O principal suspeito de dirigir a caminhonete que matou 13 pessoas e deixou mais de 100 feridas em Barcelona na quinta-feira passada, Younes Abouyaaqoub, foi morto hoje na cidade de Subirats, informou a polícia da Catalunha, uma região autônoma da Espanha.
Na hora da morte, Abouyaaqoub tinha um falso cinturão de explosivos. Depois de abandonar a caminhonete e fugir da Rambla, ele teria esfaqueado mortalmente uma pessoa, elevando o total de mortos no ataque à capital da Catalunha para 14.
A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do atentado. Não se sabe se apenas inspirou o atentado ou se a célula terrorista tinha contato com a liderança do grupo no Oriente Médio.
O inquérito se volta agora para o imã da mesquita da cidade de Ripoll, onde vivia a maioria dos terroristas envolvidos nas ações em Barcelona e Cambrils. Abdel Baki es-Satti é suspeito da ser o responsável pela radicalização dos jovens jihadistas. Ele pode ter morrido na explosão da casa em Alcanar onde o grupo preparava explosivos para um grande ataque em Barcelona, provalvemente contra a igreja da Sagrada Família.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Venezuela proíbe lojas de dar dinheiro
Com a hiperinflação e a escassez de papel-moeda, a Superintendência das Instituições do Setor Bancário (Sudeban) anunciou no sábado a proibição de que as lojas da Venezuela deem dinheiro aos consumidores. O objetivo é combater uma suposta fuga de dinheiro rumo à fronteira da Colômbia, onde o contrabando é intenso já que falta quase tudo na Venezuela por causa da depressão econômica.
Em vez de admitir que a falta de notas é resultado da hiperinflação, que deve chegar a 1.200% em 2017, o regime chavista alega que 30% do dinheiro saem do país através da fronteira coma Colômbia.
Mais de 300 mil venezuelanos cruzaram a fronteira com a Colômbia nos últimos meses para escapar da crise. O ditador Nicolás Maduro insiste nas políticas fracassadas de expropriações e controles de câmbio e de preços que causaram um desabastecimento sem precedentes.
Desde a morte de Hugo Chávez, em 2013, o produto interno bruto venezuelano perdeu 40% e a renda média por pessoa caiu pela metade, neutralizando os ganhos sociais e revertendo a redução da pobreza. Hoje, mais de 80% dos venezuelanos são pobres e o desabastecimento é generalizado.
Sem diálogo com a oposição, libertação dos 676 presos políticos e reformas econômicas liberalizantes, a Venezuela não vai sair do buraco em que se meteu com o "socialismo do século 21" pregado por Chávez. Mas nada indica que o regime esteja disposto a ceder.
A convocação por Maduro de uma Assembleia Nacional Constituinte para usurpar os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente em 6 de dezembro de 2015 consolida a ditadura. A Constituinte de Maduro tem plenos poderes e se deu dois anos de prazo para concluir o trabalho.
Os manifestantes que protestam diariamente desde o início de abril ficaram atônitos com a facilidade com que os constituintes tomaram o lugar dos deputados eleitos de acordo com a Constituição, que exige um plebiscito para convocar uma Constituinte.
Por isso, a oposição nega legitimidade à Constituinte. A Venezuela tem hoje instituições paralelas disputando o poder.
Em vez de admitir que a falta de notas é resultado da hiperinflação, que deve chegar a 1.200% em 2017, o regime chavista alega que 30% do dinheiro saem do país através da fronteira coma Colômbia.
Mais de 300 mil venezuelanos cruzaram a fronteira com a Colômbia nos últimos meses para escapar da crise. O ditador Nicolás Maduro insiste nas políticas fracassadas de expropriações e controles de câmbio e de preços que causaram um desabastecimento sem precedentes.
Desde a morte de Hugo Chávez, em 2013, o produto interno bruto venezuelano perdeu 40% e a renda média por pessoa caiu pela metade, neutralizando os ganhos sociais e revertendo a redução da pobreza. Hoje, mais de 80% dos venezuelanos são pobres e o desabastecimento é generalizado.
Sem diálogo com a oposição, libertação dos 676 presos políticos e reformas econômicas liberalizantes, a Venezuela não vai sair do buraco em que se meteu com o "socialismo do século 21" pregado por Chávez. Mas nada indica que o regime esteja disposto a ceder.
A convocação por Maduro de uma Assembleia Nacional Constituinte para usurpar os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente em 6 de dezembro de 2015 consolida a ditadura. A Constituinte de Maduro tem plenos poderes e se deu dois anos de prazo para concluir o trabalho.
Os manifestantes que protestam diariamente desde o início de abril ficaram atônitos com a facilidade com que os constituintes tomaram o lugar dos deputados eleitos de acordo com a Constituição, que exige um plebiscito para convocar uma Constituinte.
Por isso, a oposição nega legitimidade à Constituinte. A Venezuela tem hoje instituições paralelas disputando o poder.
domingo, 20 de agosto de 2017
EUA e Coreia do Sul iniciam manobras militares conjuntas
Depois de uma semana de relativa calma, os Estados Unidos e a Coreia do Sul começam hoje seus exercícios militares conjuntos realizados anualmente no verão no Hemisfério Norte, vistos pela Coreia do Norte como treinamento para uma invasão. O regime comunista norte-coreano costuma reagir com testes de mísseis.
Como o presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong Un têm trocado ameaças de guerra nuclear, estas manobras acontecem no clima de maior tensão na Península Coreana em décadas.
A tensão entre os EUA e a Coreia do Norte atingiram um pico depois da notícia de que a ditadura stalinista de Pionguiangue desenvolveu a capacidade de miniaturizar uma bomba atômico para torná-la do tamanho necessário para sua instalação na cabeça de um míssil.
Trump reagiu ameaçando com "fogo e fúria, e francamente um poder nunca visto". No dia seguinte, dobrou a aposta, declarando que as armas dos EUA estão carregadas e engatilhadas para responder a qualquer provocação norte-coreana.
Kim ordenou então a preparação de um ataque de mísseis contra a ilha de Guam, no Oceano Pacífico, onde os EUA mantêm uma base aérea e uma base naval, ameaçando cercá-la com um círculo de fogo. Depois, adiou o plano, capaz de deflagrar uma guerra potencialmente devastadora na Península Coreana, com estimativa de mais de um milhão de mortos.
Agora, durante 10 dias, 17,5 mil soldados americanos vão realizar treinamento ao lado de militares da Coreia do Sul, da Austrália, do Canadá, da Colômbia, da Dinamarca, da Holanda, da Nova Zelândia e do Reino Unido.
Apesar da tensão, o comandante do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, general Joseph Dunford, aconselhou a não adiar as manobras: "Enquanto a ameaça da Coreia do Norte existir, precisamos manter um alto nível de prontidão para responder àquela ameaça."
Em 2015, a Coreia do Norte e a do Sul trocaram tiros durante as manobras militares conjuntas. No ano passado, o regime norte-coreano fez seu quinto teste nuclear dias depois do fim das manobras. Em março, durante a Operação Filhote de Água, a Coreia do Norte testou quatro mísseis balísticos.
Como o presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong Un têm trocado ameaças de guerra nuclear, estas manobras acontecem no clima de maior tensão na Península Coreana em décadas.
A tensão entre os EUA e a Coreia do Norte atingiram um pico depois da notícia de que a ditadura stalinista de Pionguiangue desenvolveu a capacidade de miniaturizar uma bomba atômico para torná-la do tamanho necessário para sua instalação na cabeça de um míssil.
Trump reagiu ameaçando com "fogo e fúria, e francamente um poder nunca visto". No dia seguinte, dobrou a aposta, declarando que as armas dos EUA estão carregadas e engatilhadas para responder a qualquer provocação norte-coreana.
Kim ordenou então a preparação de um ataque de mísseis contra a ilha de Guam, no Oceano Pacífico, onde os EUA mantêm uma base aérea e uma base naval, ameaçando cercá-la com um círculo de fogo. Depois, adiou o plano, capaz de deflagrar uma guerra potencialmente devastadora na Península Coreana, com estimativa de mais de um milhão de mortos.
Agora, durante 10 dias, 17,5 mil soldados americanos vão realizar treinamento ao lado de militares da Coreia do Sul, da Austrália, do Canadá, da Colômbia, da Dinamarca, da Holanda, da Nova Zelândia e do Reino Unido.
Apesar da tensão, o comandante do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, general Joseph Dunford, aconselhou a não adiar as manobras: "Enquanto a ameaça da Coreia do Norte existir, precisamos manter um alto nível de prontidão para responder àquela ameaça."
Em 2015, a Coreia do Norte e a do Sul trocaram tiros durante as manobras militares conjuntas. No ano passado, o regime norte-coreano fez seu quinto teste nuclear dias depois do fim das manobras. Em março, durante a Operação Filhote de Água, a Coreia do Norte testou quatro mísseis balísticos.
sábado, 19 de agosto de 2017
Homem esfaqueia sete e é morto pela polícia na Rússia
Um homem foi morto pela polícia depois de ferir sete pessoas a faca numa rua da cidade de Surgut, na Sibéria, na tarde deste sábado. Horas depois, através da sua agência de propaganda na Internet, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do atentado.
"O assaltante da cidade de Surgut, na Rússia, é um soldado do Califado", afirmou o comunicado. As autoridades russas não confirmaram.
O agressor, um homem nascido na cidade em 1994, "atacou quem passava na rua", diz o inquérito policial. Suas vítimas foram hospitalizadas com "ferimentos variados". Duas estão em estado grave.
A polícia russa não está convencida de que foi uma ação terrorista. O prefeito Vadim Chuvalov pediu calma aos moradores de Surgut.
O ataque na Rússia aconteceu depois dos atentados com veículos em Barcelona e Cambrils, na Catalunha, reivindicados pelo Estado Islâmico, em que 14 pessoas morreram, e de um ataque a facadas em Turku, na Finlândia, cometido por um marroquino de 18 anos, que está sendo tratado como terrorismo de extremistas muçulmanos.
"O assaltante da cidade de Surgut, na Rússia, é um soldado do Califado", afirmou o comunicado. As autoridades russas não confirmaram.
O agressor, um homem nascido na cidade em 1994, "atacou quem passava na rua", diz o inquérito policial. Suas vítimas foram hospitalizadas com "ferimentos variados". Duas estão em estado grave.
A polícia russa não está convencida de que foi uma ação terrorista. O prefeito Vadim Chuvalov pediu calma aos moradores de Surgut.
O ataque na Rússia aconteceu depois dos atentados com veículos em Barcelona e Cambrils, na Catalunha, reivindicados pelo Estado Islâmico, em que 14 pessoas morreram, e de um ataque a facadas em Turku, na Finlândia, cometido por um marroquino de 18 anos, que está sendo tratado como terrorismo de extremistas muçulmanos.
Procuradora-geral foge da Venezuela de lancha
Sob ameaça de prisão pela ditadura de Nicolás Maduro, a procuradora-geral Luisa Ortega Díaz e seu marido, o deputado chavista dissidente Germán Ferrer, fugiram da Venezuela de lancha, foram até a ilha de Aruba e chegaram de avião ontem à Colômbia, noticiou o jornal venezuelano El Nacional.
Chavista histórica, Luisa Ortega denunciou a Assembleia Nacional Constituinte convocada por Maduro como ilegal, ilegítima e uma traição à memória de Hugo Chávez e sua Constituição da República Bolivarista da Venezuela. Ela exigia a realização de um plebiscito e a realização de eleições diretas.
Uma das primeiras decisões da Constituinte de Maduro, há duas semanas, foi afastá-la do cargo. A procuradora-geral investigava não só violações dos direitos humanos durante a repressão à onda de manifestações iniciada em abril como a corrupção, inclusive os negócios da construtora brasileira Odebrecht. Teria saído do país com documentos importantes para acusar Maduro.
Sem passaportes, confiscados pela ditadura de Maduro, Luisa Ortega e o marido chegaram ontem às 15h30 (17h30 em Brasília) ao aeroporto El Dorado, em Bogotá.
O casal saiu da Península de Paranaguá, na Venezuela, às 2h30 (4h30 em Brasília) da madrugada de sexta-feira numa lancha rápida junto com a chefe de gabinete, Gioconda González Sánchez, e Arturo Vilar Estévez, depois que o Tribunal Supremo de Justiça decretou a prisão de Ferrer.
Também ontem, a Constituinte usurpou os poderes legislativos da Assembleia Nacional eleita democraticamente em 6 de dezembro de 2015, quando a oposição conquistou dois terços das cadeiras.
Este sempre foi o objetivo da Constituinte de Maduro, tomar o poder do Parlamento dominado pela oposição e assumir poderes totais, com o controle do Executivo, do Judiciário e agora Legislativo, anulando a vontade popular.
Chavista histórica, Luisa Ortega denunciou a Assembleia Nacional Constituinte convocada por Maduro como ilegal, ilegítima e uma traição à memória de Hugo Chávez e sua Constituição da República Bolivarista da Venezuela. Ela exigia a realização de um plebiscito e a realização de eleições diretas.
Uma das primeiras decisões da Constituinte de Maduro, há duas semanas, foi afastá-la do cargo. A procuradora-geral investigava não só violações dos direitos humanos durante a repressão à onda de manifestações iniciada em abril como a corrupção, inclusive os negócios da construtora brasileira Odebrecht. Teria saído do país com documentos importantes para acusar Maduro.
Sem passaportes, confiscados pela ditadura de Maduro, Luisa Ortega e o marido chegaram ontem às 15h30 (17h30 em Brasília) ao aeroporto El Dorado, em Bogotá.
O casal saiu da Península de Paranaguá, na Venezuela, às 2h30 (4h30 em Brasília) da madrugada de sexta-feira numa lancha rápida junto com a chefe de gabinete, Gioconda González Sánchez, e Arturo Vilar Estévez, depois que o Tribunal Supremo de Justiça decretou a prisão de Ferrer.
Também ontem, a Constituinte usurpou os poderes legislativos da Assembleia Nacional eleita democraticamente em 6 de dezembro de 2015, quando a oposição conquistou dois terços das cadeiras.
Este sempre foi o objetivo da Constituinte de Maduro, tomar o poder do Parlamento dominado pela oposição e assumir poderes totais, com o controle do Executivo, do Judiciário e agora Legislativo, anulando a vontade popular.
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Constituinte de Maduro dissolve Assembleia Nacional da Venezuela
Mais uma etapa do golpe do ditador Nicolás Maduro contra as instituições da Venezuela foi perpetrada hoje. A Assembleia Nacional Constituinte ilegal e ilegítima convocada pelo regime chavista usurpou os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente em 6 de dezembro de 2015, onde a oposição conquistou maioria de dois terços.
Por unanimidade, os deputados eleitos numa votação manipulada pela ditadura aprovaram um decreto autorizando a Constituinte a exercer o Poder Legislativo. Na prática, a medida acaba com a única instituição onde a oposição podia se manifestar e exercer algum direito na Venezuela.
A Constituinte resolveu "assumir as competências para legislar diretamente para garantir a preservação da paz, da soberania, do sistema socioeconômico e financeiro, dos bens do Estado e dos direitos dos venezuelanos", declarou uma nota.
A decisão é resultado da recusa da Assembleia Nacional em "jurar lealdade" à Constituinte. A presidente da Constituinte de Maduro, a ex-chanceler Delcy Rodríguez, convidou o presidente e os dois vice-presidentes para uma reunião. Eles recusaram porque negam legitimidade à Constituinte.
"Não compareceremos ante à mentira da Constituinte. Não somos obrigados a fazer isso", afirmou a Mesa da Unidade Democrática, a coalizão oposicionista.
Depois da recente declaração desastrada do presidente Donald Trump ameaçando com uma intervenção militar na Venezuela, a ditadura acusa a oposição por manifestações violentas e de conspirar com os Estados Unidos para acabar com a "revolução bolivarista" iniciada pelo finado caudilho Hugo Chávez.
No início do mês, a Constituinte destituíra a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, que a considerou inconstitucional e um ultraje à memória e à herança política de Chávez.
Desde o início do ano, Maduro conspira para cassar os poderes do Parlamento eleito democraticamente. Primeiro, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), subserviente ao regime, anulou as decisões da Assembleia Nacional por suposto "desacato" a uma decisão judicial ao dar posse a deputados que tiveram as eleições impugnadas pelo Judiciário chavista.
Em 30 de março, TSJ assumiu o Poder Legislativo. Diante da revolta generalizada, recuou três dias depois, mas a semente da discórdia estava lançada. Desde o início de abril, a Venezuela vive num clima de pré-guerra civil, com manifestações de protesto diárias nas grandes cidades em que pelo menos 127 pessoas foram mortas.
Sem sucesso da manobra inicial, Maduro apelou para a convocação de uma Constituinte, mas violou a Constituição várias vezes, o que caracteriza um golpe de Estado. Agora, finalmente, conseguiu anular a Assembleia Nacional dominada pela oposição.
Para começar, a Constituição da República Bolivarista da Venezuela exige a realização de um plebiscito para aprovar a convocação de uma Constituinte. Com grande impopularidade por causa da crise econômica sem precedentes na história do país, Maduro evitou a consulta popular.
As eleições da Constituinte violaram a regra básica da democracia, o sufrágio direto, secreto e universal em que cada pessoa tem direito a um voto e todos os votos valem a mesma coisa. Nas eleições sob medida de Maduro, cada cidade teve direito de eleger um deputado e as capitais estaduais, dois. Isso deu um poder enorme a pequenas comunidades rurais dominadas pelo chavismo.
Dois terços dos deputados foram eleitos por essa "regra territorial". O resto por entidades pelegas ligadas ao regime. No mundo inteiro, só a Rússia, a Bolívia e a Nicarágua aprovaram a Constituinte de Maduro.
O Mercosul, liderado por Brasil e Argentina, suspendeu a Venezuela até a restauração da democracia. Mas o regime marcha no sentido contrário, aumentando o risco de guerra civil no país vizinho.
Por unanimidade, os deputados eleitos numa votação manipulada pela ditadura aprovaram um decreto autorizando a Constituinte a exercer o Poder Legislativo. Na prática, a medida acaba com a única instituição onde a oposição podia se manifestar e exercer algum direito na Venezuela.
A Constituinte resolveu "assumir as competências para legislar diretamente para garantir a preservação da paz, da soberania, do sistema socioeconômico e financeiro, dos bens do Estado e dos direitos dos venezuelanos", declarou uma nota.
A decisão é resultado da recusa da Assembleia Nacional em "jurar lealdade" à Constituinte. A presidente da Constituinte de Maduro, a ex-chanceler Delcy Rodríguez, convidou o presidente e os dois vice-presidentes para uma reunião. Eles recusaram porque negam legitimidade à Constituinte.
"Não compareceremos ante à mentira da Constituinte. Não somos obrigados a fazer isso", afirmou a Mesa da Unidade Democrática, a coalizão oposicionista.
Depois da recente declaração desastrada do presidente Donald Trump ameaçando com uma intervenção militar na Venezuela, a ditadura acusa a oposição por manifestações violentas e de conspirar com os Estados Unidos para acabar com a "revolução bolivarista" iniciada pelo finado caudilho Hugo Chávez.
No início do mês, a Constituinte destituíra a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, que a considerou inconstitucional e um ultraje à memória e à herança política de Chávez.
Desde o início do ano, Maduro conspira para cassar os poderes do Parlamento eleito democraticamente. Primeiro, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), subserviente ao regime, anulou as decisões da Assembleia Nacional por suposto "desacato" a uma decisão judicial ao dar posse a deputados que tiveram as eleições impugnadas pelo Judiciário chavista.
Em 30 de março, TSJ assumiu o Poder Legislativo. Diante da revolta generalizada, recuou três dias depois, mas a semente da discórdia estava lançada. Desde o início de abril, a Venezuela vive num clima de pré-guerra civil, com manifestações de protesto diárias nas grandes cidades em que pelo menos 127 pessoas foram mortas.
Sem sucesso da manobra inicial, Maduro apelou para a convocação de uma Constituinte, mas violou a Constituição várias vezes, o que caracteriza um golpe de Estado. Agora, finalmente, conseguiu anular a Assembleia Nacional dominada pela oposição.
Para começar, a Constituição da República Bolivarista da Venezuela exige a realização de um plebiscito para aprovar a convocação de uma Constituinte. Com grande impopularidade por causa da crise econômica sem precedentes na história do país, Maduro evitou a consulta popular.
As eleições da Constituinte violaram a regra básica da democracia, o sufrágio direto, secreto e universal em que cada pessoa tem direito a um voto e todos os votos valem a mesma coisa. Nas eleições sob medida de Maduro, cada cidade teve direito de eleger um deputado e as capitais estaduais, dois. Isso deu um poder enorme a pequenas comunidades rurais dominadas pelo chavismo.
Dois terços dos deputados foram eleitos por essa "regra territorial". O resto por entidades pelegas ligadas ao regime. No mundo inteiro, só a Rússia, a Bolívia e a Nicarágua aprovaram a Constituinte de Maduro.
