Três extremistas muçulmanos atacaram uma academia de polícia na cidade de Queta, no Paquistão, matando pelo menos 59 pessoas e ferindo mais de 100, informaram fontes do governo paquistanês.
Com coletes-bomba, granadas e fuzis AK-47, os milicianos invadiram o centro de treinamento da polícia na capital da província do Baluquistão por volta de 21h30 pela hora local (16h30 em Brasília). Mais de 700 recrutas estavam no local no momento do ataque, revelou o secretário do Interior do Baluquistão, Mir Sarfaraz Ahmed Bugti.
"Havia três terroristas e todos estavam usando coletes suicidas", declarou o inspetor-geral do Batalhão de Fronteiras, general Sher Afgan. "Dois terroristas suicidas detonaram os explosivos, enquanto o terceiro foi baleado e morto por nossas tropas."
Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2016
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Terrorista suicida mata ao menos 70 pessoas em hospital no Paquistão
Um homem-bomba se autodetonou hoje no terreno de um hospital da cidade de Queta, no Paquistão. Pelo menos 70 pessoas morreram e mais de 100 saíram feridas, informou o jornal paquistanês Dawn.
A milícia extremista muçulmana Jamaat-ul-Ahrar (Assembleia dos Livres), uma dissidência dos Talebã do Paquistão, e a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicaram a autoria do atentado terrorista.
Dois cinegrafistas de televisões paquistanesas também morreram; 92 feridos estão hospitalizados no próprio Hospital Civil de Queta.
Cerca de 200 pessoas estavam reunidas do lado de fora do hospital, entre elas muitos advogados e jornalistas, para prestar homenagem ao eminente advogado Bilal Kasi, morto a tiros na cidade horas antes. Ele presidia a ordem dos advogados do Baluquistão.
"O homem-bomba tinha oito quilos de explosivos empacotados com bolinhas de ferro e outras peças metálicas junto ao corpo", declarou Abdul Razzaq, chefe da unidade de desativação de bombas da polícia local.
Testemunhas descreveram uma cena de guerra, com corpos destroçados espalhados pelo chão em meio a muito sangue, enquanto os feridos gritavam por socorro. Quem estava bem correu e a fumaça da explosão se infiltrou pelos corredores do hospital.
A polícia isolou a área. O Facebook acionou o dispositivo de segurança para os usuários avisarem que estão sãos e salvos.
Queta e a província do Baluquistão estão no centro da guerra civil de grupos extremistas muçulmanos contra o Estado paquistanês. Um político local acusou a Índia, mas a alegação não pode ser levada a sério.
Em maio, o líder da milícia dos Talebã do Afeganistão, mulá Akhtar Mansur, foi morto por um ataque de drones dos Estados Unidos quando ia da fronteira entre Irã e o Paquistão com destino a Queta.
A milícia extremista muçulmana Jamaat-ul-Ahrar (Assembleia dos Livres), uma dissidência dos Talebã do Paquistão, e a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicaram a autoria do atentado terrorista.
Dois cinegrafistas de televisões paquistanesas também morreram; 92 feridos estão hospitalizados no próprio Hospital Civil de Queta.
Cerca de 200 pessoas estavam reunidas do lado de fora do hospital, entre elas muitos advogados e jornalistas, para prestar homenagem ao eminente advogado Bilal Kasi, morto a tiros na cidade horas antes. Ele presidia a ordem dos advogados do Baluquistão.
"O homem-bomba tinha oito quilos de explosivos empacotados com bolinhas de ferro e outras peças metálicas junto ao corpo", declarou Abdul Razzaq, chefe da unidade de desativação de bombas da polícia local.
Testemunhas descreveram uma cena de guerra, com corpos destroçados espalhados pelo chão em meio a muito sangue, enquanto os feridos gritavam por socorro. Quem estava bem correu e a fumaça da explosão se infiltrou pelos corredores do hospital.
A polícia isolou a área. O Facebook acionou o dispositivo de segurança para os usuários avisarem que estão sãos e salvos.
Queta e a província do Baluquistão estão no centro da guerra civil de grupos extremistas muçulmanos contra o Estado paquistanês. Um político local acusou a Índia, mas a alegação não pode ser levada a sério.
