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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Assassinato de jornalista desmascarou príncipe-herdeiro saudita

O assassinato brutal do jornalista Jamal Khashoggi, há exatamente um ano, mostrou a verdadeira face do príncipe-herdeiro e homem-forte da ditadura da Arábia Saudita, Mohamed ben Salman.

Em 2 de outubro de 2018, Jamal Khashoggi entrou no consulado saudita em Istambul, na Turquia. Precisava de um documento para se casar. A noiva ficou esperando do lado de fora. Ele nunca mais saiu. Foi detido, torturado, esquartejado e morto.

A primeira versão saudita foi que Khashoggi havia saído normalmente. Depois, que havia sido morto numa briga dentro do consulado. Logo, apareceu uma gravação atribuída à espionagem da Turquia que desmascarou a farsa, revelando detalhes da tortura e da brutal execução. Khashoggi teve os dados da mão amputados antes de morrer num festival de barbáries.

A responsabilidade pelo crime foi atribuída ao príncipe herdeiro. Afinal, o esquadrão da morte era formado por seus seguranças e chegou a Istambul em dois aviões usados pela equipe de MbS, como o príncipe também é conhecido. Ditador implacável, é impossível que não soubesse de nada. Meu comentário:

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Trump retira credencias do Washington Post

Em mais um gesto autoritário e fascistoide, o bilionário Donald Trump, virtual candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, proibiu o jornal The Washington Post de cobrir sua campanha à Casa Branca. Há uma longa lista de meios de comunicação censurados por Trump.

No Facebook, o magnata imobiliário declarou que, "baseado numa cobertura com reportagens incrivelmente inacuradas da campanha recordista de Trump, nós estamos revogando as credenciais de imprensa do falso e desonesto Washington Post."

O editor executivo do Post, Martin Baron, respondeu: "A decisão de Donald Trump de retirar das credenciais de The Washington Post nada mais é do que o repúdio ao papel de uma imprensa livre e independente. Quando a cobertura não corresponde ao que o candidato gostaria, uma organização jornalística é banida. O Post vai continuar cobrindo Donald Trump como sempre fez - honorável, honesta, acurada, enérgica e inflexivelmente. Temos orgulho de nossa cobertura e vamos mantê-la."

Entre os meios de comunicação banidos por Trump, estão Gawker, BuzzFeed, Foreign Policy, Politico, Fusion, Univisión, Mother Jones, The New Hampshire Union Leader, Des Moines Register, The Daily Beast e The Huffington Post.

The Washington Post se tornou um dos jornais mais famosos do mundo ao revelar o Escândalo de Watergate, uma operação da espionagem da oposição comandada de dentro da Casa Branca pelo presidente Richard Nixon durante a campanha eleitoral de 1972. Reeleito, Nixon renunciou em 1974.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Irã condena correspondente do jornal The Washington Post

A República Islâmica do Irã condenou hoje o chefe do escritório do jornal The Washington Post em Teerã, Jason Rezaian, acusado de espionagem e de fazer propaganda contra o regime fundamentalista, mas não esclareceu por qual acusação ele foi considerado culpado.

O veredito foi amplamente repudiado por parentes, amigos e colegas de Rezaian. A televisão estatal e a agência de notícias Estudantes Iranianos citaram como fonte Gholam Hossein Mohseni-Ejei, porta-voz do Tribunal Revolucionário de Teerã, um linha dura que criticou o ministro do Exterior, Mohamed Javad Zarif por apertar a mão do presidente Barack Obama.

Filho de um emigrante iraniano que chegou aos Estados Unidos em 1959, Rezaian nasceu no Marin County, na Califórnia, e tem dupla nacionalidade. Foi morar no Irã, onde trabalhava para a imprensa dos EUA. Estava no Post desde 2012.

Em 22 de julho de 2014, a polícia invadiu sua casa e prendeu Rezaian e sua mulher, levando-os para uma prisão onde são detidos intelectuais e dissidentes do regime dos aiatolás. A mulher foi solta dois meses depois, mediante pagamento de fiança.

Seu processo se enquadra na resistência de setores mais conservadores do regime fundamentalista iraniano em relação aos EUA. Faz parte do plano de sabotagem do acordo nuclear firmado pelo Irã com as cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas para desarmar o programa nuclear do país e evitar que faça a bomba atômica.

Em 20 de abril de 2015, Rezaian foi formalmente acusado de espionagem e "propaganda contra a ordem estabelecida". Hoje, o porta-voz do Tribunal Revolucionário não deu mais detalhes sobre a condenação.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Morre diretor do Washington Post durante escândalo de Watergate

O jornalista Benjamin Bradlee, o lendário diretor de redação do jornal The Washington Post, que denunciou o escândalo de Watergate, em 1972, e derrubou o presidente dos Estados Unidos Richard Nixon, morreu hoje aos 93 anos.

Ao comandar a cobertura do escândalo que levou à única renúncia até hoje de um presidente americano, Bradlee tornou-se o diretor de jornal mais importante de sua geração. Ele dirigiu o diário mais importante da capital dos EUA durante 26 anos. Foi responsável por sua modernização.

O escândalo Watergate, revelado pelos repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein, é um dos momentos mais importantes do jornalismo no século passsado. A partir uma invasão de propriedade e de um roubo aparentemente comum em que a presença de um advogado importante despertou suspeita, eles revelaram uma tentativa de instalar sistemas de escuta na sede central do Partido Democrata, na época na oposição, durante a campanha eleitoral de 1972, e uma rede de intrigas que levaria até o Salão Oval da Casa Branca. 

Leia mais no Washington Post, hoje propriedade de Jeff Bezos, o bilionário fundador da Amazon.com, que o comprou por US$ 250 milhões.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Fundador da Amazon compra Washington Post por US$ 250 milhões

O fundador e diretor-presidente da Amazon.com, Jeff Bezos, comprou por US$ 250 milhões o jornal The Washington Post, que ficou conhecido mundialmente por revelar o Escândalo de Watergate, que levou à renúncia do presidente americano Richard Nixon, em 1974.

É a primeira megaempresa de Internet que compra um grande jornal impresso.