O Índice de Produção Total Global do banco americano J P Morgan Chase aponta uma suavização da recessão mundial em junho.
Mas o calote de dívidas de cartões de créditos e os atrasos no pagamento de prestações da casa própria bate recordes nos Estados Unidos. E o comentário de uma assessora do governo Barack Obama dizendo que o país deve preparar um novo plano de estímulo abalou o mercado financeiro.
A crise já tirou o emprego de 6,5 milhões de americanos. O impacto sobre as contas pessoais dessa gente é enorme. Isso elevou o calote de dívidas de cartões de crédito de 5,5% para 6,6% no primeiro trimestre do ano.
Os atrasos no pgamento da casa própria subiram de 3,03% para 3,52% por cento.
Para tentar conter a especulação com produtos primários, a Comissão de Mercadorias e Futuros dos EUA estuda mudanças na regulamentação do setor. Quer evitar oscilações como as do petróleo, que chegou a US$ 147,50 por barril em julho do ano passado e caiu para cerca de US$ 33 em dezembro, no auge da crise.
A declaração da economista Laura Tyson, assessora de Obama, de que o país deve preparar um novo plano de estímulo econômico, além daquele aprovado em fevereiro, no valor de US$ 787 bilhões, abalou o mercado. Foi interpretada como um sinal de que a recuperação ainda não começou para valer.
Em consequência, o S&P500, o índice amplo da Bolsa de Valores de Nova York, fechou no nível mais baixo em dois meses e meio.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 7 de julho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Obama promete criar 600 mil empregos
Um dia depois de chegar de uma viagem pela Europa e o Oriente Médio, o presidente Barack Obama promete acelerar a liberação de dinheiro público do programa de estímulo econômico de US$ 787 bilhões para gerar ou manter 600 mil empregos nos próximos 100 dias.
Nos próximos dias, devem ser aceleradas as obras de ampliação de 1.129 centros de saúde, recuperar 107 parques nacionais, contratar 5 mil policiais federais e descontaminar 20 áreas poluídas.
Quando lançou o programa de estímulo, Obama prometeu criar ou preservar 3,5 milhões de empregos. Ele afirma já ter gerado 150 mil com seus projetos. Já os críticos alegam que as obras citadas acima não impulsionam a retomada do crescimento econômico.
Nos próximos dias, devem ser aceleradas as obras de ampliação de 1.129 centros de saúde, recuperar 107 parques nacionais, contratar 5 mil policiais federais e descontaminar 20 áreas poluídas.
Quando lançou o programa de estímulo, Obama prometeu criar ou preservar 3,5 milhões de empregos. Ele afirma já ter gerado 150 mil com seus projetos. Já os críticos alegam que as obras citadas acima não impulsionam a retomada do crescimento econômico.
domingo, 8 de março de 2009
Casa Branca pede paciência
O plano de recuperação econômica do governo Barack Obama precisa de tempo para dar resultado, disse hoje o diretor de orçamento da Casa Branca, Peter Orszag, diante de críticas cada vez mais ferozes da oposição republicana.
Orszag deu entrevista à rede de televisão CNN neste domingo para defender a posição do governo, acusado pelos republicanos de aumentar a máquina do Estado e se esquecer das pequenas empresas, que são as maiores fontes de emprego nos Estados Unidos.
Orszag deu entrevista à rede de televisão CNN neste domingo para defender a posição do governo, acusado pelos republicanos de aumentar a máquina do Estado e se esquecer das pequenas empresas, que são as maiores fontes de emprego nos Estados Unidos.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Obama: "EUA vão reemergir mais fortes"
No seu primeiro pronunciamento ao Congresso como presidente, Barack Obama apresentou uma agenda ambiciosa que inclui a cura do câncer. Ele prometeu que "os Estados Unidos vão se recuperar, se reconstruir e reemergir mais fortes".
