quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Memorando implica Banco Mundial no Quênia

Um memorando interno do Banco Mundial considerando aceitável a reeleição do presidente do Quênia, Mwai Kibaki, colocou a instituição sob suspeita.

O documento interno com data de 1º de janeiro partiu de Colin Bruce, diretor do Banco Mundial para o Quênia. Defende o reconhecimento da vitória de Kibaki com base em "relatos orais e documentos de altos funcionários" das Nações Unidas que teriam "monitorado o processo eleitoral".

"A visão da ONU é que o anúncio da Comissão Eleitoral do Quênia com a vitória de Kibaki está correto", acrescentou o memorando. O problema é que a ONU não monitorou oficialmente a eleição no Quênia, cujo resultado provocou uma onda de violência com 400 mortes.

Diante da contradição, o Movimento Democrático Laranja, do candidato derrotado, Raila Odinga, exigiu o afastamento de Bruce, que mora numa casa da família Kibaki.

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