O Mercosul, liderado por Brasil e Argentina, suspendeu a Venezuela até a restauração da democracia. Mas o regime marcha no sentido contrário, aumentando o risco de guerra civil no país vizinho.
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Estrategista de ultradireita de Trump cai depois de Charlottesville
Depois da debandada de grandes executivos que acabou com os conselhos empresariais da Casa Branca, o caótico governo Donald Trump perdeu hoje seu principal estrategista.
O ultradireitista Steve Bannon é mais uma vítima da Batalha de Charlottesville, quando uma manifestação neonazista foi confrontada por militantes antifascistas. O presidente dos Estados Unidos foi ambíguo e culpou "ambos os lados".
"O chefe da Casa Civil, John Kelly, e Steve Bannon chegaram a um acordo mútuo de que hoje será o último dia de Steve", anunciou a assessora de imprensa da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, citada pelo jornal The New York Times. "Agradecemos pelo seu serviço e lhe desejamos o melhor."
Próximo dos grupos brancos de extrema direita responsáveis pelos conflitos, Bannon era editor do sítio de ultradireita Breitbart, um dos principais meios de comunicação da campanha de Trump, que disse que ele teria pedido demissão em 7 de agosto.
Havia boatos sobre sua saída desde que o presidente nomeou o general John Kelly para a Casa Civil da Casa Branca em substituição a Reince Priesbus, queimado pelo então diretor de comunicações do governo, Anthony Scaramucci. Além deles, Trump também demitiu o assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, por mentir sobre contatos com a Rússia.
Com a chegada do general Kelly para pôr ordem no governo, Scaramucci foi afastado e agora chegou a vez de Bannon. O problema é que Trump está agora cercado de seus parentes e de generais. Quem vai orientar a agenda política do presidente?
A desculpa para demitir Bannon foi uma entrevista nesta semana à revista progressista American Prospect. Ele ridicularizou a estratégia militar em relação à Coreia do Norte: "Até que alguém resolva a parte da equação que mostra que 10 milhões de pessoas morreriam em meia hora em Seul, não sei do estamos falando, não há solução militar, eles nos pegaram."
Bannon acusou os diplomatas do Departamento de Estado de morreram de medo com a mudança da política comercial para trocar o liberalismo por um nacionalismo econômico agressivo e atacou a extrema direita, que sob sua influência aderiu a Trump: "Esses caras são uma coleção da palhaços, marginais e perdedores. Temos de esmagá-los."
Depois do conflito do último fim de semana na Virgínia e da resposta ambígua de Trump ao não condenar inequivocamente os neonazistas e partidários do Ku Klux Klan, a pressão contra Bannon dentro do Partido Republicano aumentou. O general Kelly aproveitou para se livrar dele.
O ultradireitista Steve Bannon é mais uma vítima da Batalha de Charlottesville, quando uma manifestação neonazista foi confrontada por militantes antifascistas. O presidente dos Estados Unidos foi ambíguo e culpou "ambos os lados".
"O chefe da Casa Civil, John Kelly, e Steve Bannon chegaram a um acordo mútuo de que hoje será o último dia de Steve", anunciou a assessora de imprensa da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, citada pelo jornal The New York Times. "Agradecemos pelo seu serviço e lhe desejamos o melhor."
Próximo dos grupos brancos de extrema direita responsáveis pelos conflitos, Bannon era editor do sítio de ultradireita Breitbart, um dos principais meios de comunicação da campanha de Trump, que disse que ele teria pedido demissão em 7 de agosto.
Havia boatos sobre sua saída desde que o presidente nomeou o general John Kelly para a Casa Civil da Casa Branca em substituição a Reince Priesbus, queimado pelo então diretor de comunicações do governo, Anthony Scaramucci. Além deles, Trump também demitiu o assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, por mentir sobre contatos com a Rússia.
Com a chegada do general Kelly para pôr ordem no governo, Scaramucci foi afastado e agora chegou a vez de Bannon. O problema é que Trump está agora cercado de seus parentes e de generais. Quem vai orientar a agenda política do presidente?
A desculpa para demitir Bannon foi uma entrevista nesta semana à revista progressista American Prospect. Ele ridicularizou a estratégia militar em relação à Coreia do Norte: "Até que alguém resolva a parte da equação que mostra que 10 milhões de pessoas morreriam em meia hora em Seul, não sei do estamos falando, não há solução militar, eles nos pegaram."
Bannon acusou os diplomatas do Departamento de Estado de morreram de medo com a mudança da política comercial para trocar o liberalismo por um nacionalismo econômico agressivo e atacou a extrema direita, que sob sua influência aderiu a Trump: "Esses caras são uma coleção da palhaços, marginais e perdedores. Temos de esmagá-los."
Depois do conflito do último fim de semana na Virgínia e da resposta ambígua de Trump ao não condenar inequivocamente os neonazistas e partidários do Ku Klux Klan, a pressão contra Bannon dentro do Partido Republicano aumentou. O general Kelly aproveitou para se livrar dele.
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Terrorista mata dois e fere seis na Finlândia
Um homem atacou pessoas a facadas hoje numa praça diante de um mercado na cidade de Turku, na Finlândia. Duas pessoas morreram e outras seis saíram feridas. A polícia baleou e prendeu o agressor, mas não revelou sua identidade, noticiou a agência Reuters.
A ministra do Interior, Paula Risikko, descreveu o terrorista como "com a aparência de estrangeiro" e comparou a ação aos ataques na Catalunha. Dois jornais sensacionalistas britânicos disseram que ele gritou "Alá é grande!" na hora do ataque, mas isso não foi confirmado por fontes confiáveis.
A polícia deu o incidente por encerrado e liberou a área, mas procura possíveis cúmplices do agressor e reluta em tratar o caso como terrorismo, informou a televisão pública britânica BBC.
NOTA: No dia seguinte, as autoridades da Finlândia concluíram que foi um atentado terrorista. O responsável é um jovem marroquino de 18 anos. Outros quatro marroquinos foram presos e um quinto está sendo procurado.
A ministra do Interior, Paula Risikko, descreveu o terrorista como "com a aparência de estrangeiro" e comparou a ação aos ataques na Catalunha. Dois jornais sensacionalistas britânicos disseram que ele gritou "Alá é grande!" na hora do ataque, mas isso não foi confirmado por fontes confiáveis.
A polícia deu o incidente por encerrado e liberou a área, mas procura possíveis cúmplices do agressor e reluta em tratar o caso como terrorismo, informou a televisão pública britânica BBC.
NOTA: No dia seguinte, as autoridades da Finlândia concluíram que foi um atentado terrorista. O responsável é um jovem marroquino de 18 anos. Outros quatro marroquinos foram presos e um quinto está sendo procurado.
Total de mortos em atentados na Catalunha sobe para 14
Com a morte de uma mulher atropelada na cidade balneária de Cambrils, subiu hoje para 14 o número total de mortos nos atentados terroristas na Catalunha, uma região autônoma da Espanha.
A polícia acredita que célula terrorista responsável pelos ataques tinha 12 membros: cinco morreram em Cambrils, quatro estão presos e três continuam foragidos. O principal alvo agora é Moussa Oukabir, que alugou o veículo usado em Barcelona.
Entre os 14 mortos e mais de 100 feridos, há pessoas de 34 nacionalidades. Isso mostra a diversidade das pessoas que estavam na Rambla, a avenida mais famosa de Barcelona e da Espanha, com uma grande área de pedestres que vai da Praça da Catalunha até o porto, onde uma estátua de Cristóvão Colombo saúda a Descoberta da América.
Por ali, o terrorista dirigiu em ziguezague a 80 quilômetros por hora durante 550 metros, da Praça da Catalunha até a altura do Teatro do Liceu, atropelando e matando.
Como os dois atentados foram coordenados, e a explosão numa casa horas seria uma tentativa de armar uma bomba, havia uma célula terrorista criada ou inspirada pela milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante no coração da Catalunha.
Na opinião do professor Fawas Gerges, especialista em Oriente Médio da London School of Economics e autor de uma história do Estado Islâmico, é uma nova estratégia da organização infiltrar células terroristas em grandes cidades no momento em que é derrotada nos campos de batalha do Iraque e da Síria.
Se o Califado proclamado há três anos pelo líder Abu Baker al-Baghdadi, o Califa Ibrahim, praticamente desapareceu e ele fugiu, os atentados terroristas em grandes cidades tem ampla visibilidade e repercussão internacional, permitindo ao Estado Islâmico recrutar a inspirar novos voluntários para o martírio por esta seita apocalíptica.
A polícia acredita que célula terrorista responsável pelos ataques tinha 12 membros: cinco morreram em Cambrils, quatro estão presos e três continuam foragidos. O principal alvo agora é Moussa Oukabir, que alugou o veículo usado em Barcelona.
Entre os 14 mortos e mais de 100 feridos, há pessoas de 34 nacionalidades. Isso mostra a diversidade das pessoas que estavam na Rambla, a avenida mais famosa de Barcelona e da Espanha, com uma grande área de pedestres que vai da Praça da Catalunha até o porto, onde uma estátua de Cristóvão Colombo saúda a Descoberta da América.
Por ali, o terrorista dirigiu em ziguezague a 80 quilômetros por hora durante 550 metros, da Praça da Catalunha até a altura do Teatro do Liceu, atropelando e matando.
Como os dois atentados foram coordenados, e a explosão numa casa horas seria uma tentativa de armar uma bomba, havia uma célula terrorista criada ou inspirada pela milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante no coração da Catalunha.
Na opinião do professor Fawas Gerges, especialista em Oriente Médio da London School of Economics e autor de uma história do Estado Islâmico, é uma nova estratégia da organização infiltrar células terroristas em grandes cidades no momento em que é derrotada nos campos de batalha do Iraque e da Síria.
Se o Califado proclamado há três anos pelo líder Abu Baker al-Baghdadi, o Califa Ibrahim, praticamente desapareceu e ele fugiu, os atentados terroristas em grandes cidades tem ampla visibilidade e repercussão internacional, permitindo ao Estado Islâmico recrutar a inspirar novos voluntários para o martírio por esta seita apocalíptica.
Deputado pede impeachment de Trump por tolerar neonazistas
O deputado Steve Cohen, democrata eleito pelo estado do Tennessee, membro da Subcomissão de Constituição e Justiça Civil da Comissão de Justiça da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, vai pedir a abertura de um processo de impeachment do presidente Donald Trump por causa dos comentários a respeito dos conflitos provocados por neonazistas em Charlottesville, na Virgínia.
"Em vez de condenar inequivocamente as ações odiosas dos neonazistas, nacionalistas brancos e homens do Ku Klux Klan depois de uma tragédia nacional, o presidente disse que 'havia gente boa dos dois lados'. Não há bons nazistas. Não homens do Klan bons", declarou o deputado.
As declarações de Trump dando uma equivalência moral aos neonazistas e ao movimento antifascista chocaram o país e o mundo, suscitaram mais dúvidas sobre sua capacidade de liderança em momentos de crise e provocaram uma dura reação de Israel. Pela legislação dos EUA, a denúncia contra o presidente precisa ser aprovada na Câmara por maioria absoluta e por dois terços do Senado.
"Lutamos uma guerra mundial para derrotar os nazistas e uma guerra civil para derrotar a Confederação", acrescentou Steve Cohen. Foram as duas guerras em que mais morreram americanos.
Pelo menos 618 mil pessoas foram mortas na Guerra da Secessão (1861-65), quando os estados do Sul tentaram se separar para manter a escravidão. Em uma nova estimativa feita pelo professor David Hackner, da Universidade de Binghamton, em Nova York, o total de mortos subiu para 750 mil. Na Segunda Guerra Mundial, morreram 419 mil americanos.
"Em reação à queda da Confederação e da subsequente aprovação das emendas constitucionais da Reconstrução, o KKK iniciou uma campanha para aterrorizar os afro-americanos, intimidando-os para que não exercessem seus novos direitos civis", comentou o deputado ao propor o impeachment de Trump.
Cohen lembrou ainda: "As encarnações subsequentes do clã continuaram a aterrorizar os afro-americanos com linchamentos e assassinatos como os de Medgar Evers, Schwerner, Chaney, Goodman e outros ativistas dos direitos civis."
A inacreditável comparação com a Alemanha, inimiga na Segunda Guerra Mundial foi inevitável: "Quando eu vi os vídeos dos protestos em Charlottesville, me lembrei dos vídeos que havia visto da Noite dos Cristais, em 1938, na Alemanha nazista. Parecia que os manifestantes de Charlottesville estavam gritando 'judeus não vão nos substituir' e 'sangue e solo', infames palavras de ordem nazistas, enquanto marchavam com tochas que formavam a imagem das ações do Klan."
Naquela concentração de supremacistas brancos inspirados pela Guerra Civil Americana e pela doutrina de Adolf Hitler, não havia manifestantes inocentes como alegou Trump: "Nenhum dos manifestantes com esse palavreado pode ser considerado 'gente como boa', como sugeriu o presidente."
Cohen citou entrevistas dos neonazistas. Sean Patrick Nielsen declarou que "uma das três razões estar ali era 'matar judeus'. Outra era Christopher Cantwell, um líder nacionalista branco que disse que não conseguia ver 'aquele bastardo do Kushner andando por aí com aquela menina linda' e que esperava que 'alguém como Donald Trump, mas que não desse sua filha a um judeu', liderasse o país."
E concluiu: "Como judeu, como americano e como representante de um distrito afro-americano, estou revoltado pelo fato do presidente dos EUA não ter se erguido e condenado inequivocamente os nazistas que querem matar judeus, cujos predecessores mataram 6 milhões de judeus no Holocausto, e condenado inequivocamente os homens do Klan, uma organização dedicada a aterrorizar afro-americanos."
"Em vez de condenar inequivocamente as ações odiosas dos neonazistas, nacionalistas brancos e homens do Ku Klux Klan depois de uma tragédia nacional, o presidente disse que 'havia gente boa dos dois lados'. Não há bons nazistas. Não homens do Klan bons", declarou o deputado.
As declarações de Trump dando uma equivalência moral aos neonazistas e ao movimento antifascista chocaram o país e o mundo, suscitaram mais dúvidas sobre sua capacidade de liderança em momentos de crise e provocaram uma dura reação de Israel. Pela legislação dos EUA, a denúncia contra o presidente precisa ser aprovada na Câmara por maioria absoluta e por dois terços do Senado.
"Lutamos uma guerra mundial para derrotar os nazistas e uma guerra civil para derrotar a Confederação", acrescentou Steve Cohen. Foram as duas guerras em que mais morreram americanos.
Pelo menos 618 mil pessoas foram mortas na Guerra da Secessão (1861-65), quando os estados do Sul tentaram se separar para manter a escravidão. Em uma nova estimativa feita pelo professor David Hackner, da Universidade de Binghamton, em Nova York, o total de mortos subiu para 750 mil. Na Segunda Guerra Mundial, morreram 419 mil americanos.
"Em reação à queda da Confederação e da subsequente aprovação das emendas constitucionais da Reconstrução, o KKK iniciou uma campanha para aterrorizar os afro-americanos, intimidando-os para que não exercessem seus novos direitos civis", comentou o deputado ao propor o impeachment de Trump.
Cohen lembrou ainda: "As encarnações subsequentes do clã continuaram a aterrorizar os afro-americanos com linchamentos e assassinatos como os de Medgar Evers, Schwerner, Chaney, Goodman e outros ativistas dos direitos civis."
A inacreditável comparação com a Alemanha, inimiga na Segunda Guerra Mundial foi inevitável: "Quando eu vi os vídeos dos protestos em Charlottesville, me lembrei dos vídeos que havia visto da Noite dos Cristais, em 1938, na Alemanha nazista. Parecia que os manifestantes de Charlottesville estavam gritando 'judeus não vão nos substituir' e 'sangue e solo', infames palavras de ordem nazistas, enquanto marchavam com tochas que formavam a imagem das ações do Klan."
Naquela concentração de supremacistas brancos inspirados pela Guerra Civil Americana e pela doutrina de Adolf Hitler, não havia manifestantes inocentes como alegou Trump: "Nenhum dos manifestantes com esse palavreado pode ser considerado 'gente como boa', como sugeriu o presidente."
Cohen citou entrevistas dos neonazistas. Sean Patrick Nielsen declarou que "uma das três razões estar ali era 'matar judeus'. Outra era Christopher Cantwell, um líder nacionalista branco que disse que não conseguia ver 'aquele bastardo do Kushner andando por aí com aquela menina linda' e que esperava que 'alguém como Donald Trump, mas que não desse sua filha a um judeu', liderasse o país."
E concluiu: "Como judeu, como americano e como representante de um distrito afro-americano, estou revoltado pelo fato do presidente dos EUA não ter se erguido e condenado inequivocamente os nazistas que querem matar judeus, cujos predecessores mataram 6 milhões de judeus no Holocausto, e condenado inequivocamente os homens do Klan, uma organização dedicada a aterrorizar afro-americanos."
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quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Polícia da Catalunha mata cinco em operação antiterrorismo
Na madrugada desta sexta-feira, a Polícia da Catalunha, na Espanha, anunciou ter evitado um segundo atentado ao matar cinco terroristas, desta vez na cidade praiana de Cambrils, 110 quilômetros ao sul de Barcelona, onde ontem à tarde uma caminhonete foi jogada contra pedestres matando 13 pessoas e ferindo mais de 100.
Os cinco terroristas de Cambrils entraram de caminhonete na área de pedestres quando foram mortos a tiros pelos policiais depois de ferir sete pessoas. Eles carregavam explosivos, facas, martelos e falsos coletes suicidas.
A polícia revelou ainda agora há pouco que uma morte numa explosão numa casa em Alcanar, na quarta-feira, tinha relação com o atentado de Barcelona. Isso significa que a célula terrorista estava fabricando bombas para realizar ações mais violentas. A polícia ainda caça o motorista da caminhonete.
Para os especialistas em terrorismo, é provável que a explosão tenha ocorrido durante a fabricação de uma bomba e pode ter acelerado a execução do atentado em Barcelona usando uma caminhonete como arma.
A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do primeiro atentado, mas não há certeza de que tenha relação operacional com o grupo que cometeu os atentados.
Para o professor Fawas Gerges, especialista em Oriente Médio da London School of Economics e autor de uma história do Estado Islâmico, se os três ataques foram coordenados, isso indica que há uma célula terrorista no coração da Catalunha.
Com a derrota nos campos de batalha do Iraque e da Síria, a estratégia do Estado Islâmico é infiltrar células terroristas em grandes cidades, onde seus ataques têm maior visibilidade e repercussão internacional, permitindo recrutar novos voluntários do martírio.
Os cinco terroristas de Cambrils entraram de caminhonete na área de pedestres quando foram mortos a tiros pelos policiais depois de ferir sete pessoas. Eles carregavam explosivos, facas, martelos e falsos coletes suicidas.
A polícia revelou ainda agora há pouco que uma morte numa explosão numa casa em Alcanar, na quarta-feira, tinha relação com o atentado de Barcelona. Isso significa que a célula terrorista estava fabricando bombas para realizar ações mais violentas. A polícia ainda caça o motorista da caminhonete.
Para os especialistas em terrorismo, é provável que a explosão tenha ocorrido durante a fabricação de uma bomba e pode ter acelerado a execução do atentado em Barcelona usando uma caminhonete como arma.
A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do primeiro atentado, mas não há certeza de que tenha relação operacional com o grupo que cometeu os atentados.
Para o professor Fawas Gerges, especialista em Oriente Médio da London School of Economics e autor de uma história do Estado Islâmico, se os três ataques foram coordenados, isso indica que há uma célula terrorista no coração da Catalunha.
Com a derrota nos campos de batalha do Iraque e da Síria, a estratégia do Estado Islâmico é infiltrar células terroristas em grandes cidades, onde seus ataques têm maior visibilidade e repercussão internacional, permitindo recrutar novos voluntários do martírio.
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Estado Islâmico reivindica autoria do atentado terrorista em Barcelona
Através de sua agência de propaganda na Internet Amaq, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a responsabilidade pelo ataque com uma caminhonete em alta velocidade que atropelou e matou 13 pessoas e deixou outras 100 feridas, noticiou o jornal espanhol El País. Como sempre faz isso, fica a dúvida se foram militantes do grupo ou uma célula inspirada pela organização.
"Os executores do ataque em Barcelona são soldados do Califado e realizaram uma operação contra um país da coalizão" de 68 países liderada pelos Estados Unidos que desde setembro de 2014 bombardeia o Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Ontem, o governo iraquiano anunciou o início dos ataques aéreos contra Tal Afar, a última cidade importante em poder dos jihadistas.
Foi o oitavo atentado com atropelamento desde que um tunisiano matou 86 pessoas em Nice, no Sul da França, durante a festa de aniversário da Revolução Francesa de 1789, em 14 de julho de 2016. Os outros foram realizados em Estocolmo, Berlim, Paris e Londres.
Dois suspeitos foram presos em Barcelona. Um é marroquino e o outro do enclave espanhol de Melila, na África. O motorista responsável pelo atropelamento continua desaparecido.