Em maio, o líder da milícia dos Talebã do Afeganistão, mulá Akhtar Mansur, foi morto por um ataque de drones dos Estados Unidos quando ia da fronteira entre Irã e o Paquistão com destino a Queta.
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sábado, 6 de fevereiro de 2016
Terrorista suicida ataca comboio do Exército do Paquistão
Um terrorista suicida de bicicleta se explodiu junto a um comboio do Exército do Paquistão na cidade de Queta, capital da província do Baluquistão, matando pelo menos nove pessoas e ferindo outras 35, noticiou o jornal paquistanês Dawn. A milícia dos Talibã do Paquistão reivindicou a responsabilidade pelo atentado.
Dois mortos eram militares do Batalhão de Fronteiras. Dos feridos, oito estão em estado grave e foram transferidos para um hospital militar, informou o Hospital Civil da Queta, informou o médico Rasheed Jamali.
O inspetor-geral do Batalhão de Fronteiras, general Sher Afgan, declarou que os terroristas estão atacando alvos fáceis por causa do sucesso da operação antiterrorismo do Exército paquistanês: "Esses ataques não vão abalar nossos espíritos. Vamos continuar lutando contra esses elementos até pacificar o Baluquistão."
Dois mortos eram militares do Batalhão de Fronteiras. Dos feridos, oito estão em estado grave e foram transferidos para um hospital militar, informou o Hospital Civil da Queta, informou o médico Rasheed Jamali.
O inspetor-geral do Batalhão de Fronteiras, general Sher Afgan, declarou que os terroristas estão atacando alvos fáceis por causa do sucesso da operação antiterrorismo do Exército paquistanês: "Esses ataques não vão abalar nossos espíritos. Vamos continuar lutando contra esses elementos até pacificar o Baluquistão."
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Irã e Paquistão trocam tiros na fronteira
Guardas de fronteira do Irã mataram um e feriram três membros da patrulha de fronteiras do Paquistão hoje ao atacar um veículo da corporação, noticiou o jornal paquistanês Dawn (Aurora) citando como fonte o porta-voz da patrulha, Khan Casey.
O Corpo de Fronteiras do Paquistão, uma força paramilitar, disse que nos últimos dois dias a guarda de fronteiras do Irã violou várias vezes a pretexto de combater extremistas. O carro da patrulha foi atingido em Mand Tehsil, no distrito de Kech, no Baluquistão.
Em outro incidente, 30 guardas iranianos tomaram a cidade paquistanesa de Nokundi e mantiveram os moradores reféns durante seis horas.
O inspetor-geral do Corpo de Fronteiras, general Ejaz Shahid, condenou com veemência as incursões de guardas iranianos e advertiu que a patrulha do Paquistão vai reagir em caso de futuras violações. Os dois países têm 900 quilômetros de fronteira comum.
O Corpo de Fronteiras do Paquistão, uma força paramilitar, disse que nos últimos dois dias a guarda de fronteiras do Irã violou várias vezes a pretexto de combater extremistas. O carro da patrulha foi atingido em Mand Tehsil, no distrito de Kech, no Baluquistão.
Em outro incidente, 30 guardas iranianos tomaram a cidade paquistanesa de Nokundi e mantiveram os moradores reféns durante seis horas.
O inspetor-geral do Corpo de Fronteiras, general Ejaz Shahid, condenou com veemência as incursões de guardas iranianos e advertiu que a patrulha do Paquistão vai reagir em caso de futuras violações. Os dois países têm 900 quilômetros de fronteira comum.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Terremoto mata pelo menos 170 no Paquistão
Um violento terremoto de 6,4 graus na escala aberta de Richter atingiu hoje o Paquistão, matando pelo menos 170 pessoas. Só numa localidade próxima à cidade de Queta, no Baluquistão, perto da fronteira com o Afeganistão, 80 pessoas morreram.
O Exército do Paquistão enviou dois aviões militares de transporte C-130 para a região com 2 mil barracas, 4 mil colchões e 5 mil cobertores para os desabrigados.
O Exército do Paquistão enviou dois aviões militares de transporte C-130 para a região com 2 mil barracas, 4 mil colchões e 5 mil cobertores para os desabrigados.
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