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segunda-feira, 16 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 16 de Março

 WEST POINT

    Em 1802, o Congresso funda a Academia Militar dos Estados Unidos, em West Point, no estado de Nova York, local de um forte construído durante a Guerra da Independência (1775-83), para treinar e educar jovens na teoria e prática das ciências militares.

Com a Guerra de 1812 contra o Império Britânico, que tenta recolonizar os EUA, o Congresso decide ampliar a Academia Militar de West Point. Logo, vira o principal curso superior para formação de engenheiros no país.

Em 1877, o primeiro negro se forma em West Point. Desde 1976, a academia militar recebe mulheres. Tem hoje mais de 4 mil alunos.

VITÓRIA EM IWO JIMA

    Em 1945, os Estados Unidos vencem uma das batalhas mais ferozes da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e tomam a ilha de Iwo Jima, no Japão, no fim de quase um mês de luta.

A invasão é precedida por 74 dias de bombardeio aéreo dos EUA às posições de 21 mil soldados japoneses na ilha fortificada em cima e embaixo da terra, com uma rede de túneis.

Os fuzileiros navais norte-americanos desembarcam em 19 de fevereiro e são repelidos pelo fogo de sete batalhões japoneses. Mais de 550 soldados dos EUA morrem no primeiro dia e 1,8 mil saem feridos.

Diante da ferocidade do contra-ataque, os EUA decidem avançar gradualmente. Fixam como objetivo tomar o Monte Suribachi, centro da defesa do Japão. 

Em 23 de fevereiro, os fuzileiros navais cravam a bandeira norte-americana no topo do morro, uma das imagens icônicas da guerra. Um terço da ilha está conquistado.

A Marinha dos EUA estabelece um governo militar na ilha em 16 de março. A batalha vai até 26 de março. Mais de 6 mil soldados norte-americanos e 18 mil japoneses morrem em Iwo Jima. Só 216 japoneses se rendem. Três mil desaparecem ou conseguem escapar.

Dois filmes dirigidos por Clint Eastwood contam a história da batalha. Cartas de Iwo Jima é a visão japonesa, feita com base nas cartas dos soldados do Japão. A Conquista da Honra é a visão norte-americana, a partir do que aconteceu com os seis soldados que cravaram a bandeira dos EUA no Monte Suribachi, uma imagem refeita com outros soldados, já que três morrem em combate pouco depois.

MASSACRE DE MY LAI

    Em 1968, um pelotão do Exército dos Estados Unidos mata pelo menos 347 civis desarmados, talvez 500 homens, mulheres e crianças, no Massacre de My Lai, arrasando a aldeia da costa nordeste do Vietnã do Sul, num dos episódios mais violentos, brutais e cruéis da Guerra do Vietnã (1955-75).

Com informações de que guerrilheiros comunistas do Viet Cong estão escondidos na vila de Quang Ngai, os soldados norte-americanos entram na aldeia de My Lai numa missão de busca e destruição. Em vez de guerrilheiros, encontram apenas mulheres, crianças e velhos desarmados.

Mesmo assim, destroem a aldeia com requintes de crueldade. Estupram, torturam e matam. Jogam dezenas de pessoas, inclusive crianças e bebês, numa vala comum antes de executá-las com metralhadoras.

O massacre só acaba quando Hugh Thompson, um piloto do Exército dos EUA pousa de helicóptero em My Lai e ameaça atirar nos soldados delinquentes.

A história vem à tona em 12 de novembro de 1969, quando o jornalista investigativo Seymour Hersh dá o furo de reportagem: "O Exército diz que ele matou pelo menos 109 civis vietnamitas durante uma operação de busca e destruição em março de 1968 num reduto do Viet Cong conhecido como Pinkville." Depois se sabe que o total de mortes é muito maior.

Ele é o tenente William Calley, chefe do pelotão. Em 1970, durante julgamento numa corte marcial, declara que a ordem do comandante da companhia, capitão Ernest Medina, era remover os moradores da aldeia e, caso se recusassem, "acabar com eles".

O general Colin Powell, futuro comandante em chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA e secretário da Defesa, ajuda a acobertar o Massacre de My Lai.

ANEXAÇÃO DA CRIMEIA

    Em 2014, num plebiscito fraulento realizado sob a ocupação militar da Rússia, a Crimeia vota para se separar da Ucrânia e aderir à Federação, numa manobra do ditador Vladimir Putin não reconhecida internacionalmente.

Historicamente, a Crimeia era parte da Rússia desde o reinado de Catarina II, a Grande (1762-96). Em 1954, para celebrar os 300 anos de aliança entre a Ucrânia e a Rússia, o então ditador da União Soviética, Nikita Kruschev, dá a Crimeia à Ucrânia, na expectativa de que a URSS não se dissolveria.

Assim, quando acaba a URSS, a Crimeia faz parte das fronteiras da Ucrânia independente reconhecidas internacionalmente. Quando o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, cai na Revolução da Praça Maidã, em 21 de fevereiro de 2014, por cancelar em 21 de novembro de 2013 as negociações de associação à União Europeia (UE), a Rússia ocupa a Crimeia.

Como os soldados russos são 82% da antiga Frota do Mar Negro da URSS, compartilhada pelos dois países, a Rússia não precisa nem invadir a Crimeia. Já está lá. Depois, chegam os "homenzinhos verdes", soldados russos sem insígnia nem identificação, para concluir a ocupação.

Com 97% de votos a favor, no dia seguinte ao plebiscito, Putin e o Congresso da Rússia oficializam a anexação da Ucrânia. É o início da guerra que vira um confronto total com a invasão russa em 24 de fevereiro de 2022.

