segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Ouro passa de US$ 900 por onça

Diante da expectativa de uma queda maior do dólar se o banco central dos Estados Unidos cortar agressivamente suas taxas de juros, a onça de 28,35 gramas de ouro atingiu hoje em Londres a cotação recorde de US$ 914, 1,8% acima do fechamento de sexta-feira. Pode chegar a US$ 1 mil ainda este ano.

"O ouro continua a se beneficiar da incerteza no mercado financeiro. Tende a se valorizar enquanto essas incertezas assustarem o mercado", comentou o economista James Steel, analista do banco HSBC.

A maioria dos analistas ouvidos na semana passada pela Associação do Mercado de Metais Preciosos de Londres prevê que a cotação do ouro chegue a US$ 1 mil em 2008.

"Há céu azul pela frente e espaço para o ouro subir mais", comentou Darren Heathcote, do grupo Investec na Austrália: "Estamos em território não-mapeado. Temos um dólar fraco e isso encoraja as pessas a comprarem ouro".

Mas, adverte John Reade, da União de Bancos Suíços (UBS), "o ouro é vulnerável a fortes correções de preço a qualquer momento".

Irã acusa Bush de iranofobia

O governo do Irã reagiu às declarações do presidente George W. Bush em sua recente viagem ao Oriente Médio, acusando-o de ser o "maior patrocinador estatal do terrorismo no mundo" e uma ameaça à paz internacional, acusando o líder americano de fomentar a "iranofobia".

Ao comentar a declaração de Bush em Abu Dhabi na rede de televisão árabe Al Jazira, o ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, alegou que os Estados Unidos "são a maior causa de extremismo na região e vêm apoiando grupos extremistas e terroristas há seis anos".

Mottaki denunciou ainda um suposto incidente entre barcos iranianos e navios de guerra dos EUA no Estreito de Ormuz, entrada do Golfo Pérsico, em 6 de janeiro, como forjado.

Como Bush pediu que os aliados dos EUA na região isolem e enfrentem o Irã, o chanceler iraniano afirmou que os americanos "não entendem os laços históricos, religiosos e culturais entre o Irã e os outros países da região".

McCain lidera e Obama encurta distância

As primeiras eleições prévias entre os aspirantes à Casa Branca na eleição presidencial de novembro nos Estados Unidos mudaram o panorama da disputa.

Entre os republicanos, disparou o senador John McCain, de 71 anos, enquanto, no Partido Democrata, o senador negro Barack Obama reduziu muito a vantagem da senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton.

Agora, em uma pesquisa nacional divulgada pelo jornal The Washington Post e a rede de televisão ABC, McCain lidera a corrida à Casa Branca no Partido Republicano com 28% das preferências, 16 pontos percentuais a mais do que tinha em dezembro.

Em segundo, aparece o ex-governador de Arkansas Mike Huckabee, com 20%, um a mais do que em dezembro, seguido pelo ex-governador de Massachussets Mitt Romney, com 19% e dois pontos a mais do que no mês passado.

Quem mais caiu foi o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani. Ele perdeu 10 pontos. Tem agora apenas 15% das preferências dos republicanos. O humorista Fred Thompson é o quinto, com 8%, seis pontos percentuais a menos do que em dezembro.

No Partido Democrata, há uma disparada dos dois favoritos.

Hillary luta para ser a primeira mulher a presidir os EUA com o apoio de 42% do eleitorado democrata. Mas perdeu 11 pontos em um mês.

Obama fala em fazer História ao se tornar o primeiro negro a governar os EUA. Tem o apoio de 37% e cresceu 14 pontos em um mês.

A disparada dos líderes deixou o ex-senador John Edwards num terceiro lugar distante, com 11% e apenas um ponto percentual de avanço desde dezembro, o que está dentro da margem de erro da pesquisa.

Leia mais no jornal The Washington Post.

GE dobra investimento em energias renováveis

Em mais um sinal de que as grandes companhias começam a se mexer para enfrentar o aquecimento global e a poluição, a General Motors, uma das maiores empresas do mundo, anunciou a intenção de dobrar para US$ 6 bilhões seus investimentos em energias renováveis até 2010.

Cerca de um quarto desse dinheiro irá para as energias solar e eólica (do vento).

O mercado global de energia renovável movimenta US$ 60 bilhões por ano. Essa cifra tende a subir na medida em que países e empresas tentam reduzir sua dependência de combustíveis fósseis e ter uma matriz energética mais limpa para reduzir a poluição.

A GE espera faturar US$ 20 bilhões por ano com energias renováveis e investir US$ 1,5 bilhão em pesquisa sobre tecnologias limpas até 2010.

Reformistas se unem contra Ahmadinejad

Os reformistas iranianos se articulam para derrotar o regime dos aiatolás e o presidente radical Mahmoud Ahmadinejad nas eleições parlamentares de 14 de março. Até 22 de janeiro, o Conselho dos Anciães, com poder de veto, está examinando as candidaturas.

Essa pré-seleção pode ser fatal para o movimento pela democratização do Irã. Nas eleições anteriores, em 2004, o Conselho dos Anciães vetou 2,5 mil candidatos. Na eleição presidencial de 2005, vetou mil candidatos.

Desta vez, 7.190 candidatos, inclusive 590 mulheres, se inscreveram para disputar as 290 cadeiras do Majlis, o Parlamento do Irã.

Na eleição presidencial de 2005, os principais líderes reformistas, o ex-presidente Mohamed Khatami e Mehdi Karrubi, apoiaram candidatos diferentes. Resultado: o até então pouco conhecido Ahmadinejad, ex-prefeito de Teerã, foi para o segundo turno com o ex-presidente Ali Akbar Hachemi Rafsanjani, uma alternativa difícil de engolir para o movimento liberalizante.

Entre os conservadores, o grande puxador de votos é o ex-negociador nuclear Ali Larijani, adversário do presidente Ahmadinejad, que não faz parte do núcleo central do regime dos aiatolás.

O Conselho dos Anciães é uma espécie de Senado ou Câmara revisora. É composto por 12 juristas, seis nomeados pelo Supremo Líder Espiritual, atualmente o aiatolá Ali Khamenei, e seis pelo Parlamento.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Chávez provoca mal-estar na Colômbia

O governo, a oposição e a Igreja da Colômbia reagiram contra a declaração do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) não são um grupo terrorista.

"As FARC devem mostrar que não são terroristas", declarou o ex-presidente Andrés Pastrana, ele próprio vítima de um seqüestro.

Para a ex-refém Clara Rojas, candidata à vice-presidente em 2002 seqüestrada naquele ano e recém-libertada, trata-se de uma "organização delituosa".

Um dia depois da libertação de Clara e da ex-deputado Consuelo González, Chávez afirmou que as FARC não devem ser consideradas terroristas mas "um grupo insurgente com um projeto bolivarista".

Para o caudilho venezuelano, as FARC e o Exército de Libertação Nacional (ELN), outro grupo guerrilheiro de esquerda colombiano, "são verdadeiros exércitos, que ocupam território na Colômbia... É preciso lhes dar reconhecimento. São forças insurgentes que têm um projeto político, um projeto bolivarista que aqui é respeitado".

Como o presidente Álvaro Uribe está rompido com Chávez, coube ao ex-presidente Pastrana dar o troco: "Sinto vergonha que um presidente amigo como é Hugo Chávez esteja intervindo em assuntos internos da Colômbia [...]. Se houve algo a que dediquei muito tempo nos meus quatro anos de governo foi a tirar a imagem de «Robin Hood» que as FARC tinham na Europa".

Só 20% dos argentinos poupam

Uma longa história de inflação alta com picos de hiperinflação, confiscos e desvalorizações da moeda faz com que os argentinos tenham hoje muito menos poupança do que há 30 anos: só 20% das famílias têm poupança. A maior parte do dinheiro vai para o consumo.

Para a Fundação Mercado, a taxa de poupança privada é insuficiente para fazer os investimentos necessários para manter o crescimento acelerado a médio e longo prazos.

No final da década de 90, antes do colapso da paridade peso-dólar, cerca de 30% dos argentinos tinham poupança. Quem não guardava dólares em baixo do colchão ficou com o dinheiro preso no corralito.

Leia mais no jornal argentino La Nación.

Iraque aprova lei de reconciliação com baathistas

A Assembléia Nacional do Iraque aprovou ontem uma lei importante para a reconciliação nacional. Ela permite que ex-militantes do Partido Baath, do ditador deposto e executado Saddam Hussein, voltem a ocupar cargos públicos e a receber suas pensões.

Os Estados Unidos pressionavam o governo e o parlamento iraquianos há meses para votar a lei, considerada essencial ao entendimento entre sunitas e xiitas, e à pacificação do país.

Confira nos jornais americanos The Washington Post e The New York Times.

Durante visita ao Kuwait ontem, o presidente George W. Bush anunciou a provável retirada de 20 mil dos 160 mil soldados americanos no Iraque ainda no primeiro semestre deste ano.

Oposição britânica dobra vantagem sobre Brown

Seis meses depois de substituir Tony Blair e de realizar o sonho de toda uma vida política sem passar pelo teste das urnas, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, luta para se legitimar como chefe de governo do Reino Unido.

A última pesquisa do instituto YouGov, divulgada neste domindo pelo jornal TheSunday Times dá 43% das preferências ao Partido Conservador, liderado pelo jovem David Cameron, contra 33% para o Partido Trabalhista, dobrando a vantagem para 10 pontos percentuais. Sob a nova liderança de Nick Clegg, o Partido Liberal-Democrata ficou com 14%.

Como Brown não precisa convocar eleições antes de 2010, Camerou pediu calma aos conservadores mais excitados com a perspectiva concreta de uma volta ao poder depois de 11 anos de blairismo: "Ainda temos uma montanha a escalar. Ainda temos um longo caminho a percorrer. Mas está claro que estamos prontos para governar", declarou o líder conservador neste domingo à TV BBC.

