Em pronunciamento concluído há pouco no Departamento da Justiça, em Washington, o presidente Barack Obama afirmou que os Estados Unidos vão parar de espionar chefes de Estado e de governo de países aliados. A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, o presidente da França, François Hollande, e a presidente Dilma Rousseff tiveram ligações telefônicas grampeadas pelos serviços secretos dos EUA, como revelou o ex-agente Edward Snowden seis meses atrás.
Obama também prometeu estender aos cidadãos comuns estrangeiros algumas das proteções à privacidade garantidas nos EUA. Um decreto presidencial dará nova orientação aos serviços secretos "para preservar aliados, relações comerciais, a privacidade e os direitos". O presidente rejeitou a recomendação do painel de que agentes federais precisem de autorização judicial para examinar transações financeiras e comunicações de empresas.
Com base no decreto presidencial, anunciou Obama, a partir de 28 de março de 2014, os chefes das agências de inteligência terão de obter uma autorização de um tribunal secreto para a segurança nacional para examinar os dados de ligações telefônicas. Até lá, o secretário da Justiça, Eric Holder, e oficiais de inteligência vão coordenar um plano de transição sobre o que fazer com a grande massa de dados armazenada pelo governo americano.
As atividades da Agência de Segurança Nacional (NSA) serão revisadas anualmente, e um painel de defensores públicos indicados pelo Congresso Nacional vai fiscalizar os pedidos de acesso a dados. Para o jornal The New York Times, a promessa de limitar a coleta de dados pode ter o mesmo destino do compromisso de fechar a prisão instalada na base naval de Guantânamo, em Cuba, reafirmada no primeira dia de governo, em janeiro de 2009, e jamais cumprida.
O presidente começou defendendo a espionagem como essencial à segurança do país mesmo antes da independência, em 1776. Citou um grupo chamado Filhos da Liberdade, ao qual pertencia Paul Revere, um heróis da luta pela independência. Os Filhos da Liberdade tinham a missão de descobrir que ações militares os britânicos estavam planejando.
A inteligência militar aliada foi decisiva na Segunda Guerra Mundial, ao decifrar os códigos usados nas mensagens da Alemanha e mais ainda durante a Guerra Fria "para penetrar na cortina de ferro" e coletar informações no Bloco Soviético, acrescentou Obama, para justificar as ações de espionagem de seu governo.
Mais complexo ainda, alegou, tornou-se o serviço de inteligência dos EUA depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001: "Agora, precisam identificar alvos e possíveis agressores em qualquer canto do mundo. Na década passada, demos grandes passos. Hoje a NSA consegue rastrear contatos e movimentos de terroristas. O relacionamento com agências estrangeiras mudou. Evitamos múltiplos ataques e salvamos vidas nos EUA e no exterior."
O risco de que o governo vá além dos limites também é maior, reconheceu Obama: "Depois do 11 de setembro, o governou passou a usar técnicas mais duras em interrogatórios", disse o presidente dos EUA, sem usar a palavra tortura.
"Vários aspectos complicam a tarefa de defender a nação protegendo as liberdades civis", argumentou. "Enquanto pegamos um terrorismo no Iêmen ou no Sahel, temos acesso a uma quantidade enorme de dados".
Os supercomputadores modernos e a Internet ampliaram o poder de espionagem de forma sem precedentes. "No mundo globalizado, várias agências coletam informações além de suas fronteiras, mas a capacidade dos EUA é única", admitiu Obama.
Ao mesmo tempo em que "necessitamos de mais informações sobre o mundo", raciocinou o presidente americano, "as agências de inteligência precisam fazer seu trabalho em segrego. O perigo de cometer excessos é mais agudo. Por todas estas razões, mantive minhas suspeitas em relação ao programa desde que cheguei à Casa Branca. Tentamos manter o Congresso a par. O que eu não fiz foi suspender esses programas porque nossa revisão inicial indicou que as agências de inteligência não estavam violando a lei."
Sempre defendendo a espionagem, Obama alegou que, "se houver outro atentado como os de 11 de setembro ou um ataque cibernético, os funcionários das agências serão cobrados por não ter ligado os pontinhos". Ele se negou a discutir "os atos e motivações de Snowden. Ninguém pode decidir por conta própria quando revelar segredos sem prejudicar nossa capacidade de proteger a população".
Os EUA querem "manter a liderança mundial preservando os direitos individuais, mas os atentados terroristas e os ataques cibernéticos não vão parar", justificou o presidente. "Ninguém espera que a China faça um debate aberto sobre seus programas de vigilância nem que a Rússia leve em consideração as preocupações de seus cidadãos com privacidade", acrescentou, alfinetando os países que acolheram Snowden.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Obama anuncia mudanças cosméticas na espionagem
Como parte de uma reforma do programa de megaespionagem dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama vai anunciar daqui a pouco em pronunciamento no Departamento da Justiça que a Agência de Segurança Nacional (NSA, do inglês) vai parar de armazenar dados sobre ligações telefônicas e passar a ter acesso a eles sob supervisão judicial.
O objetivo de Obama é restaurar a confiança, mas as medidas estão muito aquém do exigem os grupos de defesa dos direitos humanos, a suspensão total da espionagem, a não ser nos casos autorizados expressamente por juízes.
O escândalo estourou meses atrás, quando o ex-funcionário terceirizado da NSA Edward Snowden revelou um programa de espionagem em massa via Internet através das grandes empresas americanas do setor e a armazenagem de dados sobre todas as ligações telefônicas realizadas nos EUA e muitas no exterior.
Entre os alvos da espionagem americana, havia aliados como a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, além da presidente Dilma Rousseff, que cancelou uma visita de Estado aos EUA.
O objetivo de Obama é restaurar a confiança, mas as medidas estão muito aquém do exigem os grupos de defesa dos direitos humanos, a suspensão total da espionagem, a não ser nos casos autorizados expressamente por juízes.
O escândalo estourou meses atrás, quando o ex-funcionário terceirizado da NSA Edward Snowden revelou um programa de espionagem em massa via Internet através das grandes empresas americanas do setor e a armazenagem de dados sobre todas as ligações telefônicas realizadas nos EUA e muitas no exterior.
Entre os alvos da espionagem americana, havia aliados como a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, além da presidente Dilma Rousseff, que cancelou uma visita de Estado aos EUA.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Tribunal da ONU julga assassinato de Rafik Hariri
O Tribunal Especial das Nações Unidas para o Líbano, reunido em Haia, na Holanda, começou a julgar hoje os acusados pelo assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri. Os quatro réus, Salim Jamil Ayash, Mustafá Amine Bradredine, Hussein Hassan Oneissi e Assad Hassan Sabra, são ligados à milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), hoje mais poderosa do que o Exército libanês.
Rafik Hariri era o homem mais rico do Líbano. Teve papel de destaque na reconstrução do país depois da guerra civil de 1975-90. Grande crítico da influência síria e do Hesbolá na política libanesa, foi morto pela explosão de um carro-bomba em Beirute, em 14 de fevereiro de 2005. Outras 21 pessoas morreram e 226 saíram feridas do atentado.
A revolta popular contra o assassinato de Hariri levou à expulsão das forças sírias do Líbano, mas a guerra civil na Síria realimenta o conflito interno. O Exército do Líbano acaba de receber uma ajuda de US$ 5 bilhões da Arábia Saudita, que apoia os rebeldes sírios, para se tornar mais forte do que o Hesbolá, que luta ao lado do ditador sírio, Bachar Assad.
Neste clima de grande tensão no Líbano, Saad Hariri, filho e herdeiro político de Rafik Hariri, declarou: "Queremos justiça e não vingança." O Hesbolá não reconhece a legitimidade do tribunal.
Rafik Hariri era o homem mais rico do Líbano. Teve papel de destaque na reconstrução do país depois da guerra civil de 1975-90. Grande crítico da influência síria e do Hesbolá na política libanesa, foi morto pela explosão de um carro-bomba em Beirute, em 14 de fevereiro de 2005. Outras 21 pessoas morreram e 226 saíram feridas do atentado.
A revolta popular contra o assassinato de Hariri levou à expulsão das forças sírias do Líbano, mas a guerra civil na Síria realimenta o conflito interno. O Exército do Líbano acaba de receber uma ajuda de US$ 5 bilhões da Arábia Saudita, que apoia os rebeldes sírios, para se tornar mais forte do que o Hesbolá, que luta ao lado do ditador sírio, Bachar Assad.
Neste clima de grande tensão no Líbano, Saad Hariri, filho e herdeiro político de Rafik Hariri, declarou: "Queremos justiça e não vingança." O Hesbolá não reconhece a legitimidade do tribunal.
Luta entre rebeldes mata mais de mil na Síria
O conflito entre grupos rebeldes e extremistas ligados à rede terrorista Al Caeda já matou mais de mil pessoas na guerra civil da Síria, anunciou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental ligada à oposição, com sede em Londres.
Desde o início do ano, o Exército da Síria Livre e até mesmo a Frente al-Nusra, muçulmana radical, lançaram uma "segunda revolução" contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, um braço da rede terrorista Al Caeda, depois de abusos, punições arbitrárias e execuções sumárias.
Desde o início do ano, o Exército da Síria Livre e até mesmo a Frente al-Nusra, muçulmana radical, lançaram uma "segunda revolução" contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, um braço da rede terrorista Al Caeda, depois de abusos, punições arbitrárias e execuções sumárias.
Mais de 90% aprovam nova Constituição do Egito
Mais de 90% dos eleitores que foram às urnas ontem e anteontem aprovaram a nova Constituição do Egito proposta pelo regime militar que derrubou, em 3 de julho de 2013, Mohamed Mursi, o primeiro presidente eleito democraticamente da história do país, depois de uma onda de protestos contra medidas autoritárias. O resultado foi anunciado na madrugada de hoje.
A Irmandade Muçulmana, movimento político de Mursi, boicotou o referendo. O Ministério do Interior revelou que 444 pessoas foram presas nos dois dias de referendo. Há notícias de pelo menos 19 mortes.
Com a intensa pressão do governo para garantir que mais da metade dos eleitores participassem, a primeira votação popular desde a queda de Mursi ficou longe de ser democrática. Repórteres de agências de notícias ocidentais tiveram dificuldade para encontrar eleitores que declarassem voto no não.
A votação foi considerada um plebiscito sobre o regime liderado pelo comandante supremo das Forças Armadas, general Abdel Fattah al-Sissi, que pode ser candidato à Presidência do Egito. Nos próximos dias, um decreto deve convocar eleições parlamentares e presidencial.
Além dos islamitas, o regime militar também prendeu vários manifestantes do movimento secularista que derrubou o ditador Hosni Mubarak (1981-2011) em 11 de fevereiro de 2011. Mais de mil pessoas foram mortas em conflitos políticos desde a queda de Mursi, superando as 852 mortes da revolução contra Mubarak.
A Irmandade Muçulmana, movimento político de Mursi, boicotou o referendo. O Ministério do Interior revelou que 444 pessoas foram presas nos dois dias de referendo. Há notícias de pelo menos 19 mortes.
Com a intensa pressão do governo para garantir que mais da metade dos eleitores participassem, a primeira votação popular desde a queda de Mursi ficou longe de ser democrática. Repórteres de agências de notícias ocidentais tiveram dificuldade para encontrar eleitores que declarassem voto no não.
A votação foi considerada um plebiscito sobre o regime liderado pelo comandante supremo das Forças Armadas, general Abdel Fattah al-Sissi, que pode ser candidato à Presidência do Egito. Nos próximos dias, um decreto deve convocar eleições parlamentares e presidencial.
Além dos islamitas, o regime militar também prendeu vários manifestantes do movimento secularista que derrubou o ditador Hosni Mubarak (1981-2011) em 11 de fevereiro de 2011. Mais de mil pessoas foram mortas em conflitos políticos desde a queda de Mursi, superando as 852 mortes da revolução contra Mubarak.
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EUA tiveram sete grandes desastres climáticos em 2013
Entre tornados, secas e enchentes, os Estados Unidos enfrentaram em 2013 sete grandes desastres causados pelo clima. Cada um deixou prejuízos superiores a US$ 1 bilhão, informou ontem a Administração Nacional de Oceanos e da Atmosfera (NOAA).
As tragédias meteorológicas mataram pelo menos 109 pessoas no país no ano passado, diz o relatório anual do Centro Nacional de Dados Climáticos.
As tragédias meteorológicas mataram pelo menos 109 pessoas no país no ano passado, diz o relatório anual do Centro Nacional de Dados Climáticos.
Venda de carros novos caiu 1,7% em 2013 na UE
Com a venda de 11,8 milhões de veículos, o mercado de automóveis novos na União Europeia (UE) encolheu 1,7% em 2013, anunciou hoje a Associação Europeia dos Fabricantes de Veículos.
A companhia japonesa Mazda teve a maior alta nas vendas, de 16,1%, seguida pela britânica Jaguar Land Rover (9,7%), a francesa Renault (4,4%), a alemã Daimler-Benz (4,4%) e a japonesa Mitsubishi (4,3%).
O maior recuo foi da empresa francesa Peugeot Citroën (-8,4%), seguida pela italiana Fiat (-7,1%) e as americanas GM (-4,3%) e Ford (-3,2%).
Entre os países, o maior crescimento de vendas foi no Reino Unido (10,8%), seguido pela Espanha (3,3%), onde o governo estimulou a troca de carro. As maiores quedas foram na Itália (-7,1%), na França (-5,7%) e na Alemanha (-4,2%).
Para 2014, a expectativa é de uma pequena recuperação.
A companhia japonesa Mazda teve a maior alta nas vendas, de 16,1%, seguida pela britânica Jaguar Land Rover (9,7%), a francesa Renault (4,4%), a alemã Daimler-Benz (4,4%) e a japonesa Mitsubishi (4,3%).
O maior recuo foi da empresa francesa Peugeot Citroën (-8,4%), seguida pela italiana Fiat (-7,1%) e as americanas GM (-4,3%) e Ford (-3,2%).
Entre os países, o maior crescimento de vendas foi no Reino Unido (10,8%), seguido pela Espanha (3,3%), onde o governo estimulou a troca de carro. As maiores quedas foram na Itália (-7,1%), na França (-5,7%) e na Alemanha (-4,2%).
Para 2014, a expectativa é de uma pequena recuperação.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Banco Mundial vê 2014 como ano da virada
Ao revisar suas previsões de crescimento para cima pela primeira vez em três anos, o Banco Mundial fala numa "virada" para a economia mundial em 2014, com a consolidação da retomada nos países ricos. Mas adverte que "os países em desenvolvimento precisam de planos de ação robustos para manter o crescimento", nos seus Prospectos para a Economia Global.
"Cinco anos depois do início da crise financeira internacional, a economia mundial mostra sinais de recuperação neste ano, impulsionada pela melhoria nas economias de renda elevada", afirma o documento divulgado hoje.
Em 2014, a economia mundial deve avançar 3,2%, 0,8 ponto percentual a mais do que em 2013, prevê o Banco Mundial, que em junho do ano passado esperava 3% para este ano. O crescimento nos países ricos deve passar de 1,3% em 2013 para 2,2% em 2014 e se estabilizar em 2,5% em 2015 e 2016.
Nos países em desenvolvimento, que cresciam em média 7,5% antes da crise, a alta passa de 4,8% em 2013 para 5,3% em 2014. A expectativa do mercado para o Brasil em 2014 está em torno de 2%, abaixo da previsão do Banco Mundial, de 2,4% em 2014, 2,7% em 2015 e 3,7% em 2016 .
"O fortalecimento da recuperação nos países de alta renda é muito bom, mas é acompanhado pelo risco de perturbações à medida que a política monetária endurecer", alerta Andrew Burns, diretor do banco e principal autor do relatório. "Até agora, a retirada progressiva das medidas de alívio quantitativo se desenrola suavamente, mas, se as taxas de juros subirem rapidamente, o fluxo de capitais para os países em desenvolvimento pode cair em até 50% ou mais, jogando os países mais vulneráveis na crise."
Alemanha cresceu apenas 0,4% em 2013
A maior economia da Europa e quarta do mundo teve um desempenho aquém do esperado em 2013, avançando apenas 0,4%, abaixo do 0,7% de 2012, anunciou hoje o órgão oficial de estatísticas da Alemanha, Destatis, em sua primeira estimativa.
Para 2014, a expectativa tanto do governo quanto do setor privado é de um crescimento de 1,7%. Jörg Kraemer, economista sênior do Commerzbank aponta a recuperação econômica dos Estados Unidos e do resto da Zona do Euro como positivas porque são mercados importantes para as exportações alemãs.
Sob o impacto da crise, a economia alemã encolheu 5,9% em 2009, teve uma forte recuperação de 4% em 2010 e 3,3% em 2011, sofrendo a partir de então por causa da crise das dívidas públicas na periferia da Eurozona, que a Alemanha ajudou a prolongar ao impor políticas rígidas de austeridade econômica aos países envididados.
Para 2014, a expectativa tanto do governo quanto do setor privado é de um crescimento de 1,7%. Jörg Kraemer, economista sênior do Commerzbank aponta a recuperação econômica dos Estados Unidos e do resto da Zona do Euro como positivas porque são mercados importantes para as exportações alemãs.
Sob o impacto da crise, a economia alemã encolheu 5,9% em 2009, teve uma forte recuperação de 4% em 2010 e 3,3% em 2011, sofrendo a partir de então por causa da crise das dívidas públicas na periferia da Eurozona, que a Alemanha ajudou a prolongar ao impor políticas rígidas de austeridade econômica aos países envididados.
Ataques a feiras e funeral matam 75 no Iraque
Uma série de atentados terroristas matou pelo menos 75 pessoas e feriu outras 160 hoje no Iraque , onde a violência política aumentou exponencialmente desde o ano passado por causa da guerra civil na Síria. 2013 foi o ano com maior número de mortes no país desde 2008.
O principal alvo foi o enterro em Buriz, a 60 quilômetros de Bagdá, de um miliciano sunita que lutava contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ligado à rede terrorista Al Caeda. Pelo menos 26 pessoas foram mortas e outras 36 feridas na explosão.
Na capital iraquiana, houve nove explosões, sendo sete de carros-bomba, mataram ao menos mais dezenas de pessoas, principalmente em feiras livres e mercado públicos.
Mais uma vez, o Iraque está à beira de uma guerra civil, desta vez provocada pela rede terrorista fundada por Ossama ben Laden, que não atuava no país antes da invasão dos Estados Unidos, em 2003, para derrubar o ditador Saddam Hussein.
Uma das razões que evita uma guerra civil generalizada entre sunitas e xiitas é a revolta de parte da comunidade sunita, especialmente dos líderes tribais tradicionais, contra Al Caeda. O ex-primeiro-ministro Ayad Allawi responsabiliza o atual chefe de governo, o xiita Nuri al-Maliki, de ser responsável pela situação atual por marginalizar os sunitas.
O principal alvo foi o enterro em Buriz, a 60 quilômetros de Bagdá, de um miliciano sunita que lutava contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ligado à rede terrorista Al Caeda. Pelo menos 26 pessoas foram mortas e outras 36 feridas na explosão.