Depois de uma longa ovação ao entrar no plenário e de outra para sua mulher, Michelle Obama, o presidente falou "para aqueles que nos mandaram para cá", começando pela crise econômica.
"O impacto desta recessão atingiu cada casa, cada família", observou Obama, mas "as respostas não estão ao nosso alcance. Precisamos nos unir para enfrentar os desafios audaciosamente, assumindo juntos a responsabilidade pelo nosso futuro.
"Nossa sobrevivência depende cada vez mais de encontrarmos fontes alternativas de energia". Ele prometeu concentrar o investimento público em "mais recursos para energia, saúde e educação", acrescentou o presidente americano. "Com frequência demais, optamos por ganhos de curto prazo em troca da prosperidade a longo prazo".
Obama defendeu uma reforma do sistema regulatório, culpando a desregulamentação pela atual crise financeira global. E prometeu reduzir o déficit orçamentário dos EUA.
"Meu programa econômico começa com empregos", declarou Obama. "Pedi ao Congresso que aprovasse o estímulo não porque acredite em governo grande. Não acredito. Mas, em dois anos, a Lei de Recuperação Econômica e Reinvestimento vai criar ou poupar 3,5 milhões de empregos."
Um comitê de supervisão chefiado pelo vice-presidente Joe Biden vai fiscalizar o emprego dos US$ 787,5 bilhões, "e ninguém vai querer confusão com Joe", brincou o presidente. "Os governadores e prefeitos terão de prestar contas".
O plano de recuperação, acrescentou, é apenas um dos pilares da reconstrução da economia dos EUA. Não vai resolver o problema se a crise financeira não for solucionada. Há uma crise de crédito, "e o crédito é o sangue da nossa economia".
Outro problema sério é a crise no setor habitacional. Para enfrentá-la, o presidente anunciou na semana passada seu plano para refinanciar os imóveis que hoje valem menos do que no contrato de compra e venda. Isso dará, assegura Obama, um desconto de US$ 2 mil por ano nas prestações da casa própria.
"Quando grandes bancos tiverem problemas, vamos impor condições rigorosas para a ajuda federal, obrigando-os a prestar contas do que fazem com os dólares do contribuinte americano", garantiu Obama, recebendo aplausos dos deputados e senadores dos dois partidos.
"Talvez a gente precise de mais dinheiro", reconheceu, "mas é melhor do que não fazer nada".
Depois de admitir que parte do plenário à sua frente discorda dele, Obama afirmou que "não se pode governar com raiva. É preciso governar com responsabilidade. Não estamos aqui para salvar bancos, e sim para salvar pessoas. Com certeza, a economia vai se recuperar."
Na quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009, o presidente deve encaminhar sua primeira proposta orçamentária à Câmara com "uma visão do futuro" em que "o governo tem um papel ao lançar as bases do crescimento econômico".
Suas prioridades são energia, educação e saúde. "O país que conseguir energia de fontes limpas vai dominar o mundo no século 21. Infelizmente, a China tem feito mais investimento do que os EUA. Os EUA inventaram a energia solar, mas hoje há mais coletores no Japão e na Alemanha do que nos EUA", reclamou.
"É hora dos EUA reassumirem a liderança", conclamou. Por isso, Obama quer dobrar a quantidade de energia gerada de fontes renováveis nos próximos três anos, botando operários para trabalhar em coletores solares e de energia dos ventos.
Ao defender o apoio à indústria automobilística, disse que "o país que inventou o automóvel não pode virar as costas para ele". Isso não é verdade. O automóvel é uma invenção do alemão Karl Benz, em 1885. O americano Henry Ford popularizou o automóvel e colocou os Estados Unidos na liderança da indústria automobilística, o que está ameaçado hoje pela crise nas Três Irmãs de Detroit (General Motors, Ford e Chrysler).
Ele pediu ao Congresso que proponha uma nova Lei de Energia Limpa.