Outra má notícia para Brown: o secretário de Pensões e Trabalho, Peter Hain, terá de se defender da acusação de não declarar uma doação para campanha de 103 mil libras, cerca de R$ 380 mil.

Pior ainda: cerca de 25% acreditam que a Grã-Bretanha cairá em recessão em 2008.

Definitivamente, a lua-de-mel de Brown acabou. Em 2008, ele terá sua última chance de se legitimar.

Leia mais no The Sunday Times, que atribui o avanço conservador ao aumento do custo de vida.

AIEA dá novo ultimato ao Irã na questão nuclear

A Agência Internacional de Energia Atômica deu mais quatro semanas se prazo para que o Irã responda às perguntas que faltam, relativas a seu programa nuclear, inclusive aos aspectos militares.

O diretor-geral da AIEA, Mohammed ElBaradei, acertou um "plano de trabalho" com o supremo líder espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, e com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para resolver todos os problemas em quatro semanas, anunciou a agência das Nações Unidas, com sede em Viena, na Áustria.

Mas funcionários da AIEA são céticos. Não acreditam que o Irã revele todos os detalhes no prazo exigido.

As questões centrais dizem respeito a:
- experiências passadas com plutônio, um explosivo para bombas atômicas;
- o uso de centrífugas P1 e P2 para enriquecer urânio;
- a descoberta de partículas com teor de enriquecimento para armas atômicas na Universidade Politécnica de Teerã;
- e a possíveis aplicações militares da tecnologia nuclear, que, como se sabe, é de uso duplo.

Os EUA e a Europa exigem a suspensão do programa de enriquecimento de urânio do Irã. Já aprovaram sanções contra o regime dos aiatolás no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Mas um relatório conjunto dos 16 serviços secretos americanos informando que o Irã parou em 2003 com um programa nuclear militar clandestino arrefeceu os ânimos dos falcões do governo Bush, como o vice-presidente Dick Cheney, e de militares israelenses. Eles são a favor de bombardear as principais instalações nucleares do Irã.

Bush volta a atacar Irã no Oriente Médio

O presidente George Walker Bush voltou a insistir hoje em que o Irã é uma ameaça à paz internacional, "o maior patrocinador estatal do terrorismo" atualmente no mundo. "Manda centenas de milhões de dólares para extremistas ao redor do mundo enquanto seu povo enfrenta repressão e dificuldades econômicas".

Em discurso em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, Bush pediu apoio aos aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico para combater a influência iraniana e de grupos sustentados pelo Irã como a milícia fundamendalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) ou o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

Antes, durante escala no Kuwait, Bush declarou que a História fará justiça à invasão americana ao Iraque.

Violência política no Quênia já matou 700

Depois da morte de mais quatro pessoas na última noite e da descoberta de 89 corpos, sobe para cerca de 700 o total de mortos na onda de violência política deflagrada pela fraude na eleição presidencial de 27 de dezembro de 2007, no Quênia, um país do Leste da África. Mais de 250 mil pessoas fugiram de suas casas.

A oposição planeja realizar três dias de protestos de rua a partir de quarta-feira. Para evitar novos confrontos com a polícia, o grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch fez um apelo ao governo queniano para que permita a realização de manifestações públicas de protesto. Elas foram proibidas para conter a violência.

Aumenta a pressão internacional para que o presidente reeleito fraudulentamente, Mwai Kibaki, negocie com o líder oposicionista, Raila Odinga. Kibaki propôs a formação de um governo de união nacional. Odinga pediu sanções internacionais e o não-reconhecimento do resultado oficial por outros países.

O presidente de Gana e atual líder da União Africana, John Kufuor, anunciou que os dois chefes quenianos concordaram em se reunir com o ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan para buscar uma solução pacífica. É o mais sério conflito em quatro décadas de independência do Quênia, até agora considerado um símbolo de estabilidade no conturbado continente africano.

A Comunidade do Leste da África, que reúne Quênia, Tanzânia, Ruanda, Uganda e Burúndi, pediu hoje uma investigação ampla sobre a possível fraude eleitoral.

Britânicos podem ficar décadas no Afeganistão

As forças do Reino Unido podem ficar décadas no Afeganistão dentro da guerra contra o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos, adverte o secretário da Defesa do Reino Unido em entrevista publicada neste domingo.

"Não podemos correr o risco de que volte a ser um país sem governo, paraíso para o treinamento de terroristas", declarou o secretário Des Browne ao jornal The People.

"É um compromisso de décadas, mas não é algo que possa ser feito apenas com o uso da força", ressalvou Des Browne. "A tarefa só será concluída se a comunidade internacional ajudar o governo e o Exército do Afeganistão."

Há 7,8 mil soldados britânicos no Afeganistão, operando sob o comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que tem 40 mil homens no país, invadido depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 porque o regime da milicia fundamentalista dos Talebã abrigava bases e centros de treinamento da rede terrorista Al Caeda.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Síria reconstrói prédio bombardeado por Israel

A Síria está construindo um prédio bombardeado por Israel em 6 de setembro, onde supostamente haveria uma instalação nuclear prestes a receber material da Coréia do Norte.

Pelas imagens de satélite, o novo prédio tem as mesmas características.

Confira no jornal The New York Times.

Hillary tem 49% entre democratas

A vitória inesperada na eleição primária em Novo Hampshire recolocou a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton como favorita na disputa pela candidatura do Partido Democrata à eleição presidencial de novembro deste ano nos Estados Unidos, o acontecimento político mais importante do ano.

Na última pesquisa da rede de TV americana CNN, Hillary aparece com 49% das preferências dos eleitores democratas, contra 36% favoráveis ao senador Barack Obama, que sonha em ser o primeiro negro a chegar à Presidência dos EUA.

Em relação a dezembro, Hillary subiu nove pontos percentuais e Obama, seis, empurrando o ex-senador e ex-candidato a vice-presidente em 2004 John Edwards para um distante terceiro lugar, com 12%.

Para 35% dos entrevistados, a economia é o tema mais importante desta eleição presidencial; 25% apontaram o Iraque.

McCain é novo favorito entre republicanos

No embalo da vitória na eleição primária em Novo Hampshire, o senador John McCain é o novo líder nas pesquisas sobre quem será o candidato do Partido Republicano na eleição presidencial de novembro deste ano nos Estados Unidos.

McCain, um veterano de guerra que ficou anos preso no Vietnã, saltou para 34% das preferências dos eleitores republicanos registrados, em pesquisa feita para a rede de televisão CNN. É um avanço de 21 pontos desde dezembro.

O ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, vencedor em Iowa, ficou em segundo lugar com 21%, seguido pelo ex-prefeito de Nova Iorque Rudy Giuliani, com 18%, seis pontos a menos do que em dezembro, quando liderava a corrida à Casa Branca entre os republicanos.

Em quarto lugar, vem o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, com 14%. Ele precisa de um bom resultado em Michigan, na terça-feira, 15 de janeiro.

Ainda estão no páreo o ex-senador Fred Thompson (6%), o deputado federal texano Ron Paul (5%) e o deputado federal californiano Duncan Hunter (1%).

Oposição vence eleições legislativas em Taiwan

O partido nacionalista chinês Kuomintang (KMT), que um dia governou toda a China e é favorável a uma reaproximação com a China continental, elegeu neste sábado, 12 de janeiro de 2008, 81 dos 113 deputados do Parlamento de Taiwan, a ilha que o regime comunista chinês considera uma província renegada.

Foi a pior derrota da história do Partido Democrático Progressista (PDP). O partido do presidente Chen Shui-bian, que já flertou com a independência, considerada inaceitável pelo governo de Beijim, conquistou apenas 27 cadeiras.

Antes mesmo do resultado final, o atual líder do KMT, Wu Poh-hsiung, prometeu "não abusar do poder que a maioria nos deu, que utilizaremos para estabilizar a sociedade e unir o povo, respeitando a minoria no Parlamento".

Sob o nome oficial de República da China, reivindicando a soberania sobre toda a China, o KMT governou Taiwan durante 51 anos, desde que Chiang Kai-shek fugiu do continente diante da vitória da Revolução Comunista liderada por Mao Tsé-tung, em 1º de outubro de 1949, até a derrota para Chen, em 2000.

Giuliani aposta tudo na Flórida

Sem grandes chances nas primeiras rodadas das eleições primárias, o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani decidiu apostar tudo na prévia do Partido Republicano na Flórida, em 29 de janeiro.

Depois de deixar para lá os primeiros estados, Iowa e Novo Hampshire, começaram a surgir rumores de que altos assessores não estariam recebendo em dia. O dinheiro da campanha de Giuliani estaria secando.

Mas o prefeito que posou como presidente logo após os atentados de 11 de setembro de2001 não perdeu a aspiração de chegar à Casa Branca em 2008. Começa domingo uma viagem de ônibus de três dias pela Flórida. Pretende fazer três a quatro aparições públicas por dia, num ritmo até agora não igualado por nenhum candidato.

Leia mais no jornal The Washington Post.

Alemanha reforça segurança antiterrorismo

Depois de receber um alerta do governo do Líbano o planejamento de atentados terroristas, o Ministério da Justiça da Alemanha reforçou a segurança em estradas, portos, aeroportos, estações ferroviárias e rodoviárias, e outros pontos sensíveis.

Duas revistas alemãs, Focus e Der Spiegel, publicaram que a Embaixada da Alemanha em Beirute recebeu telefonemas neste mês ameaçando com ataques contra alvos militares e judiciários, na Alemanha. Uma investigação sobre o caso levou à captura de um sírio suspeito de pertencer à rede terrorista Al Caeda identificado apenas como Mohammed N.

Esse suspeito teria revelado que um alemão de origem turca, um saudita e um australiano estariam planejando atacar o Ministério da Justiça, em Berlim, e outros órgãos públicos como vingança pelo julgamento de suspeitos de terrorismo d'Al Caeda na Alemanha.

Os explosivos teriam entrado no país através do porto de Rostock, vindos da Finlândia e da Rússia.