Na capital iraquiana, houve nove explosões, sendo sete de carros-bomba, mataram ao menos mais dezenas de pessoas, principalmente em feiras livres e mercado públicos.
Mais uma vez, o Iraque está à beira de uma guerra civil, desta vez provocada pela rede terrorista fundada por Ossama ben Laden, que não atuava no país antes da invasão dos Estados Unidos, em 2003, para derrubar o ditador Saddam Hussein.
Uma das razões que evita uma guerra civil generalizada entre sunitas e xiitas é a revolta de parte da comunidade sunita, especialmente dos líderes tribais tradicionais, contra Al Caeda. O ex-primeiro-ministro Ayad Allawi responsabiliza o atual chefe de governo, o xiita Nuri al-Maliki, de ser responsável pela situação atual por marginalizar os sunitas.
Preços no atacado têm maior alta em 6 meses nos EUA
O índice de preços ao produtor registrou em dezembro de 2013 a maior alta em seis meses nos Estados Unidos, principalmente devido ao aumento da gasolina, mas a inflação ainda é baixa. Ficou em 0,4% em dezembro, maior nível desde junho, depois de cair 0,1% em novembro.
Em 12 meses, a inflação anual no atacado foi de 1,2%, bem acima do 0,7% de novembro do ano passado. As autoridades monetárias americanas perseguem uma meta informal de inflação no varejo entre 1% e 2% ao ano, então está dentro da faixa.
A alta de preços nas fazendas, fábricas e refinarias em dezembro, depois de dois meses de baixa, está de acordo com a expectativa dos economistas. Excluídos os preços mais voláteis de alimentos e energia, o índice mensal ficou em 0,3%. O item que mais subiu foi tabaco, 3,6%
Os analistas atribuem a inflação baixa neste momento de retomada do crescimento aos salários achatados pelo desemprego elevado. Mas a maioria acredita que o Comitê da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, deve cortar suas compras de títulos no mercado financeiro em US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões na reunião do Comitê do Mercado Aberto de 28 e 29 de janeiro, reduzindo seu programa de alívio quantitativo para estimular a economia.
Outro relatório revelou que a atividade industrial do estado de Nova York chegou em janeiro ao maior nível em um ano e dez meses, informa a agência de notícias Reuters.
Em 12 meses, a inflação anual no atacado foi de 1,2%, bem acima do 0,7% de novembro do ano passado. As autoridades monetárias americanas perseguem uma meta informal de inflação no varejo entre 1% e 2% ao ano, então está dentro da faixa.
A alta de preços nas fazendas, fábricas e refinarias em dezembro, depois de dois meses de baixa, está de acordo com a expectativa dos economistas. Excluídos os preços mais voláteis de alimentos e energia, o índice mensal ficou em 0,3%. O item que mais subiu foi tabaco, 3,6%
Os analistas atribuem a inflação baixa neste momento de retomada do crescimento aos salários achatados pelo desemprego elevado. Mas a maioria acredita que o Comitê da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, deve cortar suas compras de títulos no mercado financeiro em US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões na reunião do Comitê do Mercado Aberto de 28 e 29 de janeiro, reduzindo seu programa de alívio quantitativo para estimular a economia.
Outro relatório revelou que a atividade industrial do estado de Nova York chegou em janeiro ao maior nível em um ano e dez meses, informa a agência de notícias Reuters.
Carro-bomba mata 19 pessoas na Nigéria
Um carro-bomba explodiu ontem diante de um posto militar em Maiduguri, uma cidade do Nordeste da Nigéria conhecida como berço do grupo terrorista muçulmano Boko Haram (Não à educação ocidental). Pelo menos 17 pessoas morreram.
A polícia suspeita que o terrorista suicida pertencesse ao grupo extremista muçulmano ligado à rede terrorista Al Caeda, que luta pela imposição da lei islâmica em toda a Nigéria. Sua rebelião provocou mais de 2 mil mortes desde 2009, mas não é considerada uma ameaça ao governo federal do país.
A polícia suspeita que o terrorista suicida pertencesse ao grupo extremista muçulmano ligado à rede terrorista Al Caeda, que luta pela imposição da lei islâmica em toda a Nigéria. Sua rebelião provocou mais de 2 mil mortes desde 2009, mas não é considerada uma ameaça ao governo federal do país.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Beatles vão tocar no Grammy 2014
Os dois beatles sobreviventes, Paul McCartney e Ringo Starr, foram contratados para tocar juntos na festa de entrega dos 56ºs Prêmios Grammy em 26 de janeiro de 2014, em Los Angeles, nos Estados Unidos, informa a revista americana Rolling Stone.
Outras atrações serão Carole King, Stevie Wonder, Metallica, Katy Perry e Lorde.
Outras atrações serão Carole King, Stevie Wonder, Metallica, Katy Perry e Lorde.
França corta gastos em 65 bilhões de euros
No pronunciamento inicial da entrevista coletiva concedida hoje, o presidente socialista François Hollande prometeu cortes de gastos públicos de 15 bilhões de euros em 2014 e mais 50 bilhões no triênio 2015-17 para equilibrar as contas do governo da França.
A retomada de um crescimento forte e o desemprego são os maiores desafios do país. Hollande defendeu um "pacto de responsabilidade" com uma série de concessões para o setor privado, inclusive reduções de impostos no valor de 30 bilhões de euros.
"Tenho uma convicção: se a França quiser manter sua influência no mundo, ter peso no destino da Europa, deve imperativamente reencontrar sua força econômica", afirmou o presidente. "Não se trata de mudar de caminho, mas de andar mais depressa, acelerar, aprofundar. A questão não é apenas que a França retome o crescimento, mas que seja o mais vigoroso possível."
Para estimular o investimento privado, Hollande propôs um "pacto de responsabilidade": o governo se propõe a reduzir os encargos sociais das empresas para diminuir o custo do trabalho, aumentar visibilidade das companhias francesas e desregulamentar a economia, "reduzir o número de normas. É preciso reduzir os procedimentos custos e inúteis. Este é um elemento-chave para restaurar a confiança".
Em troca, o presidente da França vai criar um "observatório de contrapartidas", na expectativa de que as empresas façam sua parte para acelerar a quinta maior economia do mundo e segunda da Europa, que nos últimos anos se distanciou da líder Alemanha.
Com o objetivo de manter o equilíbrio entre as duas maiores economias da União Europeia, Hollande defendeu uma "harmonização" dos impostos sobre empresas e regras ambientais na França e na Alemanha, associando-as na "transição energética".
Diante de tantas medidas favoráveis ao setor privado, o presidente francês foi questionado sobre suas convicções socialistas. "Continuo socialista", declarou, admitindo ser social-democrata. "Não fui conquistado pelo liberalismo, muito pelo contrário, porque é o Estado que toma a iniciativa."
A retomada de um crescimento forte e o desemprego são os maiores desafios do país. Hollande defendeu um "pacto de responsabilidade" com uma série de concessões para o setor privado, inclusive reduções de impostos no valor de 30 bilhões de euros.
"Tenho uma convicção: se a França quiser manter sua influência no mundo, ter peso no destino da Europa, deve imperativamente reencontrar sua força econômica", afirmou o presidente. "Não se trata de mudar de caminho, mas de andar mais depressa, acelerar, aprofundar. A questão não é apenas que a França retome o crescimento, mas que seja o mais vigoroso possível."
Para estimular o investimento privado, Hollande propôs um "pacto de responsabilidade": o governo se propõe a reduzir os encargos sociais das empresas para diminuir o custo do trabalho, aumentar visibilidade das companhias francesas e desregulamentar a economia, "reduzir o número de normas. É preciso reduzir os procedimentos custos e inúteis. Este é um elemento-chave para restaurar a confiança".
Em troca, o presidente da França vai criar um "observatório de contrapartidas", na expectativa de que as empresas façam sua parte para acelerar a quinta maior economia do mundo e segunda da Europa, que nos últimos anos se distanciou da líder Alemanha.
Com o objetivo de manter o equilíbrio entre as duas maiores economias da União Europeia, Hollande defendeu uma "harmonização" dos impostos sobre empresas e regras ambientais na França e na Alemanha, associando-as na "transição energética".
Diante de tantas medidas favoráveis ao setor privado, o presidente francês foi questionado sobre suas convicções socialistas. "Continuo socialista", declarou, admitindo ser social-democrata. "Não fui conquistado pelo liberalismo, muito pelo contrário, porque é o Estado que toma a iniciativa."
Hollande se nega a falar sobre caso com atriz
Na sua terceira entrevista coletiva desde que foi eleito presidente da França, em 2012, François Hollande se negou há pouco a comentar a revelação da revista Closer de que tem um caso amoroso com Julie Gayet, uma atriz de 41 anos. Sua companheira, Valérie Trierweiler, foi hospitalizada na sexta-feira com "depressão profunda" depois de saber da notícia.
"Os assuntos privados se tratam em privado, numa intimidade respeitosa. Em consideração a todas as pessoas envolvidas, este não é o lugar nem o momento de fazê-lo", afirmou o presidente francês, acrescentando que, se respondesse a qualquer pergunta sobre este tema, só iria alimentar a fofoca e a invasão de sua privacidade.
Hollande prometeu esclarecer a situação entre ele e a atual primeira-dama antes de viajar para os Estados Unidos, em 11 de fevereiro.
"Os assuntos privados se tratam em privado, numa intimidade respeitosa. Em consideração a todas as pessoas envolvidas, este não é o lugar nem o momento de fazê-lo", afirmou o presidente francês, acrescentando que, se respondesse a qualquer pergunta sobre este tema, só iria alimentar a fofoca e a invasão de sua privacidade.
Hollande prometeu esclarecer a situação entre ele e a atual primeira-dama antes de viajar para os Estados Unidos, em 11 de fevereiro.
Naufrágio mata 200 refugiados no Sudão do Sul
Cerca de 200 pessoas que fugiam da guerra civil no Sudão do Sul morreram no naufrágio do barco em que tentavam atravessar o Rio Nilo. A maioria era de mulheres e crianças, anunciou hoje o coronel Philip Aguer, porta-voz militar do país.
Os mortos tentavam escapar dos combates na cidade de Bor, dominada pelos rebeldes. A linha de frente está a apenas 70 quilômetros da capital, Juba.
Na Etiópia, onde estão sendo realizadas negociações de paz, o porta-voz rebelde, o ex-general Lul Ruai Kong acusou aviões e helicópteros de Uganda de bombardear posições dos rebeldes. Outro líder rebelde denunciou o uso de bombas incendiárias, possivelmente de fósforo.
Os mortos tentavam escapar dos combates na cidade de Bor, dominada pelos rebeldes. A linha de frente está a apenas 70 quilômetros da capital, Juba.
Na Etiópia, onde estão sendo realizadas negociações de paz, o porta-voz rebelde, o ex-general Lul Ruai Kong acusou aviões e helicópteros de Uganda de bombardear posições dos rebeldes. Outro líder rebelde denunciou o uso de bombas incendiárias, possivelmente de fósforo.
Egito vota em referendo sobre nova Constituição
Cerca de 53 egípcios foram convocados a votar hoje num referendo para aprovar uma nova Constituição proposta pelo governo militar que tomou o poder num golpe de Estado em 3 de julho de 2013 contra a Irmandade Muçulmana e Mohamed Mursi, primeiro presidente eleito democraticamente da história do país. A expectativa é de uma ampla vitória do sim.
A votação é vista como um plebiscito sobre o comandante das Forças Armadas, general Abdel Fatah al-Sissi, que já manifestou a intenção de concorrer à Presidência do Egito sob a nova lei. O novo governo é acusado de restaurar na prática a ditadura de Hosni Mubarak, derrubado em 11 de fevereiro de 2011 na chamada Primavera Árabe.
Durante a campanha, partidários do não foram presos. A Irmandade Muçulmana, declarada terrorista pelo governo interino no mês passado, defendeu um boicote.
Mais de 360 mil soldados e policiais patrulham o Egito foram mobilizados. Algumas ruas próximas a locais de votação foram bloqueadas ao tráfico para evitar atentados terroristas com carros-bomba. Mesmo assim, uma bomba explodiu diante de um tribunal no bairro de Imbaba, no Cairo. Um militante islamita morreu em confronto com a polícia em Bani Suef.
A votação é vista como um plebiscito sobre o comandante das Forças Armadas, general Abdel Fatah al-Sissi, que já manifestou a intenção de concorrer à Presidência do Egito sob a nova lei. O novo governo é acusado de restaurar na prática a ditadura de Hosni Mubarak, derrubado em 11 de fevereiro de 2011 na chamada Primavera Árabe.
Durante a campanha, partidários do não foram presos. A Irmandade Muçulmana, declarada terrorista pelo governo interino no mês passado, defendeu um boicote.
Mais de 360 mil soldados e policiais patrulham o Egito foram mobilizados. Algumas ruas próximas a locais de votação foram bloqueadas ao tráfico para evitar atentados terroristas com carros-bomba. Mesmo assim, uma bomba explodiu diante de um tribunal no bairro de Imbaba, no Cairo. Um militante islamita morreu em confronto com a polícia em Bani Suef.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Encomenda de máquinas à indústria alemã aumenta
Por causa da forte demanda externa, a encomenda de máquinas industriais às fábricas da Alemanha registrou alta anual de 7% em novembro de 2013. As ordens do exterior cresceram 12% em relação a novembro de 2012, enquanto as encomendas internas caíram 1%.
Na comparação mensal, as encomendas totais à indústria alemã subiram 2,1% em novembro, compensando a queda de 2,1% em outubro.
Na comparação mensal, as encomendas totais à indústria alemã subiram 2,1% em novembro, compensando a queda de 2,1% em outubro.
domingo, 12 de janeiro de 2014
Acordo entre Irã e grandes potências entra em vigor dia 20
O acordo nuclear provisório entre o Irã e as cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha entra em vigor no dia 20 de janeiro de 2014, anunciaram hoje a União Europeia e o Ministério do Exterior iraniano.
A partir desta data, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) vai reforçar a fiscalização do programa nuclear iraniano para garantir o cumprimento do acordo provisório. O Irã terá de limitar o teor de enriquecimento de urânio a 5%, reprocessar o urânio enriquecido a 20%, congelar as atividades nas instalações nucleares de Fordo e Natanz, e suspender a instalação de novas centrífugas - já tem 18 mil.
Em contrapartida, as grandes potências devem suspender as sanções aos setores aeronáutico e automobilístico, e desbloquear US$ 4,2 bilhões de ativos financeiros iranianos congelados no exterior.
Um acordo definitivo para evitar que o Irã faça a bomba atômica deve ser negociado dentro de um ano. A reaproximação entre Irã e EUA viabilizou as negociações. As negociações serão retomadas em fevereiro.
"Não tenho ilusões sobre a dificuldade de atingir este objetivo, mas, em nome da segurança nacional, da paz e da segurança internacional, é hora de dar uma chance à diplomacia", declarou o presidente Barack Obama.
A partir desta data, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) vai reforçar a fiscalização do programa nuclear iraniano para garantir o cumprimento do acordo provisório. O Irã terá de limitar o teor de enriquecimento de urânio a 5%, reprocessar o urânio enriquecido a 20%, congelar as atividades nas instalações nucleares de Fordo e Natanz, e suspender a instalação de novas centrífugas - já tem 18 mil.
Em contrapartida, as grandes potências devem suspender as sanções aos setores aeronáutico e automobilístico, e desbloquear US$ 4,2 bilhões de ativos financeiros iranianos congelados no exterior.
Um acordo definitivo para evitar que o Irã faça a bomba atômica deve ser negociado dentro de um ano. A reaproximação entre Irã e EUA viabilizou as negociações. As negociações serão retomadas em fevereiro.
"Não tenho ilusões sobre a dificuldade de atingir este objetivo, mas, em nome da segurança nacional, da paz e da segurança internacional, é hora de dar uma chance à diplomacia", declarou o presidente Barack Obama.
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Guatemala anula condenação de ditador genocida
A anulação do processo contra o general Efraín Ríos Montt foi confirmada na sexta-feira por um tribunal de recursos da Guatemala que considerou "inaceitáveis" os recursos impetrados pela procuradoria e por uma associação de vítimas da ditadura militar, informa hoje o jornal francês Le Monde.
Ríos Montt foi condenado em 10 de maio de 2013 a 24 anos de prisão por genocídio pela morte de 1.771 índios da tribo ixil, do grupo maia, em 1982 e 1983, durante o período mais violento da guerra civil guatemalteca (1960-96), que deixou mais de 200 mil mortos. Foi o pior conflito da Guerra Fria na América Latina.
No momento da condenação, a alta comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Navy Pillai, declarou que "a Guatemala faz história ao se tornar o primeiro país do mundo onde um antigo chefe de Estado é condenado por genocídio por um tribunal nacional". Não por muito tempo.
O processo foi anulado dez dias depois por supostos erros na fase de instrução, decisão reafirmada agora por um tribunal superior.
Enquanto Moises Galindo, advogado do general, quer agora estender a anulação a todos os processos contra o genocida, Edgar Pérez, da Associação pela Justiça e Reconciliação, que representa as vítimas da ditadura, vai recorrer ao supremo tribunal guatemalteco.
Um relatório feito pela ONU em 1999 listou 626 durante a guerra civil na Guatemala. Mais de 90% das piores atrocidades ocorreram entre 1978 e 1984. O general Ríos Montt adotou uma política de "terra arrasada" contra os povos indígenas, que acusava de serem aliados da guerrilha esquerdista.
"Na Guatemala, não houve um genocídio, mas qualquer coisa pior do que isso", escreveu o sociólogo guatemalteco Edelberto Torres Rivas, lembrando a perseguição sistemáticas de esquerdistas, amigos, parentes, simpatizantes e indígenas.
Ríos Montt foi condenado em 10 de maio de 2013 a 24 anos de prisão por genocídio pela morte de 1.771 índios da tribo ixil, do grupo maia, em 1982 e 1983, durante o período mais violento da guerra civil guatemalteca (1960-96), que deixou mais de 200 mil mortos. Foi o pior conflito da Guerra Fria na América Latina.
No momento da condenação, a alta comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Navy Pillai, declarou que "a Guatemala faz história ao se tornar o primeiro país do mundo onde um antigo chefe de Estado é condenado por genocídio por um tribunal nacional". Não por muito tempo.
O processo foi anulado dez dias depois por supostos erros na fase de instrução, decisão reafirmada agora por um tribunal superior.
Enquanto Moises Galindo, advogado do general, quer agora estender a anulação a todos os processos contra o genocida, Edgar Pérez, da Associação pela Justiça e Reconciliação, que representa as vítimas da ditadura, vai recorrer ao supremo tribunal guatemalteco.
Um relatório feito pela ONU em 1999 listou 626 durante a guerra civil na Guatemala. Mais de 90% das piores atrocidades ocorreram entre 1978 e 1984. O general Ríos Montt adotou uma política de "terra arrasada" contra os povos indígenas, que acusava de serem aliados da guerrilha esquerdista.