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 12 de Novembro

 SHERMAN DESTRÓI ATLANTA

    Em 1864, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o general nortista William Sherman ordena a destruição do distrito industrial de Atlanta, a capital do estado da Geórgia, no Sul dos Estados Unidos.

O Exército da União (Norte) toma Atlanta no início de setembro de 1864. Como sabe que não tem como manter o controle da cidade, Sherman decide destruir tudo o que possa ser útil ao inimigo. Então, manda destruir a cidade.

Cerca de 40% de Atlanta são arrasados. Sherman usa a mesma estratégia em Savannah. Há uma estátua dele na entrada do Central Park na esquina da Rua 59 com 5ª Avenida. 

Até hoje, a Doutrina Sherman, de destruir tudo o que possa ser útil ao inimigo, inclusive fontes de água e comida, é um elemento importante na estratégia militar dos EUA. A Doutrina Powell, do general Colin Powell, empregada na Guerra do Golfo de 1991, usar a força máxima com a exceção de armas nucleares para encurtar a guerra, segue a mesma linha.

REPÚBLICA DA ÁUSTRIA

    Em 1918, um dia depois do fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18) e da abdicacão do imperador Carlos, a Assembleia Nacional decide por unanimidade proclamar que "a Áustria Alemã é uma república democrática" e que "a Áustria Alemã é parte da República da Alemanha".

O Império Austro-Húngaro é herdeiro do Sacro Império Romano-Germânico, fundado por Carlos Magno em 800 e dissolvido oficiailmente por Napoleão Bonaparte mil anos depois. 

É o império dos Habsburgo, aliado da Espanha com Carlos V e Felipe II, é o centro da Guerra dos Trinta Anos, Viena resiste a dois cercos do Império Otomano, em 1529 e 1683. A Batalha de Viena de 1683 marca o fim da expansão otomana na Europa.

Com o recuo do Império Otomano, o Império Austro-Húngaro anexou a Bósnia-Herzegovina em 1908 sob protesto da população sérvia. Quando Gavrilo Princip, um estudante radical sérvio, mata o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono, em Sarajevo, em 28 de junho de 1914, o decadente Império Austro-Húngaro vai à guerra e sela seu destino.

A Áustria Alemã reuniria regiões que falam alemão dentro do Império Austro-Húngaro. Não é reconhecida como Estado e o Tratado de Versalhes proíbe a unificação com a Alemanha.

A Primeira República da Áustria é criada pelo Tratado de Saint-Germain-en-Laye, de 10 de setembro de 1919. A Constituição entra em vigor em 1º de outubro de 1920.

MASSACRE REVELADO

    Em 1969, o repórter Seymour Hersh revela as acusações contra o tenente William McCalley, comandante responsável pelo Massacre de My Lai, a maior matança de civis da Guerra do Vietnã (1955-75), ocorrida em 16 de março de 1968.

"O Exército diz que ele assassinou deliberadamente pelo menos 109 civis vietnamitas numa operação de busca e destruição em março de 1968 num reduto do Vietcongue conhecido como Pinkville", escreveu Hersh.

Entre 200 e 500 civis sul-vietnamitas são mortos por soldados dos Estados Unidos enquanto tentam fugir. Os sobreviventes são levados a uma vala onde os soldados recebem a ordem de McCalley de "acabar com eles".

A primeira investigação do Exército dos EUA conclui que não houve massacre. O segundo inquérito aponta 30 participantes no massacre; 14 são denunciados. Só McCalley é condenado, à prisão perpétua, por 22 homicídios, mas a pena é reduzida e ele sai da prisão em 1974.

ANDROPOV ASSUME PODER

    Em 1982, dois dias depois da morte de Leonid Brejnev, Yuri Andropov é eleito secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética. 

Andropov nasce em 1914 e se torna membro ativo da Juventude Comunista. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), trava uma guerra de guerrilhas contra a invasão da Alemanha Nazista. 

Em 1954, é nomeado embaixador da Hungria, onde está quando o Exército Vermelho esmaga a Revolta Húngara de 1956 e mente duas vezes ao primeiro-ministro Imre Nagy. Primeiro, nega que a URSS vá invadir. Depois, garante que Nagy não será alvo de represálias. O líder húngaro é preso e executado em 1958.

De volta à URSS em 1957, trabalha 10 anos no departamento do Comitê Central do Partido Comunista encarregado das relações com partidos socialistas e comunistas de outros países.

A ascensão de Andropov segue com a nomeação, em 1967, para diretor do Comitê de Defesa do Estado (KGB), a temida polícia política soviética, de onde sai em 1982 para disputar a sucessão de Brejnev. É considerado um dos articuladores da Détente com o Ocidente anos anos 1970.

No poder, Andropov enfrenta a linha dura do presidente Ronald Reagan (1981-89). As relações entre as superpotências, deterioradas desde a invasão do Afeganistão pelos soviéticos, no Natal de 1979, se agravam com o abate, em 1º de setembro de 1983, de um Boeing 747 da companhia sul-coreana Korean Air com um deputado norte-americano a bordo, e a instalação de mísseis de curto e médio alcances norte-americanos na Europa Ocidental a partir de 1º de novembro do mesmo ano.

Depois de um ano debilitado por doença, Andropov morre em 9 de fevereiro de 1984. É substituído por Konstantin Chernenko, que também está velho e doente. Seu discípulo Mikhail Gorbachev se torna líder do partido em 11 de março de 1985 e inicia uma série de reformas, mas o regime comunista se mostra irreformável e a URSS acaba no fim de 1991.

