O presidente eleito do México, Andrés Manuel López Obrador, confirmou ontem a intenção de convocar um plebiscito sobre a construção de um novo aeroporto para a capital do país, maior cidade da América, com mais de 21 milhões de habitantes na região metropolitana. Seu resultado será definitivo.
Se o plano atual de construção de um novo aeroporto para a Cidade do México for derrubado na consulta popular, o setor privado mexicano ficará preocupado com a possibilidade de López Obrador criar uma democracia plebiscitária, submetendo outras questões de seu interesse a aprovação pelo voto popular.
A construção do novo aeroporto se arrasta há quatro anos, marcada por aumentos de custos, sobrepreços e denúncias de corrupção. O plebiscito foi uma das promessa da campanha de AMLO, como é mais conhecido.
Eleito em 1º de julho com uma plataforma esquerdista e 53% dos votos, López Obrador toma posse em 1º de dezembro prometendo fazer uma revolução pacífica no México. Terá maioria na Câmara e no Senado.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 15 de agosto de 2018
quarta-feira, 2 de maio de 2018
Poluição do ar mata 7 milhões de pessoas por ano no mundo
Nove em cada dez habitantes da Terra respiram um ar com excesso de material particulado fino. Cerca de 7 milhões de pessoas morrem por ano por causa da poluição do ar, adverte um relatório publicado hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com base em dados colhidos em 4,3 mil cidades de 108 países.
Este número de mortos supera os de mortes por diabete (1,6 milhão), tuberculose (1,4 milhão), acidentes de trânsito (1,3 milhão) e aids (1,1 milhão) somados.
A poluição do ar é "um grande fator de risco" para doenças não transmissíveis que estão na origem de 70% das mortes no mundo, acrescenta o documento da agência das Nações Unidas. É responsável por 29% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por acidentes vasculares cerebrais (AVCs), 24% das mortes por infarto e por 43% das doenças pulmonares obstrutivas, como asma, enfizema e broncopneumonias.
O maior número de mortes é registrado na Ásia sem o Oriente Médio (2 milhões), seguida pela África (1 milhão), Europa incluindo a Rússia (500 mil), o Oriente Médio (500 mil) e a América (300 mil).
"A poluição ameaça a todos nós, mas os mais pobres e mais marginalizados recebem a maior parte da carga", declarou o diretor-geral da OMS, o médico e ex-ministro etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus. "É inaceitável que 3 bilhões de pessoas - na maioria, mulheres e crianças - ainda inalem todos os dias fumaça mortal por usarem combustíveis e fogões poluentes dentro de suas próprias casas."
A OMS recomenda um limite anual de 10 microgramas por metro cúbico de material particulado fino, com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros.
"Várias megalópoles do mundo inteiro, como Nova Déli, Beijim, Xangai, Lima e a Cidade do México, ultrapassam mais de cinco vezes este limite", comentou a diretora do Departamento de Saúde Pública da OMS, a médica espanhola María Neira.
Para coordenar os esforços dos países na luta contra esse "assassino invisível", a OMS vai realizar de 30 de outubro a 1º de novembro, em Genebra, na Suíça, a 1ª Conferência Mundial sobre Poluição do Ar e Saúde.
Este número de mortos supera os de mortes por diabete (1,6 milhão), tuberculose (1,4 milhão), acidentes de trânsito (1,3 milhão) e aids (1,1 milhão) somados.
A poluição do ar é "um grande fator de risco" para doenças não transmissíveis que estão na origem de 70% das mortes no mundo, acrescenta o documento da agência das Nações Unidas. É responsável por 29% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por acidentes vasculares cerebrais (AVCs), 24% das mortes por infarto e por 43% das doenças pulmonares obstrutivas, como asma, enfizema e broncopneumonias.
O maior número de mortes é registrado na Ásia sem o Oriente Médio (2 milhões), seguida pela África (1 milhão), Europa incluindo a Rússia (500 mil), o Oriente Médio (500 mil) e a América (300 mil).