A Espanha contribui para a aliança anti-EI com 425 soldados e policiais que treinam as Forças Armadas e a polícia do Iraque no combate ao terrorismo. Também participa junto com a França de operações antijihadistas no Gabão, no Mali e no Senegal, na África.
"Os executores do ataque em Barcelona são soldados do Califado e realizaram uma operação contra um país da coalizão" de 68 países liderada pelos Estados Unidos que desde setembro de 2014 bombardeia o Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Ontem, o governo iraquiano anunciou o início dos ataques aéreos contra Tal Afar, a última cidade importante em poder dos jihadistas.
Foi o oitavo atentado com atropelamento desde que um tunisiano matou 86 pessoas em Nice, no Sul da França, durante a festa de aniversário da Revolução Francesa de 1789, em 14 de julho de 2016. Os outros foram realizados em Estocolmo, Berlim, Paris e Londres.
Dois suspeitos foram presos em Barcelona. Um é marroquino e o outro do enclave espanhol de Melila, na África. O motorista responsável pelo atropelamento continua desaparecido.
A Espanha contribui para a aliança anti-EI com 425 soldados e policiais que treinam as Forças Armadas e a polícia do Iraque no combate ao terrorismo. Também participa junto com a França de operações antijihadistas no Gabão, no Mali e no Senegal, na África.
Atentado terrorista mata 13 pessoas em Barcelona
Uma caminhonete investiu contra uma multidão hoje na Rambla, perto da Praça da Catalunha, no centro de Barcelona. As autoridades locais confirmaram uma morte e 32 feridos. A agência Reuters fala em 13 mortes.
O caso está sendo tratando como terrorismo, a exemplo do que aconteceu em outros atentados com veículos atribuídos à milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante e seus seguidores.
Era pouco antes das 17h em Barcelona (12h em Brasília) quando uma caminhonete branca avançou sobre uma passagem de pedestres que liga a Praça de Catalunha à Rambla, um dos locais mais movimentados da cidade. Muitas pessoas fugiram para um centro comercial próximo.
Até agora, as autoridades locais só confirmaram uma morte, mas um enfermeiro que estava no local e ajudou no socorro às vítimas disse ao jornal espanhol El País ter visto pelo menos seis mortos.
O caso está sendo tratando como terrorismo, a exemplo do que aconteceu em outros atentados com veículos atribuídos à milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante e seus seguidores.
Era pouco antes das 17h em Barcelona (12h em Brasília) quando uma caminhonete branca avançou sobre uma passagem de pedestres que liga a Praça de Catalunha à Rambla, um dos locais mais movimentados da cidade. Muitas pessoas fugiram para um centro comercial próximo.
Até agora, as autoridades locais só confirmaram uma morte, mas um enfermeiro que estava no local e ajudou no socorro às vítimas disse ao jornal espanhol El País ter visto pelo menos seis mortos.
Israel atacou comboios de armas 100 vezes nos últimos cinco anos
Israel bombardeou carregamentos de armas para seus inimigos como a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) cerca de 100 vezes desde 2012, declarou o general-brigadeiro Amir Eshel, que está deixando o comando da Força Aérea israelense, noticiou o jornal liberal israelense Haaretz.
Várias autoridades de Israel, inclusive o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, admitiram que as Forças Armadas do país atacaram comboios com armamentos em várias frentes dezenas de vezes, mas não citaram números precisos.
Com microfone aberto, Netanyahu contou aos primeiros-ministros da Hungria, Polônia, República Tcheca e Eslováquia: "Eu disse ao Putin. Quando vemos remessas de armas para o Hesbolá, atacamos. Fizemos isso dezenas de vezes."
Agora, pela primeira vez, um alto comandante das Forças de Defesa de Israel reconhece essa política publicamente.
"Uma ação pode ser um ato isolado, pequeno, num alvo específico, ou pode levar uma semana intensa envolvendo um grande número de elementos", declarou o general Eshel. "Há outra coisa que acredito ser muito significativa. Tivemos o bom senso de não levar o Estado de Israel à guerra."
No Oriente Médio, a escalada de um conflito para a guerra é "trivial", comentou o general. "Quando Israel tem um real interesse, age independentemente dos riscos. Penso que na visão dos nossos inimigos, como eu entendo, esta linguagem é clara aqui e compreendida também além do Oriente Médio."
Cinquenta anos depois da Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, quando destruiu as forças aéreas inimigas em terra com um ataque supresa, a Força Aérea de Israel está pronta para mais um ataque preventivo contra o Hesbolá, a principal força terrestre de apoio ao regime de Bachar Assad na guerra civil da Síria.
"Não estou dizendo que Israel deve realizar ataques preventivos", ressalvou Eshel. "É um dilema estratégico e tudo precisa ser considerado. Mas hoje temos a mesma habilidade contra novos inimigos - organizações terroristas com controle disperso."
Várias autoridades de Israel, inclusive o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, admitiram que as Forças Armadas do país atacaram comboios com armamentos em várias frentes dezenas de vezes, mas não citaram números precisos.
Com microfone aberto, Netanyahu contou aos primeiros-ministros da Hungria, Polônia, República Tcheca e Eslováquia: "Eu disse ao Putin. Quando vemos remessas de armas para o Hesbolá, atacamos. Fizemos isso dezenas de vezes."
Agora, pela primeira vez, um alto comandante das Forças de Defesa de Israel reconhece essa política publicamente.
"Uma ação pode ser um ato isolado, pequeno, num alvo específico, ou pode levar uma semana intensa envolvendo um grande número de elementos", declarou o general Eshel. "Há outra coisa que acredito ser muito significativa. Tivemos o bom senso de não levar o Estado de Israel à guerra."
No Oriente Médio, a escalada de um conflito para a guerra é "trivial", comentou o general. "Quando Israel tem um real interesse, age independentemente dos riscos. Penso que na visão dos nossos inimigos, como eu entendo, esta linguagem é clara aqui e compreendida também além do Oriente Médio."
Cinquenta anos depois da Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, quando destruiu as forças aéreas inimigas em terra com um ataque supresa, a Força Aérea de Israel está pronta para mais um ataque preventivo contra o Hesbolá, a principal força terrestre de apoio ao regime de Bachar Assad na guerra civil da Síria.
"Não estou dizendo que Israel deve realizar ataques preventivos", ressalvou Eshel. "É um dilema estratégico e tudo precisa ser considerado. Mas hoje temos a mesma habilidade contra novos inimigos - organizações terroristas com controle disperso."
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Iraque anuncia bombardeio ao Estado Islâmico em Tal Afar
Com o apoio da coalizão aérea liderada pelos Estados Unidos, o governo do Iraque começou a bombardear a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na cidade de Tal Afar, noticiou o jornal Daily Sabah. Quando a campanha estiver concluída, começará a ofensiva por terra.
Tal Afar está em poder do Estado Islâmico desde 2014. Depois da queda de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, que também havia sido conquistada há três anos, Tal Afar é um dos últimos redutos da milícia extremista muçulmana no Iraque.
Em 29 de junho, depois de nove meses de batalha, a televisão estatal iraquiana anunciou com orgulho: "O mito do Califado do Estado Islâmico acabou." Mas a guerra não terminou.
Sem Tal Afar, o Estado Islâmico não terá mais nenhum território importante sob controle. Para sobreviver, deve recuar a grupo terrorista clandestino e realizar atentados terroristas suicidas nas cidades do Iraque, especialmente nas áreas que um dia dominou.
No deserto, ainda há bolsões no Estado Islâmico. Por isso, parte das forças usadas na ofensiva contra Mossul foi deslocada para a província de Ambar, junto à fronteira com a Síria, onde as Forças Democráticas Sírias, uma aliança árabe-curda apoiada pelos EUA, travam a Batalha de Rakka para tomar a chamada capital do Estado Islâmico.
Depois de ganhar a guerra, o governo iraquiano terá pela frente a tarefa formidável de conquistar a paz. O país está arrasado. As milícias que apoiam o Exército do Iraque vão cobrar seu preço.
A maioria xiita está dividida entre partidários do primeiro-ministro Haider al-Abadi, do ex-primeiro-ministro Nuri al-Maliki e do clérigo radical Muktada al-Sader. Os sunitas se consideram marginalizados desde a queda do ditador Saddam Hussein, em 2003. O desafio democrático do Iraque é integrar os árabes sunitas. E os curdos convocaram um plebiscito sobre a independência para 25 de setembro.
Tal Afar está em poder do Estado Islâmico desde 2014. Depois da queda de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, que também havia sido conquistada há três anos, Tal Afar é um dos últimos redutos da milícia extremista muçulmana no Iraque.
Em 29 de junho, depois de nove meses de batalha, a televisão estatal iraquiana anunciou com orgulho: "O mito do Califado do Estado Islâmico acabou." Mas a guerra não terminou.
Sem Tal Afar, o Estado Islâmico não terá mais nenhum território importante sob controle. Para sobreviver, deve recuar a grupo terrorista clandestino e realizar atentados terroristas suicidas nas cidades do Iraque, especialmente nas áreas que um dia dominou.
No deserto, ainda há bolsões no Estado Islâmico. Por isso, parte das forças usadas na ofensiva contra Mossul foi deslocada para a província de Ambar, junto à fronteira com a Síria, onde as Forças Democráticas Sírias, uma aliança árabe-curda apoiada pelos EUA, travam a Batalha de Rakka para tomar a chamada capital do Estado Islâmico.
Depois de ganhar a guerra, o governo iraquiano terá pela frente a tarefa formidável de conquistar a paz. O país está arrasado. As milícias que apoiam o Exército do Iraque vão cobrar seu preço.
A maioria xiita está dividida entre partidários do primeiro-ministro Haider al-Abadi, do ex-primeiro-ministro Nuri al-Maliki e do clérigo radical Muktada al-Sader. Os sunitas se consideram marginalizados desde a queda do ditador Saddam Hussein, em 2003. O desafio democrático do Iraque é integrar os árabes sunitas. E os curdos convocaram um plebiscito sobre a independência para 25 de setembro.
Mulher-bomba do Boko Haram mata 27 pessoas na Nigéria
Um atentado terrorista suicida cometido por uma mulher-bomba atribuído ao grupo terrorista Boko Haram matou 27 pessoas além dela e deixou 83 feridos num mercado da vila de Konduga, perto da cidade de Maiduguri, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, noticiou o jornal nigeriano The Daily Post.
Cinco horas antes, o Exército havia lançado uma mega operação de comandos mobilizando 2 mil soldados de elite para caçar o líder da milícia extremista muçulmana Boko Haram, Abubakar Shekau. O comandante do Exército quer capturá-lo vivo ou morto em 40 dias.
Foi o terceiro atentado terrorista deste agosto na Nigéria. A explosão aconteceu às 17h50 pela hora local (13h50 em Brasília), quando o mercado estava cheio. A Agência Nacional de Gerenciamento de Emergências e a Agência Estadual de Gerenciamento de Emergências foram acionadas e ainda não confirmaram o total de mortos e feridos.
Mais de 15 mil pessoas morreram na África Ocidental desde que o Boko Haram, cujo nome significa repúdio à educação ocidental, aderiu à luta armada para impor a lei islâmica à região. Há dois anos, o líder que agora está sendo caçado jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Desde então, o Boko Haram se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental. Shekau já foi declarado morto. Alimenta o mito da própria invulnerabilidade.
Cinco horas antes, o Exército havia lançado uma mega operação de comandos mobilizando 2 mil soldados de elite para caçar o líder da milícia extremista muçulmana Boko Haram, Abubakar Shekau. O comandante do Exército quer capturá-lo vivo ou morto em 40 dias.
Foi o terceiro atentado terrorista deste agosto na Nigéria. A explosão aconteceu às 17h50 pela hora local (13h50 em Brasília), quando o mercado estava cheio. A Agência Nacional de Gerenciamento de Emergências e a Agência Estadual de Gerenciamento de Emergências foram acionadas e ainda não confirmaram o total de mortos e feridos.
Mais de 15 mil pessoas morreram na África Ocidental desde que o Boko Haram, cujo nome significa repúdio à educação ocidental, aderiu à luta armada para impor a lei islâmica à região. Há dois anos, o líder que agora está sendo caçado jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Desde então, o Boko Haram se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental. Shekau já foi declarado morto. Alimenta o mito da própria invulnerabilidade.
terça-feira, 15 de agosto de 2017
Nigéria mobiliza 2 mil soldados para caçar líder do Boko Haram
Com 2 mil soldados de elite, o Exército da Nigéria começou hoje oficialmente a operação para caçar o líder da milícia terrorista Boko Haram, Abubakar Shekau, 18 dias depois de seu comandante, general Tukur Yusuf Buratai, ordenar sua captura vivo ou morto em 40 dias, informou o jornal nigeriano The Daily Post.
O comandante no teatro de operações, general Ibrahim Attahiru, organizou os 2 mil soldados de elite em comandos de operações especiais capaz de realizar patrulhas e armar emboscada no interior profundo do país.
Ao saudar os soldados designados para a missão, o general Attahiru lembrou que depende deles o sucesso da Operação Lafiya Dole e deu sua receita para a vitória: "disciplina, inteligência, autoconfiança e uma determinação implacável".
Cerca de 15 mil pessoas foram mortas desde que o grupo extremista muçulmano Boko Haram (repúdio à educação ocidental) virou uma milícia e aderiu à luta armada, em 2009, para impor a lei islâmica na África Ocidental.
Em março de 2015, Shekau jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Desde então, o Boko Haram se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental. Depois do Estado Islâmico, é o grupo terrorista que mais mata no mundo.
O comandante no teatro de operações, general Ibrahim Attahiru, organizou os 2 mil soldados de elite em comandos de operações especiais capaz de realizar patrulhas e armar emboscada no interior profundo do país.
Ao saudar os soldados designados para a missão, o general Attahiru lembrou que depende deles o sucesso da Operação Lafiya Dole e deu sua receita para a vitória: "disciplina, inteligência, autoconfiança e uma determinação implacável".
Cerca de 15 mil pessoas foram mortas desde que o grupo extremista muçulmano Boko Haram (repúdio à educação ocidental) virou uma milícia e aderiu à luta armada, em 2009, para impor a lei islâmica na África Ocidental.
Em março de 2015, Shekau jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Desde então, o Boko Haram se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental. Depois do Estado Islâmico, é o grupo terrorista que mais mata no mundo.
Trump recua e culpa "ambos os lados" em Charlottesville
Durou pouco mais de 24 horas a condenação explícita do presidente Donald Trump aos grupos neonazistas que entraram em choque com militantes antifascistas no sábado em Charlottesville, no estado da Virgínia. Hoje o presidente dos Estados Unidos voltou a culpar "ambos os lados" pela violência.
Depois de ficar em silêncio durante dois dias, sob intensa pressão dentro de seu próprio partido, Trump responsabilizou ontem grupos de extrema direita e citou nominalmente a organização do Ku Klux Klan e os supremacistas brancos. Voltou atrás hoje para incluir o que chamou de extrema esquerda.
"Penso que há culpa dos dois lados", declarou o presidente em entrevista na Trump Tower, sua residência particular em Nova York. "Você tinha de um lado um grupo que era ruim e do outro lado um grupo que também era violento e ninguém quer dizer isso, mas eu vou dizer agora. Você tinha um grupo do outro lado que não tinha permissão [para protestar] e saiu atacando. Eles foram muito violentos."
Sempre rápido ao atacar inimigos reais ou imaginários e a denunciar terroristas islâmicos, desta vez o presidente justificou a demora de dois dias para culpar os supremacistas brancos com base na cautela: "Antes de fazer uma declaração, preciso saber dos fatos." Ele não chamou o jovem que jogou um carro contra manifestantes antifascistas de terrorista.
No sábado, o presidente afirmou: "Condenamos nos termos mais fortes possíveis esta demonstração escandalosa de ódio, violência e intolerância de muitos lados." E repetiu: "muitos lados".
Desde então, quatro altos dirigentes industriais deixaram o Conselho Manufatureiro Americano, um órgão cosultivo da Casa Branca. Raivoso, Trump disse que eles saíram do governo "porque não estão levando seu trabalho a sério em relação a este país. Estão saindo constrangidos porque fabricam seus produtos no exterior."
Em seguida, o presidente argumentou que muitos manifestantes não eram neonazistas, estavam lá simplesmente protestando contra a remoção da estátua do general Robert Lee, comandante militar dos estados do Sul que lutaram para manter a escravidão e dividir os EUA na Guerra da Secessão (1861-65), o pior conflito armado da história do país, com mais de 600 mil mortes.
"Eu condenei os neonazistas", alegou Trump. "Condenei vários grupos diferentes. Mas nem todas aquelas pessoas eram neonazistas, acreditem em mim. Nem todas aquelas pessoas eram supremacistas brancos, em nenhuma medida. Aquelas pessoas estavam lá porque decidiram protestar contra a retirada da estátua de Robert Lee."
Trump questionou a remoção dos símbolos da Confederação, que lutou contra as forças abolicionistas da União, liderada pelo presidente Abraham Lincoln, dizendo que os presidentes e fundadores dos EUA George Washington e Thomas Jefferon tinham escravos: "George Washington será o próximo? Onde isso vai parar?"
Mais uma vez, o presidente acusou os jornalistas de distorcerem a realidade: "O que dizer da ultraesquerda que chegou atacando o que vocês chamam de ultradireita? O que dizer do fato que eles chegaram atacando com porretes na mão?"
Imediatamente, foi elogiado pelo ex-líder do KKK David Duke, que estava na manifestação neonazista em Charlottesville: "Obrigado, presidente Donald Trump, por sua honestidade e coragem ao dizer a verdade sobre Charlottesville e condenar os terroristas de esquerda."
Sempre rápido ao atacar inimigos reais ou imaginários e a denunciar terroristas islâmicos, desta vez o presidente justificou a demora de dois dias para culpar os supremacistas brancos com base na cautela: "Antes de fazer uma declaração, preciso saber dos fatos." Ele não chamou o jovem que jogou um carro contra manifestantes antifascistas de terrorista.
No sábado, o presidente afirmou: "Condenamos nos termos mais fortes possíveis esta demonstração escandalosa de ódio, violência e intolerância de muitos lados." E repetiu: "muitos lados".
Desde então, quatro altos dirigentes industriais deixaram o Conselho Manufatureiro Americano, um órgão cosultivo da Casa Branca. Raivoso, Trump disse que eles saíram do governo "porque não estão levando seu trabalho a sério em relação a este país. Estão saindo constrangidos porque fabricam seus produtos no exterior."
Em seguida, o presidente argumentou que muitos manifestantes não eram neonazistas, estavam lá simplesmente protestando contra a remoção da estátua do general Robert Lee, comandante militar dos estados do Sul que lutaram para manter a escravidão e dividir os EUA na Guerra da Secessão (1861-65), o pior conflito armado da história do país, com mais de 600 mil mortes.
"Eu condenei os neonazistas", alegou Trump. "Condenei vários grupos diferentes. Mas nem todas aquelas pessoas eram neonazistas, acreditem em mim. Nem todas aquelas pessoas eram supremacistas brancos, em nenhuma medida. Aquelas pessoas estavam lá porque decidiram protestar contra a retirada da estátua de Robert Lee."
Trump questionou a remoção dos símbolos da Confederação, que lutou contra as forças abolicionistas da União, liderada pelo presidente Abraham Lincoln, dizendo que os presidentes e fundadores dos EUA George Washington e Thomas Jefferon tinham escravos: "George Washington será o próximo? Onde isso vai parar?"
Mais uma vez, o presidente acusou os jornalistas de distorcerem a realidade: "O que dizer da ultraesquerda que chegou atacando o que vocês chamam de ultradireita? O que dizer do fato que eles chegaram atacando com porretes na mão?"
Imediatamente, foi elogiado pelo ex-líder do KKK David Duke, que estava na manifestação neonazista em Charlottesville: "Obrigado, presidente Donald Trump, por sua honestidade e coragem ao dizer a verdade sobre Charlottesville e condenar os terroristas de esquerda."
Macron chega aos 100 dias com impopularidade recorde
Ao completar 100 dias no cargo, o jovem presidente Emmanuel Macron registra a maior queda de popularidade de um chefe da Estado da França. Em junho, quando seu partido República em Marcha conquistou maioria absoluta na Assembleia Nacional, Macron tinha o apoio de 64%. Hoje, só 36% estão satisfeitos com o presidente francês, enquanto 64% o desaprovam.
Na mesma pesquisa do Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop), em julho, Macron tinha 54% a favor. Isso indica que a queda mais forte foi recente. Seu antecessor, François Hollande, chegou aos 100 dias com 46% de aprovação e 54% da rejeição.
A lua de mel foi rápida. O mais jovem líder francês desde o imperador Napoleão Bonaparte foi acusado de bonapartismo e perdeu apoio à direita ao discutir publicamente com o comandante-em-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Pierre de Villiers, que criticou os cortes orçamentários e caiu.
