 

Em 1898, é preso por suas atividades políticas. Dois anos depois, é enviado para a Sibéria. Em 1902, foge usando um passaporte falso em nome de Leon Trotsky.

Ele volta à Rússia para participar da Revolução de 1905. É preso e enviado de novo à Sibéria. Em 1907, escapa mais uma vez. Em mais uma década no exílio, Trotsky vive na Suíça, na França, na Espanha e em Nova York antes de voltar à Rússia em 1917, depois que a Revolução de Fevereiro derruba a monarquia.

Como líder do Soviete de Petrogrado, Trotsky tem um papel decisivo na Revolução de Outubro, que leva os bolcheviques ao poder. Nomeado comissário de Relações Exteriores, negocia a paz de Brest-Litovsk com a Alemanha para tirar a Rússia da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Comissário do Povo para Assuntos Militares e Navais, cria e chefia o Exército Vermelho durante a guerra civil que se segue à Revolução Comunista. Também funda o Politburo do Comitê Central do Partido Comunista e se torna um de seus sete membros.

Depois da morte de Lenin, em 21 de janeiro de 1924, Trotsky perde a disputa pelo poder com Josef Stalin. Em 1925, deixa de ser comissário da Guerra e, em 1927, é afastado do Politburo.

Expulso da União Soviética em fevereiro de 1929, torna-se o maior crítico do stalinismo até ser morto pelo comunista espanhol Ramón Mercader, um agente internacional do Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), a polícia política da URSS no período stalinista.

INDEPENDÊNCIA DO SENEGAL

    Em 1960, a República do Senegal se separa da Federação do Mali e se torna totalmente independente.

No fim do século 19, o que hoje é o Senegal é integrado à África Ocidental Francesa. Em 1946, o país é elevado à categoria de território ultramarino francês. A antiga colônia se torna uma república autônoma em 1958. 

Um ano depois, adere ao Sudão Francês, hoje Mali, para formar a Federação do Mali, que proclama a independência em junho de 1960. Em 20 de agosto, o Senegal se separa e Leopold Sédar Senghor (foto) se torna seu primeiro presidente.

INVASÃO DA TCHECO-ESLOVÁQUIA

    Em 1968, 200 mil soldados e 5 mil tanques do Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela União Soviética, invadem a Tcheco-Eslováquia e acabam com a Primavera de Praga, uma tentativa do líder Alexander Dubcek de humanizar o regime comunista.

Os comunistas tomam o poder na Tcheco-Eslováquia em 1948, num golpe apoiado pelo ditador soviético Josef Stalin, e impõem um regime stalinista, padrão na Europa Oriental, ocupada pelo Exército Vermelho no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A linha dura domina o país até os anos 1960, quando há uma liberalização do regime que atinge o auge sob Dubcek, eleito primeiro-secretário do Partido Comunista em 5 de janeiro de 1968. As tentativas de descentralizar a administração e a economia, e de democratizar o regime criando um "socialismo com face humana" desagradam ao Kremlin.

Os tcheco-eslovacos protestam e resistem à invasão. Vários jovens se autoimolam e morrem queimados na luta pela liberdade, mas são impotentes contra os tanques soviéticos. 

A Tcheco-Eslováquia permanece sob o controle da URSS até a queda do regime comunista na Revolução de Veludo, em novembro de 1989. Os tanques soviéticos só deixam o país em 1991, quando acaba a URSS.

No Divórcio de Veludo, em 1º de janeiro de 1993, o país se divide em República Tcheca e Eslováquia.

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Hoje na História do Mundo: 21 de Agosto

 REVOLTA DE ESCRAVOS NOS EUA

    Em 1831, Nat Turner, que se considera enviado por Deus para libertar seu povo, inicia um sangrenta revolta de escravos que mata 60 pessoas no estado da Virgínia.

Com sete aliados, Turner mata seu dono, Joseph Travis, e família. O plano é tomar o arsenal do condado, na cidade de Jerusalém, e fugir por 50 quilômetros até um pântano onde pretendia enganar seus perseguidores.

Durante dois dias e duas noites, os rebeldes atacam fazendas e arregimentam seus escravos para a luta. Cerca de 75 rebeldes matam 60 moradores brancos do Condado de Southampton.

Uma milícia estadual de 3 mil homens esmaga a rebelião quando Turner e os escravos rebelados estão a poucos quilômetros de Jerusalém. O líder escapa. É preso em outubro e enforcado em 11 de novembro em Jerusalém.

