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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Índia teste míssil balístico intercontinental capaz de atingir toda a China

A Índia testou hoje um míssil balístico de longa distância capaz de carregar armas nucleares e de atingir quase todo o território da China, uma rival histórica. Passa a fazer parte do pequeno grupo de países com mísseis intercontinentais, noticiou o jornal The New York Times.

O míssil Agni-5 foi lançado da ilha de Abdul Kalam, no estado de Odisha, no Leste da Índia e voou 4,8 mil quilômetros em 19 minutos. O Ministério da Defesa da Índia declarou que o teste foi um sucesso.

Há cinco meses, a disputa de uma faixa de terra na Cordilheira do Himalaia gerou tensão entre os dois países. As Forças Armadas dos dois lados ficaram de prontidão durante dois meses, no pior incidente de fronteira entre China e Índia em 30 anos.

"Se houve hostilidades, se houver um contencioso entre os dois países, a Índia tem algo capaz de deter a China ou ao menos fazer a Índia pensar duas vezes", declarou em Nova Déli Nitin Gokhale, um analista de segurança nacional independente.

Com pouco menos de 17 metros de comprimento, o Agni-5 pode atingir alvos a até 5 mil km de distância com uma carga explosiva de até 1,5 tonelada, suficiente para transportar uma ogiva nuclear.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Coreia do Norte testa míssil de longo alcance

Depois de uma pausa de dois meses e meio, em mais um desafio à sociedade internacional, a Coreia do Norte fez hoje o 23º teste de mísseis do ano, provocando a reação imediata dos Estados Unidos, do Japão e da Coreia do Sul. É mais um sinal da determinação do ditador Kim Jong Un de desenvolver um míssil nuclear capaz de atingir o território continental dos EUA.

O míssil de longo alcance voou 53 minutos, chegando a uma altitude de 4,48 mil quilômetros, e caiu na zona econômica exclusiva do Japão, no Oceano Pacífico, a cerca de mil quilômetros de distância da base de lançamento. O governo japonês pediu a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O Departamento da Defesa dos EUA (Pentágono) confirmou se tratar de um míssil balístico intercontinental. Neste último teste, o míssil "foi mais alto, francamente, do que em qualquer lançamento anterior", observou o secretário da Defesa, James Mattis. É parte de um esforço para construir mísseis "capazes de atingir qualquer parte do mundo".

Se a trajetória do míssil fosse programada para atingir a maior distância, ele poderia viajar até 13 mil km, afirmou David Wright, co-diretor do programa de segurança global da União de Cientistas Preocupados. Isso não significa que a Coreia do Norte tenha capacidade de miniaturizar uma bomba atômica, colocá-la no nariz do míssil em condições de resistir à reentrada na atmosfera. Mas é uma questão de tempo.

Analistas militares do Pentágono acreditam que o regime comunista norte-coreano já tem condições de atacar Washington, a capital do país, que fica a 10.960 km de Pionguiangue, e o resto do território americano - e ignora as advertências do presidente americano, Donald Trump.

"Vamos cuidar disso", declarou Trump aos repórteres na Casa Branca, prometendo "lidar com a situação". O presidente insiste que todas as possibilidades estão na mesa, inclusive uma ação militar, mas seus generais são contra porque uma nova guerra da Coreia arrasaria a região de Seul, a capital sul-coreana, uma cidade de 25 milhões de habitantes, e deixaria pelo menos 1 milhão de mortos.

O secretário de Estado, Rex Tillerson, declarou hoje que "as opções diplomáticas continuam viáveis e em aberto, por ora". E arrematou: "Os EUA permanecem comprometidos em encontrar um caminho pacífico para desnuclearizar a Coreia do Norte e acabar com suas ações beligerantes." Mas o regime stalinista de Pionguiangue está determinado a não abandonar as armas nucleares.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Trump declara não ter sido suficientemente duro com a Coreia do Norte

Depois de ameaçar reagir às provocações da Coreia do Norte com "fogo e fúria" e uma força "jamais vistos", o presidente Donald Trump declarou hoje que "talvez não tenha sido suficientemente duro" com o ditador Kim Jong Un e o regime comunista de Pionguiangue, noticiou o jornal The New York Times.

