Um dia depois de ameaçar reagir com "fogo e fúria" e uma força "jamais vista" às provocações da Coreia do Norte, o presidente Donald Trump advertiu a ditadura comunista de Pionguiangue de que o arsenal nuclear dos Estados Unidos nunca foi tão poderoso.
"Jamais vai haver uma era em que não sejamos a nação mais poderosa do mundo", vangloriou-se o presidente americano, no que parece ser um recado à China. "Minha primeira ordem como presidente foi renovar e modernizar nosso arsenal nuclear. É hoje mais poderoso e mais forte do que nunca antes", gabou-se Trump no Twitter.
É mais uma mentira do presidente narcisista. A modernização do arsenal nuclear dos EUA em andamento é um projeto de US$ 1 trilhão do governo Barack Obama. Não seria realizável em seis meses de governo e está longe de terminar.
"Espero que nunca tenhamos de usar esse poderio, mas jamais vai haver uma era em que não sejamos a nação mais poderosa do mundo", acrescentou o presidente em outro tuíte.
Ontem, depois que o jornal The Washington Post revelou que o regime stalinista norte-coreano já tem capacidade de instalar uma bomba atômica na cabeça de um míssil de longo alcance, Trump interrompeu as férias em seu clube de golfe em Bedminster, em Nova Jérsei. Ele alertou o ditador Kim Jong Un de que suas ameaças foram "além do normal" e seriam respondidas com "fogo e fúria, e francamente com uma força como o mundo jamais viu".
Em resposta, a Coreia do Norte ameaçou atacar a ilha de Guam, no Oceano Pacífico, onde os EUA têm duas bases militares. Desde 2006, a ditadura de Pionguiangue fez seis testes nucleares. Só neste ano, mais de dez testes de mísseis balísticos.
Hoje fez 72 anos do segundo e último ataque nuclear da história, dos EUA contra a cidade de Nagasaki, no Japão, onde pelo menos 60 mil pessoas morreram na hora.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 9 de agosto de 2017
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Coreia do Norte anuncia teste de bomba de hidrogênio
O regime comunista da Coreia do Norte anunciou hoje ter realizado com sucesso um teste nuclear subterrâneo de uma bomba de hidrogênio, provocando a imediata condenação internacional, noticiou a agência Associated Press (AP).
Serão necessárias semanas para os especialistas confirmarem se a ditadura stalinista de Pionguiangue não está blefando. Um abalo sísmico foi detectado na costa nordeste da Coreia do Norte pouco antes do anúncio, um dos indicadores de um teste nuclear.
Logo depois da notícia, a Coreia do Sul colocou as Forças Armadas em estado de alerta e iniciou consultas com os Estados Unidos e o Japão, que convocaram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas a ser realizada ainda hoje.
A bomba de hidrogênio é a mais poderosa de todas as armas. É a energia liberada pela fusão de átomos de hidrogênio para formar o gás hélio, a mesma reação que produz a energia do sol e das estrelas.
O gatilho de uma bomba de hidrogênio é uma explosão deflagrada pela fissão nuclear de átomos pesados como urânio e plutônio, usados nas bombas atômicas jogadas pelos EUA em Hiroxima e Nagasaque, no Japão, no fim da Segunda Guerra Mundial.
Se a notícia for confirmada, será o quarto teste nuclear norte-coreano desde 2006. Se for mesmo uma bomba de hidrogênio, o que os serviços secretos sul-coreanos duvidam, representará um grande aumento na capacidade militar do país.
A tensão provocada pelo possível teste nuclear agrava a situação da economia mundial. Desde segunda-feira, as bolsas sofreram fortes quedas por causa de dados indicando uma desaceleração ainda maior na economia da China, a segunda maior do mundo.
O preço do barril de petróleo caiu hoje para US$ 35, a menor cotação desde 2004.
Serão necessárias semanas para os especialistas confirmarem se a ditadura stalinista de Pionguiangue não está blefando. Um abalo sísmico foi detectado na costa nordeste da Coreia do Norte pouco antes do anúncio, um dos indicadores de um teste nuclear.
Logo depois da notícia, a Coreia do Sul colocou as Forças Armadas em estado de alerta e iniciou consultas com os Estados Unidos e o Japão, que convocaram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas a ser realizada ainda hoje.
A bomba de hidrogênio é a mais poderosa de todas as armas. É a energia liberada pela fusão de átomos de hidrogênio para formar o gás hélio, a mesma reação que produz a energia do sol e das estrelas.
