Cerca de 1,5 milhões de muçulmanos de 180 países participam da peregrinação anual à cidade sagrada de Meca, realizada em 2016 de 9 a 14 de setembro. A maior preocupação das autoridades da Arábia Saudita é evitar tumultos e correrias como os que esmagaram, sufocaram e causaram a morte de pelo menos 2.236 peregrinos no ano passado.
Peregrinar a Meca pelo menos uma vez na vida é obrigação de todo muçulmano que tiver condições financeiras e de saúde para fazer isso. As outras são: crer que Alá é o único deus e Maomé seu profeta; rezar cinco vezes por dia voltado para Meca; fazer caridade; e jejuar durante o dia no mês sagrado do Ramadã.
A peregrinação anual a Meca é em princípio uma maneira de dar unidade à umma, o conjunto de todos os muçulmanos, mas às vezes serve para aprofundar as divisões.
Há hoje uma crescente rivalidade entre a Arábia Saudita, sunita, e o Irã, xiita, que alimenta os conflitos sectários entre as duas correntes do islamismo no Bahrein, no Iraque, na Síria, no Líbano e no Iêmen.
No fim de semana passado, o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, acusou as autoridades sauditas de "homicídio" por causa da morte de 474 iranianos atropelados e sufocados em meio ao tumulto.
A resposta veio nesta semana. O Grande Múfti, a maior autoridade no direito islâmico na Arábia Saudita, declarou que os iranianos não são muçulmanos, são "filhos de Mago", numa referência ao zoroastrismo, uma religião anterior ao Islã praticada no Irã.
A meta das autoridades sauditas é aumentar o número de peregrinos em 13% ao ano até chegar a 2,5 milhões em 2020. Quando a família real saudita assumiu o controle das cidades sagradas de Meca e Medina, depois da dissolução do Império Otomano, no fim da Primeira Guerra Mundial, a Grande Mesquita de Meca tinha capacidade para 50 mil pessoas. Com a ampliação, hoje cabem um milhão de pessoas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
sábado, 10 de setembro de 2016
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
EUA e Rússia anunciam trégua e plano de paz para a Síria
Os Estados Unidos e a Rússia chegaram a um acordo para acabar com a guerra civil na Síria que inclui um cessar-fogo no país inteiro e uma transição política, anunciou hoje o secretário de Estado americano, John Kerry, depois de encontro com o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, em Genebra, na Suíça.
Depois de cinco anos de guerra civil em que mais de 400 mil pessoas foram mortas e 5 milhões fugiram do país, Kerry descreveu o acordo como um "momento da virada" para "reduzir a violência, aliviar o sofrimento e retomar o movimento rumo a uma paz negociada e uma transição política na Síria".
A trégua entre a ditadura de Bachar Assad, apoiada pelo Rússia, o Irã e a milícia extremista xiita libanesa Hesbolá, e os diversos grupos rebeldes apoiados pelos Estados Unidos, a Europa, a Turquia, a Arábia Saudita e outros países do Oriente Médio entra em vigor ao pôr-do-sol da segunda-feira, 12 de setembro de 2016. O cessar-fogo vai permitir a chegada de ajuda humanitária às regiões mais críticas como a parte da cidade de Alepo tomada pelos rebeldes e cercada pelo Exército.
Apesar das divergências, os EUA e a Rússia estão unidos no combate a organizações terroristas como o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a Frente de Combate no Levante (Jabhat Fatah al-Cham), criada pela rede terrorista Al Caeda.
O acordo pede o fim dos bombardeios da Força Aérea da Síria e a suspensão de missões de combate contra forças rebeldes, com a exceção das duas milícias terroristas citadas acima. O Estado Islâmico opera sozinho, mas a Frente de Combate no Levante está aliada a outros grupos islamistas no Exército da Conquista. Isso pode permitir a Assad continuar atacando os rebeldes.
A guerra civil da Síria chegou a um impasse. O regime sírio não consegue derrotar os rebeldes nem estes tiveram força para tomar o poder em Damasco. Com a intervenção militar da Rússia, a partir de 30 de setembro de 2015, Assad viu uma esperança de conseguir a vitória no campo de batalha. Fortalecido, não parece disposto a fazer concessões na mesa de negociações a oposicionistas que desqualifica como "terroristas".
Depois de cinco anos de guerra civil em que mais de 400 mil pessoas foram mortas e 5 milhões fugiram do país, Kerry descreveu o acordo como um "momento da virada" para "reduzir a violência, aliviar o sofrimento e retomar o movimento rumo a uma paz negociada e uma transição política na Síria".
A trégua entre a ditadura de Bachar Assad, apoiada pelo Rússia, o Irã e a milícia extremista xiita libanesa Hesbolá, e os diversos grupos rebeldes apoiados pelos Estados Unidos, a Europa, a Turquia, a Arábia Saudita e outros países do Oriente Médio entra em vigor ao pôr-do-sol da segunda-feira, 12 de setembro de 2016. O cessar-fogo vai permitir a chegada de ajuda humanitária às regiões mais críticas como a parte da cidade de Alepo tomada pelos rebeldes e cercada pelo Exército.
Apesar das divergências, os EUA e a Rússia estão unidos no combate a organizações terroristas como o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a Frente de Combate no Levante (Jabhat Fatah al-Cham), criada pela rede terrorista Al Caeda.
O acordo pede o fim dos bombardeios da Força Aérea da Síria e a suspensão de missões de combate contra forças rebeldes, com a exceção das duas milícias terroristas citadas acima. O Estado Islâmico opera sozinho, mas a Frente de Combate no Levante está aliada a outros grupos islamistas no Exército da Conquista. Isso pode permitir a Assad continuar atacando os rebeldes.
A guerra civil da Síria chegou a um impasse. O regime sírio não consegue derrotar os rebeldes nem estes tiveram força para tomar o poder em Damasco. Com a intervenção militar da Rússia, a partir de 30 de setembro de 2015, Assad viu uma esperança de conseguir a vitória no campo de batalha. Fortalecido, não parece disposto a fazer concessões na mesa de negociações a oposicionistas que desqualifica como "terroristas".
Câmara dos EUA autoriza processar sauditas por 11 de Setembro
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei autorizando as famílias das vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 a processar a Arábia Saudita. O presidente Barack Obama deve vetar o projeto alegando que pode prejudicar as relações bilaterais e ameaçar funcionários dos EUA no exterior, informa a agência Reuters.
Dos 19 terroristas responsáveis pelos quatro ataques em 11 de setembro, 15 eram sauditas, assim como o líder do grupo, Ossama ben Laden. Analistas acreditam que eles foram escolhidos pela rede terrorista Al Caeda com o propósito de abrir um fosso nas relações entre os dois países, que têm uma aliança histórica desde os anos 1930s.
Al Caeda considera a família real saudita, guardiã das cidades sagradas de Meca e Medina, como fantoche do Ocidente, especialmente depois que o rei convidou os EUA para proteger o reino na Operação Escudo no Deserto, em 1990, quando o então ditador iraquiano ocupou o vizinho Kuwait e ameaçou invadir a Arábia Saudita.
Às vésperas do 15º aniversário dos atentados contra Nova York e o Pentágono, a sede do Departamento da Defesa dos EUA, a Câmara aprovou o projeto defendido por um deputado como um "imperativo legal". Além dos 19 terroristas, 2.977 pessoas foram mortas nos atentados.
A Arábia Saudita fez forte pressão contra a aprovação da chamada Lei de Justiça aos Patrocinadores do Terrorismo, ameaçando se desfazer de bens e investimentos nos EUA. Obama promete vetar, mas a maioria republicana quer derrubar o veto e usar o caso contra o Partido Democrata nas eleições de 8 de novembro de 2016.
Dos 19 terroristas responsáveis pelos quatro ataques em 11 de setembro, 15 eram sauditas, assim como o líder do grupo, Ossama ben Laden. Analistas acreditam que eles foram escolhidos pela rede terrorista Al Caeda com o propósito de abrir um fosso nas relações entre os dois países, que têm uma aliança histórica desde os anos 1930s.
Al Caeda considera a família real saudita, guardiã das cidades sagradas de Meca e Medina, como fantoche do Ocidente, especialmente depois que o rei convidou os EUA para proteger o reino na Operação Escudo no Deserto, em 1990, quando o então ditador iraquiano ocupou o vizinho Kuwait e ameaçou invadir a Arábia Saudita.
Às vésperas do 15º aniversário dos atentados contra Nova York e o Pentágono, a sede do Departamento da Defesa dos EUA, a Câmara aprovou o projeto defendido por um deputado como um "imperativo legal". Além dos 19 terroristas, 2.977 pessoas foram mortas nos atentados.
A Arábia Saudita fez forte pressão contra a aprovação da chamada Lei de Justiça aos Patrocinadores do Terrorismo, ameaçando se desfazer de bens e investimentos nos EUA. Obama promete vetar, mas a maioria republicana quer derrubar o veto e usar o caso contra o Partido Democrata nas eleições de 8 de novembro de 2016.
Comandante rebelde morre em bombardeio na Síria
Um alto comandante da Frente para a Conquista do Levante (Jabhat Fatah al-Cham), a antiga Frente al-Nusra, Abu Omar Sarakeb, morreu num bombardeio aéreo à província de Alepo na guerra civil da Síria, noticiou ontem a rádio e televisão pública britânica BBC citando fontes do grupo.
A frente, considerada um dos grupos mais eficientes na luta contra a ditadura de Bachar Assad, comunicou a morte de Sarakeb no Twitter. Em julho, a milícia mudou de nome e oficialmente cortou os laços com a rede terrorista Al Caeda, de que era o braço armado na guerra civil síria.
Não se sabe ao certo que país foi responsável pelo ataque aérea que matou o comandante na vila de Kafr Naha, na província de Alepo. Outros líderes da milícia teriam sido mortos na operação.
A frente, considerada um dos grupos mais eficientes na luta contra a ditadura de Bachar Assad, comunicou a morte de Sarakeb no Twitter. Em julho, a milícia mudou de nome e oficialmente cortou os laços com a rede terrorista Al Caeda, de que era o braço armado na guerra civil síria.
Não se sabe ao certo que país foi responsável pelo ataque aérea que matou o comandante na vila de Kafr Naha, na província de Alepo. Outros líderes da milícia teriam sido mortos na operação.
Coreia do Norte faz quinto teste nuclear
O regime comunista da Coreia do Norte realizou hoje seu quinto teste nuclear, o segundo do ano e o maior até hoje. Também realizou vários testes de mísseis desde o início do ano, deixando claro que pretende desenvolver uma capacidade de dissuasão nuclear para garantir sua sobrevivência.
Por volta das 22h30 da noite de ontem pela hora de Brasília, os sismógrafos registraram um abalo de 5,3 pontos na escala Richter na base militar de Punggye-ri, o local de explosões atômicas experimentais da ditadura da Pionguiangue. Horas depois, a televisão estatal confirmou a explosão de 10 quilotons, equivalente a 10 toneladas de dinamite.
A experiência nuclear aconteceu no feriado que marca o aniversário de fundação República Popular Democrática, em 1948, na metade norte da Península da Coreia, tomada pelo Exército Vermelho no fim da Segunda Guerra Mundial por ordem do ditador Josef Stalin, da União Soviética.
O Japão e a Coreia do Sul protestaram. Durante a reunião de cúpula anual da Associação Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, denunciou o teste nuclear como "absolutamente inaceitável" e uma grave violação de resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Desde seu primeiro teste nuclear, em 2006, a Coreia do Norte está submetida a sanções da ONU. Isso não a impediu de realizar testes em 2009 e 2013, acelerando seu programa de armas atômicas em 2016.
A presidente da Coreia do Sul Park Geun Hye chamou de mais uma mostra da "imprudência maníaca" do ditador norte-coreano, Park Jong Un.
Maior aliada da Coreia do Norte, a China condenou o teste e pediu calma na região. O regime comunista chinês está preocupado com a instalação de um sistema de defesa antimísseis a ser desenvolvido pelos Estados Unidos e a Coreia do Sul em território sul-coreano. Beijim teme que isso dê uma vantagem estratégica aos EUA em caso de um conflito futuro entre as duas superpotências.
Desde o desaparecimento da URSS, em 1991, a última ditadura stalinista sobrevivente no mundo faz uma chantagem nuclear para barganhar energia e alimentos em troca de ajuda para seu regime economicamente inviável. Agora, parece determinado a fazer um míssil nuclear capaz de atingir a costa oeste dos Estados Unidos.
Por volta das 22h30 da noite de ontem pela hora de Brasília, os sismógrafos registraram um abalo de 5,3 pontos na escala Richter na base militar de Punggye-ri, o local de explosões atômicas experimentais da ditadura da Pionguiangue. Horas depois, a televisão estatal confirmou a explosão de 10 quilotons, equivalente a 10 toneladas de dinamite.
A experiência nuclear aconteceu no feriado que marca o aniversário de fundação República Popular Democrática, em 1948, na metade norte da Península da Coreia, tomada pelo Exército Vermelho no fim da Segunda Guerra Mundial por ordem do ditador Josef Stalin, da União Soviética.
O Japão e a Coreia do Sul protestaram. Durante a reunião de cúpula anual da Associação Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, denunciou o teste nuclear como "absolutamente inaceitável" e uma grave violação de resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Desde seu primeiro teste nuclear, em 2006, a Coreia do Norte está submetida a sanções da ONU. Isso não a impediu de realizar testes em 2009 e 2013, acelerando seu programa de armas atômicas em 2016.
A presidente da Coreia do Sul Park Geun Hye chamou de mais uma mostra da "imprudência maníaca" do ditador norte-coreano, Park Jong Un.
Maior aliada da Coreia do Norte, a China condenou o teste e pediu calma na região. O regime comunista chinês está preocupado com a instalação de um sistema de defesa antimísseis a ser desenvolvido pelos Estados Unidos e a Coreia do Sul em território sul-coreano. Beijim teme que isso dê uma vantagem estratégica aos EUA em caso de um conflito futuro entre as duas superpotências.
Desde o desaparecimento da URSS, em 1991, a última ditadura stalinista sobrevivente no mundo faz uma chantagem nuclear para barganhar energia e alimentos em troca de ajuda para seu regime economicamente inviável. Agora, parece determinado a fazer um míssil nuclear capaz de atingir a costa oeste dos Estados Unidos.
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Japão revisa para cima crescimento do segundo trimestre
O Japão cresceu 0,2% no segundo trimestre de 2016, indicou hoje a segunda estimativa oficial do governo. A primeira havia apontado uma estagnação da terceira maior economia do mundo, que deve produzir US$ 4,4 trilhões neste ano.
A pequena melhora não muda o diagnóstico central dos males da economia japonesa, afetada pela estagnação e a deflação desde os anos 1990s. Deve servir como argumento para o Banco do Japão manter sua política de jogar mais dinheiro em circulação em sua próxima reunião, em 20 e 21 de setembro.
Com os inúmeros incentivos adotados nos últimos anos, o Japão tem hoje uma dívida interna de US$ 10,46 trilhões, quase 240% do produto interno bruto. Ela não pesa muito porque foi emitida em ienes e paga juros baixíssimos, negativos no caso de dinheiro obtido com a venda de títulos comprados pelo banco central.
A pequena melhora não muda o diagnóstico central dos males da economia japonesa, afetada pela estagnação e a deflação desde os anos 1990s. Deve servir como argumento para o Banco do Japão manter sua política de jogar mais dinheiro em circulação em sua próxima reunião, em 20 e 21 de setembro.
Com os inúmeros incentivos adotados nos últimos anos, o Japão tem hoje uma dívida interna de US$ 10,46 trilhões, quase 240% do produto interno bruto. Ela não pesa muito porque foi emitida em ienes e paga juros baixíssimos, negativos no caso de dinheiro obtido com a venda de títulos comprados pelo banco central.
França deve retomar crescimento no terceiro trimestre
A economia da França, a segunda maior da Zona do Euro e a sexta maior do mundo, deve retomar o crescimento no terceiro trimestre de 2016, com um avanço de 0,3%, previu hoje uma análise conjuntural do Banco da França.
Apesar da estagnação, a geração da empregos assalariados aumentou no segundo trimestre, com saldo de 29,5 mil vagas. O aumento foi no setor de serviços (41,9 mil), enquanto a indústria manufatureira (-9,5 mil) e a construção civil (-2,8 mil). Em 12 meses, houve um ganho de 121,3 mil postos no mercado de trabalho.
Na pesquisa do banco, o ambiente de negócios permanece estável nos setores de indústria e serviços. Os executivos da indústria observaram um crescimento moderado, com recuperação no setor de automóveis e estagnação nos setores químico e farmacêutico. A construção civil também mostrou uma pequena retomada.
Entre os serviços, a queda em hotelaria e restaurantes foi compensada pelo aumento das atividades de consultoria, engenharia e publicidade.
O crescimento medíocre e o desemprego elevado são os maiores obstáculos à reeleição do presidente François Hollande, que no momento tem apenas 12% de popularidade. Hoje todas as pesquisas indicam que o Partido Socialista será derrotado no primeiro turno, em 23 de abril, e que a direita e a extrema direita irão para o segundo turno, em 7 de maio de 2017.
Apesar da estagnação, a geração da empregos assalariados aumentou no segundo trimestre, com saldo de 29,5 mil vagas. O aumento foi no setor de serviços (41,9 mil), enquanto a indústria manufatureira (-9,5 mil) e a construção civil (-2,8 mil). Em 12 meses, houve um ganho de 121,3 mil postos no mercado de trabalho.
Na pesquisa do banco, o ambiente de negócios permanece estável nos setores de indústria e serviços. Os executivos da indústria observaram um crescimento moderado, com recuperação no setor de automóveis e estagnação nos setores químico e farmacêutico. A construção civil também mostrou uma pequena retomada.
Entre os serviços, a queda em hotelaria e restaurantes foi compensada pelo aumento das atividades de consultoria, engenharia e publicidade.
O crescimento medíocre e o desemprego elevado são os maiores obstáculos à reeleição do presidente François Hollande, que no momento tem apenas 12% de popularidade. Hoje todas as pesquisas indicam que o Partido Socialista será derrotado no primeiro turno, em 23 de abril, e que a direita e a extrema direita irão para o segundo turno, em 7 de maio de 2017.
Japão fornece novos barcos de patrulha ao Vietnã
O Japão está disposto a fornecer novos barcos para a Guarda Costeira do Vietnã aumentar a capacidade de patrulhar suas águas territoriais por causa da disputa com a China no Mar do Sul da China, revelou hoje a agência de notícias japonesa Kyodo.
A promessa foi feita num encontro entre os primeiros-ministros japonês, Shinzo Abe, e vietnamita, Nguyen Xuan Phuc, durante a reunião de cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) realizada em Vientiane, a capital do Laos.
No mesmo encontro, o Japão havia prometido ajuda militar às Filipinas e à Malásia, que também disputam o Mar do Sul da China com o regime comunista chinês.
Os Estados Unidos também aumentaram a ajuda às Filipinas. Hoje, o presidente Barack Obama defendeu a decisão da Corte Permanente de Arbitragem, um tribunal internacional com sede em Haia, na Holanda, de rejeitar os "direitos históricos" reivindicados pela China sobre 90% do Mar do Sul da China.
A promessa foi feita num encontro entre os primeiros-ministros japonês, Shinzo Abe, e vietnamita, Nguyen Xuan Phuc, durante a reunião de cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) realizada em Vientiane, a capital do Laos.
No mesmo encontro, o Japão havia prometido ajuda militar às Filipinas e à Malásia, que também disputam o Mar do Sul da China com o regime comunista chinês.
Os Estados Unidos também aumentaram a ajuda às Filipinas. Hoje, o presidente Barack Obama defendeu a decisão da Corte Permanente de Arbitragem, um tribunal internacional com sede em Haia, na Holanda, de rejeitar os "direitos históricos" reivindicados pela China sobre 90% do Mar do Sul da China.
Obama apoia decisão de tribunal internacional contra a China
A decisão do Tribunal Permanente de Arbitragem negando os alegados "direitos históricos" da China sobre 90% do Mar do Sul da China deve ser cumprida, declarou hoje o presidente Barack Obama ao participar da reunião de cúpula dos Estados Unidos com os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) realizada em Vientiane, no Laos.
