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quarta-feira, 18 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 18 de Março

 COMUNA DE PARIS

    Em 1871, depois da derrota da França na Guerra Franco-Prussiana (1870-71) e do colapso do Segundo Império, estoura a Comuna de Paris, a primeira insurreição que cria um governo popular proletário, expressão do crescimento das ideias socialistas entre o operariado europeu.

A Assembleia Popular eleita em fevereiro de 1871 para concluir um acordo de paz com a Alemanha recém-unificada tem uma maioria monarquista que reflete o conservadorismo das províncias. 

Para garantir a ordem na capital francesa, o chefe do governo provisório, Adolphe Thiers, decide desarmar a Guarda Nacional, formada principalmente por trabalhadores que lutaram durante o cerco de Paris. Em 18 de março, essa força se revolta quando tentam tomar os canhões.

Em 26 de março, eleições organizadas pelo comitê central da guarda resulta na vitória dos revolucionários, que formam o governo da Comuna. Entre eles, estão os chamados jacobinos, que seguem as ideias radicais da segunda fase da Revolução Francesa de 1789 e querem que a Comuna controle a revolução; os proudhonistas, socialistas a favor de formar uma federação de comunas por toda a França; e os blanquistas, que defendem uma ação violenta.

O programa da Comuna defende algumas medidas de 1793 como o fim do apoio à Igreja e a adoção do calendário revolucionário, e medidas sociais como jornada de trabalho de no máximo 10 horas por dia e o fim do trabalho noturno dos padeiros.

Com a rápida derrota das comunas que surgem em Lyon, Saint-Étienne, Marselha e Toulouse, a Comuna de Paris fica sozinha na luta contra o governo instalado em Versalhes. Os fédérés, como são chamados os insurgentes, não conseguem se organizar militarmente e partir para a ofensiva. Em 21 de maio, tropas governamentais entram numa zona não defendida de Paris.

Durante a Semana Sangrenta, as forças do governo esmagam a Comuna de Paris. Os rebeldes de defendem armando barricadas com paralelepípedos e tocando fogo em prédios públicos como o Palácio das Tulherias e a Prefeitura. Cerca de 20 mil rebeldes e 750 soldados morrem. Depois do fim da rebelião, em 28 de maio, o governo prende cerca de 38 mil pessoas e deporta mais de 7 mil.

Na descrição de Karl Marx, o ideólogo do comunismo, em A Guerra Civil na França, “a Comuna era composta de vereadores eleitos por sufrágio universal nos diversos distritos da cidade. Eram responsáveis e substituíveis a qualquer momento. 

"A Comuna deveria ser não um órgão parlamentar, mas uma corporação de trabalho, executiva e legislativa ao mesmo tempo. Em vez de continuar sendo um instrumento do governo central, a polícia foi imediatamente despojada de suas atribuições políticas e convertida num instrumento da Comuna, responsável diante dela e demissível a qualquer momento. O mesmo foi feito em relação aos funcionários dos demais ramos da administração. Todos que desempenhavam cargos públicos deviam receber salários de operários. 

"Como é lógico, a Comuna de Paris seria o modelo para todos os grandes centros industriais da França. Uma vez estabelecido em Paris e nos centros secundários o regime comunal, o antigo governo centralizado teria que ceder lugar também nas províncias ao autogoverno dos produtores. 

"No breve esboço de organização nacional que a Comuna não teve tempo de desenvolver, a Comuna deveria ser a forma política inclusive das menores aldeias do país e, nos distritos rurais, o exército permanente devia ser substituído por uma milícia popular com um tempo de serviço extraordinariamente curto. As comunas rurais de cada distrito administrariam seus assuntos coletivos por meio de uma assembleia de delegados na capital do distrito correspondente a essas assembleias, por sua vez, enviariam deputados à delegação nacional em Paris.”

Para Friedrich Engels, o outro autor do Manifesto Comunista, “só os operários de Paris tinham a intenção bem definida, ao derrubar o governo, de derrubar o regime da burguesia”, ainda que “nem o progresso econômico do país nem o desenvolvimento intelectual das massas operárias francesas, contudo, tinham atingido ainda o grau que teria tornado possível uma reconstrução social”.