Entre os atos da Justiça a serem vingados, estariam a prisão do alemão Martin Gelowicz e de outros suspeitos de conspiração para atacar uma base militar dos Estados Unidos na Alemanha e outros alvos, e o processo contra o libanês Youssef Mohammed el-Hajdib. Ele foi denunciado por tentar explodir dois trens de subúrbio em julho de 2006 junto com Jihad Hamad, condenado a 12 anos de cadeia no mês passado no Líbano.

Libertação de reféns aumenta pressão sobre Uribe para negociar com a guerrilha

A libertação de duas reféns pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) aumenta a pressão sobre o presidente Álvaro Uribe para uma negociação mais ampla com a guerrilha que liberte centenas de pessoas seqüestradas. Em troca, as FARC querem a libertação dos companheiros presos em cadeias colombianas.

Com um sorriso forçado, Uribe agradeceu a ajuda do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com quem está rompido, e rejeitou a exigência das FARC para que seja criada uma zona desmilitarizada onde seria feita a troca de reféns por rebeldes por prisioneiros de guerra.

Desde que assumiu, em 2002, Uribe, cujo pai foi morto pela guerrilha, adota o que chama de política de "segurança democrática". Nega legitimidade ao grupo guerrilheiro. Chávez quer reconhecer as FARC politicamente.

O ministro da Defesa da Colômbia, José Manuel Santos, argumentou que a libertação de Clara Rojas e Consuelo González mostra que não há necessidade de uma zona desmilitarizada para trocar prisioneiros de guerra por reféns.

Mas o presidente da Venezuela pretende transformar a negociações sobre os reféns num processo de paz. Não quer mais que as FARC sejam tratadas como grupo terroristas mas, sim, como "um grupo insurgente com um projeto bolivarista", ou seja, chavista.

Desde a ruptura entre Chávez e Uribe, o caudilho venezuelano está mais próximo da guerrilha do que do presidente da Colômbia. Uribe alega que Chávez quer colocar as FARC no governo em Bogotá.

"As FARC fizeram isso como um presente ao Chávez, e não por terem chegado a qualquer acordo com o governo colombiano", comentou um diplomata estrangeiro em Bogotá.

"A novidade é que Chávez tem um canal público e direto de comunicação com as FARC. "Enquanto isso, Chávez e Uribe nem se falam. Chávez tem relações melhores com a insurgência do que com o governo da Colômbia. Diplomaticamente, é uma situação horrível."

Ex-refém tentou fugir das FARC com Ingrid

A ex-candidata à Vice-Presidência da Colômbia Clara Rojas, libertada há dois dias pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) depois de seis anos de cativeiro, contou que tentou fugir com a ex-candidata a presidente Ingrid Betancourt, que continua seqüestrada.

Para puni-las pela tentativa de fuga, os guerrilheiros usaram cobras, aranhas e até mesmo uma onça morta.

"Não podíamos deixar a área ao redor do nosso acampamento porque não encontramos o caminho no meio da escuridão", declarou Clara Rojas em entrevista por telefone a uma rádio colombiana, em Caracas, capital da Venezuela, onde está sendo submetida a exames médicos, antes de voltar para a Colômbia.

Mesmo depois do fracasso, Rojas continuou próxima de Betancourt, com quem formava a chapa presidencial em fevereiro de 2002, quando as duas foram seqüestradas pelas FARC. Rojas disse que foi Betancourt a primeira pessoa a quem disse que estava grávida de um dos guerrilheiros, em 2003.

Clara Rojas e a ex-deputada Consuelo González de Perdomo, seqüestrada desde 2001, caminharam 20 dias pela selva com um pequeno grupo de rebeldes das FARC até chegarem a uma clareira onde foram resgatadas por helicópteros das Forças Armadas da Venezuela com bandeira da Cruz Vermelha Internacional.

Ao chegar à Colômbia, Rojas vai se reencontrar com seu filho Emmanuel.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mediou a libertação das reféns, que pretende transformar no início de um processo de paz na Colômbia. Chávez tem hoje mais diálogo com as FARC do que com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, com quem está rompido.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

SonyBMG deixa de proteger direitos online

Ao anunciar ontem um acordo para vender suas músicas via internet na Amazon.com num formato de MP3 não-protegido contra pirataria, a empresa SonyBMG tornou-se a primeira gravadora a abrir mão da proteção aos direitos autorais para venda pela internet.

Bush propõe indenização a refugiados palestinos

Para resolver o problema do "direito de retorno" dos refugiados palestinos às terras que ocupavam, inclusive quando da fundação do Estado de Israel, em 1948, o presidente George Walker Bush propôs ontem, durante sua visita ao Oriente Médio, a indenização dos refugiados e seus dependentes, numa mudança da política oficial dos Estados Unidos.

O direito de retorno é uma das complicações das negociações de paz árabe-israelenses, ao lado das colônias judaicas nos territórios ocupados, das fronteiras definitivas do Estado palestino e da devolução do setor árabe de Jerusalém. Bush busca uma fórmula de consenso, aliás defendida há muito tempo pelo movimento pacifista em Israel e na Palestina.

Índia lança carro de US$ 2,5 mil

A Índia apresentou ao mundo ontem o Tata Nano, automóvel que pretende lançar no mercado em setembro de 2008 com preço de cerca de US$ 2,5 mil. O plano é transformar o país no maior centro mundial de produção de veículos a baixo custo.

Uma associação entre as empresas japonesa Suzuki e a indiana Maruti, a Maruti Suzuki, será a primeira companhia parcialmente estrangeira a fabricar inteiramente na Índia um modelo destinado ao mercado indiano e a exportação.

O jornal inglês The Independent já se preocupa com o impacto ecológico do novo carrinho.

Crise põe economia na campanha americana

A ameaça de recessão colocou a economia no topo da agenda dos aspirantes à Presidência dos Estados Unidos em novembro de 2008. Quando a campanha começou, no ano passado, a guerra no Iraque, o terrorismo e a imigração ilegal eram mais importantes.

O debate agora é econômico: como tirar o país da crise?

Com a geração de empregos estagnada, o barril de petróleo a US$ 100, a queda na Bolsa de Valores de Nova Iorque, a recessão no setor habitacional e o aperto de crédito, a ansiedade quanto ao futuro da economia pode decidir a corrida para a Casa Branca em 2008.

Leia mais no jornal The Washington Post.

Instituto de bancos prevê crescimento nos EUA

O Instituto de Finanças Internacionais, que reúne os maiores bancos privados do mundo, prevê um crescimento de 2,3% em 2008 para a economia dos Estados Unidos, que assim evitaria a recessão.

"Importantes sinais de resistência sugerem que a recessão pode ser evitada nos EUA", comentou Charles Dallara, diretor do IFI.

Ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) também previu que a maior economia do mundo não cairá em recessão em 2008.

Já o presidente do Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos EUA, Ben Bernanke, falou em "crescimento lento".

China teve saldo recorde de US$ 262 bilhões

A China teve um saldo comercial recorde de US$ 262 bilhões em 2007, com volume de comércio de US$ 2,17 trilhões, um aumento de 47,7% em relação a 2006.

EUA declaram guerrilha curda terrorista

O Departamento de Estado americano declarou oficialmente que o grupo militante curdo Falcões da Liberdade do Curdistão, um braço armado do Partido dos Trabalhadores do Curdistâo (PKK), é uma organização terrorista.

Esse grupo seria responsável pelos ataques contra a Turquia lançados a partir da região autônoma curda no Norte do Iraque. Em resposta, a Turquia bombardeou diversas vezes as bases rebeldes e fez algumas operações terrestres dentro do território iraquiano.

FARC insistem em zona desmilitarizada

Depois de soltar ontem as reféns Clara Rojas e Consuelo González, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) voltaram a exigir hoje a criação de uma zna desmilitarizada para negociar um acordo humanitário e uma troca maior de reféns por prisioneiros político. Esse acordo incluiria a libertação da ex-candidata a presidente Ingrid Betancourt, seqüestrada pelo grupo guerrilheiro de esquerda desde 2002.

Em comunicado emitido nas "montanhas da Colômbia" e divulgado pela Agência de Imprensa Bolivarista, o comando central das FARC mantém sua exigência de que se retirem as tropas do Exército da Colômbia das regiões de Florida e Padrera, no Sudoeste do país, a cerca de 50 quilômetros da cidade de Cáli.

Os rebeldes querem que essas localidades sejam o "cenário do diálogo Governo-FARC para o acordo e a materialização de uma troca que torne possível a libertação de todos os prisioneiros em poder das forças em luta".

As FARC querem trocar cerca de 40 reféns por 500 guerrilheiros presos em cadeias colombianas. Seu maior trunfo é Ingrid Betancourt. Clara Rojas era candidata a vice na chapa de Ingrid. Consuelo González era deputada.

Ao chegar a Caracas, Rojas disse não ter notícias de Betancourt, de quem estaria separada há três anos.

Oposição convoca protestos no Quênia

A oposição no Quênia convocou manifestações de protesto de três dias na próxima semana para pressionar o presidente Mwai Kibaki, depois do fracasso das negociações em torno do resultado da eleição presidencial de 27 de dezembro de 2007.

O candidato da oposição, Raila Odinga, denunciou fraude e pediu sanções internacionais contra o país, afirmando que os líderes mundiais seriam irresponsáveis se confiassem "um simples centavo" a Kibaki.

"Estamos convocando nossos compatriotas, homens e mulheres, que com grande tristeza e solidariedade se juntem a nós em manifestações no país inteiro na quarta, quinta e sexta-feira da próxima semana", conclamou Anyang' Nyong'o, secretário-geral do Movimento Democrático Laranja, de Odinga.

