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quinta-feira, 5 de junho de 2025

Musk ataca Trump e insinua ligação com pedófilo

A lua de mel entre o presidente dos Estados Unidos e o homem mais rico do mundo acabou há algum tempo, mas hoje o divórcio litigioso virou guerra aberta. O bilionário Elon Musk acusou Donald Trump de ser citado no dossiê secreto sobre Jeffrey Epstein, um financista morto condenado por exploração sexual e tráfico de mulheres, inclusive menores de idade. Pediu o impeachment do presidente. Trump ameaça romper todos os contratos das empresas de Musk que fazem negócios com o governo dos EUA.

É a crônica de uma briga anunciada. Dois ególatras infantis emocionalmente mais cedo ou mais tarde iriam se bicar. A surpresa é quão rápido e violento é o choque.

Musk foi o maior financiador da campanha de Trump, com cerca de US$ 275 milhões. Usou sua rede social, o X, antigo Twitter, para apoiar candidatos do Partido Republicano, e agora afirma que sem sua participação na campanha o atual presidente não seria reeleito. Num evidente abuso de poder econômico, chegou a sortear cheques de US$ 1 milhão para incentivar o voto antecipado de eleitores em estados-chaves para a vitória de Trump.

Na festa da vitória, Musk fez a saudação nazista, o que levou a boicote de suas empresas, especialmente dos carros elétricos Tesla. Ele foi apontado por Trump como diretor de um novo ministério, o Departamento de Eficiência Governamental (Doge), encarregado de combater fraudes e desperdício na máquina pública para cortar US$ 2 trilhões do orçamento federal.

Pela Constituição dos EUA, o presidente não tem poder para criar ministérios. É competência do Congresso. Apesar de ter maioria na Câmara e no Senado, Trump não pediu a criação do novo departamento nem nomeou Musk para nenhum cargo normal. Isto poria em foco os conflitos de interesses dos negócios de suas empresas com o governo. Na prática, ele era um assessor especial da Casa Branca. Parecia mandar mais do que o próprio presidente.

Com amplos poderes, Musk e sua equipe de engenheiros e hackers de suas empresas passaram a invadir os sistemas de computação do governo federal, onde obtiveram informações confidenciais, inclusive todos os pagamentos do Departamento do Tesouro. 

Eles implantaram um clima de terror na burocracia federal. Enviaram questionários aos funcionários públicos pedindo um relatório das atividades na semana anterior para avaliar se eram realmente produtivos. Demitiram funcionários e tentaram extinguiram órgãos como a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), responsável por 40% da ajuda humanitária no mundo, importante no combate a fomes e a doenças como malária, aids e covid.

"O homem mais rico do mundo está tirando a comida das crianças mais pobres no mundo", foi a acusação na época, endossada pelo bilionário Bill Gates, fundador da Microsoft, que hoje se dedica a ajuda humanitária. Inúmeros programas foram cortados O que restou da USAID foi absorvido pelo Departamento de Estado.

As ações de Musk causaram revolta dentro do governo e do Partido Republicano. Ele chegou a brigar e trocar empurrões com o secretário do Tesouro, Scott Bessent, dentro da Casa Branca.

O atrito entre os egos mais inflados do mundo vem à tona depois que Trump declara sua guerra comercial ao resto do mundo, em 2 de abril, impondo tarifaços a quase todos os países do mundo, inclusive a ilhas habitadas apenas por pinguins, num sinal de improvisação, amadorismo e incompetência.

A guerra comercial atingiu as empresas de Musk. Além do X e da fábrica de carros elétricos Tesla, ele é dono da empresa de satélites de comunicação Space Link e da empresa de foguetes espaciais SpaceX, contratada pela NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço) para levar equipamentos e tripulações para a Estação Espacial Internacional. Em 16 missões tripuladas, levou ou trouxe 60 astronautas. Agora, os dois lados ameaçou suspender esse contrato.

Por causa do terror contra funcionários públicos e do apoio a partidos de extrema direita na Europa, as empresas de Musk começaram a ser boicotadas, principalmente os carros da Tesla. Num gesto sem precedentes, Trump fez propaganda dos carros de Musk na Casa Branca, numa promiscuidade inaceitável entre público e privado na sede do governo dos EUA.

A situação se deteriorou definitivamente quando Musk começou a criticar a Grande e Linda Lei, o projeto em discussão no Congresso que embute as grandes propostas do governo Trump, inclusive cortes de impostos para ricos e grandes empresas, e cortes de programas sociais como Medicaid, que dá assistência de saúde aos pobres, e de medidas para combater o aquecimento global como subsídios a carros elétricos. 

A lei deve aumentar a dívida pública, já acima de 120% do produto interno bruto, em mais US$ 3,8 trilhões em uma década pelos cálculos do Escritório da Orçamento do Congresso, um órgão técnico bipartidário.