PRIMEIRAS GRAVAÇÕES DE VOZ

    Em 1902, o tenor italiano Enrico Caruso, um dos primeiros músicos a gravar sua voz, faz sua primeira gravação fonográfica.

Caruso, o mais admirado tenor italiano do início do século 20, nasce em Nápoles, na Itália, em 25 de fevereiro de 1873 numa família pobre. Ele canta músicas folclóricas napolitanas nas ruas e entra para o coral da igreja aos 9 anos, mas só começa a receber educação musical formal aos 18 anos com o professor Guglielmo Vergine.

Ele estreia como cantor de ópera em 1894 na peça L'amico Francesco, de Mario Morelli, no Teatro Novo, em Nápoles. Quatro anos depois, ele interpreta o personagem Loris na avant-première de Fedora, de Umberto Giordano, em Milão.

Seu sucesso o leva a se apresentar em Moscou, São Petersburgo e Buenos Aires. Caruso estreia em 1900 no famoso Teatro Scala, de Milão, com La Bohème. Em 1902, ele canta La Bohème em Mônaco e Rigoletto em Covent Garden, em Londres.

Em 23 de novembro de 1903, Caruso faz sua primeira apresentação nos Estados Unidos, cantando La Bohème na Ópera Metropolitana de Nova York. Nos próximos 17 anos, ele participa da abertura da temporada de ópera em Nova York interpretando 36 papéis.

Caruso faz sua última performance em público como Eléazar em La Juive na 607ª apresentação na Ópera Metropolitana de Nova York, em 24 de dezembro de 1920. Ele morre em 2 de agosto de 1921 em Nápoles aos 48 anos.

PRIMEIRO PASSEIO NO ESPAÇO

    Em 1965, o cosmonauta soviético Alexei Leonov sai da nave espacial Voskhod 2 e se torna o primeiro homem a passear no espaço.

Leonov nasce em 30 de maio de 1934 em Listvyanka, na Rússia, então parte da União Soviética. Depois de cursar os ensinos fundamental e médio em Kaliningrado, ele entra para a Força Aérea em 1953. Quatro anos depois, conclui seu treinamento. Serve como piloto de 1957 a 1959, quando é selecionado para se tornar um cosmonauta.

A Voskhod 2 é lançada ao espaço em 18 de março com Leonov e Pavel Balvaiev a bordo. Na segunda volta em órbita da Terra, a 117 quilômetros da superfície da Crimeia, Leonov sai da nave preso por um cabo, faz observações, filma e faz algumas manobras por 10 minutos e volta quando a Voskhod 2 sobrevoa a Sibéria. A nave volta depois de dar 17 voltas na Terra em 26 horas.

Dez anos depois, ele comanda a Soyuz 19, que faz com uma nave Apollo o primeiro acoplamento espacial de espaçonaves dos Estados Unidos e da URSS, em 17 de julho de 1975.

Alexei Leonov se aposenta como cosmonauta em 1982 e trabalha até 1991 no Centro de Trenamento de Cosmonautas Yuri Gagarin, perto de Moscou. Em 2004, lança com o astronauta norte-americano David Scott o livro Duas Faces da Lua: nossa história da corrida espacial na Guerra Fria. Ele morre em 11 de outubro de 2019 em Moscou aos 85 anos.  

EUA BOMBARDEIAM CAMBOJA

    Em 1969, durante a Guerra do Vietnã (1955-75), aviões bombardeiros dos Estados Unidos deixam de lado seus alvos no Vietnã para atacar bases dos guerrilheiros comunistas do Viet Cong e a chamada Trilha de Ho Chi Minh, no Camboja, usada pelos rebeldes para ir do Vietnã do Norte para o Vietnã do Sul através do país vizinho, que estava fora da guerra.

Ao todo, 3.360 missões aéreas jogam 110 mil toneladas de bombas no Camboja durante um ano e dois meses, até 26 de maio de 1970. A Operação Menu é realizada em segredo. Nem o Congresso nem a opinião pública norte-americana é informada porque o Camboja é um país neutro.

GOLPE NO CAMBOJA

    Em 1970, o general e primeiro-ministro Lon Nol dá um golpe militar no Camboja, derruba o Príncipe Vermelho, Norodom Sihanouk, e instaura uma ditadura com o apoio dos EUA.