A oposição espera realizar protestos em 30 localidades, inclusive uma grande manifestação no centro da capital, Nairóbi, na quarta-feira para a qual teria pedido proteção policial. Manifestações anteriores terminaram em confronto com a polícia, deflagrando uma onda de violência tribal que causou cerca de 500 mortes desde a eleição, na pior crise desde a independência do país do Império Britânico.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Memorando implica Banco Mundial no Quênia

Um memorando interno do Banco Mundial considerando aceitável a reeleição do presidente do Quênia, Mwai Kibaki, colocou a instituição sob suspeita.

O documento interno com data de 1º de janeiro partiu de Colin Bruce, diretor do Banco Mundial para o Quênia. Defende o reconhecimento da vitória de Kibaki com base em "relatos orais e documentos de altos funcionários" das Nações Unidas que teriam "monitorado o processo eleitoral".

"A visão da ONU é que o anúncio da Comissão Eleitoral do Quênia com a vitória de Kibaki está correto", acrescentou o memorando. O problema é que a ONU não monitorou oficialmente a eleição no Quênia, cujo resultado provocou uma onda de violência com 400 mortes.

Diante da contradição, o Movimento Democrático Laranja, do candidato derrotado, Raila Odinga, exigiu o afastamento de Bruce, que mora numa casa da família Kibaki.

Bernanke admite cortes "substantivos" nos juros

O presidente do Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke, admitiu hoje em Washington a possibilidade de "cortes adicionais" "substantivos" nas taxas de juros nos EUA.

Com esse pronunciamento, Bernanke alimenta a expectativa dos que esperam um corte de meio ponto percentual na taxa básica do Fed, hoje em 4,25% ao ano, na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto, em 29 e 30 de janeiro.

BCE e Banco da Inglaterra mantêm juros

Diante do temor da volta da inflação, o Banco Central da Europa e o Banco da Inglaterra decidiram manter suas taxas básicas de juros, respectivamente, em 4% e 5,5% ao ano.

As autoridades monetárias européias resistiram à pressão para cortar juros e assim estimular a economia, abalada pela crise financeira iniciada no setor de crédito hipotecário nos Estados Unidos.

Matsushita vai se chamar Panasonic

A empresa eletroeletrônica japonesa Matsushita vai mudar seu nome para Panasonic, a marca pela qual é mais conhecida internacionalmente. num sinal da importância cada vez maior de suas operações internacionais.

Campanha de Hillary sensibilizou mulheres

Na tentativa de explicar a inesperada vitória da senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton sobre o senador negro Barack Obama na eleição prévia do Partido Democrata no estado de Novo Hampshire, os analistas apontam para a mobilização do eleitorado feminino.

Enquanto Obama se dirigia às multidões dizendo estar fazendo história como primeiro negro a se tornar presidente dos Estados Unidos, a campanha de Hillary lembrou que ela pode ser a primeira mulher a governar da Casa Branca. Esse trabalho mais focado teria roubado a vitória do senador por Illinois, favorito nas pesquisas.

Leia mais no jornal The Washington Post.

Guerra no Iraque matou 151 mil

As estimativas sobre o total de mortos no Iraque desde a invasão americana de 2003 variam de 47.688, do site Iraq Body Count, que soma as mortes noticiadas pela mídia, a 600 mil, segundo estudo divulgado pela revista médica inglesa The Lancet.

Agora, uma pesquisa sobre a saúde das famílias realizada pelo governo iraquiano e a Organização Mundial da Saúde conclui que o total passa de 151 mil.

O relatório foi publicado na prestigiada revista médica americana The New England Journal of Medicine.

EUA esperam "soluções iraquianas"

Depois de inúmeras tentativas fracassadas de promover a reconciliação nacional entre sunitas, xiitas e curdos no Iraque, e do relativo sucesso da ofensiva americana para reduzir a violência, os Estados Unidos esperam agora que os próprios iraquianos apresentem suas propostas para o futuro político do país.

"Estamos procurando soluções iraquianas para os problemas iraquianos", resumiu um oficial encarregado da reconstrução de Faluja, que foi um dos principais focos da insurgência sunita, em 2004.

Leia mais no jornal The Washington Post.

Terrorista suicida mata 25 em Lahore

Um terrorista suicida matou 25 pessoas e feriu outras 58 ao detonar os explosivos que trazia junto ao corpo diante de um tribunal na cidade de Lahore, no Paquistão. Este país vive sob extrema tensão, especialmente desde o assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, em 27 de dezembro de 2007.

O atentado ocorreu no centro comercial da cidade, no momento em que advogados preparavam uma manifestação de protesto contra o ditador Pervez Musharraf.

A morte de Benazir levou o governo a adiar as eleições legislativas de 8 de janeiro para 18 de fevereiro.

Desde outubro, 19 atentados suicidas - inclusive um fracassado contra Benazir que matou 136 pessoas - mataram cerca de 400 pessoas e feriram outras mil no Paquistão.

FARC libertam duas reféns

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que participou das negociações, anunciou hoje que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) libertaram duas reféns: Consuelo Gonzalez e Clara Rojas tinham sido seqüatradas, respectivamente, em 2001 e 2002.

As reféns foram entregues à Cruz Vermelha Internacional e a autoridades venezuelanas numa área remota do departamento de Guaviare, no Sudeste da Colômbia.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Bachelet muda cinco ministros no Chile

Com a popularidade em baixa, apesar da boa situação econômica do Chile, a presidente Michelle Bachelet fez uma ampla reforma ministerial, mudando cinco ministros para revigorar seu governo.

De uma só tacada, trocou os ministros da Economia, das Minas, de Obras Públicas, Agricultura e Planejamento. Também nomeou um novo ministro do Interior, depois que o anterior pediu demissão inesperadamente na semana passada.

O novo ministro do Interior, Eduardo Pérez Yoma, foi ministro da Defesa de Eduardo Frei (1994-2000). É considerado um dos responsáveis pela reconciliação entre civis e militares depois do fim da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-90).

Hugo Lavados, ex-diretor da agência oficial de promoção de exportações, é o novo ministro da Economia.

Para Agricultura, Obras Públicas e Planejamento, foram indicados Sergio Bitar, Marigen Hornkohl e Paula Quintana.

Com uma profunda crise dentro da coalizão governista, agravada com a saída de cinco deputados da Democracia Cristã para se tornarem independente, a bancada de Bachelet na Câmara caiu de 62 para 57 deputados, apenas quatro a mais do que a direitista Aliança pelo Chile.

Banco Mundial prevê 3,3 de crescimento em 2008

Por causa da desaceleração da economia dos Estados Unidos e seu impacto na Europa e no resto do mundo, o Banco Mundial está revisando para 3,3% sua previsão de crescimento para a economia mundial neste ano.

A estimativa anterior, feita em outubro pelo Fundo Monetário Internacional, era de 4,8%.

ONU protesta contra Sudão

As Nações Unidas fizeram um protesto junto ao governo do Sudão depois que um comboio com suprimentos para sua missão de paz na província de Darfur foi alvo de uma emboscada de tropas sudanesas.

Um motorista sudanês foi gravamente ferido, com sete tiros.

Leia mais no site da BBC.

EUA tiram do ar centenas de F-15s

A Força Aérea dos Estados Unidos retirou de circulação centenas de caças a jato F-15 por causa de problemas estruturais, reduzindo significativamente o número de aviões disponíveis para a defesa do país.

Quando um dos caças se partiu durante um combate aéreo simuluado, em novembro, o comando da Força Aérea mandou inspecionar em solo toda a frota de F-15s, cerca de 700 aviões ao todo.

As novas versões foram autorizadas a retomar seus vôos em seguida. Mas 440 modelos antigos de F-15 continuam em terra, fora de serviço.

"Muitos não voarão mais", admite um oficial da Aeronáutica dos EUA.

Leia mais no jornal Los Angeles Times.

EUA atacam Al Caeda em Diala

Dentro de uma campanha para acabar com os últimos bolsões da insurgência sunita, os Estados Unidos lançaram na terça-feira, 8 de janeiro, uma grande operação militar contra um dos principais redutos da rede terrorista Al Caeda no Iraque: a província de Diala. Pelo menos nove americanos foram mortos nos dois primeiros dias da ofensiva.

Com 5 mil soldados americanos apoiados por tropas iraquianas, a ação tenta ampliar os ganhos obtidos com a derrota da Al Caeda em Bagdá e na província de Ambar. Muitos rebeldes teriam fugido para o vale do rio Diala e a cidade de Mossul.

Mas um comandante americano admitiu que os rebeldes, temendo a ofensiva dos EUA, fugiram uma semana antes.

Leia mais no jornal The Washington Post.

Corte de gases afeta indústria pesada na Europa

Os cortes nas emissões dos gases que provocam o aquecimento global atingirão a indústria pesada européia. Dirigentes empresariais advertem que haverá fechamento de fábricas, relocalização em outra região e perda de empregos.

A produção de aço, alumínio, cimento e produtos químicos terá de arcar com custos adicionais estimados entre 5% e 48% para atender às novas exigências. Elas incluem redução nas emissões de gases de enxofre e nitrogênio, além de material particulado. Entram em vigor em 2013.

Leia mais no jornal inglês Financial Times.

Sarkozy quer BBC francesa

O presidente Nicolas Sarkozy anunciou um plano para taxar as emissoras da televisão privadas e usar os recursos para financiar uma TV pública na França no estilo da BBC (British Broadcasting Corporation).

Como parte do que descreveu como "política de civilização", Sarko não quer mais propagandas em duas TVs públicas francesas. Elas serão financiadas com novos impostos sobre telefonia celular, internet e uma taxa sobre o faturamente publicitário das TVs privadas.

Seu projeto, semelhante à TV Brasil do governo Lula, é juntar a France24, a versão estatal francesa da CNN (Cable News Network) com a TV5Monde, o canal internacional em francês, e a Radio France Internationale para criar algo parecido com o Serviço Mundial da BBC.

Hillary e McCain ganham em Novo Hampshire

Ao contrário do que indicavam as pesquisas, a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton, de 60 anos, venceu o senador negro Barack Obama, de 46 anos, nas eleições primárias do estado de Novo Hampshire, esquentando a disputa pela candidatura do Partido Democrata à eleição presidencial de novembro de 2008 nos Estados Unidos.