"A saúde é algo que pesa negativamente sobre a nossa economia há tempo demais", diagnosticou Obama. Um sistema de saúde preventiva vai reduzir os custos. "Uma reforma ampla e profunda vai reduzir os custos. A reforma não pode esperar mais um ano", bradou.
No século 21, em plena era da globalização, "uma boa educação é um prerrequisito para o sucesso. Temos os maiores índices de abandono dos estudos no ensino médio entre os países ricos. Isso é inaceitável. Quero garantir uma educação completa e competitiva para toda criança e melhorar a qualidade do ensino superior."
"Abandonar a escola no ensino médio não pode ser uma opção. Todos os jovens americanos devem ter um curso superior. Precisamos ter o maior índice de graduados. Não é impossível", desafiou.
Na campanha, o presidente afirmou que quem se voluntariasse para o serviço público conseguiria uma bolsa de estudos para chegar à universidade. Ontem, pediu ao Congresso que faça uma lei sobre o serviço civil.
"Uma boa educação abre as portas e dá boas oportunidades a nossos filhos", continuou. "Mas, e aqui falo como pai, a educação começa em casas. É nossa responsabilidade desligar e televisão, o videogame e o computador, e abrir um livro para ler com as crianças".
Os EUA não podem legar uma dívida impagável para suas crianças, alertou o presidente, diante do acúmulo de déficits com os planos trilionários para combater a crise. Obama disse já ter revisado profundamente o orçamento para reduzir o déficit público federal pela metade até o final de seu governo, em 2013. Isso exigirá aumento de impostos para os 2% mais ricos.
Na política externa, que ficou em segundo plano diante da gravidade da crise econômica, o presidente prometeu apoio incondicional às tropas americanas, com reajuste dos soldos, aumento das pensões e dos programas de saúde para os veteranos. Mas disse que as Forças Armadas dos EUA são mais eficientes quando mantem os valores dos EUA e se tornam um exemplo desses valores.
"Os EUA não torturam", repetiu Obama, marcando uma mudança em relação ao governo George W. Bush. Acenou ainda com "uma nova era de engajamento. Os EUA tem problemas que não podem resolver sozinhos. O mundo não pode resolver vários problemas sem nós".
Depois de lembrar que designou um enviado especial para a paz no Oriente Médio e de criticar o protecionismo, o presidente concluiu: "Estamos numa encruzilhada da História. Os olhos do mundo estão voltados para nós. Temos a capacidade de forjar o nosso mundo". E citando uma garotinha sentada ao lado de sua mulher, que mandou uma carta reclamando do estado de sua escola na Carolina do Sul, alegou que os americanos não abandonam a luta.
Depois de uma longa ovação ao entrar no plenário e de outra para sua mulher, Michelle Obama, o presidente falou "para aqueles que nos mandaram para cá", começando pela crise econômica.
"O impacto desta recessão atingiu cada casa, cada família", observou Obama, mas "as respostas não estão ao nosso alcance. Precisamos nos unir para enfrentar os desafios audaciosamente, assumindo juntos a responsabilidade pelo nosso futuro.
"Nossa sobrevivência depende cada vez mais de encontrarmos fontes alternativas de energia". Ele prometeu concentrar o investimento público em "mais recursos para energia, saúde e educação", acrescentou o presidente americano. "Com frequência demais, optamos por ganhos de curto prazo em troca da prosperidade a longo prazo".
Obama defendeu uma reforma do sistema regulatório, culpando a desregulamentação pela atual crise financeira global. E prometeu reduzir o déficit orçamentário dos EUA.
"Meu programa econômico começa com empregos", declarou Obama. "Pedi ao Congresso que aprovasse o estímulo não porque acredite em governo grande. Não acredito. Mas, em dois anos, a Lei de Recuperação Econômica e Reinvestimento vai criar ou poupar 3,5 milhões de empregos."
Um comitê de supervisão chefiado pelo vice-presidente Joe Biden vai fiscalizar o emprego dos US$ 787,5 bilhões, "e ninguém vai querer confusão com Joe", brincou o presidente. "Os governadores e prefeitos terão de prestar contas".