Apesar das críticas de estar entrando na guerra verbal da ditadura stalinista norte-coreana, Trump se recusou a recuar para uma postura mais moderada. "Francamente, as pessoas estão questionando aquela declaração. Foi dura demais? Talvez não tenha sido suficientemente dura."

A seguir, o presidente dos Estados Unidos se justificou: "Eles estão fazendo isso com nosso país há anos, há muitos anos, e é hora de alguém se levantar pelo povo deste país e pelos povos de outros países. Então, talvez aquela declaração não tenha sido suficientemente dura."

Trump advertiu: "É bom a Coreia do Norte andar na linha, se não vai ter problemas como poucos países tiveram até hoje." Há dois dias, ele falou em "fogo e fúria", quando foi revelado que o programa nuclear norte-coreano conseguiu miniaturizar uma bomba atômica num tamanho que permite instalá-la num míssil e assim atingir um alvo distante como o território dos EUA.

Em resposta, a ditadura comunista de Pionguiangue anunciou a preparação de um ataque contra a ilha de Guam, uma possessão americana no Ocidente Pacífico onde os EUA bem uma base aérea e uma base naval.

Com tantas provocações e esta escalada retórica, sempre há o risco de um disparo acidental deflagrar um conflito armado, mas a guerra não interessa a ninguém. Seria o fim do regime comunista da Coreia do Norte e sua elite dirigente.

Se forem usadas armas nucleares, o total de mortos é estimado em mais de um milhão. A Coreia do Sul seria arrasada. Os EUA poderiam entrar em conflito com a China, que não quer uma guerra nuclear no seu quintal nem uma onda de refugiados ou uma Coreia unificada com tropas americanas junto à sua fronteira.

A Coreia do Sul, por sua vez, também não quer assumir o ônus da reunificação com o Norte miserável, tendo em vista o que aconteceu com a muito mais rica Alemanha. O governo de Seul prefere uma reforma econômica gradual que prepare o regime comunista para uma reunificação no futuro.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Coreia do Norte faz novo teste de mísseis

O regime comunista da Coreia do Norte fez hoje um novo teste do que pode ser um míssil balístico intercontinental, alimentando o temor de que no próximo ano tenha capacidade de lançar um ataque nuclear contra o território dos Estados Unidos, revelou o Pentágono, citado pela televisão americana CNN.

O míssil subiu a uma altitude de 3,7 mil quilômetros até cair no mar entre a Península Coreana e o Japão a cerca de mil quilômetros do ponto de lançamento. A Coreia do Sul, o Japão e o Departamento da Defesa dos EUA estão examinando o teste para identificar o tipo de míssil.

A Coreia do Norte havia testado um míssil balístico intercontinental em 4 de julho, Dia da Independência dos EUA, considerado uma provocação. O presidente sul-coreano, Moon Jae In, que tenta inutilmente retomar o diálogo com o Norte, convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional.

Nos EUA, o presidente Donald Trump ameaça atacar o programa nuclear norte-coreano para impedir que o país desenvolva capacidade nuclear de atacar o território americano, mas a guerra seria inevitável e o principal alvo do Norte seria a região de Seul, a capital da Coreia do Sul, com risco de milhões de mortes, se forem usadas armas nucleares.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

EUA advertem Coreia do Norte de estão prontos para a guerra

Depois do teste de um míssil balístico intercontinental, os Estados Unidos deixaram claro ao regime comunista da Coreia do Norte de que estão prontos para a guerra, se forem provocados. Um ataque específico às instalações nucleares norte-coreanas estaria descartado por enquanto, pelo risco de levar a uma guerra total. Mas está sendo cogitada cada vez mais.

Os EUA rejeitam a proposta da China e da Rússia de que o programa nuclear da Coreia do Norte deve ser desativado em troca do fim dos exercícios militares conjuntos entre EUA e Coreia do Sul. E ameaçam atacar.