Em setembro, depois da volta dos franceses das férias de verão no Hemisfério Norte, Macron terá de enfrentar os protestos dos sindicatos e das ruas contra sua proposta da reforma da Lei do Trabalho, que na França é maior do que a Bíblia. A reforma trabalhista foi uma das promessas de campanha de Macron.
Na mesma pesquisa do Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop), em julho, Macron tinha 54% a favor. Isso indica que a queda mais forte foi recente. Seu antecessor, François Hollande, chegou aos 100 dias com 46% de aprovação e 54% da rejeição.
A lua de mel foi rápida. O mais jovem líder francês desde o imperador Napoleão Bonaparte foi acusado de bonapartismo e perdeu apoio à direita ao discutir publicamente com o comandante-em-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Pierre de Villiers, que criticou os cortes orçamentários e caiu.
Em setembro, depois da volta dos franceses das férias de verão no Hemisfério Norte, Macron terá de enfrentar os protestos dos sindicatos e das ruas contra sua proposta da reforma da Lei do Trabalho, que na França é maior do que a Bíblia. A reforma trabalhista foi uma das promessas de campanha de Macron.
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segunda-feira, 14 de agosto de 2017
"China não vai permitir guerra na sua fronteira", diz cônsul no Rio
A China não acredita que o atual tiroteio verbal entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte desande numa guerra. Defende a desnuclearização da Península da Coreia, uma solução pacífica e a estabilidade, afirmou hoje o cônsul geral no Rio de Janeiro, Li Yang.
"Duvido que eles vão à guerra", declarou o cônsul-geral chinês ao participar do seminário A China no Cenário Internacional, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). "A China não permitir que ninguém faça guerra na sua fronteira", numa clara advertência aos EUA.
O jornal oficial chinês Global Times já avisou: se a Coreia do Norte atacar, a China fica neutra; se os EUA ou a Coreia do Sul agredirem, a China vai defender a Coreia do Norte.
Li lembrou que havia uma negociação em andamento depois da visita do presidente Bill Clinton e seu encontro com o fundador da Coreia do Norte, o Grande Líder Kim Il Sung, em 1994. Com a chegada de George W. Bush à Casa Branca, em 2001, a possibilidade de um acordo acabou.
"Estivemos perto em vários momentos. Quando chegamos perto, os EUA tomam medidas para reescalar", criticou o cônsul chinês.
Em artigo no jornal The Wall Street Journal no sábado passado, o ex-secretário de Estado Henry Kissinger, arquiteto da reaproximação EUA-China em 1971, argumentou que a solução pacífica da crise norte-coreana depende de uma convergência dos interesses estratégicos das duas grandes potências.
Ambas têm interesse na desnuclearização da Península Coreana para evitar uma corrida armamentista nuclear no Leste da Ásia, onde Japão, Coreia do Sul, Vietnã e outros países poderiam desenvolver armas atômicas.
"Se esse foco de conflito desaparecer, não haverá mais necessidade de tropas americanas na Península Coreana", comentou Li. Seria um elemento de barganha da China.
Kissinger teme que a desnuclearização leve ao colapso do regime norte-coreano. Ele entende que EUA e China precisam formular uma visão comum sobre o futuro da Coreia, se serão mantidos dois países ou a península será reunificada.
Outro ponto importante para a China é o desmantelamento do sistema de defesa antimísseis instalado na Coreia do Sul para proteger o país dos mísseis norte-coreanos. No futuro, pode ser usado contra a China em caso de conflito com os EUA.
Sobre a mobilização do Exército da Índia numa região da fronteira entre os dois países disputada desde a guerra civil de 1962, o consul insistiu que a China é a favor da solução pacífica de todos os conflitos. Mas fez uma advertência: "Se nossa terra for invadida ou ocupada, não teremos escolha."
"Duvido que eles vão à guerra", declarou o cônsul-geral chinês ao participar do seminário A China no Cenário Internacional, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). "A China não permitir que ninguém faça guerra na sua fronteira", numa clara advertência aos EUA.
O jornal oficial chinês Global Times já avisou: se a Coreia do Norte atacar, a China fica neutra; se os EUA ou a Coreia do Sul agredirem, a China vai defender a Coreia do Norte.
Li lembrou que havia uma negociação em andamento depois da visita do presidente Bill Clinton e seu encontro com o fundador da Coreia do Norte, o Grande Líder Kim Il Sung, em 1994. Com a chegada de George W. Bush à Casa Branca, em 2001, a possibilidade de um acordo acabou.
"Estivemos perto em vários momentos. Quando chegamos perto, os EUA tomam medidas para reescalar", criticou o cônsul chinês.
Em artigo no jornal The Wall Street Journal no sábado passado, o ex-secretário de Estado Henry Kissinger, arquiteto da reaproximação EUA-China em 1971, argumentou que a solução pacífica da crise norte-coreana depende de uma convergência dos interesses estratégicos das duas grandes potências.
Ambas têm interesse na desnuclearização da Península Coreana para evitar uma corrida armamentista nuclear no Leste da Ásia, onde Japão, Coreia do Sul, Vietnã e outros países poderiam desenvolver armas atômicas.
"Se esse foco de conflito desaparecer, não haverá mais necessidade de tropas americanas na Península Coreana", comentou Li. Seria um elemento de barganha da China.
Kissinger teme que a desnuclearização leve ao colapso do regime norte-coreano. Ele entende que EUA e China precisam formular uma visão comum sobre o futuro da Coreia, se serão mantidos dois países ou a península será reunificada.
Outro ponto importante para a China é o desmantelamento do sistema de defesa antimísseis instalado na Coreia do Sul para proteger o país dos mísseis norte-coreanos. No futuro, pode ser usado contra a China em caso de conflito com os EUA.
Sobre a mobilização do Exército da Índia numa região da fronteira entre os dois países disputada desde a guerra civil de 1962, o consul insistiu que a China é a favor da solução pacífica de todos os conflitos. Mas fez uma advertência: "Se nossa terra for invadida ou ocupada, não teremos escolha."
Trump condena neonazistas com dois dias de atraso
Dois dias depois dos acontecimentos em Charlottesville, sob intensa pressão de seu próprio Partido Republicano, visivelmente a contragosto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, finalmente condenou expressamente os grupos de ultradireita responsáveis pela violência que deixou três mortos, "inclusive o Ku Klux Klan, os neonazistas e supremacistas brancos".
"O racismo é um mal", declarou Trump, "e aqueles que causam violência em seu nome são bandidos e criminosos, inclusive o Ku Klux Klan, neonazistas, supremacistas brancos e outros grupos repugnantes diante do que consideramos mais caro como americanos."
Horas antes de sua declaração conciliatória, onde usou as palavras "amor", "alegria" e "justiça", o presidente havia atacado duramente no Twitter o diretor-geral do grupo Merck, Ken Frasier, que abandonou o Conselho Manufatureiro Americano, órgão consultivo da Casa Branca, em protesto contra "a intolerância e o extremismo".
Isso indica que Trump foi fortemente pressionado para condenar o racismo e os grupos supremacistas brancos explicitamente, depois de fazer uma acusação genérica de intolerância e extremismo de "muitas partes".
Trump relutou porque os grupos racistas de extrema direita fazem parte do núcleo duro de sua base de apoio. O ex-líder do KKK David Duke reclamou do presidente, lembrando que "ele foi eleito pelos americanos brancos, não por radicais de esquerda".
A campanha de Trump resgatou a legitimidade desses grupos e em nenhum momento, pelo menos até agora, ele havia se distanciado claramente desses partidários extremistas.
"O racismo é um mal", declarou Trump, "e aqueles que causam violência em seu nome são bandidos e criminosos, inclusive o Ku Klux Klan, neonazistas, supremacistas brancos e outros grupos repugnantes diante do que consideramos mais caro como americanos."
Horas antes de sua declaração conciliatória, onde usou as palavras "amor", "alegria" e "justiça", o presidente havia atacado duramente no Twitter o diretor-geral do grupo Merck, Ken Frasier, que abandonou o Conselho Manufatureiro Americano, órgão consultivo da Casa Branca, em protesto contra "a intolerância e o extremismo".
Isso indica que Trump foi fortemente pressionado para condenar o racismo e os grupos supremacistas brancos explicitamente, depois de fazer uma acusação genérica de intolerância e extremismo de "muitas partes".
Trump relutou porque os grupos racistas de extrema direita fazem parte do núcleo duro de sua base de apoio. O ex-líder do KKK David Duke reclamou do presidente, lembrando que "ele foi eleito pelos americanos brancos, não por radicais de esquerda".
A campanha de Trump resgatou a legitimidade desses grupos e em nenhum momento, pelo menos até agora, ele havia se distanciado claramente desses partidários extremistas.
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Líder empresarial negro deixa o governo Trump
Diante da ambiguidade do presidente em relação à passeata neonazista do fim de semana, o diretor-geral do grupo Merck, Kenneth Frasier, saiu hoje do Conselho Manufatureiro Americano do governo Donald Trump, dizendo que estava tomando uma posição contra a intolerância e o extremismo, noticiou a jornal digital The Huffington Post.
A primeira reação do presidente foi atacar o executivo no Twitter, disparando que agora Frasier teria mais tempo para pensar nos preços abusivos dos medicamentos.
Horas depois, finalmente, dois dias depois da manifestação de supremacistas brancos em Charlottesville, uma cidade universitária do estado da Virgínia, Trump denunciou nominalmente a organização racista Ku Klux Klan, os neonazistas e os supremacistas brancos, responsabilizando-os pela violência. Logo após os acontecimentos, o presidente havia condenado o "fanatismo e a violência" de "muitas partes" - e repetido "muitas partes".
A primeira reação do presidente foi atacar o executivo no Twitter, disparando que agora Frasier teria mais tempo para pensar nos preços abusivos dos medicamentos.
Horas depois, finalmente, dois dias depois da manifestação de supremacistas brancos em Charlottesville, uma cidade universitária do estado da Virgínia, Trump denunciou nominalmente a organização racista Ku Klux Klan, os neonazistas e os supremacistas brancos, responsabilizando-os pela violência. Logo após os acontecimentos, o presidente havia condenado o "fanatismo e a violência" de "muitas partes" - e repetido "muitas partes".
domingo, 13 de agosto de 2017
Prefeito critica Trump por não condenar neonazistas
Um dia depois do conflito entre neonazistas e antifascistas em Charlottesville, na Virgínia, o prefeito democrata Michael Signer criticou hoje as "repetidas falhas" do presidente Donald Trump ao não condenar explicitamente os supremacistas brancos que invadiram a cidade.
"Vejam a campanha que ele fez. Vejam a aproximação a grupos supremacistas brancos, nacionalistas brancos", declarou o prefeito de Charlottesville em entrevista à televisão americana CNN.
O movimento Una a Direita convocou uma manifestação de protesto contra a remoção de uma estátua do general Robert Lee, comandante militar dos Estados Confederados do Sul, que lutaram para manter a escravidão e dividir os Estados Unidos na Guerra da Secessão (1861-65).
Quando viram símbolos nazistas, da organização racista Ku Klux Klan e da campanha de Trump no coração de uma cidade universitária americana, ativistas liberais, esquerdistas e antifascistas decidiram reagir.
Houve confronto e confusão. Um homem jogou um carro contra um grupo de manifestantes antifascistas, matando uma mulher de 32 anos e ferindo outras 19 pessoas.
Ao comentar o caso, Trump condenou a violência, o fanatismo e a intolerância de "muitas partes", generalizando, sem responsabilizar explicitamente os neonazistas.
"Vejam a campanha que ele fez. Vejam a aproximação a grupos supremacistas brancos, nacionalistas brancos", declarou o prefeito de Charlottesville em entrevista à televisão americana CNN.
O movimento Una a Direita convocou uma manifestação de protesto contra a remoção de uma estátua do general Robert Lee, comandante militar dos Estados Confederados do Sul, que lutaram para manter a escravidão e dividir os Estados Unidos na Guerra da Secessão (1861-65).
Quando viram símbolos nazistas, da organização racista Ku Klux Klan e da campanha de Trump no coração de uma cidade universitária americana, ativistas liberais, esquerdistas e antifascistas decidiram reagir.
Houve confronto e confusão. Um homem jogou um carro contra um grupo de manifestantes antifascistas, matando uma mulher de 32 anos e ferindo outras 19 pessoas.
Ao comentar o caso, Trump condenou a violência, o fanatismo e a intolerância de "muitas partes", generalizando, sem responsabilizar explicitamente os neonazistas.
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sábado, 12 de agosto de 2017
Manifestação neonazista termina com três mortes nos EUA
O governador Terry McAuliffe decretou estado de emergência no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, depois que uma manifestação neonazista provocou em conflito com ativistas antifascistas na cidade universitária de Charlottesville. Pelo menos três pessoas morreram e dezenove saíram feridas, informou o boletim de notícias The Hill.
"Vão embora para casa e não voltem", declarou o governador dirigindo-se aos "nazistas e supremacistas brancos": "Parem de atacar os outros. Este país é forte por sua diversidade e precisa de união."
Com símbolos nazistas, do Ku Klux Klan, da Confederação e da campanha de Donald Trump, os supremacistas brancos se reuniram em Charlottesville para protestar contra a remoção de uma estátua do general Robert Lee, comandante militar dos estados confederados do Sul, que lutavam na Guerra da Secessão para dividir o país e manter a escravidão.
Os radicais de direita se reuniram na sexta-feira à noite no campus da Universidade da Virgínia em Charlottesville. Eles gritaram palavras de ordem contra negros, gays, judeus e latino-americanos, e brandiram tochas como as usadas pelo KKK para queimar negros em fogueiras.
As imagens de neonazistas brancos com tochas, símbolos neonazistas e do KKK, e armas no centro de uma cidade universitária dos EUA logo se espalharam nas redes sociais e provocaram a mobilização de ativistas antifascistas que decidiram enfrentar os extremistas de direita.
Hoje, os extremistas de direita marchavam rumo ao Parque da Emancipação (dos escravos), antes conhecido como Parque Lee quando foram confrontados pelos antifascistas e a violência explodiu.
Quando os ativistas antirracistas festejavam, depois de dispersar a manifestação dos supremacistas brancos, um carro acelerou sobre a multidão. Uma mulher de 32 foi atropelada e morta. Dezenove pessoas saíram feridas. A polícia prendeu James Alex Fields Jr., de 20 anos.
O líder supremacista branco Richard Spencer prometeu voltar a Charlottesville, enquanto o ex-líder do Klan David Duke desafiou o presidente Trump, alegando que ele foi eleito por "americanos brancos e não por radicais de esquerda".
Os outros dois mortos eram policiais que estavam num helicóptero que caiu quando acompanhava os protestos.
Trump fez uma declaração genérica condenando a violência. Está sendo criticado por não apontar claramente de onde partiu a violência, de equiparar os neonazistas aos ativistas liberais que decidiram enfrentá-los.
"Vão embora para casa e não voltem", declarou o governador dirigindo-se aos "nazistas e supremacistas brancos": "Parem de atacar os outros. Este país é forte por sua diversidade e precisa de união."
Com símbolos nazistas, do Ku Klux Klan, da Confederação e da campanha de Donald Trump, os supremacistas brancos se reuniram em Charlottesville para protestar contra a remoção de uma estátua do general Robert Lee, comandante militar dos estados confederados do Sul, que lutavam na Guerra da Secessão para dividir o país e manter a escravidão.
Os radicais de direita se reuniram na sexta-feira à noite no campus da Universidade da Virgínia em Charlottesville. Eles gritaram palavras de ordem contra negros, gays, judeus e latino-americanos, e brandiram tochas como as usadas pelo KKK para queimar negros em fogueiras.
As imagens de neonazistas brancos com tochas, símbolos neonazistas e do KKK, e armas no centro de uma cidade universitária dos EUA logo se espalharam nas redes sociais e provocaram a mobilização de ativistas antifascistas que decidiram enfrentar os extremistas de direita.
Hoje, os extremistas de direita marchavam rumo ao Parque da Emancipação (dos escravos), antes conhecido como Parque Lee quando foram confrontados pelos antifascistas e a violência explodiu.
Quando os ativistas antirracistas festejavam, depois de dispersar a manifestação dos supremacistas brancos, um carro acelerou sobre a multidão. Uma mulher de 32 foi atropelada e morta. Dezenove pessoas saíram feridas. A polícia prendeu James Alex Fields Jr., de 20 anos.
O líder supremacista branco Richard Spencer prometeu voltar a Charlottesville, enquanto o ex-líder do Klan David Duke desafiou o presidente Trump, alegando que ele foi eleito por "americanos brancos e não por radicais de esquerda".
Os outros dois mortos eram policiais que estavam num helicóptero que caiu quando acompanhava os protestos.
Trump fez uma declaração genérica condenando a violência. Está sendo criticado por não apontar claramente de onde partiu a violência, de equiparar os neonazistas aos ativistas liberais que decidiram enfrentá-los.
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China toma posição no conflito EUA-Coreia do Norte
Através de um de seus porta-vozes mais radicais, o jornal Global Times, o regime comunista da China anunciou sua posição no conflito entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte. Se a ditadura stalinista norte-coreana atacar, a China ficará neutra. Se os EUA ou a Coreia do Sul iniciarem a guerra, a China vai defender a Coreia do Norte.
Assim, uma ação unilateral, um ataque preventivo, vai colocar os EUA em conflito com a China. O regime comunista chinês não vai aceitar que os americanos imponham uma solução para um problema estratégico na sua fronteira.
Pelo mesmo motivo, para não ter uma Coreia unificada com tropas americanas na sua fronteira, a recém-criada República Popular da China entrou na Guerra da Coreia (1950-53), em setembro de 1950, e conseguiu seu objetivo estratégico de empurrar as forças lideradas pelos EUA para o sul do paralelo 38º Norte.
A China é o país-chave para uma solução pacífica da questão norte-coreana. Em artigo no jornal The Wall Street Journal, o ex-secretário de Estado Henry Kissinger, arquiteto da reaproximação dos dois países em 1971, afirmou que uma saída diplomática depende de uma fusão dos objetivos da China e dos EUA num "consenso operacional".
Há mais de 20 anos, os EUA relutam em usar a força, mas não conseguem impedir a Coreia do Norte de fabricar bombas atômicas. Em 1994, no governo Bill Clinton, o Departamento de Estado estimou em 1 milhão o total de mortos numa nova guerra da Coreia. Agora, o secretário da Defesa, James Mattis, descreveu a possibilidade de guerra na Península Coreana como "catastrófica".
No fim do governo Clinton, Washington e Pionguiangue estiveram perto de um acordo de paz para acabar com a primeira Guerra da Coreia, declarou ao jornal The New York Times um diplomata americano envolvido nas negociações.
A denúncia a um "eixo do mal" formado por Irã, Iraque e Coreia do Norte, feita no Discurso sobre o Estado da União do presidente George W. Bush, em 29 de janeiro de 2002, acabou com a negociação.
Ao atacar o Iraque de Saddam Hussein, que não tinha armas de destruição em massa, a Coreia do Norte e o Irã aceleraram seus programas nucleares. Com a queda, em 2011, do ditador Muamar Kadafi, na Líbia, que abrira mão de seu programa nuclear, o novo ditador norte-coreano, Kim Jong Un, decidiu fazer armas atômicas como garantia de sobrevivência do regime.
Como uma guerra com os EUA, nuclear ou não, seria o fim do regime, a esperança de paz está na racionalidade do terceiro Kim a governar a República Popular Democrática da Coreia desde sua fundação, em 1948.
O país mais afetado além das duas Coreias seria a China, que tem interesse direto no desarmamento nuclear da Coreia do Norte para evitar uma onda de proliferação no Leste da Ásia, onde Japão, Coreia do Sul e o Vietnã podem entender que sua defesa depende de armas atômicas.
A ditadura norte-coreana investiu tanto no programa nuclear, enquanto seu povo vive na miséria e na fome, que abandonar ou cortar substancialmente o investimento em armas atômicas pode gerar a queda do regime stalinista de Pionguiangue.
Por temor de colapso do regime, a China mantém o status quo. É responsável por 85% do comércio exterior norte-coreano. O governo de Beijim teme tanto o caos e a desintegração da Coreia do Norte, e seu impacto sobre a crise social chinesa, quanto a segurança da fronteira nordeste.
Deste modo, a China tem interesse não apenas na desnuclearização da Coreia do Norte, mas no futuro do país. O regime comunista vai cair? Como será a reunificação com a Coreia do Sul? Em que termos? As tropas dos EUA, hoje 28 mil, ficam?
Sem um acordo entre China e EUA, não haverá desnuclearização da Coreia do Norte, advertiu Kissinger, acrescentando que a Coreia do Sul e o Japão também precisam participar do processo.
Assim, uma ação unilateral, um ataque preventivo, vai colocar os EUA em conflito com a China. O regime comunista chinês não vai aceitar que os americanos imponham uma solução para um problema estratégico na sua fronteira.
Pelo mesmo motivo, para não ter uma Coreia unificada com tropas americanas na sua fronteira, a recém-criada República Popular da China entrou na Guerra da Coreia (1950-53), em setembro de 1950, e conseguiu seu objetivo estratégico de empurrar as forças lideradas pelos EUA para o sul do paralelo 38º Norte.