Em reação à maior revolta de escravos da história dos EUA, muitos negros inocentes são chacinados e uma série de leis repressivas proíbe o movimento negro, a reunião e a educação de escravos.

ROUBO DA MONA LISA

    Em 1911, um funcionário italiano do Museu do Louvre, em Paris, rouba o quadro mais famoso do mundo, a Gioconda ou Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, pintado em 1503.

Vincenzo Peruggia aproveita o fechamento do museu numa segunda-feira e o sono de um porteiro para arrancar o quadro da moldura e carregá-lo escondido numa jaqueta. 

Depois de deixar a Mona Lisa escondida debaixo da cama por 28 dias, o ladrão leva o quadro para a Itália por acreditar que a pintura fora roubada numa invasão de Napoleão Bonaparte, que teve a obra pendurada em seu quarto. Na verdade, o rei Francisco I comprou o quadro de Leonardo da Vinci.

Na Itália, Peruggia entra em contato com o florentino Alfredo Geri, dono de um antiquário, e pede 500 mil liras, equivalentes a R$ 440 mil ao câmbio atual, pela pintura célebre. Os dois se encontram no Hotel La Cerratani, hoje Hotel La Gioconda, em Florença. Geri leva junto Giovanni Poggio, diretor da Galeria dos Ofícios, o principal museu da cidade.

Como há muitas falsificações de obras famosas, os dois decidem verificar a autenticidade da obra. Quando veem que é autêntica, denunciam à polícia, que prende Peruggia e recupera o quadro dois anos depois do furto. Antes de voltar a Paris, a Mona Lisa é exposta na Galeria dos Ofícios, em Florença, e no Palácio Farnese e na Galeria Borghese, em Roma.

Desde então, o sorriso da Mona Lisa só saiu do Louvre para ser exposto no Museu de Arte Metropolitano, em Nova York, nos EUA, em 1963, e na Rússia e no Japão, em 1974. Desde 2005, uma caixa de vidro especial protege a obra-prima de Da Vinci, vista por uma média de 30 mil pessoas por dia.

MORTE DE TROTSKY

    Em 1940, morre o líder revolucionário comunista Leon Davidovich Bronstein, mais conhecido como Leon Trotsky, atacado na véspera na sua casa no exílio na Cidade do México pelo agente stalinista espanhol Jaime Ramón Mercader com uma picareta de alpinismo.

Trotsky nasce na Ucrânia numa família judaica. Vira marxista na adolescência e larga a Universidade de Odessa para organizar o Sindicato dos Trabalhadores do Sul da Rússia. Em 1898, é preso por suas atividades políticas. Dois anos depois, é enviado para a Sibéria. Em 1902, foge usando um passaporte falso em nome de Leon Trotsky.

Ele volta à Rússia para participar da Revolução de 1905. É preso e enviado de novo à Sibéria. Em 1907, escapa mais uma vez. Em mais uma década no exílio, Trotsky vive na Suíça, na França, na Espanha e em Nova York antes de voltar à Rússia em 1917, depois que a Revolução de Fevereiro derruba a monarquia.

Como líder do Soviete de Petrogrado, Trotsky tem um papel decisivo na Revolução de Outubro, que leva os bolcheviques ao poder. Nomeado comissário de Relações Exteriores, negocia a paz de Brest-Litovsk com a Alemanha para tirar a Rússia da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Comissário do Povo para Assuntos Militares e Navais, cria e chefia o Exército Vermelho durante a guerra civil que se segue à Revolução Comunista. Também funda o Politburo do Comitê Central do Partido Comunista e se torna um de seus sete membros.

Depois da morte de Lenin, em janeiro de 1924, Trotsky perde a disputa pelo poder com Josef Stalin. Em 1925, deixa de ser comissário da Guerra e, em 1927, é afastado do Politburo.

Expulso da União Soviética em fevereiro de 1929, torna-se o maior crítico do stalinismo até ser morto por Mercader, um agente internacional do Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), a polícia política da URSS no período stalinista. 

HAVAÍ VIRA ESTADO DOS EUA

    Em 1959, o presidente Dwight Eisenhower assina a proclamação que torna o Havaí o 50º estado dos Estados Unidos.

Os primeiros seres humanos chegam ao Arquipélago do Havaí no século 8 da era cristã. Os comerciantes norte-americanos começam a extrair o sândalo, uma madeira muito apreciada na China. A indústria açucareira é introduzida nos anos 1830 e se torna importante na metade do século 19. 