"A poluição ameaça a todos nós, mas os mais pobres e mais marginalizados recebem a maior parte da carga", declarou o diretor-geral da OMS, o médico e ex-ministro etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus. "É inaceitável que 3 bilhões de pessoas - na maioria, mulheres e crianças - ainda inalem todos os dias fumaça mortal por usarem combustíveis e fogões poluentes dentro de suas próprias casas."
A OMS recomenda um limite anual de 10 microgramas por metro cúbico de material particulado fino, com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros.
"Várias megalópoles do mundo inteiro, como Nova Déli, Beijim, Xangai, Lima e a Cidade do México, ultrapassam mais de cinco vezes este limite", comentou a diretora do Departamento de Saúde Pública da OMS, a médica espanhola María Neira.
Para coordenar os esforços dos países na luta contra esse "assassino invisível", a OMS vai realizar de 30 de outubro a 1º de novembro, em Genebra, na Suíça, a 1ª Conferência Mundial sobre Poluição do Ar e Saúde.
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terça-feira, 19 de setembro de 2017
Terremoto de 7,1 graus abala o México e mata mais de 300 pessoas
Um forte tremor de terra de 7,1 graus na escala aberta de Richter sacudiu hoje a região central do México, inclusive a capital, com maior impacto no estado de Morelos. Mais de 220 pessoas morreram, informam as agências de notícias e as televisões especializadas em notícias nas primeiras horas após a tragédia.
O segundo abalo sísmico forte no país neste mês aconteceu no aniversário do terremoto de 1985, que destruiu muitos prédios na Cidade do México e matou pelo menos 6 mil pessoas. Foi o pior da história do México.
Em 7 de setembro de 2017, às 23h49 (1h49 do dia seguinte em Brasília), um terremoto de 8,2 graus na Escala Richter com epicentro no Golfo de Tehuantepec, no Oceano Pacífico, sacudiu a costa sul do México, especialmente os estados de Oaxaca e Chiapas, e parte da Guatemala, causando pelo menos 96 mortes. Desde então, houve 3.170 tremores secundários na região.
Hoje a terra tremeu às 13h14 pela hora local (15h14 em Brasília) a uma profundidade de 57 quilômetros. O epicentro do terremoto, o ponto da superfície mais próximo do tremor, fica a 12 km a sudeste de Axochiapán, em Morelos, na divisa estadual entre Morelos e Puebla, e a 120 km da capital, informou o Serviço Sismológico Nacional, da Universidade Nacional Autônoma do México.
Dois milhões de pessoas estão sem energia elétrica na capital. Várias casas e prédios desabaram no bairro Roma, onde muitos estrangeiros vivem na Cidade do México. Agentes da defesa civil tentam encontrar sobreviventes entre os escombros. A mesma cena se repete nas cidades de Puebla e Cuernavaca.
NOTA: em 30 de setembro, o total de mortes chegou a 358.
O segundo abalo sísmico forte no país neste mês aconteceu no aniversário do terremoto de 1985, que destruiu muitos prédios na Cidade do México e matou pelo menos 6 mil pessoas. Foi o pior da história do México.
Em 7 de setembro de 2017, às 23h49 (1h49 do dia seguinte em Brasília), um terremoto de 8,2 graus na Escala Richter com epicentro no Golfo de Tehuantepec, no Oceano Pacífico, sacudiu a costa sul do México, especialmente os estados de Oaxaca e Chiapas, e parte da Guatemala, causando pelo menos 96 mortes. Desde então, houve 3.170 tremores secundários na região.
Hoje a terra tremeu às 13h14 pela hora local (15h14 em Brasília) a uma profundidade de 57 quilômetros. O epicentro do terremoto, o ponto da superfície mais próximo do tremor, fica a 12 km a sudeste de Axochiapán, em Morelos, na divisa estadual entre Morelos e Puebla, e a 120 km da capital, informou o Serviço Sismológico Nacional, da Universidade Nacional Autônoma do México.