O gatilho de uma bomba de hidrogênio é uma explosão deflagrada pela fissão nuclear de átomos pesados como urânio e plutônio, usados nas bombas atômicas jogadas pelos EUA em Hiroxima e Nagasaque, no Japão, no fim da Segunda Guerra Mundial.
Se a notícia for confirmada, será o quarto teste nuclear norte-coreano desde 2006. Se for mesmo uma bomba de hidrogênio, o que os serviços secretos sul-coreanos duvidam, representará um grande aumento na capacidade militar do país.
A tensão provocada pelo possível teste nuclear agrava a situação da economia mundial. Desde segunda-feira, as bolsas sofreram fortes quedas por causa de dados indicando uma desaceleração ainda maior na economia da China, a segunda maior do mundo.
O preço do barril de petróleo caiu hoje para US$ 35, a menor cotação desde 2004.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Morre homem que jogou primeira bomba nuclear
Paul Tibbets, o piloto do avião bombardeiro dos Estados Unidos que jogou a primera bomba atômica, em Hiroxima, no Japão, em 6 de agosto de 1945, morreu hoje aos 92 anos em sua casa em Columbus, Ohio. Ele sofria do coração e teve dois acidentes vasculares.
Aos 30 anos, o coronel-aviador Tibbets era um piloto experiente. Participara das primeiras missões de ataque contra a Alemanha de Hitler, quando os americanos entraram na Segunda Guerra Mundial, depois do ataque japonês à 7ª Frota dos EUA, em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941.
Foram seis horas de vôo até Hiroxima, escolhida porque ainda não havia sido bombardeada. Assim os americanos poderiam avaliar melhor o impacto da nova arma desenvolvida numa corrida armamentista com os nazistas.
Albert Einstein e outros cientistas importantes tinham advertido o presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt: a Alemanha estava desenvolvendo uma bomba para aproveitar a energia do átomo.
Antes mesmo que os EUA entrassem na guerra, em 1940, Roosevelt criou o ultra-secreto Projeto Manhattan, no qual participaram grandes cientistas como o dinamarquês Niels Bohr, um dos pais da teoria atômica, o italiano Enrico Fermi, sob a direção do americano John Robert Oppenheimer, que carregou o estigma de Pai da Bomba Atômica.
Hitler imaginava que um dia haveria uma arma capaz de incendiar a face da Terra. Mas acreditava que só seria inventada muito depois de sua morte. Faltou vontade política da cúpula nazista.
O diretor do projeto alemão, o físico Werner von Heisenberg era um teórico brilhante. Em 1926, formulou o Princípio de Incerteza, que complementou a Teoria da Relatividade de Einstein e tornou-se uma das bases da ciência no século 20. Mas, na prática, felizmente Heisenberg fracassou.
A Alemanha não chegou ao conceito de massa crítica, a concentração de urânio enriquecido, com mais de 90% de urânio-235, necessária para a reação em cadeia que produz a explosão nuclear.
O ditador alemão morreu em 30 de abril, poucos dias antes do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, em 8 de maio de 1945.
A primeira explosão atômica foi em realizada 16 de julho, em Alamogordo, no Novo México. Mas é a bomba de Hiroxima que é considerada o marco inicial da era nuclear.
O bombardeiro B-29, conhecido como a superfortaleza voadora, era o mais avançado da época. Tibbets o batizou de Enola Gay, em homenagem à sua mãe. Às 8h15 de 6 de agosto, sua tripulação do jogou a bomba de cinco toneladas, apelidada de Garotinho (Little Boy).
Instantaneamente, a primeira bomba atômica matou quase 80 mil pessoas. Seu impacto foi equivalente ao de uma explosão de 11 mil toneladas de dinamite (11 quilotons); hoje há bombas de muitos megatons (milhões de toneladas de dinamite). Até o final de 1945, o total de mortos em Hiroxima chegou a 140 mil.
"Se Dante estivesse conosco dentro do avião, teria ficado aterrorizado", disse Tibbets, referindo-se ao escritor Dante Alighieri, autor de A Divina Comédia (Inferno, Purgatório e Paraíso), maior clássico da literatura italiana.
"A cidade que tínhamos visto claramente à luz do sol alguns minutos antes era agora uma mancha horrorosa. Tinha desaparecido completamente sob um horrível manto de fumaça e fogo", contou o piloto.