Na véspera do primeiro encontro de cúpula entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin, que deve ocorrer durante a reunião do Grupo dos Vinte (19 países mais ricos do mundo e a União Europeia) em Hamburgo, na Alemanha, em 7 e 8 de junho de 2017, os EUA e a Rússia se degladiaram no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A embaixadora americana, Nikki Haley, alertou que "o tempo é curto" para uma solução diplomática. O governo Trump está disposto a usar a força antes que a ditadura stalinista de Pionguiangue aperfeiçoe o míssil testado ontem para ter capacidade de bombardear o território americano
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Os EUA anunciaram a intenção de propor uma nova resolução ao Conselho de Segurança ampliando as sanções contra a Coreia do Norte. Mas a China e a Rússia, que têm poder de veto, ameaçam vetar tanto o endurecimento das sanções como qualquer ação militar amparada pelo Capítulo 7 da Carta da ONU, que autoriza o uso da força.

Nikki Haley desafiou chineses e russos a vetar: "Se estão satisfeitos com as ações da Coreia do Norte, vetem. Se querem ser amigas da Coreia do Norte, vetem."

Em Seul, o comandante militar americano na Coreia do Sul, general Vincent Brooks, declarou que as forças dos EUA e da Coreia do Sul estão prontas para ir à guerra contra o Norte, se receberem ordens para isso: "O autocontrole, que é uma escolha, é tudo o que separa um armistício da guerra. Podemos mudar de opção se recebermos ordens. Seria um erro grave para qualquer um acreditar em qualquer coisa em contrário."

terça-feira, 4 de julho de 2017

Coreia do Norte testa míssil intercontinental no 4 de Julho

No Dia da Independência dos Estados Unidos, o regime comunista da Coreia do Norte testa um míssil balístico intercontinental capaz de atingir o estado do Alasca. Dá um presente grego ao presidente Donald Trump às vésperas da reunião de cúpula do Grupo dos 20 (19 maiores economias do mundo e a União Europeia).

O míssil caiu a 925 quilômetros, mas chegou a uma altitude elevada que permite bombardear outros continentes com armas nucleares. A Coreia do Norte anuncia ter dominado a tecnologia de reentrada nas zonas mais densas da atmosfera. Esse mesmo sistema poderá ser aperfeiçoado de maneira a atingir até Nova York.

Trump reagiu pelo Twitter, dizendo que não entende como o Japão e a Coreia do Sul não enfrentam a Coreia do Norte e pedindo à China para pressionar a ditadura de Kim Jong Un.

O desarmamento não é uma opção para o regime stalinista de Pionguiangue, que investiu tudo na sua capacidade nuclear. Um ataque preventivo não é uma opção para os EUA e aliados. Deflagraria uma guerra total com dezenas de milhares de mortes, talvez centenas de milhares com armas atômicas.

Ao mesmo tempo, à Coreia do Sul também não interessa uma implosão do regime comunista do Norte. O governo de Seul teria um desafio muito maior do que a reunificação da Alemanha.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Teste de míssil da Coreia do Norte fracassa

Uma tentativa de disparar um míssil balístico de médio alcance da costa leste da Coreia do Norte parece ter fracassado, declarou hoje o Ministério da Defesa da Coreia do Sul, citado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Há poucas informações o lançamento, marcado para 14 de abril, data de nascimento do fundador do país, o Grande Líder Kim Il Sung, avô do atual ditador, Kim Jong Un, que sucedeu ao pai, Kim Jong Il, num regime comunista com sucessão dinástica.

O teste seria de um míssil de médio alcance, com um raio de ação de 3,5 mil quilômetros, o suficiente para atingir bases militares dos Estados Unidos na ilha de Guam e no Japão. A meta do regime stalinista de Pionguiangue é desenvolver um míssil nuclear intercontinental balístico capaz de atingir o território continental dos EUA.

A China, principal aliada do governo norte-coreano, se preocupa com o desenvolvimento da tecnologia de mísseis. Os EUA começaram a discutir com a Coreia do Sul a instalação de um sistema de defesa antimísseis. O regime comunista chinês teme que isso dê uma vantagem estratégica aos EUA num possível confronto no futuro.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

EUA acusam Coreia do Norte de preparar teste de mísseis

A Coreia do Norte está preparando o teste de um míssil balístico móvel capaz de atingir o território dos Estados Unidos, informou ontem a televisão CNN citando como fonte militares americanos.