O tribunal ajudou a esclarecer a questão dos direitos marítimos na região, acrescentou Obama.
Em 12 de julho de 2016, a pedido das Filipinas, a corte de arbitragem negou validade ao mapa baseado na "linha de nove traços", usado pela China para reivindicar a soberania sobre a região em disputa. Mas se recusou a resolver as disputas de soberanias e a fixar limites nas águas territoriais de cada paz.
A China, que tem disputas territoriais no Mar do Sul da China com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã, ignorou a decisão do tribunal internacional. As Filipinas preferem usá-la como instrumento de barganha em futuras negociações bilaterais.
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| O mapa chinês |
Em 12 de julho de 2016, a pedido das Filipinas, a corte de arbitragem negou validade ao mapa baseado na "linha de nove traços", usado pela China para reivindicar a soberania sobre a região em disputa. Mas se recusou a resolver as disputas de soberanias e a fixar limites nas águas territoriais de cada paz.
A China, que tem disputas territoriais no Mar do Sul da China com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã, ignorou a decisão do tribunal internacional. As Filipinas preferem usá-la como instrumento de barganha em futuras negociações bilaterais.
Usbequistão indica primeiro-ministro como presidente interino
O Parlamento da ex-república soviética do Usbequistão nomeou hoje o primeiro-ministro Chavkat Mirziyoyev como presidente provisório depois da morte do ditador Islam Karimov e convocou eleições presidenciais a serem realizadas nos próximos três meses, noticiou a agência Reuters.
Mirziyoyev, do clã de Samarcanda, já era considerado o favorito na disputa sucessória. Primeiro-ministro desde 2003, sua ascensão a presidente interino reforça sua posição numa ditadura que sempre realizou eleições de cartas marcadas para consagrar o líder. Ele teria o apoio da Rússia.
Os outros nomes citados são o vice-primeiro-ministro Rustam Azimov e o chefe do serviço secreto, Rustam Inoyatov. Este último, um linha-dura de 72 anos, tem menos chance. Ambos são do clã de Tachkent, a capital.
Mirziyoyev, do clã de Samarcanda, já era considerado o favorito na disputa sucessória. Primeiro-ministro desde 2003, sua ascensão a presidente interino reforça sua posição numa ditadura que sempre realizou eleições de cartas marcadas para consagrar o líder. Ele teria o apoio da Rússia.
Os outros nomes citados são o vice-primeiro-ministro Rustam Azimov e o chefe do serviço secreto, Rustam Inoyatov. Este último, um linha-dura de 72 anos, tem menos chance. Ambos são do clã de Tachkent, a capital.
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
Visita de Trump derruba ministro da Fazenda do México
Uma semana depois da desastrosa visita do candidato republicano Donald Trump ao México, caiu hoje o ministro da Fazenda, Luis Videgaray, um dos principais responsáveis pelo convite, noticiou o jornal The New York Times.
O espetáculo do magnata imobiliário posando como estadista no Palácio Nacional ao lado do presidente Enrique Peña Nieto humilhou e revoltou os mexicanos. Durante a campanha, Trump chamou os mexicanos de traficantes, contrabandistas, estupradores e assassinos, e prometeu construir um muro na fronteira entre os dois países e obrigar os mexicanos a pagar, além da renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
Na noite do mesmo dia, em discurso sobre imigração em Phoenix, no Arizona, um estado fronteiriço com grande população de origem latino-americano, Trump voltou a defender a expulsão do país dos 11 milhões de imigrantes ilegais e de construir um muro na fronteira sul, mandando a conta para o México.
Em resposta, o senador esquerdista Armando Ríos Piter apresentou um projeto de lei autorizando o governo mexicano a revogar 75 tratados e acordos bilaterais, inclusive o que entregou a metade do território do México aos EUA em 1848
Depois de três anos e nove meses de governo, Peña Nieto, no poder desde dezembro de 2012, está desmoralizado pelo fracasso na guerra contra as drogas, no combate à corrupção e na tentativa de fazer reformas.
Em 26 de setembro de 2014, 43 estudantes secundaristas foram sequestrados e mortos por traficantes mancomunados com o prefeito de Iguala, no estado de Guerrero. O caso nunca foi esclarecido, num sinal de colapso da autoridade do Estado e infiltração das máfias do tráfico de drogas na máquina do Estado.
Sua mulher, a atriz, modelo e cantora Angélica Rivera, comprou em 2014 uma casa de US$ 7 milhões de uma empresa chamada Ingenieria Imobiliaria del Centro, do grupo Higa, associado a um consórcio liderado por chineses que ganhou uma concorrência de US$ 3,7 bilhões para construir uma linha para trens de alta velocidade entre a Cidade do México, capital do país, e a cidade de Querétaro.
No setor econômico, Peña Nieto conseguiu abrir a investimentos estrangeiros o setor de energia, que era monopólio estatal desde os anos 1930s, mas o crescimento geral decepcionou.
Os professores mexicanos estão em greve há meses em protesto contra reformas para introduzir critérios e avaliações de mérito no setor educacional. Pelo menos 12 professores foram mortos em choques com a polícia.
O novo ministro da Fazenda do México é José Antonio Meade, doutor em economia pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos, ex-ministro da Fazenda no governo Felipe Calderón (2006-12) e ex-ministro das Relações Exteriores e ex-ministro do Desenvolvimento Social do governo Peña Nieto.
Luis Videgaray pode ser candidato a governador do estado do México pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI), que governou o país ininterruptamente de 1929 a 2000 e voltou ao poder com Peña Nieto em 2012.
O espetáculo do magnata imobiliário posando como estadista no Palácio Nacional ao lado do presidente Enrique Peña Nieto humilhou e revoltou os mexicanos. Durante a campanha, Trump chamou os mexicanos de traficantes, contrabandistas, estupradores e assassinos, e prometeu construir um muro na fronteira entre os dois países e obrigar os mexicanos a pagar, além da renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
Na noite do mesmo dia, em discurso sobre imigração em Phoenix, no Arizona, um estado fronteiriço com grande população de origem latino-americano, Trump voltou a defender a expulsão do país dos 11 milhões de imigrantes ilegais e de construir um muro na fronteira sul, mandando a conta para o México.
Em resposta, o senador esquerdista Armando Ríos Piter apresentou um projeto de lei autorizando o governo mexicano a revogar 75 tratados e acordos bilaterais, inclusive o que entregou a metade do território do México aos EUA em 1848
Depois de três anos e nove meses de governo, Peña Nieto, no poder desde dezembro de 2012, está desmoralizado pelo fracasso na guerra contra as drogas, no combate à corrupção e na tentativa de fazer reformas.
Em 26 de setembro de 2014, 43 estudantes secundaristas foram sequestrados e mortos por traficantes mancomunados com o prefeito de Iguala, no estado de Guerrero. O caso nunca foi esclarecido, num sinal de colapso da autoridade do Estado e infiltração das máfias do tráfico de drogas na máquina do Estado.
Sua mulher, a atriz, modelo e cantora Angélica Rivera, comprou em 2014 uma casa de US$ 7 milhões de uma empresa chamada Ingenieria Imobiliaria del Centro, do grupo Higa, associado a um consórcio liderado por chineses que ganhou uma concorrência de US$ 3,7 bilhões para construir uma linha para trens de alta velocidade entre a Cidade do México, capital do país, e a cidade de Querétaro.
No setor econômico, Peña Nieto conseguiu abrir a investimentos estrangeiros o setor de energia, que era monopólio estatal desde os anos 1930s, mas o crescimento geral decepcionou.
Os professores mexicanos estão em greve há meses em protesto contra reformas para introduzir critérios e avaliações de mérito no setor educacional. Pelo menos 12 professores foram mortos em choques com a polícia.
O novo ministro da Fazenda do México é José Antonio Meade, doutor em economia pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos, ex-ministro da Fazenda no governo Felipe Calderón (2006-12) e ex-ministro das Relações Exteriores e ex-ministro do Desenvolvimento Social do governo Peña Nieto.
Luis Videgaray pode ser candidato a governador do estado do México pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI), que governou o país ininterruptamente de 1929 a 2000 e voltou ao poder com Peña Nieto em 2012.
EUA e Japão dão ajuda militar a países no Mar do Sul da China
Os Estados Unidos e o Japão prometeram hoje aumentar a ajuda militar aos países envolvidos em disputas territoriais com a China no Mar do Sul da China (Brunei, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã), reportou hoje a Agência France Presse (AFP).
De acordo com a Guarda Costeira das Filipinas, os EUA vão dar dois aviões-espiões usados para aumentar a vigilância aérea e orientar as patrulhas navais do país. O Japão vai fornecer navios, barcos, equipamento de telecomunicações e treinamento para a Guarda Costeira da Malásia.
Ontem, o Japão havia prometido às Filipinas dois navios de patrulha costeira e cinco aviões-espiões usados. O governo japonês vem gradualmente aumentando a ajuda militar às Filipinas. Antes, prometera dez barcos-patrulha.
Hoje o governo filipino denunciou a construção de mais uma ilha artificial pelo regime comunista chinês nos rochedos de Scarborough.
Diante do crescente poderio militar chinês e do recuo estratégico dos EUA, o primeiro-ministro Shinzo Abe tenta reverter as limitações ao uso da força no exterior impostas ao Japão na Constituição de 1947, durante a ocupação americana depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Na sua estratégia de contenção da China, também se aproxima da Índia e do Vietnã.
De acordo com a Guarda Costeira das Filipinas, os EUA vão dar dois aviões-espiões usados para aumentar a vigilância aérea e orientar as patrulhas navais do país. O Japão vai fornecer navios, barcos, equipamento de telecomunicações e treinamento para a Guarda Costeira da Malásia.
Ontem, o Japão havia prometido às Filipinas dois navios de patrulha costeira e cinco aviões-espiões usados. O governo japonês vem gradualmente aumentando a ajuda militar às Filipinas. Antes, prometera dez barcos-patrulha.
Hoje o governo filipino denunciou a construção de mais uma ilha artificial pelo regime comunista chinês nos rochedos de Scarborough.
Diante do crescente poderio militar chinês e do recuo estratégico dos EUA, o primeiro-ministro Shinzo Abe tenta reverter as limitações ao uso da força no exterior impostas ao Japão na Constituição de 1947, durante a ocupação americana depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Na sua estratégia de contenção da China, também se aproxima da Índia e do Vietnã.
Filipinas acusam China de planejar construção de ilha em rochedo
As Filipinas divulgaram hoje fotos que mostram preparativos da China para construir uma ilha artificial sobre os rochedos de Scarborough, em águas disputadas pelos dois países no Mar do Sul da China, noticiou a Agência France Presse (AFP).
A acusação acontece no dia de abertura da reunião anual da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Vientiane, no Laos, onde a China é observadora, representada pelo primeiro-ministro Li Keqiang.
Nas fotos, há navios e outros equipamentos de dragagem e construção no banco de areia de Scarborough, do qual afloram apenas rochedos, indicando que estão prestes a entrar em atividade.
O regime comunista chinês nega estar construindo mais ilhas artificiais como fez em recifes, atóis e outras áreas do Mar do Sul da China, que disputa com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. A China fez pistas de pouso e hangares reforçados para abrigar aviões de guerra. Deixou claro que pode usar a força para impor suas reivindicações.
De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, ilhas dão direito a um mar
territorial com zona econômica exclusiva por um raio de 200 milhas náuticas, enquanto recifes, atóis, bancos de areia, rochedos e ilhas temporárias têm direito a apenas 12 milhas.
Em 12 de julho de 2016, a pedido das Filipinas, a Corte Permanente de Arbitragem, um tribunal internacional com sede em Haia, na Holanda decidiu que a China não tem os "direitos históricos" reivindicados com base num mapa conhecido como a "linha de nove traços", que lhe daria 90% do Mar do Sul da China.
O tribunal esclareceu ainda que não iria tomar decisões sobre soberania e limites das águas territoriais dos dois países.
O governo chinês ignorou o resultado do julgamento, enquanto as Filipinas preferem usá-lo como instrumento de barganha em negociações com Beijim. Para início de conversa, a China exige que as Filipinas desconheçam a decisão do tribunal de arbitragem.
As pressões da China sobre as Filipinas estariam por trás da incontinência verbal do novo presidente filipino, Rodrigo Duterte, que chamou o presidente Barack Obama de "filho da puta" numa língua local, dizendo que não aceitaria críticas dos Estados Unidos, antiga potência colonial, em relação à sua guerra contra as drogas. Em dois meses, mais de 2,4 mil pessoas foram mortas.
Obama cancelou o encontro. Isso complica a política dos EUA na Ásia, onde é única potência capaz de contrabalançar o crescente poderio militar chinês. Navios de guerra americanos têm cruzado os mares disputados para reafirmar o direito de navegação em águas internacionais.
Estão em jogo especialmente os recursos naturais do Mar do Sul da China, que inclui reservas estimadas em 7,7 bilhões de barris de petróleo e 266 trilhões de metros cúbicos de gás natural, e pescado em abundância.
Em volume, mais de 50% das mercadorias exportadas no mundo passam pelos estreitos de Málaca, Sunda e Lombok. É a segunda rota mais movimentada do comércio internacional.
A acusação acontece no dia de abertura da reunião anual da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Vientiane, no Laos, onde a China é observadora, representada pelo primeiro-ministro Li Keqiang.
Nas fotos, há navios e outros equipamentos de dragagem e construção no banco de areia de Scarborough, do qual afloram apenas rochedos, indicando que estão prestes a entrar em atividade.
O regime comunista chinês nega estar construindo mais ilhas artificiais como fez em recifes, atóis e outras áreas do Mar do Sul da China, que disputa com Brunei, as Filipinas, a Malásia, Taiwan e o Vietnã. A China fez pistas de pouso e hangares reforçados para abrigar aviões de guerra. Deixou claro que pode usar a força para impor suas reivindicações.
De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, ilhas dão direito a um mar
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| O mapa chinês |
Em 12 de julho de 2016, a pedido das Filipinas, a Corte Permanente de Arbitragem, um tribunal internacional com sede em Haia, na Holanda decidiu que a China não tem os "direitos históricos" reivindicados com base num mapa conhecido como a "linha de nove traços", que lhe daria 90% do Mar do Sul da China.
O tribunal esclareceu ainda que não iria tomar decisões sobre soberania e limites das águas territoriais dos dois países.
O governo chinês ignorou o resultado do julgamento, enquanto as Filipinas preferem usá-lo como instrumento de barganha em negociações com Beijim. Para início de conversa, a China exige que as Filipinas desconheçam a decisão do tribunal de arbitragem.
As pressões da China sobre as Filipinas estariam por trás da incontinência verbal do novo presidente filipino, Rodrigo Duterte, que chamou o presidente Barack Obama de "filho da puta" numa língua local, dizendo que não aceitaria críticas dos Estados Unidos, antiga potência colonial, em relação à sua guerra contra as drogas. Em dois meses, mais de 2,4 mil pessoas foram mortas.
Obama cancelou o encontro. Isso complica a política dos EUA na Ásia, onde é única potência capaz de contrabalançar o crescente poderio militar chinês. Navios de guerra americanos têm cruzado os mares disputados para reafirmar o direito de navegação em águas internacionais.
Estão em jogo especialmente os recursos naturais do Mar do Sul da China, que inclui reservas estimadas em 7,7 bilhões de barris de petróleo e 266 trilhões de metros cúbicos de gás natural, e pescado em abundância.
Em volume, mais de 50% das mercadorias exportadas no mundo passam pelos estreitos de Málaca, Sunda e Lombok. É a segunda rota mais movimentada do comércio internacional.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
Obama é primeiro presidente dos EUA a visitar o Laos
Ao chegar hoje a Vientiane para a reunião de cúpula anual da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), Barack Obama tornou-se o primeiro presidente dos Estados Unidos a visitar o Laos, um dos países bombardeados durante a Guerra do Vietnã.
Durante a guerra, o Laos foi o país mais bombardeado do mundo por número de habitantes. Foram mais de 270 milhões de bombas para destruir a chamada Trilha de Ho Chi Minh, usada pelo Vietnã do Norte para apoiar os guerrilheiros comunistas, os vietcongues, que lutavam contra os EUA e o regime fantoche do Vietnã do Sul, uma ditadura militar incapaz de manter o controle sobre seu território sem a intervenção militar americana.
Obama prometeu uma ajuda de US$ 90 milhões em três anos para desativar bombas que não explodiram e até hoje são uma ameaça aos laosianos. O Laos tem 20 mil vítimas de bombas que não explodiram na hora do ataque
Com uma ditadura militar comunista de partido único, o Laos, de 6,8 milhões de habitantes, é considerado o país mais fechado do mundo depois da Coreia do Norte, outro reduto de um stalinismo anacrônico.
O regime ensaia uma abertura econômica no estilo da China e do Vietnã prometendo transformar o Laos numa "usina do Sudeste Asiático" com a exploração da energia hidrelétrica do Rio Mekong, sob protesto do Camboja e do Vietnã. Os países vizinhos temem sérias consequências ecológicas e econômicas, como a queda na produção de pescado e da oferta de água para a irrigação das lavouras de arroz do Vietnã.
Em 2014, o produto interno bruto laosiano foi estimado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em US$ 11,7 bilhões.
Durante a guerra, o Laos foi o país mais bombardeado do mundo por número de habitantes. Foram mais de 270 milhões de bombas para destruir a chamada Trilha de Ho Chi Minh, usada pelo Vietnã do Norte para apoiar os guerrilheiros comunistas, os vietcongues, que lutavam contra os EUA e o regime fantoche do Vietnã do Sul, uma ditadura militar incapaz de manter o controle sobre seu território sem a intervenção militar americana.
Obama prometeu uma ajuda de US$ 90 milhões em três anos para desativar bombas que não explodiram e até hoje são uma ameaça aos laosianos. O Laos tem 20 mil vítimas de bombas que não explodiram na hora do ataque
Com uma ditadura militar comunista de partido único, o Laos, de 6,8 milhões de habitantes, é considerado o país mais fechado do mundo depois da Coreia do Norte, outro reduto de um stalinismo anacrônico.
O regime ensaia uma abertura econômica no estilo da China e do Vietnã prometendo transformar o Laos numa "usina do Sudeste Asiático" com a exploração da energia hidrelétrica do Rio Mekong, sob protesto do Camboja e do Vietnã. Os países vizinhos temem sérias consequências ecológicas e econômicas, como a queda na produção de pescado e da oferta de água para a irrigação das lavouras de arroz do Vietnã.
Em 2014, o produto interno bruto laosiano foi estimado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em US$ 11,7 bilhões.
Economia da Suíça cresceu 0,6% no segundo trimestre
A Suíça, o país com a segunda maior renda por habitante do mundo, de US$ 80.675 em 2015, cresceu 0,6% no segundo trimestre de 2016 em relação ao trimestre anterior e 2% nos últimos 12 meses, anunciou hoje em Berna a Secretaria de Estado da Economia (Seco).
O crescimento de abril a junho foi atribuído ao comércio exterior e aos gastos públicos (1,7%). O consumo doméstico ficou estagnado. Do lado negativo, o investimento na formação de capital baixou 0,9% e o investimento na construção caiu 0,3%.
A exportação de bens avançou 0,8% no trimestre, com destaque para a indústria química e farmacêutica. A importação diminuiu, especialmente de instrumentos de precisão, relógios e bijuterias. No setor de serviços, a exportação caiu 0,1% e a importação, 1,1%.
O maior crescimento foi no setor de energia (5,8%), seguido por restaurantes e hotelaria (2,5%), que vinham de três meses de baixa, ensino e educação (2%) e saúde e ação social (1%).
O crescimento de abril a junho foi atribuído ao comércio exterior e aos gastos públicos (1,7%). O consumo doméstico ficou estagnado. Do lado negativo, o investimento na formação de capital baixou 0,9% e o investimento na construção caiu 0,3%.
A exportação de bens avançou 0,8% no trimestre, com destaque para a indústria química e farmacêutica. A importação diminuiu, especialmente de instrumentos de precisão, relógios e bijuterias. No setor de serviços, a exportação caiu 0,1% e a importação, 1,1%.