IMPERADOR AKIHITO

    Em 1990, dois anos depois da morte do pai, o imperador Hiroíto, Akihito ascende ao Trono do Crisântemo como 125º imperador do Japão, numa dinastia que teria começado em 660 antes de Cristo.

Hiroíto ascende ao trono em 1926 como um monarca absolutista. Com a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial (1939-45) e a Constituição imposta pelos Estados Unidos, em vigor desde 3 de maio de 1947, o imperador perde o poder real. Vira uma figura decorativa.

Em 1959, Akihito rompe uma tradição de 1.500 anos ao se casar com uma plebeia, Michiko Shoda. Seu reinado é a era Heisei (Conquista da Paz).

Doente, Akihito abdica ao trono em 30 de abril de 2019. É substituído pelo príncipe herdeiro Naruíto. 

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domingo, 16 de março de 2025

Hoje na História do Mundo: 16 de Março

 WEST POINT

    Em 1802, o Congresso funda a Academia Militar dos Estados Unidos, em West Point, no estado de Nova York, local de um forte construído durante a Guerra da Independência (1775-83), para treinar e educar jovens na teoria e prática das ciências militares.

Com a Guerra de 1812 contra o Império Britânico, que tenta recolonizar os EUA, o Congresso decide ampliar a Academia Militar de West Point. Logo, vira o principal curso superior para formação de engenheiros no país.

Em 1877, o primeiro negro se forma em West Point. Desde 1976, a academia militar recebe mulheres. Tem hoje mais de 4 mil alunos.

VITÓRIA EM IWO JIMA

    Em 1945, os Estados Unidos vencem uma das batalhas mais ferozes da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e tomam a ilha de Iwo Jima, no Japão, no fim de quase um mês de luta.

A invasão é precedida por 74 dias de bombardeio aéreo dos EUA às posições de 21 mil soldados japoneses na ilha fortificada em cima e embaixo da terra, com uma rede de túneis.

Os fuzileiros navais norte-americanos desembarcam em 19 de fevereiro e são repelidos pelo fogo de sete batalhões japoneses. Mais de 550 soldados dos EUA morrem no primeiro dia e 1,8 mil saem feridos.

Diante da ferocidade do contra-ataque, os EUA decidem avançar gradualmente. Fixam como objetivo tomar o Monte Suribachi, centro da defesa do Japão. 

Em 23 de fevereiro, os fuzileiros navais cravam a bandeira norte-americana no topo do morro, uma das imagens icônicas da guerra. Um terço da ilha está conquistado.

A Marinha dos EUA estabelece um governo militar na ilha em 16 de março. A batalha vai até 26 de março. Mais de 6 mil soldados norte-americanos e 18 mil japoneses morrem em Iwo Jima. Só 216 japoneses se rendem. Três mil desaparecem ou conseguem escapar.

Dois filmes dirigidos por Clint Eastwood contam a história da batalha. Cartas de Iwo Jima é a visão japonesa, feita com base nas cartas dos soldados do Japão. A Conquista da Honra é a visão norte-americana, a partir do que aconteceu com os seis soldados que cravaram a bandeira dos EUA no Monte Suribachi, uma imagem refeita com outros soldados, já que três morrem em combate pouco depois.

MASSACRE DE MY LAI

    Em 1968, um pelotão do Exército dos Estados Unidos mata pelo menos 347 civis desarmados, talvez 500 homens, mulheres e crianças, no Massacre de My Lai, arrasando a aldeia da costa nordeste do Vietnã do Sul, num dos episódios mais violentos, brutais e cruéis da Guerra do Vietnã (1955-75).

Com informações de que guerrilheiros comunistas do Viet Cong estão escondidos na vila de Quang Ngai, os soldados norte-americanos entram na aldeia de My Lai numa missão de busca e destruição. Em vez de guerrilheiros, encontram apenas mulheres, crianças e velhos desarmados.

Mesmo assim, destroem a aldeia com requintes de crueldade. Estupram, torturam e matam. Jogam dezenas de pessoas, inclusive crianças e bebês, numa vala comum antes de executá-las com metralhadoras.

O massacre só acaba quando Hugh Thompson, um piloto do Exército dos EUA pousa de helicóptero em My Lai e ameaça atirar nos soldados delinquentes.

A história vem à tona em 12 de novembro de 1969, quando o jornalista investigativo Seymour Hersh dá o furo de reportagem: "O Exército diz que ele matou pelo menos 109 civis vietnamitas durante uma operação de busca e destruição em março de 1968 num reduto do Viet Cong conhecido como Pinkville." Depois se sabe que o total de mortes é muito maior.

Ele é o tenente William Calley, chefe do pelotão. Em 1970, durante julgamento numa corte marcial, declara que a ordem do comandante da companhia, capitão Ernest Medina, era remover os moradores da aldeia e, caso se recusassem, "acabar com eles".

O general Colin Powell, futuro comandante em chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA e secretário da Defesa, ajuda a acobertar o Massacre de My Lai.

ANEXAÇÃO DA CRIMEIA

    Em 2014, num plebiscito fraulento realizado sob a ocupação militar da Rússia, a Crimeia vota para se separar da Ucrânia e aderir à Federação, numa manobra do ditador Vladimir Putin não reconhecida internacionalmente.

Historicamente, a Crimeia era parte da Rússia desde o reinado de Catarina II, a Grande (1762-96). Em 1954, para celebrar os 300 anos de aliança entre a Ucrânia e a Rússia, o então ditador da União Soviética, Nikita Kruschev, dá a Crimeia à Ucrânia, na expectativa de que a URSS não se dissolveria.