A China é o país-chave para uma solução pacífica da questão norte-coreana. Em artigo no jornal The Wall Street Journal, o ex-secretário de Estado Henry Kissinger, arquiteto da reaproximação dos dois países em 1971, afirmou que uma saída diplomática depende de uma fusão dos objetivos da China e dos EUA num "consenso operacional".
Há mais de 20 anos, os EUA relutam em usar a força, mas não conseguem impedir a Coreia do Norte de fabricar bombas atômicas. Em 1994, no governo Bill Clinton, o Departamento de Estado estimou em 1 milhão o total de mortos numa nova guerra da Coreia. Agora, o secretário da Defesa, James Mattis, descreveu a possibilidade de guerra na Península Coreana como "catastrófica".
No fim do governo Clinton, Washington e Pionguiangue estiveram perto de um acordo de paz para acabar com a primeira Guerra da Coreia, declarou ao jornal The New York Times um diplomata americano envolvido nas negociações.
A denúncia a um "eixo do mal" formado por Irã, Iraque e Coreia do Norte, feita no Discurso sobre o Estado da União do presidente George W. Bush, em 29 de janeiro de 2002, acabou com a negociação.
Ao atacar o Iraque de Saddam Hussein, que não tinha armas de destruição em massa, a Coreia do Norte e o Irã aceleraram seus programas nucleares. Com a queda, em 2011, do ditador Muamar Kadafi, na Líbia, que abrira mão de seu programa nuclear, o novo ditador norte-coreano, Kim Jong Un, decidiu fazer armas atômicas como garantia de sobrevivência do regime.
Como uma guerra com os EUA, nuclear ou não, seria o fim do regime, a esperança de paz está na racionalidade do terceiro Kim a governar a República Popular Democrática da Coreia desde sua fundação, em 1948.
O país mais afetado além das duas Coreias seria a China, que tem interesse direto no desarmamento nuclear da Coreia do Norte para evitar uma onda de proliferação no Leste da Ásia, onde Japão, Coreia do Sul e o Vietnã podem entender que sua defesa depende de armas atômicas.
A ditadura norte-coreana investiu tanto no programa nuclear, enquanto seu povo vive na miséria e na fome, que abandonar ou cortar substancialmente o investimento em armas atômicas pode gerar a queda do regime stalinista de Pionguiangue.
Por temor de colapso do regime, a China mantém o status quo. É responsável por 85% do comércio exterior norte-coreano. O governo de Beijim teme tanto o caos e a desintegração da Coreia do Norte, e seu impacto sobre a crise social chinesa, quanto a segurança da fronteira nordeste.
Deste modo, a China tem interesse não apenas na desnuclearização da Coreia do Norte, mas no futuro do país. O regime comunista vai cair? Como será a reunificação com a Coreia do Sul? Em que termos? As tropas dos EUA, hoje 28 mil, ficam?
Sem um acordo entre China e EUA, não haverá desnuclearização da Coreia do Norte, advertiu Kissinger, acrescentando que a Coreia do Sul e o Japão também precisam participar do processo.
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Trump adverte Coreia do Norte: armas estão "carregadas e engatilhadas"
Em sua escalada verbal com a ditadura comunista da Coreia do Norte, o presidente Donald Trump afirmou hoje de manhã no Twitter que as Forças Armadas dos Estados Unidos estão prontas para a guerra e à tarde esperar que os norte-coreanos entendam a gravidade da advertência.
"As soluções militares estão totalmente preparadas, carregadas e engatilhadas, se a Coreia do Norte agir insensatamente", disparou Trump no Twitter ao amanhecer. "Espero que Kim Jong Un encontre outro caminho.
Durante entrevista no seu clube de golfe em Bedminster, no estado de Nova Jérsei, Trump visou diretamente o ditador Kim Jong Un: "Este cara não vai escapar depois do que está fazendo. Se fizer uma ameaça clara ou qualquer ação contra a ilha de Guam, território dos EUA, ele vai lamentar e lamentar rapidamente."
Apesar da retórica inflamada do presidente, os militares americanos não dão sinais de que estejam se preparando para uma guerra. Trump tenta ganhar no grito. Com um discurso inflamado, acredita estar agindo mais com firmeza do que seus antecessores, que não conseguiram parar o programa nuclear militar norte-coreano.
Desde 2006, a Coreia do Norte fez cinco testes nucleares e dezenas de testes de mísseis. Os últimos, de mísseis de longo alcance, indicariam capacidade de atingir o território continental dos EUA. Isso provocou o tiroteio verbal de Trump.
Uma guerra não interessa a ninguém. Para a ditadura stalinista de Pionguiangue, seria uma derrota certa e o fim. Numa simulação feita pelo Departamento da Defesa dos EUA em 1994 a pedido do então presidente, Bill Clinton, a estimativa seria de mais de um milhão de mortes.
Só com o arsenal convencional, o regime comunista norte-coreano tem condições de arrasar Seul, a capital da Coreia do Sul, uma cidade de 10 milhões de habitantes. Mesmo em caso de vitória, o custo de reconstrução e de reunificação da Coreia seria tremendo para o Sul abalando o extraordinário desenvolvimento econômico das últimas décadas e o atual nível de riqueza.
Para a China, além do risco de uma guerra nuclear em sua fronteira, poderia haver uma onda de refugiados norte-coreanos e a reunificação da Península Coreana sob o controle da Coreia do Sul, onde há 28 mil soldados americanos, uma presença militar que vem desde a Guerra da Coreia (1950-53).
Os EUA lutaram a Guerra da Coreia com um mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que a União Soviética boicotava por causa da exclusão da China comunista, para reunificar o país. Quando as tropas americanas e aliados cruzaram o paralelo 38º Norte, o Exército Popular de Libertação da China atravessou o rio Yalu e entrou na guerra.
Dentro da Guerra da Coreia, houve uma guerra entre os EUA e a China, vencida pela China, que conseguiu empurrar os americanos de volta para baixo do paralelo 38º Norte, restaurando o status quo anterior à guerra, iniciada quando o avô de Kim Jong Un, o Grande Líder Kim Il Sung, invadiu o Sul.
Desde então, não houve mais guerras entre os EUA e a China. Com a ascensão da China a superpotência, seria uma guerra hoje de consequências catastróficas, tema de A Armadilha de Tucídides, último livro do professor Graham Allison, da Universidade de Harvard, autor do clássico The Essence of Decision, sobre a Crise dos Mísseis em Cuba, em 1962.
"As soluções militares estão totalmente preparadas, carregadas e engatilhadas, se a Coreia do Norte agir insensatamente", disparou Trump no Twitter ao amanhecer. "Espero que Kim Jong Un encontre outro caminho.
Durante entrevista no seu clube de golfe em Bedminster, no estado de Nova Jérsei, Trump visou diretamente o ditador Kim Jong Un: "Este cara não vai escapar depois do que está fazendo. Se fizer uma ameaça clara ou qualquer ação contra a ilha de Guam, território dos EUA, ele vai lamentar e lamentar rapidamente."
Apesar da retórica inflamada do presidente, os militares americanos não dão sinais de que estejam se preparando para uma guerra. Trump tenta ganhar no grito. Com um discurso inflamado, acredita estar agindo mais com firmeza do que seus antecessores, que não conseguiram parar o programa nuclear militar norte-coreano.
Desde 2006, a Coreia do Norte fez cinco testes nucleares e dezenas de testes de mísseis. Os últimos, de mísseis de longo alcance, indicariam capacidade de atingir o território continental dos EUA. Isso provocou o tiroteio verbal de Trump.
Uma guerra não interessa a ninguém. Para a ditadura stalinista de Pionguiangue, seria uma derrota certa e o fim. Numa simulação feita pelo Departamento da Defesa dos EUA em 1994 a pedido do então presidente, Bill Clinton, a estimativa seria de mais de um milhão de mortes.
Só com o arsenal convencional, o regime comunista norte-coreano tem condições de arrasar Seul, a capital da Coreia do Sul, uma cidade de 10 milhões de habitantes. Mesmo em caso de vitória, o custo de reconstrução e de reunificação da Coreia seria tremendo para o Sul abalando o extraordinário desenvolvimento econômico das últimas décadas e o atual nível de riqueza.
Para a China, além do risco de uma guerra nuclear em sua fronteira, poderia haver uma onda de refugiados norte-coreanos e a reunificação da Península Coreana sob o controle da Coreia do Sul, onde há 28 mil soldados americanos, uma presença militar que vem desde a Guerra da Coreia (1950-53).
Os EUA lutaram a Guerra da Coreia com um mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que a União Soviética boicotava por causa da exclusão da China comunista, para reunificar o país. Quando as tropas americanas e aliados cruzaram o paralelo 38º Norte, o Exército Popular de Libertação da China atravessou o rio Yalu e entrou na guerra.
Dentro da Guerra da Coreia, houve uma guerra entre os EUA e a China, vencida pela China, que conseguiu empurrar os americanos de volta para baixo do paralelo 38º Norte, restaurando o status quo anterior à guerra, iniciada quando o avô de Kim Jong Un, o Grande Líder Kim Il Sung, invadiu o Sul.
Desde então, não houve mais guerras entre os EUA e a China. Com a ascensão da China a superpotência, seria uma guerra hoje de consequências catastróficas, tema de A Armadilha de Tucídides, último livro do professor Graham Allison, da Universidade de Harvard, autor do clássico The Essence of Decision, sobre a Crise dos Mísseis em Cuba, em 1962.
Trump não descarta intervenção militar na Venezuela
Em uma declaração que ajuda mais o ditador Nicolás Maduro do que a oposição, o presidente Donald Trump admitiu hoje a possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela.
Ao falar sobre a crise com a Coreia do Norte em seu clube de golfe em Bedminster, no estado de Nova Jérsei, o presidente americano ameaçou mais uma vez usar a força contra a ditadura comunista norte-coreano e, provocado pelos repórteres, não descartou uma ação militar contra o regime chavista.
"Os EUA têm soldados no mundo inteiro, mas a Venezuela fica perto. É um país vizinho", acrescentou, como quem considera fácil invadir um país da América Latina.
Com sua declaração inconsequente, já que ninguém, a não ser os esquerdistas mais delirantes, imagina uma intervenção militar americana na Venezuela, Trump dá uma força para o Maduro, que culpa o imperialismo pela situação econômica desastrosa criada pelas políticas econômicas do regime chavista e seu "socialismo do século 21", inspirado por Cuba.
Ao falar sobre a crise com a Coreia do Norte em seu clube de golfe em Bedminster, no estado de Nova Jérsei, o presidente americano ameaçou mais uma vez usar a força contra a ditadura comunista norte-coreano e, provocado pelos repórteres, não descartou uma ação militar contra o regime chavista.
"Os EUA têm soldados no mundo inteiro, mas a Venezuela fica perto. É um país vizinho", acrescentou, como quem considera fácil invadir um país da América Latina.
Com sua declaração inconsequente, já que ninguém, a não ser os esquerdistas mais delirantes, imagina uma intervenção militar americana na Venezuela, Trump dá uma força para o Maduro, que culpa o imperialismo pela situação econômica desastrosa criada pelas políticas econômicas do regime chavista e seu "socialismo do século 21", inspirado por Cuba.
Índice de desemprego em Portugal cai para 8,8%
A taxa de desemprego em Portugal manteve a trajetória descendente iniciada no ano passado e caiu para 8,8% no segundo trimestre de 2017, dois pontos abaixo do índice registrado um ano antes, informou ontem o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Cerca de 62,5 mil pessoas conseguiram emprego de abril a junho deste ano, reduzindo o total de desempregados em 11,9% para 461,4 mil pessoas. Em um ano, 97,9 mil trabalhadores conseguiram emprego.
A população empregada, de 4,76 milhões de pessoas, cresceu 2,2% no trimestre. Na comparação anual, o avanço foi de 3,4%, o maior desde o quarto trimestre de 2013.
Entre os jovens de 15 a 24 anos, a taxa de desemprego ficou em 22,7%, 4,2 pontos percentuais a menos do que um ano antes. Na faixa de 15 a 34 anos, 10,8% estão desempregados e não estudam estudam, 1,9 ponto a menos do que em junho de 2016.
A proporção de desempregados há mais de um ano está em 59,2% do total, 4,9 pontos a menos do que no fim do primeiro semestre do ano passado.
No auge da crise econômica, no início de 2013, o índice de desemprego em Portugal atingiu um pico de 17,8%. Em fevereiro de 2017, depois de oito anos, caiu abaixo de 10%.
Cerca de 62,5 mil pessoas conseguiram emprego de abril a junho deste ano, reduzindo o total de desempregados em 11,9% para 461,4 mil pessoas. Em um ano, 97,9 mil trabalhadores conseguiram emprego.
A população empregada, de 4,76 milhões de pessoas, cresceu 2,2% no trimestre. Na comparação anual, o avanço foi de 3,4%, o maior desde o quarto trimestre de 2013.
Entre os jovens de 15 a 24 anos, a taxa de desemprego ficou em 22,7%, 4,2 pontos percentuais a menos do que um ano antes. Na faixa de 15 a 34 anos, 10,8% estão desempregados e não estudam estudam, 1,9 ponto a menos do que em junho de 2016.
A proporção de desempregados há mais de um ano está em 59,2% do total, 4,9 pontos a menos do que no fim do primeiro semestre do ano passado.
No auge da crise econômica, no início de 2013, o índice de desemprego em Portugal atingiu um pico de 17,8%. Em fevereiro de 2017, depois de oito anos, caiu abaixo de 10%.
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
Trump declara não ter sido suficientemente duro com a Coreia do Norte
Depois de ameaçar reagir às provocações da Coreia do Norte com "fogo e fúria" e uma força "jamais vistos", o presidente Donald Trump declarou hoje que "talvez não tenha sido suficientemente duro" com o ditador Kim Jong Un e o regime comunista de Pionguiangue, noticiou o jornal The New York Times.
Apesar das críticas de estar entrando na guerra verbal da ditadura stalinista norte-coreana, Trump se recusou a recuar para uma postura mais moderada. "Francamente, as pessoas estão questionando aquela declaração. Foi dura demais? Talvez não tenha sido suficientemente dura."
A seguir, o presidente dos Estados Unidos se justificou: "Eles estão fazendo isso com nosso país há anos, há muitos anos, e é hora de alguém se levantar pelo povo deste país e pelos povos de outros países. Então, talvez aquela declaração não tenha sido suficientemente dura."
Trump advertiu: "É bom a Coreia do Norte andar na linha, se não vai ter problemas como poucos países tiveram até hoje." Há dois dias, ele falou em "fogo e fúria", quando foi revelado que o programa nuclear norte-coreano conseguiu miniaturizar uma bomba atômica num tamanho que permite instalá-la num míssil e assim atingir um alvo distante como o território dos EUA.
Em resposta, a ditadura comunista de Pionguiangue anunciou a preparação de um ataque contra a ilha de Guam, uma possessão americana no Ocidente Pacífico onde os EUA bem uma base aérea e uma base naval.
Com tantas provocações e esta escalada retórica, sempre há o risco de um disparo acidental deflagrar um conflito armado, mas a guerra não interessa a ninguém. Seria o fim do regime comunista da Coreia do Norte e sua elite dirigente.
Se forem usadas armas nucleares, o total de mortos é estimado em mais de um milhão. A Coreia do Sul seria arrasada. Os EUA poderiam entrar em conflito com a China, que não quer uma guerra nuclear no seu quintal nem uma onda de refugiados ou uma Coreia unificada com tropas americanas junto à sua fronteira.
A Coreia do Sul, por sua vez, também não quer assumir o ônus da reunificação com o Norte miserável, tendo em vista o que aconteceu com a muito mais rica Alemanha. O governo de Seul prefere uma reforma econômica gradual que prepare o regime comunista para uma reunificação no futuro.
Apesar das críticas de estar entrando na guerra verbal da ditadura stalinista norte-coreana, Trump se recusou a recuar para uma postura mais moderada. "Francamente, as pessoas estão questionando aquela declaração. Foi dura demais? Talvez não tenha sido suficientemente dura."
A seguir, o presidente dos Estados Unidos se justificou: "Eles estão fazendo isso com nosso país há anos, há muitos anos, e é hora de alguém se levantar pelo povo deste país e pelos povos de outros países. Então, talvez aquela declaração não tenha sido suficientemente dura."
Trump advertiu: "É bom a Coreia do Norte andar na linha, se não vai ter problemas como poucos países tiveram até hoje." Há dois dias, ele falou em "fogo e fúria", quando foi revelado que o programa nuclear norte-coreano conseguiu miniaturizar uma bomba atômica num tamanho que permite instalá-la num míssil e assim atingir um alvo distante como o território dos EUA.
Em resposta, a ditadura comunista de Pionguiangue anunciou a preparação de um ataque contra a ilha de Guam, uma possessão americana no Ocidente Pacífico onde os EUA bem uma base aérea e uma base naval.
Com tantas provocações e esta escalada retórica, sempre há o risco de um disparo acidental deflagrar um conflito armado, mas a guerra não interessa a ninguém. Seria o fim do regime comunista da Coreia do Norte e sua elite dirigente.
Se forem usadas armas nucleares, o total de mortos é estimado em mais de um milhão. A Coreia do Sul seria arrasada. Os EUA poderiam entrar em conflito com a China, que não quer uma guerra nuclear no seu quintal nem uma onda de refugiados ou uma Coreia unificada com tropas americanas junto à sua fronteira.
A Coreia do Sul, por sua vez, também não quer assumir o ônus da reunificação com o Norte miserável, tendo em vista o que aconteceu com a muito mais rica Alemanha. O governo de Seul prefere uma reforma econômica gradual que prepare o regime comunista para uma reunificação no futuro.
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quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Trump afirma que arsenal nuclear dos EUA nunca foi tão poderoso
Um dia depois de ameaçar reagir com "fogo e fúria" e uma força "jamais vista" às provocações da Coreia do Norte, o presidente Donald Trump advertiu a ditadura comunista de Pionguiangue de que o arsenal nuclear dos Estados Unidos nunca foi tão poderoso.
"Jamais vai haver uma era em que não sejamos a nação mais poderosa do mundo", vangloriou-se o presidente americano, no que parece ser um recado à China. "Minha primeira ordem como presidente foi renovar e modernizar nosso arsenal nuclear. É hoje mais poderoso e mais forte do que nunca antes", gabou-se Trump no Twitter.
É mais uma mentira do presidente narcisista. A modernização do arsenal nuclear dos EUA em andamento é um projeto de US$ 1 trilhão do governo Barack Obama. Não seria realizável em seis meses de governo e está longe de terminar.
"Espero que nunca tenhamos de usar esse poderio, mas jamais vai haver uma era em que não sejamos a nação mais poderosa do mundo", acrescentou o presidente em outro tuíte.
Ontem, depois que o jornal The Washington Post revelou que o regime stalinista norte-coreano já tem capacidade de instalar uma bomba atômica na cabeça de um míssil de longo alcance, Trump interrompeu as férias em seu clube de golfe em Bedminster, em Nova Jérsei. Ele alertou o ditador Kim Jong Un de que suas ameaças foram "além do normal" e seriam respondidas com "fogo e fúria, e francamente com uma força como o mundo jamais viu".
Em resposta, a Coreia do Norte ameaçou atacar a ilha de Guam, no Oceano Pacífico, onde os EUA têm duas bases militares. Desde 2006, a ditadura de Pionguiangue fez seis testes nucleares. Só neste ano, mais de dez testes de mísseis balísticos.
Hoje fez 72 anos do segundo e último ataque nuclear da história, dos EUA contra a cidade de Nagasaki, no Japão, onde pelo menos 60 mil pessoas morreram na hora.
"Jamais vai haver uma era em que não sejamos a nação mais poderosa do mundo", vangloriou-se o presidente americano, no que parece ser um recado à China. "Minha primeira ordem como presidente foi renovar e modernizar nosso arsenal nuclear. É hoje mais poderoso e mais forte do que nunca antes", gabou-se Trump no Twitter.
É mais uma mentira do presidente narcisista. A modernização do arsenal nuclear dos EUA em andamento é um projeto de US$ 1 trilhão do governo Barack Obama. Não seria realizável em seis meses de governo e está longe de terminar.
"Espero que nunca tenhamos de usar esse poderio, mas jamais vai haver uma era em que não sejamos a nação mais poderosa do mundo", acrescentou o presidente em outro tuíte.
Ontem, depois que o jornal The Washington Post revelou que o regime stalinista norte-coreano já tem capacidade de instalar uma bomba atômica na cabeça de um míssil de longo alcance, Trump interrompeu as férias em seu clube de golfe em Bedminster, em Nova Jérsei. Ele alertou o ditador Kim Jong Un de que suas ameaças foram "além do normal" e seriam respondidas com "fogo e fúria, e francamente com uma força como o mundo jamais viu".