Mais tarde, em entrevistas, quando a bomba atômica passou a ser condenada como arma desumana e cruel que mata indiscriminadamente, o que contraria as leis da guerra, ele declarou que não se arrependia porque a bomba atômica ajudara a abreviar a guerra. Uma invasão do Japão mataria muito mais gente, especialmente americanos.
Tibbets foi promovido a general-brigadeiro. Deixou a Força Áerea dos EUA em 1966 e dirigia uma empresa de táxi-aéreo na sua cidade.
Três dias depois do ataque a Hiroxima, em 9 de agosto, os EUA jogaram a segunda bomba nuclear, Homem Gordo, em Nagasaque, no Japão, matando imediatamente 60 mil pessoas. O total de mortos em conseqüência das duas bombas já passa de 300 mil e continua subindo. A maioria dos sobreviventes teve câncer ou outras doenças causadas pela radioatividade.
Sob o impacto da devastação nuclear, o Japão se rendeu incondicionalmente em 15 de agosto de 1945.
O mundo mudou completamente. Desde 1945, não houve guerra entre as grandes potência porque seria uma guerra nuclear.
A arma capaz de provocar a guerra total acabou por tornar a guerra parcialmente obsoleta. Os grandes Exércitos, as Marinhas com seus grupos navais comandados por porta-aviões e mesmo as Forças Aéreas ainda têm tanques, aviões e navios como na Segunda Guerra Mundial. Mas a era das grandes batalhas acabou. As armas nucleares e a tecnologia de mísseis acabaram com a guerra como vimos até 1945.
A guerra hoje é a chamada guerra assimétrica onde grupos irregulares enfrentam Estados Nacionais, guerras de guerrilha em que os combatentes se misturam entre a população civil e fazem muitas vezes das cidades o cenário ideal para sua luta pela dificuldade do inimigo de identificar os combatentes e o 'escudo humano' que a população oferece. Nesse altamente imprevisível, a guerra é mais uma operação de inteligência do que de grandes combates em campo aberto.
Se o equilíbrio do terror nuclear, a certeza de que EUA e União Soviética se destruiriam mutuamente, conseguiu evitar uma guerra mundial depois de 1945, a proliferação nuclear cria novos problemas. Desde que a Índia e o Paquistão fizeram testes nucleares, em maio de 1998, houve um novo estímulo ao desenvolvimento de armas atômicas nos países em desenvolvimento.
O programa nuclear do Irã, que está no centro das preocupações dos EUA hoje, é anterior. Teria sido iniciado por ordem do aiatolá Khomeini em 1987. Israel bombardeou em 6 de setembro o que seria um reator nuclear em construção na Síria com tecnologia da Coréia do Norte. O Egito anunciou a intenção de começar pesquisas nucleares para fins pacíficos, mas há claramente um objetivo de neutralizar a superioridade militar de um Irã com armas atômicas.
A proliferação aumenta o risco de que armas nucleares voltem a ser usadas e de que possam cair nas mãos dos terroristas que não teriam escrúpulo em usá-las contra grandes populações. Este é o mundo que Paul Tibbets legou.
Aos 30 anos, o coronel-aviador Tibbets era um piloto experiente. Participara das primeiras missões de ataque contra a Alemanha de Hitler, quando os americanos entraram na Segunda Guerra Mundial, depois do ataque japonês à 7ª Frota dos EUA, em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941.
Foram seis horas de vôo até Hiroxima, escolhida porque ainda não havia sido bombardeada. Assim os americanos poderiam avaliar melhor o impacto da nova arma desenvolvida numa corrida armamentista com os nazistas.
Albert Einstein e outros cientistas importantes tinham advertido o presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt: a Alemanha estava desenvolvendo uma bomba para aproveitar a energia do átomo.
Antes mesmo que os EUA entrassem na guerra, em 1940, Roosevelt criou o ultra-secreto Projeto Manhattan, no qual participaram grandes cientistas como o dinamarquês Niels Bohr, um dos pais da teoria atômica, o italiano Enrico Fermi, sob a direção do americano John Robert Oppenheimer, que carregou o estigma de Pai da Bomba Atômica.
Hitler imaginava que um dia haveria uma arma capaz de incendiar a face da Terra. Mas acreditava que só seria inventada muito depois de sua morte. Faltou vontade política da cúpula nazista.