"Na Guatemala, não houve um genocídio, mas qualquer coisa pior do que isso", escreveu o sociólogo guatemalteco Edelberto Torres Rivas, lembrando a perseguição sistemáticas de esquerdistas, amigos, parentes, simpatizantes e indígenas.
Primeira-dama da França é hospitalizada após traição
A primeira-dama da França, Valérie Trierweiler, está internada num hospital de Paris desde o início da tarde de sexta-feira, confirmou hoje o Palácio do Eliseu.
A companheira do presidente François Hollande estaria sofrendo de "depressão profunda" desde que a revista Closer revelou que o chefe de Estado tem um caso com a atriz Julie Gayet, de 41 anos.
A companheira do presidente François Hollande estaria sofrendo de "depressão profunda" desde que a revista Closer revelou que o chefe de Estado tem um caso com a atriz Julie Gayet, de 41 anos.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Morre Ariel Sharon, criminoso de guerra convertido à paz
Depois de oito anos em coma, o ex-primeiro-ministro de Israel Ariel Sharon morreu hoje aos 85 anos. Acusado de vários crimes de guerra, no fim da vida, Sharon convenceu-se de que a segurança do país só estaria consolidada por um acordo de paz definitivo com os palestinos e a criação de uma Palestina independente.
Pouco antes do acidente vascular cerebral de 4 de janeiro de 2006, que o deixou em coma até hoje, Sharon deixou o partido direitista Likud e fundou o centrista Kadima (Avante) com o objetivo específico de formar um governo com apoio político para negociar a paz.
Com a doença, Sharon foi substituído pelo ex-prefeito de Jerusalém Ehud Olmert. Envolvido em escândalos de corrupção, Olmert foi incapaz de ganhar a eleição. O poder voltou para Benjamin Netanyahu, do Likud, que sempre relutou em fazer as concessões necessárias à paz e só voltou a negociar sob intensa pressão dos Estados Unidos.
Para os israelenses, Sharon foi um dos grandes defensores da nação, com bravatas, bravura e ousadia, o Rei de Israel e o Leão de Deus. Já os palestinos o consideravam um criminoso de guerra envolvido nos piores massacres, um dos maiores símbolos da dor e do sofrimento.
"Um dos maiores generais da História de Israel", na visão do primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu, Sharon tinha 20 anos e comandava um batalhão na guerra da independência do país quando foi baleado e salvo um soldado heróico de 16 anos. Sua estratégia de combate sempre foi usar uma força esmagadora para aterrorizar e submeter o inimigo.
A lista de atrocidades atribuídas a Sharon é longa. Em 14 de outubro de 1953, suas tropas atacaram a cidade de Quíbia, na Cisjordânia, matando pelo menos 69 palestinos; dois terços eram mulheres e crianças. Uma escola, uma mesquita e 45 casas foram destruídas em retaliação a ataques lançados da Jordânia contra o Estado de Israel, criado em 1948.
Na época, havia uma negociação secreta em andamento com o presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser, que era o principal líder do mundo árabe. Indignado, Nasser abandonou as negociações. Os EUA cortaram a ajuda a Israel.
Durante a Guerra dos Seis Dias, de 5-10 de junho de 1967, Sharon foi decisivo na conquista da Península do Sinai. Seu momento de maior glória viria na Guerra do Yom Kippur, de 6-25 de outubro de 1973, quando o Egito tentou retomar o Sinai. Contrariando ordens, Sharon cercou o III Exército do Egito e estava prestes a aniquilá-lo quando a União Soviética entrou em alerta nuclear e ameaçou entrar na guerra.
Como ministro da Defesa, em 1982, Ariel Sharon comandou a invasão israelense ao Líbano para expulsar do país os líderes palestinos. Depois de tomar Beirute, em 18 de setembro do mesmo ano, o Exército de Israel acobertou a ação de milícias cristãs libanesas que realizaram um massacre nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, matando pelo menos 1,2 mil palestinos.
Testemunhas contam que helicópteros israelenses iluminaram os campos para auxiliar o massacre.
A milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus) nasceu como reação à invasão israelense ao Líbano. Com atentados terroristas suicidas, conseguiu expulsar do país as forças dos EUA, da França e de Israel.
Depois de deixar o Exército, Sharon entrou para o partido Likud. Serviu a vários governos direitistas israelenses antes de se tornar líder do partido, em 2000. Como ministro da Habitação, comandou a expansão das colônias israelenses nos territórios ocupados, ocupando pontos estratégicos para tornar a colonização um fato consumado, uma política da direita que foi seguida mesmo em governos mais à esquerda.
Em 2000, contrário à tentativa do presidente americano Bill Clinton em mediar negociações de paz entre o então primeiro-ministro Ehud Barak e o líder palestino Yasser Arafat, Sharon foi até o Monte do Templo, onde fica a Esplanada das Mesquitas, aparentemente apoiando os judeus que defendem a reconstrução do Templo de Jerusalém onde hoje estão as mesquitas.
Sua visita ao Monte do Templo, em 28 de setembro de 2000, deflagrou a Segunda Intifada, uma revolta palestina contra a ocupação israelense, enterrando definitivamente a iniciativa de paz de Clinton.
Em 2001, prometendo segurança, Sharon obteve uma vitória eleitoral esmagadora e se tornou chefe de governo de Israel até o derrame cerebral. No seu governo, foi construída a barreira de 700 quilômetros anexando na prática 8,5% da Cisjordânia ocupada ao território israelense.
Certo de que a segurança de Israel depende de um acordo de paz com os vizinhos e de fronteiras definitivas, em maio de 2003, Sharon aceitou o "roteiro para a paz" proposto pelos EUA, a Rússia e a União Europeia.
Em consequência, contrariando ministros da linha dura, decidiu fazer uma retirada unilateral das forças de Israel da Faixa de Gaza, concluída em 11 de setembro de 2005. Sob pressão de seus antigos aliados direitistas, Sharon deixou o Likud e fundou o Kadima (Avante) em 21 de novembro de 2005. A doença não o deixou levar adiante seu projeto de paz.
Pouco antes do acidente vascular cerebral de 4 de janeiro de 2006, que o deixou em coma até hoje, Sharon deixou o partido direitista Likud e fundou o centrista Kadima (Avante) com o objetivo específico de formar um governo com apoio político para negociar a paz.
Com a doença, Sharon foi substituído pelo ex-prefeito de Jerusalém Ehud Olmert. Envolvido em escândalos de corrupção, Olmert foi incapaz de ganhar a eleição. O poder voltou para Benjamin Netanyahu, do Likud, que sempre relutou em fazer as concessões necessárias à paz e só voltou a negociar sob intensa pressão dos Estados Unidos.
Para os israelenses, Sharon foi um dos grandes defensores da nação, com bravatas, bravura e ousadia, o Rei de Israel e o Leão de Deus. Já os palestinos o consideravam um criminoso de guerra envolvido nos piores massacres, um dos maiores símbolos da dor e do sofrimento.
"Um dos maiores generais da História de Israel", na visão do primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu, Sharon tinha 20 anos e comandava um batalhão na guerra da independência do país quando foi baleado e salvo um soldado heróico de 16 anos. Sua estratégia de combate sempre foi usar uma força esmagadora para aterrorizar e submeter o inimigo.
A lista de atrocidades atribuídas a Sharon é longa. Em 14 de outubro de 1953, suas tropas atacaram a cidade de Quíbia, na Cisjordânia, matando pelo menos 69 palestinos; dois terços eram mulheres e crianças. Uma escola, uma mesquita e 45 casas foram destruídas em retaliação a ataques lançados da Jordânia contra o Estado de Israel, criado em 1948.
Na época, havia uma negociação secreta em andamento com o presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser, que era o principal líder do mundo árabe. Indignado, Nasser abandonou as negociações. Os EUA cortaram a ajuda a Israel.
Durante a Guerra dos Seis Dias, de 5-10 de junho de 1967, Sharon foi decisivo na conquista da Península do Sinai. Seu momento de maior glória viria na Guerra do Yom Kippur, de 6-25 de outubro de 1973, quando o Egito tentou retomar o Sinai. Contrariando ordens, Sharon cercou o III Exército do Egito e estava prestes a aniquilá-lo quando a União Soviética entrou em alerta nuclear e ameaçou entrar na guerra.
Como ministro da Defesa, em 1982, Ariel Sharon comandou a invasão israelense ao Líbano para expulsar do país os líderes palestinos. Depois de tomar Beirute, em 18 de setembro do mesmo ano, o Exército de Israel acobertou a ação de milícias cristãs libanesas que realizaram um massacre nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, matando pelo menos 1,2 mil palestinos.
Testemunhas contam que helicópteros israelenses iluminaram os campos para auxiliar o massacre.
A milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus) nasceu como reação à invasão israelense ao Líbano. Com atentados terroristas suicidas, conseguiu expulsar do país as forças dos EUA, da França e de Israel.
Depois de deixar o Exército, Sharon entrou para o partido Likud. Serviu a vários governos direitistas israelenses antes de se tornar líder do partido, em 2000. Como ministro da Habitação, comandou a expansão das colônias israelenses nos territórios ocupados, ocupando pontos estratégicos para tornar a colonização um fato consumado, uma política da direita que foi seguida mesmo em governos mais à esquerda.
Em 2000, contrário à tentativa do presidente americano Bill Clinton em mediar negociações de paz entre o então primeiro-ministro Ehud Barak e o líder palestino Yasser Arafat, Sharon foi até o Monte do Templo, onde fica a Esplanada das Mesquitas, aparentemente apoiando os judeus que defendem a reconstrução do Templo de Jerusalém onde hoje estão as mesquitas.
Sua visita ao Monte do Templo, em 28 de setembro de 2000, deflagrou a Segunda Intifada, uma revolta palestina contra a ocupação israelense, enterrando definitivamente a iniciativa de paz de Clinton.
Em 2001, prometendo segurança, Sharon obteve uma vitória eleitoral esmagadora e se tornou chefe de governo de Israel até o derrame cerebral. No seu governo, foi construída a barreira de 700 quilômetros anexando na prática 8,5% da Cisjordânia ocupada ao território israelense.
Certo de que a segurança de Israel depende de um acordo de paz com os vizinhos e de fronteiras definitivas, em maio de 2003, Sharon aceitou o "roteiro para a paz" proposto pelos EUA, a Rússia e a União Europeia.
Em consequência, contrariando ministros da linha dura, decidiu fazer uma retirada unilateral das forças de Israel da Faixa de Gaza, concluída em 11 de setembro de 2005. Sob pressão de seus antigos aliados direitistas, Sharon deixou o Likud e fundou o Kadima (Avante) em 21 de novembro de 2005. A doença não o deixou levar adiante seu projeto de paz.
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Líderes golpistas da República Centro-Africana renunciam
O presidente da República Centro-Africana, Michel Djotodia, e o primeiro-ministro Nicolas Tiangaye renunciaram e deixaram o país ontem em meio a uma crise política, com temor de massacres de muçulmanos por cristãos depois de vários dias de confrontos de milícias.
Djotodia estava no poder desde 24 de março de 2013, quando o então presidente François Bozizé foi deposto pelo avanço da milícia muçulmana Séléka. Depois de semanas de conflito, fugiu para Cotonou, capital do Benin, que fica na região do Golfo da Guiné, na costa da África no Oceano Atlântico.
Há o temor agora de que grupos cristãos queiram se vingar de massacres cometidos nos últimos meses.
Djotodia estava no poder desde 24 de março de 2013, quando o então presidente François Bozizé foi deposto pelo avanço da milícia muçulmana Séléka. Depois de semanas de conflito, fugiu para Cotonou, capital do Benin, que fica na região do Golfo da Guiné, na costa da África no Oceano Atlântico.
Há o temor agora de que grupos cristãos queiram se vingar de massacres cometidos nos últimos meses.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Geração de empregos tem forte queda nos EUA
Ao contrário do que previu a estimativa da consultoria privada ADP, a economia dos Estados Unidos registrou um saldo de apenas 74 mil empregos novos em dezembro de 2013, bem abaixo dos mais de 200 mil de outubro e novembro, informou hoje o relatório oficial de emprego do Departamento do Trabalho.
Em outra pesquisa, o índice de desemprego caiu de 7% para 6,7%, mas isso se deve à redução do número de trabalhadores em busca de emprego.
Os dois dados sugerem uma forte desaceleração no mercado de trabalho. Isso deve levar o Comitê da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA, a reexaminar a redução do terceiro programa de alívio quantitativo, a compra de títulos das dívidas pública e hipotecária para jogar mais dinheiro em circulação.
Em outra pesquisa, o índice de desemprego caiu de 7% para 6,7%, mas isso se deve à redução do número de trabalhadores em busca de emprego.
Os dois dados sugerem uma forte desaceleração no mercado de trabalho. Isso deve levar o Comitê da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA, a reexaminar a redução do terceiro programa de alívio quantitativo, a compra de títulos das dívidas pública e hipotecária para jogar mais dinheiro em circulação.
China lidera comércio mundial de bens
Com um comércio exterior de bens de US$ 4,16 trilhões em 2013, a China se tornou líder mundial em exportações e importações de produtos industrializados, superando os Estados Unidos pela primeira vez, anunciou hoje o jornal britânico Financial Times.
Nos EUA, as exportações e importações de bens somaram US$ 3,57 trilhões nos primeiros 11 meses de 2013, tornando praticamente certo que não vão superar as chinesas no ano passado.
"É um marco no desenvolvimento do comércio exterior da nação", festejou o diretor de estatísticas da Administração de Aduanas da China, Zheng Yuesheng.
De acordo com dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2012, o comércio exterior de bens da China chegou a US$ 3,86 trilhões, apenas US$ 15 bilhões a menos do que os EUA ou o equivalente a um dia e meio de comércio internacional chinês.
Nos EUA, as exportações e importações de bens somaram US$ 3,57 trilhões nos primeiros 11 meses de 2013, tornando praticamente certo que não vão superar as chinesas no ano passado.
"É um marco no desenvolvimento do comércio exterior da nação", festejou o diretor de estatísticas da Administração de Aduanas da China, Zheng Yuesheng.
De acordo com dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2012, o comércio exterior de bens da China chegou a US$ 3,86 trilhões, apenas US$ 15 bilhões a menos do que os EUA ou o equivalente a um dia e meio de comércio internacional chinês.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Exército da Nigéria mata 38 jihadistas do Boko Haram
Soldados da Nigéria resistiram a um ataque do grupo extremista muçulmano Boko Haram (Não à educação ocidental) contra um quartel da cidade de Damboa, no Nordeste do país. Pelo menos 38 militantes e um soldado foram mortos.
O grupo Boko Haram lidera uma revolta para instalar o direito corânico na Nigéria em que mais de 2 mil pessoas foram mortas desde 2009.
O grupo Boko Haram lidera uma revolta para instalar o direito corânico na Nigéria em que mais de 2 mil pessoas foram mortas desde 2009.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Bundesbank adverte para o risco das bitcoins
O Bundesbank, o poderoso banco central da Alemanha, advertiu hoje para o risco de moedas virtuais como as bitcoins, que são altamente especulativas e não têm a menor garantia.
Em entrevista ao jornal alemão Handelsblatt, Carl-Ludwig Thiele, diretor do Bundesbank, lembrou que "não há qualquer garantia estatal. Os investidores podem perder todo o seu dinheiro. O banco está advertindo enfaticamente sobre estes riscos".
Os comentários de Thiele seguem na linha do alerta feito pelo Banco Central Europeu a respeito dos enormes riscos especulativos das bitcoins. No mês passado, a China proibiu as casas de câmbio virtuais de aceitar dinheiro novo para a compra de bitcoins.
Sua crescente popularidade atraiu até grandes investidores interessados em novos negócios. Em novembro de 2013, quando a cotação disparou, o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, admitiu os riscos mas falou que "também há áreas em que podem ser uma promessa de longo prazo".
Já em 2012 o BCE se preocupava com as moedas virtuais. Naquele ano, um estudo concluiu que elas não criariam um risco inflacionário se não houvesse uma grande emissão de moeda.
Em entrevista ao jornal alemão Handelsblatt, Carl-Ludwig Thiele, diretor do Bundesbank, lembrou que "não há qualquer garantia estatal. Os investidores podem perder todo o seu dinheiro. O banco está advertindo enfaticamente sobre estes riscos".
Os comentários de Thiele seguem na linha do alerta feito pelo Banco Central Europeu a respeito dos enormes riscos especulativos das bitcoins. No mês passado, a China proibiu as casas de câmbio virtuais de aceitar dinheiro novo para a compra de bitcoins.
Sua crescente popularidade atraiu até grandes investidores interessados em novos negócios. Em novembro de 2013, quando a cotação disparou, o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, admitiu os riscos mas falou que "também há áreas em que podem ser uma promessa de longo prazo".
Já em 2012 o BCE se preocupava com as moedas virtuais. Naquele ano, um estudo concluiu que elas não criariam um risco inflacionário se não houvesse uma grande emissão de moeda.
Setor privado cria mais 238 mil empregos nos EUA
As empresas privadas dos Estados Unidos geraram 238 mil empregos em dezembro de 2013, bem acima do esperado, estimou hoje a empresa de recursos humanos ADP, maior processadora de folhas de pagamento no país. Foi o melhor resultado desde novembro de 2012. Os dados de novembro de 2013 foram revisados para cima.
Os analistas de mercado esperavam um saldo de 200 mil empregos. Esse fortalecimento do mercado de trabalho aumenta a possibilidade de que o Comitê da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA, reduza ainda mais o programa de estímulo monetário à recuperação da economia, seu terceiro programa de alívio quantitativo desde a crise financeira de 2008.
Hoje foram divulgadas as minutas da reunião de dezembro, em que o Fed decidiu diminuir de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões mensais a compra de títulos públicos e hipotecários. O objetivo é aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e assim estimular a economia. As minutas revelam a moderação dos formuladores da política monetária dos EUA e uma preocupação de não atrapalhar a retomada do crescimento.
Se o mercado não espera sobressaltos, tenta adivinhar o próximo passo do Fed. Os índices Dow Jones e S&P 500, da Bolsa de Valores de Nova York, estão em queda, enquanto a bolsa Nasdaq registra pequena alta, sinal de que os investidores esperam o anúncio de mais uma redução.
Os analistas de mercado esperavam um saldo de 200 mil empregos. Esse fortalecimento do mercado de trabalho aumenta a possibilidade de que o Comitê da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA, reduza ainda mais o programa de estímulo monetário à recuperação da economia, seu terceiro programa de alívio quantitativo desde a crise financeira de 2008.
Hoje foram divulgadas as minutas da reunião de dezembro, em que o Fed decidiu diminuir de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões mensais a compra de títulos públicos e hipotecários. O objetivo é aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e assim estimular a economia. As minutas revelam a moderação dos formuladores da política monetária dos EUA e uma preocupação de não atrapalhar a retomada do crescimento.
Se o mercado não espera sobressaltos, tenta adivinhar o próximo passo do Fed. Os índices Dow Jones e S&P 500, da Bolsa de Valores de Nova York, estão em queda, enquanto a bolsa Nasdaq registra pequena alta, sinal de que os investidores esperam o anúncio de mais uma redução.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Primeiro carregamento de armas químicas deixa a Síria
O primeiro carregamento com as armas químicas desmanteladas da Síria deixou hoje o porto de Latakia num navio dinamarquês, como parte de um acordo para eliminar o arsenal químico da ditadura de Bachar Assad, informou a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).