O maior crescimento foi no setor de energia (5,8%), seguido por restaurantes e hotelaria (2,5%), que vinham de três meses de baixa, ensino e educação (2%) e saúde e ação social (1%).
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Pesquisa dá pequena vantagem a Trump dentro da margem de erro
Uma nova pesquisa divulgada pela televisão americana CNN dá uma vantagem de dois pontos percentuais ao magnata imobiliário Donald Trump, candidato do Partido Republicano, sobre a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, do Partido Democrata, na disputa pela Presidência dos Estados Unidos.
Trump tem 45%, contra 43% para Hillary, 7% para o candidato libertário, Gary Johnson, e 2% para a verde Jill Stein.
Há uma forte tendência dos jovens votarem em Hillary (54% a 29%) e dos adultos acima de 45 anos preferiram Trump (54% a 39%).
A maioria dos brancos sem curso superior favorecem Trump em larga medida (68%), enquanto 49% dos graduados em universidades declararam voto na democrata.
Na média das pesquisas nacionais só com Hillary e Trump, a democrata tem uma vantagem de 3,3 pontos percentuais. Ela também lidera quando são incluídos Johnson e Stein, por 2,4 pontos percentuais.
Desde 1952, o candidato que estava à frente nesta altura da campanha, a 62 dias das eleições, conquistou a Casa Branca. Hoje as posições políticas estão mais radicalizadas, as campanhas são mais longas e os eleitores têm uma longa campanha, a televisão e a Internet para se familiarizar com os candidatos.
Trump tem 45%, contra 43% para Hillary, 7% para o candidato libertário, Gary Johnson, e 2% para a verde Jill Stein.
Há uma forte tendência dos jovens votarem em Hillary (54% a 29%) e dos adultos acima de 45 anos preferiram Trump (54% a 39%).
A maioria dos brancos sem curso superior favorecem Trump em larga medida (68%), enquanto 49% dos graduados em universidades declararam voto na democrata.
Na média das pesquisas nacionais só com Hillary e Trump, a democrata tem uma vantagem de 3,3 pontos percentuais. Ela também lidera quando são incluídos Johnson e Stein, por 2,4 pontos percentuais.
Desde 1952, o candidato que estava à frente nesta altura da campanha, a 62 dias das eleições, conquistou a Casa Branca. Hoje as posições políticas estão mais radicalizadas, as campanhas são mais longas e os eleitores têm uma longa campanha, a televisão e a Internet para se familiarizar com os candidatos.
Regime é suspeito de mais um ataque químico na Síria
Helicópteros do governo da Síria bombardearam hoje uma área da cidade de Alepo dominada por rebeldes com armas químicas à base de cloro, noticiou a agência Associated Press (AP), citando como fonte ativistas e socorristas que atenderam os feridos.
Um vídeo gravado no bairro de al-Sukkari mostra moradores tossindo e chorando logo após o ataque. Pelo menos 80 civis teriam procurado atendimento médico, declarou uma testemunha.
A ditadura de Bachar Assad, a milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante e grupos rebeldes foram acusado de usar armas com gás cloro na guerra civil que matou cerca de 400 mil pessoas nos últimos cinco anos e meio.
Em agosto de 2013, o governo atacou um bairro da capital, Damasco, com armas químicas, cruzando um limite imposto pelo presidente Barack Obama, mas os Estados Unidos não cumpriram a ameaça de bombardear quem cruzasse a linha vermelha.
A Rússia entrou no vácuo da hesitação americana e intervém militarmente na Síria desde 30 de setembro de 2015 em apoio ao regime ditatorial, principal responsável pela guerra civil.
O governo Assad aposta na vitória na Batalha de Alepo, a segunda cidade mais importante da Síria, como decisiva. Conta com o apoio do Irã, da Força Aérea da Rússia e da milícia fundamentalista xiita Hesbolá.
Do outro lado, os vários grupos rebeldes contam com o apoio de outros países do Oriente Médio, dos Estados Unidos e da União Europeia, gerando este impasse mortífero.
Um vídeo gravado no bairro de al-Sukkari mostra moradores tossindo e chorando logo após o ataque. Pelo menos 80 civis teriam procurado atendimento médico, declarou uma testemunha.
A ditadura de Bachar Assad, a milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante e grupos rebeldes foram acusado de usar armas com gás cloro na guerra civil que matou cerca de 400 mil pessoas nos últimos cinco anos e meio.
Em agosto de 2013, o governo atacou um bairro da capital, Damasco, com armas químicas, cruzando um limite imposto pelo presidente Barack Obama, mas os Estados Unidos não cumpriram a ameaça de bombardear quem cruzasse a linha vermelha.
A Rússia entrou no vácuo da hesitação americana e intervém militarmente na Síria desde 30 de setembro de 2015 em apoio ao regime ditatorial, principal responsável pela guerra civil.
O governo Assad aposta na vitória na Batalha de Alepo, a segunda cidade mais importante da Síria, como decisiva. Conta com o apoio do Irã, da Força Aérea da Rússia e da milícia fundamentalista xiita Hesbolá.
Do outro lado, os vários grupos rebeldes contam com o apoio de outros países do Oriente Médio, dos Estados Unidos e da União Europeia, gerando este impasse mortífero.
Obama cancela encontro com presidente que o ofendeu
O presidente Barack Obama desistiu de encontrar o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, que o chamou de filho de puta numa língua local depois de críticas a uma guerra contra as drogas que causou mais de 2 mil mortes em dois meses.
A Casa Branca revelou na semana passada que Obama planejava um encontro com o novo líder filipino durante a reunião de cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), realizada em Vientiane, a capital do Laos, um dos países mais fechados do mundo. Grandes potências como EUA, China, Índia, Japão e a União Europeia participam como observadores.
É a primeira participação de Duterte numa reunião de cúpula. Ele chega no estilo caubói que o levou à Presidência prometendo linha dura contra o crime e a violência. Seu chefe de polícia chegou a incitar usuários de drogas e incendiar casas de traficantes porque seria vítimas.
Obama começou a desistir do encontro ontem ao saber que o presidente filipino queria excluir a questão dos direitos humanos da conversa entre os dois, referindo-se a Obama com uma expressão em tatalog traduzida como "filho da puta".
Em seu discurso populista, Duterte disparou: "As Filipinas não são um Estado vassalo. Há muito [1946] deixamos de ser colônia dos EUA", rejeitando as críticas à sua guerra contra as drogas. Aí falou em tatalog.
"Instruí minha equipe a falar com seus colegas filipinos para descobrir se neste momento é possível uma conversa construtiva e produtiva", declarou Obama.
A Casa Branca revelou na semana passada que Obama planejava um encontro com o novo líder filipino durante a reunião de cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), realizada em Vientiane, a capital do Laos, um dos países mais fechados do mundo. Grandes potências como EUA, China, Índia, Japão e a União Europeia participam como observadores.
É a primeira participação de Duterte numa reunião de cúpula. Ele chega no estilo caubói que o levou à Presidência prometendo linha dura contra o crime e a violência. Seu chefe de polícia chegou a incitar usuários de drogas e incendiar casas de traficantes porque seria vítimas.
Obama começou a desistir do encontro ontem ao saber que o presidente filipino queria excluir a questão dos direitos humanos da conversa entre os dois, referindo-se a Obama com uma expressão em tatalog traduzida como "filho da puta".
Em seu discurso populista, Duterte disparou: "As Filipinas não são um Estado vassalo. Há muito [1946] deixamos de ser colônia dos EUA", rejeitando as críticas à sua guerra contra as drogas. Aí falou em tatalog.
"Instruí minha equipe a falar com seus colegas filipinos para descobrir se neste momento é possível uma conversa construtiva e produtiva", declarou Obama.
México ameaçar revogar tratado de 1848 se Trump for eleito
Se o magnata imobiliário Donald Trump for eleito presidente dos Estados Unidos em 8 de novembro de 2016 e mudar unilateralmente o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), o México pode revogar uma série de 75 tratados bilaterais, entre eles o de 1848, que cedeu metade do território mexicano aos EUA, inclusive os estados da Califórnia, do Arizona, de Nevada e do Novo México.
A iniciativa foi apresentada ontem pelo senador esquerdista Armando Ríos Piter em reação ao encontro entre Trump e o presidente Enrique Peña Nieto no Palácio Nacional, considerado ultrajante pelos mexicanos depois das acusações de tráfico, contrabando e crimes sexuais feitas na campanha e da ameaça de erguer um muro na fronteira entre os dois países e obrigar o México a pagar.
Quando Trump fala em construir um muro alto e inexpugnável na fronteira para barrar os imigrantes ilegais, os mexicanos sugerem ironicamente que seja na fronteira anterior ao tratado de 1848.
"É o primeiro passo para estabelecermos uma política pública sobre como o México deve reagir diante da ameaça" de um governo Trump, declarou o senador ao jornal britânico Financial Times. "Esta lei quer simplesmente proteger uma relação de sucesso de 22 anos útil para ambas as nações. Queremos defender o Nafta de uma posição que visa destruí-lo."
O projeto nasceu de uma ideia do ex-deputado Agustín Barrios Gómez, hoje diretor da Fundação Imagem do México, uma organização que tenta melhorar a percepção do país no exterior.
Além de revogar tratados, o projeto de lei proíbe qualquer tentativa de usar dinheiro mexicano para erguer um muro na fronteira. Se Trump confiscar como prometeu parte dos US$ 24 bilhões que os imigrantes e seus descendentes enviam anualmente ao México, o governo mexicano está autorizado a reter a mesma quantia nas remessas feitas por empresas ou indivíduos aos EUA.
A iniciativa foi apresentada ontem pelo senador esquerdista Armando Ríos Piter em reação ao encontro entre Trump e o presidente Enrique Peña Nieto no Palácio Nacional, considerado ultrajante pelos mexicanos depois das acusações de tráfico, contrabando e crimes sexuais feitas na campanha e da ameaça de erguer um muro na fronteira entre os dois países e obrigar o México a pagar.
Quando Trump fala em construir um muro alto e inexpugnável na fronteira para barrar os imigrantes ilegais, os mexicanos sugerem ironicamente que seja na fronteira anterior ao tratado de 1848.
"É o primeiro passo para estabelecermos uma política pública sobre como o México deve reagir diante da ameaça" de um governo Trump, declarou o senador ao jornal britânico Financial Times. "Esta lei quer simplesmente proteger uma relação de sucesso de 22 anos útil para ambas as nações. Queremos defender o Nafta de uma posição que visa destruí-lo."
O projeto nasceu de uma ideia do ex-deputado Agustín Barrios Gómez, hoje diretor da Fundação Imagem do México, uma organização que tenta melhorar a percepção do país no exterior.
Além de revogar tratados, o projeto de lei proíbe qualquer tentativa de usar dinheiro mexicano para erguer um muro na fronteira. Se Trump confiscar como prometeu parte dos US$ 24 bilhões que os imigrantes e seus descendentes enviam anualmente ao México, o governo mexicano está autorizado a reter a mesma quantia nas remessas feitas por empresas ou indivíduos aos EUA.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Coreia do Norte testa três mísseis balísticos
Em mais um desafio à sociedade internacional, a Coreia do Norte lançou hoje três mísseis balísticos de sua costa leste. Eles voaram cerca de mil quilômetros até na cair na zona de identificação aérea do Japão, informou a televisão pública britânica BBC.
O regime comunista norte-coreano está proibido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas de testar mísseis balísticos e armas atômicas, mas realizou uma série de testes nos últimos meses, indicando claramente a intenção de obter a capacidade de dissuasão nuclear para garantir sua sobrevivência.
Há apenas duas semanas, a ditadura stalinista de Pionguiangue disparou mísseis baseados em submarinos em protesto contra o início das manobras militares conjuntas realizadas anualmente pelos Estados Unidos e a Coreia do Sul.
Pouco depois do lançamento dos mísseis, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e a presidente da Coreia do Sul, Park Geun Hye, se reuniram em Hangzhou, na China, onde participavam da reunião de cúpula do Grupo dos Vinte (19 países mais ricos do mundo e a União Europeia), e concordaram em acompanhar a situação.
A tensão na Península Coreana e nos países vizinhos aumentou em janeiro de 2016, quando a ditadura norte-coreana fez seu quarto teste nuclear. Em julho, os EUA e a Coreia do Sul anunciaram a intenção de instalar um sistema de defesa antímisseis. Isso preocupa a China que teme uma superioridade estratégica americana um possível conflito futuro entre as duas superpotências.
Desde o fim da União Soviética, em 1991, o regime norte-coreano faz uma chantagem atômica para barganhar ajuda em energia e alimentos para sua economia stalinistas e falida.
O regime comunista norte-coreano está proibido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas de testar mísseis balísticos e armas atômicas, mas realizou uma série de testes nos últimos meses, indicando claramente a intenção de obter a capacidade de dissuasão nuclear para garantir sua sobrevivência.
Há apenas duas semanas, a ditadura stalinista de Pionguiangue disparou mísseis baseados em submarinos em protesto contra o início das manobras militares conjuntas realizadas anualmente pelos Estados Unidos e a Coreia do Sul.
Pouco depois do lançamento dos mísseis, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e a presidente da Coreia do Sul, Park Geun Hye, se reuniram em Hangzhou, na China, onde participavam da reunião de cúpula do Grupo dos Vinte (19 países mais ricos do mundo e a União Europeia), e concordaram em acompanhar a situação.
A tensão na Península Coreana e nos países vizinhos aumentou em janeiro de 2016, quando a ditadura norte-coreana fez seu quarto teste nuclear. Em julho, os EUA e a Coreia do Sul anunciaram a intenção de instalar um sistema de defesa antímisseis. Isso preocupa a China que teme uma superioridade estratégica americana um possível conflito futuro entre as duas superpotências.
Desde o fim da União Soviética, em 1991, o regime norte-coreano faz uma chantagem atômica para barganhar ajuda em energia e alimentos para sua economia stalinistas e falida.
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Procuradoria de Paris denuncia Sarkozy e mais 13 partidários
Em denúncia à Justiça da França, a Procuradoria de Paris acusa o ex-presidente Nicolas Sarkozy (2007-12), pré-candidato à eleição presidencial de 2017, de ter "pleno conhecimento do financiamento ilegal de sua campanha [de 2012] porque ficou demonstrado que ele deu, com conhecimento de causa, instruções para aumentar as despesas".
O advogado de Sarkozy, Thierry Herzog, protestou dizendo que é um "desrespeito ao Código de Processo Penal". Outros 13 partidários do ex-presidente também foram acusados formalmente no caso Bygmalion, nome da agência de propaganda envolvida na fraude.
A campanha de Sarkozy foi denunciada por criar um esquema de notas falsas para mascarar o estouro do limite das despesas de campanha autorizadas pela legislação eleitoral francesa, de 22,5 milhões de euros para campanhas presidenciais. Ele perdeu a eleição para o atual presidente, o socialista François Hollande.
É improvável que o caso seja julgado antes da eleição presidencial, marcada para 23 de abril e 7 de maio. O primeiro teste para Sarkozy será a eleição primária do partido Os Republicanos, fundado por ele mesmo para substituir à União por um Movimento Popular (UMP). É um partido de centro-direita, herdeiro do gaullismo, das ideias do general Charles de Gaulle, presidente da França Livre no exílio durante a ocupação nazista (1940-44), chefiou a reconstrução do pós-guerra e foi o principal líder do país na segunda metade do século 20.
Treze candidatos disputam a primária republica em 20 e 27 de novembro de 2016. Os favoritos são o próprio Sarkozy e o ex-primeiro-ministro Alain Juppé.
O advogado de Sarkozy, Thierry Herzog, protestou dizendo que é um "desrespeito ao Código de Processo Penal". Outros 13 partidários do ex-presidente também foram acusados formalmente no caso Bygmalion, nome da agência de propaganda envolvida na fraude.
A campanha de Sarkozy foi denunciada por criar um esquema de notas falsas para mascarar o estouro do limite das despesas de campanha autorizadas pela legislação eleitoral francesa, de 22,5 milhões de euros para campanhas presidenciais. Ele perdeu a eleição para o atual presidente, o socialista François Hollande.
É improvável que o caso seja julgado antes da eleição presidencial, marcada para 23 de abril e 7 de maio. O primeiro teste para Sarkozy será a eleição primária do partido Os Republicanos, fundado por ele mesmo para substituir à União por um Movimento Popular (UMP). É um partido de centro-direita, herdeiro do gaullismo, das ideias do general Charles de Gaulle, presidente da França Livre no exílio durante a ocupação nazista (1940-44), chefiou a reconstrução do pós-guerra e foi o principal líder do país na segunda metade do século 20.
Treze candidatos disputam a primária republica em 20 e 27 de novembro de 2016. Os favoritos são o próprio Sarkozy e o ex-primeiro-ministro Alain Juppé.
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Extrema direita avança em eleições estaduais na Alemanha
O partido anti-imigrantes Alternativa para a Alemanha (AfD) tornou-se o primeiro a vencer a União Democrata-Cristã (CDU), da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, pela direita. Nas eleições de domingo no estado de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD obteve 20,8% dos votos contra 19% para a CDU.
A vitória ficou com o Partido Social-Democrata (SPD), com queda de 35,6% para 30,6% em relação às eleições anteriores no estado da antiga Alemanha Oriental, que tem o menor eleitorado do país, apenas cerca de 1,6 milhão de eleitores. O SPD deve manter a grande aliança com a CDU que já domina o governo federal alemão.
Com apenas três anos de idade, o desempenho da AfD típico do voto de protesto: roubou votos de todos os partidos da ultradireita à extrema esquerda e mobilizou mais eleitores, diminuindo a abstenção.
A maior consolação foi que o Partido Nacional da Alemanha, de inspiração neonazista, não atingiu o mínimo de 5% dos votos e ficou fora de Assembleia Legislativa de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental. Os Verdes também não superaram a cláusula de barreira.
"Daqui para a frente, a Alemanha tem o que não tinha desde o fim da Segunda Guerra Mundial", em 1945, lamentou o jornal Die Welt.
O estado recebeu apenas 23 mil refugiados. Mesmo assim, o tema central foi a rejeição à política braços abertos para refugiados adotada por Merkel, que resolveu honrar a tradição alemã e europeia de oferecer asilo a refugiados. Esse repúdio não deve mudar antes das eleições federais de 2017.
A vitória ficou com o Partido Social-Democrata (SPD), com queda de 35,6% para 30,6% em relação às eleições anteriores no estado da antiga Alemanha Oriental, que tem o menor eleitorado do país, apenas cerca de 1,6 milhão de eleitores. O SPD deve manter a grande aliança com a CDU que já domina o governo federal alemão.
Com apenas três anos de idade, o desempenho da AfD típico do voto de protesto: roubou votos de todos os partidos da ultradireita à extrema esquerda e mobilizou mais eleitores, diminuindo a abstenção.
A maior consolação foi que o Partido Nacional da Alemanha, de inspiração neonazista, não atingiu o mínimo de 5% dos votos e ficou fora de Assembleia Legislativa de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental. Os Verdes também não superaram a cláusula de barreira.
"Daqui para a frente, a Alemanha tem o que não tinha desde o fim da Segunda Guerra Mundial", em 1945, lamentou o jornal Die Welt.
O estado recebeu apenas 23 mil refugiados. Mesmo assim, o tema central foi a rejeição à política braços abertos para refugiados adotada por Merkel, que resolveu honrar a tradição alemã e europeia de oferecer asilo a refugiados. Esse repúdio não deve mudar antes das eleições federais de 2017.
domingo, 4 de setembro de 2016
Regime sírio retoma áreas da cidade de Alepo
Com o apoio de forte bombardeio aéreo, o Exército da Síria e milícias aliadas recapturaram áreas do Sudoeste da cidade que estavam sob poder dos rebeldes, anunciou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
As áreas retomadas incluem o Colégio de Armamento e a Escola Técnica da Aeronáutica, no bairro de Ramussá. Os rebeldes ocuparam essas regiões de Alepo numa ofensiva que rompeu o cerco da ditadura de Bachar Assad à parte da cidade sob controle rebelde.
Ao recapturar essas áreas, as forças leais ao regime reimpõem o cerco. Com o apoio dos aliados Rússia e Irã, Assad considera a tomada de Alepo uma batalha decisiva na guerra civil que matou entre 290 e 400 mil pessoas em cinco anos e meio.