A presença de agricultores e missionários americanos muda a história do Havaí. Em 1893, um grupo de americanos expatriados e plantadores de açúcar depõe a monarquia. No ano seguinte, o Havaí vira protetorado dos EUA.

Depois do uso da base naval de Pearl Harbor durante a Guerra Hispano-Americana, em 1898, quando os EUA tomaram as Filipinas e a ilha de Guam, a anexação formal é aprovada. O ataque do Japão à 7ª Frota Americana em Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941 faz os EUA entrarem na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

LÍDER DA INDEPENDÊNCIA DO QUÊNIA SOLTO

    Em 1961, depois de nove anos de prisão, as autoridades coloniais britânicas libertam Jomo Kenyatta, líder do movimento pela independência do Quênia.


 Menos de dois anos depois, em 1º de junho de 1963, o Quênia conquista a independência e Kenyatta se torna primeiro-ministro e, a partir de 1964, presidente até sua morte, em 22 de agosto de 1978.

Sob Kenyatta, o Quênia adere à Organização de Unidade Africana (OUA) e à Comunidade das Nações, a antiga Comunidade Britânica, e se alia ao Ocidente durante a Guerra Fria. 

Seu governo é acusado de ditatorial, autoritário, corrupto e neocolonial ao privilegiar os kikuyos sobre outras etnias, mantendo a hierarquia social imposta pelo Império Britânico.

INDEPENDÊNCIA DA LETÔNIA

    Em 1991, no dia do colapso do golpe da linha-dura contra o presidente Mikhail Gorbachev, a Letônia declara independência da União Soviética.

A República da Letônia proclama a independência em 18 de novembro de 1918, depois da derrota da Rússia pela Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-18), em meio ao caos da guerra civil deflagrada pela Revolução Bolchevique.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a União Soviética de Josef Stalin invade e anexa a Letônia com base no Pacto Germano-Soviético, assinado dias antes do início do conflito. Milhares de letões são presos, assassinados ou deportados. 

Para consolidar a anexação, a URSS promove uma migração em massa de russos, que são hoje cerca de 27% da população de 1,8 milhão de habitantes, o que gera um risco de invasão da Rússia.

Com a abertura política promovida por Gorbachev na URSS, a Frente Popular da Letônia é fundada em Riga, 8 de outubro de 1988, para lutar pela independência.  

A Letônia entra para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 29 de março de 2004 e para a União Europeia em 1º de maio do mesmo ano. 

É um dos países mais determinados da aliança militar liderada pelos Estados Unidos no apoio contra a invasão da ex-república soviética da Ucrânia pela Rússia.

terça-feira, 20 de agosto de 2024

Hoje na História do Mundo: 20 de Agosto

 INÍCIO DA ESCRAVIDÃO NOS EUA

     Em 1619, os primeiros escravos africanos são vendidos na colônia de Jamestown, na Virgínia, no início da escravidão no que hoje são os Estados Unidos.


São mais de 20 angolanos capturados por traficantes de escravos portugueses atacados por piratas em busca de ouro. Quando os piratas veem que são escravos, os vendem aos colonos norte-americanos.

A colônia de Jamestown, fundada em 1607 e batizada em homenagem ao rei Jaime I da Inglaterra e Jaime VI na Escócia, tem cerca de 700 habitantes em 1619.

Os escravos são capturados pelos traficantes portugueses nos reinos africanos do Kongo e de Ndongo e embarcados no navio San Juan Bautista, que os levaria a Veracruz, na colônia espanhola da Nova Espanha, hoje México.

Na travessia do Oceano Atlântico, cerca de 150 dos 350 escravos morrem. Dois navios piratas, o Leão Branco e o Tesoureiro, atacam o navio negreiro e tomam 60 escravos. O Leão Branco troca-os por comida em Jamestown.

O tráfico de escravos captura mais de 12 milhões de africanos. A maior parte (5 milhões) vem para o Brasil, outros 3 milhões para a região do Mar do Caribe e 600 mil para os EUA.

QUEDA DE BRUXELAS

    Em 1914, a Alemanha toma Bruxelas, a capital da Bélgica, na invasão inicial da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Com a Europa em crise depois do assassinato do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, Francisco Ferdinando, em Sarajevo, na Bósnia-Herzegovina, em 28 de junho, a Bélgica reafirma sua neutralidade em 24 de agosto.