Entre os republicanos, ganhou o senador John McCain, um veterano de guerra que ficou preso anos no Vietnã.

Depois da derrota para Obama em Iowa e de ficar dois dígitos atrás nas pesquisas para Novo Hampshire, a candidatura Hillary parecia à beira de um naufrágio. A vitória com três pontos percentuais de vantagem a recoloca na luta.

Agora os democratas voltam a se enfrentar em 19 de janeiro, em Nevada, e em 26 de janeiro, na Carolina do Sul. Este estado será uma batalha interessante. A maioria do eleitorado democrata na Carolina do Sul é negra, o que pode favorecer Obama.

Há ainda o ex-senador e ex-candidato a vice-presidente John Edwards. Segundo em Iowa e terceiro em NH, espera um bom desempenho na Carolina do Sul.

"Nada pode ser mais revigorante do que a vitória", festejou McCain. Aos 71 anos, é o mais velho dos aspirantes à Casa Branca.

A próxima primária republicana será na próxima terça-feira, 15 de janeiro, no estado de Michigan. Com as vitórias do ex-governador do Arkansas Mick Huckabee em Iowa e agora de McCain em Novo Hampshire, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney precisa vencer para se manter na disputa.

Sem chance nos primeiros estados a realizar eleições primárias, o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani está em campanha na Flórida, onde os republicanos votam em 29 de janeiro.

O grande dia será a Superterça-Feira, ou Gigaterça-feira, 5 de fevereiro, quando 22 estados farão suas primárias. Aí serão definidas as candidaturas à Casa Branca em 2008.

Leia mais no Washington Post.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Bolsa de Nova Iorque cai 238 pontos

A crise no setor habitacional e o consumo fraco derrubaram hoje a Bolsa de Valores de Nova Iorque. O Índice Dow Jones caiu 238 pontos (1,9%) fechando em 12.589,07, seu nível mais baixo desde 12 de abril de 2007. O S&P 500 baixou 1,8% e a Nasdaq, 2,4%.

Desde o início do ano, o Dow caiu 5,1% e, de seu recorde, em outubro, 11%.

Na economia real, a Associação Nacional das Empresas do Mercado Imobiliário registrou uma queda de 2,9% nas vendas pendentes de outubro para novembro do ano passado.

Mais de 30% dos americanos bebem demais

Acima de 30% dos cerca de 300 milhões de americanos beberam álcool demais em algum momento de suas vidas, afirma o Instituto Nacional para Abuso de Álcool e Alcoolismo dos Estados Unidos.

Para as autoridades sanitárias americanas, um homem começa a ter problemas com álcool quando toma mais de quatro doses diárias ou 14 por semana e a mulher quando passa de três num dia ou sete na semana.

É considerado que uma pessoa "abusa do álcool" quando:
- bebe em situações de perigo como quando vai dirigir;
- continua bebendo depois de ter problemas pessoais por causa da bebida;
- deixa de cumprir compromissos por causa da bebida.

O "dependente" precisa de pelo menos três das características abaixo:
- bebe mais e por mais tempo do que pretendia:
- precisa beber mais para ter o mesmo efeito;
- tem sintomas de abstinência quando não bebe;
- passa mais tempo bebendo e se recuperando;
- negligencia outras atividades; ou
- continua a beber apesar de problemas físicos e psicológicos.

Quem quiser reduzir o consumo de álcool deve seguir os seguintes passos:
- controle a quantidade ingerida, registrando numa agenda;
- conte o número de doses tendo em vista a concentração de aálcool de cada bebiba;
- estabeleça limites;
- beba devagar, evitando tomar mais de um drinque por hora;
- intercale com bebidas não-alcoólicas e comida;
- afaste-se de lugares e situações que levam a beber;
- saiba dizer não quando lhe oferecerem um drinque;
- prepare-se para os problemas, apelando para amigos ou grupos como Alcoólicos Anônimos.

Popularidade de Sarkozy cai abaixo de 50%

A França tem um presidente charmoso que acaba de anunciar seu casamento com a modelo e cantora italiana Carla Bruni, ex de Mick Jagger. Mas os franceses estão mais preocupados com seu poder aquisitivo e criticam os excessos do exibicionismo presidencial.

Uma pesquisa do instituto CSA para o jornal Le Parisien registra uma queda de sete pontos percentuais - para 48% - na proporção dos franceses que confia no presidente Nicolas Sarkozy. São 17 pontos a menos do que há seis meses.

Na pesquisa do LH2 para o jornal Libération, a queda foi de apenas dois pontos - para 54% - e de 13 pontos desde julho.

Para 63% dos entrevistados, Sarkozy expõe demais sua vida privada e 62% acham que as medidas tomadas pelo governo não melhoram seu poder adquisitivo.

Independência do Kossovo será lenta

A União Européia adverte a maioria albanesa da província do Kossovo que sua independência da Sérvia será um processo lento, tutelado pela sociedade internacional.

O alerta vem de uma UE presidida, pela primeira vez, por uma ex-república iugoslava: a Eslovênia.

No seu pronunciamento inaugural como novo líder da UE, o primeiro-ministro Janez Jansa dirigiu-se aos kossovares: "Não estamos falando de independência total, porque não se envia uma missão civil a um país totalmente independente".

Leia mais no jornal espanhol El País.

EUA descrevem confronto com iranianos

Cinco barcos iranianos armados se aproximaram agressivamente de três navios de guerra dos Estados Unidos em águas internacionais do Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico no domingo passado, e ameaçaram explodi-los, afirmaram ontem militares americanos ao descrever o episódio.

O confronto terminou em meia hora, sem tiros nem feridos, conta hoje o jornal New York Times, ao apresentar a versão oficial americana.

Bush admite problemas econômicos

A alta do petróleo, a recessão no setor habitacional e a queda na geração de empregos são desafios imediatos à economia dos Estados Unidos, admitiu ontem em Chicago o presidente George Walker Bush.

"O crescimento não está garantido", advertiu Bush em discurso a líderes empresariais.

Leia mais no New York Times.

Matsushita faz parceria com Google

A empresa eletroeletrônica Matsushita, do Japão, fabricante dos produtos Panasonic, anunciou nesta terça-feira, 8 de janeiro, que fez um acordo com o grupo americano Google, dono da plataforma de vídeos amadores YouTube, para oferecer esse conteúdo em suas TVs de plasma.

Outra novidade da Matsushita é o lançamento de uma linha de TVs de plasma ultrafinas.

Inflação oficial argentina é contestada

O governo da Argentina anunciou que o índice oficial da inflação em 2007 foi de 8,5%. Mas economistas do setor privado estimam que a taxa real ficou entre 15% e 20%.

Leia mais no jornal argentino La Nación.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Manchester United fatura 245 milhões de libras

Um dos clubes de futebol mais ricos do mundo, o Manchester United, da Inglaterra, deve anunciar nesta semana que faturou no ano passado 245 milhões de libras, cerca de R$ 800 milhões. Ainda está atrás do Real Madrid, que ganhou o equivalente a 263 milhões.

O Manchester United alega ter mais de 300 milhões de torcedores no mundo inteiro.

Fim de festa: Ibiza quer limitar horário de raves

Enquanto aqui no litoral de Santa Catarina, as comunidades lutam para impor alguma disciplina às festas que pululam por todas as praias neste verão, as autoridades de Ibiza, na Espanha, querem limitar as festas tipo rave para horários entre seis da tarde e seis da manhã, acabando com o barulho de manhã e à tarde.

Ibiza, nas Ilhas Baleares, é a praia mais famosa do mundo por suas raves.

Leia mais no jornal inglês The Independent.

Preço da terra sobe 35% na Argentina

O preço das propridades rurais cresceu 35% na Argentina nos últimos seis anos. Esse aumento reflete a recuperação econômica do país, que cresceu 50% no período, a escassez de terras e o aumento do preço dos produtos primários devido à crescente demanda na Ásia.

EUA ampliam prisão no Afeganistão

Enquanto luta para fechar o centro de detenção na base naval americana de Guantânamo, em Cuba, o governo dos Estados Unidos não consegue fazer o mesmo com a prisão de Bagram, no Afeganistão. Com cerca de 630 presos, ela tem hoje mais de duas vezes mais detentos do que Guantânamo, onde restariam cerca de 275.

Leia mais no New York Times.

Terror mata líder anti-al Caeda em Bagdá

Três atentados terroristas mataram 15 pessoas nesta segunda-feira em Bagdá, inclusive um líder sunita ativo no combate à rede terrorista Al Caeda, principal suspeita pelos ataques.

Riyadh al-Samaraie liderava um conselho de representantes locais, na maioria ex-rebeldes que se voltaram contra o grupo terrorista inspirado por Ossama ben Laden.

Obama e McCain pulam na frente

Em meio a uma campanha frenética de véspera de votação, uma pesquisa do Instituto Gallup para o jornal USA Today dá vantagem aos senadores Barack Obama e John McCain nas eleições primárias desta terça-feira, em Novo Hampshire, para escolher os candidatos dos principais partidos à eleição presidencial de novembro nos Estados Unidos.

No Partido Democrata, Obama, que até ontem aparecia em empate técnico, abriu uma vantagem de 13 pontos percentuais sobre a também senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton.

Entre os republicanos, McCain está quatro pontos à frente do ex-governador Mitt Romney, do vizinho estado de Massachusetts, que era considerado o favorito.

Ciência abre guerra contra criacionismo nos EUA

Diante do avanço da propaganda religiosa criacionista, a Academia de Ciências dos Estados Unidos decidiu assumir publicamente a defesa da teoria da evolução das espécies.

No livro Ciência, Evolução e Criacionismo, lançado em 4 de janeiro, os autores advertem os eleitores americanos para tomarem cuidado com os candidatos à Casa Branca que rejeitam o evolucionismo.

