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domingo, 16 de novembro de 2025

Esquerda vence primeiro turno mas ultradireita é favorita no Chile

A candidata da esquerda e do governo, Jeannette Jara, venceu o primeiro turno da eleição presidencial no Chile, mas a soma dos votos de quatro candidatos de direita e extrema direita ficou em torno de 70%. Isto torna o ultradireitista José Antonio Kast, alinhado ao presidente Donald Trump, franco favorito para o segundo turno, em 14 de dezembro. É sua terceira tentativa. Será a volta da extrema direita ao poder pelo voto depois da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-90).

Com mais de 99,5% das urnas apuradas, Jara, do Partido Comunista, apoiada pelo presidente Gabriel Boric, lidera com 26,85% (3.463.178) dos votos, seguida por Kast, do Partido Republicano (PR), com 23,92% (3.085.775). A grande surpresa foi o populista de direita Franco Parisi, um economista que fez sucesso no rádio e na televisão, e conquistou 19,7% (2.540.655).

Parisi declarou que não vai apoiar ninguém no segundo turno: "Conquistem os votos... O PDG (Partido da Gente) não precisa de favores."

Já o "libertário" Johannes Kaiser, um extremista à direita de Kast, ficou em quarto com 13,94% (1.797.405) dos votos, superando a economista e ex-ministra Evelyn Matthei, candidata da direita tradicional, da União Democrática Independente, que teve 12,47% (1.608.687). Kaiser anunciou apoio a Kast e Matthei ligou para cumprimentar o agora favorito. Outros três candidatos tiveram votações irrisórias.

Um tema importante na campanha foi a segurança pública. O Chile tem um dos índices de homicídios mais baixos da América Latina, mas dobrou recentemente. O aumento de crimes atribuídos ao crime organizado (extorsão, sequestro, assassinato) alimentam a sensação de insegurança.

Tudo isso reforça o discurso político-linha dura. Outros eixos da campanha de Kast foram o combate à imigração ilegal e a promessa de cortar gastos públicos. Com certeza, terá o apoio de Donald Trump, um de seus modelos.

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domingo, 15 de dezembro de 2013

Bachelet é eleita presidente do Chile pela segunda vez

Com 62% dos votos válidos depois de apuradas 90% das urnas, a ex-presidente socialista Michelle Bachelet foi eleita presidente do Chile pela segunda vez, derrotando a direitista Evelyn Matthei no segundo turno, disputado hoje.

Durante a campanha, Bachelet prometeu aumentar os impostos sobre empresas para aumentar o investimento público em educação. A privatização do ensino, uma herança da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-90), revigorou o movimento estudantil nos últimos anos.

Bachelet também está sob pressão para reformar a Constituição para livrá-la dos resquícios da ditadura militar.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Presidente do Chile pede reconciliação 40 anos após golpe

No aniversário de 40 anos do golpe que derrubou o presidente socialista Salvador Allende e levou o ditador Augusto Pinochet ao poder, o presidente Sebastián Piñera pediu desculpas ao povo do Chile e defendeu a reconciliação nacional. Mas a memória do golpe está viva na eleição presidencial de 17 de novembro.

Piñera, o homem mais rico do Chile, foi o primeiro presidente de direita a chegar democraticamente ao Palácio de La Moneda, bombardeado em 11 de setembro de 1973, desde 1958.

Sua sucessão está sendo disputada pela ex-presidente socialista Michelle Bachelet, representando a Nova Maioria, a coligação que derrotou Pinochet num plebiscito em 1988, abrindo o caminho para o fim do regime militar. O pai, general-brigadeiro Alberto Bachelet, foi preso, acusado de traição e morto pela ditadura.

A maior adversária será Evelyn Matthei, filha do general-brigadeiro Fernando Matthei, que foi ministro da Saúde, comandante da Força Aérea, membro da junta militar e suspeito da morte do general Bachelet. Evelyn, que tinha 19 anos no dia do golpe, alega não ter nenhuma responsabilidade pelo que aconteceu naquela época. As pesquisas indicam a vitória da ex-presidente.

Se nenhum candidato obtiver maioria absoluta, haverá um segundo turno entre os dois mais votados em 15 de dezembro. A eleição presidencial em dois turnos foi adotada em quase toda a América Latina tendo em vista o golpe militar no Chile.

Allende foi eleito em 1970 com apenas 35% dos votos. Sem maioria no Congresso e com forte oposição das classes dominantes, seu governo teve poucas chances de sucesso. Pelo menos 3.105 pessoas foram mortas e centenas de milhares torturadas pela ditadura militar chilena, que acabou em março de 1990, com a posse do democrata-cristão Patricio Aylwin.