Assad concordou em entregar as armas sob pressão dos Estados Unidos, que ameaçou bombardear a Síria em retaliação a um ataque químico que matou mais de 1,4 mil pessoas na periferia de Damasco em 21 de agosto de 2013.
Com mediação da Rússia, o regime sírio aceitou entregar uma lista de fábricas e arsenais de armas químicas, alegando ser completa, o que suscita dúvidas por causa da natureza ditatorial do governo Assad. Pelo menos não as usou mais.
Assad concordou em entregar as armas sob pressão dos Estados Unidos, que ameaçou bombardear a Síria em retaliação a um ataque químico que matou mais de 1,4 mil pessoas na periferia de Damasco em 21 de agosto de 2013.
Com mediação da Rússia, o regime sírio aceitou entregar uma lista de fábricas e arsenais de armas químicas, alegando ser completa, o que suscita dúvidas por causa da natureza ditatorial do governo Assad. Pelo menos não as usou mais.
Putin autoriza protestos a 15 km da Olimpíada de Sóchi
Sob pretexto de combater o terrorismo, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, permitiu a realização de manifestações de protesto durante a Olimpíada de Inverno de Sóchi, desde que autorizadas oficialmente e num local distante 15 quilômetros dos locais de provas de jogos.
Dois atentados que mataram 34 pessoas na cidade de Volgogrado renovaram a ameaça terrorista contra os Jogos feita pelo extremista muçulmano checheno Doku Umarov, autoproclamado emir do Norte do Cáucaso.
Em resposta, Putin mobilizou milhares de soldados e policiais, e ameaçou "aniquilar os terroristas", mas uma sombra paira sobre os Jogos de Sóchi, os mais caros até hoje, com custo de US$ 50 bilhões, no maior escândalo da corrupção da história olímpica.
Dois atentados que mataram 34 pessoas na cidade de Volgogrado renovaram a ameaça terrorista contra os Jogos feita pelo extremista muçulmano checheno Doku Umarov, autoproclamado emir do Norte do Cáucaso.
Em resposta, Putin mobilizou milhares de soldados e policiais, e ameaçou "aniquilar os terroristas", mas uma sombra paira sobre os Jogos de Sóchi, os mais caros até hoje, com custo de US$ 50 bilhões, no maior escândalo da corrupção da história olímpica.
Senado aprova primeira mulher para presidir Fed
Por 56-26, o Senado dos Estados Unidos aprovou hoje a indicação de Janet Yellen para presidir a Reserva Federal (Fed), o banco central americano, a partir de 1º de fevereiro de 2014. Será a primeira mulher a dirigir a instituição, que completou 100 anos em 23 de dezembro.
Janet Yellen, de 67 anos, era vice-presidente do Fed. É considerada demorada. Deve manter a política de retirada gradual do estímulo à economia através da compra de títulos, iniciada pelo atual presidente, Ben Bernanke, com um olho na inflação e o outro na taxa de desemprego.
No ano passado, Bernanke prometeu manter o programa de estímulos até que o desemprego caísse para 6,5%; está em 7%, o menor em cinco anos, mas ainda elevado. O total de títulos comprados mensalmente pelo Fed foi reduzido de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões neste mês. A economia dá sinais de recuperação, mas ainda há dúvidas sobre a consistência da retomada.
Janet Yellen, de 67 anos, era vice-presidente do Fed. É considerada demorada. Deve manter a política de retirada gradual do estímulo à economia através da compra de títulos, iniciada pelo atual presidente, Ben Bernanke, com um olho na inflação e o outro na taxa de desemprego.
No ano passado, Bernanke prometeu manter o programa de estímulos até que o desemprego caísse para 6,5%; está em 7%, o menor em cinco anos, mas ainda elevado. O total de títulos comprados mensalmente pelo Fed foi reduzido de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões neste mês. A economia dá sinais de recuperação, mas ainda há dúvidas sobre a consistência da retomada.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Jihadistas ameaçam matar quem apoiar governo do Iraque
O Estado Islâmico do Iraque e do Levante, um ramo da rede terrorista Al Caeda que tomou as cidades de Faluja e Ramadi, na província de Ambar, ameaçou hoje matar os civis que apoiarem a contraofensiva do Exército iraquiano para retomar as duas cidades.
Antes, o primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki tinha pedido aos moradores de Faluja que expulsassem os extremistas muçulmanos para poupar vidas no contra-ataque à cidade.
Antes, o primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki tinha pedido aos moradores de Faluja que expulsassem os extremistas muçulmanos para poupar vidas no contra-ataque à cidade.
Frio mortal atinge 170 milhões de norte-americanos
A pior onda de frio em duas décadas deixou a sensação térmica por efeito do vento em menos 50 graus centígrados em Minnesotta, no centro-norte dos Estados Unidos. Em todo o país, 140 milhões de pessoas foram afetadas pela massa de ar polar ártica, além de 30 milhões de canadenses. Desde quarta-feira, mais de 5 mil voos foram cancelados. Pelo menos 16 pessoas morreram.
Os EUA e o Canadá estão praticamente paralisados. Em algumas áreas de Boston, caíram 50 centímetros de neve. Em Indianápolis, o prefeito proibiu motoristas particulares de saírem às ruas para evitar acidentes. Em Nova York, a máxima hoje chegou a 13º C, mas a mínima prevista para amanhã é de -12º C.
Os EUA e o Canadá estão praticamente paralisados. Em algumas áreas de Boston, caíram 50 centímetros de neve. Em Indianápolis, o prefeito proibiu motoristas particulares de saírem às ruas para evitar acidentes. Em Nova York, a máxima hoje chegou a 13º C, mas a mínima prevista para amanhã é de -12º C.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Para Francisco vai a Jerusalém em maio
O papa Francisco anunciou hoje no Vaticano que vai a Israel, Jordânia e Cisjordânia de 24 a 26 de maio de 2014. Sua primeira visita à Terra Santa coincide com o esforço dos Estados Unidos para promover a paz entre israelenses e palestinos.
Até agora, é a única viagem do Sumo Pontífice da Igreja Católica programada para este ano e a segunda desde que Francisco veio à Jornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro de 23 a 28 de julho de 2013. No Oriente Médio, o papa vai a Jerusalém, Belém e Amã.
Até agora, é a única viagem do Sumo Pontífice da Igreja Católica programada para este ano e a segunda desde que Francisco veio à Jornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro de 23 a 28 de julho de 2013. No Oriente Médio, o papa vai a Jerusalém, Belém e Amã.
Lieberman: paz exige troca de territórios e populações
O ministro do Exterior linha-dura de Israel, Avigdor Lieberman, impõe condições para um acordo de paz com a criação de uma Palestina independente: o "triângulo" a sudeste de Haifa, onde a maioria da população é árabe, deve ser trocado pelas colônias israelenses na Cisjordânia ocupada.
Lieberman acredita que a proposta de paz dos Estados Unidos é a melhor possível, mas rejeita completamente o "direito de retorno" dos palestinos refugiados desde a criação do Estado de Israel, em 1948.
Entre as sugestões apresentadas pelo secretário de Estado americano, John Kerry, está o reconhecimento de Israel como um "Estado judaico". O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, é contra. Entende que seria a institucionalização da posição dos árabes israelenses como cidadãos de segunda classe.
Ao discursar na abertura da Conferência de Embaixadores do Ministério do Exterior de Israel, o chanceler de origem russa foi muito mais moderado do que antes, quando acusava Abbas de "terrorismo político" e considerava inaceitável a criação de um Estado palestino independente em futuro próximo, observou o jornal conservador The Times of Israel.
Em princípio, os palestinos exigem que a negociação tenha por base as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias (5-10 de junho de 1967), a retirada total das forças israelenses e o desmantelamento das colônias judaicas nos territórios árabes ocupados, o direito de retorno dos refugiados palestinos desde 1948 e a criação de uma Palestina independente com capital no setor árabe de Jerusalém.
Outro problema é a exigência de Israel de manter uma presença militar no vale do Rio Jordão, considerada desnecessária por Meir Dagan, ex-chefe do serviço de espionagem israelense Mossad: "Não tenho problema com quem alega que o vale do Jordão deva ser parte de Israel. O que me incomoda é apresentar isso como uma questão de segurança nacional".
Como "não há mais Exército do Iraque", argumentou Dagan, "não há mais uma frente oriental. Há paz com a Jordânia. Não vejo o vale do Jordão como crítico para a segurança de Israel".
O ex-chefe do Mossad atribui o empenho pessoal do secretário John Kerry à ambição de concorrer à Presidência dos EUA em 2016. A paz no Oriente Médio seria uma cartada importante na disputa com a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, cuja campanha já está nas redes sociais. Ele só acredita numa paz duradoura se for aprovada pela Liga Árabe.
Nos últimos anos, os governos de Israel tem ampliado a colonização do setor oriental de Jerusalém e da Cisjordânia para criar uma política de fato consumado. As colônias e a anexação de Jerusalém são hoje os maiores obstáculos a um acordo entre a ANP e Israel, com ou sem boicote do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), mais radical ainda na exigência de devolução dos territórios ocupados.
Lieberman acredita que a proposta de paz dos Estados Unidos é a melhor possível, mas rejeita completamente o "direito de retorno" dos palestinos refugiados desde a criação do Estado de Israel, em 1948.
Entre as sugestões apresentadas pelo secretário de Estado americano, John Kerry, está o reconhecimento de Israel como um "Estado judaico". O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, é contra. Entende que seria a institucionalização da posição dos árabes israelenses como cidadãos de segunda classe.
Ao discursar na abertura da Conferência de Embaixadores do Ministério do Exterior de Israel, o chanceler de origem russa foi muito mais moderado do que antes, quando acusava Abbas de "terrorismo político" e considerava inaceitável a criação de um Estado palestino independente em futuro próximo, observou o jornal conservador The Times of Israel.
Em princípio, os palestinos exigem que a negociação tenha por base as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias (5-10 de junho de 1967), a retirada total das forças israelenses e o desmantelamento das colônias judaicas nos territórios árabes ocupados, o direito de retorno dos refugiados palestinos desde 1948 e a criação de uma Palestina independente com capital no setor árabe de Jerusalém.
Outro problema é a exigência de Israel de manter uma presença militar no vale do Rio Jordão, considerada desnecessária por Meir Dagan, ex-chefe do serviço de espionagem israelense Mossad: "Não tenho problema com quem alega que o vale do Jordão deva ser parte de Israel. O que me incomoda é apresentar isso como uma questão de segurança nacional".
Como "não há mais Exército do Iraque", argumentou Dagan, "não há mais uma frente oriental. Há paz com a Jordânia. Não vejo o vale do Jordão como crítico para a segurança de Israel".
O ex-chefe do Mossad atribui o empenho pessoal do secretário John Kerry à ambição de concorrer à Presidência dos EUA em 2016. A paz no Oriente Médio seria uma cartada importante na disputa com a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, cuja campanha já está nas redes sociais. Ele só acredita numa paz duradoura se for aprovada pela Liga Árabe.
Nos últimos anos, os governos de Israel tem ampliado a colonização do setor oriental de Jerusalém e da Cisjordânia para criar uma política de fato consumado. As colônias e a anexação de Jerusalém são hoje os maiores obstáculos a um acordo entre a ANP e Israel, com ou sem boicote do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), mais radical ainda na exigência de devolução dos territórios ocupados.
sábado, 4 de janeiro de 2014
Estado Islâmico do Iraque e do Levante atacou Beirute
O Estado Islâmico do Iraque e do Levante, alinhado à rede terrorista Al Caeda, assumiu hoje a responsabilidade pelo atentado terrorista que matou cinco pessoas, inclusive uma jovem brasileira, há dois dias num bairro xiita do Sul da capital do Líbano, reduto da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá.
A explosão de um carro-bomba em 2 de janeiro foi o quinto atentado contra o Hesbolá desde julho. São tentativas de forçar a milícia xiita a reduzir sua participação na guerra civil da Síria, onde luta ao lado da ditadura de Bachar Assad, e defender suas bases em Beirute.
No enterro da brasileira Malak Zahwe, de 17 anos, nascida na Foz do Iguaçu, e de sua madrasta, o clima era de revolta ontem na capital libanesa. As duas faziam compras quando a bomba explodiu.
Ao justificar a autoria do ataque, os islamitas alegaram que suas forças foram atacadas pelo Hesbolá no Norte da Síria.
A explosão de um carro-bomba em 2 de janeiro foi o quinto atentado contra o Hesbolá desde julho. São tentativas de forçar a milícia xiita a reduzir sua participação na guerra civil da Síria, onde luta ao lado da ditadura de Bachar Assad, e defender suas bases em Beirute.
No enterro da brasileira Malak Zahwe, de 17 anos, nascida na Foz do Iguaçu, e de sua madrasta, o clima era de revolta ontem na capital libanesa. As duas faziam compras quando a bomba explodiu.
Ao justificar a autoria do ataque, os islamitas alegaram que suas forças foram atacadas pelo Hesbolá no Norte da Síria.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Primeiro-ministro da Índia abre caminho para Rahul Gandhi
Depois de quase dez anos no poder, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, anunciou hoje que vai renunciar ao cargo depois das eleições previstas para o verão de 2014 no Hemisfério Norte mesmo que o Partido do Congresso saia vencedor. Abre caminho para a ascensão à liderança de Rahul Gandhi, herdeiro político da dinastia dominante na história indiana.
Aos 81 anos, Manmohan Singh advertiu que uma vitória do líder da oposição, Narendra Modi, do Partido Bharatiya Janata, nacionalista hindu, será "desastrosa para o país" e destacou as "credenciais extraordinárias" de seu vice-líder.
Rahul Gandhi é filho do primeiro-ministro Rajiv Gandhi, assassinado por um terrorista tamil em 1991, e da atual líder do partido, a italiana Sonia Gandhi. É neto da primeira-ministra Indira Gandhi, assassinada em 1984 por um guarda-costas da seita sikh, e bisneto de Jawaharlal Nehru, o primeiro primeiro-ministro da Índia. Não tem qualquer parentesco com o herói da independência do país, Mohandas Gandhi, o Mahatma. Herdou o sobrenome Gandhi do marido da avó Indira, Feruze Gandhi.
Seus críticos argumentam que chegou a hora de se livrar de dinastias e eleger líderes populares e não herdeiros dos país da pátria.
Aos 81 anos, Manmohan Singh advertiu que uma vitória do líder da oposição, Narendra Modi, do Partido Bharatiya Janata, nacionalista hindu, será "desastrosa para o país" e destacou as "credenciais extraordinárias" de seu vice-líder.
Rahul Gandhi é filho do primeiro-ministro Rajiv Gandhi, assassinado por um terrorista tamil em 1991, e da atual líder do partido, a italiana Sonia Gandhi. É neto da primeira-ministra Indira Gandhi, assassinada em 1984 por um guarda-costas da seita sikh, e bisneto de Jawaharlal Nehru, o primeiro primeiro-ministro da Índia. Não tem qualquer parentesco com o herói da independência do país, Mohandas Gandhi, o Mahatma. Herdou o sobrenome Gandhi do marido da avó Indira, Feruze Gandhi.
Seus críticos argumentam que chegou a hora de se livrar de dinastias e eleger líderes populares e não herdeiros dos país da pátria.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Jihadistas tomam Faluja e Ramadi no Iraque
Duas importantes cidades de maioria sunita do Iraque foram tomadas hoje por extremistas muçulmanos ligados à rede terrorista Al Caeda. O Exército contra-ataca com artilharia pesada.
Em sua "guerra santa", os jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, fortalecidos pela guerra civil na Síria, ocuparam Faluja e Ramadi, libertaram os presos, tocaram fogo em delegacias de polícia e ocuparam mesquitas. Pelo menos 35 pessoas foram mortas.
O governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, dominado pela maioria xiita, enviou o Exército para tentar controlar a situação nas duas cidades da província de Ambar, um dos principais focos da insurgência sunita que se seguiu à invasão americana para derrubar o ditador Saddam Hussein, em 2003.
Em Faluja, quatro americanos foram mortos e seus cadáveres arrastados pelas ruas em abril de 2004, deflagrando a Primeira Batalha de Faluja, em que os Estados Unidos não conseguiram retomar a cidade mesmo matando cerca de 800 pessoas entre civis e rebeldes, enquanto perderam 27 americanos.
A Segunda Batalha de Faluja, travada de 7 de novembro a 23 de dezembro de 2004, foi o maior combate urbano enfrentado pelos fuzileiros navais dos EUA desde a batalha da cidade de Hué, no Vietnã, em 1968. Mais de 1,1 mil iraquianos e 95 americanos foram mortos.
Mais tarde, uma aliança dos EUA com líderes tribais contrários a Al Caeda levou ao chamado despertar sunita, mas o sectarismo do governo Maliki depois da retirada total dos militares americanos, em 2011, e a guerra civil síria nos últimos anos e nove meses realimentaram o conflito sectário.
A solução de longo prazo é mais democracia e uma melhor divisão do poder entre xiitas, sunitas e curdos. Em curto prazo, o risco é de guerra civil.
Em sua "guerra santa", os jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, fortalecidos pela guerra civil na Síria, ocuparam Faluja e Ramadi, libertaram os presos, tocaram fogo em delegacias de polícia e ocuparam mesquitas. Pelo menos 35 pessoas foram mortas.
O governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, dominado pela maioria xiita, enviou o Exército para tentar controlar a situação nas duas cidades da província de Ambar, um dos principais focos da insurgência sunita que se seguiu à invasão americana para derrubar o ditador Saddam Hussein, em 2003.
Em Faluja, quatro americanos foram mortos e seus cadáveres arrastados pelas ruas em abril de 2004, deflagrando a Primeira Batalha de Faluja, em que os Estados Unidos não conseguiram retomar a cidade mesmo matando cerca de 800 pessoas entre civis e rebeldes, enquanto perderam 27 americanos.
A Segunda Batalha de Faluja, travada de 7 de novembro a 23 de dezembro de 2004, foi o maior combate urbano enfrentado pelos fuzileiros navais dos EUA desde a batalha da cidade de Hué, no Vietnã, em 1968. Mais de 1,1 mil iraquianos e 95 americanos foram mortos.
Mais tarde, uma aliança dos EUA com líderes tribais contrários a Al Caeda levou ao chamado despertar sunita, mas o sectarismo do governo Maliki depois da retirada total dos militares americanos, em 2011, e a guerra civil síria nos últimos anos e nove meses realimentaram o conflito sectário.
A solução de longo prazo é mais democracia e uma melhor divisão do poder entre xiitas, sunitas e curdos. Em curto prazo, o risco é de guerra civil.
