Um memorando interno do Banco Mundial considerando aceitável a reeleição do presidente do Quênia, Mwai Kibaki, colocou a instituição sob suspeita.
O documento interno com data de 1º de janeiro partiu de Colin Bruce, diretor do Banco Mundial para o Quênia. Defende o reconhecimento da vitória de Kibaki com base em "relatos orais e documentos de altos funcionários" das Nações Unidas que teriam "monitorado o processo eleitoral".
"A visão da ONU é que o anúncio da Comissão Eleitoral do Quênia com a vitória de Kibaki está correto", acrescentou o memorando. O problema é que a ONU não monitorou oficialmente a eleição no Quênia, cujo resultado provocou uma onda de violência com 400 mortes.
Diante da contradição, o Movimento Democrático Laranja, do candidato derrotado, Raila Odinga, exigiu o afastamento de Bruce, que mora numa casa da família Kibaki.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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