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terça-feira, 4 de novembro de 2025

Trump cede a liderança global à China

Com sua guerra comercial contra o resto do mundo, o boicote ao multilateralismo, à promoção do desenvolvimento sustentável e ao combate ao aquecimento global, o presidente Donald Trump cede à China espaços importantes do poderio dos Estados Unidos. Basta à China entrar no vácuo da retirada norte-americana para afirmar sua liderança.

Depois do encontro na semana passada na Coreia do Sul, ao qual Trump deu nota 12, as duas superpotências anunciaram uma trégua na guerra comercial. Agora, negociam um acordo. A China adiou por um ano o controle das exportações de terras raras, minerais estratégicos sobre os quais tem um virtual monopólio, e prometeu aumentar a compra de produtos agrícolas dos EUA. Ficou de comprar mais soja num acordo em 2020, no primeiro governo Trump, e não cumpriu a promessa.

A China mostrou ser o único país do mundo capaz de resistir à chantagem de Trump. Colocou-se em pé de igualdade com os EUA e usou as terras raras para obrigar Trump a ceder. Ao chamar o encontro de uma reunião do Grupo dos Dois, o presidente norte-americano reconhece implicitamente o fim da hegemonia dos EUA. 

Por ironia da história, Trump está tornando a China, que foi a potência dominante na Ásia da Antiguidade até o início do século 19, grande de novo.

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quarta-feira, 29 de maio de 2019

China faz ameaça velada sobre terras raras

A China pode usar seu virtual monopólio sobre a produção de 17 elementos químicos conhecidos como terras raras na guerra comercial contra os Estados Unidos, informou o canal de televisão americano CNBC, especializado em noticiário econômico. 

Um alto funcionário da Agência de Planejamento Econômico da China advertiu que produtos usando minerais de terras raras chinesas não devem ser usados para prejudicar o desenvolvimento do país.

"Se alguém usar produtos com terras raras que exportamos para prejudicar o desenvolvimento da China, a população da província de Jiangxi e do resto da China vai ficar muito insatisfeita", declarou o funcionário da Comissão Nacional para Reforma e Desenvolvimento.

O comentário foi encarado como uma ameaça ao setor de alta tecnologia dos EUA, que depende de terras raras. Mas analistas consideram difícil para a China usar os minerais raros como arma na guerra contra o governo Donald Trump.

As importações são pequenas e as terras raras estão em vários produtos de alta tecnologia, de telefones celulares a computadores.

No ano passado, os EUA importaram 4 mil toneladas de terras raras da China, no valor de US$ 175 milhões, pouquíssimo diante do déficit comercial americano de US$ 419 bilhões no comércio bilateral em 2018.

"O problema é que a maioria das terras raras está embutida em produtos de alta tecnologia. Se você compra um computador, já estão nele", comentou o economista Marc Chandler, da empresa Bannockburn Global Forex.

Na semana passada, o ditador Xi Jinping visitou uma mina e um centro de processamento de terras raras, alimentando a ideia de que Beijim possa usar seu controle sobre esses recursos minerais na barganha com Washington.

Nesta terça-feira, o jornal Global Times, um agressivo porta-voz internacional do regime comunista chinês, afirmou que a China está "considerando seriamente" limitar as exportações de terras raras para os EUA, escreveu o editor-chefe, Hu Xijin.

A guerra comercial ficou muito concentrada em alta tecnologia desde que os EUA colocaram a companhia fabricante de equipamentos de telecomunicações Huawei na lista negra de empresas que ameaçam a segurança nacional por suposta espionagem em favor do regime comunista chinês.

Isto impede a Huawei de usar o sistema operacional e os aplicativos do Google em seus telefones celulares. A companhia chinesa entrou na Justiça dos EUA contra a "tirania" de Washington.

Há 110 milhões de toneladas de terras raras espalhadas por China, Brasil, Rússia, EUA, Índia e Austrália. A China tem 40% das reservas globais e produziu 78% das terras raras em 2018.

Para os analistas do Bank of America, o domínio chinês se deve ao fato de ser considerado um recurso estratégico pelo governo. Nos anos 1990s, com preços baixos, a China praticamente eliminou a concorrência.

terça-feira, 13 de março de 2012

EUA vão à OMC contra China por terras raras

Os Estados Unidos, a Europa e o Japão se uniram para acionar a China pelo controle das exportações das chamadas "terras raras", os elementos químicos de número atômico mais alto da tabela periódica, que são essenciais para a fabricação de uma série de produtos, de armas à alta tecnologia.

Em resultado de seu extraordinário crescimento econômico nas últimas décadas, a China controla hoje 97% da produção mundial desses 17 elementos. Depois de um incidente diplomático em 2010, o governo chinês suspendeu as exportações para o Japão.

No ano passado, os preços caíram com o aumento da produção nos EUA e na Austrália, mas o governo americano teme que a China volte a usar as terras raras como arma política, informa o jornal britânico Financial Times.