O plano de recuperação, acrescentou, é apenas um dos pilares da reconstrução da economia dos EUA. Não vai resolver o problema se a crise financeira não for solucionada. Há uma crise de crédito, "e o crédito é o sangue da nossa economia".
Outro problema sério é a crise no setor habitacional. Para enfrentá-la, o presidente anunciou na semana passada seu plano para refinanciar os imóveis que hoje valem menos do que no contrato de compra e venda. Isso dará, assegura Obama, um desconto de US$ 2 mil por ano nas prestações da casa própria.
"Quando grandes bancos tiverem problemas, vamos impor condições rigorosas para a ajuda federal, obrigando-os a prestar contas do que fazem com os dólares do contribuinte americano", garantiu Obama, recebendo aplausos dos deputados e senadores dos dois partidos.
"Talvez a gente precise de mais dinheiro", reconheceu, "mas é melhor do que não fazer nada".
Depois de admitir que parte do plenário à sua frente discorda dele, Obama afirmou que "não se pode governar com raiva. É preciso governar com responsabilidade. Não estamos aqui para salvar bancos, e sim para salvar pessoas. Com certeza, a economia vai se recuperar."
Na quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009, o presidente deve encaminhar sua primeira proposta orçamentária à Câmara com "uma visão do futuro" em que "o governo tem um papel ao lançar as bases do crescimento econômico".
Suas prioridades são energia, educação e saúde. "O país que conseguir energia de fontes limpas vai dominar o mundo no século 21. Infelizmente, a China tem feito mais investimento do que os EUA. Os EUA inventaram a energia solar, mas hoje há mais coletores no Japão e na Alemanha do que nos EUA", reclamou.
"É hora dos EUA reassumirem a liderança", conclamou. Por isso, Obama quer dobrar a quantidade de energia gerada de fontes renováveis nos próximos três anos, botando operários para trabalhar em coletores solares e de energia dos ventos.
Ao defender o apoio à indústria automobilística, disse que "o país que inventou o automóvel não pode virar as costas para ele". Isso não é verdade. O automóvel é uma invenção do alemão Karl Benz, em 1885. O americano Henry Ford popularizou o automóvel e colocou os Estados Unidos na liderança da indústria automobilística, o que está ameaçado hoje pela crise nas Três Irmãs de Detroit (General Motors, Ford e Chrysler).
Ele pediu ao Congresso que proponha uma nova Lei de Energia Limpa.
"A saúde é algo que pesa negativamente sobre a nossa economia há tempo demais", diagnosticou Obama. Um sistema de saúde preventiva vai reduzir os custos. "Uma reforma ampla e profunda vai reduzir os custos. A reforma não pode esperar mais um ano", bradou.
No século 21, em plena era da globalização, "uma boa educação é um prerrequisito para o sucesso. Temos os maiores índices de abandono dos estudos no ensino médio entre os países ricos. Isso é inaceitável. Quero garantir uma educação completa e competitiva para toda criança e melhorar a qualidade do ensino superior."
"Abandonar a escola no ensino médio não pode ser uma opção. Todos os jovens americanos devem ter um curso superior. Precisamos ter o maior índice de graduados. Não é impossível", desafiou.
Na campanha, o presidente afirmou que quem se voluntariasse para o serviço público conseguiria uma bolsa de estudos para chegar à universidade. Ontem, pediu ao Congresso que faça uma lei sobre o serviço civil.
"Uma boa educação abre as portas e dá boas oportunidades a nossos filhos", continuou. "Mas, e aqui falo como pai, a educação começa em casas. É nossa responsabilidade desligar e televisão, o videogame e o computador, e abrir um livro para ler com as crianças".