A guerra, os bombardeios e a ditadura apoiada por Washington alimentam o grupo guerrilheiro Khmer Vermelho, em atividade desde 1968, que toma o poder em 16 de abril de 1975, duas semanas antes da queda de Saigon, no fim da Guerra do Vietnã.

O Khmer Vermelho, apoiado pela China e inspirado pelo maoísmo e a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76), instaura um dos regimes comunistas mais cruéis e brutais, talvez o pior de todos, um reino do terror que mata 1,5 a 2 milhões de pessoas até ser derrubado por uma invasão do Vietnã em 7 de janeiro de 1979.

terça-feira, 18 de março de 2025

Hoje na História do Mundo: 18 de Março

COMUNA DE PARIS

    Em 1871, depois da derrota da França na Guerra Franco-Prussiana (1870-71) e do colapso do Segundo Império, estoura a Comuna de Paris, a primeira insurreição que cria um governo popular proletário, expressão do crescimento das ideias socialistas entre o operariado europeu.

A Assembleia Popular eleita em fevereiro de 1871 para concluir um acordo de paz com a Alemanha recém-unificada tem uma maioria monarquista que reflete o conservadorismo das províncias. 

Para garantir a ordem na capital francesa, o chefe do governo provisório, Adolphe Thiers, decide desarmar a Guarda Nacional, formada principalmente por trabalhadores que lutaram durante o cerco de Paris. Em 18 de março, essa força se revolta quando tentam tomar os canhões.

Em 26 de março, eleições organizadas pelo comitê central da guarda resulta na vitória dos revolucionários, que formam o governo da Comuna. Entre eles, estão os chamados jacobinos, que seguem as ideias radicais da segunda fase da Revolução Francesa de 1789 e querem que a Comuna controle a revolução; os proudhonistas, socialistas a favor de formar uma federação de comunas por toda a França; e os blanquistas, que defendem uma ação violenta.

O programa da Comuna defende algumas medidas de 1793 como o fim do apoio à Igreja e a adoção do calendário revolucionário, e medidas sociais como jornada de trabalho de no máximo 10 horas por dia e o fim do trabalho noturno dos padeiros.

Com a rápida derrota das comunas que surgem em Lyon, Saint-Étienne, Marselha e Toulouse, a Comuna de Paris fica sozinha na luta contra o governo instalado em Versalhes. Os fédérés, como são chamados os insurgentes, não conseguem se organizar militarmente e partir para a ofensiva. Em 21 de maio, tropas governamentais entram numa zona não defendida de Paris.

Durante a Semana Sangrenta, as forças do governo esmagam a Comuna de Paris. Os rebeldes de defendem armando barricadas com paralelepípedos e tocando fogo em prédios públicos como o Palácio das Tulherias e a Prefeitura. Cerca de 20 mil rebeldes e 750 soldados morrem. Depois do fim da rebelião, em 28 de maio, o governo prende cerca de 38 mil pessoas e deporta mais de 7 mil.

Na descrição de Karl Marx, o ideólogo do comunismo, em A Guerra Civil na França, “a Comuna era composta de veradores eleitos por sufrágio universal nos diversos distritos da cidade. Eram responsáveis e substituíveis a qualquer momento. 

"A Comuna deveria ser não um órgão parlamentar, mas uma corporação de trabalho, executiva e legislativa ao mesmo tempo. Em vez de continuar sendo um instrumento do governo central, a polícia foi imediatamente despojada de suas atribuições políticas e convertida num instrumento da Comuna, responsável diante dela e demissível a qualquer momento. O mesmo foi feito em relação aos funcionários dos demais ramos da administração. Todos que desempenhavam cargos públicos deviam receber salários de operários. 

"Como é lógico, a Comuna de Paris seria o modelo para todos os grandes centros industriais da França. Uma vez estabelecido em Paris e nos centros secundários o regime comunal, o antigo governo centralizado teria que ceder lugar também nas províncias ao autogoverno dos produtores. 