Passageiros de navio preso no gelo são resgatados
Todos os 52 turistas e cientistas a bordo do navio de pesquisas científicas russo Akademik Chokalsky, preso pelo gelo na Antártida desde 24 de dezembro de 2013, foram resgatados hoje por um helicóptero de duas hélices do navio quebra-gelo chinês Xue Long (Dragão da Neve). Eles estão a bordo do navio australiano Autora Australis. Os 22 tripulantes ficaram no Akademik Chokalsky.
O navio russo estava a cerca de 160 quilômetros a leste da base francesa de Dumont d'Urville quando o mar a seu redor congelou. Depois de várias tentativas fracassadas de navios quebra-gelo, hoje o tempo permitiu um resgate por helicóptero.
Foram necessárias várias viagens entre os navios russo e australiano para transportar as pessoas em grupos de 12. No fim do resgate, o professor Chris Turney, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, agradedeu via Twitter às autoridades chinesas e australianas "por todo seu trabalho duro".
Turney chefiava a missão que pretendia refazer em cinco meses a viagem feita pelo explorador australiano Douglas Mawson em 1911-14.
O navio russo estava a cerca de 160 quilômetros a leste da base francesa de Dumont d'Urville quando o mar a seu redor congelou. Depois de várias tentativas fracassadas de navios quebra-gelo, hoje o tempo permitiu um resgate por helicóptero.
Foram necessárias várias viagens entre os navios russo e australiano para transportar as pessoas em grupos de 12. No fim do resgate, o professor Chris Turney, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, agradedeu via Twitter às autoridades chinesas e australianas "por todo seu trabalho duro".
Turney chefiava a missão que pretendia refazer em cinco meses a viagem feita pelo explorador australiano Douglas Mawson em 1911-14.
Ano Novo, nome novo
Depois de oito anos, decidi mudar o nome deste blog de Vida Global para Globalização em Marcha. A proposta sempre foi tratar de assuntos internacionais em uma abordagem ampla com foco central nas relações entre política e economia, mas sem esquecer as questões sociais, culturais, militares e ambientais envolvidas nos jogos de poder deste planeta azul.
Vida Global nunca em agradou plenamente. A ideia veio da aldeia global do sociólogo canadense Herbert Marshall McLuhan, mas essa expressão original já estava patenteada. Globalização em Marcha apresenta melhor a proposta, que não mudou.
Vida Global nunca em agradou plenamente. A ideia veio da aldeia global do sociólogo canadense Herbert Marshall McLuhan, mas essa expressão original já estava patenteada. Globalização em Marcha apresenta melhor a proposta, que não mudou.
Fiat compra o resto da Chrysler
A Fábrica Italiana de Automóveis de Turismo (Fiat) vai pagar US$ 3,65 bilhões pelos 41,5% da empresa americana Chrysler que ainda não detinha. Com o anúncio, as ações da companhia italiana subiram 13% hoje.
Como parte no negócio, a Fiat vai dar mais US$ 700 milhões ao fundo de pensão Veba, do sindicato dos trabalhadores. A partir de agora, poderá fundir totalmente as operações das duas empresas, com ganhos de escala para reduzir custos.
Durante a crise financeira internacional de 2008-9 a indústria automobilística de capital americano correu o risco de desaparecer. O presidente Barack Obama decidiu colocar a General Motors e a Chrysler em concordata, sob controle do governo.
Depois de saneada, a GM foi privatizada. A Chrysler foi vendida parcialmente à Fiat. Agora, a companhia italiana torna-se a primeira empresa estrangeira a assumir o controle total de uma grande fábrica de automóveis dos Estados Unidos.
Como parte no negócio, a Fiat vai dar mais US$ 700 milhões ao fundo de pensão Veba, do sindicato dos trabalhadores. A partir de agora, poderá fundir totalmente as operações das duas empresas, com ganhos de escala para reduzir custos.
Durante a crise financeira internacional de 2008-9 a indústria automobilística de capital americano correu o risco de desaparecer. O presidente Barack Obama decidiu colocar a General Motors e a Chrysler em concordata, sob controle do governo.
Depois de saneada, a GM foi privatizada. A Chrysler foi vendida parcialmente à Fiat. Agora, a companhia italiana torna-se a primeira empresa estrangeira a assumir o controle total de uma grande fábrica de automóveis dos Estados Unidos.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
De Blasio promete luta contra desigualdade em Nova York
Ao tomar posse hoje como o 109º prefeito de Nova York, diante do ex-presidente Bill Clinton e da ex-secretária de Estado Hillary Clinton, pré-candidata à Casa Branca em 2016, depois de 20 anos de governos conservadores, o democrata Bill de Blasio prometeu "não perder tempo" na luta contra a desigualdade na cidade mais rica dos Estados Unidos.
Depois de prestar juramento sobre uma bíblia que pertenceu ao presidente Franklin Delano Roosevelt, De Blasio fez um discurso de 20 minutos num palanque armado diante da Prefeitura em que assumiu o compromisso de dar "uma orientação progressista" ao governo municipal de Nova York.
"Vamos fazer desta uma cidade unida", declarou o novo prefeito. "Esta missão - nossa marcha rumo a uma cidade mais justa e progressista, nossa marcha para manter viva a promessa de Nova York para as futuras gerações - começa hoje."
Depois de prestar juramento sobre uma bíblia que pertenceu ao presidente Franklin Delano Roosevelt, De Blasio fez um discurso de 20 minutos num palanque armado diante da Prefeitura em que assumiu o compromisso de dar "uma orientação progressista" ao governo municipal de Nova York.
"Vamos fazer desta uma cidade unida", declarou o novo prefeito. "Esta missão - nossa marcha rumo a uma cidade mais justa e progressista, nossa marcha para manter viva a promessa de Nova York para as futuras gerações - começa hoje."
Maconha é vendida e fumada legalmente no Colorado
Ao se tornar o primeiro estado americano a permitir a venda legal de maconha para uso recreativo, o Colorado foi saudado como a Amsterdã dos Estados Unidos, numa referência à liberalização do uso da droga na capital da Holanda. O resto do mundo observa com atenção esta legalização aprovada em referendos no Colorado e no estado de Washington junto com as eleições de 2012 nos EUA.
Com a expectativa de uma nova onda de turistas interessados em fumar maconha legalmente, o Colorado reforçou o policiamento, especialmente nas estações de esqui, temendo que o abuso da droga aumente o número de acidentes.
A maconha ainda é proibida pela lei federal dos EUA, mas o governo Barack Obama promete não intervir nos estados que decidiram democraticamente autorizar pessoas maiores de 21 anos e usar a droga em locais privados. Dezenove estados já permitiam o uso medicinal da droga.
Com a expectativa de uma nova onda de turistas interessados em fumar maconha legalmente, o Colorado reforçou o policiamento, especialmente nas estações de esqui, temendo que o abuso da droga aumente o número de acidentes.
A maconha ainda é proibida pela lei federal dos EUA, mas o governo Barack Obama promete não intervir nos estados que decidiram democraticamente autorizar pessoas maiores de 21 anos e usar a droga em locais privados. Dezenove estados já permitiam o uso medicinal da droga.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Números de 2013 do FT indicam queda do Brasil
Com crescimento pífio, inflação alta e destruição irracional de recursos naturais, 2013 foi um ano ruim para a economia brasileira, o que confirmam os Números do Ano escolhidos pela redação do Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa.
Entre os destaques negativos do ano, as perdas de US$ 30 bilhões das empresas de Eike Batista e de US$ 200 bilhões no valor de mercado da Petrobrás desde 2009, e o aumento de 28% no desmatamento da Amazônia, reflexo da aprovação do novo Código (anti)Florestal.
As ações do Twitter estrearam na bolsa de valores com alta de 70%, tornando mais 1,6 mil investidores em milionários. A Apple está montada em 10% do total de dinheiro que as empresas americanas guardam em seus cofres.
Para comprar 150 Boeings 777, a maior ordem já feita à empresa, a companhia aérea Emirates Airlines vai pagar US$ 55,6 bilhões.
O preço médio dos dez melhores curso de mestrado de tempo integral em administração de empresas (MBAs) subiu para US$ 107 mil.
Entre os destaques negativos do ano, as perdas de US$ 30 bilhões das empresas de Eike Batista e de US$ 200 bilhões no valor de mercado da Petrobrás desde 2009, e o aumento de 28% no desmatamento da Amazônia, reflexo da aprovação do novo Código (anti)Florestal.
As ações do Twitter estrearam na bolsa de valores com alta de 70%, tornando mais 1,6 mil investidores em milionários. A Apple está montada em 10% do total de dinheiro que as empresas americanas guardam em seus cofres.
Para comprar 150 Boeings 777, a maior ordem já feita à empresa, a companhia aérea Emirates Airlines vai pagar US$ 55,6 bilhões.
O preço médio dos dez melhores curso de mestrado de tempo integral em administração de empresas (MBAs) subiu para US$ 107 mil.
Letônia entra na Eurozona com dinheiro russo suspeito
Em 1º de janeiro de 2014, a ex-república soviética da Letônia será o 18º país a adotar o euro, a moeda comum da União Europeia, abalada pela crise das dívidas públicas de países da periferia. Leva consigo para a Zona do Euro um sistema financeiro inchado por depósitos suspeitos, especialmente de russos.
Nove meses depois de resgatar a pequena ilha de Chipre, também considerada um centro de lavagem de dinheiro sujo das máfias da Rússia e da antiga União Soviética, a Eurozona enfrenta a possibilidade de entrada de um fluxo ainda maior de recursos de origem suspeita.
"Assim que a Letônia aderir ao euro, deve haver um forte aumento no influxo de dinheiro suspeito", adverte o professor Mark Galeotti, da Universidade de Nova York, um pesquisador especializado no crime organizado na ex-URSS. "A Letônia tem um ambiente político altamente permissivo e montou uma grande infraestrutura para gerenciar os fundos que vêm do Leste."
A Letônia tem um total de 20 bancos, uma média extremamente alta de um banco para cada 100 mil habitantes. Destes, 13 vivem sobretudo de dinheiro vindo do exterior na tentativa das autoridades econômicas da era pós-soviética de criar uma alternativa a centro financeiros como Zurique e Londres. Em vez de emprestar dinheiro, são "bancos de investimentos".
Depois de uma pequena queda nos depósitos de 2008-10 por causa da crise, o volume de depósitos cresceu rapidamente nos últimos dois anos, revela a agência de notícias americana Associated Press.
Nove meses depois de resgatar a pequena ilha de Chipre, também considerada um centro de lavagem de dinheiro sujo das máfias da Rússia e da antiga União Soviética, a Eurozona enfrenta a possibilidade de entrada de um fluxo ainda maior de recursos de origem suspeita.
"Assim que a Letônia aderir ao euro, deve haver um forte aumento no influxo de dinheiro suspeito", adverte o professor Mark Galeotti, da Universidade de Nova York, um pesquisador especializado no crime organizado na ex-URSS. "A Letônia tem um ambiente político altamente permissivo e montou uma grande infraestrutura para gerenciar os fundos que vêm do Leste."
A Letônia tem um total de 20 bancos, uma média extremamente alta de um banco para cada 100 mil habitantes. Destes, 13 vivem sobretudo de dinheiro vindo do exterior na tentativa das autoridades econômicas da era pós-soviética de criar uma alternativa a centro financeiros como Zurique e Londres. Em vez de emprestar dinheiro, são "bancos de investimentos".
Depois de uma pequena queda nos depósitos de 2008-10 por causa da crise, o volume de depósitos cresceu rapidamente nos últimos dois anos, revela a agência de notícias americana Associated Press.
Presidente e rebelde do Sudão do Sul negociam a paz
O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e o ex-vice-presidente e líder rebelde Riek Machar, concordaram em iniciar negociações de paz através de representantes, em Adis Abeba, a capital da vizinha Etiópia, para acabar com uma guerra civil que matou mais de mil pessoas nas últimas duas semanas.
Há expectativa de acerto de um cessar-fogo imediato para evitar uma tragédia ainda maior no país mais novo do mundo.
Há expectativa de acerto de um cessar-fogo imediato para evitar uma tragédia ainda maior no país mais novo do mundo.
70 jornalistas morreram exercendo profissão em 2013
Pelo menos 70 jornalistas foram mortos em serviço em 2013, dos quais 29 na Síria e 10 no Iraque, anunciou ontem o Comitê de Proteção a Jornalistas, uma organização não governamental com sede em Nova York.
Os mortos na Síria são repórteres que documentaram os combates em suas comunidades, jornalistas de rádios e televisões controladas pelo governo ou pelos rebeldes, e alguns correspondentes internacionais como Mohamed al-Messama, assassinado por um franco atirador. Além dos mortos, pelo menos 60 jornalistas foram sequestrados na Síria; 30 ainda estão desaparecidos.
No Egito, seis jornalistas foram mortos, a metade em 14 de agosto, quando as forças de segurança abriram fogo contra manifestantes da Irmandade Muçulmana que protestavam contra o golpe que derrubou o presidente Mohamed Mursi em 3 de julho.
"O Oriente Médio transformou-se numa zona de morte para jornalistas", declarou o presidente do comitê, Robert Mahoney, citado pela agência de notícias Associated Press. "A sociedade internacional precisa obrigar governos e grupos rebeldes a reonhecer o status civil dos jornalistas e perseguir seus assassinos".
Outros fatores responsáveis pela morte de repórteres foram corrupção, violência policial e tráfico de drogas, em países como Bangladesh, Brasil, Colômbia, Filipinas, Índia, Paquistão e Rússia. Pela primeira vez em uma década, não houve denúncia de assassinato de jornalistas no México.
Os mortos na Síria são repórteres que documentaram os combates em suas comunidades, jornalistas de rádios e televisões controladas pelo governo ou pelos rebeldes, e alguns correspondentes internacionais como Mohamed al-Messama, assassinado por um franco atirador. Além dos mortos, pelo menos 60 jornalistas foram sequestrados na Síria; 30 ainda estão desaparecidos.
No Egito, seis jornalistas foram mortos, a metade em 14 de agosto, quando as forças de segurança abriram fogo contra manifestantes da Irmandade Muçulmana que protestavam contra o golpe que derrubou o presidente Mohamed Mursi em 3 de julho.
"O Oriente Médio transformou-se numa zona de morte para jornalistas", declarou o presidente do comitê, Robert Mahoney, citado pela agência de notícias Associated Press. "A sociedade internacional precisa obrigar governos e grupos rebeldes a reonhecer o status civil dos jornalistas e perseguir seus assassinos".
Outros fatores responsáveis pela morte de repórteres foram corrupção, violência policial e tráfico de drogas, em países como Bangladesh, Brasil, Colômbia, Filipinas, Índia, Paquistão e Rússia. Pela primeira vez em uma década, não houve denúncia de assassinato de jornalistas no México.
Total de mortos na guerra civil síria chega a 130 mil
Mais de 130 mil pessoas foram mortas na guerra civil iniciada em 15 de março de 2011 na Síria, estimou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres, informa a televisão pública britânica BBC.
Governo frustra golpe na República Democrática do Congo
As forças de segurança da República Democrática do Congo derrotaram ontem uma tentativa de golpe de um pequeno grupo rebelde liderado por Paul Joseph Mukungubila, que obteve 0,35% dos votos na eleição presidencial de 2006. O golpe fracassou por falta de apoio popular e pelo apoio ao presidente Joseph Kabila dentro das Forças Armadas.
Os primeiros tiros foram disparados às 9h em Kinshasa. Homens armados ocuparam a Rádio e a Televisão Nacional do Congo para divulgar um comunicando anunciando a tomada do poder, enquanto outros rebeldes atacavam o aeroporto internacional N'Djili e o Campo Tchatchi, uma das duas grandes bases militares da capital.
Ao ocupar a RTV, cerca de 30 golpistas tomaram reféns e declararam que "Gideon Mukungubila veio libertar vocês da escravidão de Ruanda", numa referência ao apoio de Ruanda à revolução que depôs o ditador Joseph Mobutu e levou Laurent Kabila, pai do atual presidente, ao poder em 1997.
Mas os militares legalistas cortaram o sinal da transmissão antes que eles pudessem concluir a mensagem. Outros 40, de um total de cerca de 70 rebeldes, se dividiram em dois grupos de 20 para atacar o aeroporto e o quartel.
O Exército do Congo anunciou ter matado 40 rebeldes.
Os primeiros tiros foram disparados às 9h em Kinshasa. Homens armados ocuparam a Rádio e a Televisão Nacional do Congo para divulgar um comunicando anunciando a tomada do poder, enquanto outros rebeldes atacavam o aeroporto internacional N'Djili e o Campo Tchatchi, uma das duas grandes bases militares da capital.
Ao ocupar a RTV, cerca de 30 golpistas tomaram reféns e declararam que "Gideon Mukungubila veio libertar vocês da escravidão de Ruanda", numa referência ao apoio de Ruanda à revolução que depôs o ditador Joseph Mobutu e levou Laurent Kabila, pai do atual presidente, ao poder em 1997.
Mas os militares legalistas cortaram o sinal da transmissão antes que eles pudessem concluir a mensagem. Outros 40, de um total de cerca de 70 rebeldes, se dividiram em dois grupos de 20 para atacar o aeroporto e o quartel.
O Exército do Congo anunciou ter matado 40 rebeldes.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Atentado contra trólebus mata mais 14 em Volgogrado
O segundo atentado terrorista suicida em dois dias contra a cidade de Volgogrado, no Sul da Rússia, matou pelo menos 14 pessoas hoje elevando o total de mortos para 31. Aumenta a ameaça dos extremistas muçulmanos de sabotar a Olimpíada de Inverno de Sóchi, que começa em 7 de fevereiro de 2014, observa a televisão americana CNN.
As autoridades russas disseram que as duas bombas eram da mesma natureza. Ontem, o alvo foi a estação ferroviária da cidade, antes conhecida como Stalingrado, cenário da batalha mais importante da Segunda Guerra Mundial. O presidente Vladimir Putin prometeu um combate implacável aos jihadistas.
Putin foi nomeado primeiro-ministro da Rússia pelo então presidente Boris Yeltsin, em 1999. Seu primeiro desafio foi a rebelião no Norte do Cáucaso, principalmente na república da Chechênia, que derrotara o Exército da Rússia na Primeira Guerra da Chechênia (1994-96) e foi esmagada na Segunda Guerra da Chechênia (1999-2000), que continua desde então com ações de menor intensidade, especialmente terroristas.
Em consequência deste conflito, houve violentas ações terroristas contra o Teatro Dubrovk, em Moscou, de 23 a 26 de outubro de 2002, com pelo menos 170 mortes; uma escola primária em Beslã, na Ossétia do Norte, em 2004, de 1º a 3 de setembro de 2004, com 334 mortes; e contra duas estações do metrô de Moscou, em 29 de março de 2010, com 40 mortos.
As autoridades russas disseram que as duas bombas eram da mesma natureza. Ontem, o alvo foi a estação ferroviária da cidade, antes conhecida como Stalingrado, cenário da batalha mais importante da Segunda Guerra Mundial. O presidente Vladimir Putin prometeu um combate implacável aos jihadistas.