Os EUA não podem legar uma dívida impagável para suas crianças, alertou o presidente, diante do acúmulo de déficits com os planos trilionários para combater a crise. Obama disse já ter revisado profundamente o orçamento para reduzir o déficit público federal pela metade até o final de seu governo, em 2013. Isso exigirá aumento de impostos para os 2% mais ricos.
Na política externa, que ficou em segundo plano diante da gravidade da crise econômica, o presidente prometeu apoio incondicional às tropas americanas, com reajuste dos soldos, aumento das pensões e dos programas de saúde para os veteranos. Mas disse que as Forças Armadas dos EUA são mais eficientes quando mantem os valores dos EUA e se tornam um exemplo desses valores.
"Os EUA não torturam", repetiu Obama, marcando uma mudança em relação ao governo George W. Bush. Acenou ainda com "uma nova era de engajamento. Os EUA tem problemas que não podem resolver sozinhos. O mundo não pode resolver vários problemas sem nós".
Depois de lembrar que designou um enviado especial para a paz no Oriente Médio e de criticar o protecionismo, o presidente concluiu: "Estamos numa encruzilhada da História. Os olhos do mundo estão voltados para nós. Temos a capacidade de forjar o nosso mundo". E citando uma garotinha sentada ao lado de sua mulher, que mandou uma carta reclamando do estado de sua escola na Carolina do Sul, alegou que os americanos não abandonam a luta.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Obama anuncia início da redução de impostos
O Tesouro dos Estados Unidos começou a enviar hoje cartas para as empresas reduzindo o imposto de renda descontado no contracheque de 95% dos trabalhadores americanos, anunciou neste sábado o presidente Barack Obama em seu programa semanal de rádio.
A partir de abril, a grande maioria das famílias vai receber pelo menos US$ 65 a mais por mês
Em breve, disse Obama, o Plano de Recuperação Econômica e Reinvestimento de US$ 787 bilhões, assinado na terça-feira passada, 17 de fevereiro de 2009, vai colocar 3,5 milhões de americanos trabalhando em projetos para modernizar a infraestrutura do país, preparando-o para os desafios do século 21.
"Por causa do que fizemos", declarou o presidente dos EUA, "empresas grandes e pequenas que produzem energia renovável podem pedir empréstimos e garantias de crédito", e "as famílias podem melhorar o isolamento térmico de suas casas para pagar uma conta de luz menor.
"Por causa do que fizemos, nossas crianças poderão se formar em escolas do século 21 e milhões mais poderão conseguir um diploma universitário que uma semana atrás não teriam condições de pagar.
"Por causa do que fizemos, vidas serão salvas e os custos de saúde reduzidos para informatização dos registros médicos.
"Por causa do que fizemos, teremos policiais fazendo a ronda, bombeiros de prontidão e professores preparando as lições para o futuro. Para garantir que tudo será feito com um nível de transparência e prestação de contas sem precedentes, nomeei uma equipe de gerentes para garantir que cada precioso dólar do contribuinte será investido corretamente.
"Por causa do que fizemos, 95% de todas as famílias trabalhadoras terão direito a um corte de impostos", acrescentou Obama. "Nunca antes na nossa história um corte de impostos entrou em vigor tão depressa ou foi para tantos americanos que trabalham duramente.
Mas, ressalvou o presidente americano, o plano de estímulo não é suficiente para tirar os EUA da crise: "É apenas o primeiro passo no caminho da recuperação econômica. Não podemos fracassar e não terminar a jornada. Isso vai exigir a contenção do número de retomada de imóveis por falta de pagamento e da queda nos preços das casas."
Também "será preciso estabilizar e endireitar o sistema bancário para que o crédito volte a fluir para famílias e empresas. Será necessário reformar um sistema regulador falido que tornou esta crise possível."
Por fim, será preciso conter os déficits trilionários assim que a economia se recuperar, ponderou Obama, anunciando que na segunda-feira vai reunir deputados, senadores, sindicalistas e especialistas em equilíbrio fiscal para projetar um orçamento equilibrado para um futuro distante.