As áreas retomadas incluem o Colégio de Armamento e a Escola Técnica da Aeronáutica, no bairro de Ramussá. Os rebeldes ocuparam essas regiões de Alepo numa ofensiva que rompeu o cerco da ditadura de Bachar Assad à parte da cidade sob controle rebelde.
Ao recapturar essas áreas, as forças leais ao regime reimpõem o cerco. Com o apoio dos aliados Rússia e Irã, Assad considera a tomada de Alepo uma batalha decisiva na guerra civil que matou entre 290 e 400 mil pessoas em cinco anos e meio.
Presidente das Filipinas declara "estado de ilegalidade"
Depois de um atentado a bomba que matou 14 pessoas no fim de semana em sua terra natal, Davao, o presidente Rodrigo Duterte declarou "estado de ilegalidade" nas Filipinas. A medida deixa o país à beira da lei marcial.
Duterte foi eleito em maio de 2016 com um discurso populista prometendo linha dura no combate ao crime e à corrupção. Seu chefe de polícia mandou os usuários de drogas tocarem fogo nas casas dos traficantes, alegando que viciados são vítimas.
O presidente das Filipinas esclareceu que o "estado de ilegalidade" lhe dá plenos poderes para convocar as Forças Armadas: "Estou convidando as Forças Armadas os militares e a Polícia para governarem o país de acordo com minhas especificações." Ele prometeu instalar "muitos postos de controle".
Cerca de 2 mil pessoas morreram na guerra contra as drogas, criticada pelas Nações Unidas e por várias organizações não governamentais por atropelar as garantias fundamentais de um Estado de Direito.
O atentado terrorista foi atribuído à milícia extremista muçulmana liderada por Abu Sayyaf, que atua na ilha de Mindanao, no Sul do país.
As Filipinas viveram longo tempo sob lei marcial durante a ditadura de Ferdinand Marcos (1865-86), derrubado em fevereiro de 1986 na revolta popular que levou Corazón Aquino ao poder. O pai de Duterte foi ministro de Marcos e agora quer reabilitar o ditador para reenterrá-lo no Cemitério dos Heróis, em Manila.
Duterte foi eleito em maio de 2016 com um discurso populista prometendo linha dura no combate ao crime e à corrupção. Seu chefe de polícia mandou os usuários de drogas tocarem fogo nas casas dos traficantes, alegando que viciados são vítimas.
O presidente das Filipinas esclareceu que o "estado de ilegalidade" lhe dá plenos poderes para convocar as Forças Armadas: "Estou convidando as Forças Armadas os militares e a Polícia para governarem o país de acordo com minhas especificações." Ele prometeu instalar "muitos postos de controle".
Cerca de 2 mil pessoas morreram na guerra contra as drogas, criticada pelas Nações Unidas e por várias organizações não governamentais por atropelar as garantias fundamentais de um Estado de Direito.
O atentado terrorista foi atribuído à milícia extremista muçulmana liderada por Abu Sayyaf, que atua na ilha de Mindanao, no Sul do país.
As Filipinas viveram longo tempo sob lei marcial durante a ditadura de Ferdinand Marcos (1865-86), derrubado em fevereiro de 1986 na revolta popular que levou Corazón Aquino ao poder. O pai de Duterte foi ministro de Marcos e agora quer reabilitar o ditador para reenterrá-lo no Cemitério dos Heróis, em Manila.
sábado, 3 de setembro de 2016
Marine Le Pen promete plebiscito para tirar França da UE
Se for eleita presidente da França em 2017, a líder da neofascista Frente Nacional, Marine Le Pen, vai convocar um plebiscito sobre a permanência da França na União Europeia, a exemplo do realizado no Reino Unido em 23 de junho de 2016, anunciou hoje o jornal francês The Gazette.
A primeiro turno da eleição presidencial francesa está marcado para 23 de abril. Diante da impopularidade do presidente socialista François Hollande, que tem apenas 12% de aprovação, no momento, todas as pequisas indicam que Marine chegará ao segundo em 7 de maio.
O desemprego de quase 10% e de 25% entre os jovens, o fraco crescimento econômico, com estagnação no segundo trimestre deste ano, e o terrorismo favorecem a Frente Nacional e empurram o partido de centro-direita Os Republicanos mais para a direita.
A Grã-Bretanha é uma ilha. Não fez parte do núcleo inicial fundador da Comunidade Econômica Europeia, em 1957. Só entrou em 1973, depois de dois vetos do presidente francês Charles de Gaulle. A saída da França, que forma com a Alemanha o eixo central do processo de integração europeia, seria o fim da UE.
A primeiro turno da eleição presidencial francesa está marcado para 23 de abril. Diante da impopularidade do presidente socialista François Hollande, que tem apenas 12% de aprovação, no momento, todas as pequisas indicam que Marine chegará ao segundo em 7 de maio.
O desemprego de quase 10% e de 25% entre os jovens, o fraco crescimento econômico, com estagnação no segundo trimestre deste ano, e o terrorismo favorecem a Frente Nacional e empurram o partido de centro-direita Os Republicanos mais para a direita.
A Grã-Bretanha é uma ilha. Não fez parte do núcleo inicial fundador da Comunidade Econômica Europeia, em 1957. Só entrou em 1973, depois de dois vetos do presidente francês Charles de Gaulle. A saída da França, que forma com a Alemanha o eixo central do processo de integração europeia, seria o fim da UE.
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China aprova acordo da Conferência do Clima de Paris
O Congresso Nacional do Povo da China aprovou neste sábado o acordo internacional firmado na 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CoP-21), realizada em Paris no fim de 2015.
Maior poluidor da atmosfera hoje, responsável por 24% das emissões de gases que agravam o efeito estufa, a China é o primeiro grande país emissor a ratificar o acordo.
Nos EUA, maior país emissor ao longo da história e segundo maior hoje, as chances de aprovação são escassas num Congresso dominado pela oposição republicana, que rejeita a tese de que o aquecimento global é resultado emissões de gases carbônicos produzidos pelo homem.
Em Paris, pela primeira vez, tanto países desenvolvidos quanto os em desenvolvimento se comprometeram a tomar medidas para controlar a emissão de gases-estufa e assim tentar conter o aumento da temperatura média do planeta abaixo de dois graus centígrados em relação à era pré-industrial. Mas as metas são voluntárias.
Maior poluidor da atmosfera hoje, responsável por 24% das emissões de gases que agravam o efeito estufa, a China é o primeiro grande país emissor a ratificar o acordo.
Nos EUA, maior país emissor ao longo da história e segundo maior hoje, as chances de aprovação são escassas num Congresso dominado pela oposição republicana, que rejeita a tese de que o aquecimento global é resultado emissões de gases carbônicos produzidos pelo homem.
Em Paris, pela primeira vez, tanto países desenvolvidos quanto os em desenvolvimento se comprometeram a tomar medidas para controlar a emissão de gases-estufa e assim tentar conter o aumento da temperatura média do planeta abaixo de dois graus centígrados em relação à era pré-industrial. Mas as metas são voluntárias.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Espanha fará terceiras eleições gerais num ano
O primeiro-ministro interino Mariano Rajoy fracassou hoje pela segunda vez na tentativa de obter aprovação do Parlamento da Espanha para formar um novo governo depois das últimas eleições legislativas. Assim, a Espanha deverá realizar suas terceiras eleições num ano, provavelmente em dezembro.
Por 180 a 170 votos, mesmo resultado da votação anterior, um Parlamento dividido frustrou mais uma vez a tentativa do primeiro-ministro conservador de se manter no poder, onde chegou em 2011 em meio à crise da periferia da Zona do Euro, que derrubou o primeiro-ministro socialista José Luis Rodríguez Zapatero.
A crise desmoralizou os partidos tradicionais, o Partido Popular, de Rajoy, e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que se alternavam no poder em Madri desde a consolidação da remocratização da Espanha, em 1982.
Com desemprego acima de 25% e de 55% entre os jovens, o movimento dos indignados levou ao nascimento de dois novos partidos: Podemos, de esquerda, antiliberal, anticapitalista e antiglobalização; e Cidadãos, liberal, de centro direita.
Nesta nova realidade política, duas eleições levaram a parlamentos fragmentados, onde nenhum partido conseguiu formar um coligação majoritária. O líder do PSOE, Pedro Sánchez, se nega a formar uma grande coalizão com o PP. Uma aliança PSOE-Podemos-Cidadãos teria maioria, mas o líder do Podemos, Pablo Iglesias, recusa qualquer acordo com Cidadãos, de Alberto Rivera. Nem PP-Cidadãos nem PSOE-Podemos formam maiorias.
Nada indica que as próximas eleições rompam o impasse. Só resta à Espanha continuar votando.
Por 180 a 170 votos, mesmo resultado da votação anterior, um Parlamento dividido frustrou mais uma vez a tentativa do primeiro-ministro conservador de se manter no poder, onde chegou em 2011 em meio à crise da periferia da Zona do Euro, que derrubou o primeiro-ministro socialista José Luis Rodríguez Zapatero.
A crise desmoralizou os partidos tradicionais, o Partido Popular, de Rajoy, e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que se alternavam no poder em Madri desde a consolidação da remocratização da Espanha, em 1982.
Com desemprego acima de 25% e de 55% entre os jovens, o movimento dos indignados levou ao nascimento de dois novos partidos: Podemos, de esquerda, antiliberal, anticapitalista e antiglobalização; e Cidadãos, liberal, de centro direita.
Nesta nova realidade política, duas eleições levaram a parlamentos fragmentados, onde nenhum partido conseguiu formar um coligação majoritária. O líder do PSOE, Pedro Sánchez, se nega a formar uma grande coalizão com o PP. Uma aliança PSOE-Podemos-Cidadãos teria maioria, mas o líder do Podemos, Pablo Iglesias, recusa qualquer acordo com Cidadãos, de Alberto Rivera. Nem PP-Cidadãos nem PSOE-Podemos formam maiorias.
Nada indica que as próximas eleições rompam o impasse. Só resta à Espanha continuar votando.
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Usbequistão confirma morte do ditador Islam Karimov
O governo da ex-república soviética do Usbequistão confirmou hoje a morte do ditador Islam Karimov, um antigo líder comunista que mandou no país durante quase 27 anos com um regime totalitário e brutal.
Em 29 de agosto, sua filha havia anunciado que o pai sofrera uma hemorragia cerebral. Desde então, há boatos de que teria morrido. Hoje de manhã, o governo admitiu que Karimov estava em "estado crítico".
Horas depois, foi confirmada morte, que gera um período de incerteza neste país neutro da Ásia Central, que tenta se equilibrar entre a Rússia, a China e os EUA.
Há uma luta pelo poder entre os clãs de Tachkent, a capital, e Samarcanda, uma cidade histórica que fica na Rota da Seda, que a China pretende modernizar como via para seu comércio com a União Europeia.
O adiamento do anúncio da morte de líderes supremos era comum na antiga União Soviética enquanto era trava uma luta interna pela sucessão. Quem presidisse o funeral seria o novo líder. O favorito é o primeiro-ministro Chavkat Mirziyoyev.
Em 29 de agosto, sua filha havia anunciado que o pai sofrera uma hemorragia cerebral. Desde então, há boatos de que teria morrido. Hoje de manhã, o governo admitiu que Karimov estava em "estado crítico".
Horas depois, foi confirmada morte, que gera um período de incerteza neste país neutro da Ásia Central, que tenta se equilibrar entre a Rússia, a China e os EUA.
Há uma luta pelo poder entre os clãs de Tachkent, a capital, e Samarcanda, uma cidade histórica que fica na Rota da Seda, que a China pretende modernizar como via para seu comércio com a União Europeia.
O adiamento do anúncio da morte de líderes supremos era comum na antiga União Soviética enquanto era trava uma luta interna pela sucessão. Quem presidisse o funeral seria o novo líder. O favorito é o primeiro-ministro Chavkat Mirziyoyev.
EUA geram menos empregos do que esperado
O ganho de novas vagas no mercado de trabalho dos Estados Unidos caiu para 151 mil em agosto depois de um saldo de 275 mil postos de trabalho em julho, provavelmente adiando a próxima alta nas taxas básicas de juros, revelou hoje o relatório mensal de emprego. O mercado esperava 180 mil vagas.
A taxa de desemprego ficou inalterada em 4,9%. Com um saldo médio de 270 mil vagas nos últimos meses, muitos economistas esperavam uma desaceleração no crescimento do mercado de trabalho à medida que a economia americana se aproxima do pleno emprego.
Os salários subiram 2,4% num ano. É uma indicação de que o desemprego abaixo de 5% pressiona os salários para cima. A longo prazo, isso teria um efeito inflacionário.
Pelos cálculos de economistas entrevistados pelo jornal The Wall Street Journal, os EUA precisam de 145 mil vagas por mês para absorver os novos candidatos a emprego. Mas a desaceleração lança dúvidas sobre o próximo aumento da taxa básica de juros da Reserva Federal (Fed), o banco central americano.
Como os dados de agosto, mês de férias de verão no Hemisfério Norte, costumam ser revisados para cima nos meses seguintes, deve haver um grande debate entre os formuladores de política monetária do Fed.
"Mesmo se os funcionários do Fed tiverem dúvidas, devem querer esperar mais alguns meses para ver se haverá uma retomada do crescimento em setembro e os dados de agosto sejam revisados para cima", comentou o economista Paul Ashworth, da empresa Capital Economics, em Nova York.
Até o fim do ano, o Comitê de Mercado Aberto do Fed, o comitê de política monetária dos EUA, deve aumentar os juros. Se o crescimento do mercado do trabalho fosse robusto, a expectativa do mercado era de uma alta na reunião de 20 e 21 de setembro. Agora, parece mais provável em novembro ou dezembro.
O Fed praticamente zerou suas taxas de juros em dezembro de 2008 para combater a Grande Recessão. Voltou a aumentar os juros em dezembro de 2015, de uma faixa de 0-0,25% para 0,25%-0,5%. Mas ainda está longe de normalizar a política monetária.
A taxa de desemprego ficou inalterada em 4,9%. Com um saldo médio de 270 mil vagas nos últimos meses, muitos economistas esperavam uma desaceleração no crescimento do mercado de trabalho à medida que a economia americana se aproxima do pleno emprego.
Os salários subiram 2,4% num ano. É uma indicação de que o desemprego abaixo de 5% pressiona os salários para cima. A longo prazo, isso teria um efeito inflacionário.
Pelos cálculos de economistas entrevistados pelo jornal The Wall Street Journal, os EUA precisam de 145 mil vagas por mês para absorver os novos candidatos a emprego. Mas a desaceleração lança dúvidas sobre o próximo aumento da taxa básica de juros da Reserva Federal (Fed), o banco central americano.
Como os dados de agosto, mês de férias de verão no Hemisfério Norte, costumam ser revisados para cima nos meses seguintes, deve haver um grande debate entre os formuladores de política monetária do Fed.
"Mesmo se os funcionários do Fed tiverem dúvidas, devem querer esperar mais alguns meses para ver se haverá uma retomada do crescimento em setembro e os dados de agosto sejam revisados para cima", comentou o economista Paul Ashworth, da empresa Capital Economics, em Nova York.
Até o fim do ano, o Comitê de Mercado Aberto do Fed, o comitê de política monetária dos EUA, deve aumentar os juros. Se o crescimento do mercado do trabalho fosse robusto, a expectativa do mercado era de uma alta na reunião de 20 e 21 de setembro. Agora, parece mais provável em novembro ou dezembro.
O Fed praticamente zerou suas taxas de juros em dezembro de 2008 para combater a Grande Recessão. Voltou a aumentar os juros em dezembro de 2015, de uma faixa de 0-0,25% para 0,25%-0,5%. Mas ainda está longe de normalizar a política monetária.
Centenas de milhares marcham por referendo revogatório na Venezuela
Centenas de milhares de pessoas tomaram ontem ruas do centro da capital da Venezuela para exigir da Comissão Nacional Eleitoral a convocação de um referendo para revogar o mandato do presidente Nicolás Maduro em meio à pior crise econômica da história recente do país.
Se a consulta popular for realizada até 10 de janeiro de 2017 e Maduro perder, haverá nova eleição presidencial na Venezuela. Se for depois desta data, assume o vice-presidente, que não é eleito diretamente, mas nomeado pelo presidente.
As oposições insistem na realização imediata do referendo revogatório, introduzido pelo então presidente Hugo Chávez como um avanço na Constituição da República Bolivarista da Venezuela. Chávez sobreviveu a um em 2004 com 59% dos votos. Na época, a situação econômica era muito melhor e ela havia sido vítima de uma golpe de Estado fracassado em abril de 2002.
Hoje, com recessão prevista para 8%, inflação rumo a 720% ao ano e desabastecimento de 80% dos produtos básicos, além de um índice de homicídios de zonas de guerra, Maduro está totalmente acuado, tem apenas 22% de popularidade e ao que tudo indica seria derrotado. Daí a importância de ganhar tempo para evitar nova eleição.
Nos últimos dias, Maduro consultou a Corte Suprema, totalmente alinhada com o regime chavista, sobre a possibilidade de suspender a imunidade parlamentar dos deputados da Assembleia Nacional, onde a oposição tem maioria absoluta desde as eleições de dezembro de 2015.
Se a consulta popular for realizada até 10 de janeiro de 2017 e Maduro perder, haverá nova eleição presidencial na Venezuela. Se for depois desta data, assume o vice-presidente, que não é eleito diretamente, mas nomeado pelo presidente.
As oposições insistem na realização imediata do referendo revogatório, introduzido pelo então presidente Hugo Chávez como um avanço na Constituição da República Bolivarista da Venezuela. Chávez sobreviveu a um em 2004 com 59% dos votos. Na época, a situação econômica era muito melhor e ela havia sido vítima de uma golpe de Estado fracassado em abril de 2002.
Hoje, com recessão prevista para 8%, inflação rumo a 720% ao ano e desabastecimento de 80% dos produtos básicos, além de um índice de homicídios de zonas de guerra, Maduro está totalmente acuado, tem apenas 22% de popularidade e ao que tudo indica seria derrotado. Daí a importância de ganhar tempo para evitar nova eleição.
Nos últimos dias, Maduro consultou a Corte Suprema, totalmente alinhada com o regime chavista, sobre a possibilidade de suspender a imunidade parlamentar dos deputados da Assembleia Nacional, onde a oposição tem maioria absoluta desde as eleições de dezembro de 2015.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Governo da Itália corta impostos em busca de popularidade
Em uma tentativa de recuperar sua popularidade antes de uma votação decisiva, o primeiro-ministro Matteo Renzi anunciou hoje um corte de impostos para empresas e empreendedores na Itália, com redução da alíquota para 24%.
No início do ano, Renzi prometeu convocar um referendo sobre uma reforma constitucional e deixar a chefia do governo se perdesse. Com a popularidade do governo em baixa, as últimas pesquisas indicam uma pequena vantagem do não.
O Partido Democrático (PD), uma fusão de vários grupos de centro-esquerda, inclusiva o Partido Democrático da Esquerda (PDS), a ala reformista do antigo Partido Comunista Italiano (PCI), perdeu a eleição para prefeito de Roma para o neopopulista Movimento 5 Estrelas, de oposição.
Renzi chegou ao poder em 22 de fevereiro de 2014 derrubando o primeiro-ministro Enrico Letta numa luta interna pela liderança do partido. Desde então, promete reformas, mas ainda espera o aval das urnas.
Sob pressão de uma dívida elevada e de uma economia estagnada e burocratizada, Renzi pressiona a União Europeia para afrouxar a rigidez fiscal da Zona do Euro e permitir um endividamento maior.
No início do ano, Renzi prometeu convocar um referendo sobre uma reforma constitucional e deixar a chefia do governo se perdesse. Com a popularidade do governo em baixa, as últimas pesquisas indicam uma pequena vantagem do não.
O Partido Democrático (PD), uma fusão de vários grupos de centro-esquerda, inclusiva o Partido Democrático da Esquerda (PDS), a ala reformista do antigo Partido Comunista Italiano (PCI), perdeu a eleição para prefeito de Roma para o neopopulista Movimento 5 Estrelas, de oposição.
