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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Milícia quer trocar armas por cargos na República Centro-Africana

A milícia rebelde Séléka aceita entregar as armas em troca de participação no governo da República Centro-Africana, reportou hoje a agência de notícias Bloomberg citando como fonte um comandante do grupo.

A proposta foi apresentada a repórteres em Bangui, a capital do país, por Abdoulaye Hissene, um comandante da Séléka que fugiu da cadeia em março de 2016.

Também em março, a França anunciou o fim da intervenção militar iniciada em dezembro de 2013 para conter a violência generalizada entre cristãos e muçulmanos, que ameaçava provocar uma guerra civil na RCA.

O líder da Séléka, Michel Djotodia, chegou a presidir o país de março de 2013 a janeiro de 2014.

domingo, 10 de maio de 2015

Milícias rivais fazem acordo de paz na República Centro-Africana

Dois grupos armados rivais da República Centro-Africana concordaram com um acordo de paz que exige que se desarmem e se submetam a processos por crimes de guerra, anunciou hoje o ministro da Defesa, citado pela agência de notícias Reuters.

O acordo assinado num fórum da paz realizado na capital centro-africana, Bangui, acaba com uma guerra civil de dois anos entre a milícia cristã Anti-Balaka e a milícia muçulmana Séléka. A França enviou tropas ao país e as Nações Unidas devem mandar uma força de paz de 10 mil soldados.

A milícia Anti-Balaka foi formada por cristãos depois da ascensão ao poder na República Centro-Africana de Michel Djotodia, em 2013.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Líderes golpistas da República Centro-Africana renunciam

O presidente da República Centro-Africana, Michel Djotodia, e o primeiro-ministro Nicolas Tiangaye renunciaram e deixaram o país ontem em meio a uma crise política, com temor de massacres de muçulmanos por cristãos depois de vários dias de confrontos de milícias.

Djotodia estava no poder desde 24 de março de 2013, quando o então presidente François Bozizé foi deposto pelo avanço da milícia muçulmana Séléka. Depois de semanas de conflito, fugiu para Cotonou, capital do Benin, que fica na região do Golfo da Guiné, na costa da África no Oceano Atlântico.

Há o temor agora de que grupos cristãos queiram se vingar de massacres cometidos nos últimos meses.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

ONU autoriza intervenção na República Centro-Africana

O Conselho de Segurança das Nações Unidas acaba de autorizar o envio de uma força de 3,5 mil soldados para intervir militarmente na República Centro-Africana, onde a ação de milícias ameaça causar um genodício. A missão deve ser formada por tropas da França e de países africanos.

A meta é proteger civis contra o grupo Séléka (União, na língua songo), uma aliança de milícias cristãs que derrubou o presidente François Bozizé em 24 de março de 2013, e os rebeldes que lutam contra a Séléka.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Líderes regionais propõem transição na República Centro-Africana

A Comunidade Econômica dos Países Centro-Africanos, formada por dez países, propôs hoje um período de transição de um ano e meio na República Centro-Africana, onde o presidente François Bozizé foi derrubado por rebeldes em 24 de março de 2013.

Durante a transição, seria convocada uma Assembleia Nacional Constituinte e o país seria governado por um conselho executivo, diz uma nota publicada no sítio do governo do Chade, que presidente a organização regional.

Os rebeldes da Séléka (Aliança), que tomaram o poder em Bangui não teriam capacidade ou interesse para governar além da capital, mas podem usar seus recursos para apoiar grupos rebeldes em países vizinhos, inclusive no Chade.

África do Sul retira tropas da República Centro-Africana

Depois do golpe de Estado em que 13 soldados sul-africanos foram mortos pela aliança rebelde Séléka, a África do Sul vai retirar suas forças de uma missão de paz na República Centro-Africana. O presidente Jacob Zuma fez o anúncio hoje alegando que a presença não faz mais sentido, já que o acordo de paz que a motivou foi rompido pelos rebeldes.

Em março, 200 paraquedistas sul-africanos foram enviados à República Centro-Africana para fiscalizar o acordo negociado em janeiro entre os rebeldes e o então presidente François Bozizé, rompido sob a alegação de que o chefe de Estado não cumpriu sua parte.

As forças sul-africanas foram incapazes de conter a ofensiva final de cerca dos 5 mil rebeldes da Séléka, que tomaram Bangui em 23 e 24 de março.