Numa decisão de profundas implicações, a Corte Europeia de Justiça, o tribunal da União Europeia, decidiu hoje em Luxemburgo obrigar o Google a retirar da Internet links relacionando notícias, decisões judiciais e outros documentos ao nome de um cidadão espanhol, em nome do "direito de ser esquecido". Os tribunais decidirão caso a caso.
A partir de agora, qualquer cidadão europeu tem o direito de exigir que links para páginas com informações a seu respeito sejam removidas dos mecanismos de busca da rede mundial de computadores em defesa do direito à privacidade. Os documentos em si não serão removidos.
A decisão vale para todas os sítios de busca da Internet e pode ser um grande problema para as empresas por causa do aumento de custos. Elas não precisam atender a todos os pedidos, mas podem ser processadas com base em leis de proteção de dados pessoais.
"Desde nossa fundação há quase 20 anos, apoiamos uma Internet livre e aberta, não uma ensombrecida pela censura", declarou uma porta-voz do Yahoo.
O processo foi aberto por Mario Costeja González por causa de um anúncio publicado em 1998 anunciando o leilão de um imóvel vendido para cobrir dívidas com a Previdência Social. Como a situação foi resolvida, Costeja alegou ser vítima de uma punição eterna desabonando sua conduta.
Google, Yahoo e outros sítios de busca ainda estão analisando as implicações e esperando para ver como a decisão será aplicada por outros tribunais.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 13 de maio de 2014
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
NSA se infiltrou em servidores do Google e Yahoo
A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos invadiu secretamente os elos de ligação entre os servidores e bancos de dados das empresas de Internet americanas Google e Yahoo no mundo inteiro, revelam documentos vazamentos pelo ex-funcionário subcontratado pelos serviços secretos Edward Snowden, denuncia o jornal The Washington Post.O general Keith Alexander, diretor da NSA, desmentiu a notícia, afirmando que a agência não tem autorização legal para fazer isso sem ordem judicial. Veja o esboço do esquema de espionagem.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
EUA espionam Internet em grande escala
A Agência de Segurança Nacional e a polícia federal dos Estados Unidos (FBI) estão copiando arquivos de áudio, vídeos, fotos, e-mails e documentos colocados na Internet diretamente dos servidores de nove grandes empresas.
O programa secreto chamado Prisma existe desde 2007, mas só foi revelado agora pelo jornal The Washington Post. As empresas - AoL, Apple, Facebook, Google, Microsoft, PalTalk, Skype, Yahoo e YouTube.
Assim que a notícia vazou, o governo dos EUA afirmou que só vigia estrangeiros e que o programa está apoiado na lei.
Horas antes, o jornal inglês The Guardian revelou que o presidente Barack Obama manteve um programa de monitoramento e armazagem em massa de dados de conversas telefônicas e transmissão de dados por telefone.
O Guardian conseguiu uma cópia de uma ordem secreta obrigando a maior empresa de telefonia celular dos EUA a passar diariamente ao FBI os registros telefônicos de todos os seus milhões de clientes. São informações sobre quem ligou para quem e quanto tempo duraram as ligações.
O programa secreto chamado Prisma existe desde 2007, mas só foi revelado agora pelo jornal The Washington Post. As empresas - AoL, Apple, Facebook, Google, Microsoft, PalTalk, Skype, Yahoo e YouTube.
Assim que a notícia vazou, o governo dos EUA afirmou que só vigia estrangeiros e que o programa está apoiado na lei.
Horas antes, o jornal inglês The Guardian revelou que o presidente Barack Obama manteve um programa de monitoramento e armazagem em massa de dados de conversas telefônicas e transmissão de dados por telefone.
O Guardian conseguiu uma cópia de uma ordem secreta obrigando a maior empresa de telefonia celular dos EUA a passar diariamente ao FBI os registros telefônicos de todos os seus milhões de clientes. São informações sobre quem ligou para quem e quanto tempo duraram as ligações.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Google contesta venda do Yahoo para Microsoft
O Google, maior empresa de pesquisa na Internet, está se preparando para contestar uma possível compra do Yahoo pela companhia de software Microsoft, alegando que vai ampliar seu monopólio à Internet.
Na sexta-feira, soube-se que a Microsoft fez uma oferta não-solicitada de US$ 44,6 bilhões pelo Yahoo, que teve resultados decepcionantes e estaria prestes a demitir milhares de funcionários.
