terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Trump quer evitar na Venezuela erros no Iraque e Afeganistão

Ao tentar cooptar parte do regime chavista da Venezuela, o presidente Donald Trump procura evitar os erros cometidos pelos Estados Unidos nas invasões do Afeganistão e do Iraque, quando o colapso do Estado criou uma situação de caos e anarquia. A ideia agora é trabalhar com quem está no poder, marginalizando a oposição, para tentar manter a estabilidade.

A principal interlocutora do governo Trump é a vice-presidente e agora presidente interina, Delcy Rodríguez, responsável pelo setor de petróleo e pela reforma econômica que na prática abandonou o "socialismo do século 21" pregado pelo caudilho Hugo Chávez.

O resultado desse acordo ainda é incerto. Com certeza, a mesma fórmula não poderá ser aplicada no Irã, que Trump ameaça bombardear diante da violenta repressão da ditaduras dos aiatolás e da Guarda Revolucionária contra a revolta popular.

A realidade é que intervenções militares não costumam levar estabilidade aos países invadidos. Um exemplo foi a ação na Líbia contra o ditador Muamar Kadafi, que ameaçava massacrar os rebeldes da Primavera Árabe, em 2011. A intervenção foi aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, que nunca organizou uma missão de paz. A Líbia está em guerra civil até hoje.

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