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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Ahmadinejad chama protestos de "palhaçada"

O presidente do Parlamento do Irã, Ali Larijani, pediu hoje "pena máxima" para os responsáveis pelas manifestações de protesto da oposição de domingo passado, que terminaram em choque com as forças de segurança e pelo menos oito mortes.

Para o presidente Mahmoud Ahmadinejad, que descreveu os protestos como “palhaçada”, a culpa é de “sionistas e americanos”.

O ministro do Exterior, Manouchehr Mottaki, voltou a acusar os EUA e o Reino Unido de interferência nos assuntos internos da república islâmica, que vive sua pior crise desde a reeleição fradulenta de Ahmadinejad, em 12 de junho.

A Guarda Revolucionária denuncia uma guerra psicológica da imprensa estrangeira. O governo organizou hoje mais uma manifestação a favor para exigir punição aos rebeldes.

Cerca de 20 líderes da oposição e a irmã da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Shrin Ebadi foram detidos. Ao todo, cerca de 1,5 mil pessoas foram presas desde domingo em Teerã e Isfahã.

• O chanceler iraniano declarou hoje que o país está pronto para mandar urânio para enriquecimento no exterior.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

EUA e Rússia dão ultimato ao Irã

Numa reunião paralela à conferência de cúpula do fórum Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dimitri Medvedev, deram ontem um ultimado ao Irã, adverindo que o prazo para uma solução diplomática da questão nuclear iraniana está se esgotando.

Obama disse que o Irã tem duas alternativas: ou abandona o desenvolvimento de armas nucleares e aumenta sua integração à sociedade internacional ou será alvo de pressões cada vez maiores para "cumprir suas obrigações internacionais".

No Irã, o presidente Mahmoud Ahmadinejad repudiou as sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas ao regime fundamentalista iraniano.

Para o presidente do Parlamento Iraniano (Majlis), Ari Larijani, ao congelar os bens da Fundação Alavi, considerada nos EUA o braço financeiro do programa nuclear iraniano, o presidente Barack Obama mostrou que não é diferente de seus antecessores.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Conservadores ganham eleições no Irã

Com a maioria dos candidatos reformistas, liberais e independentes barrados, os conservadores venceram as eleições parlamentares de sexta-feira no Irã, com cerca de 70% dos votos.

Os conservadores, partidários da revolução islâmica, conquistaram 163 das 290 cadeiras do Majlis (Parlamento). Mas estão divididos entre a corrente mais radical, apoiada pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, e a ala mais pragmática, que discorda de sua gestão econômica e do isolamento a que levou o país com sua obstinação em manter o programa nuclear.

Sem oposição real, porque o Conselho dos Anciães vetou 2,4 mil dos 7,2 mil candidatos, os reformistas, liberais e independentes concorreram em apenas 81 distritos. A disputa ficou entre os aliados de Ahmadinejad e os conservadores mais pragmáticos.

Entre estes últimos, está Ari Larijani, ex-negociador internacional da questão nuclear iraniana. Ele obteve uma vitória esmagadora na cidade sagrada de Com e pode desafiar Ahmadinejad na eleição presidencial de 2009.

O índice de abstenção foi de 40% mas, na capital, chegou a 60%.

"Sua presença épica e poderosa superou os truques do inimigos e transformou a intensa guerra psicológica do inimigo destinada a encorajar uma participação fraca numa bolha inútil", declarou o aiatolá Ali Khamenei, Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Irã está pronto para cooperar com EUA no Iraque

O Irã está pronto a colaborar com os Estados Unidos na pacificação do Iraque, se o governo americano apresentar um cronograma para a retirada de suas forças do país, declarou o presidente do Supremo Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani, um dos mais poderosos funcionários iranianos do setor de defesa, que responde diretamente ao Supremo Líder Espiritual, aiatolá Ali Khamenei.

Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, Larijani negou que o Irã apóie milícias xiitas no Iraque e disse que está na hora das potências mundiais entenderem que o progresso do programa nuclear iraniano é irreversível e que a partir daí negociem sem precondições.

Confira no Financial Times.