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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Primeiro-ministro do Japão homenageia criminosos de guerra

Sob protestos da China e da Coreia do Norte, o primeiro-ministro Shinzo Abe visitou hoje o santuário xintoísta de Yasukuni, no centro de Tóquio, onde estão enterrados os criminosos de guerra do Japão na Segunda Guerra Mundial.

Abe é um nacionalista interessado em restaurar o poderio econômico e militar do Japão para fazer frente ao extraordinário crescimento chinês. Sempre que um primeiro-ministro japonês visita o santuário, alega fazê-lo para homenagear os militares japoneses mortos em guerras. Entre eles, estão os condenados pelo Tribunal de Crimes de Guerra de Tóquio.

sábado, 14 de março de 2009

Japão combate pirataria no Chifre da África

Pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, o Japão manda suas Forças Armadas para uma missão de combate fora de seu território e de seu mar territorial. Antes, soldados japoneses realizaram missões de transporte e de abastecimento em apoio a alianças militares lideradas pelos Estados Unidos, como na Guerra do Iraque, e participaram de operações de paz das Nações Unidas.

Neste sábado, dois contratorpedeiros saíram de sua base no porto de Kure, no Sul do Japão, com destino à costa da Somália, na região conhecida como Chifre da África, onde vão se somar à China e aos países europeus que combatem os piratas somalianos.

O agressivo imperialismo japonês foi a principal causa da Segunda Guerra Mundial na Ásia, também chamada de Guerra do Pacífico.

Em 1931, o Japão ocupou a Mandchúria, no Nordeste da China. Em 1937, o Exército Imperial invadiu o resto da China e cometeu atrocidades como o Massacre de Nanquim, em que 200 mil pessoas morreram. Em 7 de dezembro de 1941, os japoneses bombardearam, sem declarar guerra, a Frota do Pacífico dos EUA, baseada em Honolulu, no Havaí.

Durante a guerra, o Japão tomou todo o Sudeste Asiático sob o pretexto de libertar a região do "colonialismo ocidental".

A guerra terminou com as bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki, em 6 e 9 de agosto de 1945, e a rendição incondicional do imperador Hiroíto, em 15 de agosto.

Pelo artigo 9 da Constituição de 1947, imposta pelos EUA, as Forças de Defesa do Japão só poderiam atuar em missões de defesa . A primeira vez que voltaram a sair do Japão foi em 1992 para a missão de paz da ONU no Camboja.

Ao contrário da Alemanha, o Japão nunca reconheceu plenamente sua culpa pelos crimes de guerra. Isso é uma fonte de um mal-estar permanente com a China, as Coréias, a Indonésia, o Vietnã e outros países do Sudeste Asiático.

No santuário xintoísta de Yasukuni, no centro de Tóquio, estão enterrados cerca de 2,5 mil heróis de guerra japoneses, inclusive 14 criminosos de guerra condenados pelo Tribunal de Tóquio. Cada vez que um primeiro-ministro japonês mais nacionalista visita o santuário provoca reações negativas dos países vizinhos.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Japão dá prioridade a relações com a China

Em sua mensagem de Ano Novo, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, citou como prioridade construir "uma relação estratégica e mutuamente benéfica" com a China, rival histórico e inimigo na Segunda Guerra Mundial. Abe também prometeu reescrever a Constituição de 1947, imposta pelos Estados Unidos, para remover as cláusulas pacifistas que impedem o Japão de mandar suas Forças Armadas para o exterior, o que pode ser uma fonte de atrito com os países vizinhos.

Abe quer criar relações com a China baseadas na "confiança". Depois de sua visita a Beijim em outubro, representantes dos dois países começaram a discutir questões das histórias oficiais ensinadas nas escolas sobre a Segunda Guerra Mundial consideradas ofensivas pelos países invadidos pelo Japão, e a cooperar em energia e meio ambiente.

O Japão está convidando líderes chineses para visitar Tóquio num sinal de que as tensões dos cinco anos de governo Junichiro Koizumi (2001-06) estão superadas. Koizumi visitava anualmente o santuário de Yasukuni, em Tóquio, onde são homenageados os 2,5 milhões de japoneses mortos na Segunda Guerra Mundial, inclusive 14 criminosos de guerra.

Um museu instalado junto ao santuário ainda afirma que o Japão relutou para entrar na guerra contra a China e os aliados. Na verdade, o Exército Imperial japonês invadiu a Manchúria em 1931 e o resto da China em 1937, e bombardeou sem declarar guerra a frota dos EUA estacionada em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, matando 2.403 americanos entre civis e militares.