O diretor do projeto alemão, o físico Werner von Heisenberg era um teórico brilhante. Em 1926, formulou o Princípio de Incerteza, que complementou a Teoria da Relatividade de Einstein e tornou-se uma das bases da ciência no século 20. Mas, na prática, felizmente Heisenberg fracassou.
A Alemanha não chegou ao conceito de massa crítica, a concentração de urânio enriquecido, com mais de 90% de urânio-235, necessária para a reação em cadeia que produz a explosão nuclear.
O ditador alemão morreu em 30 de abril, poucos dias antes do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, em 8 de maio de 1945.
A primeira explosão atômica foi em realizada 16 de julho, em Alamogordo, no Novo México. Mas é a bomba de Hiroxima que é considerada o marco inicial da era nuclear.
O bombardeiro B-29, conhecido como a superfortaleza voadora, era o mais avançado da época. Tibbets o batizou de Enola Gay, em homenagem à sua mãe. Às 8h15 de 6 de agosto, sua tripulação do jogou a bomba de cinco toneladas, apelidada de Garotinho (Little Boy).
Instantaneamente, a primeira bomba atômica matou quase 80 mil pessoas. Seu impacto foi equivalente ao de uma explosão de 11 mil toneladas de dinamite (11 quilotons); hoje há bombas de muitos megatons (milhões de toneladas de dinamite). Até o final de 1945, o total de mortos em Hiroxima chegou a 140 mil.
"Se Dante estivesse conosco dentro do avião, teria ficado aterrorizado", disse Tibbets, referindo-se ao escritor Dante Alighieri, autor de A Divina Comédia (Inferno, Purgatório e Paraíso), maior clássico da literatura italiana.
"A cidade que tínhamos visto claramente à luz do sol alguns minutos antes era agora uma mancha horrorosa. Tinha desaparecido completamente sob um horrível manto de fumaça e fogo", contou o piloto.
Mais tarde, em entrevistas, quando a bomba atômica passou a ser condenada como arma desumana e cruel que mata indiscriminadamente, o que contraria as leis da guerra, ele declarou que não se arrependia porque a bomba atômica ajudara a abreviar a guerra. Uma invasão do Japão mataria muito mais gente, especialmente americanos.
Tibbets foi promovido a general-brigadeiro. Deixou a Força Áerea dos EUA em 1966 e dirigia uma empresa de táxi-aéreo na sua cidade.
Três dias depois do ataque a Hiroxima, em 9 de agosto, os EUA jogaram a segunda bomba nuclear, Homem Gordo, em Nagasaque, no Japão, matando imediatamente 60 mil pessoas. O total de mortos em conseqüência das duas bombas já passa de 300 mil e continua subindo. A maioria dos sobreviventes teve câncer ou outras doenças causadas pela radioatividade.
Sob o impacto da devastação nuclear, o Japão se rendeu incondicionalmente em 15 de agosto de 1945.
O mundo mudou completamente. Desde 1945, não houve guerra entre as grandes potência porque seria uma guerra nuclear.
A arma capaz de provocar a guerra total acabou por tornar a guerra parcialmente obsoleta. Os grandes Exércitos, as Marinhas com seus grupos navais comandados por porta-aviões e mesmo as Forças Aéreas ainda têm tanques, aviões e navios como na Segunda Guerra Mundial. Mas a era das grandes batalhas acabou. As armas nucleares e a tecnologia de mísseis acabaram com a guerra como vimos até 1945.
A guerra hoje é a chamada guerra assimétrica onde grupos irregulares enfrentam Estados Nacionais, guerras de guerrilha em que os combatentes se misturam entre a população civil e fazem muitas vezes das cidades o cenário ideal para sua luta pela dificuldade do inimigo de identificar os combatentes e o 'escudo humano' que a população oferece. Nesse altamente imprevisível, a guerra é mais uma operação de inteligência do que de grandes combates em campo aberto.
Se o equilíbrio do terror nuclear, a certeza de que EUA e União Soviética se destruiriam mutuamente, conseguiu evitar uma guerra mundial depois de 1945, a proliferação nuclear cria novos problemas. Desde que a Índia e o Paquistão fizeram testes nucleares, em maio de 1998, houve um novo estímulo ao desenvolvimento de armas atômicas nos países em desenvolvimento.
