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domingo, 12 de abril de 2026

Extrema direita sofre ampla derrota na Hungria

Depois de 16 anos em que impôs um regime autoritário à Hungria, o primeiro-ministro neofascista Viktor Orbán reconheceu a derrota nas eleições parlamentares deste domingo. O comparecimento às urnas foi recorde: 79% do eleitorado.

O futuro chefe de governo será Péter Magyar (foto), que há dois anos deixou o partido governo. Seu Partido Respeito e Liberdade (Tisza), terá maioria de dois terços para reformar a Constituição, restabelecer a democracia plena no país, dinamizar a economia, melhorar as relações com a União Europeia e entrar para a Zona do Euro.

Durante a campanha, Orbán teve o apoio do presidente Donald Trump e dos ditadores da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping. O vice-presidente dos Estados Unidos, James Vance, foi a Budapeste na semana passada levar pessoalmente o apoio a Orbán. Todos viam no líder húngaro uma quinta coluna capaz de enfraquecer o bloco europeu.

Maior aliado de Putin na UE, Orbán bloqueava uma ajuda de 90 bilhões de euros à Ucrânia. Seus representantes diplomáticos passavam à Rússia o que era discutido nas reuniões de ministros da UE. É um modelo para a extrema direita neofascista nos EUA, na Europa e na América Latina, inclusive no Brasil.

Na política interna, Orbán seguiu a fórmula adotada por outros líderes autoritários como Vladimir Putin, Hugo Chávez na Venezuela, Recep Tayyip Erdogan na Turquia e os irmãos Kaczynski na Polônia: controlar o Poder Judiciário e os meios de comunicação, pedras fundamentais da democracia. 

Na democracia iliberal, os líderes chegam ao poder em eleições democráticas e usam os instrumentos da democracia para impor um regime iliberal, que alguns autores chamam de autoritarismo competitivo. Não chamam de neofascismo porque ainda pode ser derrotado pelo voto.

Viktor Orbán entra na política húngara ao fazer discursos em Budapeste nas revoluções que derrubaram o comunismo na Europa Oriental, em 1989. A Hungria é o primeiro país a abrir a cortina de ferro, em 2 de maio de 1989, permitindo que qualquer pessoas saísse do país. Tinha a economia mais aberta do Bloco Comunista.

Seu partido, a União Cívica Húngara (Fidesz) nasceu do movimento estudantil, da Aliança dos Jovens Democratas e pertenceu à Internacional Liberal. Sob sua liderança, tornou-se mais conservador, nacionalista a antieuropeu. Orbán foi primeiro-ministro de 1998 a 2002. Fez um governo moderado. 

Depois de oito anos como líder da oposição, volta em 2010, faz reformas antidemocráticas para se eternizar no poder. Censurou a imprensa, acabou com a independência do Judiciário e enfraqueceu a democracia multipardária. Aproveitou a Crise dos Refugiados para aprovar leis anti-imigração. Empobreceu e corrompeu a Hungria.

O advogado e deputado do Parlamento Europeu Péter Magyar, de 45 anos, deixou o Fidesz em fevereiro de 2024, em protesto contra o indulto a condenados por crimes sexuais. No mês seguinte, assumiu a liderança do até então praticamente desconhecido Tisza com uma proposta voltada para cidadãos insatisfeitos tanto com o governo quanto com a oposição tradicional. Então, de certa forma, também surfa na onda da antipolítica.

Nas eleições para o Parlamento Europeu, em junho de 2024, o Tisza ficou em segundo lugar, atrás apenas do Fidesz, com cerca de 30% dos votos, a maior votação de um partido de oposição na Hungria desde 2006. Magyar se define como conservador nos costumes e politicamente, e liberal em economia, um europeu com uma visão crítica.