Na sexta-feira, soube-se que a Microsoft fez uma oferta não-solicitada de US$ 44,6 bilhões pelo Yahoo, que teve resultados decepcionantes e estaria prestes a demitir milhares de funcionários.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Nosso desafio democrático é a educação
Hoje fui citado na coluna de Merval Pereira, no jornal O Globo, lembrando o sociólogo canadense Marshall McLuhan para argumentar que "a luta de classes não faz sentido num mundo de informação instantânea, em que nerds podem ficar bilionários do nada criando empresas de informática", com foi o caso de Bill Gates, da Apple, do Yahoo e do Google.
Não nego que existam conflitos de classes, mas não são eles que movem a História, ao contrário do que supunha Karl Marx. São revoluções tecnológicas e não as propostas de viés marxista, antiamericanas, antiliberais e anticapitalistas defendidas pela chamada esquerda revolucionária.
Para não parecer que sou apenas mais um neoliberal, cito o professor Leslie Bethell, maior especialista em Brasil do Reino Unido, diretor do Centro de Estudos Brasileiros de Oxford, ameaçado de fechar pelo desinteresse das empresas brasileiras em mantê-lo. Na sua opinião, a democracia no Brasil começa efetivamente com a Constituição de 1988, que introduziu o voto para os analfabetos.
A democracia é um processo lento, evolutivo, de formação de consensos.
Hoje temos um programa, o Bolsa-Família, que atende diretamente à parcela mais pobre da população e que garantiu a reeleição de Lula, com votação expressiva, sobretudo no Nordeste. Ou seja, a democracia liberal funciona, ao contrário do que sugeriu na conferência da Academia da Latinidade em Lima, no Peru o secretário-geral do Itamaraty, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ao defender a "democracia plebiscitária", o modelo chavista, com o argumento de que o poder do grande capital corrompe o resultado das urnas.
Todo o mundo vota com a mão no bolso, aqui e em qualquer outro país. O povo brasileiro não é bobo. Sabe votar e vota em quem lhe ofereceu a oportunidade de uma vida melhor.
O grande desafio da América Latina é fazer a democracia liberal funcionar para todos, antes de fazer experiências que ameaçam trazer de volta o passado caudilhista e confrontacionista tão a gosto de uma esquerda atrasada que ainda acredita em luta armada e luta de classes.
Nosso próximo desafio é emancipar esse povo, livrando-o da necessidade do Bolsa-Família. Isso só se dá através de uma educação de qualidade, libertadora, que ensine as pessoas a pensarem com suas próprias cabeças.
Há exemplos abundantes na Ásia. Na China e na Córéia do Sul, pais pobres e atrasados, muitos deles camponeses rudes, vêem seus filhos bem-educados ascenderem socialmente e enriquecerem.
Quando estive na China em 1988, me chamou a atenção, numa loja de uma companhia aérea americana, o fato de que um senhora chinesa muito humilde ficava sentada quietinha, enquanto o filho de menos de dez anos conversava com a atendente e voltava pra consultar a mãe. O menino falava inglês e conseguia fazer a ponte entre a vanguarda representada por uma companhia aérea estrangeira e sua mãe atrasada e semi-analfabeta.
Na Revolução Cultural, os intelectuais eram mandados para o campo para serem reeducados como bons camponeses. Deveriam ter feito exatamente o contrário. Há uma falta de mão-de-obra qualificada na China na geração em que as universidades foram fechadas pelo radicalismo que obrigava os chineses a parar no sinal verde e avançar no vermelho.
Aqui, o grande entrave ao desenvolvimento é o baixo nível de educação do trabalhador brasileiro. Como professor universitário, fico abismado com o nível de alguns alunos, com a baixa capacidade de abstração, incapacidade de lidar com números e desconhecimento de História.
Ontem e hoje, perguntei o que houve de importante em 9, 10 e 11 de novembro. Quando falei em 1989, uma aluna lembrou-se a queda do Muro de Berlim em 9/9/1989. Mas apesar das matérias jornalísticas, ninguém lembrou-se do golpe do Estado Novo (10/11/1937) e do fim da Primeira Guerra Mundial (11/11/1918).
A mesma menina que lembrou-se do muro pensava que a Primeira Guerra Mundial tinha acabado em 1917. Aí, perguntei o que havia acontecido em 1917 com as duas potências que dominaram a História da Humanidade na segunda metade do século 20. Queria chamar a atenção para a Primeira Guerra como o conflito que moldou a História do Século 20. Branco total: ninguém citou a Revolução Russa e muito menos a entrada dos EUA na guerra.