O programa nuclear do Irã, que está no centro das preocupações dos EUA hoje, é anterior. Teria sido iniciado por ordem do aiatolá Khomeini em 1987. Israel bombardeou em 6 de setembro o que seria um reator nuclear em construção na Síria com tecnologia da Coréia do Norte. O Egito anunciou a intenção de começar pesquisas nucleares para fins pacíficos, mas há claramente um objetivo de neutralizar a superioridade militar de um Irã com armas atômicas.
A proliferação aumenta o risco de que armas nucleares voltem a ser usadas e de que possam cair nas mãos dos terroristas que não teriam escrúpulo em usá-las contra grandes populações. Este é o mundo que Paul Tibbets legou.
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terça-feira, 30 de outubro de 2007
AIEA pede que Irã abra programa nuclear
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o embaixador egípcio Mohamed ElBaradei, considerou na segunda-feira "lamentável" que o Irã não tenha suspendido o enriquecimento de urânio e a construção de um novo reator nuclear. Cabe ao Irã, alertou ElBaradei, resolver o conflito abrindo seu programa nuclear a inspeções internacionais para dissipar suspeitas.
A AIEA, órgão da ONU, está na terceira rodada de negociações com o Irã em torno das centrífugas P-1 e P-2, usadas para enriquecer urânio. Em baixos teores, o urânio enriquecido em baixos teores serve para produção de energia; em alto grau, vira carga de bomba atômica de urânio, como a de Hiroxima. O Irã também está fazendo um reator nuclear para produzir plutônio, carga da bomba de Nagasaque.
No domingo, em defesa da solução diplomática, ElBaradei alegou não ter provas de que o Irã está desenvolver armas nucleares. Quando visitei a agência, em Viena, em 1998, disseram que o Irã estaria desenvolvendo um programa nuclear, e não o Iraque. Não havia indícios contra Saddam Hussein, como o diretor-geral da AIEA deixou claro em seus depoimentos ao Conselho de Segurança das Nações Unidas nas audiências sobre as inspeções internacionais no Iraque.
Em novembro, ElBaradei apresentará relatório ao Conselho de Segurança sobre o programa nuclear iraniano. Sua declaração pede abertura. É improvável que o Irã concorde em abrir suas instalações nucleares.
O presidente Mahmoud Ahmadinejad está sendo acusado de todos os lados pela crise econômica, o que o enfraquece politicamente. Mas o projeto nuclear é uma decisão estratégica. Começou por ordem do aiatolá Ruhollah Khomeini, em 1987.
Khomeini era contra a bomba atômica, que considerava antiislâmica, por matar todos indiscriminadamente. Mudou de idéia durante a Guerra Irã-Iraque, quando o país era arrasado na 'guerra das cidades'.
Então o mais provável é que o Irã negocie para ganhar tempo, sem real intenção de abrir mão de um programa estratégico para o regime dos aiatolás.
A AIEA, órgão da ONU, está na terceira rodada de negociações com o Irã em torno das centrífugas P-1 e P-2, usadas para enriquecer urânio. Em baixos teores, o urânio enriquecido em baixos teores serve para produção de energia; em alto grau, vira carga de bomba atômica de urânio, como a de Hiroxima. O Irã também está fazendo um reator nuclear para produzir plutônio, carga da bomba de Nagasaque.
No domingo, em defesa da solução diplomática, ElBaradei alegou não ter provas de que o Irã está desenvolver armas nucleares. Quando visitei a agência, em Viena, em 1998, disseram que o Irã estaria desenvolvendo um programa nuclear, e não o Iraque. Não havia indícios contra Saddam Hussein, como o diretor-geral da AIEA deixou claro em seus depoimentos ao Conselho de Segurança das Nações Unidas nas audiências sobre as inspeções internacionais no Iraque.
Em novembro, ElBaradei apresentará relatório ao Conselho de Segurança sobre o programa nuclear iraniano. Sua declaração pede abertura. É improvável que o Irã concorde em abrir suas instalações nucleares.
O presidente Mahmoud Ahmadinejad está sendo acusado de todos os lados pela crise econômica, o que o enfraquece politicamente. Mas o projeto nuclear é uma decisão estratégica. Começou por ordem do aiatolá Ruhollah Khomeini, em 1987.
Khomeini era contra a bomba atômica, que considerava antiislâmica, por matar todos indiscriminadamente. Mudou de idéia durante a Guerra Irã-Iraque, quando o país era arrasado na 'guerra das cidades'.