O lançamento seria de um míssil de médio alcance Musudan, capaz de atingir as ilhas de Chemia e Guam, assim como o arquipélago das ilhas Aleutas, no Alasca.

O regime comunista de Pionguiangue também poderia testar um míssil de longo alcance, o míssil balístico intercontinental KN-08 ou sua versão mais avançada, o KN-14, que seria capaz de atingir a costa oeste dos EUA.

Para atingir sua meta de ter uma força capaz de dissuadir um ataque dos EUA, o governo stalinista norte-coreano deve realizar testes de mísseis intercontinentais balísticos bem-sucedidos para mostrar capacidade de bombardear o território americano com uma bomba atômica.

Com o desenvolvimento da tecnologia de mísseis pela Coreia do Norte, os EUA estão pressionando a Coreia do Sul a instalar um sistema de defesa antimísseis. Isso preocupa a China pelo medo de que dê uma vantagem estratégica aos americanos num possível conflito no futuro. O escudo antimísseis permitiria abater os mísseis chineses logo após o lançamento, longe do território americano.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Coreia do Norte ocupa complexo industrial de empresas sul-coreanas

A ditadura stalinista da Coreia do Norte mandou hoje os militares ocuparem o complexo industrial de Kaesong, onde trabalhadores norte-coreanos trabalham em fábricas de empresas da Coreia do Sul em território norte-coreano, no maior projeto de cooperação entre os dois países. Também cortou duas telefônicas diretas entre os dois governos.

Ontem, a Coreia do Sul parou as atividades em protesto contra um teste de míssil de longo alcance pelo Norte em 7 de janeiro e o Senado dos Estados Unidos aprovou novas sanções ao regime comunista de Pionguiangue.

Oficialmente, a Coreia do Norte lançou um satélite espacial. Como é uma tecnologia de uso duplo, civil e militar, os analistas entendem que foi um teste disfarçado de um míssil balístico intercontinental capaz de atingir o território dos EUA.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Míssil testado pela Coreia do Norte pode atingir os EUA

O foguete lançado há dois dias pelo regime comunista da Coreia do Norte parece mais pesado e mais poderoso que o testado em 2012, com um alcance de até 12 mil quilômetros. Seria capaz de atingir a maior parte dos Estados Unidos, afirmou hoje o Ministério da Defesa da Coreia do Sul, citado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.

O satélite de observação Kwangmyongsong-4 lançado pelo foguete entrou em órbita. Ainda não se sabe se está operando normalmente. Analistas militares entendem que o lançamento do satélite foi apenas uma desculpa para testar um míssil balístico intercontinental.

O míssil é semelhante ao Unha-3 testado em dezembro de 2012, declarou um analista sul-coreano, mas o alcance seria 2 mil quilômetros maior. Como o governo de Pionguiangue acaba de fazer mais um teste nuclear, o objetivo evidente é desenvolver um míssil balístico intercontinental capaz de atingir os EUA com uma bomba atômica.

No momento, a Coreia do Norte tem um míssil de longo alcance capaz de carregar uma bomba de até 250 quilos. Para a empresa de consultoria e estudos estratégicos Stratfor, a ditadura stalinista norte-coreano está avançando, mas seus mísseis de longo alcance ainda não têm capacidade militar.

A Coreia do Norte ainda não teria conseguido miniaturizar a bomba atômica para colocá-la numa ogiva nuclear. Desde o fim da União Soviética, em 1991, quando perdeu sua patrocinadora, o regime de Pionguiangue faz uma chantagem nuclear contra os EUA e seus principais aliados no Leste da Ásia, a Coreia do Sul e o Japão.

É uma maneira de tentar manter a legitimidade do regime comunista e de estimular a indústria pesada, a ciência e a tecnologia para se apresentar como um país independente e autossuficiente, de acordo com a linha ideológica traçada pelo Grande Líder Kim Il Sung, fundador do país e avô do atual ditador, que morreu em 1994.