"No breve esboço de organização nacional que a Comuna não teve tempo de desenvolver, a Comuna deveria ser a forma política inclusive das menores aldeias do país e, nos distritos rurais, o exército permanente devia ser substituído por uma milícia popular com um tempo de serviço extraordinariamente curto. As comunas rurais de cada distrito administrariam seus assuntos coletivos por meio de uma assembleia de delegados na capital do distrito correspondente a essas assembleias, por sua vez, enviariam deputados à delegação nacional em Paris.”

Para Friedrich Engels, o outro autor do Manifesto Comunista, “só os operários de Paris tinham a intenção bem definida, ao derrubar o governo, de derrubar o regime da burguesia”, ainda que “nem o progresso econômico do país nem o desenvolvimento intelectual das massas operárias francesas, contudo, tinham atingido ainda o grau que teria tornado possível uma reconstrução social”.

PRIMEIRAS GRAVAÇÕES DE VOZ

    Em 1902, o tenor italiano Enrico Caruso, um dos primeiros músicos a gravar sua voz, faz sua primeira gravação fonográfica.

Caruso, o mais admirado tenor italiano do início do século 20, nasce em Nápoles, na Itália, em 25 de fevereiro de 1873 numa família pobre. Ele canta músicas folclóricas napolitanas nas ruas e entra para o coral da igreja aos 9 anos, mas só começa a receber educação musical formal aos 18 anos com o professor Guglielmo Vergine.

Ele estreia como cantor de ópera em 1894 na peça L'amico Francesco, de Mario Morelli, no Teatro Novo, em Nápoles. Quatro anos depois, ele interpreta o personagem Loris na avant-première de Fedora, de Umberto Giordano, em Milão.

Seu sucesso o leva a se apresentar em Moscou, São Petersburgo e Buenos Aires. Caruso estreia em 1900 no famoso Teatro Scala, de Milão, com La Bohème. Em 1902, ele canta La Bohème em Mônaco e Rigoletto em Covent Garden, em Londres.

Em 23 de novembro de 1903, Caruso faz sua primeira apresentação nos Estados Unidos, cantando La Bohème na Ópera Metropolitana de Nova York. Nos próximos 17 anos, ele participa da abertura da temporada de ópera em Nova York interpretando 36 papéis.

Caruso faz sua última performance em público como Eléazar em La Juive na 607ª apresentação na Ópera Metropolitana de Nova York em 24 de dezembro de 1920. Ele morre em 2 de agosto de 1921 em Nápoles aos 48 anos.

PRIMEIRO PASSEIO NO ESPAÇO

    Em 1965, o cosmonauta soviético Alexei Leonov sai da nave espacial Voskhod 2 e se torna o primeiro homem a caminhar no espaço.

Leonov nasce em 30 de maio de 1934 em Listvyanka, da Rússia, então parte da União Soviética. Depois de cursar os ensinos fundamental e médio em Kaliningrado, ele entra para a Força Aérea em 1953. Quatro anos depois, conclui seu treinamento. Serve como piloto de 1957 a 1959, quando é selecionado para se tornar um cosmonauta.

A Voskhod 2 é lançada ao espaço em 18 de março com Leonov e Pavel Balvaiev a bordo. Na segunda volta em órbita da Terra, a 117 quilômetros da superfície da Crimeia, Leonov sai da nave preso por um cabo, faz observações, filma e faz algumas manobras por 10 minutos e volta quando a Voskhod 2 sobrevoa a Sibéria. A nave volta depois de dar 17 voltas na Terra em 26 horas.

Dez anos depois, ele comanda a Soyuz 19, que faz com uma nave Apollo o primeiro acoplamento espacial de espaçonaves dos Estados Unidos e da URSS, em 17 de julho de 1975.

Alexei Leonov se aposenta como cosmonauta em 1982 e trabalha até 1991 no Centro de Trenamento de Cosmonautas Yuri Gagarin, perto de Moscou. Em 2004, lança com o astronauta norte-americano David Scott o livro Duas Faces da Lua: nossa história da corrida espacial na Guerra Fria. Ele morre em 11 de outubro de 2019 em Moscou aos 85 anos.  

EUA BOMBARDEIAM CAMBOJA

    Em 1969, durante a Guerra do Vietnã (1955-75), aviões bombardeiros dos Estados Unidos deixam de lado seus alvos no Vietnã para atacar bases dos guerrilheiros comunistas do Viet Cong e a chamada Trilha de Ho Chi Minh, no Camboja, usada pelos rebeldes para ir do Vietnã do Norte para o Vietnã do Sul através do país vizinho, que estava fora da guerra.