Renzi chegou ao poder em 22 de fevereiro de 2014 derrubando o primeiro-ministro Enrico Letta numa luta interna pela liderança do partido. Desde então, promete reformas, mas ainda espera o aval das urnas.
Sob pressão de uma dívida elevada e de uma economia estagnada e burocratizada, Renzi pressiona a União Europeia para afrouxar a rigidez fiscal da Zona do Euro e permitir um endividamento maior.
Ditadura do Gabão prende mais de mil em revolta contra fraude eleitoral
Mais de mil pessoas foram presas em dois dias de protesto contra o anúncio da reeleição do presidente do Gabão, um pequeno país da África rico em petróleo, Ali Bongo, revelou o ministro do Interior gabonês, Pacome Moubelet Boubeya, citado pela agência Reuters.
O ministro acusou os manifestantes de usarem granadas e disse que a polícia apreendeu fuzis de guerra entre eles. Ali Bongo está no poder desde 2009, quando sucedeu ao pai, Omar Bongo, que era ditador do Gabão desde 1967.
Em 31 de agosto de 2016, as autoridades eleitorais anunciaram o resultado oficial, com vitória do presidente com 49,8% dos votos contra 48,23% para o oposicionista Jean Ping, que imediatamente denunciou fraude eleitoral.
Logo começaram os protestos nas ruas de Libreville, a capital do país. Ontem, uma multidão enfurecida tentou incendiar a Assembleia Nacional.
O ministro acusou os manifestantes de usarem granadas e disse que a polícia apreendeu fuzis de guerra entre eles. Ali Bongo está no poder desde 2009, quando sucedeu ao pai, Omar Bongo, que era ditador do Gabão desde 1967.
Em 31 de agosto de 2016, as autoridades eleitorais anunciaram o resultado oficial, com vitória do presidente com 49,8% dos votos contra 48,23% para o oposicionista Jean Ping, que imediatamente denunciou fraude eleitoral.
Logo começaram os protestos nas ruas de Libreville, a capital do país. Ontem, uma multidão enfurecida tentou incendiar a Assembleia Nacional.
Exército da Nigéria confirma morte de líder do Boko Haram
As Forças Armadas da Nigéria confirmaram hoje a morte do líder da milícia extremista muçulmana Boko Haram, Abubakar Shekau. O comandante da operação, general Lucky Irabor, declarou durante revista a tropas no estado de Adamawa que Shekau e pelo menos outros dois rebeldes que se passavam pelo chefe estão mortos.
"Posso confirmar que o Shekau original foi morto, o segundo Shekau foi morto e outro homem que se apresentava como Shekau foi ferido dias atrás. Ainda temos de confirmar sua morte", afirmou o general, citado pelo jornal nigeriano Daily Post.
O verdadeiro Shekau teria morrido num bombardeio aéreo à floresta de Sambisa, no Nordeste da Nigéria, onde o Boko Haram se refugiou depois da grande ofensiva lançada pelo Exército nigeriano desde a posse do presidente Muhammadu Buhari, em 29 de maio de 2015.
Desde que o Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na região, a guerra civil deflagrada pelo grupos causou mais de 21,4 mil mortes. Mais de 1 milhão fugiram de casa.
Em março de 2015, Shekau jurou lealdade ao Estado Islâmico e passou a descrever a milícia como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.
"Posso confirmar que o Shekau original foi morto, o segundo Shekau foi morto e outro homem que se apresentava como Shekau foi ferido dias atrás. Ainda temos de confirmar sua morte", afirmou o general, citado pelo jornal nigeriano Daily Post.
O verdadeiro Shekau teria morrido num bombardeio aéreo à floresta de Sambisa, no Nordeste da Nigéria, onde o Boko Haram se refugiou depois da grande ofensiva lançada pelo Exército nigeriano desde a posse do presidente Muhammadu Buhari, em 29 de maio de 2015.
Desde que o Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na região, a guerra civil deflagrada pelo grupos causou mais de 21,4 mil mortes. Mais de 1 milhão fugiram de casa.
Em março de 2015, Shekau jurou lealdade ao Estado Islâmico e passou a descrever a milícia como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.
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Mexicanos ironizam visita de Trump
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| Muro sugerido por mexicanos |
Nieto lhe disseram. E aí vamos nós", escreveu no Twitter o escritor Antonio Ortuño, referindo-se ao conquistador espanhol e o último imperador azteca.
Pouco depois, Ortuño publicou um desenho de Montezuma sendo morto pelos conquistadores.
Outros mexicanos atacaram o bilionário boquirroto diretamente nas redes sociais: "Cala-te, imbecil!" E muitos apresentaram um mapa sobre onde deveria passar o muro entre EUA e México, na chamada Linha de Santo Antônio, devolvendo ao país latino-americano os territórios conquistados pelos americanos na guerra de 1845-48, quando os EUA tomaram a Califórnia, o Arizona, o Novo México e boa parte do Texas.
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Japão aumenta orçamento militar pelo quinto ano de olho na China
Em proposta orçamentária apresentada hoje ao Parlamento, o primeiro-ministro Shinzo Abe pediu um aumento nos gastos militares pelo quinto ano consecutivo, desta vez de 2,3%, para um total de 5,17 trilhões de ienes (US$ 50,2 bilhões ou R$ 172 bilhões), por causa do crescente poderio militar da China.
O pedido inclui projetos de desenvolvimento de novos mísseis antibalísticos baseados em terra e em submarinos, e a modernização de uma variada gama de sistemas de defesa antimísseis baseados em terra, numa expansão significativa da capacidade de defesa do Japão.
Também há planos para comprar novos submarinos e aviões de caça e colocar mais 1,3 mil soldados nas ilhas de Kagoshima e Okinawa, situadas ao sul das quatro grandes ilhas do arquipélago japonês. Ambas ficam perto das ilhas Senkaku, disputadas com a China, que as chama de Diaoyu.
Diante do crescente poderio militar chinês e das provocações cada vez maiores da Coreia do Norte, nos últimos cinco anos, o Japão não começou só a aumentar o orçamento de defesa.
O primeiro-ministro Abe quer revisar a cláusula pacifista da Constituição imposta pelos EUA em 1947, depois da Segunda Guerra Mundial, pela qual o Japão "renuncia à guerra para sempre", a não ser em defesa própria. Isso proibia o país de enviar soldados ao exterior, a não ser em missões de paz das Nações Unidas.
Em setembro de 2015, o Parlamento aprovou legislação autorizando o envio de forças ao exterior, mas a maioria da população é contra revogar a cláusula pacifista.
O pedido inclui projetos de desenvolvimento de novos mísseis antibalísticos baseados em terra e em submarinos, e a modernização de uma variada gama de sistemas de defesa antimísseis baseados em terra, numa expansão significativa da capacidade de defesa do Japão.
Também há planos para comprar novos submarinos e aviões de caça e colocar mais 1,3 mil soldados nas ilhas de Kagoshima e Okinawa, situadas ao sul das quatro grandes ilhas do arquipélago japonês. Ambas ficam perto das ilhas Senkaku, disputadas com a China, que as chama de Diaoyu.
Diante do crescente poderio militar chinês e das provocações cada vez maiores da Coreia do Norte, nos últimos cinco anos, o Japão não começou só a aumentar o orçamento de defesa.
O primeiro-ministro Abe quer revisar a cláusula pacifista da Constituição imposta pelos EUA em 1947, depois da Segunda Guerra Mundial, pela qual o Japão "renuncia à guerra para sempre", a não ser em defesa própria. Isso proibia o país de enviar soldados ao exterior, a não ser em missões de paz das Nações Unidas.
Em setembro de 2015, o Parlamento aprovou legislação autorizando o envio de forças ao exterior, mas a maioria da população é contra revogar a cláusula pacifista.
Trump vai ao México mas insiste na construção do muro
Horas depois de visitar o México para tentar conquistar parte do eleitorado de origem latino-americana, o candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump voltou a insistir, num discurso sobre imigração que faz neste momento, na construção de um muro e em mandar a conta para os mexicanos, informa a televisão americana CNN. Ele reafirmou que não vai haver anistia para imigrantes ilegais.
Ao lado de Trump, o presidente Enrique Peña Nieto citou várias acusações feitas aos mexicanos durante a campanha eleitoral americana sem citar o candidato. Em tom humilde, Trump disse ter ido discutir aspectos do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) que considera prejudiciais aos EUA.
Nenhum dos dois tem muito a ganhar com este encontro inesperado. Ao lançar sua pré-candidatura à Casa Branca em junho de 2015, o bilionário acusou os mexicanos de serem imigrantes ilegais, traficantes, ladrões, assassinos e estupradores. Peña Nieto, por sua vez, o comparou aos ditadores Adolf Hitler e Benito Mussolini.
De volta aos EUA, Trump retomou o estilo agressivo e rasteiro. No discurso sobre imigração pronunciado hoje à noite em Phoenix, no Arizona, insistiu na construção de um muro na fronteira com o México, a ser pago pelos mexicanos com o saldo comercial que têm com os EUA.
"Vamos construir uma grande muralha na fronteira sul e os mexicanos vão pagar 100% do valor", afirmou o candidato republicano.
A julgar pelo pronunciamento, Trump pretende resolver os problemas dos EUA a partir de segurança na imigração. Sem imigrantes ilegais, entende o magnata imobiliário, a violência na periferia vai diminuir, haveria empregos e os EUA serão grandes de novo.
"Acreditem em mim", disse Trump, repetindo um discurso vago e impreciso, sem detalhes sobre como vai realizar suas promessas, como se a culpa de tudo fosse da imigração ilegal.
Ao lado de Trump, o presidente Enrique Peña Nieto citou várias acusações feitas aos mexicanos durante a campanha eleitoral americana sem citar o candidato. Em tom humilde, Trump disse ter ido discutir aspectos do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) que considera prejudiciais aos EUA.
Nenhum dos dois tem muito a ganhar com este encontro inesperado. Ao lançar sua pré-candidatura à Casa Branca em junho de 2015, o bilionário acusou os mexicanos de serem imigrantes ilegais, traficantes, ladrões, assassinos e estupradores. Peña Nieto, por sua vez, o comparou aos ditadores Adolf Hitler e Benito Mussolini.
De volta aos EUA, Trump retomou o estilo agressivo e rasteiro. No discurso sobre imigração pronunciado hoje à noite em Phoenix, no Arizona, insistiu na construção de um muro na fronteira com o México, a ser pago pelos mexicanos com o saldo comercial que têm com os EUA.
"Vamos construir uma grande muralha na fronteira sul e os mexicanos vão pagar 100% do valor", afirmou o candidato republicano.
A julgar pelo pronunciamento, Trump pretende resolver os problemas dos EUA a partir de segurança na imigração. Sem imigrantes ilegais, entende o magnata imobiliário, a violência na periferia vai diminuir, haveria empregos e os EUA serão grandes de novo.
"Acreditem em mim", disse Trump, repetindo um discurso vago e impreciso, sem detalhes sobre como vai realizar suas promessas, como se a culpa de tudo fosse da imigração ilegal.
Hillary tem 10 pontos de vantagem entre brancos com curso superior
A ex-secretária de Estado americana Hillary Clinton, do Partido Democrata, lidera a corrida à Casa Branca com 10 pontos de vantagem sobre o magnata imobiliário Donald Trump entre os brancos com formação universitária, indica uma pesquisa do instituto YouGov para a revista The Economist.
É um segmento do eleitorado em que o candidato do Partido Republicano precisa ganhar para sonhar com a vitória na eleição presidencial de 8 de novembro de 2016 nos Estados Unidos.
Se isso acontecer, será um realinhamento importante do eleitorado com base no nível de educação. Trump será o primeiro candidato republicano a perder entre os eleitores brancos com diploma universitário.
É um segmento do eleitorado em que o candidato do Partido Republicano precisa ganhar para sonhar com a vitória na eleição presidencial de 8 de novembro de 2016 nos Estados Unidos.
Se isso acontecer, será um realinhamento importante do eleitorado com base no nível de educação. Trump será o primeiro candidato republicano a perder entre os eleitores brancos com diploma universitário.
Manifestantes tocam fogo na Assembleia Nacional do Gabão
O anúncio da reeleição do presidente Ali Bongo tocou fogo hoje no Gabão. O candidato derrotado na eleição do último domingo, Jean Ping, contestou o resultado. Seus partidários saíram às ruas, enfrentaram a polícia e tentaram incendiar a Assembleia Nacional.
Houve confrontos violentos em Libreville, a capital do país. Em mensagem no Twitter, Ping acusou Bongo de mandar a guarda presidencial "atirar contra a população".
O resultado provisório dá a vitória ao presidente por 49,8% a 48,23%, com uma vantagem de 6 mil votos. Na província de Alto Ogoué, berço da família Bongo, no poder desde 1967, o comparecimento às urnas foi de 99,93% e 95% dos votos foram para o atual chefe de Estado, que sucedeu o pai em 2009.
A França, potência colonial que dominava o Gabão até 1960, a União Europeia e os Estados Unidos pediram uma recontagem dos votos urna a urna.
Rico em petróleo, este país do litoral atlântico da região Central da África tem a terceira maior renda média por habitante da África subsaariana pelo critério de paridade do poder de compra, depois da Guiné Equatorial e de Botsuana, equivalente a US$ 22,4 mil em 2014 pelos cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Houve confrontos violentos em Libreville, a capital do país. Em mensagem no Twitter, Ping acusou Bongo de mandar a guarda presidencial "atirar contra a população".
O resultado provisório dá a vitória ao presidente por 49,8% a 48,23%, com uma vantagem de 6 mil votos. Na província de Alto Ogoué, berço da família Bongo, no poder desde 1967, o comparecimento às urnas foi de 99,93% e 95% dos votos foram para o atual chefe de Estado, que sucedeu o pai em 2009.
A França, potência colonial que dominava o Gabão até 1960, a União Europeia e os Estados Unidos pediram uma recontagem dos votos urna a urna.
Rico em petróleo, este país do litoral atlântico da região Central da África tem a terceira maior renda média por habitante da África subsaariana pelo critério de paridade do poder de compra, depois da Guiné Equatorial e de Botsuana, equivalente a US$ 22,4 mil em 2014 pelos cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Rússia reivindica autoria de ataque ao subcomandante do Estado Islâmico
O Ministério da Defesa da Rússia declarou hoje ter sido responsável pelo bombardeio aéreo que matou na Síria o subcomandante da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abu Muhammed al-Adnani, uma espécie de ministro das Comunicações, considerado o segundo na hierarquia do grupo e um de seus principais estrategistas.
A morte de Al-Adnani foi revelada ontem pela Amaq, a agência de propaganda do Estado Islâmico. Hoje a Rússia afirmou ter sido em ataque à vila de Umm Hawch. Antes, os Estados Unidos declararam que ele foi alvejado na cidade de Al-Babe, mas o Pentágono ainda estava avaliando as consequências do bombardeio.
Foi uma enorme perda para o Estado Islâmico, cada vez mais acuado nos campos de batalha do Oriente Médio. O sírio Al-Adnani era o responsável pela estratégia de propaganda da milícia e por suas operações no exterior, inclusive de atentados terroristas como os de 13 de novembro de 2015 em Paris. São uma maneira de mostrar força para manter o recrutamento de voluntários do martírio em meio à derrota.
Há dois anos, Al-Adnani havia convocado os seguidores do Estado Islâmico no mundo inteiro para atacar alvos ocidentais e dos outros países que o combatem de todas as formas possíveis. Durante o sagrado mês do Ramadã, em junho e no início de julho, renovou o apelo a células terroristas e lobos solitários.
A morte de Al-Adnani foi revelada ontem pela Amaq, a agência de propaganda do Estado Islâmico. Hoje a Rússia afirmou ter sido em ataque à vila de Umm Hawch. Antes, os Estados Unidos declararam que ele foi alvejado na cidade de Al-Babe, mas o Pentágono ainda estava avaliando as consequências do bombardeio.
Foi uma enorme perda para o Estado Islâmico, cada vez mais acuado nos campos de batalha do Oriente Médio. O sírio Al-Adnani era o responsável pela estratégia de propaganda da milícia e por suas operações no exterior, inclusive de atentados terroristas como os de 13 de novembro de 2015 em Paris. São uma maneira de mostrar força para manter o recrutamento de voluntários do martírio em meio à derrota.
Há dois anos, Al-Adnani havia convocado os seguidores do Estado Islâmico no mundo inteiro para atacar alvos ocidentais e dos outros países que o combatem de todas as formas possíveis. Durante o sagrado mês do Ramadã, em junho e no início de julho, renovou o apelo a células terroristas e lobos solitários.
Parlamento da Espanha rejeita novo governo Mariano Rajoy
Por 180 a 170 votos, os deputados do Parlamento da Espanha rejeitaram a tentativa do primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy de formar um governo sem maioria. Daqui a dois dias, haverá uma segunda votação. Se Rajoy perder, o país terá de realizar eleições gerais pela terceira vez em menos de um ano.
O impasse político é reflexo da crise econômica iniciada em 2011, que chegou a deixar mais de 25% dos espanhóis e mais da metade dos jovens sem emprego. Isso abalou a credibilidade dos partidos que se alternavam no poder desde 1982, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de centro-esquerda, e o Partido Popular (PP), de direita.
Da crise nasceram dois novos partidos, o esquerdista Podemos, antiliberal, anticapitalista e antiglobalização, e os Cidadãos, liberal, de centro-direta, dividindo o eleitorado ao galvanizar os indignados com a crise da periferia da Zona do Euro.
O impasse político é reflexo da crise econômica iniciada em 2011, que chegou a deixar mais de 25% dos espanhóis e mais da metade dos jovens sem emprego. Isso abalou a credibilidade dos partidos que se alternavam no poder desde 1982, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de centro-esquerda, e o Partido Popular (PP), de direita.
Da crise nasceram dois novos partidos, o esquerdista Podemos, antiliberal, anticapitalista e antiglobalização, e os Cidadãos, liberal, de centro-direta, dividindo o eleitorado ao galvanizar os indignados com a crise da periferia da Zona do Euro.
Trump vai ao México na luta para salvar candidatura
Com sua candidatura à Casa Branca derretendo, o bilionário Donald Trump vai hoje ao México se encontrar com o presidente Enrique Peña Nieto horas antes de fazer um discurso sobre imigração em Phoenix, no Arizona.
O governo mexicano convidou os dois candidatos dos grandes partidos, Trump e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton. Peña Nieto, que comparou o magnata imobiliário aos ditadores nazista Adolf Hitler e fascista Benito Mussolini, declarou "acreditar no diálogo para promover os interesses do México e proteger os mexicanos onde estiverem".
Trump e Peña Nieto devem se encontrar no início da tarde na residência oficial de Los Pinos e emitir uma declaração conjunta. Não vai haver entrevista coletiva.
É difícil imaginar o que o magnata imobiliário poderá tirar de positivo do encontro depois de acusar os mexicanos de serem traficantes, ladrões e estupradores no início da campanha - e de prometer expulsar todos os 11 milhões de imigrantes ilegais, erguer um muro na fronteira e obrigar o México a pagar. Na época, o ex-presidente Vicente Fox respondeu com um sonoro palavrão.
Trump também quer renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e ameaça reter o dinheiro enviado por mexicanos residentes nos EUA a suas famílias no México.
O presidente mexicano tem sido duramente criticado por aceitar o encontro. "Isto é um apaziguamento da pior espécie, Peña Nieto é como [o primeiro-ministro britânico Neville] Chamberlain para Hitler", disparou o ex-oficial de inteligência Alejandro Hope, referindo-se à decisão de entregar a Tcheco-Eslováquia aos nazistas antes da Segunda Guerra Mundial.
"Para Trump, faz sentido. Dá um polimento na sua imagem", protestou Hope. "O que Peña vai ganhar com isso? Metade do preço pelo muro?"
O pesquisador Shannon O'Neill, do Conselho de Relações Exteriores, com sede em Nova York, não entende "por que Peña está fazendo isso, especialmente neste momento. Não o ajuda em casa e coloca o México e ele mesmo no processo eleitoral americano pelo menos por um dia, um lugar carregado para um presidente estrangeiro."