Há oito dias, Musk anunciou sua saída do governo. Em entrevista na Casa Branca ao lado dele, Trump declarou que Musk não saíra completamente. Ficaria indo e vindo. Em vez dos US$ 2 trilhões de cortes de gastos, o número oficial fala em US$ 150 bilhões. Na realidade, de acordo com a agência de notícias Reuters, seriam apenas US$ 19 bilhões, irrisórios ante o déficit público de US$ 1,8 trilhão (6,4% do PIB) no ano fiscal encerrado em setembro de 2024.

Em meio à derrocada de Musk, o jornal The New York Times revelou que durante a campanha o bilionário usou drogas como ketamina, êxtase e cogumelos psicodélicos. Anos atrás, fumou maconha numa entrevista de rádio transmitida ao vivo com imagens via Internet.

Nos últimos dias, Musk descreveu a lei como uma "abominação repugnante" que destrói seu trabalho de cortar gastos para equilibrar o orçamento e acusou os deputados e senadores que votarem a favor de traidores da pátria que não serão reeleitos.

O projeto foi aprovado por um voto na Câmara. Agora, está no Senado, onde o governo não pode perder três votos e pelo menos dois senadores republicanos fiscalmente conservadores mostram-se irredutíveis. Como o projeto deve ser alterado, deve voltar à Câmara sob pressão de Musk.

Trump respondeu que a melhor maneira de cortar gastos é cancelar os "gordos subsídios" e contratos das empresas do bilionário, que já receberam US$ 40 bilhões do governo dos EUA.

Hoje, Musk declarou guerra total. Acusou Trump de ligação com o pedófilo Epstein: "Sabem por que o dossiê sobre Epstein não foi divulgado? Porque Trump está nele", disparou, sem apresentar provas. O bilionário pediu o impeachment de Trump e sua substituição pelo vice-presidente James David Vance.

O antigo guru de Trump, articulador de uma internacional de extrema direita, que se apresenta como um "leninista de direita", Steve Bannon, antigo desafeto de Musk que hoje não tem cargos no governo, pediu a cassação da cidadania de Musk, que nasceu na África do Sul, sua expulsão do país e a estatização da SpaceX.

Quem tem amigos como Musk e Trump não precisa de inimigos. Será uma guerra longa e cruel. É o início da implosão do governo Trump.

sábado, 22 de agosto de 2020

Ex-marqueteiro de Trump foi preso por desviar dinheiro do muro

Líder de movimento internacional de extrema direita, tem relações com os Bolsonaro

De marqueteiro, chefe da campanha de Donald Trump em 2016, estrategista da Casa Branca, guru do neopopulismo de extrema direita e líder de uma internacional do neofascismo a acusado de roubar US$ 1 milhão, cerca de R$ 5,61 milhões, de uma vaquinha de eleitores de Trump para construir um muro na fronteira com o México. Este é Steve Bannon, amigo do deputado Eduardo Bolsonaro, a quem nomeou representante do movimento no Brasil.

Leia mais em Quarentena News.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Trump tenta censurar livro sobre bastidores da Casa Branca

Em uma ação inusitada para um presidente dos Estados Unidos, os advogados particulares de Donald Trump tentaram impedir o lançamento do livro Fogo e Fúria: dentro da Casa Branca de Trump, que revela o caos nos bastidores do atual governo. A editora Holt & Co reagiu antecipando o lançamento de terça-feira para hoje, sexta-feira.

O livro afirma que Trump ficou surpreso com a vitória. Melanie Trump não gostou. Não queria a exposição do cargo de primeira-dama. A primeira-filha, Ivanka Trump, virou assessora da Casa Branca para se preparar para ser a primeira mulher a governar os EUA, uma espécie de derrota final de Hillary Clinton.

Também revela detalhes da demissão do diretor-geral do FBI, a polícia federal dos EUA, que investigava um possível conluio da campanha de Trump com o Kremlin durante a campanha eleitoral de 2016.

A reunião de Donald Trump Jr. com uma advogada russa para levantar acusações contra a candidata democrata, Hillary Clinton, foi descrita como "traiçoeira" e "antipatriótica" pelo ex-chefe de campanha e ex-estrategista-chefe da Casa Branca, Steve Bannon.

Bannon é uma das principais fontes do autor, o jornalista Michael Wolff, que agradeceu no Twitter à publicidade extra capaz de multiplicar as vendas do livro: "Vamos nessa. Você vai poder comprá-lo e lê-lo amanhã. Obrigado, Sr. Presidente."

Quando o jornal inglês The Guardian publicou trechos do livro, Trump reagiu furiosamente. Disse que o livro é uma "falsidade", "cheio de mentiras, distorções e fontes que não existem". De Bannon, tentou se desvincular: "Steve Bannon não tem nada a ver comigo nem com minha presidência. Quando foi demitido, ele não apenas perdeu o emprego, perdeu a cabeça."

Sob um bombardeio de perguntas que não podia responder, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, declarou o que presidente está "furioso e indignado com os ataques pessoais, a seu governo e à sua família".