Juche (Autossuficiência) é a base ideológica do marxismo-leninismo-kimilsunismo. O isolamento do país mais fechado do mundo reduz as possibilidades de impor sanções à Coreia do Norte.

Do ponto de vista político, a exemplo do pai e antecessor Kim Jong Il, o atual ditador, Kim Jong Un usa o programa espacial norte-coreano para aumentar sua legitimidade e se apresentar como moderno e visionário.

Em maio, a Coreia do Norte realiza o 7º Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia, o nome oficial do partido comunista norte-coreano. As duas Coreias reivindicam a soberania sobre toda a Península Coreana. Será o primeiro encontro do gênero desde 1980. A expectativa é de uma consolidação do poder do jovem Kim.

Sob o aspecto militar, os mísseis balísticos intercontinentais norte-coreanos ainda têm problemas de lançamento para serem armas efetivas. Os lançadores abertos e a necessidade de um a dois dias de preparação tornam o sistema vulnerável a ataques preventivos. Como a Coreia do Norte só tem duas bases de lançamento de mísseis, a vigilância fica mais fácil.

A capacidade de atingir diretamente os EUA muda os cálculos estratégicos em Washington sobre uma invasão americana. Em 2002, o então presidente George W. Bush denunciou no Discurso sobre o Estado da União a existência de um "eixo do mal" formado pelo Irã, o Iraque e a Coreia do Norte - invadiu o Iraque e derrubou o ditador Saddam Hussein. Os dois outros países entenderam que para evitar uma intervenção militar americana precisariam de armas nucleares.

Com a intervenção em 2011 na guerra civil da Líbia, onde o ditador Muamar Kadafi havia renunciado às armas atômicas, essa impressão se fortaleceu. A última garantia seria a capacidade de atacar diretamente o território americano.

Para Pionguiangue, o que era uma carta na manga para chantagear seus inimigos se tornou a base da estratégia de segurança nacional. Isto exige um desenvolvimento tecnológico real em vez do simples teatro de testes fracassados, complicando as tentativas de conter a Coreia do Norte.

Os últimos desafios aceleraram as negociações entre os EUA e a Coreia do Sul para implantar um sistema de defesa antimísseis, o que inquieta a China. O regime comunista chinês, maior aliado da Coreia do Norte, teme que isso dê uma grande superioridade tecnológica aos EUA num confronto direto com a China.

A questão norte-coreana é mais um ponto de discórdia entre os EUA e a China. Apesar dos testes nucleares e de mísseis, de vários relatos de problemas nas relações entre a China e a Coreia do Norte, e da parceria econômica cada vez maior entre Beijim e Seul, a China dá sinais de mudar de orientação e aumentar a pressão sobre a ditadura de Pionguiangue.

Essa dualidade de Beijim mantém a China na posição de único país supostamente capaz de influenciar positivamente a Coreia do Norte. Ao mesmo tempo, quanto mais crises os EUA forem obrigados a enfrentar no mundo menos tempo resta para se preocuparem com o desafio da ascensão da China a superpotência.

Ninguém quer o colapso do regime comunista norte-coreano. Para a Coreia do Sul, tendo em vista os problemas da unificação da Alemanha, onde o lado oriental era relativamente menor e muito menos problemático, o custo da reunificação da Coreia seria enorme.

Na visão da ditadura comunista chinesa, "a Coreia do Norte é a nossa Alemanha Oriental". A queda do regime poderia ter um efeito dominó sobre a China, o que parece altamente improvável dada a diferença de tamanho, população e poderio dos dois países.

Uma nova guerra da Coreia envolveria os principais aliados dos EUA na região, com os quais Washington têm pactos de defesa. Dentro da Guerra da Coreia (1950-53), houve uma guerra particular entre os EUA e a China. A China conseguiu empurrar os americanos de volta para baixo do paralelo 38º Norte, restabelecendo o status quo anterior à guerra. Nunca mais os dois países entraram em conflito direto - e é melhor que não entrem.