Atrás nas pesquisas e enorme desvantagem no eleitorado de origem latino-americana, Trump tenta agora cortejar o voto latino. Qualquer recuo nas suas políticas anti-imigrantes será visto como fraqueza e quebra de compromisso com o eleitorado branco, adulto e masculino sem curso superior, a maioria de seus partidários.
O governo mexicano convidou os dois candidatos dos grandes partidos, Trump e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton. Peña Nieto, que comparou o magnata imobiliário aos ditadores nazista Adolf Hitler e fascista Benito Mussolini, declarou "acreditar no diálogo para promover os interesses do México e proteger os mexicanos onde estiverem".
Trump e Peña Nieto devem se encontrar no início da tarde na residência oficial de Los Pinos e emitir uma declaração conjunta. Não vai haver entrevista coletiva.
É difícil imaginar o que o magnata imobiliário poderá tirar de positivo do encontro depois de acusar os mexicanos de serem traficantes, ladrões e estupradores no início da campanha - e de prometer expulsar todos os 11 milhões de imigrantes ilegais, erguer um muro na fronteira e obrigar o México a pagar. Na época, o ex-presidente Vicente Fox respondeu com um sonoro palavrão.
Trump também quer renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e ameaça reter o dinheiro enviado por mexicanos residentes nos EUA a suas famílias no México.
O presidente mexicano tem sido duramente criticado por aceitar o encontro. "Isto é um apaziguamento da pior espécie, Peña Nieto é como [o primeiro-ministro britânico Neville] Chamberlain para Hitler", disparou o ex-oficial de inteligência Alejandro Hope, referindo-se à decisão de entregar a Tcheco-Eslováquia aos nazistas antes da Segunda Guerra Mundial.
"Para Trump, faz sentido. Dá um polimento na sua imagem", protestou Hope. "O que Peña vai ganhar com isso? Metade do preço pelo muro?"
O pesquisador Shannon O'Neill, do Conselho de Relações Exteriores, com sede em Nova York, não entende "por que Peña está fazendo isso, especialmente neste momento. Não o ajuda em casa e coloca o México e ele mesmo no processo eleitoral americano pelo menos por um dia, um lugar carregado para um presidente estrangeiro."
Atrás nas pesquisas e enorme desvantagem no eleitorado de origem latino-americana, Trump tenta agora cortejar o voto latino. Qualquer recuo nas suas políticas anti-imigrantes será visto como fraqueza e quebra de compromisso com o eleitorado branco, adulto e masculino sem curso superior, a maioria de seus partidários.
terça-feira, 30 de agosto de 2016
UE multa Apple em 13 bilhões de euros por impostos não pagos
A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, está cobrando 13 bilhões de euros (US$ 14,5 bilhões ou R$ 47 bilhões) da Apple em impostos não pagos por ter recebido durante 25 anos benefícios fiscais indevidos do governo da Irlanda, onde a companhia americana tem sua sede na Europa.
A comissária europeia antimonopólio, Margrethe Vestager, acusou a maior empresa do mundo em valor de mercado de evasão fiscal por canalizar a maior parte de suas vendas e seus lucros fora dos Estados Unidos através da empresas de fachada que não pagam impostos em lugar algum.
Os arranjos feitos entre a Apple e o governo irlandês de 1991 a 2007 levaram a empresa a pagar impostos a taxas de 0,005% a 1% sobre seus lucros até 2014. Só uma pequena parte do lucro era taxada na Irlanda.
"A comissão concluiu que a Irlanda deu incentivos fiscais ilegais à Apple, o que permitiu à empresa pagar substancialmente menos impostos do que outras empresas por muitos anos", acusou Vestager.
Tanto a empresa quanto os governos dos EUA e da Irlanda protestaram. Pode ser o início da mais uma batalha em torno da taxação das empresas transnacionais americanas e da luta interna de países europeus com carga fiscal mais pesada, como Alemanha e França, para neutralizar a competitividade dos baixos impostos empresariais da Irlanda.
O ministro das Finanças irlandês, Michael Noonan, manifestou profundo descontentamento e a decisão de apelar "para defender a integridade do nosso sistema de impostos".
Sob o impacto da saída da União Europeia do Reino Unido, com que tem fortes laços econômicos, a Irlanda aposta na relação com os EUA e suas empresas de alta tecnologia para voltar a ser o tigre europeu num continente marcado pela burocracia e altas cargas fiscais.
Em carta aberta aos consumidores de produtos Apple, o diretor-presidente da empresa, Tim Cook, chamou a decisão de "golpe devastador" na segurança jurídica das empresas dentro da UE.
"Nunca pedimos nem recebemos quaisquer favores especiais", alegou Cook. "Agora nos encontramos na posição incomum de ser obrigados a pagar retroativamente impostos adicionais a um governo que diz que não devemos mais nada além do que já pagamos."
A decisão provocou indignação, protestos e uma rara unidade nos EUA entre Casa Branca, Congresso e os dois grandes partidos politicos.
O presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, o mais alto funcionário público do Partido Republicano, repudiou a decisão como "o tipo de taxação imprevisível e pesada que mata empregos e oportunidades". Ele aproveitou para propor uma revisão imediata dos impostos pagos por empresas para estimular investimentos nos EUA.
Vestager insiste em que o lucro gerado na Europa deve ser taxado no continente. Em 2011, a filial da Irlanda, matriz das operações na Europa, registrou um lucro de 16 bilhões de euros, mas só 50 milhões de euros foram taxados. Assim, pelos cálculos da UE, pagou efetivamente 0,05% de imposto.
Com centenas de bilhões de dólares em caixa, a Apple tem dinheiro de sobra para pagar a dívida, mas vai resistir a uma conta tão salgada e tentar ao menos alongar o prazo de pagamento.
A comissária europeia antimonopólio, Margrethe Vestager, acusou a maior empresa do mundo em valor de mercado de evasão fiscal por canalizar a maior parte de suas vendas e seus lucros fora dos Estados Unidos através da empresas de fachada que não pagam impostos em lugar algum.
Os arranjos feitos entre a Apple e o governo irlandês de 1991 a 2007 levaram a empresa a pagar impostos a taxas de 0,005% a 1% sobre seus lucros até 2014. Só uma pequena parte do lucro era taxada na Irlanda.
"A comissão concluiu que a Irlanda deu incentivos fiscais ilegais à Apple, o que permitiu à empresa pagar substancialmente menos impostos do que outras empresas por muitos anos", acusou Vestager.
Tanto a empresa quanto os governos dos EUA e da Irlanda protestaram. Pode ser o início da mais uma batalha em torno da taxação das empresas transnacionais americanas e da luta interna de países europeus com carga fiscal mais pesada, como Alemanha e França, para neutralizar a competitividade dos baixos impostos empresariais da Irlanda.
O ministro das Finanças irlandês, Michael Noonan, manifestou profundo descontentamento e a decisão de apelar "para defender a integridade do nosso sistema de impostos".
Sob o impacto da saída da União Europeia do Reino Unido, com que tem fortes laços econômicos, a Irlanda aposta na relação com os EUA e suas empresas de alta tecnologia para voltar a ser o tigre europeu num continente marcado pela burocracia e altas cargas fiscais.
Em carta aberta aos consumidores de produtos Apple, o diretor-presidente da empresa, Tim Cook, chamou a decisão de "golpe devastador" na segurança jurídica das empresas dentro da UE.
"Nunca pedimos nem recebemos quaisquer favores especiais", alegou Cook. "Agora nos encontramos na posição incomum de ser obrigados a pagar retroativamente impostos adicionais a um governo que diz que não devemos mais nada além do que já pagamos."
A decisão provocou indignação, protestos e uma rara unidade nos EUA entre Casa Branca, Congresso e os dois grandes partidos politicos.
O presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, o mais alto funcionário público do Partido Republicano, repudiou a decisão como "o tipo de taxação imprevisível e pesada que mata empregos e oportunidades". Ele aproveitou para propor uma revisão imediata dos impostos pagos por empresas para estimular investimentos nos EUA.
Vestager insiste em que o lucro gerado na Europa deve ser taxado no continente. Em 2011, a filial da Irlanda, matriz das operações na Europa, registrou um lucro de 16 bilhões de euros, mas só 50 milhões de euros foram taxados. Assim, pelos cálculos da UE, pagou efetivamente 0,05% de imposto.
Com centenas de bilhões de dólares em caixa, a Apple tem dinheiro de sobra para pagar a dívida, mas vai resistir a uma conta tão salgada e tentar ao menos alongar o prazo de pagamento.
Donald Trump não tem nenhum apoio entre os negros nos EUA
Sob acusações de racismo, o candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, fez na semana um apelo pelo voto dos negros prometendo acabar com a violência nos bairros da periferia das grandes cidades e gerar empregos. Mas uma nova pesquisa indica que ele não tem apoio nenhum no eleitorado afro-americano.
Na pesquisa do instituto Public Policy Polling revelada ontem no programa de Rachel Maddow no canal liberal de televisão por assinatura MSNBC, nenhum entrevistado declarou ter uma imagem favorável de Trump.
Ninguém. Zero. Cerca de 97% dos negros ouvidos disseram ter uma impressão negativa do candidato e 3% estão indecisos.
Nas pesquisas de intenção de voto, 91% dos negros apoiam a candidata Hillary Clinton, do Partido Democrata, e 1% declaram voto em Trump.
Na pesquisa do instituto Public Policy Polling revelada ontem no programa de Rachel Maddow no canal liberal de televisão por assinatura MSNBC, nenhum entrevistado declarou ter uma imagem favorável de Trump.
Ninguém. Zero. Cerca de 97% dos negros ouvidos disseram ter uma impressão negativa do candidato e 3% estão indecisos.
Nas pesquisas de intenção de voto, 91% dos negros apoiam a candidata Hillary Clinton, do Partido Democrata, e 1% declaram voto em Trump.
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Guarda costeira da Itália salva 6,5 mil migrantes no Mediterrâneo
Num dos dias mais agitados dos últimos, mais de 6,5 mil migrantes foram resgatados ontem perto da costa da Líbia, revelou a Guarda Costeira da Itália, citada pela AFP (Agência France Presse).
Foram 40 missões de resgate realizadas a cerca de 20 quilômetros do porto de Sabrata, na Líbia. No domingo, 1,1 mil náufragos haviam sido salvos.
A maioria dos migrantes vinha da África Ocidental e da região do Chifre da África, no Nordeste do continente, de países como a Nigéria, a Etiópia (os dois mais populosos da África) e Somália. Um bebê de cinco dias foi entregue aos cuidados da organização não governamental Médicos sem Fronteiras (MsF).
Com o acordo entre a União Europeia e a Turquia para barrar o fluxo de migrantes das guerras no Oriente Médio, a onda de refugiados é maior hoje na Itália do que na Grécia.
Eles saem da Líbia, que vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em 2011, e tentam atravessar o Mar Mediterrâneo em embarcações precaríssimas. Os traficantes de seres humanos costumam avisar a Guarda Costeira e fugir.
Foram 40 missões de resgate realizadas a cerca de 20 quilômetros do porto de Sabrata, na Líbia. No domingo, 1,1 mil náufragos haviam sido salvos.
A maioria dos migrantes vinha da África Ocidental e da região do Chifre da África, no Nordeste do continente, de países como a Nigéria, a Etiópia (os dois mais populosos da África) e Somália. Um bebê de cinco dias foi entregue aos cuidados da organização não governamental Médicos sem Fronteiras (MsF).
Com o acordo entre a União Europeia e a Turquia para barrar o fluxo de migrantes das guerras no Oriente Médio, a onda de refugiados é maior hoje na Itália do que na Grécia.
Eles saem da Líbia, que vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em 2011, e tentam atravessar o Mar Mediterrâneo em embarcações precaríssimas. Os traficantes de seres humanos costumam avisar a Guarda Costeira e fugir.
Bolívia vai retirar embaixador do Brasil se Dilma for impedida
Em nota no Twitter, o presidente Evo Morales escreveu hoje que, "se prospera o golpe parlamentar contra o governo democrático de Dilma Rousseff, a Bolívia convocará seu embaixador. Defendamos a democracia e a paz", informou o jornal boliviano La Razón.
A retirada do embaixador José Kinn Franco seria um gesto usado com frequência para manifestar descontentamento nas relações diplomáticas. Morales também pode pedir explicações ao embaixador brasileiro em La Paz.
Uma resposta mais dura seria rebaixar as relações bilaterais, retirando o embaixador permanentemente, um passo antes do rompimento de relações diplomáticas.
Morales já havia se manifestado ontem contra o processo de impeachment: "O único juiz que pode sancionar sua conduta política é o povo, os outros cumprem o vergonhoso encargo do Império. Força, Dilma!"
Morales faz parte da ala mais radical do chavismo, que vê todos os problemas da América Latina como conspirações do imperialismo americano. Como o Partido dos Trabalhadores, está preso na armadilha ideológica da Guerra Fria.
Nas relações com o Brasil, além de ocupar militarmente a estatizar instalações da Petrobrás na Bolívia, Morales negou salvo-conduto ao senador boliviano Roger Pinto Molina, refugiado na embaixada brasileira em La Paz. Um diplomata brasileiro retirou pessoalmente o senador do país e o trouxe para o Brasil, gerando uma crise entre os dois países.
A retirada do embaixador José Kinn Franco seria um gesto usado com frequência para manifestar descontentamento nas relações diplomáticas. Morales também pode pedir explicações ao embaixador brasileiro em La Paz.
Uma resposta mais dura seria rebaixar as relações bilaterais, retirando o embaixador permanentemente, um passo antes do rompimento de relações diplomáticas.
Morales já havia se manifestado ontem contra o processo de impeachment: "O único juiz que pode sancionar sua conduta política é o povo, os outros cumprem o vergonhoso encargo do Império. Força, Dilma!"
Morales faz parte da ala mais radical do chavismo, que vê todos os problemas da América Latina como conspirações do imperialismo americano. Como o Partido dos Trabalhadores, está preso na armadilha ideológica da Guerra Fria.
Nas relações com o Brasil, além de ocupar militarmente a estatizar instalações da Petrobrás na Bolívia, Morales negou salvo-conduto ao senador boliviano Roger Pinto Molina, refugiado na embaixada brasileira em La Paz. Um diplomata brasileiro retirou pessoalmente o senador do país e o trouxe para o Brasil, gerando uma crise entre os dois países.
Subcomandante do Estado Islâmico é morto em Alepo
O ministro das Comunicações do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abu Muhammed al-Adnani, considerado subcomandante geral do grupo, foi morto quando inspecionava tropas na província de Alepo, na Síria, anunciou hoje a agência de notícias Amaq, da própria organização terrorista, sem fornecer detalhes.
Porta-voz histórico da milícia jihadista, foi Al-Adnani que fez um apelo aos seguidores do Estado Islâmico a atacar de todas as formas possíveis durante o sagrado mês do Ramadã. Também era acusado pelos atentados de novembro de 2015 em Paris e de março de 2016 em Bruxelas.
Porta-voz histórico da milícia jihadista, foi Al-Adnani que fez um apelo aos seguidores do Estado Islâmico a atacar de todas as formas possíveis durante o sagrado mês do Ramadã. Também era acusado pelos atentados de novembro de 2015 em Paris e de março de 2016 em Bruxelas.
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Ministro liberal deixa governo socialista de olho na Presidência da França
Sob a alegação de se "dedicar inteiramente" a seu movimento político Em Marcha, o ministro da Economia, Emmanuel Macron, pediu demissão hoje ao presidente François Hollande de olho numa candidatura à Presidência da França em 2017. Será substituído por Michel Sapin, que vai acumular o cargo com o de ministro das Finanças.
Desde que lançou o movimento a favor da liberalização da economia, Macron era visto com suspeita, sobretudo pela ala mais à esquerda do Partido Socialista. Ele é considerado a "direita da esquerda", mas tem problemas para conseguir apoio eleitoral à esquerda.
Com aprovação popular de apenas 12%, o presidente Hollande é candidato à reeleição, mas corre sério risco de não chegar ao segundo turno, como aconteceu com o PS em 2002, por causa do avanço da Frente Nacional, de extrema direita, e da maior popularidade do partido de centro-direita Os Republicanos.
Nas pesquisas de opinião, Macron era o terceiro ministro mais popular do governo, depois dos ministros da Defesa, Jean-Yves Le Drian, e do Interior, Bernard Cazeneuve.
A Lei Macron ou Lei do Crescimento, da Atividade e da Igualdade de Oportunidades causou grande divisão interna no PS e foi aprovada por decreto no ano passado, sem votação na Assembleia Nacional. Entre outras medidas, ela facilitou o trabalho noturno e aos domingos, acabou com o monopólio da rede ferroviária estatal e autorizou privatizações parciais no valor de 10 bilhões de euros.
Um dos políticos mais populares da França, Macron dificilmente obteria a candidatura socialista. Se o presidente Hollande desistir por causa da impopularidade, o candidato natural será o primeiro-ministro Manuel Valls. Há uma eleição prévia talhada sob medida para validar a candidatura Hollande.
Desde que lançou o movimento a favor da liberalização da economia, Macron era visto com suspeita, sobretudo pela ala mais à esquerda do Partido Socialista. Ele é considerado a "direita da esquerda", mas tem problemas para conseguir apoio eleitoral à esquerda.
Com aprovação popular de apenas 12%, o presidente Hollande é candidato à reeleição, mas corre sério risco de não chegar ao segundo turno, como aconteceu com o PS em 2002, por causa do avanço da Frente Nacional, de extrema direita, e da maior popularidade do partido de centro-direita Os Republicanos.
Nas pesquisas de opinião, Macron era o terceiro ministro mais popular do governo, depois dos ministros da Defesa, Jean-Yves Le Drian, e do Interior, Bernard Cazeneuve.
A Lei Macron ou Lei do Crescimento, da Atividade e da Igualdade de Oportunidades causou grande divisão interna no PS e foi aprovada por decreto no ano passado, sem votação na Assembleia Nacional. Entre outras medidas, ela facilitou o trabalho noturno e aos domingos, acabou com o monopólio da rede ferroviária estatal e autorizou privatizações parciais no valor de 10 bilhões de euros.
Um dos políticos mais populares da França, Macron dificilmente obteria a candidatura socialista. Se o presidente Hollande desistir por causa da impopularidade, o candidato natural será o primeiro-ministro Manuel Valls. Há uma eleição prévia talhada sob medida para validar a candidatura Hollande.
Maior consumo aumenta chance de alta de juros nos EUA
Com o aumento da compra de automóveis, o consumo pessoal cresceu em julho pelo quarto mês consecutivo num sinal de aquecimento da economia que aumenta a possibilidade de uma alta nas taxas básicas de juros neste ano nos Estados Unidos, informou a agência Reuters.
O consumo, ajustado pela inflação, teve alta de 0,3% em julho depois de avançar 0,4% em junho em relação a maio e 4,4% na comparação anual, revelou ontem um relatório do Departamento do Comércio.
É mais um sinal de recuperação da economia americana depois de um segundo trimestre com crescimento fraco de apenas 1,1% ao ano. A renda pessoal aumentou 0,4% em julho, depois de crescer 0,3% em junho. Os salários subiram 0,5% e a poupança passou de US$ 776,2 bilhões para US$ 794,7 bilhões.
Na semana passada, a presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central do país, Janet Yellen, observou que o argumento para aumentar juros se fortaleceu nos últimos meses.
Ao mesmo tempo, o núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, avançou 0,1% em junho e 0,1% em junho.
Como a inflação anual está em 1,6%, abaixo da meta informal perseguida pelo Fed de 2% ao ano, a maioria dos analistas acredita que o Fed deve esperar até dezembro. Antes, o comitê de política monetária se reúne em setembro e novembro.
O Fed aumentou suas taxas básicas de juros em dezembro do ano passado para uma faixa de 0,25%-0,5% ao ano depois de manter a taxa praticamente zerada, em 0-0,25%, desde dezembro de 2008 para enfrentar a Grande Recessão.
O consumo, ajustado pela inflação, teve alta de 0,3% em julho depois de avançar 0,4% em junho em relação a maio e 4,4% na comparação anual, revelou ontem um relatório do Departamento do Comércio.