Dois milhões de pessoas estão sem energia elétrica na capital. Várias casas e prédios desabaram no bairro Roma, onde muitos estrangeiros vivem na Cidade do México. Agentes da defesa civil tentam encontrar sobreviventes entre os escombros. A mesma cena se repete nas cidades de Puebla e Cuernavaca.
NOTA: em 30 de setembro, o total de mortes chegou a 358.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Operários e camponeses protestam no México
Cerca de 20 mil pessoas participaram ontem na Cidade do México de um marcha convocada pelo Movimento Nacional pela Soberania Alimentar, os Direitos dos Trabalhadores e as Liberdades Democráticas.
Com bandeiras com a imagem de Emiliano Zapata, o grande herói da Revolução Mexicana de 1910, elas foram de uma cidade-satélite até o Zócalo, a praça central da capital mexicana. A polícia ficou só observando.
A passeata pediu proteção aos direitos trabalhistas e o fim dos aumentos nos preços dos combustíveis e dos alimentos.
Com bandeiras com a imagem de Emiliano Zapata, o grande herói da Revolução Mexicana de 1910, elas foram de uma cidade-satélite até o Zócalo, a praça central da capital mexicana. A polícia ficou só observando.
A passeata pediu proteção aos direitos trabalhistas e o fim dos aumentos nos preços dos combustíveis e dos alimentos.
domingo, 26 de abril de 2009
EUA e México decretam emergência na saúde
Os Estados Unidos e o México decretaram estado de emergência na saúde publica para combater a epidemia de gripe suína. Mas de 100 pessoas morreram no México e outras 350 estão contaminadas.
Nos EUA, há pelo menos 20 casos, mas todos os doentes estão em recuperação. Também foram registrados casos no Canadá.
A Cidade do México, uma das maiores metrópolis do mundo, com cerca de 20 milhões de habitantes, mais parecia uma cidade-fantasma neste domingo.
Ao suspender as aulas em todas as escolas públicas e privadas até 6 de maio, o prefeito da capital, Marcelo Ebrard, fez um apelo às empresas para que reduzam ao máximo suas atividades. Ele quer diminuir a movimentação de pessoas para evitar a contaminação.
O presidente Felipe Calderón decretou estado de emergência. Isso lhe dá poderes para isolar doentes, ordenar a inspeção de casas e suspender eventos públicos.
Para o diretor interino do Centro de Controle de Doenças dos EUA, a boa notícia é que todos os americanos doentes foram curados ou estão em recuperação.
Pelo menos mais nove casos foram confirmados nos EUA, agora em Nova York, além dos anteriores, na Califórnia, no Texas e em Kansas, sinal de que o vírus se espalhou.
Em Tijuana, no México, quem cruza a fronteira em qualquer dos dois sentidos é alertado para os riscos de contaminação.
A Espanha examina oito casos suspeitos de doentes que estiveram no México. Na França, há quatro casos suspeitos. A Alemanha toma medidas para aumentar a vigilância sanitária. No Reino Unido, a Escócia examina dois suspeitos. Todos estiveram no México. Na Nova Zelândia 25 estudantes e professores que chegaram do México estão em quarentena para evitar o contágio.
Nos EUA, há pelo menos 20 casos, mas todos os doentes estão em recuperação. Também foram registrados casos no Canadá.
A Cidade do México, uma das maiores metrópolis do mundo, com cerca de 20 milhões de habitantes, mais parecia uma cidade-fantasma neste domingo.
Ao suspender as aulas em todas as escolas públicas e privadas até 6 de maio, o prefeito da capital, Marcelo Ebrard, fez um apelo às empresas para que reduzam ao máximo suas atividades. Ele quer diminuir a movimentação de pessoas para evitar a contaminação.
O presidente Felipe Calderón decretou estado de emergência. Isso lhe dá poderes para isolar doentes, ordenar a inspeção de casas e suspender eventos públicos.