Então o mais provável é que o Irã negocie para ganhar tempo, sem real intenção de abrir mão de um programa estratégico para o regime dos aiatolás.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Ministro japonês cai depois de gafe atômica
O primeiro ministro da Defesa do Japão desde a Segunda Guerra Mundial caiu ontem depois de sugerir que os Estados Unidos não podem ser culpados pelos bombardeios atômicos de Hiroxima e Nagasaque, os maiores traumas da História japonesa, que teriam sido inevitáveis.
"Entendo que o bombardeio provocou o fim da guerra. Penso que não poderia ter sido evitado", declarou Fumio Kyuma no sábado. O impacto foi especialmente forte na ilha de Kyushu, normalmente favorável ao PLD, onde fica Nagasaque.
Kyuma é o terceiro ministro a pedir demissão do governo Shinzo Abe, prejudicando sua campanha para as eleições de 29 de julho, que podem derrubar o primeiro-ministro 10 meses depois de chegar ao poder.
O secretário-geral do oposicionista Partido Democrático do Japão, Yukio Hatayama, que espera tomar a maioria no Senado do Partido Liberal-Democrata (PLD), que governa o Japão quase ininterruptamente desde 1955.
O asssessor de segurança nacional de Abe,Yuriko Koike, foi nomeado novo ministro da Defesa.
"Entendo que o bombardeio provocou o fim da guerra. Penso que não poderia ter sido evitado", declarou Fumio Kyuma no sábado. O impacto foi especialmente forte na ilha de Kyushu, normalmente favorável ao PLD, onde fica Nagasaque.
Kyuma é o terceiro ministro a pedir demissão do governo Shinzo Abe, prejudicando sua campanha para as eleições de 29 de julho, que podem derrubar o primeiro-ministro 10 meses depois de chegar ao poder.
O secretário-geral do oposicionista Partido Democrático do Japão, Yukio Hatayama, que espera tomar a maioria no Senado do Partido Liberal-Democrata (PLD), que governa o Japão quase ininterruptamente desde 1955.
O asssessor de segurança nacional de Abe,Yuriko Koike, foi nomeado novo ministro da Defesa.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Chantagem atômica: Coréia do Norte quer 500 mil toneladas de petróleo para deixar energia nuclear
A Coréia do Norte exige 500 mil toneladas de petróleo por ano para abandonar seu programa nuclear, revela o jornal japonês Asahi Shimbun, citando como fontes especialistas americanos que visitaram o país a convite do governo de Pionguiangue. O regime stalinista norte-coreano alega que este foi o compromisso assumido pelos Estados Unidos no acordo de 1994.
Além de fornecer petróleo para que a Coréia do Norte não precise de energia nuclear, os EUA ficaram de construir dois reatores de água leve para substituir os reatores de grafite, que podem ser usados para fabricar plutônio, elemento artificial usado em bombas atômicas, como em Nagasaque, no Japão, destruída em 9 de agosto de 1945, três dias depois da bomba de Hiroxima.
O regime norte-coreano exige ainda ser retirado da lista do Departamento de Estado americano dos países que apóiam o terrorismo e o fim das sanções financeiras aplicadas desde novembro de 2005, quando os EUA acusaram Pionguiangue de derramar dólares falsos no mercado internacional.
Nesta quinta, as negociações de seis partes (EUA, China, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Japão e Rússia) serão retomadas em Beijim. Será uma oportunidade para ver se Pionguiangue quer negociar para valer. É mais provável que continue com seu jogo de alternar propostas de concessões com rupturas do diálogo acompanhadas de ameaças e até de testes nucleares.
Além de fornecer petróleo para que a Coréia do Norte não precise de energia nuclear, os EUA ficaram de construir dois reatores de água leve para substituir os reatores de grafite, que podem ser usados para fabricar plutônio, elemento artificial usado em bombas atômicas, como em Nagasaque, no Japão, destruída em 9 de agosto de 1945, três dias depois da bomba de Hiroxima.
O regime norte-coreano exige ainda ser retirado da lista do Departamento de Estado americano dos países que apóiam o terrorismo e o fim das sanções financeiras aplicadas desde novembro de 2005, quando os EUA acusaram Pionguiangue de derramar dólares falsos no mercado internacional.
Nesta quinta, as negociações de seis partes (EUA, China, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Japão e Rússia) serão retomadas em Beijim. Será uma oportunidade para ver se Pionguiangue quer negociar para valer. É mais provável que continue com seu jogo de alternar propostas de concessões com rupturas do diálogo acompanhadas de ameaças e até de testes nucleares.
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