Em resposta, a Coreia do Norte ameaçou atacar a ilha de Guam, no Oceano Pacífico, onde os EUA têm duas bases militares. Desde 2006, a ditadura de Pionguiangue fez seis testes nucleares. Só neste ano, mais de dez testes de mísseis balísticos.
Hoje fez 72 anos do segundo e último ataque nuclear da história, dos EUA contra a cidade de Nagasaki, no Japão, onde pelo menos 60 mil pessoas morreram na hora.
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ONU denuncia tortura e abuso da força na Venezuela
O Alto Comissariado das Nações Unidas denunciou ontem o regime chavista da Venezuela por uso "generalizado e sistemático" de força excessiva contra manifestantes. Das 124 mortes registradas em manifestações de protesto e saques desde o início da abril, 46 foram atribuídas às forças de segurança e 27 às milícias chavistas conhecidas como coletivos.
Quase 2 mil pessoas saíram feridas e mais de 5 mil foram presas ilegalmente de abril a julho. A Procuradoria-Geral da Venezuela iniciou 450 investigações por violações dos direitos humanos cometidas por autoridades na repressão aos protestos de rua diários nas grandes cidades.
Nestes inquéritos, as forças policiais ou militares são acusadas de 23 mortes e 853 casos de lesões corporais graves. A tortura inclui choques elétricos, golpes com capacetes e cassetetes, ser pendurado pelas mãos amarradas por longos períodos, asfixia com gases, violência sexual e ameaças de morte.
"A responsabilidade por estas violações está nos mais altos níveis do governo", acusou o alto comissário Zeid Raad al-Hussein, "em meio ao colapso do Estado de Direito, com ataques constantes do governo contra a Assembleia Nacional e a Procuradoria-Geral".
Principal voz dissidente do chavismo, a procuradora-geral Luisa Ortega Díaz considerou a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte por Maduro inconstitucional, porque deveria haver um plebiscito sobre o tema, e uma traição à memória de Hugo Chávez, grande articulador da atual Constituição da República Bolivarista da Venezuela.
O Alto Comissariado também manifestou "séria preocupação" com as batidas policiais violentas em residências, muitas vezes sem ordem judicial, e denunciou as ameaças e pressões a jornalistas. "Exorto todas as partes a que renunciem ao uso da violência e tomem medidas para a estabelecer um diálogo político significativo", apelou o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, sem esconder o temor de uma "escalada na tensão".
Quase 2 mil pessoas saíram feridas e mais de 5 mil foram presas ilegalmente de abril a julho. A Procuradoria-Geral da Venezuela iniciou 450 investigações por violações dos direitos humanos cometidas por autoridades na repressão aos protestos de rua diários nas grandes cidades.
Nestes inquéritos, as forças policiais ou militares são acusadas de 23 mortes e 853 casos de lesões corporais graves. A tortura inclui choques elétricos, golpes com capacetes e cassetetes, ser pendurado pelas mãos amarradas por longos períodos, asfixia com gases, violência sexual e ameaças de morte.
"A responsabilidade por estas violações está nos mais altos níveis do governo", acusou o alto comissário Zeid Raad al-Hussein, "em meio ao colapso do Estado de Direito, com ataques constantes do governo contra a Assembleia Nacional e a Procuradoria-Geral".
Principal voz dissidente do chavismo, a procuradora-geral Luisa Ortega Díaz considerou a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte por Maduro inconstitucional, porque deveria haver um plebiscito sobre o tema, e uma traição à memória de Hugo Chávez, grande articulador da atual Constituição da República Bolivarista da Venezuela.
O Alto Comissariado também manifestou "séria preocupação" com as batidas policiais violentas em residências, muitas vezes sem ordem judicial, e denunciou as ameaças e pressões a jornalistas. "Exorto todas as partes a que renunciem ao uso da violência e tomem medidas para a estabelecer um diálogo político significativo", apelou o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, sem esconder o temor de uma "escalada na tensão".
terça-feira, 8 de agosto de 2017
Trump ameaça responder à Coreia do Norte com "fogo e fúria"
Diante da notícia de que a Coreia do Norte já tem capacidade de fabricar um míssil nuclear de longo alcance capaz de atingir o território continental dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump ameaçou reagir a um ataque com "fogo e fúria, francamente, com uma força como o mundo nunca viu antes", noticiou o jornal The Washington Post.
Isso significa que Trump está pronto a travar uma guerra nuclear com o ditador norte-coreano Kim Jong Un, como sugere a capa desta semana da revista inglesa The Economist.
"É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças", disparou Trump num clube de golfe em Bedminster, no estado de Nova Jérsei, onde está em férias. O presidente americano advertiu que as ameaças do regime comunista de Pionguiangue foram "além do normal".
Hoje, a ditadura norte-coreana ameaçou atacar a base militar americana na ilha de Guam, no Oceano Pacífico, como uma ação preventiva se houver sinais de preparação militar dos EUA.
O senador John McCain, veterano da Guerra do Vietnã, considerado um dos falcões do Partido Republicano no Congresso, criticou Trump: "Os grandes líderes que eu vi não ameaçam, a não ser que estejam prontos para agir, e eu não tenho certeza de que o presidente Trump esteja pronto para agir", afirmou McCain em entrevista a uma rádio da cidade de Phoenix, no estado do Arizona, que ele representa no Senado.
Para o senador democrata Benjamin Cardin, o ultimato de Trump "não ajuda e mostra mais uma vez que ele não tem temperamento nem capacidade de julgamento" para lidar com uma crise grave. "Não podemos entrar no mesmo jogo de provocações e declarações tempestuosas sobre uma guerra nuclear como a Coreia do Norte."
"A estratégia é bem clara", disse um alto funcionário do governo Trump, "aumentar a pressão econômica e o isolamento diplomático para que os norte-coreanos caiam na realidade e reduzam a ameaça para que possamos ter um diálogo significativo. No momento, não há nada que a Coreia do Norte esteja fazendo que sugira que eles queiram manter um diálogo sério conosco."
Isso significa que Trump está pronto a travar uma guerra nuclear com o ditador norte-coreano Kim Jong Un, como sugere a capa desta semana da revista inglesa The Economist.
"É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças", disparou Trump num clube de golfe em Bedminster, no estado de Nova Jérsei, onde está em férias. O presidente americano advertiu que as ameaças do regime comunista de Pionguiangue foram "além do normal".
Hoje, a ditadura norte-coreana ameaçou atacar a base militar americana na ilha de Guam, no Oceano Pacífico, como uma ação preventiva se houver sinais de preparação militar dos EUA.
O senador John McCain, veterano da Guerra do Vietnã, considerado um dos falcões do Partido Republicano no Congresso, criticou Trump: "Os grandes líderes que eu vi não ameaçam, a não ser que estejam prontos para agir, e eu não tenho certeza de que o presidente Trump esteja pronto para agir", afirmou McCain em entrevista a uma rádio da cidade de Phoenix, no estado do Arizona, que ele representa no Senado.
Para o senador democrata Benjamin Cardin, o ultimato de Trump "não ajuda e mostra mais uma vez que ele não tem temperamento nem capacidade de julgamento" para lidar com uma crise grave. "Não podemos entrar no mesmo jogo de provocações e declarações tempestuosas sobre uma guerra nuclear como a Coreia do Norte."
"A estratégia é bem clara", disse um alto funcionário do governo Trump, "aumentar a pressão econômica e o isolamento diplomático para que os norte-coreanos caiam na realidade e reduzam a ameaça para que possamos ter um diálogo significativo. No momento, não há nada que a Coreia do Norte esteja fazendo que sugira que eles queiram manter um diálogo sério conosco."
Presidente da África do Sul sobrevive a voto de desconfiança
Por 198 a 177 votos, a maioria do Congresso Nacional Africano (CNA) na Assembleia Nacional da África do Sul garantiu a sobrevivência do arquicorrupto presidente Jacob Zuma, mas 34 deputados do partido do governo, no poder desde a democratização do país, em 1994, votaram com a oposição.
Zuma foi condenado pela Suprema Corte sul-africana a devolver aos cofres públicos US$ 23 milhões gastos ilegalmente em sua mansão. Como o CNA tem maioria absoluta no Parlamento, ele sobreviveu no ano passado a uma tentativa de abertura de um processo de impeachment.
Dentro do CNA, o partido de Nelson Mandela, uma ala quer afastar Zuma do poder, mas não vai fazer isso na Assembleia Nacional porque entende que seria abrir o flanco para a oposicionista Aliança Democrática.
O presidente sul-africano venceu mais uma batalha, mas a guerra está longe do fim.
Zuma foi condenado pela Suprema Corte sul-africana a devolver aos cofres públicos US$ 23 milhões gastos ilegalmente em sua mansão. Como o CNA tem maioria absoluta no Parlamento, ele sobreviveu no ano passado a uma tentativa de abertura de um processo de impeachment.
Dentro do CNA, o partido de Nelson Mandela, uma ala quer afastar Zuma do poder, mas não vai fazer isso na Assembleia Nacional porque entende que seria abrir o flanco para a oposicionista Aliança Democrática.
O presidente sul-africano venceu mais uma batalha, mas a guerra está longe do fim.
Coreia do Norte conseguiu miniaturizar arma nuclear
A Coreia do Norte já é capaz de produzir uma ogiva atômica pequena que cabe dentro de seus mísseis, ultrapassando um limite decisivo para se tornar uma potência nuclear, concluíram analistas dos serviços secretos dos Estados Unidos em um relatório confidencial divulgado pelo jornal The Washington Post.
Mais de uma década depois do primeiro de seus cinco testes nucleares, realizado em 2006, o programa nuclear militar avança rapidamente, acelerado desde a ascensão ao poder do jovem ditador Kim Jong Un, em 2011.
A última explosão, em 9 de setembro de 2016, seria de uma bomba de 20 a 30 quilotons (mil toneladas de dinamite), duas vezes mais poderosa do que a que destruiu Hiroxima, no Japão, em 6 de agosto de 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial.
"A comunidade de inteligência avalia que a Coreia do Norte produziu armas nucleares que podem ser instaladas em mísseis, inclusive em mísseis balísticos intercontinentais", capazes de atingir o território dos EUA, diz o memorando secreto.
O presidente Donald Trump ameaça realizar um ataque preventivo, se a ditadura norte-coreana desenvolvesse a capacidade de atacar o território continental dos EUA. O desafio está lançado. Se houver uma guerra nuclear, a estimativa é de milhões de mortes, especialmente na Coreia do Sul, que seria o alvo imediato da reação norte-coreana.
A avaliação da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA é revelada no momento em que outros informes indicam que arsenal nuclear do regime comunista norte-coreano tem mais bombas atômicas do que estimado anteriormente, num total de até 60.
Outra análise, feita nesta semana pelo Ministério da Defesa do Japão, também concluiu que a ditadura stalinista de Pionguiangue adquiriu capacidade nuclear.
No sábado, por unanimidade, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou sanções duras contra a Coreia do Norte, que devem reduzir as exportações do país em um terço. O voto favorável da China indica que a paciência do regime comunista chinês está se esgotando.
Mais de uma década depois do primeiro de seus cinco testes nucleares, realizado em 2006, o programa nuclear militar avança rapidamente, acelerado desde a ascensão ao poder do jovem ditador Kim Jong Un, em 2011.
A última explosão, em 9 de setembro de 2016, seria de uma bomba de 20 a 30 quilotons (mil toneladas de dinamite), duas vezes mais poderosa do que a que destruiu Hiroxima, no Japão, em 6 de agosto de 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial.
"A comunidade de inteligência avalia que a Coreia do Norte produziu armas nucleares que podem ser instaladas em mísseis, inclusive em mísseis balísticos intercontinentais", capazes de atingir o território dos EUA, diz o memorando secreto.
O presidente Donald Trump ameaça realizar um ataque preventivo, se a ditadura norte-coreana desenvolvesse a capacidade de atacar o território continental dos EUA. O desafio está lançado. Se houver uma guerra nuclear, a estimativa é de milhões de mortes, especialmente na Coreia do Sul, que seria o alvo imediato da reação norte-coreana.
A avaliação da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA é revelada no momento em que outros informes indicam que arsenal nuclear do regime comunista norte-coreano tem mais bombas atômicas do que estimado anteriormente, num total de até 60.
Outra análise, feita nesta semana pelo Ministério da Defesa do Japão, também concluiu que a ditadura stalinista de Pionguiangue adquiriu capacidade nuclear.
No sábado, por unanimidade, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou sanções duras contra a Coreia do Norte, que devem reduzir as exportações do país em um terço. O voto favorável da China indica que a paciência do regime comunista chinês está se esgotando.
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Curdistão iraquiano deve aprovar independência em setembro
Os curdos do Iraque devem votar maciçamente pela independência num plebiscito convocado para 25 de setembro de 2017. A questão é como o presidente do governo regional autônomo do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, vai enfrentar a oposição dos árabes do Iraque e dos outros países do Oriente Médio.
A consulta popular não obriga Barzani a declarar independência. Ele deve usar o resultado para pressionar o governo central do Iraque, com sede em Bagdá, a transferir mais poderes aos curdos. Com uma população estimada entre 30 e 45 milhões de pessoas, os curdos são o maior povo do mundo sem um Estado nacional.
Até agora, Barzani conseguiu equilibrar as aspirações dos curdos pela independência com a geopolítica do Oriente Médio. Como os curdos estão distribuídos entre Turquia, Síria, Irã e Iraque, estes países têm um interesse comum contra a independência do Curdistão. O novo país tenderia a reivindicar soberania sobre as regiões dos países vizinhos onde os curdos são maioria.
O plebiscito complica as relações do governo curdo iraquiano com a Turquia, onde vive a maioria dos curdos. A prioridade turca na Síria é desmantelar as Unidades de Proteção Popular (YPG), braço armado dos separatistas curdos ligado ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado terrorista pela Turquia.
Os guerrilheiros curdos do YPG formam o grosso das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança árabe-curda que luta contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na Síria com o apoio da Força Aérea dos Estados Unidos.
A consulta popular não obriga Barzani a declarar independência. Ele deve usar o resultado para pressionar o governo central do Iraque, com sede em Bagdá, a transferir mais poderes aos curdos. Com uma população estimada entre 30 e 45 milhões de pessoas, os curdos são o maior povo do mundo sem um Estado nacional.
Até agora, Barzani conseguiu equilibrar as aspirações dos curdos pela independência com a geopolítica do Oriente Médio. Como os curdos estão distribuídos entre Turquia, Síria, Irã e Iraque, estes países têm um interesse comum contra a independência do Curdistão. O novo país tenderia a reivindicar soberania sobre as regiões dos países vizinhos onde os curdos são maioria.
O plebiscito complica as relações do governo curdo iraquiano com a Turquia, onde vive a maioria dos curdos. A prioridade turca na Síria é desmantelar as Unidades de Proteção Popular (YPG), braço armado dos separatistas curdos ligado ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado terrorista pela Turquia.
Os guerrilheiros curdos do YPG formam o grosso das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança árabe-curda que luta contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na Síria com o apoio da Força Aérea dos Estados Unidos.
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Chavistas arrombam plenário da Assembleia Nacional da Venezuela
Com a cobertura de um grande contingente da Guarda Nacional, Delcy Rodríguez, sob o comando do coronel Bladimir Lugo, a presidente da Assembleia Nacional Constituinte convocada pelo ditador Nicolás Maduro, arrombaram nesta noite o plenário da Assembleia Nacional, dominada pela oposição desde o início de 2016, noticiou o jornal venezuelano El Nacional.
Em nota de protesto, o presidente da Assembleia Nacional, Julio Borges, declarou que, "aproveitando a noite, estes altos funcionários do governo, apoiado por um já conhecido coronel, cometeram este atropelo contra a sede do Poder Legislativo."
O objetivo seria preparar uma reunião às 10h desta terça-feira da Assembleia Nacional Constituinte convocada por Maduro, ilegal e ilegítima, por violar a atual Constituição da República Bolivarista da Venezuela, que exige a realização de um plebiscito para convocar a Constituinte.
Sua eleição violou a regra básica da democracia de que todos os adultos tenham direito ao voto e que todos os votos tenham o mesmo peso. Na Constituinte de Maduro, dois terços dos deputados foram eleitos "territorialmente".
Cada cidade teve direito a um deputado e as capitais de estados, a dois. Isso deu um peso enorme a pequenas comunidades rurais com populações muitos menores do que as grandes cidades.
O outro terço foi eleito por "entidades" da sociedade civil, na verdade, atreladas ao regime chavista. Como a oposição boicotou sua eleição, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) tem controle absoluto da Constituinte.
Assim, Maduro pretende usurpar o poder legislativo da Assembleia Nacional eleita democraticamente em 6 de dezembro de 2015 e implantar uma ditadura governando com entidades pelegas.
Para dar uma aparência de legitimidade à Constituinte, o Conselho Nacional Eleitoral, subserviente ao regime, anunciou que mais de 8 milhões de pessoas votaram. Duas semanas antes, em consulta popular organizada pela oposição, 7,5 milhões rejeitaram a Constituinte de Maduro e o ditador queria bater esse número.
No fim de semana, um grupo de militares e civis rebelados atacou um quartel na cidade de Valência. Duas pessoas morreram no confronto. O governo chamou os rebeldes de "terroristas". Há poucas semanas, houve um suposto ataque de helicóptero jamais esclarecido.
Esses dois ataques não significam uma divisão na alta cúpula das Forças Armadas, hoje o principal sustentáculo do regime chavista, mas podem indicar uma insatisfação em escalões inferiores. Soldados e oficiais de baixa patente não têm os privilégios da cúpula e sofrem o impacto da crise econômica brutal, com queda de 30% do produto interno bruto nos últimos quatro anos, inflação de 1.200% ao ano e desabastecimento generalizado, com emagrecimento da população.
A Constituinte deve aumentar o controle do Estado sobre a economia, no modelo cubano, que, como dizia Fidel Castro, não funciona nem em Cuba. Maduro não tem saída para a pior crise econômica da história da Venezuela, que não pode ser atribuída aos Estados Unidos.
Afinal, desde que o coronel Hugo Chávez foi eleito presidente, em 1998, a Venezuela vendeu US$ 1 trilhão em petróleo e o maior comprador foi os EUA.
Em nota de protesto, o presidente da Assembleia Nacional, Julio Borges, declarou que, "aproveitando a noite, estes altos funcionários do governo, apoiado por um já conhecido coronel, cometeram este atropelo contra a sede do Poder Legislativo."
O objetivo seria preparar uma reunião às 10h desta terça-feira da Assembleia Nacional Constituinte convocada por Maduro, ilegal e ilegítima, por violar a atual Constituição da República Bolivarista da Venezuela, que exige a realização de um plebiscito para convocar a Constituinte.
Sua eleição violou a regra básica da democracia de que todos os adultos tenham direito ao voto e que todos os votos tenham o mesmo peso. Na Constituinte de Maduro, dois terços dos deputados foram eleitos "territorialmente".
Cada cidade teve direito a um deputado e as capitais de estados, a dois. Isso deu um peso enorme a pequenas comunidades rurais com populações muitos menores do que as grandes cidades.
O outro terço foi eleito por "entidades" da sociedade civil, na verdade, atreladas ao regime chavista. Como a oposição boicotou sua eleição, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) tem controle absoluto da Constituinte.
Assim, Maduro pretende usurpar o poder legislativo da Assembleia Nacional eleita democraticamente em 6 de dezembro de 2015 e implantar uma ditadura governando com entidades pelegas.
Para dar uma aparência de legitimidade à Constituinte, o Conselho Nacional Eleitoral, subserviente ao regime, anunciou que mais de 8 milhões de pessoas votaram. Duas semanas antes, em consulta popular organizada pela oposição, 7,5 milhões rejeitaram a Constituinte de Maduro e o ditador queria bater esse número.
No fim de semana, um grupo de militares e civis rebelados atacou um quartel na cidade de Valência. Duas pessoas morreram no confronto. O governo chamou os rebeldes de "terroristas". Há poucas semanas, houve um suposto ataque de helicóptero jamais esclarecido.
Esses dois ataques não significam uma divisão na alta cúpula das Forças Armadas, hoje o principal sustentáculo do regime chavista, mas podem indicar uma insatisfação em escalões inferiores. Soldados e oficiais de baixa patente não têm os privilégios da cúpula e sofrem o impacto da crise econômica brutal, com queda de 30% do produto interno bruto nos últimos quatro anos, inflação de 1.200% ao ano e desabastecimento generalizado, com emagrecimento da população.
A Constituinte deve aumentar o controle do Estado sobre a economia, no modelo cubano, que, como dizia Fidel Castro, não funciona nem em Cuba. Maduro não tem saída para a pior crise econômica da história da Venezuela, que não pode ser atribuída aos Estados Unidos.
Afinal, desde que o coronel Hugo Chávez foi eleito presidente, em 1998, a Venezuela vendeu US$ 1 trilhão em petróleo e o maior comprador foi os EUA.