Ao todo, 3.360 missões aéreas jogam 110 mil toneladas de bombas no Camboja durante um ano e dois meses, até 26 de maio de 1970. A Operação Menu é realizada em segredo. Nem o Congresso nem a opinião pública norte-americana é informada porque o Camboja é um país neutro.

GOLPE NO CAMBOJA

    Em 1970, o general e primeiro-ministro Lon Nol dá um golpe militar no Camboja, derruba o Príncipe Vermelho, Norodom Sihanouk, e instaura uma ditadura com o apoio dos EUA.

A guerra, os bombardeios e a ditadura apoiada por Washington alimentam o grupo guerrilheiro Khmer Vermelho, em atividade desde 1968, que toma o poder em 16 de abril de 1975, duas semanas antes da queda de Saigon, no fim da Guerra do Vietnã.

O Khmer Vermelho, apoiado pela China e inspirado pelo maoísmo e a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76), instaura um dos regimes comunistas mais cruéis e brutais, talvez o pior de todos, um reino do terror que mata 1,5 a 2 milhões de pessoas até ser derrubado por uma invasão do Vietnã em 7 de janeiro de 1979.

segunda-feira, 3 de junho de 2024

Hoje na História do Mundo: 3 de Junho

CASAMENTO DO EX-REI 

   Em 1937, o antigo rei Eduardo VIII, do Reino Unido, que abdica por amar uma divorciada e se torna Duque de Windsor, casa com a norte-americana Wallis Warfield no Castelo de Cande, em Monts, na França.

O amor abala a monarquia britânica, mas o casamento é modesto para os padrões da realeza, sem pompa nem festa popular. A lua de mel é no Castelo de Wasserloenburg, na Áustria.

Edward Albert Christian George Andrew Patrick David, filho mais velho do rei George V, nasce em 23 de julho de 1894 em Neilly-sur-Seine, na França, e ascende ao trono em 20 de janeiro de 1936 como Rei do Reino Unido e dos Domínios Britânicos e Imperador da Índia.

Meses depois, provoca uma crise constitucional ao pedir em casamento a socialite norte-americana Wallis Simpson, cujo sobrenome de solteira é Warfield. Ela se torna amante do rei em 1934, quando ele ainda é o príncipe de Gales e ela ainda está casada com o segundo marido, Ernest Aldrich Simpson.

Como rei e chefe da Igreja da Inglaterra, que proibia o casamento de divorciados com o ex-cônjuge ainda vivo, é uma união impossível. Em 11 de dezembro de 1936, Eduardo VIII abdica, abrindo mão do trono para si e seus descendentes e declara que "descobri ser impossível carregar o pesado fardo de responsabilidade e desempenhar meus deveres como rei a imperador como gostaria de fazer sem a ajuda e o apoio da mulher que amo".

Eduardo VIII é sucedido pelo irmão mais novo, príncipe Albert, que adota o nome real de George VI e é pai da rainha Elizabeth II, na época com dez anos de idade.

PASSEIO NO ESPAÇO

    Em 1965, Edward White se torna o primeiro astronauta norte-americano a sair da nave e caminhar no espaço, depois do cosmonauta soviético Alexei Leonov. 

No início da corrida espacial, a União Soviética toma a frente. Lança o primeiro satélite artificial, o Sputnik, em 4 de outubro de 1957, envia o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin, em 12 de abril de 1961, e o primeiro a passear no espaço, Alexei Leonov, em 18 de março de 1965.

Piloto e engenheiro aeroespecial, é escolhido para ir ao espaço na nave Gemini 4, quando sai da nave. Voltaria ao espaço no primeiro voo do Projeto Apolo, que levou o homem à Lua, mas morre num incêndio na cabine da Apolo 1 com seus colegas Gus Grisson e Roger Chaffee na primeira morte de astronautas da era espacial.

O cosmonauta russo Vladimir Komarov é o primeiro a morrer numa missão espacial, em 24 de abril de 1967, quando o paraquedas não abre e a nave Soyuz 1 se espatifa no solo.

