Forças leais à ditadura de Bachar Assad afirmaram ontem ter matado o ministro da Guerra e outros líderes da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, na guerra civil da Síria. O ministro era Abu Mussab al-Massari, o quarto homem na hierarquia do grupo, noticiou o jornal saudita Asharq al-Awsat.
O local exato da morte não foi revelado. Ao todo, 13 líderes do Estado Islâmico (EI) teriam sido mortos em operações a leste da cidade de Alepo, no Norte da Síria. A morte de Al-Massari é uma grande perda para a Batalha de Rakka, a capital do califado proclamado pelo EI em junho de 2014
Em março do ano passado, um bombardeio aéreo dos Estados Unidos na Síria matou o então ministro da Guerra do EI, Abu Omar al-Chichani, Omar, o Checheno. O EI só confirmou a morte em julho e disse que tinha sido em Chircate, perto de Mossul, no Sul do Iraque.
O Estado Islâmico enfrenta inimigos em três frentes no Norte da Síria: as forças e milícias leais a Assad, com o apoio da Força Aérea da Rússia; as Forças Democráticas Sírias, curdas e árabes, com cobertura da Força Aérea dos EUA; e rebeldes etnicamente turcos do Exército da Síria Livre apoiados pela Turquia.
A Força Aérea da Síria bombardeou ontem a cidade de Derá, no Sul da Síria, declara zona de segurança no plano de paz recentemente anunciado pela Rússia, a Turquia e o Irã. Foram pelo menos 12 ataques aéreos em que foram jogadas nove bombas de barril em áreas da cidade dominadas por rebeldes, em meio a violentos combates entre o regime e o Comitê de Libertação do Levante.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Omar al-Chichani. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Omar al-Chichani. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 25 de maio de 2017
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Ministro da Guerra do Estado Islâmico pode ter sido morto
Um alto comandante militar considerado ministro da Guerra da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Tarkhan Batirachvili, teria sido morto no Iraque, noticiou o jornal britânico The Independent.
Batirachvili, mais conhecido pelo nome de guerra de Omar al-Chichani, Omar o Checheno, teria morrido perto de Charkate, ao sul de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, informou a Amaq, agência de notícias do Estado Islâmico na Internet.
Não é a primeira vez que a morte de Al-Chichani, natural da ex-república soviética da Geórgia, é noticiada. Em março, foi dito que ele teria sido morto num bombardeio aéreo dos Estados Unidos na Síria. Agora, por ser divulgada pela agência do EI, a notícia ganha credibilidade.
Sob intensa pressão nos campos de batalha do Oriente Médio, o Estado Islâmico perde territórios no Iraque e na Síria. Por isso, apela cada vez mais ao terrorismo.
Hoje, o jornal francês Libération revelou que o chefe do serviço secreto militar da França mencionou numa comissão parlamentar de inquérito sobre os atentatos terroristas em Paris que um brasileiro ligado ao Estado Islâmico estaria preparando um ataque contra a delegação francesa durante a Olimpíada do Rio de Janeiro.
O governo brasileiro nega ter qualquer informação concreta sobre essa ameaça.
Batirachvili, mais conhecido pelo nome de guerra de Omar al-Chichani, Omar o Checheno, teria morrido perto de Charkate, ao sul de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, informou a Amaq, agência de notícias do Estado Islâmico na Internet.
Não é a primeira vez que a morte de Al-Chichani, natural da ex-república soviética da Geórgia, é noticiada. Em março, foi dito que ele teria sido morto num bombardeio aéreo dos Estados Unidos na Síria. Agora, por ser divulgada pela agência do EI, a notícia ganha credibilidade.
Sob intensa pressão nos campos de batalha do Oriente Médio, o Estado Islâmico perde territórios no Iraque e na Síria. Por isso, apela cada vez mais ao terrorismo.
Hoje, o jornal francês Libération revelou que o chefe do serviço secreto militar da França mencionou numa comissão parlamentar de inquérito sobre os atentatos terroristas em Paris que um brasileiro ligado ao Estado Islâmico estaria preparando um ataque contra a delegação francesa durante a Olimpíada do Rio de Janeiro.
O governo brasileiro nega ter qualquer informação concreta sobre essa ameaça.
Assinar:
Comentários (Atom)