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terça-feira, 2 de maio de 2023

Papa, Lula e Xi Jinping se empenham pela paz na Ucrânia

O papa Francisco revelou que está negociando a paz na Ucrânia. Francisco visitou a Hungria, governada pelo primeiro-ministro Viktor Orbán, um extremista de direita que talvez hoje seja o único aliado do ditador russo Vladimir Putin na União Europeia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez vários apelos por diálogo. Mas quem tem poder mesmo sobre Putin é a China.

Na semana passada, o ditador chinês, Xi Jinping, falou pela primeira vez desde o início da guerra, há um ano e dois meses, com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Xi prometeu enviar uma missão de paz a Kiev para chegar ao que chamou de "uma solução negociada" para a "crise ucraniana".

Durante uma hora de conversa que Zelensky descreveu como produtiva, Xi não falou em guerra, em linha com o discurso de Putin, que chama a guerra de "operação militar especial". Ontem, os Estados Unidos estimaram que pelo 20 mil soldados russos morreram na Ucrânia e outros 80 mil foram feridos. A Rússia admite muito menos mortes. Meu comentário:
 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Viagem aprofunda isolamento internacional de Bolsonaro

Delírio nas redes bolsonaristas: “Bolsonaro evitou a Terceira Guerra Mundial.” 

Seria uma piada, se não estivesse em jogo uma guerra prestes a explodir entre Rússia e Ucrânia. Ontem, houve 30 violações do cessar-fogo. Na média, eram três por dia na guerra entre o governo ucraniano e rebeldes apoiados pela Rússia no Leste da Ucrânia. 

Em realidade, a viagem feita sob medida para captar imagens para apresentar o presidente Jair Bolsonaro como estadista na campanha aprofundou ainda mais o isolamento internacional do presidente e de sua antipolítica externa. É uma resposta à viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi recebido como estadista na Espanha, na França, na Alemanha e no Parlamento Europeu. 

Quem vai a Moscou hoje, como o presidente da França, Emmanuel Macron, e os primeiros-ministros da Alemanha, Olaf Scholz, e do Reino Unido, Boris Johnson, faz um apelo ao ditador Vladimir Putin pela paz na Europa. 

Bolsonaro manifestou solidariedade à Rússia. É uma grande potência que ameaça um vizinho muito menor que prometeu proteger quando a Ucrânia abriu mão de sua parte do arsenal nuclear da União Soviética, em 1994.

Leia mais em Quarentena News

sábado, 22 de agosto de 2020

Ex-marqueteiro de Trump foi preso por desviar dinheiro do muro

Líder de movimento internacional de extrema direita, tem relações com os Bolsonaro

De marqueteiro, chefe da campanha de Donald Trump em 2016, estrategista da Casa Branca, guru do neopopulismo de extrema direita e líder de uma internacional do neofascismo a acusado de roubar US$ 1 milhão, cerca de R$ 5,61 milhões, de uma vaquinha de eleitores de Trump para construir um muro na fronteira com o México. Este é Steve Bannon, amigo do deputado Eduardo Bolsonaro, a quem nomeou representante do movimento no Brasil.

Leia mais em Quarentena News.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Governo vence eleições na Hungria

Com cerca de 45% da votação global, a União Cívica Húngara (Fidesz), partido do primeiro-ministro direitista Viktor Orbán, ganhou as eleições parlamentares realizadas ontem na Hungria, superando a aliança de esquerda, que ficou com 26%, e o partido de ultradireita Jobbik, racista e antissemita, com 21%.

Mesmo com o resultado inferior aos 53% das eleições de 2010, a Fidesz deve ter 133 dos 199 deputados do Parlamento. O resultado oficial sai ainda hoje.

Ao crescer de 16% para 21%, o Jobbik se consolida como maior partido de extrema direita da Europa, onde a crise econômica fortaleceu os neofascistas, como mostrou, entre outras eleições, o avanço da Frente Nacional nas eleições municipais na França.

Os observadores da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) criticaram as mudanças na legislação eleitoral e uma cobertura jornalística tendenciosa dos meios de comunicação para favorecer o partido do governo.