Vejo muito discurso sobre educação e votei no senador Cristovam Buarque no primeiro turno como um voto na educação. Mas não vejo medidas concretas para fazermos uma revolução na educação. Com o petróleo de Tupi, é o que falta para elevar o Brasil à condição de grande potência.
Até quando vamos ficar ouvindo discursos vazios que não se traduzem em políticas?
Vejo um sério risco de que a tentação populista eternize o Bolsa-Família como fábrica de votos. Equivale a manter o povo sob cabresto. Não era essa a proposta original do PT. Mas até o imposto sindical parte do partido defende agora.
A bolsa-família é muito importante porque todos têm direito de comer numa sociedade civilizada. O professor Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, maior especialista em combate à fome e à miséria, diz que não há fome em massa em países democráticos: nenhum governo eleito resiste à imagem de uma criança morta no colo de uma mãe de peito murcho - sinal de que a democracia liberal funciona.
Para que funcione melhor, precisamos de cidadãos bem-educados, capazes de lutar por seus direitos e de ganhar dinheiro com seu próprio trabalho. Enquanto eu ganhar por mês, como professor, com dois diplomas de pós-graduação em relações internacionais na London School of Economics, menos do que minha faxineira, fica difícil ter esperança. Felizmente, tenho outras fontes de renda.
Não nego que existam conflitos de classes, mas não são eles que movem a História, ao contrário do que supunha Karl Marx. São revoluções tecnológicas e não as propostas de viés marxista, antiamericanas, antiliberais e anticapitalistas defendidas pela chamada esquerda revolucionária.
Para não parecer que sou apenas mais um neoliberal, cito o professor Leslie Bethell, maior especialista em Brasil do Reino Unido, diretor do Centro de Estudos Brasileiros de Oxford, ameaçado de fechar pelo desinteresse das empresas brasileiras em mantê-lo. Na sua opinião, a democracia no Brasil começa efetivamente com a Constituição de 1988, que introduziu o voto para os analfabetos.
A democracia é um processo lento, evolutivo, de formação de consensos.
Hoje temos um programa, o Bolsa-Família, que atende diretamente à parcela mais pobre da população e que garantiu a reeleição de Lula, com votação expressiva, sobretudo no Nordeste. Ou seja, a democracia liberal funciona, ao contrário do que sugeriu na conferência da Academia da Latinidade em Lima, no Peru o secretário-geral do Itamaraty, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ao defender a "democracia plebiscitária", o modelo chavista, com o argumento de que o poder do grande capital corrompe o resultado das urnas.
Todo o mundo vota com a mão no bolso, aqui e em qualquer outro país. O povo brasileiro não é bobo. Sabe votar e vota em quem lhe ofereceu a oportunidade de uma vida melhor.
O grande desafio da América Latina é fazer a democracia liberal funcionar para todos, antes de fazer experiências que ameaçam trazer de volta o passado caudilhista e confrontacionista tão a gosto de uma esquerda atrasada que ainda acredita em luta armada e luta de classes.
Nosso próximo desafio é emancipar esse povo, livrando-o da necessidade do Bolsa-Família. Isso só se dá através de uma educação de qualidade, libertadora, que ensine as pessoas a pensarem com suas próprias cabeças.
Há exemplos abundantes na Ásia. Na China e na Córéia do Sul, pais pobres e atrasados, muitos deles camponeses rudes, vêem seus filhos bem-educados ascenderem socialmente e enriquecerem.
Quando estive na China em 1988, me chamou a atenção, numa loja de uma companhia aérea americana, o fato de que um senhora chinesa muito humilde ficava sentada quietinha, enquanto o filho de menos de dez anos conversava com a atendente e voltava pra consultar a mãe. O menino falava inglês e conseguia fazer a ponte entre a vanguarda representada por uma companhia aérea estrangeira e sua mãe atrasada e semi-analfabeta.
Na Revolução Cultural, os intelectuais eram mandados para o campo para serem reeducados como bons camponeses. Deveriam ter feito exatamente o contrário. Há uma falta de mão-de-obra qualificada na China na geração em que as universidades foram fechadas pelo radicalismo que obrigava os chineses a parar no sinal verde e avançar no vermelho.