A expressão "fogo e fúria" foi usada por Trump em resposta a uma das muitas provocações do ditador Kim Jong Un, ameaçando a Coreia do Norte com uma ataque nuclear.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Estrategista de ultradireita de Trump cai depois de Charlottesville

Depois da debandada de grandes executivos que acabou com os conselhos empresariais da Casa Branca, o caótico governo Donald Trump perdeu hoje seu principal estrategista. 

O ultradireitista Steve Bannon é mais uma vítima da Batalha de Charlottesville, quando uma manifestação neonazista foi confrontada por militantes antifascistas. O presidente dos Estados Unidos foi ambíguo e culpou "ambos os lados".

"O chefe da Casa Civil, John Kelly, e Steve Bannon chegaram a um acordo mútuo de que hoje será o último dia de Steve", anunciou  a assessora de imprensa da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, citada pelo jornal The New York Times. "Agradecemos pelo seu serviço e lhe desejamos o melhor."

Próximo dos grupos brancos de extrema direita responsáveis pelos conflitos, Bannon era editor do sítio de ultradireita Breitbart, um dos principais meios de comunicação da campanha de Trump, que disse que ele teria pedido demissão em 7 de agosto.

Havia boatos sobre sua saída desde que o presidente nomeou o general John Kelly para a Casa Civil da Casa Branca em substituição a Reince Priesbus, queimado pelo então diretor de comunicações do governo, Anthony Scaramucci. Além deles, Trump também demitiu o assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, por mentir sobre contatos com a Rússia.

Com a chegada do general Kelly para pôr ordem no governo, Scaramucci foi afastado e agora chegou a vez de Bannon. O problema é que Trump está agora cercado de seus parentes e de generais. Quem vai orientar a agenda política do presidente?

A desculpa para demitir Bannon foi uma entrevista nesta semana à revista progressista American Prospect. Ele ridicularizou a estratégia militar em relação à Coreia do Norte: "Até que alguém resolva a parte da equação que mostra que 10 milhões de pessoas morreriam em meia hora em Seul, não sei do estamos falando, não há solução militar, eles nos pegaram."

Bannon acusou os diplomatas do Departamento de Estado de morreram de medo com a mudança da política comercial para trocar o liberalismo por um nacionalismo econômico agressivo e atacou a extrema direita, que sob sua influência aderiu a Trump: "Esses caras são uma coleção da palhaços, marginais e perdedores. Temos de esmagá-los."

Depois do conflito do último fim de semana na Virgínia e da resposta ambígua de Trump ao não condenar inequivocamente os neonazistas e partidários do Ku Klux Klan, a pressão contra Bannon dentro do Partido Republicano aumentou. O general Kelly aproveitou para se livrar dele.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Trump deve anunciar saída dos EUA do acordo do clima de Paris

Depois de uma grande luta interna entre as facções da Casa Branca, o presidente Donald Trump anuncia amanhã às 15 horas (16h em Brasília) a posição de seu governo sobre o Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, de 2015. A expectativa é que retire os Estados Unidos do processo de combate ao aquecimento global, adiantou o jornal britânico Financial Times.

É uma promessa de campanha de Trump que agrada sua base eleitoral. A maioria do Partido Republicano rejeita a conclusão de mais de 90% dos cientistas de que a atividade industrial humana é responsável pelo aumento da temperatura média do planeta.

A decisão coloca os EUA na contramão da história e de um acordo histórico assinado por 195 países e ratificado por 147, o primeiro em que todos os países se comprometeram a tomar medidas (voluntárias) para conter a emissão de gases que agravam o efeito estufa e causam a mudança do clima.

Dentro do governo, o principal estrategista de Trump, Steve Bannon, e o diretor da Agência de Proteção Ambiental, Scott Pruitt, defenderam a retirada dos EUA do acordo do clima. O genro e assessor especial Jared Kushner, a filha e assessora Ivanka Trump e o secretário de Estado, Rex Tillerson, ex-diretor-presidente da companhia de petróleo Exxon, são contra.

Na semana passada, Trump foi pressionado pelos países do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá) a não rejeitar o acordo. Sem sucesso. Durante comício no fim de semana, a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, desabafou, dizendo que a Europa não pode mais contar com o apoio dos EUA e do Reino Unido e deve "tomar seu destino em suas próprias mãos".

A União Europeia já entrou em contato com a China, maior poluidora mundial, para manter o combate ao aquecimento global. A posição dos EUA, segundo maior poluidor, reduz o estímulo para que grandes países em desenvolvimento como a Índia e a Indonésia se empenham decisivamente na luta contra a mudança do clima.

O objetivo do Acordo de Paris é conter o aumento da temperatura média do planeta em 2 graus centígrados em relação à era pré-industrial. Se nada for feito, as emissões de gases de efeito estufa deve chegar a 69 gigatoneladas, 69 bilhões de toneladas por ano até 2030.

A elevação da temperatura poderia ser de até 4 graus até o fim do século, com fortes consequência sobre secas, enchentes, a produção de alimentos e a vida marinha. Com o Acordo de Paris, a meta seria limitar as emissões a 56 gigatons.