quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Trump ataca democracia e destrói ordem mundial

Em um ano de desgoverno, com ataques sem precedentes às instituições nacionais e internacionais, o presidente Donald Trump desafiou a democracia nos Estados Unidos e bombardeou a ordem internacional liberal, o sistema multilateral de comércio e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), considera a aliança militar mais bem-sucedida da história.

Do perdão a mais de 1,5 mil criminosos que participaram do assalto ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021 numa tentativa de golpe de Estado ao envio de tropas federais e da polícia de imigração para aterrorizar imigrantes e às ameaças de anexar o Canadá, ocupar a Groenlândia e retomar o Canal do Panamá, Trump extrapolou todos os limites do poder presidencial.

Além de hostilizar aliados históricos que ampliam o poder dos EUA no mundo, Trump declarou uma guerra comercial contra todos, inclusive ilhas habitadas apenas por focas e penguins. A China, a principal inimiga, resistiu e teve um saldo comercial recorde de US$ 1,2 trilhão.

Trump alega que merece o Prêmio Nobel da Paz por ter acabado com oito guerras. Até agora, só num caso chegou a um acordo capaz de levar a uma paz duradoura. Infantil emocionalmente, escreveu ao primeiro-ministro da Noruega para dizer que não pensa mais só na paz porque não ganhou o prêmio. É uma desgraça para os EUA e para o mundo.

Depois da gravação, Trump anunciou um acordo negociado pelo secretário-geral da OTAN para que os EUA tenham mais bases militares na Groenlândia. Já tiveram 17 durante a Guerra Fria, com base num tratado firmado em 1951 com a Dinamarca. Com o fim da União Soviética, deixaram só uma.

As empresas norte-americanas podem negociar acordos de exploração dos recursos naturais. Assim, não existe a menor necessidade de que os EUA tenham soberania para garantir a segurança nacional e o acesso aos recursos.

O que Trump quer mesmo é entrar para a história como um presidente que ampliou o território dos EUA como os czares russos Ivã o Terrível, Pedro o Grande, Catarina a Grande e o ditador soviético Josef Stalin, ídolos de seu amigo Vladimir Putin, numa volta ao imperialismo do século 19.

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Um comentário:

Anônimo disse...

Parabéns pelo tour de force