A milícia rebelde Séléka aceita entregar as armas em troca de participação no governo da República Centro-Africana, reportou hoje a agência de notícias Bloomberg citando como fonte um comandante do grupo.
A proposta foi apresentada a repórteres em Bangui, a capital do país, por Abdoulaye Hissene, um comandante da Séléka que fugiu da cadeia em março de 2016.
Também em março, a França anunciou o fim da intervenção militar iniciada em dezembro de 2013 para conter a violência generalizada entre cristãos e muçulmanos, que ameaçava provocar uma guerra civil na RCA.
O líder da Séléka, Michel Djotodia, chegou a presidir o país de março de 2013 a janeiro de 2014.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 25 de maio de 2016
domingo, 24 de março de 2013
Rebeldes derrubam governo da República Centro-Africana
Um grupo rebelde tomou o poder hoje na República Centro-Africana, com a fuga do presidente François Bozizé e de sua família para a República Democrática do Congo, enquanto o comércio da capital, Bangui, está sendo saqueado.
A Seleka (Aliança, na língua sango) reúne a União das Forças Democráticas pela Unidade, a União das Forças Republicanas e a Convenção dos Patriotas por Justiça e Paz. Em 2007, esses três grupos fizeram um acordo com o governo para integrar seus milicianos ao Exército. No ano passado, uma parte desertou a voltou à luta armada.
O rebelião foi reiniciada em dezembro. Depois de negociações, os rebeldes aderiram ao governo em janeiro. Eles acusavam o presidente de quebrar o acordo ao não libertar os presos políticos do país.
Para a BBC Africa, o presidente Bozizé enfraqueceu o Exército por medo de ser derrubado depois de tomar o poder num golpe de Estado em 2003.
Desde a independência da França, em 1960, a República Centro-Africana passou por uma série de golpes e rebeliões. Fui até império sob a ditadura de Jean-Bedel Bokassa (1965-79), reabilitado em 2010 por Bozize.
A Seleka (Aliança, na língua sango) reúne a União das Forças Democráticas pela Unidade, a União das Forças Republicanas e a Convenção dos Patriotas por Justiça e Paz. Em 2007, esses três grupos fizeram um acordo com o governo para integrar seus milicianos ao Exército. No ano passado, uma parte desertou a voltou à luta armada.
O rebelião foi reiniciada em dezembro. Depois de negociações, os rebeldes aderiram ao governo em janeiro. Eles acusavam o presidente de quebrar o acordo ao não libertar os presos políticos do país.
Para a BBC Africa, o presidente Bozizé enfraqueceu o Exército por medo de ser derrubado depois de tomar o poder num golpe de Estado em 2003.
Desde a independência da França, em 1960, a República Centro-Africana passou por uma série de golpes e rebeliões. Fui até império sob a ditadura de Jean-Bedel Bokassa (1965-79), reabilitado em 2010 por Bozize.
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