O Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico, uma organização internacional que une as monarquias petroleiras do Oriente Médio sob a liderança da Arábia Saudita, pediu ontem a retirada de todas as forças estrangeiras da guerra civil na Síria.
Numa declaração, o CCG acusou o ditador sírio, Bachar Assad, de cometer genocídio, usar armas pesadas e armas químicas. A milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) e a milícia Bassij, da Guarda Revolucionária do Irã lutam na Síria ao lado de Assad.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador CCG. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CCG. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
EUA arma vizinhos do Irã no Golfo Pérsico
Os Estados Unidos estão vendendo secretamente armas especiais como bombas destruidoras de fortificações subterrânenas, túneis e poços para os Emirados Árabes Unidos e outros países do Golfo Pérsico que podem ser aliados numa operação militar para neutralizar o programa nuclear do Irã.
A venda inclui 4,9 mil munições para ataque direto. Aumenta muito a capacidade da Força Aérea dos UAE de atacar alvos secretos. Das monarquias petroleiras da região, os Emirados estão entre os principais defensores de uma ação militar contra a república dos aiatolás.
Para o governo Barack Obama, armar os vizinhos do Conselho de Cooperação do Golfo - Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Kuwait, Omã e EAU - é uma forma de pressionar o Irã e formar uma aliança com países árabes para tirar de um possível ataque o caráter de uma ação imperialista das potências ocidentais.
Outros negócios recentes incluem a venda à Arábia Saudita de caças-bombardeiros F-15 de última geração equipados com bombas para atacar bunkers subterrâneos, no valor total de US$ 60 bilhões, lembra o jornal The Wall St. Journal.
Nesta semana, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que a república islâmica está tentando fabricar armas atômicas, apesar das repetidas alegações que seus programa nuclear tem fins pacíficos. O regime fundamentalista iraniano criou modelos de computador para simular explosões nucleares, está desenvolvendo detonadores de alta precisão e cavou um poço profundo numa instalação militar, do tipo usado para fazer explosões nucleares acidentais.
A venda inclui 4,9 mil munições para ataque direto. Aumenta muito a capacidade da Força Aérea dos UAE de atacar alvos secretos. Das monarquias petroleiras da região, os Emirados estão entre os principais defensores de uma ação militar contra a república dos aiatolás.
Para o governo Barack Obama, armar os vizinhos do Conselho de Cooperação do Golfo - Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Kuwait, Omã e EAU - é uma forma de pressionar o Irã e formar uma aliança com países árabes para tirar de um possível ataque o caráter de uma ação imperialista das potências ocidentais.
Outros negócios recentes incluem a venda à Arábia Saudita de caças-bombardeiros F-15 de última geração equipados com bombas para atacar bunkers subterrâneos, no valor total de US$ 60 bilhões, lembra o jornal The Wall St. Journal.
Nesta semana, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que a república islâmica está tentando fabricar armas atômicas, apesar das repetidas alegações que seus programa nuclear tem fins pacíficos. O regime fundamentalista iraniano criou modelos de computador para simular explosões nucleares, está desenvolvendo detonadores de alta precisão e cavou um poço profundo numa instalação militar, do tipo usado para fazer explosões nucleares acidentais.
domingo, 22 de maio de 2011
Governistas cercam embaixada no Iêmen
Diante do colapso do acordo para que o presidente Ali Abdullah Saleh abandone o poder no Iêmen depois de 32 anos, partidários do ditador cercaram a embaixada dos Emirados Árabes Unidos em Saná, onde embaixadores pressionavam Saleh a assinar o acordo firmado ontem pela oposição.
O embaixador americano e o mediador do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico (CCG), a organização regional formada pelas monarquias petroleiras do Oriente Médio, foram resgatados de helicóptero. Os embaixadores do Reino Unido e da União Europeia decidiram ficar. Por causa da afronta, o CCG suspendeu sua mediação.
A proposta já foi rejeitada duas vezes na última hora pelo ditador. Prevê a formação de um governo de união nacional e a renúncia de Saleh em 30 dias, em troca de imunidade para ele e a família. Dentro de 60 dias, seriam realizadas eleições presidenciais.
Com a dura repressão na Arábia Saudita, o Iêmen se tornou a base da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica. É hoje um dos países-chaves na luta dos Estados Unidos contra o terrorismo.
Há três meses, a população iemenita sai às ruas, na onda de revoluções liberais no mundo árabe para exigir a queda de Saleh.
O embaixador americano e o mediador do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico (CCG), a organização regional formada pelas monarquias petroleiras do Oriente Médio, foram resgatados de helicóptero. Os embaixadores do Reino Unido e da União Europeia decidiram ficar. Por causa da afronta, o CCG suspendeu sua mediação.
A proposta já foi rejeitada duas vezes na última hora pelo ditador. Prevê a formação de um governo de união nacional e a renúncia de Saleh em 30 dias, em troca de imunidade para ele e a família. Dentro de 60 dias, seriam realizadas eleições presidenciais.
Com a dura repressão na Arábia Saudita, o Iêmen se tornou a base da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica. É hoje um dos países-chaves na luta dos Estados Unidos contra o terrorismo.
Há três meses, a população iemenita sai às ruas, na onda de revoluções liberais no mundo árabe para exigir a queda de Saleh.
Assinar:
Postagens (Atom)