Na terça-feira, Obama faz um pronunciamento à nação para anunciar suas prioridades e, na quinta-feira, vai apresentar sua proposta orçamentária.
O presidente admite que "a estrada à frente será longa e cheia de perigos. Mas tenho a confiança de que nós, como povo, tenhamos a força e a sabedoria para levar adiante esta estratégia e superar esta crise".
A partir de abril, a grande maioria das famílias vai receber pelo menos US$ 65 a mais por mês
Em breve, disse Obama, o Plano de Recuperação Econômica e Reinvestimento de US$ 787 bilhões, assinado na terça-feira passada, 17 de fevereiro de 2009, vai colocar 3,5 milhões de americanos trabalhando em projetos para modernizar a infraestrutura do país, preparando-o para os desafios do século 21.
"Por causa do que fizemos", declarou o presidente dos EUA, "empresas grandes e pequenas que produzem energia renovável podem pedir empréstimos e garantias de crédito", e "as famílias podem melhorar o isolamento térmico de suas casas para pagar uma conta de luz menor.
"Por causa do que fizemos, nossas crianças poderão se formar em escolas do século 21 e milhões mais poderão conseguir um diploma universitário que uma semana atrás não teriam condições de pagar.
"Por causa do que fizemos, vidas serão salvas e os custos de saúde reduzidos para informatização dos registros médicos.
"Por causa do que fizemos, teremos policiais fazendo a ronda, bombeiros de prontidão e professores preparando as lições para o futuro. Para garantir que tudo será feito com um nível de transparência e prestação de contas sem precedentes, nomeei uma equipe de gerentes para garantir que cada precioso dólar do contribuinte será investido corretamente.
"Por causa do que fizemos, 95% de todas as famílias trabalhadoras terão direito a um corte de impostos", acrescentou Obama. "Nunca antes na nossa história um corte de impostos entrou em vigor tão depressa ou foi para tantos americanos que trabalham duramente.
Mas, ressalvou o presidente americano, o plano de estímulo não é suficiente para tirar os EUA da crise: "É apenas o primeiro passo no caminho da recuperação econômica. Não podemos fracassar e não terminar a jornada. Isso vai exigir a contenção do número de retomada de imóveis por falta de pagamento e da queda nos preços das casas."
Também "será preciso estabilizar e endireitar o sistema bancário para que o crédito volte a fluir para famílias e empresas. Será necessário reformar um sistema regulador falido que tornou esta crise possível."
Por fim, será preciso conter os déficits trilionários assim que a economia se recuperar, ponderou Obama, anunciando que na segunda-feira vai reunir deputados, senadores, sindicalistas e especialistas em equilíbrio fiscal para projetar um orçamento equilibrado para um futuro distante.
Na terça-feira, Obama faz um pronunciamento à nação para anunciar suas prioridades e, na quinta-feira, vai apresentar sua proposta orçamentária.
O presidente admite que "a estrada à frente será longa e cheia de perigos. Mas tenho a confiança de que nós, como povo, tenhamos a força e a sabedoria para levar adiante esta estratégia e superar esta crise".
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Economista critica retórica de Obama
No seu esforço para convencer a opinião pública da necessidade de aprovar o Plano de Recuperação Econômica e Reinvestimento, o presidente Barack Obama está abusando das comparações com a Grande Depressão (1929-39), critica o economista Bradley Schiller, professor da Universidade de Nevada, em Reno, nos Estados Unidos.
Em artigo no jornal The Wall St. Journal, Schiller lembra que o desemprego está em 7,6%, abaixo dos 10,8% da recessão de 1982 e muito distante dos 25,2% no auge da depressão, em 1932, quando a produção automobilística americana caiu 90%.
Em artigo no jornal The Wall St. Journal, Schiller lembra que o desemprego está em 7,6%, abaixo dos 10,8% da recessão de 1982 e muito distante dos 25,2% no auge da depressão, em 1932, quando a produção automobilística americana caiu 90%.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Câmara aprova plano revisado de Obama
Por 246 votos contra 183, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou o programa de retomada do crescimento econômico proposto pelo governo Barack Obama.