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segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Núcleo do Sol completa rotação em uma semana
Se a Terra dá uma volta completa ao redor de seu eixo em 24 horas, o núcleo do Sol precisa de uma semana, concluíram cientistas que calcularam pela primeira vez o tempo de rotação da estrela do nosso sistema solar. A pesquisa foi publicada na revista acadêmica Astronomy & Astrophysics.
O Sol tem se mantido com impressionante instabilidade nos últimos 4,6 bilhões de anos por causa do equilíbrio entre a força da gravidade e a pressão das explosões termonucleares no seu núcleo. Agora, pela primeira vez, os astrônomos do Laboratório Lagrange mediram o tempo da rotação desse núcleo.
A equipe é formada por especialistas do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França (CNRS), do Observatório da Costa Azul e da Universidade de Nice Sophia Antipolis. Eles usaram um instrumento chamado GOLF (Oscilações Globais de Baixas Frequências), instalado no observatório espacial SOHO (Observatório Solar e Heliosférico dos Estados Unidos), que orbita ao redor do Sol.
A cada dez segundos, o GOLF mede as oscilações da superfície do Sol. Faz isso há 20 anos a bordo do SOHO. Os dados são analisados pelo Laboratório Lagrange, o Instituto de Astrofísica Espacial da Universidade do Sul de Paris, do Laboratório de Astrofísica, Interpretação e Modelagem da Universidade de Paris Diderot, do Laboratório de Astrofísica de Bordeaux, do Instituto de Astrofísica das Canárias e da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).
Eles concluíram que o núcleo do Sol completa a rotação em torno do seu eixo em uma semana, uma velocidade 3,8 vezes maior do as camadas intermediária e exterior. A descoberta deve levar a novas pesquisas de física solar sobre a origem, evolução, estrutura e composição química do Sol.
O Sol tem se mantido com impressionante instabilidade nos últimos 4,6 bilhões de anos por causa do equilíbrio entre a força da gravidade e a pressão das explosões termonucleares no seu núcleo. Agora, pela primeira vez, os astrônomos do Laboratório Lagrange mediram o tempo da rotação desse núcleo.
A equipe é formada por especialistas do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França (CNRS), do Observatório da Costa Azul e da Universidade de Nice Sophia Antipolis. Eles usaram um instrumento chamado GOLF (Oscilações Globais de Baixas Frequências), instalado no observatório espacial SOHO (Observatório Solar e Heliosférico dos Estados Unidos), que orbita ao redor do Sol.
A cada dez segundos, o GOLF mede as oscilações da superfície do Sol. Faz isso há 20 anos a bordo do SOHO. Os dados são analisados pelo Laboratório Lagrange, o Instituto de Astrofísica Espacial da Universidade do Sul de Paris, do Laboratório de Astrofísica, Interpretação e Modelagem da Universidade de Paris Diderot, do Laboratório de Astrofísica de Bordeaux, do Instituto de Astrofísica das Canárias e da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).
Eles concluíram que o núcleo do Sol completa a rotação em torno do seu eixo em uma semana, uma velocidade 3,8 vezes maior do as camadas intermediária e exterior. A descoberta deve levar a novas pesquisas de física solar sobre a origem, evolução, estrutura e composição química do Sol.
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domingo, 6 de agosto de 2017
ONU aprova novas sanções à Coreia do Norte
As bolsas de valores da Ásia abrem hoje em ambiente de incerteza à espera da reação da Coreia da Norte às novas sanções aprovadas ontem por unanimidade pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas por causa de seus repetidos testes nucleares e de mísseis.
Todas as exportações norte-coreanas de carvão, chumbo, minério de chumbo, ferro, minério de ferro e frutos do mar serão proibidas, assim como o envio de mais trabalhadores ao exterior. O Banco de Comércio Exterior da Coreia do Norte sofrerá novas restrições internacionais.
A previsão é que as sanções reduzam as exportações norte-coreanas de US$ 3 bilhões para US$ 2 bilhões, uma redução de um terço, isolando ainda mais a ditadura stalinista de Pionguiangue, que tem 85% do seu comércio exterior com a China.
Ao comentar a aprovação, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, comentou que a resolução é "um passo forte e unido para tornar a Coreia do Norte responsável pelos seus atos". Antes da votação, ela havia dito: "Toda essa irresponsabilidade nuclear e com mísseis balísticos intercontinentais tem de parar."
A unanimidade reflete a insatisfação do regime comunista chinês com o regime comunista norte-coreano. A China não adota medidas mais duras por temer o colapso da ditadura de Pionguiangue, uma fuga em massa de refugiados, instabilidade na sua fronteira e a unificação da Península Coreana sob a liderança da Coreia do Sul, onde os EUA mantém 28 mil soldados.
O embaixador chinês na ONU, Liu Jieyi, fez um apelo à Coreia do Norte para que "pare de fazer ações que possam escalar a tensão". Ele criticou os EUA e pediu o desmantelamento de um sistema de defesa antimísseis que começou a ser instalado na Coreia do Sul.
Desde o colapso da União Soviética, em 1991, o regime comunista norte-coreano perdeu sua grande patrocinadora e faz uma chantagem atômica com o Ocidente em busca de ajuda de energia e alimentos. Em 1994, no governo Bill Clinton, os EUA fizeram um acordo.
Vários acordos foram violados por Pionguiangue. Desde 2006, quando fez o primeiro de seus cinco testes nucleares, a Coreia do Norte ignorou seis resoluções do Conselho de Segurança da ONU proibindo o desenvolvimento de armas atômicas e de tecnologia de mísseis.
Com a ascensão ao poder do jovem ditador Kim Jong Un depois da morte do pai, em 2011, o neto do Grande Líder Kim Il Sung, fundador da Coreia do Norte, acelerou os programas nuclear militar e de tecnologia de mísseis.
Depois da Guerra do Golfo de 1991, para expulsar os iraquianos do Kuwait, a Índia concluiu que para enfrentar os EUA um país precisa de armas nucleares. A Índia testou uma bomba atômica em 1998, assumindo publicamente um status nuclear que tinha desde 1974.
Quando o então presidente George Walker Bush citou um "eixo do mal" formado por Irã, Iraque e Coreia do Norte e atacou o Iraque para derrubar Saddam Hussein, em 2003, a Coreia do Norte e o Irã intensificaram seus programas nucleares.
Kim Jong Un teria decidido que a bomba atômica é a única defesa segura para seu governo depois da intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar do Ocidente, liderada pelos EUA, para derrubar o ditador da Líbia, Muamar Kadafi, em 2011.
Kadafi abriu mão de seu programa nuclear para se aproximar do Ocidente e colaborou na perseguição a jihadistas na "guerra contra o terrorismo", mas na hora em que precisou se defender estava desarmado.
É difícil que Kim Jong Un tenha qualquer incentivo para abrir mão do arsenal nuclear. Esta última resolução foi adotada depois de dois testes de mísseis balísticos intercontinentais com potencial para atingir o território americano.
O secretário de Estado, Rex Tillerson, afirmou na semana passada que os EUA não são uma ameaça à Coreia do Norte e não querem mudança de regime no país, mas alertou que a ameaça dos mísseis nucleares norte-coreanos é inaceitável. Se acreditar que a ditadura de Pionguiangue adquiriu capacidade nuclear para atingir os EUA, o presidente Donald Trump está disposto a atacar.
Uma guerra seria potencialmente devastadora, especialmente para a Coreia do Sul, alvo imediato de uma retaliação norte-coreana. Também não interessa à China, preocupada em manter a estabilidade que garantiu seu extraordinário crescimento econômico. Mas não pode ser descartada.
Todas as exportações norte-coreanas de carvão, chumbo, minério de chumbo, ferro, minério de ferro e frutos do mar serão proibidas, assim como o envio de mais trabalhadores ao exterior. O Banco de Comércio Exterior da Coreia do Norte sofrerá novas restrições internacionais.
A previsão é que as sanções reduzam as exportações norte-coreanas de US$ 3 bilhões para US$ 2 bilhões, uma redução de um terço, isolando ainda mais a ditadura stalinista de Pionguiangue, que tem 85% do seu comércio exterior com a China.
Ao comentar a aprovação, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, comentou que a resolução é "um passo forte e unido para tornar a Coreia do Norte responsável pelos seus atos". Antes da votação, ela havia dito: "Toda essa irresponsabilidade nuclear e com mísseis balísticos intercontinentais tem de parar."
A unanimidade reflete a insatisfação do regime comunista chinês com o regime comunista norte-coreano. A China não adota medidas mais duras por temer o colapso da ditadura de Pionguiangue, uma fuga em massa de refugiados, instabilidade na sua fronteira e a unificação da Península Coreana sob a liderança da Coreia do Sul, onde os EUA mantém 28 mil soldados.
O embaixador chinês na ONU, Liu Jieyi, fez um apelo à Coreia do Norte para que "pare de fazer ações que possam escalar a tensão". Ele criticou os EUA e pediu o desmantelamento de um sistema de defesa antimísseis que começou a ser instalado na Coreia do Sul.
Desde o colapso da União Soviética, em 1991, o regime comunista norte-coreano perdeu sua grande patrocinadora e faz uma chantagem atômica com o Ocidente em busca de ajuda de energia e alimentos. Em 1994, no governo Bill Clinton, os EUA fizeram um acordo.
Vários acordos foram violados por Pionguiangue. Desde 2006, quando fez o primeiro de seus cinco testes nucleares, a Coreia do Norte ignorou seis resoluções do Conselho de Segurança da ONU proibindo o desenvolvimento de armas atômicas e de tecnologia de mísseis.
Com a ascensão ao poder do jovem ditador Kim Jong Un depois da morte do pai, em 2011, o neto do Grande Líder Kim Il Sung, fundador da Coreia do Norte, acelerou os programas nuclear militar e de tecnologia de mísseis.
Depois da Guerra do Golfo de 1991, para expulsar os iraquianos do Kuwait, a Índia concluiu que para enfrentar os EUA um país precisa de armas nucleares. A Índia testou uma bomba atômica em 1998, assumindo publicamente um status nuclear que tinha desde 1974.
Quando o então presidente George Walker Bush citou um "eixo do mal" formado por Irã, Iraque e Coreia do Norte e atacou o Iraque para derrubar Saddam Hussein, em 2003, a Coreia do Norte e o Irã intensificaram seus programas nucleares.
Kim Jong Un teria decidido que a bomba atômica é a única defesa segura para seu governo depois da intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar do Ocidente, liderada pelos EUA, para derrubar o ditador da Líbia, Muamar Kadafi, em 2011.
Kadafi abriu mão de seu programa nuclear para se aproximar do Ocidente e colaborou na perseguição a jihadistas na "guerra contra o terrorismo", mas na hora em que precisou se defender estava desarmado.
É difícil que Kim Jong Un tenha qualquer incentivo para abrir mão do arsenal nuclear. Esta última resolução foi adotada depois de dois testes de mísseis balísticos intercontinentais com potencial para atingir o território americano.
O secretário de Estado, Rex Tillerson, afirmou na semana passada que os EUA não são uma ameaça à Coreia do Norte e não querem mudança de regime no país, mas alertou que a ameaça dos mísseis nucleares norte-coreanos é inaceitável. Se acreditar que a ditadura de Pionguiangue adquiriu capacidade nuclear para atingir os EUA, o presidente Donald Trump está disposto a atacar.
Uma guerra seria potencialmente devastadora, especialmente para a Coreia do Sul, alvo imediato de uma retaliação norte-coreana. Também não interessa à China, preocupada em manter a estabilidade que garantiu seu extraordinário crescimento econômico. Mas não pode ser descartada.
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sábado, 5 de agosto de 2017
Mercosul suspende Venezuela por "ruptura da ordem democrática"
Em reunião de chanceleres realizada hoje em São Paulo, o Mercado Comum do Sul (Mercosul) decidiu por unanimidade suspender a participação da Venezuela por violar a cláusula democrática do bloco comercial.
A medida tem poucas consequências práticas. A Venezuela estava excluída do Mercosul desde o fim do ano passado por não ter internalizado as regras do bloco onde entrou pela janela em 2012.
Na época, numa manobra oportunista, as então presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner, aproveitaram a suspensão do Paraguai por causa do impeachment do presidente Fernando Lugo sem direito de defesa para colocar a Venezuela no Mercosul.
A Venezuela tinha pedido associação em 2006, mas o Congresso do Paraguai nunca ratificou o ingresso. Ao contrário do que acontece em blocos regionais de sucesso como a União Europeia, a Venezuela não negociou previamente a adesão às regras do bloco comercial. Isso foi usado pelos governos direitistas de Mauricio Macri, na Argentina, e Michel Temer, no Brasil, para suspender a Venezuela em 2016.
Agora, houve "ruptura da ordem democrática". A Venezuela só volta ao bloco quando acabar a ditadura imposta pela Assembleia Nacional Constituinte ilegal e ilegítima convocada pelo ditador Nicolás Maduro.
"Na Venezuela, não há democracia e sem democracia não se faz parte do Mercosul", declarou o chanceler argentino, Jorge Faurie. "É uma sanção grave, de natureza política", comentou o ministro brasileiro, Aloysio Nunes Ferreira. "O objetivo é ter uma transição pacífica e a libertação de todos os presos políticos. Queremos que a Venezuela reencontre a democracia."
Aparentemente, o bloco perdeu a capacidade de mediar a crise venezuelana.
A medida tem poucas consequências práticas. A Venezuela estava excluída do Mercosul desde o fim do ano passado por não ter internalizado as regras do bloco onde entrou pela janela em 2012.
Na época, numa manobra oportunista, as então presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner, aproveitaram a suspensão do Paraguai por causa do impeachment do presidente Fernando Lugo sem direito de defesa para colocar a Venezuela no Mercosul.
A Venezuela tinha pedido associação em 2006, mas o Congresso do Paraguai nunca ratificou o ingresso. Ao contrário do que acontece em blocos regionais de sucesso como a União Europeia, a Venezuela não negociou previamente a adesão às regras do bloco comercial. Isso foi usado pelos governos direitistas de Mauricio Macri, na Argentina, e Michel Temer, no Brasil, para suspender a Venezuela em 2016.
Agora, houve "ruptura da ordem democrática". A Venezuela só volta ao bloco quando acabar a ditadura imposta pela Assembleia Nacional Constituinte ilegal e ilegítima convocada pelo ditador Nicolás Maduro.
"Na Venezuela, não há democracia e sem democracia não se faz parte do Mercosul", declarou o chanceler argentino, Jorge Faurie. "É uma sanção grave, de natureza política", comentou o ministro brasileiro, Aloysio Nunes Ferreira. "O objetivo é ter uma transição pacífica e a libertação de todos os presos políticos. Queremos que a Venezuela reencontre a democracia."
Aparentemente, o bloco perdeu a capacidade de mediar a crise venezuelana.
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Constituinte de Maduro demite procuradora-geral da Venezuela
Em um de seus primeiros atos, a Assembleia Nacional Constituinte convocada pelo ditador Nicolás Maduro demitiu hoje a procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, que denunciou sua eleição como ilegal e ilegítima. As forças de segurança do regime cercaram a sede do Ministério Público, em Caracas.
Maduro convocou a Constituinte para usurpar os poderes da Assembleia Nacional eleita em 6 de dezembro de 2015 com maioria de dois terços da oposição. Ortega, chavista histórica, rejeitou a manobra alegando não haver necessidade de mudar a Constituição da República Bolivarista da Venezuela, inspirada pelo então presidente Hugo Chávez.
Depois que a empresa que organizou a apuração denunciou fraude, com a adição de pelo menos um milhão de votos falsos, Ortega pediu a dissolução da Constituinte. Ela acusou de "terrorismo de Estado" e de transformar a Venezuela num "Estado policial".
A procuradora-geral investigava violações dos direitos humanos cometidas pelas forças de segurança na repressão às manifestações de protestos realizadas diariamente nas ruas de Caracas e das principais cidades desde o início de abril. Nesse período, pelo menos 121 mortes, 2 mil pessoas saíram feridas e mais de 5 mil foram presas.
Na época, a oposição reagiu à decisão do Tribunal Supremo de Justiça de assumir o Poder Legislativo, negando legitimidade à Assembleia Nacional eleita democraticamente. Sob pressão, o Supremo recuou.
Sem saída legal para revogar os poderes do Parlamento, Maduro inventou a ideia de uma Constituinte eleita "territorialmente" e por "entidades". Nesta fórmula para violar o princípio do voto direto, secreto e universal que é a base da democracia, cada cidade elegeu um deputado e as capitais de estado dois, aumentando desproporcionalmente a representação de pequenas comunidades rurais em detrimento das grandes cidades.
Dois terços foram eleitos em "bases territoriais" e o outro terço por entidades pelegas ligadas ao regime chavista. Como a oposição boicotou as eleições, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) domina totalmente a Constituinte, que deve implantar uma ditadura comunista semelhante às de Cuba e da Coreia do Norte.
O problema é que a Venezuela enfrenta a pior crise econômica de sua história independência, com depressão de mais de 30% do PIB desde a morte de Chávez, em 2013, inflação de 1.200% ao ano, desabastecimento generalizado e emagrecimento da população, com mais de 80% vivendo na miséria.
A Constituinte de Maduro não tem a menor chance de fazer as reformas necessárias para levar a Venezuela de volta à economia de mercado, com o fim dos controles sobre preços e câmbio. Os riscos são de um colapso econômico total, agravamento da crise humanitária que já levou centenas de milhares de venezuelanos a fugir para a Colômbia e o Brasil, e guerra civil.
Maduro convocou a Constituinte para usurpar os poderes da Assembleia Nacional eleita em 6 de dezembro de 2015 com maioria de dois terços da oposição. Ortega, chavista histórica, rejeitou a manobra alegando não haver necessidade de mudar a Constituição da República Bolivarista da Venezuela, inspirada pelo então presidente Hugo Chávez.
Depois que a empresa que organizou a apuração denunciou fraude, com a adição de pelo menos um milhão de votos falsos, Ortega pediu a dissolução da Constituinte. Ela acusou de "terrorismo de Estado" e de transformar a Venezuela num "Estado policial".
A procuradora-geral investigava violações dos direitos humanos cometidas pelas forças de segurança na repressão às manifestações de protestos realizadas diariamente nas ruas de Caracas e das principais cidades desde o início de abril. Nesse período, pelo menos 121 mortes, 2 mil pessoas saíram feridas e mais de 5 mil foram presas.
Na época, a oposição reagiu à decisão do Tribunal Supremo de Justiça de assumir o Poder Legislativo, negando legitimidade à Assembleia Nacional eleita democraticamente. Sob pressão, o Supremo recuou.
Sem saída legal para revogar os poderes do Parlamento, Maduro inventou a ideia de uma Constituinte eleita "territorialmente" e por "entidades". Nesta fórmula para violar o princípio do voto direto, secreto e universal que é a base da democracia, cada cidade elegeu um deputado e as capitais de estado dois, aumentando desproporcionalmente a representação de pequenas comunidades rurais em detrimento das grandes cidades.
Dois terços foram eleitos em "bases territoriais" e o outro terço por entidades pelegas ligadas ao regime chavista. Como a oposição boicotou as eleições, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) domina totalmente a Constituinte, que deve implantar uma ditadura comunista semelhante às de Cuba e da Coreia do Norte.
O problema é que a Venezuela enfrenta a pior crise econômica de sua história independência, com depressão de mais de 30% do PIB desde a morte de Chávez, em 2013, inflação de 1.200% ao ano, desabastecimento generalizado e emagrecimento da população, com mais de 80% vivendo na miséria.
A Constituinte de Maduro não tem a menor chance de fazer as reformas necessárias para levar a Venezuela de volta à economia de mercado, com o fim dos controles sobre preços e câmbio. Os riscos são de um colapso econômico total, agravamento da crise humanitária que já levou centenas de milhares de venezuelanos a fugir para a Colômbia e o Brasil, e guerra civil.
Cotação do dólar dá novo salto na Venezuela
O dólar foi cotado a 18.982,93 bolívares e o euro a 22.589,69 bolívares no mercado paralelo na Venezuela ontem, quando o regime chavista deu posse a uma Assembleia Nacional Constituinte não reconhecida internacionalmente, numa manobra do ditador Nicolás Maduro para ter poderes absolutos, informou o boletim de notícias Dolar Today.
No domingo, dia da eleição da Constituinte de Maduro, a moeda americana valia 10.389,79 bolívares e a europeia, 12.156,05. A oposição boicotou as eleições manipuladas pelo regime chavista, que assim tem controle total sobre a Constituinte, eleita para usurpar os poderes da Assembleia Nacional, onde a oposição conquistou maioria de dois terços nas eleições de 6 de dezembro de 2015.
No domingo, dia da eleição da Constituinte de Maduro, a moeda americana valia 10.389,79 bolívares e a europeia, 12.156,05. A oposição boicotou as eleições manipuladas pelo regime chavista, que assim tem controle total sobre a Constituinte, eleita para usurpar os poderes da Assembleia Nacional, onde a oposição conquistou maioria de dois terços nas eleições de 6 de dezembro de 2015.
