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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Universidade prevê 539 mil mortes por covid-19 nos EUA até 1º de abril

Mesmo com as vacinas, o total de mortes pela pandemia do coronavírus de 2019 nos Estados Unidos pode chegar a 539 mil em abril, mais do que em todas as guerras da história do país, menos a Guerra da Secessão (1861-65). Em janeiro, no auge do inverno, pode haver 3 mil mortes por dia. 

Uma análise do Centro de Controle e Prevenção de Doenças levando em contas as mortes em anos anteriores, estimou o total de mortes pela Covid-19 nos EUA em 345 mil.

Em entrevista coletiva hoje à tarde, o presidente eleito, Joe Biden, declarou não ver um "plano detalhado" do atual governo para distribuição e aplicação de vacinas no mundo inteiro. Biden anunciou que, quando tomar posse, em 1º de janeiro, fará um apelo ao povo americano para que use máscaras durante 100 dias para ajudar a controlar a covid-19. Assim, pelo menos 66 mil vidas seriam poupadas, afirmou o presidente eleito.

Até agora, oficialmente, os EUA registram 14,353 milhões de casos confirmados e 280 mil mortes. No momento, o total de pessoas hospitalizadas por Covid-19 no país passa de 101 mil. A geração de empregos caiu fortemente em novembro, indicando que a nova onda de contaminação está minando a recuperação da economia.

No mundo inteiro, já são 66 milhões de casos confirmados e 1.518.560 mortes. Mais de 45,7 milhões de doentes se recuperaram, 18,5 milhões apresentam sintomas leves e 106 mil estão em estado grave. A Europa ultrapassou a marca de 18 milhões de casos confirmados.

Com mais 674 mortes e 47.435 casos novos registrados nesta sexta-feira, o Brasil soma 6,5 milhões de casos confirmados e quase 176 mil mortes. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu para 569, com alta de 19% em duas semanas. A média de casos novos dos últimos sete dias está em 42.411. Com uma forte alta de 45% em duas semanas, é a maior desde 18 de agosto.

O regime comunista da China está perseguindo jornalistas e ativistas chineses que investigam a pandemia e desmentem a versão oficial da ditadura de Xi Jinping. Meu comentário: 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Tribunal Penal Internacional processa ex-presidente da Costa do Marfim

O ex-presidente da Costa do Marfim Laurent Gbagbo foi apresentado hoje ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, na Holanda, onde vai responder por quatro crimes contra a humanidade: assassinatos, violações sexuais, atos desumanos e perseguições políticas, noticiou a televisão pública britânica BBC. É o primeiro chefe de Estado julgado pelo tribunal.

Depois da eleição presidencial de 2010, Gbagbo, que estava no poder desde o ano 2000, se recusou a transferir o poder para Alassane Ouattara, reconhecido como vencedor pelos Estados Unidos e a União Europeia. Sua resistência deflarou uma guerra civil de cinco meses em que mais de 3 mil pessoas foram mortas.

Gbagbo foi preso em abril de 2011 pelo governo Ouattara, com o apoio das Forças Armadas da França. Seus partidários consideram o processo uma afronta e sua prisão "uma tomada de refém". Acusam o tribunal de ser um "instrumento de dominação neocolonial".

Na audiência de hoje, ele e seu ministro da Juventude, Charles Blé Goudé, acusado de chefiar milícias, negaram as acusações. A libertação de Gbagbo poderia desestabilizar a Costa do Marfim. Como a Constituição marfinense fixa em 75 anos a idade limite para concorrer à Presidência e o ex-presidente tem 70, poderia voltar a disputar o poder nas urnas.

O TPI sofre intensa pressão dos líderes da África, que rejeitam denúncias contra presidentes no exercício do cargo, alegando que têm direito à imunidade. No ano passado, o governo da África do Sul ignorou uma determinação da Suprema Corte para prender o ditador do Sudão, Omar Bachir, denunciado por crimes contra a humanidade.

A corte também foi alvo de críticas no processo contra o atual presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, acusado de comandar milícias da tribo kikuyo na onda de violência deflagrada pela contestação do resultado da eleição presidencial de dezembro de 2007. O caso entrou em colapso.

Para os líderes africanos, eles são os únicos alvos do TPI. Um presidente dos Estados Unidos ou da Rússia, países que não aderiram ao tribunal, jamais seria denunciado, alegam os africanos.

Por outro lado, se os chefes de Estado no exercício do poder tiverem imunidade, os ditadores vão resistir ainda mais a entregar o poder. Seria a "justiça dos vencedores". Só os derrotados como Gbagbo chegariam ao banco dos réus.

Está em jogo a credibilidade do TPI, criado justamente para evitar a impunidade de crimes não julgados nos países onde ocorreram. Desde sua instalação, em 2002, só condenou senhores da guerra da República Democrática do Congo.

O processo deve durar três ou quatro anos.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Obama autoriza ataques aéreos a jihadistas no Iraque

O presidente Barack Obama autorizou hoje a Força Aérea dos Estados Unidos a bombardear o grupo extremista muçulmano Estado Islâmico do Iraque e do Levante, se os jihadistas atacarem os soldados americanos que tentam dar ajuda de emergência ao povo yazidi, isolado nas montanhas e ameaçado pela "guerra santa" e pela sede. Eles também se aproximam de Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, onde há um consulado americano.

Desde que assumiu o controle de algumas áreas sunitas do Norte do Iraque, o EIIL faz uma campanha de erradicação das minorais. Os cristãos que não se converteram ao islamismo tiveram de fugir para não serem mortos. O mesmo destino espera os yazidis, um povo que segue o zoroastrismo, uma antigo religião monoteísta surgida no Irã.

Cerca de 40 mil yazidis estão isolados no alto de uma montanha perto da fronteira com a Síria. Várias crianças já teriam morrido de sede.