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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 4 de Fevereiro

  NASCE A CONFEDERAÇÃO

    Em 1861, dois meses antes do início da Guerra da Secessão (1861-65), delegados do Alabama, da Carolina do Sul, da Flórida, da Geórgia, da Lousiana e do Mississípi se reúnem em Montgomery, no Alabama, para criar os Estados Confederados da América, que tentam se separar da União para manter a escravatura.

Desde 1858, há um movimento separatista no Sul, agrário, dos Estados Unidos para discutir uma saída conjunta da União se o Norte, industrializado, quiser abolir a escravidão. Em 1860, a maioria dos estados escravistas do Sul ameaça claramente se separar.

Logo depois da vitória de Abraham Lincoln, do Partido Republicano, na eleição presidencial de novembro de 1860, a Carolina do Sul inicia preparativos para a secessão. Em 20 de dezembro, a Assembleia Legislativa estadual aprova a Ordenacão da Secessão, que declara que "a União que hoje existente entre a Carolina do Sul e outros estados, sob o nome de Estados Unidos da América, está dissolvida pelo presente documento."

Imediatamente, a Carolina do Sul toma fortes, quartéis, arsenais e locais estratégicos. Em seis semanas, outros cinco estados fazem o mesmo.

Em 8 de fevereiro de 1861, os seis estados citados acima e o Texas criam a Confederação. No dia 9, Jefferson Davies, do Mississípi, é eleito presidente.

Quando Lincoln toma posse, em 4 de março, os sulistas controlam quase todas as instalações militares nos estados confederados. A guerra civil começa em 12 de abril de 1861, com o ataque do Sul ao Forte Sumter, no porto de Charleston, na Carolina do Sul.

Dentro de dois meses, os estados da Virgínia, Arkansas, Carolina do Norte e Tennessee aderem à Confederação.

Lincoln vai á guerra para preservar a União. Em 1º de janeiro de 1863, faz a Proclamação de Emancipação libertando os escravos dos estados do Sul para que se juntem às forças do Norte. 

Ao transformar a guerra civil numa luta contra a escravidão, Lincoln evita que países europeus como o Reino Unido e a França, importadores de algodão do Sul para sua indústria nascente, reconheçam a independência da Confederação.

A 13ª Emenda à Constituição dos EUA, que acaba com a escravidão e a servidão involuntária, a não ser um caso de condenação por crime, é aprovada pela Câmara dos Representantes em 31 de janeiro de 1865 e ratificada até o fim daquele ano.

Com 620 mil mortes, de 360 mil nortistas e 260 mil sulistas, a Guerra da Secessão é a guerra mais sangrenta da história dos EUA.

CONFERÊNCIA DE IALTA

    Em 1945, começa a Conferência de Ialta, um encontro dos três grandes líderes da guerra contra o nazifascismo, o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, o ditador da União Soviética, Josef Stalin, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, para discutir o futuro diante da deerrota da Alemanha.

Os líderes dos aliados já haviam decidido dividir a Alemanha. Em Ialta, na Crimeia, até 11 de fevereiro, acertaram que não teriam responsabilidade alguma com os alemães, com a exceção de garantir um mínimo de subsistência, A indústria bélica da Alemanha será eliminada. A Alemanha será desmilitarizada e desnazificada. Os criminosos de guerra serão julgados num tribunal internacional. Uma comissão vai estudar reparações. Stalin promete colocar a URSS na ONU.

NASCE O FACEBOOK

    Em 2004, entra no ar o sítio TheFacebook.com, que se torna a maior rede social do mundo, com cerca de 3 bilhões de usuários em 2021.

O acesso é gratuito. O faturamento vem principalmente dos anúncios. Seu fundador, Mark Zuckerberg, vira um bilionário, um dos homens mais ricos do mundo. O Facebook chega a ter 3 bilhões de usuários em 2021. 

Nos últimos anos, a plataforma tem sido acusada de divulgar notícias falsas e discursos de ódio. Na semana passada, durante depoimento de diretores de redes sociais ao Congresso dos Estados Unidos, Zuckerberg pede desculpas a parentes de menores que se suicidaram pelo assédio sexual sofrido na rede social.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 6 de Novembro

 LINCOLN ELEITO

    Em 1860, com a divisão do Partido Democrata, Abraham Lincoln se torna o primeiro candidato do Partido Republicano a ser eleito presidente dos Estados Unidos. Com 40% do voto popular, vence os outros três candidatos.

Lincoln chama a atenção do novo partido mesmo perdendo a eleição ao disputar uma vaga para o Senado em Illinois com Stephen Douglas, em 1858. Numa série de debates, Lincoln critica a escravidão, enquanto Douglas defende que a decisão de abolir a escravatura cabe aos estados.

Douglas vence em Illinois, mas é um dos derrotados na eleição presidencial, quando representa os democratas do Norte. Os democratas do Sul têm outro candidato, John Breckinridge.

Em 20 de dezembro de 1860, sete estados do Sul deixam a União. Antes da posse de Lincoln, em 4 de março de 1861, criam a Confederação dos Estados da América e, em 6 de novembro, elegem Jefferson Davis como presidente. 

A Guerra da Secessão (1861-65) começa em 12 de abril de 1861, quando forças do Sul, sob o comando do general Pierre Gustave Beauregard atacam o Forte Sumter, na Carolina do Sul, que está em poder da União (Norte).

Quando a guerra vira a favor do Norte, em 1º de janeiro de 1863, Lincoln proclama a abolição da escravatura, libertando todos os escravos dos estados rebeldes. É reeleito em 1864.