É mais um sinal de recuperação da economia americana depois de um segundo trimestre com crescimento fraco de apenas 1,1% ao ano. A renda pessoal aumentou 0,4% em julho, depois de crescer 0,3% em junho. Os salários subiram 0,5% e a poupança passou de US$ 776,2 bilhões para US$ 794,7 bilhões.
Na semana passada, a presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central do país, Janet Yellen, observou que o argumento para aumentar juros se fortaleceu nos últimos meses.
Ao mesmo tempo, o núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, avançou 0,1% em junho e 0,1% em junho.
Como a inflação anual está em 1,6%, abaixo da meta informal perseguida pelo Fed de 2% ao ano, a maioria dos analistas acredita que o Fed deve esperar até dezembro. Antes, o comitê de política monetária se reúne em setembro e novembro.
O Fed aumentou suas taxas básicas de juros em dezembro do ano passado para uma faixa de 0,25%-0,5% ao ano depois de manter a taxa praticamente zerada, em 0-0,25%, desde dezembro de 2008 para enfrentar a Grande Recessão.
Irã instala mísseis antiaéreos russos perto de instalação nuclear
O Irã decidiu proteger o centro subterrâneo de enriquecimento de urânio de Fordow com sistemas avançados de mísseis de defesa antiaérea S-300 comprados da Rússia, noticiou ontem a agência Reuters citando meios de comunicação locais.
Um comandante da Força Aérea da Guarda Revolucionária do Irã, o braço armado do regime dos aiatolás, deixou claro que o único objetivo é proteger a instalação nuclear.
Em julho do ano passado, o Irã fechou um acordo com as cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para desarmar seu programa nuclear em troca do fim de sanções econômicas, políticas e militares internacionais.
Com a implementação do acordo, o enriquecimento de urânio em Fordow, que fica a 100 quilômetros ao sul de Teerã, deve ter sido suspenso. Todas as instalações nucleares do país estão sujeitas a inspeções de surpresa da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Em 2010, sob o governo de Dimitri Medvedev, a Rússia suspendeu a venda de mísseis S-300 por causa das sanções impostas pela ONU com o voto russo. Antecipando-se ao fim das sanções, o presidente Vladimir Putin cancelou a suspensão em abril de 2015.
O Irã vive sob a ameaça de um bombardeio de Israel, que teme a bomba atômica iraniana, a suas instalações nucleares. Com os sistemas de defesa S-300, teria mais condições de neutralizar um ataque.
Um comandante da Força Aérea da Guarda Revolucionária do Irã, o braço armado do regime dos aiatolás, deixou claro que o único objetivo é proteger a instalação nuclear.
Em julho do ano passado, o Irã fechou um acordo com as cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para desarmar seu programa nuclear em troca do fim de sanções econômicas, políticas e militares internacionais.
Com a implementação do acordo, o enriquecimento de urânio em Fordow, que fica a 100 quilômetros ao sul de Teerã, deve ter sido suspenso. Todas as instalações nucleares do país estão sujeitas a inspeções de surpresa da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Em 2010, sob o governo de Dimitri Medvedev, a Rússia suspendeu a venda de mísseis S-300 por causa das sanções impostas pela ONU com o voto russo. Antecipando-se ao fim das sanções, o presidente Vladimir Putin cancelou a suspensão em abril de 2015.
O Irã vive sob a ameaça de um bombardeio de Israel, que teme a bomba atômica iraniana, a suas instalações nucleares. Com os sistemas de defesa S-300, teria mais condições de neutralizar um ataque.
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Derrame do ditador abre luta pela sucessão no Usbequistão
O ditador do Usbequistão, Islam Karimov, presidente desde 1990, sofreu uma hemorragia cerebral há dois dias e está hospitalizado em estado grave, deixando uma situação de incerteza nesta ex-república soviética da Ásia Central. Há boatos de que o presidente morreu.
Sob seu comando, o país de 30 milhões de habitantes se tornou independente da União Soviética, em 1991, mas continuou refém do autoritarismo. Karimov, nomeado primeiro-secretário do Partido Comunista no Usbequistão em 1989, manteve a censura aos meios de comunicação e a repressão brutal às oposições políticas. Sua polícia política foi acusada de matar dissidente mergulhando-os em água fervendo.
O primeiro-ministro Chavkat Mirziyoyev é um forte candidato. Ele lidera o chamado clã de Samarcanda, uma das cidades históricas do país, que fica na Rota da Seda.
É provável que o clã de Tachkent, a capital do país, tente emplacar seu candidato. Seu líder é o chefe dos serviços secretos usbeques, Rustam Inoyatov, sempre um cargo fundamental na ex-URSS. Era considerado o homem mais poderoso do país depois do presidente.
"Todo o mundo tem medo dele, mas ele não quer ser presidente", declarou o analista Alexei Malachenko, do Centro Carnagie de Moscou.
Gulnara Karimova, a filha mais velha de Karimov, ex-diplomata e agora estrela pop, já foi vista como forte candidata à sucessão do pai, mas o enriquecimento em negócios suspeitos a queimou politicamente.
A disputa de poder abre espaço para um terceiro candidato, que pode ser o vice-primeiro-ministro Rustam Azimov, ou para uma divisão de poder entre as duas principais facções. Também é uma grande oportunidade para a Rússia tentar reafirmar sua influência.
Em política externa, Karimov mantinha uma política de neutralidade em relação a China, Rússia e Estados Unidos, resistindo às pressões do Kremlin para fazer alianças que atrelem o Usbequistão à esfera de influência russa. Também queria apresentar o país como um baluarte na luta contra o extremismo muçulmano.
A Rússia quer manter sua esfera de influência nas ex-repúblicas soviéticas. A China está interessada em revitalizar o Caminho da Seda para fortalecer seu comércio internacional. E os EUA querem apoio na guerra contra o terrorismo no Afeganistão e no Paquistão.
Mirziyoyev é considerado o candidato em potencial mais próximo de Moscou. Haverá pressões para manter a neutralidade. Uma possível disputa sucessória fragiliza o Usbequistão em meio à instabilidade geopolítica na região.
Sob seu comando, o país de 30 milhões de habitantes se tornou independente da União Soviética, em 1991, mas continuou refém do autoritarismo. Karimov, nomeado primeiro-secretário do Partido Comunista no Usbequistão em 1989, manteve a censura aos meios de comunicação e a repressão brutal às oposições políticas. Sua polícia política foi acusada de matar dissidente mergulhando-os em água fervendo.
O primeiro-ministro Chavkat Mirziyoyev é um forte candidato. Ele lidera o chamado clã de Samarcanda, uma das cidades históricas do país, que fica na Rota da Seda.
É provável que o clã de Tachkent, a capital do país, tente emplacar seu candidato. Seu líder é o chefe dos serviços secretos usbeques, Rustam Inoyatov, sempre um cargo fundamental na ex-URSS. Era considerado o homem mais poderoso do país depois do presidente.
"Todo o mundo tem medo dele, mas ele não quer ser presidente", declarou o analista Alexei Malachenko, do Centro Carnagie de Moscou.
Gulnara Karimova, a filha mais velha de Karimov, ex-diplomata e agora estrela pop, já foi vista como forte candidata à sucessão do pai, mas o enriquecimento em negócios suspeitos a queimou politicamente.
A disputa de poder abre espaço para um terceiro candidato, que pode ser o vice-primeiro-ministro Rustam Azimov, ou para uma divisão de poder entre as duas principais facções. Também é uma grande oportunidade para a Rússia tentar reafirmar sua influência.
Em política externa, Karimov mantinha uma política de neutralidade em relação a China, Rússia e Estados Unidos, resistindo às pressões do Kremlin para fazer alianças que atrelem o Usbequistão à esfera de influência russa. Também queria apresentar o país como um baluarte na luta contra o extremismo muçulmano.
A Rússia quer manter sua esfera de influência nas ex-repúblicas soviéticas. A China está interessada em revitalizar o Caminho da Seda para fortalecer seu comércio internacional. E os EUA querem apoio na guerra contra o terrorismo no Afeganistão e no Paquistão.
Mirziyoyev é considerado o candidato em potencial mais próximo de Moscou. Haverá pressões para manter a neutralidade. Uma possível disputa sucessória fragiliza o Usbequistão em meio à instabilidade geopolítica na região.
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Estado Islâmico reivindica autoria de atentado com 71 mortes no Iêmen
Pelo menos 71 pessoas foram mortas hoje num atentado terrorista suicida no quartel-general de uma milícia leal ao presidente deposto do Iêmen, Abed Rabbo Mansur Hadi, na cidade de Áden. A organização terrorista Estado Islâmico do Estado e do Levante assumiu a responsabilidade pelo ataque.
O suicida dirigiu um veículo carregado de explosivos até o setor de treinamento dos recrutas dos Comitês Populares, apoiados pela Arábia Saudita e as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico, e os detonou.
Hadi foi derrubado pelos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, que tomaram a capital, Saná, em setembro de 2014, e fugiu para a Arábia Saudita em fevereiro de 2015. Desde 25 de março daquele ano, os sauditas e aliados intervêm militarmente no Iêmen sem conseguir acabar com a guerra civil.
As milícias jihadistas se aproveitam da situação caótica para fazer ataques terroristas.
O suicida dirigiu um veículo carregado de explosivos até o setor de treinamento dos recrutas dos Comitês Populares, apoiados pela Arábia Saudita e as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico, e os detonou.
Hadi foi derrubado pelos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, que tomaram a capital, Saná, em setembro de 2014, e fugiu para a Arábia Saudita em fevereiro de 2015. Desde 25 de março daquele ano, os sauditas e aliados intervêm militarmente no Iêmen sem conseguir acabar com a guerra civil.
As milícias jihadistas se aproveitam da situação caótica para fazer ataques terroristas.
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ELN rejeita acordo de paz das FARC
O líder do segundo maior grupo guerrilheiro colombiano, o Exército de Libertação Nacional (ELN), rejeitou os termos do acordo de paz anunciado entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Nicolás Rodríguez Bautista, mais conhecido pelo nome de guerra Gabino, não deu maiores detalhes. O acordo com as FARC enfraquece a posição do ELN, que reluta em iniciar negociações de paz para abandonar a luta armada e se integrar à vida civil.
O governo tem interesse em iniciar logo as negociações para evitar que guerrilheiros das FARC simplesmente entrem para o ELN, que estaria se preparando para ocupar algumas regiões hoje em poder das FARC.
É um dos poucos instrumentos de barganha da cúpula do ELN. O governo colombiano teme que o comando não seja capaz de impor suas decisões à base e pode passar a tratar o grupo como uma organização criminosa comum, negando legitimidade a suas ambições políticas.
Nicolás Rodríguez Bautista, mais conhecido pelo nome de guerra Gabino, não deu maiores detalhes. O acordo com as FARC enfraquece a posição do ELN, que reluta em iniciar negociações de paz para abandonar a luta armada e se integrar à vida civil.
O governo tem interesse em iniciar logo as negociações para evitar que guerrilheiros das FARC simplesmente entrem para o ELN, que estaria se preparando para ocupar algumas regiões hoje em poder das FARC.
É um dos poucos instrumentos de barganha da cúpula do ELN. O governo colombiano teme que o comando não seja capaz de impor suas decisões à base e pode passar a tratar o grupo como uma organização criminosa comum, negando legitimidade a suas ambições políticas.
Comandante das FARC ordena cessar-fogo definitivo a partir de hoje
Daqui a uma hora e meia, à meia-noite deste domingo pelo horário colombiano, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) iniciam um cessar-fogo definitivo ordenado por seu comandante supremo, Rodrigo Londoño Echeverri, mais conhecido pelos nomes de guerra Timoleón Jiménez ou Timochenko.
"Ordeno a todos os nossos comandos, a todas as unidades, a todos e a cada um de nossos e nossas combatentes a cessar fogo e as hostilidades de maneira definitiva contra o Estado colombiano a partir das 24 horas da noite de hoje", declarou Timochenko a jornalistas em Havana.
Depois de quatro anos de negociações em Cuba, um acordo foi anunciado na semana passada para pôr fim a 52 anos de luta armada para tentar impor um regime comunista. O acordo de paz deve ser assinado dentro de um mês na Colômbia por Timochenko e o presidente Juan Manuel Santos.
Em 2 de outubro, o acordo com as FARC será submetido a um referendo para obter a aprovação popular. Cerca de 60% dos colombianos são a favor do acordo, mas o resultado pode ser apertado porque o ex-presidente Álvaro Uribe, de quem Santos era ministro da Defesa, é contra a anistia parcial aos guerrilheiros.
O pai de Uribe foi sequestrado e morto. Durante o governo Uribe, as Forças Armadas da Colômbia obtiveram grandes vitórias na guerra contra as FARC, levando o grupo a negociar com Santos numa posição de clara inferioridade no campo de batalha depois de tentativas fracassadas nos governos Ernesto Samper e Andrés Pastrana.
Com as centenas de milhões de dólares que ganhavam com o tráfico de drogas, os guerrilheiros não viam razão para abandonar as armas e se integrar à sociedade. Ainda havia o precedente da União Patriótica, fundada em 1985 por ex-guerrilheiros, que teve mais de mil candidatos assassinados, inclusive à Presidência da Colômbia.
A paz com as FARC praticamente encerra uma guerra civil iniciada com o assassinato, em 9 de abril de 1948, do candidato liberal à Presidência da Colômbia, Jorge Eliécer Gaitán, que deflagrou uma explosão de violência, o Bogotaço. Mais de 2 mil pessoas foram mortas em 24 horas.
Era o início de um período de uma década na história da Colômbia conhecido como La Violencia, em que 200 a 300 mil. Naquela época, as oposições liberal e de esquerda foram para a clandestinidade. Nesta clima de violência política histórica, sem espaço para uma oposição de esquerda, as FARC nasceram em 1964 como braço armado do Partido Comunista Colombiano, de orientação soviética.
Com o declínio do comunismo como ideologia do financiamento da União Soviética, extinta em 1991, as FARC se reinventaram como um grupo narcoguerrilheiro, passando a traficar drogas para se financiar como historicamente faziam os grupos paramilitares de direita que combatiam os guerrilheiros de esquerda nas zonas rurais.
Mais 220 mil pessoas foram mortas e outras 90 mil desapareceram na guerra civil deflagrada pelas FARC. Cerca de 6,9 milhões fugiram de casa. Ao todo, desde 1948, o total de mortos na guerra civil colombiana é estimado entre 500 e 600 mil pessoas.
Resta ainda o Exército de Libertação Nacional (ELN), um grupo guerrilheiro marxista cristão, que resiste, mas não tem alternativa. Ao anunciar seu acordo de paz, as FARC aconselharam o ELN a fazer o mesmo. O governo teme que o grupo tente recrutar guerrilheiros e ocupar áreas que estavam em poder das FARC.
"Ordeno a todos os nossos comandos, a todas as unidades, a todos e a cada um de nossos e nossas combatentes a cessar fogo e as hostilidades de maneira definitiva contra o Estado colombiano a partir das 24 horas da noite de hoje", declarou Timochenko a jornalistas em Havana.
Depois de quatro anos de negociações em Cuba, um acordo foi anunciado na semana passada para pôr fim a 52 anos de luta armada para tentar impor um regime comunista. O acordo de paz deve ser assinado dentro de um mês na Colômbia por Timochenko e o presidente Juan Manuel Santos.
Em 2 de outubro, o acordo com as FARC será submetido a um referendo para obter a aprovação popular. Cerca de 60% dos colombianos são a favor do acordo, mas o resultado pode ser apertado porque o ex-presidente Álvaro Uribe, de quem Santos era ministro da Defesa, é contra a anistia parcial aos guerrilheiros.
O pai de Uribe foi sequestrado e morto. Durante o governo Uribe, as Forças Armadas da Colômbia obtiveram grandes vitórias na guerra contra as FARC, levando o grupo a negociar com Santos numa posição de clara inferioridade no campo de batalha depois de tentativas fracassadas nos governos Ernesto Samper e Andrés Pastrana.
Com as centenas de milhões de dólares que ganhavam com o tráfico de drogas, os guerrilheiros não viam razão para abandonar as armas e se integrar à sociedade. Ainda havia o precedente da União Patriótica, fundada em 1985 por ex-guerrilheiros, que teve mais de mil candidatos assassinados, inclusive à Presidência da Colômbia.
A paz com as FARC praticamente encerra uma guerra civil iniciada com o assassinato, em 9 de abril de 1948, do candidato liberal à Presidência da Colômbia, Jorge Eliécer Gaitán, que deflagrou uma explosão de violência, o Bogotaço. Mais de 2 mil pessoas foram mortas em 24 horas.
Era o início de um período de uma década na história da Colômbia conhecido como La Violencia, em que 200 a 300 mil. Naquela época, as oposições liberal e de esquerda foram para a clandestinidade. Nesta clima de violência política histórica, sem espaço para uma oposição de esquerda, as FARC nasceram em 1964 como braço armado do Partido Comunista Colombiano, de orientação soviética.
Com o declínio do comunismo como ideologia do financiamento da União Soviética, extinta em 1991, as FARC se reinventaram como um grupo narcoguerrilheiro, passando a traficar drogas para se financiar como historicamente faziam os grupos paramilitares de direita que combatiam os guerrilheiros de esquerda nas zonas rurais.
Mais 220 mil pessoas foram mortas e outras 90 mil desapareceram na guerra civil deflagrada pelas FARC. Cerca de 6,9 milhões fugiram de casa. Ao todo, desde 1948, o total de mortos na guerra civil colombiana é estimado entre 500 e 600 mil pessoas.
Resta ainda o Exército de Libertação Nacional (ELN), um grupo guerrilheiro marxista cristão, que resiste, mas não tem alternativa. Ao anunciar seu acordo de paz, as FARC aconselharam o ELN a fazer o mesmo. O governo teme que o grupo tente recrutar guerrilheiros e ocupar áreas que estavam em poder das FARC.
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domingo, 28 de agosto de 2016
Morales acusa mineiros de conspiração para derrubar o governo
O presidente Evo Morales afirmou que as greves e manifestações de protesto que causaram a morte de três mineiros e do vice-ministro do Interior da Bolívia, Rodolfo Illanes, eram parte da última conspiração de seus inimigos políticos para derrubar o governo, noticiou o jornal Latin American Herald Tribune.
"Mais uma vez, o governo nacional esmagou uma tentativa de golpe. Estou convencido disso", declarou ontem Morales em entrevista na cidade de Cochabamba. Ele acusou os mineiros de planejarem se entrincheirar ao longo das estradas que bloquearam e disse haver documentos confiscados nas cooperativas que falam abertamente em "derrubar o governo".
Pelo menos dez líderes mineiros foram presos na investigação sobre o assassinato de Illanes, inclusive o presidente da Federação Nacional das Confederações de Mineiros (Fencomin), Carlos Mamani. Os mineiros mortos no confronto com a polícia na rodovia La Paz-Oruro eram Fermín Mamani, Rubén Aparaya Pilco e Severino Ichota.
Morales denuncia o movimento dos mineiros como uma jogada política, rejeitando a alegação da Fencomin de que é um protesto contra uma nova lei que permite a criação de sindicatos dentro das cooperativas.
Na sexta-feita, Morales, do Movimento ao Socialismo (MAS), descreveu o vice-ministro sequestrado e torturado até a morte por mineiros como "um herói da defesa dos recursos naturais" da Bolívia e acusou o movimento dos mineiros de ser uma pressão no governo para permitir que as cooperativas negociem diretamente contratos com empresas privadas nacionais e estrangeiras.
"Mais uma vez, o governo nacional esmagou uma tentativa de golpe. Estou convencido disso", declarou ontem Morales em entrevista na cidade de Cochabamba. Ele acusou os mineiros de planejarem se entrincheirar ao longo das estradas que bloquearam e disse haver documentos confiscados nas cooperativas que falam abertamente em "derrubar o governo".
Pelo menos dez líderes mineiros foram presos na investigação sobre o assassinato de Illanes, inclusive o presidente da Federação Nacional das Confederações de Mineiros (Fencomin), Carlos Mamani. Os mineiros mortos no confronto com a polícia na rodovia La Paz-Oruro eram Fermín Mamani, Rubén Aparaya Pilco e Severino Ichota.