Assim, quando acaba a URSS, a Crimeia faz parte das fronteiras da Ucrânia independente reconhecidas internacionalmente. Quando o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, cai na Revolução da Praça Maidã, em 21 de fevereiro de 2014, por cancelar em 21 de novembro de 2013 as negociações de associação à União Europeia (UE), a Rússia ocupa a Crimeia.

Como os soldados russos são 82% da antiga Frota do Mar Negro da URSS, compartilhada pelos dois países, a Rússia não precisa nem invadir a Crimeia. Já está lá. Depois, chegam os "homenzinhos verdes", soldados russos sem insígnia nem identificação, para concluir a ocupação.

Com 97% de votos a favor, no dia seguinte ao plebiscito, Putin e o Congresso da Rússia oficializam a anexação da Ucrânia. É o início da guerra que vira um confronto total com a invasão russa em 24 de fevereiro de 2022.

terça-feira, 12 de novembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 12 de Novembro

 SHERMAN DESTRÓI ATLANTA

    Em 1864, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o general nortista William Sherman ordena a destruição do distrito industrial de Atlanta, a capital do estado da Geórgia, no Sul dos Estados Unidos.

O Exército da União (Norte) toma Atlanta no início de setembro de 1864. Como sabe que não tem como manter o controle da cidade, Sherman decide destruir tudo o que possa ser útil ao inimigo. Então, manda destruir a cidade.

Cerca de 40% de Atlanta são arrasados. Sherman usa a mesma estratégia em Savannah. Há uma estátua dele na entrada do Central Park na esquina da Rua 59 com 5ª Avenida. 

Até hoje, a Doutrina Sherman, de destruir tudo o que possa ser útil ao inimigo, inclusive água e comida, é um elemento importante na estratégia militar dos EUA. A Doutrina Powell, do general Colin Powell, empregada na Guerra do Golfo de 1991, usar a força máxima com exceção de armas nucleares para encurtar a guerra, segue a mesma linha.

MASSACRE REVELADO

    Em 1969, o repórter Seymour Hersh revela as acusações contra o tenente William McCalley, comandante responsável pelo Massacre de My Lai, a maior matança de civis da Guerra do Vietnã (1955-75), ocorrida em 16 de março de 1968.

"O Exército diz que ele assassinou deliberadamente pelo menos 109 civis vietnamitas numa operação de busca e destruição em março de 1968 num reduto do Vietcongue conhecido como Pinkville", escreveu Hersh.

Entre 200 e 500 civis sul-vietnamitas são mortos por soldados dos Estados Unidos enquanto tentam fugir. Os sobreviventes são levados a uma vala onde os soldados recebem a ordem de McCalley de "acabar com eles".

A primeira investigação do Exército dos EUA concluiu que não houve massacre. O segundo inquérito apontou 30 participantes no massacre; 14 foram denunciados. Só McCalley é condenado, à prisão perpétua, por 22 homicídios, mas a pena é reduzida e ele sai da prisão em 1974.

ANDROPOV ASSUME PODER

    Em 1982, dois dias depois da morte de Leonid Brejnev, Yuri Andropov é eleito secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética. 

Andropov nasce em 1914 e se torna membro ativo da Juventude Comunista. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), trava uma guerra de guerrilhas contra a invasão da Alemanha Nazista. 

Em 1954, é nomeado embaixador da Hungria, onde está quando o Exército Vermelho esmaga a Revolta Húngara de 1956 e mente duas vezes ao primeiro-ministro Imre Nagy. Primeiro, nega que a URSS vá invadir. Depois, garante que Nagy não será alvo de represálias. O líder húngaro é preso e executado em 1958.

De volta à URSS em 1957, trabalha 10 anos no departamento do Comitê Central do Partido Comunista encarregado das relações com partidos socialistas e comunistas de outros países.

A ascensão de Andropov segue com a nomeação, em 1967, para diretor do Comitê de Defesa do Estado (KGB), a temida polícia política soviética, de onde sai em 1982 para disputar a sucessão de Brejnev. É considerado um dos articuladores da Détente com o Ocidente anos anos 1970.

No poder, Andropov enfrenta a linha dura do presidente Ronald Reagan (1981-89). As relações entre as superpotências, deterioradas desde a invasão do Afeganistão pelos soviéticos, no Natal de 1979, se agravam com o abate, em 1º de setembro de 1983, de um Boeing 747 da companhia sul-coreana Korean Air com um deputado norte-americano a bordo, e a instalação de mísseis de curto e médio alcances na Europa Ocidental a partir de 1º de novembro do mesmo ano.

Depois de um ano debilitado por doença, Andropov morre em 9 de fevereiro de 1984. É substituído por Konstantin Chernenko, que também está velho e doente. Seu discípulo Mikhail Gorbachev se torna líder do partido em 11 de março de 1985 e inicia uma série de reformas, mas o regime comunista se mostra irreformável e a URSS acaba no fim de 1991.

IMPERADOR AKIHITO

    Em 1990, dois anos depois da morte do pai, o imperador Hiroíto, Akihito ascende ao Trono do Crisântemo como 125º imperador do Japão, numa dinastia que teria começado em 660 antes de Cristo.

Hiroíto ascende ao trono em 1926 como um monarca absolutista. Com a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial (1939-45) e a Constituição imposta pelos Estados Unidos, em vigor desde 3 de maio de 1947, o imperador perde o poder real. Vira uma figura decorativa.