Na véspera, o pastor evangélico e ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, vencera a convenção republicana no estado de Iowa. Em um debate em maio de 2007, Huckabee, que recebeu o voto evangélico em Iowa, declarou não acreditar na teoria da evolução das espécies.

Para um dos autores, o professor Gilbert Omenn, da Universidade de Michigan, "Se nosso país começar a se comportar de maneira irracional, estamos perdidos". Questionado, Huckabee alegou que o ensino do criacionismo "não é uma questão para um presidente".

A obra, escrita por um comitê científico liderado pelo biólogo Francisco Ayala, da Universidade da Califórnia em Irvine, traça um panorama dos avanços na teoria evolucionista desde a edição anterior do livro, em 1999.

"O estudo da evolução é um dos campos mais dinâmicos, robustos e úteis do conhecimento científico", diz o livro. Seu estudo nas escolas é necessário.

Por outro lado, advertem os autores, "a ciência e a religião são caminhos diferentes para entender o mundo". Sua confusão prejudica a compreensão dos estudantes do que é científico ou não.

EUA acusam Irã de assediar navios de guerra

O Departamento da Defesa dos Estados Unidos protestou nesta segunda-feira, afirmando que na manhã de domingo cinco barcos do Irã se aproximaram de um cruzador, um destróier e uma fragata americanos que passavam pelo Estreito de Hormuz rumo ao Golfo Pérsico.

Depois de avançar rapidamente na direção dos navios americanos, os iranianos jogaram caixas na água diante deles e mandaram mensagens de rádio ameaçadoras ameaçando explodir os navios em poucos minutos.

Para o Ministério do Exterior do Irã, foi um incidente "normal". Mas o Pentágono considerou uma provocação séria.

O presidente George Walker Bush sai amanhã de Washington numa viagem para o Oriente Médio. Vai a Israel, Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e Emiradores Árabes Unidos. Um dos principais temas será o Irã, especialmente seu programa nuclear, suspeito de desenvolver armas atômicas.

Bolsa de Nova Iorque tem pequena alta

O Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações da Bolsa de Nova Iorque ganhou 27,31 pontos (0,21%), fechando em 12.827,49 no final de uma sessão marcada por altos e baixos. A bolsa Nasdaq, das ações de empresas de alta tecnologia, registrou queda de 0,21%.

Com a ameaça de recessão, o preço do petróleo barril de petróleo caiu 2,9% para US$ 95,31 na Bolsa Mercantil de Nova Iorque.

EUA estão em recessão, dizem analistas

A maior economia do mundo entrou em recessão, afirmaram nesta segunda-feira analistas dos bancos de investimentos americanos Merrill Lynch e Morgan Stanley.

Já o banco Goldman Sachs estima que o prejuízo da crise de crédito hipotecário iniciada pela inadimplência dos tomadores de empréstimos de segunda linha para compra de casa própria chegue a US$ 2 trilhões.

"O relatório econômico da sexta-feira confirmou nossas suspeitas de que a economia se encaminhava para uma recessão oficial no final do ano", declarou Rosenberg, do Merrill Lynch.

Na sexta-feira, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos revelou que a economia americana só gerou 18 mil novos empregos em dezembro. A taxa de desemprego passou de 4,7% para 5% da população em idade de trabalhar.

"Em nenhum momento dos últimos 60 anos, a taxa de desemprego cresceu 0,60 ponto percentual na parte baixa do ciclo sem que a economia escorregasse para a recessão", argumentou. "Aqui, temos o índice chegando a 5% em dezembro, em comparação com 4,4% em março passado".

Os economistas Richard Berner e David Greenlaw, do banco Morgan Stanley, manifestaram a mesma preocupação: "A questão central é quão profunda e quão longa será a recessão".

Esse pessimismo atingiu também o presidente da filial do Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, em Atlanta, na Geórgia. Em discurso no Rotary Club de Atlanta, Dennis Lockhart admitiu hoje que "os aspectos negativos estão ganhando impulso na nossa economia. Estas circunstâncias exigem que os formuladores de política estejam preparados para responder pragmaticamente".

Paquistão rejeita ação de forças estrangeiras

Diante da notícia de que os Estados Unidos intensificariam suas operações armadas contra a rede terrorista Al Caeda e a milícia dos Talebã em território paquistanês (leia abaixo), o governo do Paquistão reafirmou nesta segunda-feira, 7 de janeiro de 2008, que não permitirá a ação de forças estrangeiras no país.

"A posição paquistanesa na guerra contra o terrorismo é clara: qualquer ação em solo do Paquistão será realizada somente por forças e serviços de segurança do Paquistão", declarou Mohammad Sadik, porta-voz do Ministério do Exterior. "Nenhum outro país será autorizado a realizar operações no Paquistão. Isto tem sido deixado bem claro nos mais altos níveis hierárquicos".

Desde os atentados de 11 de setembro de 2001, o Paquistão colabora ativamente com os EUA na guerra contra o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos. Mas esta aliança é extremamente impopular internamente.

domingo, 6 de janeiro de 2008

EUA podem aumentar operações no Paquistão

Diante do temor de que a rede terrorista Al Caeda e a milícia fundamentalista dos Talebã estejam desastabilizando o governo do Paquistão, os Estados Unidos examinam a possibilidade de realizar mais operações clandestinas naquele país, revela hoje o jornal americano The New York Times.

EUA apostam nos sucessores de Benazir

Sem alternativas, os Estados Unidos apostam nos herdeiros políticos de Benazir Bhutto, seu marido, acusado de corrupção nos anos 90, e filho Bilawal Bhutto Zardari, de apenas 19 anos, para formar um governo em aliança com o presidente Pervez Musharraf que dê algum equilíbrio ao Paquistão e afaste o perigo de que armas nucleares caiam nas mãos de extremistas muçulmanos.

Leia mais no The Washington Post.

Obama tem ligeira vantagem em Novo Hampshire

O senador negro Barack Obama, vencedor da convenção do Partido Democrata no estado de Iowa, tem uma pequena vantagem, dentro da margem de erro da pesquisa, sobre a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton nas eleições primárias de 8 de janeiro no estado de Novo Hampshire para a escolha do candidato do partido à eleição presidente de novembro, nos Estados Unidos.

É menos de um ponto percentual. Mas o sucesso de Obama começa a incomodar a até pouco franca favorita Hillary e sua campanha.

Leia mais no The Washington Post.

Presidente do Quênia propõe união nacional

Depois de uma onda de violência com centenas de mortes, o presidente reeleito do Quênia, Mwai Kibaki, propôs a formação de um governo de união nacional com a oposição, que denuncia fraude na eleição realizada no final do ano passado.

O líder da oposição, Raila Odinga, do Movimento Democrático Laranja, respondeu imediatamente que aceita negociar sem precondições.

Observadores aprovam eleição na Geórgia

Os observadores internacionais que acompanharam a eleição presidencial de sábado, 5 de janeiro, na ex-república soviética da Geórgia consideram o processo livre e limpo.

Neste domingo, o resultado oficial confirmou a reeleição do presidente Mikhail Saakachvili, líder da chamada Revolução Rosa, que derrubou o então líder georgiano, o ex-ministro do Exterior soviético Eduard Chevardnadze, em 2003.

Saakachvili, de 40 anos, obteve 52,8% dos votos. Se tivesse menos do que 50% dos votos válidos mais um, seria forçado a ir para um segundo turno.

Milhares de manifestantes protestaram na capital georgiana, Tíflis, mas os observadores estrangeiros consideraram as eleições livres e limpas.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Desemprego cai na Alemanha

Em mais um sinal de vigor da maior economia da Europa, o desemprego na Alemanha caiu ao nível mais baixo em seis anos, numa baixa mais de duas vezes maior do que previsto pelos analistas de mercado. O índice de desemprego ficou em 7,9%. É o menor desde o final de 2001.

O número de desempregados diminuiu em 78 mil no mês passado, chegando a 3,4 milhões. Ao todo, mais de meio milhão de alemães saiu do desemprego em 2007.

Com a crise de crédto hipotecário nos Estados Unidos e seu impacto sobre a Europa, inclusive pela queda do dólar, 2008 será um ano mais difícil para a Alemanha. O país é o maior exportador mundial de bens industriais, mas deve perder esta posição para a China.

Leia mais no Financial Times.

Venezuela tem maior inflação na América Latina

A Venezuela de Hugo Chávez teve a inflação mais alta da América Latina em 2007, com alta de preços de 22,5%, enquanto o Equador, com sua economia dolarizada, registrou crescimento de preços de apenas 2,7%.

Em segundo lugar, vem a Bolívia de Evo Morales com 11,7%, três vezes mais do que a previsão oficial. Logo depois, vem Uruguai e Argentina, com 7,5% nos primeiros onze meses do ano passado. Mas o governo argentino é acusado de manipular os índices para favorecer a candidatura da primeira-dama e agora presidente Cristina Kirchner.

O Chile surpreendeu, com 7,3%, e o Paraguai registrou uma alta de 6% nos preços.

A inflação brasileira ficou em 4,3%, um pouco acima do Peru, que espera ter crescido 8% em 2007 com um crescimento de preços de 3,9%.

Obama tenta consolidar vantagem

Depois da vitória na convenção democrata no estado de Iowa, desde sexta-feira o senador negro Barack Obama transferiu o quartel-general de sua campanha à Casa Branca para Nova Hampshire, que realiza eleições primárias em 8 de janeiro.

Entre os republicanos, o ex-governador de Massachussets Mitt Romney lançou novos ataques contra o senador John McCain, cuja candidatura ressuscitou com a vitória do ex-governador do Arkansas e pastor evangélico Mike Huckabee em Iowa.

Leia mais sobre o início das prévias para a escolha dos candidatos dos dois grandes partidos à eleição presidencial de novembro nos Estados Unidos no jornal The Washington Post.

Toda unanimidade é falsa

Do filósofo grego Aristóteles em Política, uma das minhas leituras nestas férias:

Toda unanimidade é falsa. "Mesmo quando as pessoas dizem exatamente a mesma coisa, dão significados e pesos diferentes às palavras."

