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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Londres fecha rua a veículos poluentes para melhorar qualidade do ar

A City, o centro financeiro de Londres, vai fechar um trecho de uma suas ruas, a Moor Lane, a partir de abril, ao trânsito de veículos poluentes para reduzir as emissões de gases tóxicos de uma de suas áreas mais movimentadas.

Uma consulta pública iniciada hoje vai decidir se a proibição será permanente ou de 7h às 23 horas de segundas a sextas-feiras. Os carros elétricos, de emissão zero, poderão circular.

No mês passado, Chris Hayward presidente do comitê de planejamento e transportes da Corporação da Cidade de Londres, que administra a City, uma área de 2,5 quilômetros quadrados do centro da capital do Reino Unido, anunciou: "A qualidade do ar é uma das prioridades mais importantes hoje. Estamos em guerra contra a poluição do ar. Queremos soluções radicais e queremos rapidamente."

A Rua Alto Tâmisa (Upper Thames Street), no limite sul da City, tem o maior índice de poluição de Londres. No ano passado, excedeu o limite tolerável  de dióxido de nitrogênio mais de 120 vezes.

O número de carros que circulam no centro financeiro londrino caiu 40% de 1999 a 2017 para 124 mil veículos. O número de bicicletas quadruplicou para um total de mais de 30 mil.

sábado, 31 de julho de 2010

Londres pedala rumo ao futuro

LONDRES - Três anos depois de Paris, a capital do Reino Unido inaugurou ontem um programa que oferece 5 mil bicicletas para alugar em 315 diferentes pontos da cidade.

A iniciativa do prefeito conservador Boris Johnson tenta descongestionar uma cidade com muitas ruas estreitas, ônibus de dois andares, caminhões de entrega, táxis e carros particulares, onde parece não sobra muito lugar para ciclistas.

Em Paris, no primeiro ano, 3 mil bicicletas foram roubadas e outras 3 mil vandalizadas. Para evitar isso, Johnson explicou que as bicicletas públicas não têm tranca. Assim, só poderia ser guardadas sem risco nos pontos de aluguel.

Além do mais, elas só podem ser alugadas com um cartão de crédito, que serve como garantia. Se a bicicleta não for devolvida, serão cobradas 300 libras, cerca de R$ 900.

Em 1904, disse o prefeito, 20% das viagens dentro de Londres eram feitas de bicicletas. Hoje, apenas 2%.

A experiência começou ontem no centro de Londres. Cidades com trânsito menos caóticos, como Birmingham, Edimburgo, Liverpool, Newcastle e York querem adotar o modelo.