Aqui, o grande entrave ao desenvolvimento é o baixo nível de educação do trabalhador brasileiro. Como professor universitário, fico abismado com o nível de alguns alunos, com a baixa capacidade de abstração, incapacidade de lidar com números e desconhecimento de História.
Ontem e hoje, perguntei o que houve de importante em 9, 10 e 11 de novembro. Quando falei em 1989, uma aluna lembrou-se a queda do Muro de Berlim em 9/9/1989. Mas apesar das matérias jornalísticas, ninguém lembrou-se do golpe do Estado Novo (10/11/1937) e do fim da Primeira Guerra Mundial (11/11/1918).
A mesma menina que lembrou-se do muro pensava que a Primeira Guerra Mundial tinha acabado em 1917. Aí, perguntei o que havia acontecido em 1917 com as duas potências que dominaram a História da Humanidade na segunda metade do século 20. Queria chamar a atenção para a Primeira Guerra como o conflito que moldou a História do Século 20. Branco total: ninguém citou a Revolução Russa e muito menos a entrada dos EUA na guerra.
Vejo muito discurso sobre educação e votei no senador Cristovam Buarque no primeiro turno como um voto na educação. Mas não vejo medidas concretas para fazermos uma revolução na educação. Com o petróleo de Tupi, é o que falta para elevar o Brasil à condição de grande potência.
Até quando vamos ficar ouvindo discursos vazios que não se traduzem em políticas?
Vejo um sério risco de que a tentação populista eternize o Bolsa-Família como fábrica de votos. Equivale a manter o povo sob cabresto. Não era essa a proposta original do PT. Mas até o imposto sindical parte do partido defende agora.
A bolsa-família é muito importante porque todos têm direito de comer numa sociedade civilizada. O professor Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, maior especialista em combate à fome e à miséria, diz que não há fome em massa em países democráticos: nenhum governo eleito resiste à imagem de uma criança morta no colo de uma mãe de peito murcho - sinal de que a democracia liberal funciona.
Para que funcione melhor, precisamos de cidadãos bem-educados, capazes de lutar por seus direitos e de ganhar dinheiro com seu próprio trabalho. Enquanto eu ganhar por mês, como professor, com dois diplomas de pós-graduação em relações internacionais na London School of Economics, menos do que minha faxineira, fica difícil ter esperança. Felizmente, tenho outras fontes de renda.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Faturamento do Google sobe 57%
A empresa de informática Google anunciou ontem um aumento de 57% no faturamento e de 46% no lucro no terceiro trimestre de 2007, abrindo vantagem sobre seus maiores concorrentes no mercado de pesquisa na Internet, Yahoo e Microsoft. Esse crescimento reflete uma ampliação de sua fatia de mercado e a maior eficiência de seu sistema de anúncios publicitários online, que por sinal este blog tem.
Como o resultado superou as expectativas do mercado, o valor de mercado do Google subiu para US$ 200 bilhões, colocando-à frente da Cisco Systems, envolvida num escândalo de sonegação de impostos no Brasil. O Google é agora a segunda maior empresa de tecnologia da informação no mundo, atrás apenas da Microsoft, que domina, com o Windows, o mercado de sistemas operacionais de computadores pessoais.
No caso da Cisco, tamanha é sua dominação no mercado de equipamentos sistemas de computação para empresas que o setor está preocupado no Brasil que possa haver atrasos no andamento de projetos por causa dos problemas com a Receita Federal.
Como o resultado superou as expectativas do mercado, o valor de mercado do Google subiu para US$ 200 bilhões, colocando-à frente da Cisco Systems, envolvida num escândalo de sonegação de impostos no Brasil. O Google é agora a segunda maior empresa de tecnologia da informação no mundo, atrás apenas da Microsoft, que domina, com o Windows, o mercado de sistemas operacionais de computadores pessoais.
No caso da Cisco, tamanha é sua dominação no mercado de equipamentos sistemas de computação para empresas que o setor está preocupado no Brasil que possa haver atrasos no andamento de projetos por causa dos problemas com a Receita Federal.
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Grandes tacadas na mídia
Diante de rumores de que a Microsoft estaria interessada em comprá-la, as ações da Yahoo estão em alta. O mesmo acontece com a agência de notícias Reuters, que confirmou ter recebido uma oferta de compra sem identificar quem é.
