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sexta-feira, 22 de março de 2024

Ataque terrorista reivindicado pelo Estado Islâmico mata 144 na Rússia

Pelo menos 144 pessoas morreram e mais de 500 saíram feridas de um ataque terrorista contra um teatro nos arredores de Moscou, a capital da Rússia, nesta sexta-feira. Quatro homens armados com fuzis de assalto invadiram o teatro Crocus City Hall, em Krasnogorsk, pouco antes da hora marcada para um concerto de rock e abriram fogo indiscriminadamente. Depois, jogaram bombas incendiárias para tocar fogo no teatro. 

A Ucrânia negou qualquer participação no ataque. O grupo terrorista Estado Islâmico do do Coração ou Coraçone, que tem base no Afeganistão e atua também no Paquistão, reivindicou a autoria do atentado. A polícia russa anunciou a prisão de 11 suspeitos, inclusive os quatro que acusa pelo ataque.

Foi o pior atentado terrorista em Moscou desde a Crise dos Reféns do Teatro Dubrovka, em 2002, quando 204 reféns morreram, e o pior na Rússia desde a invasão a uma escola primária em Beslan, na Ossétia do Norte, em 2004, quando 340 pessoas foram mortas.

O ditador Vladimir Putin tem um longo histórico de guerra contra o jihadismo. Para consolidar o poder, quando foi nomeado primeiro-ministro de Boris Yeltsin, em 1999, iniciou a Segunda Guerra da Chechênia. Em 2015, ao entrar na guerra civil da Síria em apoio à ditadura de Bachar Assad, a Rússia bombardeou o Estado Islâmico, que reagiu derrubando um avião de passageiros na Península do Sinai.
O número de mortos foi atualizado depois da gravação.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Ditador da Chechênia manda atirar para matar agentes russos

Num desafio ao Kremlin, Ramzan Kadirov, o ditador da república da Chechênia, uma das 85 unidades da Federação Russa, autorizou há dois dias as forças de segurança locais a "atirar para matar" agentes que realizem operações na Chechênia sem seu consentimento, revelou hoje a Rádio Europa Livre.

Suas declarações foram divulgadas dois dias depois que a polícia da região vizinha de Stavropol matou um checheno.

As tensões entre o líder checheno e o governo Vladimir Putin aumentaram desde o assassinato do líder da oposição Boris Nemtsov, em Moscou, a 50 metros das muralhas do Kremlin, em 27 de janeiro de 2015.

Durante as investigações, a polícia russa prendeu dois agentes chechenos de Kadirov, que chegaram a confessar o crime e depois recuaram. O líder checheno chegou a atribuir a morte a muçulmanos indignados com o apoio de Nemtsov aos jornalistas franceses mortos no ataque terrorista contra o jornal humorístico Charlie Hebdo.

Ramzan Kadirov é filho de Akhmad Kadirov, um senhor da guerra que terminou sendo cooptado por Moscou e governou a Chechênia de 5 de outubro de 2003 a 9 de maio de 2004, depois da Segunda Guerra da Chechênia. Akhmad oi assassinado por extremistas muçulmanos durante a parada militar para festejar o Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial. Mantém com Moscou a mesma relação dúbia do pai.

O líder checheno tem seu exército privado, Kadirovtsy, fez fortuna com o petróleo da Chechência e é acusado de graves violações dos direitos humanos.