Em 1959, Akihito rompe uma tradição de 1.500 anos ao se casar com uma plebeia, Michiko Shoda. Seu reinado é a era Heisei (Conquista da Paz).

Doente, Akihito abdica ao trono em 30 de abril de 2019. É substituído pelo príncipe herdeiro Naruíto.

sábado, 16 de março de 2024

Hoje na História do Mundo: 16 de Março

 WEST POINT

    Em 1802, o Congresso funda a Academia Militar dos Estados Unidos, em West Point, no estado de Nova York, local de um forte construído durante a Guerra da Independência (1775-83), para treinar e educar jovens na teoria e prática das ciências militares.

Com a Guerra de 1812 contra o Império Britânico, que tenta recolonizar os EUA, o Congresso decidiu ampliar a Academia Militar de West Point. Logo, vira o principal curso superior para formação de engenheiros no país.

Em 1877, o primeiro negro se forma em West Point. Desde 1976, a academia militar recebe mulheres. Tem hoje mais de 4 mil alunos.

BATALHA DE IWO JIMA

    Em 1945, os Estados Unidos vencem uma das batalhas mais ferozes da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e tomam a ilha de Iwo Jima, no Japão, no fim de quase um mês de luta.

A invasão é precedida por 74 dias de bombardeio aéreo dos EUA às posições de 21 mil soldados japoneses na ilha fortificada em cima e embaixo da terra, com uma rede de túneis.

Os fuzileiros navais norte-americanos desembarcam em 19 de fevereiro e são repelidos pelo fogo de sete batalhões japoneses. Mais de 550 soldados dos EUA morrem no primeiro dia e 1,8 mil saem feridos.

Diante da ferocidade do contra-ataque, os EUA decidem avançar gradualmente. Fixam como objetivo tomar o Monte Suribachi, centro da defesa do Japão. 

Em 23 de fevereiro, os fuzileiros navais cravam a bandeira norte-americana no topo do morro, uma das imagens icônicas da guerra. Um terço da ilha está conquistado.

A Marinha dos EUA estabelece um governo militar na ilha em 16 de março. A batalha vai até 26 de março. Mais de 6 mil soldados norte-americanos e 18 mil japoneses morrem em Iwo Jima. Só 216 japoneses se rendem. Três mil desaparecem ou conseguem escapar.

MASSACRE DE MY LAI

    Em 1968, um pelotão do Exército dos Estados Unidos mata pelo menos 347 civis desarmados, talvez 500 homens, mulheres e crianças, no Massacre de My Lai, arrasando a aldeia da costa nordeste do Vietnã do Sul, num dos episódios mais violentos, brutais e cruéis da Guerra do Vietnã (1955-75).

Com informações de que guerrilheiros comunistas do Viet Cong estão escondidos na vila de Quang Ngai, os soldados norte-americanos entram na aldeia de My Lai numa missão de busca e destruição. Em vez de guerrilheiros, encontram apenas mulheres, crianças e velhos desarmados.

Mesmo assim, destroem a aldeia com requintes de crueldade. Estupram, torturam e matam. Jogam dezenas de pessoas, inclusive crianças e bebês, numa vala comum antes de executá-las com metralhadoras.

O massacre só acaba quando Hugh Thompson, um piloto do Exército dos EUA pousa de helicóptero em My Lai e ameaça atirar nos soldados delinquentes.

A história vem à tona em 12 de novembro de 1969, quando o jornalista investigativo Seymour Hersh dá o furo de reportagem: "O Exército diz que ele matou pelo menos 109 civis vietnamitas durante uma operação de busca e destruição em março de 1968 num reduto do Viet Cong conhecido como Pinkville." Depois se sabe que o total de mortes é muito maior.

Ele é o tenente William Calley, chefe do pelotão. Em 1970, durante julgamento numa corte marcial, declara que a ordem do comandante da companhia, capitão Ernest Medina, era remover os moradores da aldeia e, caso se recusassem, "acabar com eles".

O general Colin Powell, futuro comandante em chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA e secretário da Defesa, ajuda a acobertar o Massacre de My Lai.

ANEXAÇÃO DA CRIMEIA

    Em 2014, num plebiscito fraulento realizado sob a ocupação militar da Rússia, a Crimeia vota para se separar da Ucrânia e aderir à Federação, numa manobra do ditador Vladimir Putin não reconhecida internacionalmente.

Historicamente, a Crimeia era parte da Rússia desde o reinado de Catarina II, a Grande (1762-96). Em 1954, para celebrar os 300 anos de aliança entre a Ucrânia e a Rússia, o então ditador da União Soviética, Nikita Kruschev, dá a Crimeia à Ucrânia, na expectativa de que a URSS não se dissolveria.

Assim, quando acaba a URSS, a Crimeia faz parte das fronteiras reconhecidas internacionalmente da Ucrânia independente. Quando o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, cai na Revolução da Praça Maidã, por cancelar as negociações de associação à União Europeia (UE), a Rússia ocupa a Crimeia.

Como os soldados russos são 82% da antiga Frota do Mar Negro da URSS, compartilhada pelos dois países, a Rússia não precisa nem invadir a Crimeia. Já está lá. Depois, chegam os "homenzinhos verdes", soldados russos sem insígnia nem identificação para concluir a ocupação.

Com 97% a favor, no dia seguinte ao plebiscito, Putin e o Congresso da Rússia oficializam a anexação da Ucrânia. É o início da guerra que vira um confronto total com a invasão russa em 24 de fevereiro de 2022.

domingo, 12 de novembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 12 de Novembro

 SHERMAN DESTRÓI ATLANTA

    Em 1864, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o general nortista William Sherman ordena a destruição do distrito industrial de Atlanta, a capital do estado da Geórgia, no Sul dos Estados Unidos.