Rali Dacar promete voltar apesar do terrorismo

Os organizadores do Rali Dacar prometem realizar de novo no próximo o evento esportivo cancelado neste fim de semana por causa de ameaças terroristas no Norte da África. Desde sua criação, em 1979, é a primeira vez que a corrida é suspensa.

A prova teria largada hoje em Lisboa. Mas, depois da morte brutal de quatro turistas franceses na Mauritânia em 24 de dezembro, o governo da França fez uma advertência oficial contra viagens a este país.

Oito etapas do rali seriam realizadas na Mauritânia, a caminho do Senegal, onde a corrida terminaria, em 20 de janeiro.

A suspensão deve custar 15 milhões em perda de receita para os organizadores.

Para o jornal francês Le Monde, "o cancelamento do Dacar revela a insegurança crescente no Sahel".

Coréia do Norte retoma chantagem nuclear

O regime comunista da Coréia do Norte declarou ontem que entregou em novembro todos os dados sobre suas instalações nucleares aos Estados Unidos. Mas afirma que até agora não recebeu a ajuda prometida em troca do desmantelamento de seu programa de desenvolvimento de armas atômicas.

Mesmo alegando que a Coréia do Norte não entregou todas as informações necessárias, os EUA manifestaram a esperança de que o acordo para desnuclearização do país não corre perigo. O governo americano alega que Pionguiangue ainda não entregou a lista completa com todos os seus programas nucleares e as instalações envolvidas.

Depois de realizar uma explosão atômica em 9 de outubro de 2006, a Coréia do Norte se comprometeu, em acordo fechado em 3 de outubro de 2007, a desativar seu programa nuclear militar em troca de uma ajuda em energia equivalente a 1 milhão de toneladas de petróleo e de alimentos.

Presidente da Geórgia é reeleito

O presidente da ex-república soviética da Geórgia, Mikhail Saakachvili, foi reeleito neste sábado, no primeiro turno, com pouco mais da metade dos votos válidos, indicam pesquisa de boca-de-urna. Mas a oposição denuncia fraude, considera a divulgação dessas pesquisas uma provocação e ameaça fazer uma onda de protestos nas ruas.

Pela pesquisa, o presidente está reeleito com 53,8% dos votos com Levan Gachechiladze em segundo com 28,3.

Saakachvili, aliado dos Estados Unidos, chegou ao poder em 2003 na Revolução Rosa. Desde então, enfrenta diversos protestos populares, que costuma atribuir à Rússia.

Em novembro, ele mandou a polícia atacar os manifestantes com gás lacrimogênio e balas de borracha.

A Geórgia, berço do ditador soviético Josef Stalin, fica no Sul do Cáucaso. Por ela , passa um importante oleoduto ligando a região produtora do Mar Cáspio à Europa.

Com o fim da União Soviética, a Rússia estimulou revoltou separatistas nas regiões da Abcásia e da Ossétia do Norte.

Da natureza do desejo

Do filósofo grego Aristóteles, em Política, uma das minhas leituras de férias:

"Aliás, é da natureza do desejo não ter limites, e a maioria dos homens vive somente para satisfazer seus desejos."

"...se se desejam prazeres que dependam de si mesmo, a satisfação não será encontrada em lugar algum, a não ser na filosofia, pois todos os outros prazeres dependem de outras pessoas."

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Avião comercial terá defesa antimísseis

Diante do risco de terrorismo, em uma iniciativa inédita, pelo menos três aviões de passageiros da companhia American Airlines serão dotados com sistemas de defesa antimísseis.

O contrato, de US$29 milhões, foi assinado pelo Departamento de Segurança Interna com a empresa BAE Systems em 21 de dezembro.

Obama e Huckabee ganham em Iowa

As eleições primárias para escolha dos candidatos dos principais partidos à Presidência dos Estados Unidos em novembro começaram dia 3 no estado de Iowa com as vitórias do senador negro Barack Obama, na convenção democrata, e do ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, entre os republicanos.

Como os dois são considerados novatos na política, as atenções agora se voltam para o estado de Nova Hampshire, onde as prévias serão realizadas na terça-feira, 8 de janeiro de 2008.

Apesar de gastar uma fortuna em Iowa, a favorita entre os democratas, a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton ficou em terceiro lugar, com 29% dos votos, atrás de Obama (38%) e do ex-candidato a vice-presidente John Edwards (30%). Um assessor de Hillary comentou que a pior coisa a fazer agora seria dar importância a Iowa.

No Partido Republicano, Huckabee teve 34%, Romney 25%, Fred Thompson 13%, McCain 13%, Ron Paul 10% e o ex-prefeito de Nova Iorque Rudy Giuliani, que não fez campanha em Iowa, 3%.

Leia mais no New York Times.

FARC preparam grande ofensiva

Depois do fracasso da negociação para libertar reféns, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), preparam uma grande ofensiva militar, com "ações armadas nas estradas, na selva, nos centros urbanos e nos quartéis", anunciou seu comandante militar, Manuel Marulanda, o Tirocerteiro.

Leia mais no jornal argentino La Nación.

Medo de recessão derruba bolsas

Um relatório fraco sobre o emprego nos Estados Unidos aumentou o temor de uma recessão na maior economia do mundo, derrubando a Bolsa de Valores de Nova Iorque. Nesta sexta-feira, o Índice Dow Jones caiu 2%; o S&P 500, 2,5%; e a Nasdaq, das ações de empresas de alta tecnologia, 3,8%.

Em dezembro, a economia americana criou apenas 18 mil empregos a mais do que destruiu fora do setor agrícola. É o pior desempenho do mercado de trabalho desde agosto de 2003. A taxa de desemprego subiu de 4,7% para 5%, maior nível desde novembro de 2005.

Na Europa, o fraco desempenho do mercado de trabalho americano também derrubou os mercados. O Banco Central da Europa enfrenta um difícil dilema entre inflação, que foi de 3,1% ao ano em dezembro, puxada pelos preços do petróleo, e a necessidade de estimular a economia para superar a crise provocada pelos tomadadores de segunda linha nos EUA.

A baixa no dia anterior em Wall Street e a alta nos preços do petróleo já tinham aumentando o medo de uma recessão mundial no Japão, derrubando também a Bolsa de Tóquio. O Índice Nikkei caiu 4%.

Aumenta a chance de que o Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos EUA, corte sua taxa básica de juros de 4,75% para 4,5% ao ano na reunião de 29 e 30 deste mês.

Procurador especial investiga fitas de tortura da CIA

O Departamento da Justiça dos Estados Unidos elevou sua investigação sobre a destruição de fitas que registravam torturas cometidas por agentes da CIA (Agência Central de Inteligência) para uma investigação criminal. Um procurador especial vai acompanhar o caso.

Leia mais no New York Times.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Florestas absorvem menos gás carbônico

A capacidade das florestas de absorver o gás carbônico produzido pelo homem está diminuindo, indicam uma análise de dados de mais de 30 lugares coletados durante duas décadas.

"Atualmente, conseguimos neutralizar 50% do impacto da queima de combustíveis fósseis sobre o clima", afirma o meteorologista John Miller, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, em artigo na revista científica Nature. Ou seja: a metade dos gases são absorvidos pelos oceanos e a vegetação terrestre.

Para o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (PIMC), das Nações Unidas, a humanidade tem oito anos para evitar os piores efeitos do aquecimento global.

"Infelizmente", adverte o cientista, "não temos garantia de que essa taxa de 50% será mantida. Se diminuir, vamos sentir ainda mais o impacto de nossas permanentes emissões de gás carbônico produzido pela queima de combustíveis fósseis", sobretudo petróleo e carvão.

Leia mais no jornal inglês The Guardian.

Governo chinês censura vídeos na Internet

O governo da China, dominado pelo Partido Comunista, decidiu proibir a difusão de vídeos pela Internet a sítios controlados por empresas estatais que ficam obrigadas a denunciar a veiculação de qualquer conteúdo considerado questionável pelas autoridades chinesas.

Ainda não está claro como pretende exercer essa censura sobre sítios como o YouTube, situados em outros países.

China vai executar com injeções letais

A China, país que mais aplica a pena de morte no mundo, vai aumentar o número de execuções com injeções letais, reduzindo o uso de tiros em seus assassinatos legalizados.

Para o vice-presidente do Supremo Tribunal Popular da China, Jiang Xingchang, o uso de injeções é mais humano.

Petróleo caro e dólar fraco criam dilema para a política monetária dos EUA

A combinação de petróleo em alta e dólar em baixa cria um dilema para o Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos EUA, quanto ao que fazer com as taxas básicas de juros em sua próxima reunião, no final deste mês.

Ontem, foram reveladas as minutas da reunião de 11 de dezembro de 2007 do Comitê Federal do Mercado Aberto. Os formuladores da política monetária dos EUA gostariam de continuar reduzindo os juros para enfrentar a crise de crédito provocada pela inadimplência de tomadores de segunda linha para a compra de casa própria e evitar uma recessão na maior economia do mundo. Mas manifestam preocupação com o dólar e o preço da energia. Esses itens superam as pressões salariais como maior risco inflacionário.

O principal indicador que o Fed observa antes de tomar decisões sobre juros é o núcleo da inflação, que exclui os preços de alimentos e energia. Sua tendência é de queda. Mas "os participantes concordaram que uma expectativa contínua de inflação estável seria essencial para garantir e sustentar a tendência de queda na inflação, que expectativas bem-fundamentadas não podem considerar garantida".

As minutas acrescentam que, embora "a suavização da perspectiva de crescimento econômico justificasse" o afrouxamento da política monetária - a reunião terminou com um corte de 0,25 ponto percentual -, "os membros notaram que a política já tinha sido afrouxada com cortes somados de 0,75 ponto percentual e que os efeitos dessas ações sobre a economia mundial seria evidentes dentro de algum tempo".