É grande a movimentação nos negócios da comunicação de massa. Há poucos dias, o magnata astraliano naturalizado americano Rupert Murdoch e seu grupo News Corporation fizeram uma proposta de compra hostil do grupo Dow Jones, que edita o Wall Street Journal, segundo jornal de maior circulação nos Estados Unidos. Mas a família Bancroft, que controla a empresa, resiste, o que pode levar outros grupos a entrar na briga por uma das marcas de maior prestígio no jornalismo econômico, financeiro e de negócios.
A Microsoft quer enfrentar a ameaça representada pelo Google, que têm hoje 54% do mercado de busca na Internet, em contraste com 22% para o Yahoo e 10% para a Microsoft. Com essa aquisição, a Microsoft consolidaria sua posição no segundo lugar. Analistas do centro financeiro de Wall Street avaliam o Yahoo em US$ 50 bilhões.
Quanto aos possíveis interessados na Reuters, os mais citados são o grupo canadense Thomson e a News Corp. Mas analistas observam que a Reuters é muito maior do que o grupo Dow Jones. Custaria pelo menos três vezes a Murdoch.
É grande a movimentação nos negócios da comunicação de massa. Há poucos dias, o magnata astraliano naturalizado americano Rupert Murdoch e seu grupo News Corporation fizeram uma proposta de compra hostil do grupo Dow Jones, que edita o Wall Street Journal, segundo jornal de maior circulação nos Estados Unidos. Mas a família Bancroft, que controla a empresa, resiste, o que pode levar outros grupos a entrar na briga por uma das marcas de maior prestígio no jornalismo econômico, financeiro e de negócios.
A Microsoft quer enfrentar a ameaça representada pelo Google, que têm hoje 54% do mercado de busca na Internet, em contraste com 22% para o Yahoo e 10% para a Microsoft. Com essa aquisição, a Microsoft consolidaria sua posição no segundo lugar. Analistas do centro financeiro de Wall Street avaliam o Yahoo em US$ 50 bilhões.
Quanto aos possíveis interessados na Reuters, os mais citados são o grupo canadense Thomson e a News Corp. Mas analistas observam que a Reuters é muito maior do que o grupo Dow Jones. Custaria pelo menos três vezes a Murdoch.
quinta-feira, 22 de março de 2007
GE e Murdoch se aliam contra YouTube
A NBC Universal, empresa do grupo General Eletric, e a News Corporation, conglomerado do magnata da mídia australiano naturalizado americano Rupert Murdoch, estão criando um site de Internet oferecendo vídeos de graça para concorrer com o YouTube, comprado pelo Google no ano passado por US$ 1,65 bilhões, revelou hoje The Wall Street Journal Online. Analistas de mídia prevêem que a parceria renda bilhões de dólares nos próximos dez anos.
Os dois gigantes da mídia pretendem oferecer episódios completos e videoclipes de seus programas mais populares como Os Simpsons e 24 Horas, e filmes como Borat. Para isso, fizeram acordos de distribuição com a AoL, MSN, My Space e Yahoo.
Entre os primeiros anunciantes, estão a Intel, maior fabricante mundial de chips para computador, e a General Motors, maior fabricante mundial de automóveis.
Para Tuna Amobi, analista da Standard & Poors, "não será surpresa se outros grandes conglomerados da mídia fizerem o mesmo. Os cinco ou seis maiores produtores de conteúdo marcham nessa direção. A NBC e a News Corp. se mexem para ditar o ritmo".
Em curto prazo, Amobi não acredita que o vídeo na Internet abale o mercado publicitário de televisão. Mas observa que "a audiência está migrando para novas plataformas de mídia e o vídeo online tem potencial de crescimento muito maior".
Os dois gigantes da mídia pretendem oferecer episódios completos e videoclipes de seus programas mais populares como Os Simpsons e 24 Horas, e filmes como Borat. Para isso, fizeram acordos de distribuição com a AoL, MSN, My Space e Yahoo.
Entre os primeiros anunciantes, estão a Intel, maior fabricante mundial de chips para computador, e a General Motors, maior fabricante mundial de automóveis.
Para Tuna Amobi, analista da Standard & Poors, "não será surpresa se outros grandes conglomerados da mídia fizerem o mesmo. Os cinco ou seis maiores produtores de conteúdo marcham nessa direção. A NBC e a News Corp. se mexem para ditar o ritmo".
Em curto prazo, Amobi não acredita que o vídeo na Internet abale o mercado publicitário de televisão. Mas observa que "a audiência está migrando para novas plataformas de mídia e o vídeo online tem potencial de crescimento muito maior".
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