Putin foi nomeado primeiro-ministro da Rússia pelo então presidente Boris Yeltsin, em 1999. Seu primeiro desafio foi a rebelião no Norte do Cáucaso, principalmente na república da Chechênia, que derrotara o Exército da Rússia na Primeira Guerra da Chechênia (1994-96) e foi esmagada na Segunda Guerra da Chechênia (1999-2000), que continua desde então com ações de menor intensidade, especialmente terroristas.
Em consequência deste conflito, houve violentas ações terroristas contra o Teatro Dubrovk, em Moscou, de 23 a 26 de outubro de 2002, com pelo menos 170 mortes; uma escola primária em Beslã, na Ossétia do Norte, em 2004, de 1º a 3 de setembro de 2004, com 334 mortes; e contra duas estações do metrô de Moscou, em 29 de março de 2010, com 40 mortos.
domingo, 29 de dezembro de 2013
Arábia Saudita dá ajuda militar de US$ 3 bi ao Líbano
Diante da desestabilização do Líbano pela guerra civil na Síria, a Arábia Saudita vai dar uma ajuda militar de US$ 3 bilhões ao país, anunciou hoje o presidente libanês, Michel Suleiman.
As monarquias ricas em petróleo do Golfo Pérsico, que são sunitas, temem o fortalecimento da milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), que luta ao lado da ditadura de Bachar Assad na Síria com a ajuda do Irã.
No fundo, há uma disputa pelo poder regional entre a Arábia Saudita e o Irã, entre sunitas e xiitas. Com o desinteresse dos Estados Unidos de intervir militarmente na Síria e sua reaproximação com o Irã, a monarquia saudita passou em 2013 a adotar uma política externa mais independente de Washington.
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Mulher-bomba mata 16 em atentado no Sul da Rússia
A 42 dias da abertura da Olimpíada de Inverno em Sóchi, uma terrorista suicida explodiu os explosivos que trazia junto ao corpo na estação central de trens de Volgogrado, a antiga Stalingrado, no Sul da Rússia, matando pelo menos 16 pessoas e ferindo gravamente outras 40.
O líder jihadista Doku Umarov ameaçou atacar os Jogos de Inverno deste ano, alegando que serão realizados em territórios muçulmanos conquistados durante a expansão do Império Russo, no século 19. É a guerra civil no Norte do Cáucaso, resultado de dois séculos de conflito na região.
Com custo de US$ 50 bilhões, os Jogos de Sóchi já são os mais caros da história, marcados por escândalos de corrupção envolvendo o presidente e homem-forte da Rússia, Vladimir Putin. Sóchi fica a cerca de 700 km de Volgogrado.
O líder jihadista Doku Umarov ameaçou atacar os Jogos de Inverno deste ano, alegando que serão realizados em territórios muçulmanos conquistados durante a expansão do Império Russo, no século 19. É a guerra civil no Norte do Cáucaso, resultado de dois séculos de conflito na região.
Com custo de US$ 50 bilhões, os Jogos de Sóchi já são os mais caros da história, marcados por escândalos de corrupção envolvendo o presidente e homem-forte da Rússia, Vladimir Putin. Sóchi fica a cerca de 700 km de Volgogrado.
sábado, 28 de dezembro de 2013
Bombardeio a feira livre mata 21 em Alepo
Pelo menos 21 pessoas morreram hoje num bombardeio aéreo da ditadura de Bachar Assad contra uma feira livre no bairro de Tarik al-Bab, dominado pelos rebeldes na cidade de Alepo, no Norte da Síria.
O ataque foi realizado às 10 horas da manhã, quando a feira estava cheia de gente.
Na véspera do Natal, um bombardeio aérea matara 15 pessoas em Alepo, a segunda cidade mais importante da Síria, devastada há dois anos e nove meio por uma guerra civil em que mais de 100 mil pessoas foram mortas.
Diante da omissão da sociedade internacional, que reluta em apoiar militarmente uma rebelião onde a luta contra Assad é liderada cada vez mais por extremistas muçulmanos, o ditador tenta esmagar a população civil das áreas dominadas pelos rebeldes.
O ataque foi realizado às 10 horas da manhã, quando a feira estava cheia de gente.
Na véspera do Natal, um bombardeio aérea matara 15 pessoas em Alepo, a segunda cidade mais importante da Síria, devastada há dois anos e nove meio por uma guerra civil em que mais de 100 mil pessoas foram mortas.
Diante da omissão da sociedade internacional, que reluta em apoiar militarmente uma rebelião onde a luta contra Assad é liderada cada vez mais por extremistas muçulmanos, o ditador tenta esmagar a população civil das áreas dominadas pelos rebeldes.
Egito mata cinco e prende 265 irmãos muçulmanos
Pelo menos cinco membros da Irmandade Muçulmana, o maior movimento político do Egito, que foi declarado terrorista pelo governo, foram mortos em confrontos com as forças de segurança do país e 265 foram presos. Três policiais morreram, inclusive um chefe de polícia.
A Irmandade Muçulmana é um movimento fundamentalista muçulmano fundado pelo egípcio Hassan al-Bana em 1928 para reislamizar os muçulmanos depois de mais de um século de colonialismo ocidental. Não liderou as manifestações de massa que derrubaram o ditador Hosni Mubarak (1981-2011), mas foi a maior beneficiária.
Como única organização oposicionista organizada, a Irmandade e seu partido político conquistaram a maioria dos votos nas eleições parlamentares pós-revolução e elegeram Mohamed Mursi como primeiro presidente escolhido democraticamente da História do Egito.
Depois de um ano de governo autoritário, Mursi foi derrubado por um golpe militar em 3 de julho de 2013. Desde então, há um clima de permanente tensão entre o regime militar e os irmãos muçulmanos, que se consideram os representantes legítimos do povo egípcio.
Ao deslegitimar a Irmandade Muçulmana como um grupo terrorista, o governo militar sabe que não tem como suprimir uma corrente de opinião tão forte no país.
O problema é que os militares, que mandam no Egito desde que a Revolução dos Coronéis depôs o rei Faruk, em 1952, e levou Gamal Abdel Nasser ao poder, têm interesses políticos e econômicos. Marcam posição para defender os seus feudos.
A Irmandade Muçulmana é um movimento fundamentalista muçulmano fundado pelo egípcio Hassan al-Bana em 1928 para reislamizar os muçulmanos depois de mais de um século de colonialismo ocidental. Não liderou as manifestações de massa que derrubaram o ditador Hosni Mubarak (1981-2011), mas foi a maior beneficiária.
Como única organização oposicionista organizada, a Irmandade e seu partido político conquistaram a maioria dos votos nas eleições parlamentares pós-revolução e elegeram Mohamed Mursi como primeiro presidente escolhido democraticamente da História do Egito.
Depois de um ano de governo autoritário, Mursi foi derrubado por um golpe militar em 3 de julho de 2013. Desde então, há um clima de permanente tensão entre o regime militar e os irmãos muçulmanos, que se consideram os representantes legítimos do povo egípcio.
Ao deslegitimar a Irmandade Muçulmana como um grupo terrorista, o governo militar sabe que não tem como suprimir uma corrente de opinião tão forte no país.
O problema é que os militares, que mandam no Egito desde que a Revolução dos Coronéis depôs o rei Faruk, em 1952, e levou Gamal Abdel Nasser ao poder, têm interesses políticos e econômicos. Marcam posição para defender os seus feudos.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Carro-bomba mata ex-ministro no Líbano
A explosão de um carro-bomba perto de um hotel de luxo numa zona de comércio forte de Beirute matou hoje Mohamed Chatah, ex-ministro das Finanças do Líbano, ex-assessor do ex-primeiro-ministro Saad Hariri e crítico feroz da milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus) e do ditador sírio, Bachar Assad.
Outras cinco pessoas morreram na hora e 15 saíram gravemente feridas.
É mais um passo para a desestabilização do Líbano pela guerra civil na vizinha Síria. O Hesbolá negou responsabilidade pelo atentado, mas é o maior suspeito.
Outras cinco pessoas morreram na hora e 15 saíram gravemente feridas.
É mais um passo para a desestabilização do Líbano pela guerra civil na vizinha Síria. O Hesbolá negou responsabilidade pelo atentado, mas é o maior suspeito.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
China anuncia crescimento de 7,6% em 2013
A economia da China, a segunda maior do mundo, cresceu 7,6% em 2013, previu hoje o presidente da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento, Xu Shaoshi, um pouco menos do que os 7,7% de 2012 e um pouco acima da previsão oficial de 7,5%. Mas muitos economistas desconfiam as estatísticas do regime comunista chinês, que não tem grande compromisso com a verdade.
"Não podemos negar que houve pressões contra o crescimento econômico", admitiu Xu, citando a crise internacional e a queda na demanda pelas exportações chinesas. O resultado final indica uma desaceleração no último trimestre de 2013, depois de taxas anuais de 7,7% no primeiro trimestre, 7,5% no segundo e 7,8% no terceiro.
"Não podemos negar que houve pressões contra o crescimento econômico", admitiu Xu, citando a crise internacional e a queda na demanda pelas exportações chinesas. O resultado final indica uma desaceleração no último trimestre de 2013, depois de taxas anuais de 7,7% no primeiro trimestre, 7,5% no segundo e 7,8% no terceiro.
Primeiro-ministro do Japão homenageia criminosos de guerra
Sob protestos da China e da Coreia do Norte, o primeiro-ministro Shinzo Abe visitou hoje o santuário xintoísta de Yasukuni, no centro de Tóquio, onde estão enterrados os criminosos de guerra do Japão na Segunda Guerra Mundial.
Abe é um nacionalista interessado em restaurar o poderio econômico e militar do Japão para fazer frente ao extraordinário crescimento chinês. Sempre que um primeiro-ministro japonês visita o santuário, alega fazê-lo para homenagear os militares japoneses mortos em guerras. Entre eles, estão os condenados pelo Tribunal de Crimes de Guerra de Tóquio.
Abe é um nacionalista interessado em restaurar o poderio econômico e militar do Japão para fazer frente ao extraordinário crescimento chinês. Sempre que um primeiro-ministro japonês visita o santuário, alega fazê-lo para homenagear os militares japoneses mortos em guerras. Entre eles, estão os condenados pelo Tribunal de Crimes de Guerra de Tóquio.
Encomendas à indústria sobem 3,5% nos EUA
Num sinal de consolidação da recuperação da economia dos Estados Unidos depois da Grande Recessão de 2008-9, as encomendas de bens duráveis à indústria avançaram 3,5% em novembro, superando amplamente a expectativa média dos economistas, que era de 2%.
As ordens de bens de capital de fora do setor de defesa subiram 4,5%, na maior alta desde janeiro. Esse aumento indica um
Em outra pesquisa, o Departamento do Comércio revisou para queda de 2,4% as vendas de casas novas em novembro, projetando um total anual de 464 mil unidades residenciais, mas o número de outubro foi revisto para cima, projetando vendas anuais de 474 mil casas, o ritmo mais forte desde julho de 2008, antes do agravamento da crise.
As ordens de bens de capital de fora do setor de defesa subiram 4,5%, na maior alta desde janeiro. Esse aumento indica um
Em outra pesquisa, o Departamento do Comércio revisou para queda de 2,4% as vendas de casas novas em novembro, projetando um total anual de 464 mil unidades residenciais, mas o número de outubro foi revisto para cima, projetando vendas anuais de 474 mil casas, o ritmo mais forte desde julho de 2008, antes do agravamento da crise.
Esquerda sem rumo
A esquerda latino-americana não discute. Tem certezas. Tem a História na mão? Não, desde a queda do Muro de Berlim e do colapso do comunismo. É uma realidade que a esquerda latino-americana, que apoia Fidel, Chávez e outros caudilhos que a esquerda europeia rejeita, insiste em ignorar.
Enquanto direita e esquerda forem democráticas, tudo bem, mas o socialismo democrático é a social-democracia. O PT e o lulismo são social-democratas, mas o MST não é. Como vivi sob uma ditadura e prezo minha liberdade, não gostaria de viver sob um governo do MST, nem do camarada Kim Jong Un ou dos irmãos Castro.
Como sou contra a tirania, posso me identificar com a blogueira cubana Yoani Sánchez, com os intelectuais e artistas dissidentes chineses, com os sindicalistas que vaiaram o enterro de Lady Thatcher, com os líbios que se livraram de Kadafi com a ajuda da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), com os sírios não fundamentalistas que tentam se livrar de Assad, com os egípcios na Praça da Libertação, com as vítimas da ditadura argentina que denunciaram a omissão do novo papa na época e de todas as ditaduras latino-americanas. Na Guatemala, estão julgando o general Efraín Ríos Montt, ditador de plantão quando passei lá, em 1982, mas o Brasil esquece deliberadamente o guarda de banco que o Lamarca matou. Também foi vítima, também merecia reparação e reconhecimento, a família merecia indenização, mas a Comissão é da Meia-Verdade.
Estou do lado da liberdade individual, da maioria desarmada que não quer se submeter ao poder arbitrário do Estado seja em nome de que ideologia for.
Como o mundo não é preto e branco, só quem é extremista pode ter certezas. Qualquer ideia política que se considere progressista tem de promover a emancipação humana. Para isso, é preciso que as pessoas tenham suas necessidades básicas atendidas e uma educação de qualidade para poder pensar com a própria cabeça e não a do partido.
O marxismo-leninismo se tornou uma doutrina reacionária e autoritária com origem no autoritarismo alemão que pretende falar em nome do povo sem ter delegação para isso. É usada para justificar os mais variados abusos dos direitos humanos e arbitrariedades, corrupção, tortura...
Desde 1989, desde a queda do Muro, as revoluções são feitas para lutar pela liberdade. As pessoas vão para o meio da praça lutar pela liberdade e não gritar slogans socialistas e marxistas, pedir a estatização dos meios de produção, a não ser na América Latina, o continente do atraso, onde as esquerdas são teleguiadas pelo Estado.
Neste sentido, reacionário é quem luta contra as revoluções liberais que fazem parte das últimas ondas de democratização iniciadas pelo fim da Guerra Fria e a queda do Muro de Berlim.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Rússia liberta roqueiras da banda Pussy Riot
Duas roqueiras da banda Pussy Riot condenadas a dois anos de prisão por protestar contra o presidente Vladimir Putin e profanar a Catedral do Cristo Salvador, em Moscou, foram soltas hoje por causa de uma anistia concedida pelo homem-forte da Rússia, mas desafiaram a decisão.
"Se pudesse rejeitar essa anistia, teria rejeitadado", declarou Maria Alekhina, de 25 anos, descrevendo a anistia como uma "vergonha": "Não acredito que seja um gesto humanitário, mas, sim, um golpe de relações públicas".
Ao sair da prisão em Krasnoyarsk, na Sibéria, sob uma temperatura de 25 graus negativos, Nadja Tolokonnikova, repetiu o mantra da oposição: "Rússia sem Putin".
"Se pudesse rejeitar essa anistia, teria rejeitadado", declarou Maria Alekhina, de 25 anos, descrevendo a anistia como uma "vergonha": "Não acredito que seja um gesto humanitário, mas, sim, um golpe de relações públicas".
Ao sair da prisão em Krasnoyarsk, na Sibéria, sob uma temperatura de 25 graus negativos, Nadja Tolokonnikova, repetiu o mantra da oposição: "Rússia sem Putin".
domingo, 22 de dezembro de 2013
Rebeldes tomam capital de estado no Sudão do Sul
O país mais novo do mundo, independente desde 9 de julho de 2011, está à beira de uma guerra civil potencialmente devastadora. As forças rebeldes leais ao vice-presidente Riek Machar tomaram Bentiu, capital do estado petroleirode Unidade. O conflito com as tropas do presidente Salva Kiir Mayardit tem origens tribais.
A missão das Nações Unidas no Sudão do Sul mandou todos os funcionários não essenciais neste momento saírem do Sudão do Sul, enquanto enviados especiais dos Estados Unidos e da Nigéria tentam evitar um agravamento do conflito em que mais de 500 pessoas foram mortas.
A missão das Nações Unidas no Sudão do Sul mandou todos os funcionários não essenciais neste momento saírem do Sudão do Sul, enquanto enviados especiais dos Estados Unidos e da Nigéria tentam evitar um agravamento do conflito em que mais de 500 pessoas foram mortas.
sábado, 21 de dezembro de 2013
Mais da metade dos brasileiros não tem coleta de esgotos
Cerca de 52% da população brasileira vivem em lares sem ligação com a rede de esgotos, 38% dos esgotos coletados não são tratados e 8 milhões ainda defecam ao ar livre, "uma afronta à dignidade humana", na visão da relatora especial das Nações Unidas para o direito a água e saneamento básico, Catarina de Albuquerque.
"Esta situação leva muito a viverem com seus próprios dejetos na porta de casa", lamentou a relatora da ONU no final de uma visita em que esteve em Brasília, no Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Belém de 9 a 19 de dezembro de 2013.
Mesmo reconhecendo os avanços dos últimos anos, Catarina terminou a viagem "com um sentimento doce e amargo. Doce devido aos progressos realizados. Amargo porque tenho presentes as vozes e caras dos vários brasileiros que conheci e com quem falei para os quais o direito humano a água e sanemaneot ainda constitui uma realidade distante".
Os maiores problemas estão nas favelas e nas zonas rurais.
"Esta situação leva muito a viverem com seus próprios dejetos na porta de casa", lamentou a relatora da ONU no final de uma visita em que esteve em Brasília, no Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Belém de 9 a 19 de dezembro de 2013.
Mesmo reconhecendo os avanços dos últimos anos, Catarina terminou a viagem "com um sentimento doce e amargo. Doce devido aos progressos realizados. Amargo porque tenho presentes as vozes e caras dos vários brasileiros que conheci e com quem falei para os quais o direito humano a água e sanemaneot ainda constitui uma realidade distante".
Os maiores problemas estão nas favelas e nas zonas rurais.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
EUA crescem em ritmo de 4,1% ao ano
A terceira e última revisão do produto interno bruto dos Estados Unidos indicou um crescimento de 4,1% ao ano no terceiro trimestre de 2013, superando os 3,6% do cálculo anterior. Foi a maior taxa em dois anos e a segunda maior desde que o país saiu da recessão, em 2009.
Os novos dados indicam um fortalecimento do consumo pessoal, que representa mais de dois terços do PIB americano.
Os novos dados indicam um fortalecimento do consumo pessoal, que representa mais de dois terços do PIB americano.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
EUA reduzem gradualmente compra de títulos
A partir de janeiro de 2014, a Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, vai reduzir sua compra mensal de títulos de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões, anunciou ontem seu presidente Ben Bernanke. A medida era esperada pelo mercado havia meses.
O programa de "alívio quantitativo" foi lançado para injetar mais dinheiro na economia depois que a taxa básica de juros foi rebaixada a praticamente zero para combater a crise financeiro de 2008-9. Bernanke acrescentou que os juros continuarão neste patamar até que a taxa de desemprego caia para 6,5% ao ano ou a inflação passe da meta informal perseguida pelo Fed, de 2% ao ano.
No mundo inteiro, a moeda americana se valoriza. As bolsas de valores da Ásia, o polo mais dinâmico da economia mundial, operam em alta porque os EUA são um dos maiores mercados para seus produtos industriais, ao lado da Europa e cada vez mais da China.