Para o diretor interino do Centro de Controle de Doenças dos EUA, a boa notícia é que todos os americanos doentes foram curados ou estão em recuperação.
Pelo menos mais nove casos foram confirmados nos EUA, agora em Nova York, além dos anteriores, na Califórnia, no Texas e em Kansas, sinal de que o vírus se espalhou.
Em Tijuana, no México, quem cruza a fronteira em qualquer dos dois sentidos é alertado para os riscos de contaminação.
A Espanha examina oito casos suspeitos de doentes que estiveram no México. Na França, há quatro casos suspeitos. A Alemanha toma medidas para aumentar a vigilância sanitária. No Reino Unido, a Escócia examina dois suspeitos. Todos estiveram no México. Na Nova Zelândia 25 estudantes e professores que chegaram do México estão em quarentena para evitar o contágio.
sábado, 25 de abril de 2009
OMS alerta para risco de pandemia de gripe
A diretora-geral da Organização Mundial de Saúde, Margaret Chan, alertou hoje que o surto de gripe suína que atinge o México e os Estados Unidos pode se transformar numa pandemia, uma epidemia global. Mais de mil mexicanos foram contaminados e pelo menos 68 morreram.
Na Cidade do México, o clima é de medo. Os museus, teatros, cinemas e teatros foram fechados. Nas ruas, o Exército distribui máscaras respiratórias para evitar que a tosse e espirros transmitam a doença.
A população está sendo aconselhada a evitar locais de concentração de pessoas, inclusive trens, metrô e ônibus. Um jogo de futebol foi realizado com o estádio vazio, sem torcedores.
Ao reconhecer a gravidade da situação, o presidente Felipe Calderón pediu o apoio da população para conter a epidemia. O prefeito da Cidade do México garantiu que os hospitais tem o medicamento necessário para curar a gripe suína.
Nos EUA, além dos oito casos já curados na Califórnia e no Texas, surgiram mais doentes no estado do Kansas, indicando que a gripe suína já não pode mais ser contida, como alertou ontem o Centro de Controle de Doenças, em Atlanta, na Geórgia.
Em Genebra, na Suíça, a OMS realizou uma reunião de emergência e ativou o centro de combate a epidemia. Os epidemiologistas das Nações Unidas estão em contato permanente com os dois países afetados. A diretora Margaret Chan orientou os diretores das divisões regionais da organização para reforçarem a vigilância sanitária.
No Japão, as autoridades montaram um esquema no Aeroporto de Narita, perto de Tóquio, para examinar todos os passageiros que chegam do México ou passaram por lá.
Na Cidade do México, o clima é de medo. Os museus, teatros, cinemas e teatros foram fechados. Nas ruas, o Exército distribui máscaras respiratórias para evitar que a tosse e espirros transmitam a doença.
A população está sendo aconselhada a evitar locais de concentração de pessoas, inclusive trens, metrô e ônibus. Um jogo de futebol foi realizado com o estádio vazio, sem torcedores.
Ao reconhecer a gravidade da situação, o presidente Felipe Calderón pediu o apoio da população para conter a epidemia. O prefeito da Cidade do México garantiu que os hospitais tem o medicamento necessário para curar a gripe suína.
Nos EUA, além dos oito casos já curados na Califórnia e no Texas, surgiram mais doentes no estado do Kansas, indicando que a gripe suína já não pode mais ser contida, como alertou ontem o Centro de Controle de Doenças, em Atlanta, na Geórgia.
Em Genebra, na Suíça, a OMS realizou uma reunião de emergência e ativou o centro de combate a epidemia. Os epidemiologistas das Nações Unidas estão em contato permanente com os dois países afetados. A diretora Margaret Chan orientou os diretores das divisões regionais da organização para reforçarem a vigilância sanitária.
No Japão, as autoridades montaram um esquema no Aeroporto de Narita, perto de Tóquio, para examinar todos os passageiros que chegam do México ou passaram por lá.
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