MASSACRE NA PRAÇA

     Em 1989, começa o Massacre na Praça da Paz Celestial, em Beijim, na China quando o Exército Popular de Libertação (EPL) da China ataca um acampamento de estudantes e outros chineses que lutavam por liberdade e democracia. 

O movimento começa em 15 de abril, deflagrado pela morte do ex-secretário-geral do Partido Comunista Hu Yaobang e termina com a queda do secretário-geral Zhao Ziyang, ambos a favor de reformas liberalizantes.

Em 17 de abril, os estudantes começam a se reunir na praça central da capital chinesa. Nos dias seguintes, as manifestações se ampliaram para outras cidades e universidades. Em 22 de abril, mais de 100 mil estudantes se concentram diante do Grande Salão do Povo e pediu para falar com o primeiro-ministro Li Peng, que não aparece.

Quando Zhao vai à Coreia do Norte, em 25 de abril, Li convoca uma reunião do Politburo e convence o supremo líder do regime, Deng Xiaoping, que o objetivo dos estudantes é derrubar o regime comunista. Deng decide que a tolerância acabou.

No dia seguinte, o Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista, publica o editorial A Necessidade de Adotar uma Posição Clara contra a Agitação: "Esta é uma conspiração bem planejada...para confundir o povo e perturbar a nação...O objetivo real é rejeitar o PC e o sistema socialista".

A reação é mais protestos. Zhao defende a negociação e uma resposta às reclamações legítimas dos estudantes, inclusive uma reforma política. Li alega ser necessário primeiro restabelecer a estabilidade social.

Dezenas de milhares de estudantes se reúnem na praça para festejar os 70 anos do Movimento Quatro de Maio, um protesto contra o Tratado de Versalhes que está na origem do PC chinês. Em encontro com executivos financeiros, Zhao exalta o patriotismo dos estudantes.

Em 13 de maio, dois dias antes de uma visita do secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, Mikhail Gorbachev, cerca de 160 estudantes entram em greve de fome e divulgam um manifesto: "A nação está em crise – assolada por uma inflação galopante, negócios ilegais com enriquecimento ilícito de funcionários, abuso de poder, burocratas corruptos, a fuga de gente boa para outros países e a deterioração da segurança pública. Compatriotas que dão valor à moralidade, ouçam nossas vozes!"

A greve de fome ganha força.

Gorbachev chega em 15 de maio para o primeiro encontro de cúpula sino-soviético desde 1959. Com a praça ocupada pelos estudantes, não pode ser recebido como é de praxe. Os líderes chineses, sabendo do que se passava na URSS com as reformas de Gorbachev, têm medo.

Mais de 3 mil chineses participam da greve de fome. Zhao insiste no diálogo com os estudantes e na necessidade de mais reformas: "A grande maioria dos estudantes é patriótica e e está sinceramente preocupada com o país. Podemos não aprovar todos os seus métodos, mas as exigências de promover a democracia, aprofundar as reformas e erradicar a corrupção são bastante razoáveis."

Li rejeita a proposta: "O objetivo é derrubar o PC chinês e repudiar totalmente a ditadura popular democrática."

Durante uma reunião decisiva na casa do líder supremo do regime, Deng Xiaoping, o arquiteto das reformas que modernizaram a China e a transformaram em superpotência, Zhao diz que tem 1,2 bilhão de pessoas a seu lado, toda a população do país.

Deng, cujo único cargo na época é presidente do Comitê Militar Central, responde: "Não tem, não, e eu tenho 3,2 milhões", o contingente do EPL. Com medo da dissolução do regime, Deng apoia Li Peng, que decreta lei marcial e manda o Exército atacar a manifestação.

Em 18 de maio, Zhao visita estudantes em greve de fome hospitalizados. Li se encontra com estudantes, mas o diálogo fracassa. Durante reunião de que Zhao não participa, a velha guarda e o Politburo aprovam a decretação de lei marcial.

Ao ficar sabendo, no dia seguinte, em vez de acabar com a greve de fome, os estudantes reúnem 1,2 milhão de pessoas na Praça da Paz Celestial. Zhao vai à praça falar com os estudantes. À noite, Li Peng anuncia a lei marcial na televisão.