O programa de "alívio quantitativo" foi lançado para injetar mais dinheiro na economia depois que a taxa básica de juros foi rebaixada a praticamente zero para combater a crise financeiro de 2008-9. Bernanke acrescentou que os juros continuarão neste patamar até que a taxa de desemprego caia para 6,5% ao ano ou a inflação passe da meta informal perseguida pelo Fed, de 2% ao ano.
No mundo inteiro, a moeda americana se valoriza. As bolsas de valores da Ásia, o polo mais dinâmico da economia mundial, operam em alta porque os EUA são um dos maiores mercados para seus produtos industriais, ao lado da Europa e cada vez mais da China.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
EUA ainda mantêm 158 presos em Guantânamo
Com a repatriação na segunda-feira de dois sauditas presos sem julgamento há um ano e de dois sudaneses prevista para hoje, o número de presos na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba, caiu para 158.
O fechamento do centro de detenção ilegal de Guantânamo, criado em 2002 pelo governo George W. Bush para negar aos suspeitos de terrorismo os direitos garantidos pela Convenção de Genebra sobre Prisioneiros de Guerra, foi uma promessa da primeira campanha presidencial de Barack Obama.
No primeiro dia de seu governo, Obama baixou um decreto para iniciar procedimentos visando levar os detidos para julgamento nos EUA ou seus países de origem e acabar. Mas, no único caso semelhante julgado por um tribunal civil americano, o juiz rejeitou 384 provas obtidas ilegalmente sob coação e tortura.
Sob pressão dos republicanos, temendo a absolvição de terroristas perigosos, Obama manteve o centro de detenção. Pode desidratá-lo pouco a pouco, mas não há sinais de um plano para fechá-lo definitivamente.
O fechamento do centro de detenção ilegal de Guantânamo, criado em 2002 pelo governo George W. Bush para negar aos suspeitos de terrorismo os direitos garantidos pela Convenção de Genebra sobre Prisioneiros de Guerra, foi uma promessa da primeira campanha presidencial de Barack Obama.
No primeiro dia de seu governo, Obama baixou um decreto para iniciar procedimentos visando levar os detidos para julgamento nos EUA ou seus países de origem e acabar. Mas, no único caso semelhante julgado por um tribunal civil americano, o juiz rejeitou 384 provas obtidas ilegalmente sob coação e tortura.
Sob pressão dos republicanos, temendo a absolvição de terroristas perigosos, Obama manteve o centro de detenção. Pode desidratá-lo pouco a pouco, mas não há sinais de um plano para fechá-lo definitivamente.
Rússia faz concessões para fechar acordo com a Ucrânia
Depois de rejeitar um acordo de associação proposto pela União Europeia, o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovitch, se encontrou ontem com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para fechar um acordo em que Moscou deu um desconto de 33% no preço do gás natural e prometeu comprar US$ 15 bilhões da dívida pública ucraniana.
Yanukovitch é o mesmo homem de Moscou que seria beneficiário de uma fraude eleitoral impedida pela Revolução Laranja em 2004. Os desentendimentos dentro da coligação laranja o levaram ao poder. Ele tratou de encarcerar a ex-primeira-ministra Yulia Timochenko e a fazer o jogo do Kremlin.
O acordo com a UE não restringiria as relações econômicas entre Rússia e Ucrânia, mas os russos não têm como concorrer com o Ocidente. Por isso, Putin tenta impor um acordo para criar seu próprio bloco comercial, enquanto as multidões nas ruas de Kiev querem fazer parte da Europa e não de um arremedo da extinta União Soviética.
Putin segue em frente com seu projeto de restaurar pelo menos parte do poder imperial da URSS. O sonho deste ex-diretor do serviço secreto pós-KGB que se tornou homem-forte da Rússia é submeter o que os russos chamam de "exterior próximo", as antigas repúblicas que formavam a URSS, o império interior soviético. A Ucrânia era a mais importante, depois da Rússia.
O marco do início da história russa é a adoção do cristianismo como religião oficial pelo príncipe Vladimir, de Kiev, em 988. A Rússia Kievana foi o primeiro estado russo e Kiev hoje é a capital da Ucrânia. Assim, para o nacionalismo russo, a Ucrânia é parte da Rússia.
A união foi formalizada em 1654. Quando a URSS se formou, em 1922, foram criadas repúblicas que em tese teriam o direito de se separar, mas sob o império comunista isso nunca saiu do papel.
Em 1954, para festejar os 300 anos de união, o ucraniano Nikita Kruschev, secretário-geral do Partido Comunista da URSS, entregou a região da Crimeia, onde os russos são maioria de 70%, de presente à Ucrânia, mais uma vez com a certeza de que as repúblicas soviéticas eslavas jamais se separariam.
Quando Rússia, Ucrânia e Bielorrússia decidiram criar a Comunidade de Estados Independentes, no Tratado de Minsk, de 1991, acabaram com a URSS. Putin lamenta o que considera a "maior catástrofe geopolítica do século 20". Gostaria de ser um ditador soviético.
Na separação amigável, o grande problema era a Frota do Mar Negro, uma das principais da URSS, baseada em Sebastopol, na Crimeia, desde o século 18. Depois de prometer não prorrogar o arrendamento da base além de 2017, Yanikovitch aceitou estendê-lo até 2042, com a opção ir até 2047.
Putin vive seu momento de glória. Foi considerado o homem mais poderoso do mundo pela revista Forbes, mas nada pode estar mais distante da realidade. Ele ganhou pontos quando a Rússia se propôs a mediar um acordo para eliminar as armas químicas da Síria, evitando um bombardeio punitivo dos Estados Unidos. Mas também pode, sem querer, ter jogado uma corda de salvação para Obama, que corria o risco de não receber autorização do Congresso para usar a força.
A maioria dos comentaristas internacionais repudia as intervenções militares dos EUA, mas considera fraqueza ameaçar e não atacar. No clássico da estratégia A Arte da Guerra, Sun Tzu afirma que a maior vitória é ganhar a guerra sem disparar um tiro.
Se o objetivo de Obama era eliminar o arsenal químico sírio, mesmo que seja incompleto, se Assad não usar mais armas químicas, foi parcialmente atingido. Ao não bombardear a Síria, os EUA evitaram se envolver diretamente num conflito em que confiam cada vez menos nos rebeldes armados, onde jihadistas ligados à rede terrorista Al Caeda têm um papel cada vez mais preponderante no campo de batalha.
Há pouco mais de um ano, a queda de Assad parecia certa. O aliado de Putin foi salvo. A Rússia voltou a ter alguma influência no Oriente Médio, o que não acontecia desde que Anuar Sadat abancou a URSS e aliou o Egito aos EUA, em 1977, para fazer a paz com Israel e recuperar a Península do Sinai, ocupada na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Mas talvez interesse aos EUA e especialmente a seu aliado Israel a continuação da guerra civil na Síria. Enquanto Assad e extremistas muçulmanos estiverem se matando, a exemplo do que aconteceu na Guerra Irã-Iraque (1980-88), Israel estará mais tranquilo do que com jihadistas ou um Assad vitorioso do outro lado do Mar da Galileia.
O bombardeio a Assad também atrapalharia um objetivo estratégico dos EUA, impedir que o Irã faça a bomba atômica. A Síria é a maior aliada do Irã no mundo árabe. Uma reaproximação EUA-Irã alivia a pressão sobre Assad, para revolta da Arábia Saudita, que pela primeira vez discorda abertamente da política americana para o Oriente Médio por causa da Síria e do Irã.
Enquanto prende ativistas do Greenpeace contrários à exploração de petróleo no Oceano Ártico, persegue gays, ativistas dos direitos humanos, quaisquer oposicionistas e jornalistas, promove a olimpíada mais corrupta da história e fecha a mais antiga agência de notícias do país, substituindo-a por uma agência de propaganda, que influência tem Putin sobre o resto do mundo? Escassa. Pode ameaçar a Ucrânia, que depende do gás russo. Todo inverno ele arruma uma desculpa para fechar o gasoduto.
De resto, o poder da Rússia pode se expandir exponencialmente se o país modernizar sua economia e explorar os recursos naturais sem paralelo de seu vasto território. Mas disso Putin não entende. Prefere sonhar com o renascimento de um stalinismo puro, sem ideologia.
Yanukovitch é o mesmo homem de Moscou que seria beneficiário de uma fraude eleitoral impedida pela Revolução Laranja em 2004. Os desentendimentos dentro da coligação laranja o levaram ao poder. Ele tratou de encarcerar a ex-primeira-ministra Yulia Timochenko e a fazer o jogo do Kremlin.
O acordo com a UE não restringiria as relações econômicas entre Rússia e Ucrânia, mas os russos não têm como concorrer com o Ocidente. Por isso, Putin tenta impor um acordo para criar seu próprio bloco comercial, enquanto as multidões nas ruas de Kiev querem fazer parte da Europa e não de um arremedo da extinta União Soviética.
Putin segue em frente com seu projeto de restaurar pelo menos parte do poder imperial da URSS. O sonho deste ex-diretor do serviço secreto pós-KGB que se tornou homem-forte da Rússia é submeter o que os russos chamam de "exterior próximo", as antigas repúblicas que formavam a URSS, o império interior soviético. A Ucrânia era a mais importante, depois da Rússia.
O marco do início da história russa é a adoção do cristianismo como religião oficial pelo príncipe Vladimir, de Kiev, em 988. A Rússia Kievana foi o primeiro estado russo e Kiev hoje é a capital da Ucrânia. Assim, para o nacionalismo russo, a Ucrânia é parte da Rússia.
A união foi formalizada em 1654. Quando a URSS se formou, em 1922, foram criadas repúblicas que em tese teriam o direito de se separar, mas sob o império comunista isso nunca saiu do papel.
Em 1954, para festejar os 300 anos de união, o ucraniano Nikita Kruschev, secretário-geral do Partido Comunista da URSS, entregou a região da Crimeia, onde os russos são maioria de 70%, de presente à Ucrânia, mais uma vez com a certeza de que as repúblicas soviéticas eslavas jamais se separariam.
Quando Rússia, Ucrânia e Bielorrússia decidiram criar a Comunidade de Estados Independentes, no Tratado de Minsk, de 1991, acabaram com a URSS. Putin lamenta o que considera a "maior catástrofe geopolítica do século 20". Gostaria de ser um ditador soviético.
Na separação amigável, o grande problema era a Frota do Mar Negro, uma das principais da URSS, baseada em Sebastopol, na Crimeia, desde o século 18. Depois de prometer não prorrogar o arrendamento da base além de 2017, Yanikovitch aceitou estendê-lo até 2042, com a opção ir até 2047.
Putin vive seu momento de glória. Foi considerado o homem mais poderoso do mundo pela revista Forbes, mas nada pode estar mais distante da realidade. Ele ganhou pontos quando a Rússia se propôs a mediar um acordo para eliminar as armas químicas da Síria, evitando um bombardeio punitivo dos Estados Unidos. Mas também pode, sem querer, ter jogado uma corda de salvação para Obama, que corria o risco de não receber autorização do Congresso para usar a força.
A maioria dos comentaristas internacionais repudia as intervenções militares dos EUA, mas considera fraqueza ameaçar e não atacar. No clássico da estratégia A Arte da Guerra, Sun Tzu afirma que a maior vitória é ganhar a guerra sem disparar um tiro.
Se o objetivo de Obama era eliminar o arsenal químico sírio, mesmo que seja incompleto, se Assad não usar mais armas químicas, foi parcialmente atingido. Ao não bombardear a Síria, os EUA evitaram se envolver diretamente num conflito em que confiam cada vez menos nos rebeldes armados, onde jihadistas ligados à rede terrorista Al Caeda têm um papel cada vez mais preponderante no campo de batalha.
Há pouco mais de um ano, a queda de Assad parecia certa. O aliado de Putin foi salvo. A Rússia voltou a ter alguma influência no Oriente Médio, o que não acontecia desde que Anuar Sadat abancou a URSS e aliou o Egito aos EUA, em 1977, para fazer a paz com Israel e recuperar a Península do Sinai, ocupada na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Mas talvez interesse aos EUA e especialmente a seu aliado Israel a continuação da guerra civil na Síria. Enquanto Assad e extremistas muçulmanos estiverem se matando, a exemplo do que aconteceu na Guerra Irã-Iraque (1980-88), Israel estará mais tranquilo do que com jihadistas ou um Assad vitorioso do outro lado do Mar da Galileia.
O bombardeio a Assad também atrapalharia um objetivo estratégico dos EUA, impedir que o Irã faça a bomba atômica. A Síria é a maior aliada do Irã no mundo árabe. Uma reaproximação EUA-Irã alivia a pressão sobre Assad, para revolta da Arábia Saudita, que pela primeira vez discorda abertamente da política americana para o Oriente Médio por causa da Síria e do Irã.
Enquanto prende ativistas do Greenpeace contrários à exploração de petróleo no Oceano Ártico, persegue gays, ativistas dos direitos humanos, quaisquer oposicionistas e jornalistas, promove a olimpíada mais corrupta da história e fecha a mais antiga agência de notícias do país, substituindo-a por uma agência de propaganda, que influência tem Putin sobre o resto do mundo? Escassa. Pode ameaçar a Ucrânia, que depende do gás russo. Todo inverno ele arruma uma desculpa para fechar o gasoduto.
De resto, o poder da Rússia pode se expandir exponencialmente se o país modernizar sua economia e explorar os recursos naturais sem paralelo de seu vasto território. Mas disso Putin não entende. Prefere sonhar com o renascimento de um stalinismo puro, sem ideologia.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Rochas da Antártida podem conter diamantes
Cientistas australianos descobriram rochas na Antártida do tipo que costuma ter diamantes. A exploração mineral do continente gelado está protegida por tratados internacionais e os desafios para perfurar grossas camadas de gelo para extrair as pedras preciosas seria um gigantesco desafio.
O Tratado Antártico proíbe a mineração até 2048 e presume que será estendida indefinidamente.
O Tratado Antártico proíbe a mineração até 2048 e presume que será estendida indefinidamente.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Violência política mata mais 16 pessoas em Xinjiang
Mais 16 pessoas foram mortas na província de Xinjiang, no Noroeste da China, onde os muçulmanos uigures lutam contra as política de assimilação cultural da "sinificação", informou o governo regional.
A província é base do Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental, o nome muçulmano da região. O atentado terrorista recente na Praça da Paz Celestial, em Beijim, foi atribuído a militantes uigures.
A província é base do Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental, o nome muçulmano da região. O atentado terrorista recente na Praça da Paz Celestial, em Beijim, foi atribuído a militantes uigures.
Papa não se preocupa com acusação de marxismo
Desde que atacou o sistema capitalista, o papa Francisco foi acusado de ser marxista e de ter ressuscitado a Teologia da Libertação, que misturava as ideias de Karl Marx, o pai do comunismo, com a doutrina social da Igreja Católica. Mas não está preocupado.
Em entrevista ao jornal La Stampa, de Turim, Francisco declarou que "a ideologia marxista está errada", mas "conheço muitos marxistas que são gente boa e por isso não me sinto ofendido".
Em entrevista ao jornal La Stampa, de Turim, Francisco declarou que "a ideologia marxista está errada", mas "conheço muitos marxistas que são gente boa e por isso não me sinto ofendido".
domingo, 15 de dezembro de 2013
Bachelet é eleita presidente do Chile pela segunda vez
Com 62% dos votos válidos depois de apuradas 90% das urnas, a ex-presidente socialista Michelle Bachelet foi eleita presidente do Chile pela segunda vez, derrotando a direitista Evelyn Matthei no segundo turno, disputado hoje.
Durante a campanha, Bachelet prometeu aumentar os impostos sobre empresas para aumentar o investimento público em educação. A privatização do ensino, uma herança da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-90), revigorou o movimento estudantil nos últimos anos.
Bachelet também está sob pressão para reformar a Constituição para livrá-la dos resquícios da ditadura militar.
Durante a campanha, Bachelet prometeu aumentar os impostos sobre empresas para aumentar o investimento público em educação. A privatização do ensino, uma herança da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-90), revigorou o movimento estudantil nos últimos anos.
Bachelet também está sob pressão para reformar a Constituição para livrá-la dos resquícios da ditadura militar.
sábado, 14 de dezembro de 2013
SPD aprova grande coligação com Merkel
O Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), de centro-esquerda, aprovou hoje a formação de uma grande aliança com a União Democrata-Cristã (CDU), liderada pela chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel.
Merkel governou com o SPD no seu primeiro mandato, de 2005-9. Em 2009, fez aliança com o Partido Liberal-Democrata (FDU). Nas últimas eleições, em setembro de 2013, seu parceiro preferido para se coligar não obteve a votação de 5% dos votos, o limite mínimo para entrar no Reichstag, a Câmara do Parlamento da Alemanha.
Merkel governou com o SPD no seu primeiro mandato, de 2005-9. Em 2009, fez aliança com o Partido Liberal-Democrata (FDU). Nas últimas eleições, em setembro de 2013, seu parceiro preferido para se coligar não obteve a votação de 5% dos votos, o limite mínimo para entrar no Reichstag, a Câmara do Parlamento da Alemanha.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Execução de tio de Kim suscita dúvidas sobre Coreia do Norte
A execução do tio e mentor do ditador Kim Jong Un no processo de transição na Coreia do Norte levanta várias dúvidas sobre a luta interna pelo poder na ditadura comunista de Pionguiangue. Jang Song Taek era considerado o segundo homem mais poderoso do país. Foi condenado e executado sob acusações de corrupção e traição.
Na versão oficial do regime stalinista norte-coreano, Jang aproveitou a morte do ditador Kim Jong Il, pai do atual líder, em dezembro de 2011, para tentar usurpar o poder. O processo forjado e a execução sumária têm todas as característcias dos julgamentos da ditadura de Josef Stalin na URSS.
Uma possibilidade é que o próprio Kim esteja afirmando sua autoridade eliminando o número dois do regime, o que é mais provável, já que numa ditadura o segundo é sempre uma ameaça.
Mas, como o regime comunista é colegiado, outros autocratas podem querer deixar claro para Kim os limites de sua autoridade.
Na versão oficial do regime stalinista norte-coreano, Jang aproveitou a morte do ditador Kim Jong Il, pai do atual líder, em dezembro de 2011, para tentar usurpar o poder. O processo forjado e a execução sumária têm todas as característcias dos julgamentos da ditadura de Josef Stalin na URSS.
Uma possibilidade é que o próprio Kim esteja afirmando sua autoridade eliminando o número dois do regime, o que é mais provável, já que numa ditadura o segundo é sempre uma ameaça.
Mas, como o regime comunista é colegiado, outros autocratas podem querer deixar claro para Kim os limites de sua autoridade.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Hollande quer reforçar parceria estratégica com o Brasil
O presidente François Hollande era esperado hoje em Brasília, onde tem encontros marcados hoje com a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para "reforçar a parceria estratégica" bilateral com a França, anunciou em Paris o Palácio do Eliseu.
Tanto o comércio quanto os investimentos bilaterais cresceram nos últimos anos. A França é o quinto país com mais investimentos estrangeiros no Brasil.