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sexta-feira, 4 de agosto de 2017
EUA tiveram saldo de 209 mil novos empregos em julho
A economia dos Estados Unidos gerou, em julho de 2017, 209 mil postos de trabalho a mais do que fechou, revelou hoje o Relatório de Emprego do Departamento do Trabalho. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, caiu de 4,4% para 4,3%. É o menor em 16 anos.
Nos primeiros sete meses do ano, o mercado de trabalho americano criou cerca de 1,3 milhão de empregos, mantendo o ritmo iniciado sete anos atrás, no governo Barack Obama. O emprego não cai desde outubro de 2010. São seis anos e dez meses de expansão.
A média dos últimos três meses foi de 195 mil novos empregos. Os dados de maio e junho foram revisados para cima, com mais 2 mil vagas. Os salários mantiveram a alta anual de 2,5%.
O índice de participação no mercado de trabalho de pessoas entre 25 e 54 anos subiu para 78,5%, aproximando-se dos 80,3% de janeiro de 2007, antes do início da Grande Recessão.
Durante a campanha eleitoral, o presidente Donald Trump havia acusado o relatório de fraudulento, feito sob medida para ajudar sua adversária, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton. Agora, festejou o resultado e tentou reivindicar a glória, alegando que seu governo está aumentando o crescimento, mas os números não confirmam isso.
Trump também se vangloria da alta da Bolsa de Valores de Nova York desde sua posse. Nos primeiros seis meses de governo, o Índice Dow Jones subiu 9%, bem menos do que sob Obama (22,6%) e George Herbert Walker Bush, o pai (20,1%).
Nos primeiros sete meses do ano, o mercado de trabalho americano criou cerca de 1,3 milhão de empregos, mantendo o ritmo iniciado sete anos atrás, no governo Barack Obama. O emprego não cai desde outubro de 2010. São seis anos e dez meses de expansão.
A média dos últimos três meses foi de 195 mil novos empregos. Os dados de maio e junho foram revisados para cima, com mais 2 mil vagas. Os salários mantiveram a alta anual de 2,5%.
O índice de participação no mercado de trabalho de pessoas entre 25 e 54 anos subiu para 78,5%, aproximando-se dos 80,3% de janeiro de 2007, antes do início da Grande Recessão.
Durante a campanha eleitoral, o presidente Donald Trump havia acusado o relatório de fraudulento, feito sob medida para ajudar sua adversária, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton. Agora, festejou o resultado e tentou reivindicar a glória, alegando que seu governo está aumentando o crescimento, mas os números não confirmam isso.
Trump também se vangloria da alta da Bolsa de Valores de Nova York desde sua posse. Nos primeiros seis meses de governo, o Índice Dow Jones subiu 9%, bem menos do que sob Obama (22,6%) e George Herbert Walker Bush, o pai (20,1%).
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Trump culpa Congresso por problema nas relações com a Rússia
Em sua metralhadora giratória no Twitter, um dia depois de sancionar uma lei impondo novas sanções à Rússia, o presidente Donald Trump culpou o Congresso dos Estados Unidos pela deterioração nas relações entre os dois países.
Mais uma vez, Trump ignorou a história e a realidade atual: "Nosso relacionamento com a Rússia está no pior momento em todos os tempos, muito perigoso", afirmou o presidente. Esqueceu que os dois países quase foram à guerra nuclear durante a Guerra Fria e que há várias investigações sobre a interferência indevida do Kremlin na eleição presidencial americana do ano passado.
"Vocês podem agradecer ao Congresso, as mesmas pessoas que não são capazes de nos dar uma reforma da saúde", disparou o presidente, criticando o Senado, que não aprovou várias tentativas do governo Trump para acabar com o programa de universalização da saúde do governo Barack Obama.
Mais uma vez, Trump ignorou a história e a realidade atual: "Nosso relacionamento com a Rússia está no pior momento em todos os tempos, muito perigoso", afirmou o presidente. Esqueceu que os dois países quase foram à guerra nuclear durante a Guerra Fria e que há várias investigações sobre a interferência indevida do Kremlin na eleição presidencial americana do ano passado.
"Vocês podem agradecer ao Congresso, as mesmas pessoas que não são capazes de nos dar uma reforma da saúde", disparou o presidente, criticando o Senado, que não aprovou várias tentativas do governo Trump para acabar com o programa de universalização da saúde do governo Barack Obama.
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Popularidade de Trump atinge novo recorde negativo
A popularidade do presidente Donald Trump caiu para apenas 33%. Cerca de 61% dos americanos, indica uma nova pesquisa divulgada ontem pela Universidade Quinnipiac. São os piores índices desde a posse, em 20 de janeiro.
No fim de junho, a mesma pesquisa registrou 40% de apoio a Trump e 55% de desaprovação. Nessa última pesquisa, 71% disseram que não consideram o presidente equilibrado e 62% não acreditam que ele seja honesto.
A maioria dos eleitores pensa que Trump não tem as habilidades para uma liderança positiva e não se preocupa com os americanos médios.
No fim de junho, a mesma pesquisa registrou 40% de apoio a Trump e 55% de desaprovação. Nessa última pesquisa, 71% disseram que não consideram o presidente equilibrado e 62% não acreditam que ele seja honesto.
A maioria dos eleitores pensa que Trump não tem as habilidades para uma liderança positiva e não se preocupa com os americanos médios.
EUA multam Halliburton por corrupção em Angola
A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) multou a companhia de serviços do setor de petróleo Halliburton em US$ 29 milhões por corrupção e tráfico de influência num caso envolvendo a empresa estatal de petróleo de Angola, a Sonangol, e outra companhia angolana. O ex-vice-presidente da Halliburton Jeannot Lorenz vai pagar multa de US$ 75 mil.
De acordo com as investigações, a Halliburton lucrou US$ 14 milhões em negócios nos campos petrolíferos angolanos depois de pagar propinas pesadas.
A Sonangol avisou a Halliburton que para operar em Angola teria de se associar a empresas angolanas. Lorenz escolheu uma companhia angolana chefiada por um antigo funcionário da Halliburton que tinha relações com o setor da Sonangol encarregado de aprovar contratos.
Em uma reunião na sede na estatal angolana, em Luanda, em 19 de abril de 2009, Lorenz ofereceu uma propina equivalente a 2% dos rendimentos da Halliburton em Angola. Isso daria US$ 4 milhões no segundo semestre de 2009 e US$ 15 milhões em 2013. O departamento jurídico da Halliburton vetou.
Lorenz passou então a pagar a uma empresa angolana não identificada, primeiro US$ 30 mil e depois até US$ 45 mil. Sob pressão para assinar um contrato maior, encarregou os angolanos da manutenção de habitações, viagens e serviços de transporte.
O dono da empresa angolana pediu US$ 250 mil mensais acima do custo, recusando-se a negociar qualquer redução. Na assinatura do contrato, a empresa ganhou US$ 405 mil para serviços supostamente realizados entre setembro de 2009 e maio de 2010, quando nada fez.
A Halliburton concordou em pagar US$ 275 mil mensais. Até o contrato ser rompido, em abril de 2011, a companhia angolana recebeu US$ 3,7 milhões e a Sonangol aprovou sete contratos com a Halliburton que renderam os US$ 14 milhões.
Segundo maior produtor de petróleo da África, disputando a liderança com a Nigéria, Angola é um dos países mais corruptos do mundo. A filha do presidente José Eduardo dos Santos, no poder desde 1979, Isabel dos Santos, é a mulher mais rica da África, com fortuna estimada em US$ 2,3 bilhões.
O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), originalmente um grupo guerrilheiro marxista-leninista, está no poder desde a independência do país. É o favorito na eleição presidencial de 23 de agosto com a candidatura do atual ministro da Defesa, general João Lourenço.
No poder desde 1979, quando sucedeu ao líder da independência, Agostinho Neto, Santos travou uma longa guerra contra a União Nacional pela Independência Total de Angola (UNITA). Deixa o país como um dos maiores produtores de petróleo da África, mas marcado pela corrupção e o nepotismo.
Mesmo formalmente fora do governo, Santos deve manter o poder e a imunidade para si e a família, observa a agência Bloomberg em reportagem publicada no Diário de Notícias de Portugal.
"Dos Santos não tem a menor intenção de deixar o poder", comentou o analista Gary van Staden, da NKC African Economics. "Vai se assegurar de que seus amigos nas forças de segurança fiquem nos seus postos e o protejam."
De acordo com as investigações, a Halliburton lucrou US$ 14 milhões em negócios nos campos petrolíferos angolanos depois de pagar propinas pesadas.
A Sonangol avisou a Halliburton que para operar em Angola teria de se associar a empresas angolanas. Lorenz escolheu uma companhia angolana chefiada por um antigo funcionário da Halliburton que tinha relações com o setor da Sonangol encarregado de aprovar contratos.
Em uma reunião na sede na estatal angolana, em Luanda, em 19 de abril de 2009, Lorenz ofereceu uma propina equivalente a 2% dos rendimentos da Halliburton em Angola. Isso daria US$ 4 milhões no segundo semestre de 2009 e US$ 15 milhões em 2013. O departamento jurídico da Halliburton vetou.
Lorenz passou então a pagar a uma empresa angolana não identificada, primeiro US$ 30 mil e depois até US$ 45 mil. Sob pressão para assinar um contrato maior, encarregou os angolanos da manutenção de habitações, viagens e serviços de transporte.
O dono da empresa angolana pediu US$ 250 mil mensais acima do custo, recusando-se a negociar qualquer redução. Na assinatura do contrato, a empresa ganhou US$ 405 mil para serviços supostamente realizados entre setembro de 2009 e maio de 2010, quando nada fez.
A Halliburton concordou em pagar US$ 275 mil mensais. Até o contrato ser rompido, em abril de 2011, a companhia angolana recebeu US$ 3,7 milhões e a Sonangol aprovou sete contratos com a Halliburton que renderam os US$ 14 milhões.
Segundo maior produtor de petróleo da África, disputando a liderança com a Nigéria, Angola é um dos países mais corruptos do mundo. A filha do presidente José Eduardo dos Santos, no poder desde 1979, Isabel dos Santos, é a mulher mais rica da África, com fortuna estimada em US$ 2,3 bilhões.
O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), originalmente um grupo guerrilheiro marxista-leninista, está no poder desde a independência do país. É o favorito na eleição presidencial de 23 de agosto com a candidatura do atual ministro da Defesa, general João Lourenço.
No poder desde 1979, quando sucedeu ao líder da independência, Agostinho Neto, Santos travou uma longa guerra contra a União Nacional pela Independência Total de Angola (UNITA). Deixa o país como um dos maiores produtores de petróleo da África, mas marcado pela corrupção e o nepotismo.
Mesmo formalmente fora do governo, Santos deve manter o poder e a imunidade para si e a família, observa a agência Bloomberg em reportagem publicada no Diário de Notícias de Portugal.
"Dos Santos não tem a menor intenção de deixar o poder", comentou o analista Gary van Staden, da NKC African Economics. "Vai se assegurar de que seus amigos nas forças de segurança fiquem nos seus postos e o protejam."
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quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Só 3,7 milhões de venezuelanos tinham votado até 17h30
Só 3,7 milhões de venezuelanos tinham votado até as 17h30 de domingo nas eleições da Assembleia Nacional Constituinte convocada pelo ditador Nicolas Maduro, indicam os registros do Conselho Nacional Eleitoral vistos pela agência Reuters. Isso levanta suspeitas sobre o total de 8,1 milhões de eleitores que o regime anunciou terem votado.
A oposição denuncia a Constituinte de Maduro como uma manobra para usurpar os poderes da Assembleia Nacional eleita em 6 de dezembro de 2015, onde tem maioria de dois terços, e impor uma ditadura na Venezuela.
Em 16 de julho, numa consulta popular organizada pela oposição, 7,5 milhões de venezuelanos repudiaram a Constituinte de Maduro. Assim, o regime chavista decidiu apresentar um número superior para defender a legitimidade da manobra.
Os documentos vistos pela Reuters indicam que 3.720.465 votaram até 17h30 nas 14.515 seções eleitorais. Seria praticamente impossível que mais do dobro desse número votassem na última hora e meia de abertura das urnas.
A oposição denuncia a Constituinte de Maduro como uma manobra para usurpar os poderes da Assembleia Nacional eleita em 6 de dezembro de 2015, onde tem maioria de dois terços, e impor uma ditadura na Venezuela.
Em 16 de julho, numa consulta popular organizada pela oposição, 7,5 milhões de venezuelanos repudiaram a Constituinte de Maduro. Assim, o regime chavista decidiu apresentar um número superior para defender a legitimidade da manobra.
Os documentos vistos pela Reuters indicam que 3.720.465 votaram até 17h30 nas 14.515 seções eleitorais. Seria praticamente impossível que mais do dobro desse número votassem na última hora e meia de abertura das urnas.
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Faturamento da Apple cresce 7,2% num ano
Com fortes vendas de iPads e Macs, a Apple anunciou ontem um faturamento de US$ 45,4 no segundo trimestre, um aumento de 7,2% na comparação anual. O lucro no período subiu 12% para US$ 8,72 bilhões. Foi o segundo trimestre consecutivo de alta depois de um ano de queda. As ações da maior empresa privada do mundo subiram 6% na negociação eletrônica, depois do fechamento das bolsas de Nova York.
As vendas do iPhone, principal produto da empresa, cresceram apenas 1,6%, para 41,03 milhões, à espera do iPhone 8, que deve ser lançado em setembro para festejar 10 anos do telefone inteligente que mudou o mundo. O mercado está retraído à espera do iPhone 8.
Em meio a uma queda de 4% no mercado de computadores pessoais, as vendas de Macs aumentaram 6,7%, no terceiro trimestre consecutivo da alta.
As encomendas de iPads cresceram pela primeira vez em três anos e meio, em 15%, para 11,42 milhões de unidas, com forte alta nas vendas para escolas e empresas, depois do lançamento em março de um novo iPad básico e em junho de um novo iPad Pro.
Além do novo iPhone, com recarga sem fio e reconhecimento facial, o diretor-presidente da Apple, Tim Cook, aposta no novo sistema operacional para aparelhos móveis iOS 11 para aumentar as vendas.
As vendas do iPhone, principal produto da empresa, cresceram apenas 1,6%, para 41,03 milhões, à espera do iPhone 8, que deve ser lançado em setembro para festejar 10 anos do telefone inteligente que mudou o mundo. O mercado está retraído à espera do iPhone 8.
Em meio a uma queda de 4% no mercado de computadores pessoais, as vendas de Macs aumentaram 6,7%, no terceiro trimestre consecutivo da alta.
As encomendas de iPads cresceram pela primeira vez em três anos e meio, em 15%, para 11,42 milhões de unidas, com forte alta nas vendas para escolas e empresas, depois do lançamento em março de um novo iPad básico e em junho de um novo iPad Pro.
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terça-feira, 1 de agosto de 2017
China propõe plano de paz a Israel e palestinos
O embaixador da China nas Nações Unidas, Liu Jieyi, pediu hoje o apoio internacional ao plano de quatro pontos proposto pelo presidente Xi Jinping para um acordo de paz entre Israel e os palestinos que acabe com décadas de conflito e crie uma Palestina independente, noticiou o jornal The Times of Israel.
A proposta de paz chinesa foi elaborada depois da visita à Beijim do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.
Seus quatro pontos são:
• avançar rumo a uma solução com dois estados com base nas fronteiras anteriores à guerra de 1967, com Jerusalém Oriental como capital do Estado palestino;
• aplicar "o conceito de uma segurança comum, ampla, cooperativa e sustentável", acabar imediatamente com a ampliação das colônias judaicas, tomar medidas imediatas para prevenir a violência contra civis e reiniciar as conversações de paz;
• coordenar os esforços internacional para por em prática "medidas conjuntas de promoção da paz";
• promover a paz através da cooperação e do desenvolvimento de Israel e dos palestinos.
O representante chinês afirmou que Israel e a Palestina são parceiros importantes no projeto do Novo Caminho da Seda, uma série de obras de infraestrutura para com portos, rodoviais e ferrovias na Ásia, na África e na Europa.
A proposta de paz chinesa foi elaborada depois da visita à Beijim do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.
Seus quatro pontos são:
• avançar rumo a uma solução com dois estados com base nas fronteiras anteriores à guerra de 1967, com Jerusalém Oriental como capital do Estado palestino;
• aplicar "o conceito de uma segurança comum, ampla, cooperativa e sustentável", acabar imediatamente com a ampliação das colônias judaicas, tomar medidas imediatas para prevenir a violência contra civis e reiniciar as conversações de paz;
• coordenar os esforços internacional para por em prática "medidas conjuntas de promoção da paz";
• promover a paz através da cooperação e do desenvolvimento de Israel e dos palestinos.
O representante chinês afirmou que Israel e a Palestina são parceiros importantes no projeto do Novo Caminho da Seda, uma série de obras de infraestrutura para com portos, rodoviais e ferrovias na Ásia, na África e na Europa.
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Dólar sobe mais 7,7% com prisão de oposicionistas na Venezuela
Com a prisão dos líderes oposicionistas Antonio Ledezma e Leopoldo López e o agravamento da crise política na Venezuela, a cotação do dólar no mercado paralelo chegou hoje a 11.185,95 bolívares. O euro vale 13.087,54.
Ontem, depois das eleições de uma Assembleia Nacional Constituinte convocada para usurpar o poder da Assembleia Nacional eleita democraticamente, onde a oposição tem maioria de dois terços, e consolidar o poder do ditador Nicolás Maduro, a moeda americana valia 10.389,79 bolívares e o euro, 12.156,05 bolívares.
A Venezuela vive a pior crise econômica de sua história, com queda de 30% do produto interno bruto desde 2013 e 82% da população caindo na probreza. O desabastecimento é generalizado e a inflação deve chegar a 1.200% ao ano em 2017.
Ontem, depois das eleições de uma Assembleia Nacional Constituinte convocada para usurpar o poder da Assembleia Nacional eleita democraticamente, onde a oposição tem maioria de dois terços, e consolidar o poder do ditador Nicolás Maduro, a moeda americana valia 10.389,79 bolívares e o euro, 12.156,05 bolívares.
A Venezuela vive a pior crise econômica de sua história, com queda de 30% do produto interno bruto desde 2013 e 82% da população caindo na probreza. O desabastecimento é generalizado e a inflação deve chegar a 1.200% ao ano em 2017.
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Venezuela bota na cadeia dois líderes da oposição
Dois líderes da oposição na Venezuela, os ex-prefeitos Antonio Ledezma e Leopoldo López, que estavam em prisão domiciliar, foram presos na madrugada de hoje pelo Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin), o serviço secreto do regime chavista, denunciaram parentes e oposicionistas.
As prisões acontecem dois dias depois das eleições para uma Assembleia Nacional Constituinte convocada sob medida pelo ditador Nicolás Maduro para usurpar os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente, hoje dominada pela oposição.
"Acabam de levar Leopoldo de casa", escreveu no Twitter Lilian Tintori, a mulher de López. "Não sabemos onde está nem para onde o levaram. Maduro é responsável se algo lhe acontecer."
As famílias divulgaram na Internet vídeos do momento das prisões. López, líder do partido direitista Vontade Popular, foi preso em 2014 sob a acusação de fomentar a violência em manifestações de rua nas quais 43 pessoas morreram. Em 2015, ele foi condenado a 13 anos e nove meses de prisão.
Ledezma, da Aliança Bravo Povo (ABP) foi preso em fevereiro de 2015 so a acusação de conspiração e formação de quadrilha. Depois de ficar dois meses na prisão militar de Ramo Verde, por motivos de saúde, foi mandado para prisão domiciliar.
Na semana passada, ambos divulgaram mensagens pedindo ao eleitorado venezuelano que não votasse na Constituinte e participasse dos protestos de rua, e à sociedade internacional para que não reconheça a manobra ditatorial de Maduro.
As prisões acontecem dois dias depois das eleições para uma Assembleia Nacional Constituinte convocada sob medida pelo ditador Nicolás Maduro para usurpar os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente, hoje dominada pela oposição.
"Acabam de levar Leopoldo de casa", escreveu no Twitter Lilian Tintori, a mulher de López. "Não sabemos onde está nem para onde o levaram. Maduro é responsável se algo lhe acontecer."
As famílias divulgaram na Internet vídeos do momento das prisões. López, líder do partido direitista Vontade Popular, foi preso em 2014 sob a acusação de fomentar a violência em manifestações de rua nas quais 43 pessoas morreram. Em 2015, ele foi condenado a 13 anos e nove meses de prisão.
Ledezma, da Aliança Bravo Povo (ABP) foi preso em fevereiro de 2015 so a acusação de conspiração e formação de quadrilha. Depois de ficar dois meses na prisão militar de Ramo Verde, por motivos de saúde, foi mandado para prisão domiciliar.
Na semana passada, ambos divulgaram mensagens pedindo ao eleitorado venezuelano que não votasse na Constituinte e participasse dos protestos de rua, e à sociedade internacional para que não reconheça a manobra ditatorial de Maduro.
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