Pela primeira vez em 40 anos de regime comunista, em 20 de maio, o EPL tenta ocupar Beijim, mas civis barram a passagem. Durante três dias, os soldados não conseguem nem chegar à praça nem sair da capital chinesa.

Em 2 de junho, a cúpula do partido decide mandar o EPL dispersar os estudantes. Na noite do dia seguinte, os primeiros tiros são disparados.

Hoje, a China proíbe as manifestações em Hong Kong, que todos os anos fazia uma procissão luminosa em homenagem aos mortos. O número total é desconhecido, estimado entre centenas e 10 mil.

TERROR EM LONDRES

    Em 2017, terroristas muçulmanos matam oito pessoas e ferem outras 48 na Ponte de Londres. 

Depois de jogar uma caminhonete sobre pedestres na ponte e numa área de pedestres, três terroristas saem armados de facas, atacam pessoas que estão na área e são mortos pela Polícia Metropolitana. O grupo terrorista Estado Islâmico reivindica a responsabilidade pelo ataque.

Como as armas do fogo estão proibidas no Reino Unido por causa do massacre de 16 crianças e um professor numa escola primária de Dunblane, na Escócia, em 13 de março de 1996, os terroristas não conseguem armas de fogo, que tornariam a ação terrorista ainda mais trágica.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Chegada do homem à Lua marcou vitória dos EUA na corrida espacial

A União Soviética saiu na frente. Em 4 de outubro de 1957, lançou o Sputnik, primeiro satélite artificial da Terra. O bip-bip que os americanos ouviram naquele dia representava uma ameaça. Se o inimigo podia lançar uma aeronave, poderia mandar um foguete com uma bomba atômica até o território dos Estados Unidos.

Trinta dias depois, os soviéticos enviaram o primeiro ser vivo ao espaço. A cachorra Laika morreu entre cinco e sete horas depois do lançamento, talvez por superaquecimento, num problema de controle térmico da nave. 

Em 12 de abril de 1961, os soviéticos enviaram o primeiro homem ao espaço. O agente vermelho Yuri Gagarin de uma volta no planeta e revelou: “A Terra é azul”.

O desafio soviético em plena Guerra Fria levou o presidente John Kennedy a prometer que antes do final dos anos 1960s os Estados Unidos mandariam um homem à Lua. Em discurso em Houston, no Texas, em 12 de setembro de 1962, Kennedy declarou: “Escolhemos ir à Lua não porque seja fácil, mas porque é difícil.” Meu comentário:

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

China lança terceiro vôo espacial tripulado

No terceiro vôo espacial tripulado da China, a nave Shenzhou VII partiu hoje da base de lançamentos de Jiuquã, em meio ao deserto, na província de Gansu. Sua tripulação vai realizar o primeiro passeio espacial fora da nave de um astronauta chinês.

A nave entrou em órbita 20 minutos depois, para júbilo do presidente Hu Jiantao, presente no centro espacial. Hu descreveu o sucesso do lançamento como "outro grande feito do povo chinês na sua escalada rumo ao pico da ciência e da tecnologia mundial".

O chefe da missão, astronauta Zhai Zigang, é o novo herói chinês. Piloto da força, ele é apresentado pela agência oficial de notícias Nova China como um dos cinco filhos de uma família pobre do Nordeste do país. A mãe vendia sementes de melão fritas para financiar seus estudos

Como é uma grande jogada de propaganda, a mídia oficial chinesa não pára de dar detalhes da missão. Os três astronautas terão 80 opções de comida a bordo da Shenzhen VII, inclusive kung-pao, uma galinha apimentada especial.

Embora o governo chinês afirme que seu programa espacial tem objetivos puramente científicos e tecnológicos, os Estados Unidos e o Japão ficaram preocupados desde que a China destruiu um satélite meteorológico obsoleto com um míssil, no ano passado.

O primeiro passeio foi feito pelo soviético Alexei Leonov em 18 de março de 1965. Ele ficou 12 minutos no espaço. Em 3 de junho, a façanha foi igualada pelo americano Edward White, que morreria no acidente da Apolo I, em 1967.

Agora, é a vez da China. O primeiro passeio espacial chinês está previsto para sábado.