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sábado, 7 de dezembro de 2013

Diretor-geral brasileiro consegue aprovar acordo na OMC

Como resultado do esforço e do talento diplomático do embaixador brasileiro Roberto Azevêdo, novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, a OMC chegou na madrugada de hoje, em Báli, na Indonésia, um acordo de "facilitação de comércio" capaz de resultar em novos negócios no total de US$ 1 trilhão em uma década.

A grande dificuldade foi convencer a Índia, que resistia a uma liberalização do setor agrícola, de grande interesse para o Brasil, temendo comprometer o programa de segurança alimentar que usa para combater a fome. O governo brasileiro não se empenhou a fundo nas negociações.

No último momento, a Alternativa Bolivarista para as Américas (Alba), liderada pela Venezuela, tentou incluir uma cláusula exigindo o fim do boicote comercial dos EUA a Cuba. Como a OMC opera por consenso, o acordo esteve prestes a ser abandonado. Mas esses países menores e sem uma agenda positiva desistiram.

Por "facilitação de comércio", entendem-se medidas para acelerar a tramitação dos processos de importação, que variam de 5 dias, em média, na União Europeia até 100 dias no Chade.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Embaixador brasileiro é eleito diretor-geral da OMC

Com o apoio da maioria dos países em desenvolvimento, o embaixador brasileiro Roberto Azevêdo foi eleito hoje diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) por um período de quatro, vencendo o mexicano Herminio Blanco na última votação.

Azevêdo toma posse em setembro num momento de grandes desafios. Com a crise econômico-financeira internacional, o protecionismo cresceu nos últimos anos. Enquanto o mecanismo de solução de conflitos comerciais da OMC funciona razoavelmente, as negociações de liberalização comercial estão paralisadas desde o fracasso da Rodada Doha.

O novo diretor-geral pretende retomar as negociações iniciadas em Doha, no Catar, em novembro de 2001, mas há várias negociações bilaterais e multilaterais paralelas, especialmente a proposta do presidente Barack Obama de criação de uma zona de livre comércio entre os Estados Unidos e a União Europeia, maiores potências comerciais do planeta.