O Exército da União (Norte) toma Atlanta no início de setembro de 1864. Como sabe que não tem como manter o controle da cidade, Sherman decide destruir tudo o que possa ser útil ao inimigo. Então, manda destruir a cidade.

Cerca de 40% de Atlanta são arrasados. Sherman usa a mesma estratégia em Savannah. Há uma estátua dele na entrada do Central Park na esquina da Rua 59 com 5ª Avenida. 

Até hoje, a Doutrina Sherman, de destruir tudo o que possa ser útil ao inimigo, inclusive água e comida, é um elemento importante na estratégia militar dos EUA. A Doutrina Powell, do general Colin Powell, empregada na Guerra do Golfo de 1991, usar a força máxima com exceção de armas nucleares para encurtar a guerra, segue a mesma linha.

MASSACRE REVELADO

    Em 1969, o repórter Seymour Hersh revela as acusações contra o tenente William McCalley, comandante responsável pelo Massacre de My Lai, a maior matança de civis da Guerra do Vietnã (1955-75), ocorrida em 16 de março de 1968.

"O Exército diz que ele assassinou deliberadamente pelo menos 109 civis vietnamitas numa operação de busca e destruição em março de 1968 num reduto do Vietcongue conhecido como Pinkville", escreveu Hersh.

Entre 200 e 500 civis sul-vietnamitas são mortos por soldados dos Estados Unidos enquanto tentam fugir. Os sobreviventes são levados a uma vala onde recebem a ordem de McCalley de "acabar com eles".

A primeira investigação do Exército dos EUA concluiu que não houve massacre. O segundo inquérito apontou 30 participantes no massacre; 14 foram denunciados. Só McCalley é condenado, à prisão perpétua, por 22 homicídios, mas a pena é reduzida e ele sai da prisão em 1974.

ANDROPOV ASSUME PODER

    Em 1982, dois dias depois da morte de Leonid Brejnev, Yuri Andropov é eleito secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética. 

Andropov nasce em 1914 e se torna membro ativo da Juventude Comunista. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), trava uma guerra de guerrilhas contra a invasão da Alemanha Nazista. 

Em 1954, é nomeado embaixador da Hungria, onde está quando o Exército Vermelho esmaga a revolta húngara de 1956 e mente duas vezes ao primeiro-ministro Imre Nagy. Primeiro, nega que a URSS vá invadir. Depois, garante que Nagy não será alvo de represálias. O líder húngaro é preso e executado em 1958.

De volta à URSS em 1957, trabalha 10 anos no departamento do Comitê Central do Partido Comunista encarregado das relações com partidos socialistas e comunistas de outros países.

A ascensão de Andropov segue com a nomeação, em 1967, para diretor do Comitê de Defesa do Estado (KGB), a temida polícia política soviético, de onde sai em 1982 para disputar a sucessão de Brejnev. É considerado um dos articuladores da Détente com o Ocidente anos anos 1970.

No poder, Andropov enfrenta a linha dura do presidente Ronald Reagan (1981-89). As relações entre as superpotências, deterioradas desde a invasão do Afeganistão pelos soviéticos, em 1979, se agravam com o abate, em 1º de setembro de 1983, de um Boeing 747 da companhia sul-coreana Korean Air com um deputado norte-americano a bordo, e a instalação de mísseis de curto e médio alcances na Europa Ocidental, a partir de 1º de novembro do mesmo ano.

Depois de um ano debilitado por doença, Andropov morre em 9 de fevereiro de 1984. É substituído por Konstantin Chernenko, que também está velho e doente. Seu discípulo Mikhail Gorbachev se torna líder do partido em 11 de março de 1985 e inicia uma série de reformas, mas o regime comunista se mostra irreformável e a URSS acaba no fim de 1991.

IMPERADOR AKIHITO

    Em 1990, dois anos depois da morte do pai, o imperador Hiroíto, Akihito ascende ao Trono do Crisântemo como 125º imperador do Japão, numa dinastia que teria começado em 660 antes de Cristo.

Hiroíto ascende ao trono em 1926 como um monarca absolutista. Com a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial (1939-45) e a Constituição imposta pelos Estados Unidos, em vigor desde 3 de maio de 1947, o imperador perde o poder real. Vira uma figura decorativa.

Em 1959, Akihito rompe uma tradição de 1.500 anos ao se casar com uma plebeia, Michiko Shoda. Seu reinado é a era Heisei (Conquista da Paz).

Doente, Akihito abdica ao trono em 30 de abril de 2019. É substituído pelo príncipe herdeiro Naruíto.

quinta-feira, 16 de março de 2023

Hoje na História do Mundo: 16 de Março

 WEST POINT

    Em 1802, o Congresso funda a Academia Militar dos Estados Unidos, em West Point, no estado de Nova York, local de um forte construído durante a Guerra da Independência (1775-83), para treinar e educar jovens na teoria e prática das ciências militares.

Com a Guerra de 1812 contra o Império Britânico, que tenta recolonizar os EUA, o Congresso decidiu ampliar a Academia Militar de West Point. Logo, vira o principal curso superior para formação de engenheiros no país.

Em 1877, o primeiro negro se forma em West Point. Desde 1976, a academia militar recebe mulheres. Tem hoje mais de 4 mil alunos.

BATALHA DE IWO JIMA

    Em 1945, os Estados Unidos vencem uma das batalhas mais ferozes da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e tomam a ilha de Iwo Jima, no Japão, no fim de quase um mês de luta.