Vários contratos serão assinados durante a visita, entre eles o relativo à participação da empresa francesa Total no consórcio que vai operar o campo petrolífero de Libra.
O Brasil deve fechar a compra de um satélite de telecomunicações de uso civil e militar das empresas Thalès e Arianespace no valor de 400 milhões de euros.
Um terceiro negócio, de mais de 1 bilhão de euros, seria a construção de uma usina nuclear em Angra dos Reis pelo grupo francês Areva.
Amanhã, o presidente da França vai a São Paulo para um encontro com empresários.
A visita também aproveita o atual esfriamento nas relações bilaterais entre os Estados Unidos e o Brasil por causa da espionagem americana.
Tanto o comércio quanto os investimentos bilaterais cresceram nos últimos anos. A França é o quinto país com mais investimentos estrangeiros no Brasil.
Vários contratos serão assinados durante a visita, entre eles o relativo à participação da empresa francesa Total no consórcio que vai operar o campo petrolífero de Libra.
O Brasil deve fechar a compra de um satélite de telecomunicações de uso civil e militar das empresas Thalès e Arianespace no valor de 400 milhões de euros.
Um terceiro negócio, de mais de 1 bilhão de euros, seria a construção de uma usina nuclear em Angra dos Reis pelo grupo francês Areva.
Amanhã, o presidente da França vai a São Paulo para um encontro com empresários.
A visita também aproveita o atual esfriamento nas relações bilaterais entre os Estados Unidos e o Brasil por causa da espionagem americana.
Monarquias árabes querem estrangeiros fora da Síria
O Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico, uma organização internacional que une as monarquias petroleiras do Oriente Médio sob a liderança da Arábia Saudita, pediu ontem a retirada de todas as forças estrangeiras da guerra civil na Síria.
Numa declaração, o CCG acusou o ditador sírio, Bachar Assad, de cometer genocídio, usar armas pesadas e armas químicas. A milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) e a milícia Bassij, da Guarda Revolucionária do Irã lutam na Síria ao lado de Assad.
Numa declaração, o CCG acusou o ditador sírio, Bachar Assad, de cometer genocídio, usar armas pesadas e armas químicas. A milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) e a milícia Bassij, da Guarda Revolucionária do Irã lutam na Síria ao lado de Assad.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
EUA e UE param de apoiar o Exército da Síria Livre
Os Estados Unidos e a União Europeia anunciaram hoje que só darão ajuda não letal ao Exército da Síria Livre, que teria sido infiltrado por extremistas muçulmanos.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Obama: "Mandela libertou prisioneiros e carcereiros"
Ao participar hoje do funeral do herói negro sul-africano Nelson Mandela junto com a presidente Dilma Rousseff e chefes de Estado e de governo do mundo inteiro, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi muito aplaudido ao destacar que "Mandela libertou não só os prisioneiros, mas também os carcereiros".
Obama cumprimentou o ditador de Cuba, Raúl Castro. Foi a primeira vez desde a revolução de 1959 que um presidente dos EUA cumprimentou um dirigente supremo de Cuba em público.
Obama cumprimentou o ditador de Cuba, Raúl Castro. Foi a primeira vez desde a revolução de 1959 que um presidente dos EUA cumprimentou um dirigente supremo de Cuba em público.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Tailândia dissolve Parlamento e convoca eleições
Diante da pressão das ruas, a primeira-ministra Yingluck Shinawatra anunciou há pouco a decisao de dissolver o Parlamento da Tailândia e convocar eleições antecipadas dentro de 60 dias.
Yingluck Shinawatra está sob intensa pressão do movimento amarelo, que a acusa de ser um fantoche do irmão, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto e exilado em 2006 sob acusação de corrupção.
Yingluck Shinawatra está sob intensa pressão do movimento amarelo, que a acusa de ser um fantoche do irmão, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto e exilado em 2006 sob acusação de corrupção.
sábado, 7 de dezembro de 2013
Diretor-geral brasileiro consegue aprovar acordo na OMC
Como resultado do esforço e do talento diplomático do embaixador brasileiro Roberto Azevêdo, novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, a OMC chegou na madrugada de hoje, em Báli, na Indonésia, um acordo de "facilitação de comércio" capaz de resultar em novos negócios no total de US$ 1 trilhão em uma década.
A grande dificuldade foi convencer a Índia, que resistia a uma liberalização do setor agrícola, de grande interesse para o Brasil, temendo comprometer o programa de segurança alimentar que usa para combater a fome. O governo brasileiro não se empenhou a fundo nas negociações.
No último momento, a Alternativa Bolivarista para as Américas (Alba), liderada pela Venezuela, tentou incluir uma cláusula exigindo o fim do boicote comercial dos EUA a Cuba. Como a OMC opera por consenso, o acordo esteve prestes a ser abandonado. Mas esses países menores e sem uma agenda positiva desistiram.
Por "facilitação de comércio", entendem-se medidas para acelerar a tramitação dos processos de importação, que variam de 5 dias, em média, na União Europeia até 100 dias no Chade.
A grande dificuldade foi convencer a Índia, que resistia a uma liberalização do setor agrícola, de grande interesse para o Brasil, temendo comprometer o programa de segurança alimentar que usa para combater a fome. O governo brasileiro não se empenhou a fundo nas negociações.
No último momento, a Alternativa Bolivarista para as Américas (Alba), liderada pela Venezuela, tentou incluir uma cláusula exigindo o fim do boicote comercial dos EUA a Cuba. Como a OMC opera por consenso, o acordo esteve prestes a ser abandonado. Mas esses países menores e sem uma agenda positiva desistiram.
Por "facilitação de comércio", entendem-se medidas para acelerar a tramitação dos processos de importação, que variam de 5 dias, em média, na União Europeia até 100 dias no Chade.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Economia dos EUA gerou 203 mil empregos em novembro
Em mais um sinal de recuperação, a economia dos Estados Unidos criou 203 mil empregos a mais do que fechou em novembro de 2013, superando a expectativa dos economistas, que era de 185 mil vagas, anunciou hoje o Departamento do Trabalho.
O desemprego, medido em outra pesquisa, que avalia quem procurou trabalho e não conseguiu, caiu de 7,3% para 7%, o menor nível em cinco anos. Aproxima-se dos 6,5% indicados pelo presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Ben Bernanke, como marco de volta à normalidade quando prometeu manter o programa de compra de títuloss para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação.
O desemprego, medido em outra pesquisa, que avalia quem procurou trabalho e não conseguiu, caiu de 7,3% para 7%, o menor nível em cinco anos. Aproxima-se dos 6,5% indicados pelo presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Ben Bernanke, como marco de volta à normalidade quando prometeu manter o programa de compra de títuloss para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Morre Nelson Mandela, último grande estadista desta era
O líder negro Nelson Mandela, maior responsável pela transição pacífica da África do Sul do regime segragacionista do apartheid, um dos regimes mais odiosos do mundo contemporâneo, para a democracia, morreu hoje aos 95 anos em Pretória, a capital do país, anunciou agora há pouco o presidente sul-africano Jacob Zuma.
"A nação perdeu seu melhor filho; o povo perdeu seu pai", declarou Zuma.
Mandela passou 27 anos preso até ser libertado em 11 de fevereiro de 1990 para negociar com o regime que o encarcerou. Até sua imagem era proibida no país. A pneumonia que o matou hoje foi resultado das condições desumanas na prisão da ilha de Robben, onde ficou 16 anos.
Influenciado pelas ideias do líder pacifista da independência da Índia, o Mahatma Gandhi, baseadas na resistência pacífica e na desobediência civil do naturalista norte-americano Henry David Thoreau, nos anos 1940, Mandela entrou para a Liga Jovem do Congresso Nacional Africano (CNA). Depois da morte de 69 negros no Massacre de Sharpeville, em 1960, o CNA entrou para a luta armada.
Nelson Mandela era o líder do braço armado do CNA, Umkhonto we Sizwe, a Lança da Nação. Quando voltava de treinamento militar no exterior, foi preso, em 1962, e condenado à morte em 1964. A sentença depois foi reformada para prisão perpétua. Durante o julgamento, ele disse que estava lutando contra a ditadura da minoria branca e prometeu lutar contra uma ditadura da maioria negra.
Nos momentos mais violentos da guerra civil não declarada da África do Sul, o regime racista apelou a Mandela, que sempre insistiu que presos não podem negociar.
Diante da grande pressão internacional, do boicote internacional à economia sul-africana e do fim da Guerra Fria, ao tomar posse, em 1989, o presidente branco Frederik de Klerk anunciou a intenção de libertar Mandela e negociar o fim do apartheid. Ambos ganharam o Prêmio Nobel da Paz em 1993.
Depois de negociações tensas e difíceis, em 27 de abril de 1994, Mandela assumia como o primeiro presidente eleito democraticamente da África do Sul. Convidou para a posse um de seus carcereiros. Fiel à democracia, ao contrário da maioria dos líderes africanos, deixou o governo depois do primeiro mandato.
Não resta no mundo nenhum líder que tenha nem de longe o status de Mandela. Talvez só Mikhail Gorbachev tenha dado uma contribuição maior à história da humanidade, mas perdeu a autoridade moral pela maneira como foi expulso do Kremlin e do poder por Boris Yeltsin e pelo colapso da União Soviética. Mas a África do Sul pós-Mandela enfrenta sérios problemas de deterioração política como os escândalos envolvendo o presidente Zuma.
O legado de Mandela está sendo mal cuidado. Diante do silêncio face às arbitrariedades da ditadura de Robert Mugabe no vizinho Zimbábue, comenta-se em tom de blague na África do Sul: "Se ainda estivéssemos lutando contra o apartheid, esse governo aí não nos apoiaria."
A data de nascimento de Nelson Mandela, 18 de julho, foi transformada pela ONU em Dia Internacional Nelson Mandela pela liberdade, justiça e democracia.
EUA crescem em ritmo de 3,6% ao ano
A economia dos Estados Unidos cresceu no terceiro trimestre de 2013 no ritmo mais forte desde o início de 2012, anunciou hoje o Departamento do Comércio, revisando para cima a estimativa inicial, de 2,8%. O principal motivo foi a formação de estoques pelas empresas, a maior desde o início de 1998, o que implica uma expansão menor do quarto trimestre.
O lucro das empresas subiu 2,8,%. O índice de preços ao consumidor ficou em 2% ao ano, a meta informal perseguida pelo Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano.
Maior economia do mundo, com produto interno bruto de mais de US$ 16 trilhões, os EUA crescem desde o primeiro trimestre de 2011, quando houve contração.
O lucro das empresas subiu 2,8,%. O índice de preços ao consumidor ficou em 2% ao ano, a meta informal perseguida pelo Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano.
Maior economia do mundo, com produto interno bruto de mais de US$ 16 trilhões, os EUA crescem desde o primeiro trimestre de 2011, quando houve contração.
ONU autoriza intervenção na República Centro-Africana
O Conselho de Segurança das Nações Unidas acaba de autorizar o envio de uma força de 3,5 mil soldados para intervir militarmente na República Centro-Africana, onde a ação de milícias ameaça causar um genodício. A missão deve ser formada por tropas da França e de países africanos.
A meta é proteger civis contra o grupo Séléka (União, na língua songo), uma aliança de milícias cristãs que derrubou o presidente François Bozizé em 24 de março de 2013, e os rebeldes que lutam contra a Séléka.
A meta é proteger civis contra o grupo Séléka (União, na língua songo), uma aliança de milícias cristãs que derrubou o presidente François Bozizé em 24 de março de 2013, e os rebeldes que lutam contra a Séléka.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Chefe de armas do Hesbolá é morto em Beirute
Um comandante militar da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) que lutou na guerra civil da Síria ao lado da ditadura de Bachar Assad foi morto na frente de sua casa em Beiture nesta quarta-feira, anunciou a TV Al Manah, citada pela agência de notícias Reuters. O grupo extremista muçulmano acusou Israel, que negou qualquer responsabilidade pela morte.
Hassan al-Lakkis era apontado como responsável pelas armas do Hesbolá, que em julho e agosto de 2006 travou uma guerra de 34 dias contra Israel. Foi baleado à queima roupa com quatro tiros disparados por uma arma com silenciador na manhã de hoje e será enterrado hoje na cidade de Baalbek, no Vale do Becá, um dos principais redutos do movimento armado xiita.
Em mensagem no Twitter, um grupo desconhecido, a Brigada Ahrar al-Sunna de Baalbek reivindicou a autoria do atentado. Ao que tudo indica, foi um grupo muçulmano xiita. O assassinato pode ter sido para vingar a discriminação aos sunitas no vale ou estar ligado à guerra civil síria, onde jihadistas ligados à rede terrorista Al Caeda lutam contra o regime da minoria alauíta, uma variante do xiismo.
Hassan al-Lakkis era apontado como responsável pelas armas do Hesbolá, que em julho e agosto de 2006 travou uma guerra de 34 dias contra Israel. Foi baleado à queima roupa com quatro tiros disparados por uma arma com silenciador na manhã de hoje e será enterrado hoje na cidade de Baalbek, no Vale do Becá, um dos principais redutos do movimento armado xiita.
Em mensagem no Twitter, um grupo desconhecido, a Brigada Ahrar al-Sunna de Baalbek reivindicou a autoria do atentado. Ao que tudo indica, foi um grupo muçulmano xiita. O assassinato pode ter sido para vingar a discriminação aos sunitas no vale ou estar ligado à guerra civil síria, onde jihadistas ligados à rede terrorista Al Caeda lutam contra o regime da minoria alauíta, uma variante do xiismo.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Venezuela tem apagão e governo culpa "sabotadores"
A cinco dias das eleições municipais, o sistema elétrico da Venezuela sofreu ontem o segundo grande apagão do ano. Desta vez, foram atingidos 19 dos 23 estados e a capital, Caracas. Como de costume, o governo chavista de Nicolás Maduro culpou "sabotadores" por sua própria incompetência.
Diante do virtual colapso da economia da Venezuela, país com as segundas maiores reservas mundiais de petróleo, o regime chavista atropela a lógica e o que resta de democracia no país. Durante a campanha, Maduro bateu os recordes de abuso de poder.
O governo proibiu voos do avião particular do líder da oposição, Henrique Capriles. Quando a oposição marca um comício, o governo faz liquidação de preços em mercados governamentais na cidade. Os carros oficiais e o funcionalismo público são usados na campanha.
Há mais de 500 denúncias de uso indevido de dinheiro público para favorecer candidatos chavistas. O empresário e deputado oposicionista Miguel Cocchiola, favorito na cidade de Valência, foi afastado sob acusação de especulação. Para seduzir os eleitores mais pobres, Maduro congelou preços e limitou lucros de empresários e aluguéis.
As cinco televisões do governo passam 90% do tempo fazendo propaganda. E o dia da eleição foi declarado Dia da Lealdade e do Amor a Chávez. Em 8 de dezembro de 2012, Hugo Chávez anunciou na TV que iria para Cuba porque era "absolutamente imprescindível" se submeter a uma nova cirurgia e pediu aos venezuelanos que elegessem Maduro se ele não voltasse à Presidência.
Maduro venceu Capriles na eleição presidencial extra realizada em abril de 2013 por 1,5% dos votos válidos, gerando uma onda de denúncias de fraude nunca investigadas. Sem legitimidade, precisa da vitória para afirmar seu poder até mesmo dentro do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).
Com inflação anual de 54%, desabastecimento de leite, carne e papel higiênico, falta de dólares e escassez de energia num governo que nada em petróleo, a economia venezuela está à beira do colapso por causa das políticas delirantes do "socialismo do século 21", a utopia chavista. E o discurso oficial não indica qualquer mudança rumo à racionalidade.
Diante do virtual colapso da economia da Venezuela, país com as segundas maiores reservas mundiais de petróleo, o regime chavista atropela a lógica e o que resta de democracia no país. Durante a campanha, Maduro bateu os recordes de abuso de poder.
O governo proibiu voos do avião particular do líder da oposição, Henrique Capriles. Quando a oposição marca um comício, o governo faz liquidação de preços em mercados governamentais na cidade. Os carros oficiais e o funcionalismo público são usados na campanha.
Há mais de 500 denúncias de uso indevido de dinheiro público para favorecer candidatos chavistas. O empresário e deputado oposicionista Miguel Cocchiola, favorito na cidade de Valência, foi afastado sob acusação de especulação. Para seduzir os eleitores mais pobres, Maduro congelou preços e limitou lucros de empresários e aluguéis.
As cinco televisões do governo passam 90% do tempo fazendo propaganda. E o dia da eleição foi declarado Dia da Lealdade e do Amor a Chávez. Em 8 de dezembro de 2012, Hugo Chávez anunciou na TV que iria para Cuba porque era "absolutamente imprescindível" se submeter a uma nova cirurgia e pediu aos venezuelanos que elegessem Maduro se ele não voltasse à Presidência.
Maduro venceu Capriles na eleição presidencial extra realizada em abril de 2013 por 1,5% dos votos válidos, gerando uma onda de denúncias de fraude nunca investigadas. Sem legitimidade, precisa da vitória para afirmar seu poder até mesmo dentro do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).
Com inflação anual de 54%, desabastecimento de leite, carne e papel higiênico, falta de dólares e escassez de energia num governo que nada em petróleo, a economia venezuela está à beira do colapso por causa das políticas delirantes do "socialismo do século 21", a utopia chavista. E o discurso oficial não indica qualquer mudança rumo à racionalidade.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Croácia rejeita o casamento gay
A Croácia aprovou ontem em referendo uma reforma na Constituição para afirmar que o casamento é "a união de hum homem e uma mulher", rejeitando o casamento de pessoas do mesmo sexo, na contramão do que acontece na Europa e na América. É um país extremamente católico e conservador.
Milhares de ucranianos exigem queda do governo
Depois de uma grande manifestação com cerca de 100 mil pessoas no domingo, milhares de pessoas bloqueiam hoje o acesso aos principais prédios públicos de Kiev, a capital da Ucrânia, em protesto porque o presidente Viktor Yanukovitch cedeu à pressão da Rússia e rejeitou na semana passada um acordo de associação proposto pela União Europeia.
Nas ruas da capital ucraniana, alguns manifestantes declararam que o movimento não é contra a Rússia porque a Ucrânia precisa se relacionar com ambas. O país é vítima das manobras do presidente russo, Vladimir Putin, para tentar restaurar pelo menos parte do poder imperial da extinta União Soviética.
Assim, as ex-repúblicas soviéticas, especialmente as eslavas, são vistas como área de influência da Rússia, que luta para evitar que se aproximem do Ocidente.
domingo, 1 de dezembro de 2013
Acidente de trem mata quatro em Nova York
Um trem em alta velocidade saiu dos trilhos hoje de manhã no bairro do Bronx, em Nova York, matando pelo menos quatro pessoas. Outras 63 saíram feridas.
Testemunham disseram que o trem entrou em alta velocidade numa curva e oito vagões descarrilaram. As causas ainda estão sendo investigadas.
Testemunham disseram que o trem entrou em alta velocidade numa curva e oito vagões descarrilaram. As causas ainda estão sendo investigadas.
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