A aprovação se deveu à ampla maioria democrata. Os votos contrários refletem a profunda insatisfação do Partido Republicano com o pacote de US$787 bilhões.
Agora, o Plano de Recuperação Econômica e Reinvestimento terá de passar de novo pelo Senado para depois ser sancionado pelo presidente americano.
A aprovação se deveu à ampla maioria democrata. Os votos contrários refletem a profunda insatisfação do Partido Republicano com o pacote de US$787 bilhões.
Agora, o Plano de Recuperação Econômica e Reinvestimento terá de passar de novo pelo Senado para depois ser sancionado pelo presidente americano.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Câmara e Senado acertam pacote de US$ 789 bilhões
A Câmara e o Senado dos Estados Unidos chegaram a um acordo ontem à noite para compatibilizar os dois projetos diferentes do programa de estímulo econômico do presidente Barack Obama para tentar criar ou manter 4 milhões de empregos e tirar o país da recessão.
O valor total do Plano de Recuperação Econômica e Reinvestimento ficou em US$ 789,5 bilhões. A expectativa é que Obama sancione o projeto ainda hoje.
O valor total do Plano de Recuperação Econômica e Reinvestimento ficou em US$ 789,5 bilhões. A expectativa é que Obama sancione o projeto ainda hoje.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Obama defende plano de estímulo
Em sua primeira entrevista coletiva depois da posse, o presidente Barack Obama está defendendo o Plano de Recuperação Econômica e Reinvestimento. Ele acaba de repetir que o objetivo é criar ou salvar 4 milhões de empregos, e de advertir que não fazer nada só vai provocar um desastre ainda maior.
Obama declarou que o governo pode quebrar o ciclo vicioso e dar um forte impulso inicial à retomada. Garantiu ainda que o plano não inclui emendas de parlamentares mesquinhas para beneficiar seus currais eleitorais.
O presidente criticou a postura dos republicanos e economistas conservadores, que parecem sugerir que o Estado não pode fazer nada para incentivar a economia e tirar o país do buraco em que as políticas econômicas neoliberais do governo Bush o deixaram.
Obama declarou que o governo pode quebrar o ciclo vicioso e dar um forte impulso inicial à retomada. Garantiu ainda que o plano não inclui emendas de parlamentares mesquinhas para beneficiar seus currais eleitorais.
O presidente criticou a postura dos republicanos e economistas conservadores, que parecem sugerir que o Estado não pode fazer nada para incentivar a economia e tirar o país do buraco em que as políticas econômicas neoliberais do governo Bush o deixaram.
Senado encerra debate e vota plano Obama amanhã
Por 61 a 36, o Senado dos Estados Unidos resolveu concluir hoje o debate sobre o Plano de Recuperação e Reinvestimento proposto pelo governo Barack Obama para tirar o país da recessão. A votação deve ser realizada nesta terça-feira.
Se for aprovado, o programa de estímulo econômico terá de voltar à Câmara porque foi alterado no Senado.
O presidente Obama declarou que gostaria de ver o plano aprovado até a próxima segunda-feira, 16 de fevereiro. A minoria republicana na Câmara votou em peso contra o plano.
Se for aprovado, o programa de estímulo econômico terá de voltar à Câmara porque foi alterado no Senado.
O presidente Obama declarou que gostaria de ver o plano aprovado até a próxima segunda-feira, 16 de fevereiro. A minoria republicana na Câmara votou em peso contra o plano.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Senado dos EUA faz acordo sobre pacote
Os senadores democratas e republicanos chegaram a um acordo para reduzir o total do Plano de Recuperação e Reinvestimento do governo Barack Obama para menos de US$ 800 bilhões.
No momento, o pacote está em US$ 780 bilhões, mas deve voltar aos US$ 825 bilhões aprovados pela Câmara.