Morales denuncia o movimento dos mineiros como uma jogada política, rejeitando a alegação da Fencomin de que é um protesto contra uma nova lei que permite a criação de sindicatos dentro das cooperativas.
Na sexta-feita, Morales, do Movimento ao Socialismo (MAS), descreveu o vice-ministro sequestrado e torturado até a morte por mineiros como "um herói da defesa dos recursos naturais" da Bolívia e acusou o movimento dos mineiros de ser uma pressão no governo para permitir que as cooperativas negociem diretamente contratos com empresas privadas nacionais e estrangeiras.
Partido Comunista da China indica novo governador para o Tibete
O regime comunista da China nomeou hoje um novo chefe do partido para governar a região supostamente autônoma do Tibete, onde Beijim enfrenta uma reação nacionalista liderada pelo budismo tibetano, informou a agência Reuters.
Losang Gyaltsen, tibetano, de 55 anos, foi prefeito de Lhassa, a capital tibetana, e professor de teoria marxista. Na hierarquia do PC no Tibete, só fica atrás do primeiro-secretário, Chen Quanguo, chinês da etnia hã amplamente majoritária na China.
O novo governador prometeu um "combate resoluto" ao movimento pela autonomia do Tibete liderado pelo Dalai Lama, líder político e espiritual do nacionalismo tibetano.
O PC chinês também indicou novos dirigentes regionais para as províncias de Hunã e Yunã. Esta última faz fronteira com o Laos, Mianmar e o Vietnã.
Uma das regiões mais sensíveis politicamente da China, o Tibete é alvo de uma política de assimilação cultural pelo regime comunista e a minoria étnica, hã, que representa 93% da população chinesa.
Desde a expansão mongol sob Gêngis Khan, no século 13, o Tibete era uma província do Império Chinês. Com a queda de monarquia em 1911, o Tibete se tornou independente. Quando os comunistas tomaram o poder, em 1949, decidiram reconquistar as regiões que historicamente foram parte do Império Chinês.
Em 1951, os comunistas tomaram o poder no Tibete. Uma revolução frustrada em 1959 levou a um aumento da repressão. Sua Santidade e Sua Majestade, o 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso, fugiu para o exílio na Índia.
A integridade territorial é uma das obsessões do regime comunista chinês, que ameaça invadir Taiwan se a ilha rebelde declarar a independência e usa cada vez mais a força para impor suas ambições no Mar do Sul da China.
A região autônoma do Tibete tem 1,228 milhão de quilômetros quadrados. Já o chamado Grande Tibete, a área de influência étnica e cultural do budismo tibetano inclui também as províncias, Chinghai, Gansu, Sichuã e Yunã. Tem 2,5 milhões de km2, 26% do território chinês, de 9,6 milhões km2.
Losang Gyaltsen, tibetano, de 55 anos, foi prefeito de Lhassa, a capital tibetana, e professor de teoria marxista. Na hierarquia do PC no Tibete, só fica atrás do primeiro-secretário, Chen Quanguo, chinês da etnia hã amplamente majoritária na China.
O novo governador prometeu um "combate resoluto" ao movimento pela autonomia do Tibete liderado pelo Dalai Lama, líder político e espiritual do nacionalismo tibetano.
O PC chinês também indicou novos dirigentes regionais para as províncias de Hunã e Yunã. Esta última faz fronteira com o Laos, Mianmar e o Vietnã.
Uma das regiões mais sensíveis politicamente da China, o Tibete é alvo de uma política de assimilação cultural pelo regime comunista e a minoria étnica, hã, que representa 93% da população chinesa.
Desde a expansão mongol sob Gêngis Khan, no século 13, o Tibete era uma província do Império Chinês. Com a queda de monarquia em 1911, o Tibete se tornou independente. Quando os comunistas tomaram o poder, em 1949, decidiram reconquistar as regiões que historicamente foram parte do Império Chinês.
Em 1951, os comunistas tomaram o poder no Tibete. Uma revolução frustrada em 1959 levou a um aumento da repressão. Sua Santidade e Sua Majestade, o 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso, fugiu para o exílio na Índia.
A integridade territorial é uma das obsessões do regime comunista chinês, que ameaça invadir Taiwan se a ilha rebelde declarar a independência e usa cada vez mais a força para impor suas ambições no Mar do Sul da China.
A região autônoma do Tibete tem 1,228 milhão de quilômetros quadrados. Já o chamado Grande Tibete, a área de influência étnica e cultural do budismo tibetano inclui também as províncias, Chinghai, Gansu, Sichuã e Yunã. Tem 2,5 milhões de km2, 26% do território chinês, de 9,6 milhões km2.
Rússia volta a autorizar voos fretados para a Turquia
A Rússia suspendeu hoje a proibição de voos fretados para a Turquia, em vigor desde que um avião de caça turco derrubou um bombardeiro russo acusado de invadir seu espaço aérea, em 24 de novembro de 2016.
É mais um sinal da reaproximação entre os dois países por iniciativa do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em busca de fortalecer suas alianças internacionais.
A Turquia fez as concessões necessárias à Rússia para poder lançar sua ofensiva no Norte da Síria contra guerrilheiros curdos e a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante com a cobertura aérea dos Estados Unidos e de sua própria Força Aérea, que poderia de ser alvo de retaliações da Rússia. Moscou instalou suas sistemas de defesa antiaérea mais avançados na Síria.
Para os russos, as praias da Turquia são uma boa alternativa para as férias de verão no Mar Mediterrâneo. A ameaça terrorista é real, mas não é considerada tão grande como no Egito, onde um voo da companhia aérea russa Metrojet foi derrubado no Deserto do Sinai em 31 de outubro de 2015 e todas as 224 pessoas a bordo morreram.
É mais um sinal da reaproximação entre os dois países por iniciativa do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em busca de fortalecer suas alianças internacionais.
A Turquia fez as concessões necessárias à Rússia para poder lançar sua ofensiva no Norte da Síria contra guerrilheiros curdos e a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante com a cobertura aérea dos Estados Unidos e de sua própria Força Aérea, que poderia de ser alvo de retaliações da Rússia. Moscou instalou suas sistemas de defesa antiaérea mais avançados na Síria.
Para os russos, as praias da Turquia são uma boa alternativa para as férias de verão no Mar Mediterrâneo. A ameaça terrorista é real, mas não é considerada tão grande como no Egito, onde um voo da companhia aérea russa Metrojet foi derrubado no Deserto do Sinai em 31 de outubro de 2015 e todas as 224 pessoas a bordo morreram.
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sábado, 27 de agosto de 2016
Vice-ministro da Bolívia foi torturado durante sete horas
O cadáver do vice-ministro do Interior da Bolívia, Rodolfo Illanes, apresenta vários sinais de maus tratos depois de ser torturado durante sete horas até a morte, revelou hoje o procurador-geral do Estado, Ramiro Guerrero, citado pelo jornal boliviano La Razón. Cinco líderes mineiros devem ser denunciados pelo crime.
Illanes foi sequestrado, torturado e morto na quinta-feira na localidade de Panduro, quando foi até uma manifestação de mineiros em greve que bloqueavam a rodovia La Paz-Oruro para tentar restabelecer o diálogo depois de um confronto com a polícia em que dois grevistas morreram.
"Ao que parece, a morte foi entre 17h30 e 18h. Levando em conta a hora em que foi detido, podemos afirmar que foi torturado durante seis a sete horas", declarou o procurador-geral.
O corpo tem feridas nos joelhos e nas pernas, golpes nas costas, omoplata fora de lugar, costelas quebras e golpes nos órgãos genitais. "Ao que parece, o golpe que acabou com sua vida foi no crânio", acrescentou Guerrero.
O principal dirigente da Federação Nacional das Cooperativas de Mineiros (Fencomin), Carlos Mamani, maior articulador dos protestos, e outros nove líderes sindicais foram presos. Os grevistas repudiam uma nova lei que permite a criação de sindicatos dentro das cooperativas.
Illanes foi sequestrado, torturado e morto na quinta-feira na localidade de Panduro, quando foi até uma manifestação de mineiros em greve que bloqueavam a rodovia La Paz-Oruro para tentar restabelecer o diálogo depois de um confronto com a polícia em que dois grevistas morreram.
"Ao que parece, a morte foi entre 17h30 e 18h. Levando em conta a hora em que foi detido, podemos afirmar que foi torturado durante seis a sete horas", declarou o procurador-geral.
O corpo tem feridas nos joelhos e nas pernas, golpes nas costas, omoplata fora de lugar, costelas quebras e golpes nos órgãos genitais. "Ao que parece, o golpe que acabou com sua vida foi no crânio", acrescentou Guerrero.
O principal dirigente da Federação Nacional das Cooperativas de Mineiros (Fencomin), Carlos Mamani, maior articulador dos protestos, e outros nove líderes sindicais foram presos. Os grevistas repudiam uma nova lei que permite a criação de sindicatos dentro das cooperativas.
Coreia do Norte ameaça apagar a luz de vila da zona desmilitarizada
Em sua campanha permanente de intimidação, o regime comunista da Coreia do Norte ameaçou ontem destruir a iluminação instalada pela Coreia do Sul numa vila da zona desmilitarizada entre os dois países, noticiou a agência Associated Press (AP).
O governo stalinista de Pionguiangue acusa o Sul de deliberadamente voltar as luzes para Panmunjon num gesto hostil.
Hoje, as Nações Unidas condenaram os testes de mísseis lançados de submarinos feitos pelo regime norte-coreano em julho e agosto. O último, realizado em 23 de agosto, foi considerado uma reação ao início, em 22 de agosto, de manobras militares conjuntas realizadas todos os anos pelos Estados Unidos e a Coreia do Sul.
O desenvolvimento de mísseis baseados em submarinos é uma parte essencial do dispositivo de dissuasão nuclear usado pela Coreia do Norte para garantir sua sobrevivência. Eles permitem lançar um contra-ataque mesmo se todas as instalações nucleares em terra forem destruídas.
Desde o fim de sua patrocinada, a União Soviética, em 1991, o regime norte-coreano faz uma chantagem atômica dirigida especialmente contra seus inimigos históricos, os EUA, a Coreia do Sul e o Japão.
O governo stalinista de Pionguiangue acusa o Sul de deliberadamente voltar as luzes para Panmunjon num gesto hostil.
Hoje, as Nações Unidas condenaram os testes de mísseis lançados de submarinos feitos pelo regime norte-coreano em julho e agosto. O último, realizado em 23 de agosto, foi considerado uma reação ao início, em 22 de agosto, de manobras militares conjuntas realizadas todos os anos pelos Estados Unidos e a Coreia do Sul.
O desenvolvimento de mísseis baseados em submarinos é uma parte essencial do dispositivo de dissuasão nuclear usado pela Coreia do Norte para garantir sua sobrevivência. Eles permitem lançar um contra-ataque mesmo se todas as instalações nucleares em terra forem destruídas.
Desde o fim de sua patrocinada, a União Soviética, em 1991, o regime norte-coreano faz uma chantagem atômica dirigida especialmente contra seus inimigos históricos, os EUA, a Coreia do Sul e o Japão.
Japão promete ajuda de US$ 30 bilhões à África
Durante a Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento da África, realizada em Nairóbi, no Quênia, o primeiro-ministro Shinzo Abe anunciou hoje uma ajuda de US$ 30 bilhões do Japão ao continente, noticiou a agência Reuters.
Nos próximos três anos, essa quantia será investida em educação, saúde e infraestrutura. A nova ajuda se soma a US$ 32 bilhões prometidos pelo governo japonês em 2013, 67% dos quais já foram desembolsados.
O Japão concorre com a China, que nos últimos anos destinou muito mais dinheiro à África entre investimentos, empréstimos e ajuda direta.
Nos próximos três anos, essa quantia será investida em educação, saúde e infraestrutura. A nova ajuda se soma a US$ 32 bilhões prometidos pelo governo japonês em 2013, 67% dos quais já foram desembolsados.
O Japão concorre com a China, que nos últimos anos destinou muito mais dinheiro à África entre investimentos, empréstimos e ajuda direta.
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sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Bolívia prende líderes mineiros por morte de vice-ministro
A polícia da Bolívia prendeu hoje 10 líderes mineiros, inclusive o principal dirigente da Federação Nacional das Cooperativas Mineiras da Bolívia (Fencomin), Carlos Mamani, na investigação sobre a morte do vice-ministro do Interior, Rodolfo Illanes, sequestrado, torturado e morto ontem por mineiros em greve, informou a edição digital do jornal boliviano La Razón.
A morte do vice-ministro foi confirmada à meia-noite de quinta-feira pelo ministro do Governo, equivalente a chefe da Casa Civil, Carlos Romero, que hoje à tarde revelou a prisão dos sindicalistas. Várias sedes de sindicatos foram alvo de operações de busca e apreensão.
Illanes tentou dialogar com mineiros em greve que bloqueavam a rodovia La Paz-Ururo. Acabou sendo sequestrado, torturado e morto. Seu cadáver foi encontrado à margem da estrada.
O ministro da Defesa, Reymi Ferreira, declarou que o governo já "identificou plenamente" os responsáveis pelo assassinato. Além de Mamani, líder das manifestações de protesto, estão sendo procurados entre outros os líderes mineiros Albino García e Cecilio Alanes Cruz.
A morte do vice-ministro foi confirmada à meia-noite de quinta-feira pelo ministro do Governo, equivalente a chefe da Casa Civil, Carlos Romero, que hoje à tarde revelou a prisão dos sindicalistas. Várias sedes de sindicatos foram alvo de operações de busca e apreensão.
Illanes tentou dialogar com mineiros em greve que bloqueavam a rodovia La Paz-Ururo. Acabou sendo sequestrado, torturado e morto. Seu cadáver foi encontrado à margem da estrada.
O ministro da Defesa, Reymi Ferreira, declarou que o governo já "identificou plenamente" os responsáveis pelo assassinato. Além de Mamani, líder das manifestações de protesto, estão sendo procurados entre outros os líderes mineiros Albino García e Cecilio Alanes Cruz.
França ficou estagnada no segundo trimestre de 2016
A economia da França, a segunda maior da Zona do Euro, ficou estagnada no segundo trimestre deste ano, com crescimento zero, confirmou hoje a segunda estimativa do Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos).
Depois de uma expansão de 0,7% no primeiro trimestre, a expectativa era de uma alta de 0,3% no produto interno bruto francês. Além da estagnação do consumo doméstico, o mau desempenho se explica pela baixa nos investimentos, atribuída à mobilização das centrais sindicais contra a reforma na lei trabalhista.
O investimento avançou apenas 0,2%, depois de registrar alta de 1,3% no primeiro trimestre. O consumo doméstico ficou em zero. E o setor de construção civil recuou 0,5%.
Com crescimento zero no consumo, a produção de bens cresceu apenas 0,1%, em contraste com 1,5% no primeiro trimestre, e o setor de serviços recuou 0,1% depois de uma alta de 0,7% no início do ano.
A estagnação atrapalha os planos de ajuste fiscal do governo socialista, que previu no orçamento uma expansão de 1,5% neste ano. Ontem, o primeiro-ministro Manuel Valls havia reafirmado a previsão oficial de crescimento.
Na sua última análise conjuntural, em junho, o Insee previu crescimento de 0,3% no terceiro trimestre e de 0,4% no quarto. O Banco da França espera um avanço de 0,3% no terceiro trimestre e de 1,4% no ano.
Depois de uma expansão de 0,7% no primeiro trimestre, a expectativa era de uma alta de 0,3% no produto interno bruto francês. Além da estagnação do consumo doméstico, o mau desempenho se explica pela baixa nos investimentos, atribuída à mobilização das centrais sindicais contra a reforma na lei trabalhista.
O investimento avançou apenas 0,2%, depois de registrar alta de 1,3% no primeiro trimestre. O consumo doméstico ficou em zero. E o setor de construção civil recuou 0,5%.
Com crescimento zero no consumo, a produção de bens cresceu apenas 0,1%, em contraste com 1,5% no primeiro trimestre, e o setor de serviços recuou 0,1% depois de uma alta de 0,7% no início do ano.
A estagnação atrapalha os planos de ajuste fiscal do governo socialista, que previu no orçamento uma expansão de 1,5% neste ano. Ontem, o primeiro-ministro Manuel Valls havia reafirmado a previsão oficial de crescimento.
Na sua última análise conjuntural, em junho, o Insee previu crescimento de 0,3% no terceiro trimestre e de 0,4% no quarto. O Banco da França espera um avanço de 0,3% no terceiro trimestre e de 1,4% no ano.
Carro-bomba mata 11 e fere 78 policiais na Turquia
Um carro-bomba explodiu hoje num posto de controle próximo a uma delegacia de polícia no Sudeste da Turquia. Pelo menos 11 policiais foram mortos e 78 saíram feridos, noticiou a agência turca Anadolu.
A explosão ocorreu a cerca de 50 metros de uma delegacia de polícia, perto da cidade de Cizre, na província de Sirnak, dois dias depois que o Exército da Turquia invadiu a Síria para apoiar rebeldes que tomaram a cidade de Jarablus da milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Mesmo assim, o primeiro-ministro Binali Yildirim afirmou não ter dúvidas sobre a responsabilidade dos guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que há mais de 30 anos luta pela independência da nação curda, descartando a possibilidade de atentado do Estado Islâmico.
Um cessar-fogo e negociações de paz com o PKK entraram em colapso em julho de 2015, quando o presidente Recep Tayyip Erdogan decidiu reiniciar a guerra por razões de política interna, para reconquistar a maioria na Assembleia Nacional.
Além da guerrilha curda e do Estado Islâmico, a Turquia enfrenta a ameaça de grupos de extrema esquerda e dos que tentaram dar um golpe de Estado em 15 de julho.
A explosão ocorreu a cerca de 50 metros de uma delegacia de polícia, perto da cidade de Cizre, na província de Sirnak, dois dias depois que o Exército da Turquia invadiu a Síria para apoiar rebeldes que tomaram a cidade de Jarablus da milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Mesmo assim, o primeiro-ministro Binali Yildirim afirmou não ter dúvidas sobre a responsabilidade dos guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que há mais de 30 anos luta pela independência da nação curda, descartando a possibilidade de atentado do Estado Islâmico.
Um cessar-fogo e negociações de paz com o PKK entraram em colapso em julho de 2015, quando o presidente Recep Tayyip Erdogan decidiu reiniciar a guerra por razões de política interna, para reconquistar a maioria na Assembleia Nacional.
Além da guerrilha curda e do Estado Islâmico, a Turquia enfrenta a ameaça de grupos de extrema esquerda e dos que tentaram dar um golpe de Estado em 15 de julho.
Conselho de Estado da França libera o burquíni nas praias
A pedido da Liga dos Direitos do Homem e do Comitê contra a Islamofobia na França, o Conselho de Estado, o supremo tribunal administrativo do país, liberou hoje o uso do burquíni, o traje de banho que cobre todo o corpo das mulheres muçulmanas.
Depois do atentado terrorista que matou 84 pessoas em Nice em 14 de julho, algumas cidades do Sul da França proibiram o uso do burquíni alegando que poderia estimular conflitos. Algumas mulheres foram presas ou obrigadas a tirar o traje.
Em 22 de agosto, um tribunal regional de Nice aprovou a medida. A decisão foi revogada pelo Conselho de Estado, que entendeu que se trata de "um atentado grave e manifestamente ilegal a liberdades fundamentais como o direito de ir e vir, a liberdade de consciência e a liberdade individual."
As egípcias que disputaram o torneio de vôlei de praia da Olimpíada do Rio usaram burquines, em vez dos biquínis ousados das atletas de outros países.
Depois do atentado terrorista que matou 84 pessoas em Nice em 14 de julho, algumas cidades do Sul da França proibiram o uso do burquíni alegando que poderia estimular conflitos. Algumas mulheres foram presas ou obrigadas a tirar o traje.
Em 22 de agosto, um tribunal regional de Nice aprovou a medida. A decisão foi revogada pelo Conselho de Estado, que entendeu que se trata de "um atentado grave e manifestamente ilegal a liberdades fundamentais como o direito de ir e vir, a liberdade de consciência e a liberdade individual."
As egípcias que disputaram o torneio de vôlei de praia da Olimpíada do Rio usaram burquines, em vez dos biquínis ousados das atletas de outros países.
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