A invasão é precedida por 74 dias de bombardeio aéreo dos EUA às posições de 21 mil soldados japoneses, que fortificada em cima e embaixo da terra, com uma rede de túneis.

Os fuzileiros navais norte-americanos desembarcam em 19 de fevereiro e são repelidos pelo fogo de sete batalhões japoneses. Mais de 550 soldados dos EUA morrem no primeiro dia e 1,8 mil saem feridos.

Diante da ferocidade do contra-ataque, os EUA decidem avançar gradualmente. Fixam como objetivo tomar o Monte Suribachi, centro da defesa do Japão. 

Em 23 de fevereiro, os fuzileiros navais cravam a bandeira norte-americana no topo do mundo, uma das imagens icônicas da guerra. Um terço da ilha está conquistado.

A Marinha dos EUA estabelece um governo militar na ilha em 16 de março. A batalha vai até 26 de março. Mais de 6 mil soldados norte-americanos e 18 mil japoneses morrem em Iwo Jima. Só 216 japoneses se rendem. Três mil desaparecem ou conseguem escapar.

MASSACRE DE MY LAI

    Em 1968, um pelotão do Exército dos Estados Unidos pelo menos 347 civis desarmados, talvez 500 homens, mulheres e crianças, no Massacre de My Lai, arrasando a aldeia da costa nordeste do Vietnã do Sul, num dos episódios mais violentos, brutais e cruéis da Guerra do Vietnã (1955-75).

Com informações de que guerrilheiros comunistas do Viet Cong estão escondidos na vila de Quang Ngai, os soldados norte-americanos entram na aldeia de My Lai numa missão de busca e destruição. Em vez de guerrilheiros, encontram apenas mulheres, crianças e velhos desarmados.

Mesmo assim, destroem a aldeia com requintes de crueldade. Estupram, torturam e matam. Jogam dezenas de pessoas, inclusive crianças e bebês, numa vala comum antes de executá-las com metralhadoras.

O massacre só acaba quando Hugh Thompson, um piloto do Exército dos EUA pousa de helicóptero em My Lai e ameaça atirar nos soldados delinquentes.

A história vem à tona em 12 de novembro de 1969, quando o jornalista investigativo Seymour Hersh dá o furo de reportagem: "O Exército diz que ele matou pelo menos 109 civis vietnamitas durante uma operação de busca e destruição em março de 1968 num reduto do Viet Cong conhecido como Pinkville." Depois se sabe que o total de mortes é muito maior.

Ele é o tenente William Calley, chefe do pelotão. Em 1970, durante julgamento numa corte marcial, declara que a ordem do comandante da companhia, capitão Ernest Medina, era remover os moradores da aldeia e, caso se recusassem, "acabar com eles".

sábado, 12 de novembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 12 de Novembro

 SHERMAN DESTRÓI ATLANTA

    Em 1864, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o general nortista William Sherman ordena a destruição do distrito industrial de Atlanta, a capital do estado da Geórgia, no Sul dos Estados Unidos.

O Exército da União (Norte) toma Atlanta no início de setembro de 1864. Como sabe que não tem como manter o controle da cidade, Sherman decide destruir tudo o que possa ser útil ao inimigo. Então, manda destruir a cidade.

Cerca de 40% de Atlanta são arrasados. Sherman usa a mesma estratégia em Savannah. Há uma estátua dele na entrada do Central Park na esquina da Rua 59 com 5ª Avenida. 

Até hoje, a Doutrina Sherman, de destruir tudo o que possa ser útil ao inimigo, inclusive água e comida, é um elemento importante na estratégia militar dos EUA. A Doutrina Powell, do general Colin Powell, empregada na Guerra do Golfo de 1991, usar a força máxima com exceção de armas nucleares para encurtar a guerra, segue a mesma linha.

MASSACRE REVELADO

    Em 1969, o repórter Seymour Hersh revela as acusações contra o tenente William McCalley, comandante responsável pelo Massacre de My Lai, a maior matança de civis da Guerra do Vietnã (1955-75), ocorrida em 16 de março de 1968.

"O Exército diz que ele assassinou deliberadamente pelo menos 109 civis vietnamitas numa operação de busca e destruição em março de 1968 num reduto do Vietcongue conhecido como Pinkville", escreveu Hersh.

Entre 200 e 500 civis sul-vietnamitas são mortos por soldados dos Estados Unidos enquanto tentam fugir. Os sobreviventes são levados a uma vala onde recebem a ordem de McCalley de "acabar com eles".

A primeira investigação do Exército dos EUA concluiu que não houve massacre. O segundo inquérito apontou 30 participantes no massacre; 14 foram denunciados. Só McCalley é condenado, à prisão perpétua, por 22 homicídios, mas a pena é reduzida e ele sai da prisão em 1974.

ANDROPOV ASSUME PODER

    Em 1982, dois dias depois da morte de Leonid Brejnev, Yuri Andropov é eleito secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética. 

Andropov nasce em 1914 e se torna membro ativo da Juventude Comunista. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), trava uma guerra de guerrilhas contra a invasão da Alemanha Nazista. 

Em 1954, é nomeado embaixador da Hungria, onde está quando o Exército Vermelho esmaga a revolta húngara de 1956 e mente duas vezes ao primeiro-ministro Imre Nagy. Primeiro, nega que a URSS vá invadir. Depois, garante que Nagy não será alvo de represálias. O líder húngaro é preso e executado em 1958.

De volta à URSS em 1957, trabalha 10 anos no departamento do Comitê Central do Partido Comunista encarregado das relações com partidos socialistas e comunistas de outros países.