A proposta deve ser colocada em votação no Senado na terça-feira. Se for aprovada, terá de voltar à Câmara por causa das emendas feitas no Senado.
No momento, o pacote está em US$ 780 bilhões, mas deve voltar aos US$ 825 bilhões aprovados pela Câmara.
A proposta deve ser colocada em votação no Senado na terça-feira. Se for aprovada, terá de voltar à Câmara por causa das emendas feitas no Senado.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Obama detalha plano de investimentos
Para pressionar o Congresso dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama anunciou hoje detalhes do Plano de Recuperação e Reinvestimento proposto para tirar o país da crise. Ele espera que o projeto seja aprovado até 16 de fevereiro.
Em seu programa de rádio, transmitido também via Internet, o presidente advertiu que "o potencial de toda uma geração de americanos pode ser desperdiçado", se o governo não tomar medidas urgentes e radicais para retomar o crescimento econômico.
Os objetivos centrais são gerar ou manter 3 a 4 milhões de empregos e lançar os alicerces para o futuro desenvolvimento dos EUA, com cortes de impostos de US$ 275 bilhões e investimentos de US$ 550 bilhões em energia, comunicações, transportes, saúde e educação.
Hoje, Obama destacou os seguintes pontos:
- Dobrar a geração de energias alternativas
- Construir uma rede elétrica de 5 mil km
- Dar acesso a Internet banda-larga para milhões de americanos
- Modernizar milhares de quilômetros de estradas
- Aumentar a segurança de 90 portos melhorando a rede de comunicações
- Oferecer novas opções de transporte de massa para milhões de americanos
- Economizar US$ 2 bilhões por ano tornando os prédios públicos mais eficientes energeticamente.
- Melhorar o isolamento térmico de 2,5 milhões de casas
- Informatizar todos os prontuários médicos em 5 anos
- Garantir o seguro-saúde de 8 milhões de americanos sob risco de perder a cobertura
- Modernizar 10 mil escolas
- Investir em bolsas de estudos para baratear a universidade para 7 milhões
- Dar US$ 2,5 mil em isenções de impostos para 4 milhões de universitários
- Triplicar o número de bolsas para pesquisa científica
Obama disse que os americanos poderão fiscalizar o uso do dinheiro público via Internet através do site recovery.gov
Em seu programa de rádio, transmitido também via Internet, o presidente advertiu que "o potencial de toda uma geração de americanos pode ser desperdiçado", se o governo não tomar medidas urgentes e radicais para retomar o crescimento econômico.
Os objetivos centrais são gerar ou manter 3 a 4 milhões de empregos e lançar os alicerces para o futuro desenvolvimento dos EUA, com cortes de impostos de US$ 275 bilhões e investimentos de US$ 550 bilhões em energia, comunicações, transportes, saúde e educação.
Hoje, Obama destacou os seguintes pontos:
- Dobrar a geração de energias alternativas
- Construir uma rede elétrica de 5 mil km
- Dar acesso a Internet banda-larga para milhões de americanos
- Modernizar milhares de quilômetros de estradas
- Aumentar a segurança de 90 portos melhorando a rede de comunicações
- Oferecer novas opções de transporte de massa para milhões de americanos
- Economizar US$ 2 bilhões por ano tornando os prédios públicos mais eficientes energeticamente.
- Melhorar o isolamento térmico de 2,5 milhões de casas
- Informatizar todos os prontuários médicos em 5 anos
- Garantir o seguro-saúde de 8 milhões de americanos sob risco de perder a cobertura
- Modernizar 10 mil escolas
- Investir em bolsas de estudos para baratear a universidade para 7 milhões
- Dar US$ 2,5 mil em isenções de impostos para 4 milhões de universitários
- Triplicar o número de bolsas para pesquisa científica
Obama disse que os americanos poderão fiscalizar o uso do dinheiro público via Internet através do site recovery.gov
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