Diante dos riscos de inflação, 0,25 foi o corte possível, considerando a "incerteza incomum". O comitê admite que "o estresse financeiro pode aumentar, intensificando a contração no setor habitacional e restringindo outras formas de gastar" e "reconhece que as condições no mercado financeiro podem melhorar mais rapidamente que os membros esperavam, caso em que a reversão de alguns cortes de juros poderia se tornar apropriada".

Antes da próxima reunião do comitê, em 29 e 30 de janeiro de 2008, os formuladores da política monetária dos EUA devem se fazer duas perguntas:

- As condições econômicas e de crédito pioraram tanto que eles precisam reduzir ainda mais o custo para tomar empréstimos?

- Um novo corte de juros gera o risco de aumentar as expectativas inflacionárias num momento em que os altos custos do petróleo e a queda do dólar ameaçam encarecer os outros preços?

Guerra mata mais 21 no Afeganistão

Bombas colocadas na beira da estrada e ações militares causaram a morte de 21 pessoas no Afeganistão, sendo 14 rebeldes talebã e um soldado da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

ONU acusa ricos pela tragédia no Congo

O Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, ex-primeiro-ministro de Portugal, acusa os países desenvolvidos de não responder adequadamente à catástrofe humanitária na República Democrática do Congo, ex-Zaire e ex-Congo Belga, que descreveu como uma das piores do mundo. Em entrevista ao jornal inglês Financial Times, afirmou ainda que historicamente o país sempre foi saqueado pelas grandes potências e suas empresas.

A ajuda internacional está muito abaixo das necessidades desse país enorme marcado pela instabilidade política e pela miséria generalizada. Nos últimos 10 anos, foi palco da chamada Primeira Guerra Mundial Africana, quando exércitos de seis países e diversos grupos irregulares travaram combates pelas riquezas do Congo.

Estima-se que a guerra matou de 3 a 4 milhões de pessoas neste país de cerca de 60 milhões de habitantes, explorado impiedosamente pelo rei Leopoldo II, da Bélgica, cenário de uma guerra civil pela independência (1960-64) e de uma ditadura cruel de Joseph Mobutu, aliado do Ocidente durante a Guerra Fria.

Em tese, a guerra civil acabou em 2003. Sob supervisão internacional, houve eleições em 2006, sem que o derrotado tenha aceitado o resultado.

Desde então, 800 mil pessoas fugiram de suas casas por causa do reinício da violência na província de Kivu do Norte, onde a violência generalizada inclui estupros, seqüestros e mutilação.

Ao contrário do Afeganistão, do Iraque e da Somália, argumenta Guterres, as grandes potências não vêem ameaças à sua segurança em decorrência da crise congolesa; "Mesmo que estejamos no meio de uma catástrofe humanitária, ninguém no exterior se sente ameaçado, então a comunidade internacional não dá atenção real à RDC. A comunidade internacional historicamente saqueou o Congo e isso não pode ser esquecido."

Leia mais no Financial Times, que pode restringir o acesso a assinantes.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

2007 foi um dos piores anos para pessoal da ONU

O ano passado foi o segundo pior da História das Nações Unidas. Pelo menos 42 funcionários civis e soldados de forças de paz da ONU foram mortos em 2007. Só em 1994, quando houve 64 mortes, a maioria relacionada ao genocício em Ruanda, a situação foi pior.

Em 11 de dezembro, pelo menos 37 pessoas morreram em Argel, capital da Argélia, com a explosão de uma bomba junto à representação da ONU no país, matando 127 funcionários da organização internacional. O grupo terrorista Al Caeda no Magreb assumiu a responsabilidade pelo atentado.

No Líbano em 24 de junho, uma bomba explodiu perto da cidade de Kiã, no Sul do Líbano, matando três soldados espanhóis e três colombianos da força de paz da ONU na região.

Outros incidentes fatais ocorreram no Afeganistão, no Chade, na Faixa de Gaza, no Sudão e em Uganda.

Paquistão adia eleições para 18 de fevereiro

Por causa do assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto em 27 de dezembro, o governo militar do Paquistão adiou em seis semanas, para 18 de fevereiro, as eleições legislativas convocadas dentro de um processo de democratização do único país muçulmano com armas nucleares.

Os dois maiores partidos de oposição denunciaram a medida como desnecessária. Mas o presidente da Comissão Eleitoral, Kazi Mohammad Faruk, alegou que, "em todas as quatro províncias, o processo eleitoral ficou completamente paralisado por alguns dias. A votação agora será realizada em 18 de fevereiro, em vez de 8 de janeiro".

Em pronunciamento na televisão, o ditador paquistanês, general Pervez Musharraf, adveriu que o Exército e a Polícia estão prontos a reagir com dureza contra a violência política "para garantir a paz e a lisura do pleito". Ele fez um apelo à reconciliação nacional.

Mas o Partido Popular Paquistanês, de Benazir, reagiu contra o adiamento, acreditando que o impacto da morte recente de sua líder lhe seria favorável.

Já a Liga Muçulmana do Paquistão, do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, derrubado por Musharraf num golpe militar em 1999, pediu a união das oposições para exigir a destituição da Comissão Eleitoral e a queda do ditador.

Líderes quenianos se acusam de "genocídio"

O governo do presidente Mwai Kibaki acusou hoje o partido de seu rival Raila Odinga pela onda de violência em que mais de 300 pessoas morreram desde a eleição presidencial de 27 de dezembro no Quênia, que está à beira da guerra civil.

"Está ficando claro que esses atos organizados de genocídio e de faxina étnica foram bem planejados, financiados e ensaiados pelos líderes do Movimento Democrático Laranja antes das eleições gerais", declarou o ministro das Terras, Kivutha Kibwana, em nome do governo.

Partidários do candidato derrotado acusaram o governo por estar "à beira do genocídio" ao ordenar que a polícia atirasse nos manifestantes furiosos pela vitória de Kibaki. Observadores estrangeiros denunciaram fraude nas eleições, afirmando que ficaram muito aquém dos padrões internacionais.

Petróleo chega a US$ 100 por barril

Pela primeira vez na história, o barril de petróleo West Texas, do Golfo do México, foi negociado hoje acima de US$ 100 na Bolsa Mercantil de Nova Iorque. Depois, caiu um pouco, fechando em US$ 99,62, com alta de US$ 3,64.

Este preço ainda é considerado inferior ao recorde de abril de 1980, que equivaleria a US$101,70, com a correção devida à variação cambial.

Com a queda do dólar, que chegou a US$ 1,475 por euro, e a alta do petróleo, a Bolsa de Valores de Nova Iorque sofreu uma queda de 220,86 pontos (1,7%), fechando em 13.043,96.

Os analistas de mercado atribuíram a alta do petróleo a um movimento especulativo causado pela violência política no Quênia, a redução dos estoques americanos no início do inverno no Hemisfério Norte e a fragilidade do dólar.

Essa fuga do dólar aumentou também o preço do ouro.

Em Londres, o petróleo padrão do Mar do Norte, tipo Brent, subiu US$3,99 para US$97,84. O ouro atingiu a cotação nominal recorde de US$ 861,10 pela onça de 28,35 gramas, batendo os US$ 850 de janeiro de 1980, quando o dólar valia muito mais.

Desde 2000, os preços do petróleo triplicaram por causa do aumento da demanda na China, da redução dos estoques, da desvalorização do dólar e da instabilidade política em países exportadores, e especialmente da invasão do Iraque.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Chávez dá anistia aos envolvidos no golpe de 2002

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, decretou anistia para os envolvidos no golpe de abril de 2002, afirmando que não há presos políticos no país.

FT prevê vitória de Hillary e petróleo a US$ 100

Hillary Clinton será eleita presidente dos Estados Unidos, o petróleo vai chegar a US$ 100 por barril e o Google continuará crescendo, mas não haverá recessão, prevêem analistas entrevistados pelo jornal inglês Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa.

Euro aumenta participação em reservas

A participação do euro nas reservas em moedas fortes mantidas por bancos centrais cresceu de 24,4% para 26,4% do terceiro trimestre de 2006 para o mesmo período em 2007, revela um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O dólar caiu de 66,5% para 63,8%.

França suspende relações com a Síria

Durante visita ao Egito, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, declarou suspensas as relações bilaterais com a Síria enquanto não ficar provado que este país está bloqueando a eleição de um novo presidente do Líbano.

Sarkozy defende a eleição indireta, pelo Parlamento, de um "presidente de consenso".

Filho de Benazir Bhutto lidera PPP

Numa decisão surpreendente, Bilawal Bhutto Zardari, filho da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, assassinada em um atentado terrorista em 27 de dezembro, foi escolhido pela liderar o Partido Popular Paquistanês, o maior do país.

Como ele tem apenas 19 anos e é estudante universitário em Oxford, na Inglaterra, vai dividir a liderança com o pai, Assif Ali Zardari, acusado de corrupção no segundo governo Benazir (1993-96).

As eleições legislativas, antes previstas para 8 de janeiro, devem ser adiadas diante do caos causado pela morte da ex-primeira-ministra, a política mais popular do Paquistão.

Como nenhum dos dois deve ser candidato a primeiro-ministro Zardari indicou que nomearia o vice-presidente do PPP, Makhdoom Amin Fahim, caso o partido vença as eleições legislativas. Ele assumiria assim o papel de poder por detrás do trono, como faz na Índia Sonia Gandhi, viúva do primeiro-ministro Rajiv Gandhi, assassinado em 1991, e líder do Partido do Congresso.

Eleição no Quênia já provocou 250 mortes

Uma suposta fraude para favorecer o presidente Mwai Kibaki na eleição presidencial mais disputada da História do Quênia provocou uma onda de violência que já matou 250 pessoas.

Os primeiros resultados extraoficiais da eleição de 28 de dezembro, divulgados naquele dia, davam ligeira vantagem ao candidato da oposição Raila Odinga. Mas, na contagem oficial, ele foi superado pelo presidente. Isso gerou denúncias de fraude e manipulação, deflagrando a violência.