A ascensão de Andropov segue com a nomeação, em 1967, para diretor do Comitê de Defesa do Estado (KGB), a temida polícia política soviético, de onde sai em 1982 para disputar a sucessão de Brejnev. É considerado um dos articuladores da Détente com o Ocidente anos anos 1970.

No poder, Andropov enfrenta a linha dura do presidente Ronald Reagan (1981-89). As relações entre as superpotências, deterioradas desde a invasão do Afeganistão pelos soviéticos, em 1979, se agravam com o abate, em 1º de setembro de 1983, de um Boeing 747 da companhia sul-coreana Korean Air com um deputado norte-americano a bordo, e a instalação de mísseis de curto e médio alcances na Europa Ocidental, a partir de 1º de novembro do mesmo ano.

Depois de um ano debilitado por doença, Andropov morre em 9 de fevereiro de 1984. É substituído por Konstantin Chernenko, que também está velho e doente. Seu discípulo Mikhail Gorbachev se torna líder do partido em 11 de março de 1985 e inicia uma série de reformas, mas o regime comunista se mostra irreformável e a URSS acaba no fim de 1991.

IMPERADOR AKIHITO

    Em 1990, dois anos depois da morte do pai, o imperador Hiroíto, Akihito ascende ao Trono do Crisântemo como 125º imperador do Japão, numa dinastia que teria começado em 660 antes de Cristo.

Hiroíto ascende ao trono em 1926 como um monarca absolutista. Com a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial (1939-45) e a Constituição imposta pelos Estados Unidos, em vigor desde 3 de maio de 1947, o imperador perde o poder real. Vira uma figura decorativa.

Em 1959, Akihito rompe uma tradição de 1.500 anos ao se casar com uma plebeia, Michiko Shoda. Seu reinado é a era Heisei (Conquista da Paz).

Doente, Akihito abdica ao trono em 30 de abril de 2019. É substituído pelo príncipe herdeiro Naruíto.

quarta-feira, 16 de março de 2022

Hoje na História do Mundo: 16 de Março

WEST POINT

    Em 1802, o Congresso funda a Academia Militar dos Estados Unidos, em West Point, no estado de Nova York, local de um forte construído durante a Guerra da Independência (1775-83), para treinar e educar jovens na teoria e prática das ciências militares.

Com a Guerra de 1812 contra o Império Britânico, que tenta recolonizar os EUA, o Congresso decidiu ampliar a Academia Militar de West Point. Logo, vira o principal curso superior para formação de engenheiros no país.

Em 1877, o primeiro negro se forma em West Point. Desde 1976, a academia militar recebe mulheres. Tem hoje mais de 4 mil alunos.

BATALHA DE IWO JIMA

    Em 1945, os Estados Unidos vencem uma das batalhas mais ferozes da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e tomam a ilha de Iwo Jima, no Japão, no fim de quase um mês de luta.

A invasão é precedida por 74 dias de bombardeio aéreo dos EUA às posições de 21 mil soldados japoneses, que fortificada em cima e embaixo da terra, com uma rede de túneis.

Os fuzileiros navais norte-americanos desembarcam em 19 de fevereiro e são repelidos pelo fogo de sete batalhões japoneses. Mais de 550 soldados dos EUA morrem no primeiro dia e 1,8 mil saem feridos.

Diante da ferocidade do contra-ataque, os EUA decidem avançar gradualmente. Fixam como objetivo tomar o Monte Suribachi, centro da defesa do Japão. 

Em 23 de fevereiro, os fuzileiros navais cravam a bandeira norte-americana no topo do mundo, uma das imagens icônicas da guerra. Um terço da ilha está conquistado.

A Marinha dos EUA estabelece um governo militar na ilha em 16 de março. A batalha vai até 26 de março. Mais de 6 mil soldados norte-americanos e 18 mil japoneses morrem em Iwo Jima. Só 216 japoneses se rendem. Três mil desaparecem ou conseguem escapar.

MASSACRE DE MY LAI

    Em 1968, um pelotão do Exército dos Estados Unidos pelo menos 347 civis desarmados, talvez 500 homens, mulheres e crianças, no Massacre de My Lai, arrasando a aldeia da costa nordeste do Vietnã do Sul, num dos episódios mais violentos, brutais, e cruéis da Guerra do Vietnã (1955-75).

Com informações de que guerrilheiros comunistas do Viet Cong estão escondidos na vila de Quang Ngai, os soldados norte-americanos entram na aldeia de My Lai numa missão de busca e destruição. Em vez de guerrilheiros, encontram apenas mulheres, crianças e velhos desarmados.

Mesmo assim, destroem a aldeia com requintes de crueldade. Estupram, torturam e matam. Jogam dezenas de pessoas, inclusive crianças e bebês, numa vala comum antes de executá-las com metralhadoras.

O massacre só acaba quando Hugh Thompson, um piloto do Exército dos EUA pousa de helicóptero em My Lai e ameaça atirar nos soldados delinquentes.

A história vem à tona em 12 de novembro de 1969, quando o jornalista investigativo Seymour Hersh dá o furo de reportagem: "O Exército diz que ele matou pelo menos 109 civis vietnamitas durante uma operação de busca e destruição em março de 1968 num reduto do Viet Cong conhecido como Pinkville." Depois se sabe que o total de mortes é muito maior.

Ele é o tenente William Calley, chefe do pelotão. Em 1970, durante julgamento numa corte marcial, declara que a ordem do comandante da companhia, capitão Ernest Medina, era remover os moradores da aldeia e, caso se recusassem, "acabar com eles".