A guerra começa em 28 de julho, quando a Áustria-Hungria ataca a Sérvia. A Alemanha, aliada da Áustria-Hungria, invade Luxemburgo em 2 de agosto e exige passagem livre para suas tropas pelo território belga para atacar a França.

Diante da recusa, a Alemanha declara guerra à Belgica e invade o país em 4 de agosto, Começa a Batalha de Liège, que cai em 7 de agosto. Depois das batalhas de Mons e de Charleroi, os exércitos alemães seguem em marcha rumo à França. 

ASSASSINATO DE TROTSKY

    Em 1940, o agente stalinista Jaime Ramón Mercader ataca com uma picareta de alpinismo o líder revolucionário comunista Leon Davidovich Bronstein, mais conhecido como Leon Trotsky, que morre no dia seguinte, na sua casa no exílio na Cidade do México.

Trotsky nasce em Ianovka, na Ucrânia, numa família judaica em 7 de novembro de 1879. Vira marxista na adolescência e larga a Universidade de Odessa para organizar o Sindicato dos Trabalhadores do Sul da Rússia. 

Em 1898, é preso por suas atividades políticas. Dois anos depois, é enviado para a Sibéria. Em 1902, foge usando um passaporte falso em nome de Leon Trotsky.

Ele volta à Rússia para participar da Revolução de 1905. É preso e enviado de novo à Sibéria. Em 1907, escapa mais uma vez. Em mais uma década no exílio, Trotsky vive na Suíça, na França, na Espanha e em Nova York antes de voltar à Rússia em 1917, depois que a Revolução de Fevereiro derruba a monarquia.

Como líder do Soviete de Petrogrado, Trotsky tem um papel decisivo na Revolução de Outubro, que leva os bolcheviques ao poder. Nomeado comissário de Relações Exteriores, negocia a paz de Brest-Litovsk com a Alemanha para tirar a Rússia da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Comissário do Povo para Assuntos Militares e Navais, cria e chefia o Exército Vermelho durante a guerra civil que se segue à Revolução Comunista. Também funda o Politburo do Comitê Central do Partido Comunista e se torna um de seus sete membros.

Depois da morte de Lenin, em 21 de janeiro de 1924, Trotsky perde a disputa pelo poder com Josef Stalin. Em 1925, deixa de ser comissário da Guerra e, em 1927, é afastado do Politburo.

Expulso da União Soviética em fevereiro de 1929, torna-se o maior crítico do stalinismo até ser morto pelo comunista espanhol Ramón Mercader, um agente internacional do Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), a polícia política da URSS no período stalinista.

INDEPENDÊNCIA DO SENEGAL

    Em 1960, a República do Senegal se separa da Federação do Mali e se torna totalmente independente.

No fim do século 19, o que hoje é o Senegal é integrado à África Ocidental Francesa. Em 1946, o país é elevado à categoria de território ultramarino francês. A antiga colônia se torna uma república autônoma em 1958. 

Um ano depois, adere ao Sudão Francês, hoje Mali, para formar a Federação do Mali, que proclama a independência em junho de 1960. Em 20 de agosto, o Senegal se separa e Leopold Sédar Senghor (foto) se torna seu primeiro presidente.

INVASÃO DA TCHECO-ESLOVÁQUIA

    Em 1968, 200 mil soldados e 5 mil tanques do Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela União Soviética, invadem a Tcheco-Eslováquia e acabam com a Primavera de Praga, uma tentativa do líder Alexander Dubcek de humanizar o regime comunista.

Os comunistas tomam o poder na Tcheco-Eslováquia em 1948, num golpe apoiado pelo ditador soviético Josef Stalin, e impõem um regime stalinista, padrão na Europa Oriental, ocupada pelo Exército Vermelho no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A linha dura domina o país até os anos 1960, quando há uma liberalização do regime que atinge o auge sob Dubcek, eleito primeiro-secretário do Partido Comunista em 5 de janeiro de 1968. As tentativas de descentralizar a administração e a economia, e de democratizar o regime criando um "socialismo com face humana" desagradam ao Kremlin.

Os tcheco-eslovacos protestam e resistem à invasão. Vários jovens se autoimolam e morrem queimados na luta pela liberdade, mas são impotentes contra os tanques soviéticos. 

A Tcheco-Eslováquia permanece sob o controle da URSS até a queda do regime comunista na Revolução de Veludo, em novembro de 1989. Os tanques soviéticos só deixam o país em 1991, quando acaba a URSS.

No Divórcio de Veludo, em 1º de janeiro de 1993, o país se divide em República Tcheca e Eslováquia.