A 13ª Emenda à Constituição dos EUA, que liberta todos os escravos, é aprovada no Congresso em 31 de janeiro de 1865, no fim da Guerra Civil. Em 15 de abril, John Wilkes Booth, partidário da Confederação, mata o presidente no Teatro Ford, em Washington, cinco dias depois do fim da guerra, com a rendição do general Robert Lee em Appomattox.

CONFEDERAÇÃO ELEGE PRESIDENTE

    Em 1861, os estados confederados do Sul elegem Jefferson Davis como presidente sem adversários, simplesmente confirmando a eleição feita um ano antes pelo Congresso da Confederação, para cumprir um mandato de seis anos.

Davis fica no cargo até março de 1865, quando o governo da Confederação é extinto, no fim da Guerra da Secessão (1861-65). Ele não é processado pela insurreição por dois motivos, para pacificar o país e para não criar um direito à secessão, em caso de absolvição.

REVOLUÇÃO COMUNISTA

    Em 1917, os bolcheviques, liderados por Vladimir Lenin e Leon Trotsky, derrubam o governo provisório de Alexander Kerenski, ocupam prédios públicos e pontos estratégicos de Petrogrado (hoje São Petersburgo), a capital da Rússia na época, e dois dias depois formam o governo revolucionário do primeiro país marxista.

Os mencheviques tem uma visão social-democrata. Querem implantar uma democracia para reformar a Rússia. Depois da queda do czar Nicolau II, o Sanguinário, na Revolução de Fevereiro (março pelo calendário gregoriano adotado depois da revolução), lideram o governo provisório, derrubado pelos comunistas na Revolução de Outubro (novembro pelo novo calendário).

Vladimir Ilich Ulianov (Lenin) nasce em 1870 e entra na política depois da execução o irmão mais velho, em 1887, sob a acusação de participar de uma conspiração para matar o czar Alexandre III. Ao estudar direito em São Petersburgo, se associa a grupos marxistas.

Em 1895, Ulianov ajuda a fundar a União pela Luta pela Libertação da Classe Trabalhadora. Preso em dezembro do mesmo ano, passa um ano na cadeia e três no exílio na Sibéria. Depois do exílio, vai para a Europa Ocidental, onde continua a pregação revolucionária e adota o pseudônimo de Lenin.

Em 1902, Lenin lança o livro O Que Fazer?, em que sustenta a tese de que só um partido disciplinado de revolucionários pode levar o socialismo à Rússia.

O Partido Social-Democrata dos Trabalhadores da Rússia nasce em 1903 em Londres. Desde o início, há uma divisão entre os bolcheviques, favoráveis à luta armada, e os mencheviques, defensores da via democrática para o socialismo. A cisão definitiva acontece em 1912.

Antes, com a Revolução de 1905, depois da humilhante derrota para o Japão na Guerra do Pacífico (1904-5), Lenin volta à Rússia. A revolução e uma onda de greves acabam quando Nicolau II promete reformas, inclusive uma Constituição e a criação de um parlamento. Quando o país volta ao normal, o czar revoga a maioria das reformas. Em 1907, Lenin volta ao exílio.

Quando estoura a Primeira Guerra Mundial (1914-18), Lenin se opõe ao conflito, que descreve como uma luta entre as classes dominantes em que os soldados, oriundos do proletariado, devem apontar suas armas para os capitalistas que os enviam aos campos de batalha. São Peterburgo é rebatizada Petrogrado para tirar o nome de origem alemã.

Exilado na Suíça, Lenin lança sua principal obra sobre relações internacionais, o livro Imperialismo: Estágio Superior do Capitalismo, onde defende a tese do elo mais fraco: a revolução não começaria nos países capitalistas avançados, como previu Karl Marx, mas nos países mais frágeis do sistema, como a Rússia, que não tem uma indústria desenvolvida.

Com a derrota humilhante da Rússia para a Alemanha e o impacto econômico da Primeira Guerra Mundial, os soldados que voltam das frentes de combates se unem a trabalhadores numa onda de greves e protestos. Em 15 de março de 1917, Nicolau II abdica, pondo fim a mais de 300 anos de domínio da Dinastia Romanov.

A Alemanha autoriza então Lenin a atravessar o país para voltar à Rússia, na expectativa que os socialistas contrários à guerra minariam o esforço de guerra russo. De volta à Rússia, Lenin lança as Teses de Abril, dez diretrizes conclamando os sovietes a derrubar o governo provisório.

Em julho, os bolcheviques conquistam a maioria no Soviete de Petrogrado. Em novembro, tomam o poder e Lenin se torna um ditador. Faz a paz com a Alemanha, estatiza a indústria e distribui terras aos camponeses.

No início da 1918, a reação czarista provoca uma guerra civil. Em 1920, os czaristas são derrotados. A União das Repúblicas Socialistas Soviética nasce em 1922. Com a morte de Lenin, em 21 de janeiro de 1924, há uma luta pelo poder entre Leon Trotsky e Josef Stalin, vencida por Stalin em 1927, o que dá início a um longo período de repressão e tirania, até a morte do ditador, em 5 de março de 1953.

ONU CONDENA APARTHEID

    Em 1962, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova resolução condenando o regime segregacionista do apartheid e conclama os países-membros a romper relações econômicas e militares com a África do Sul.

De 1948 a 1994, o regime da minoria branca oficializa a segregação racial e a discriminação política e econômica dos sul-africanos não brancos. Os negros são obrigados a viver em áreas segregadas e não podem entrar nos bairros e zonas rurais dos brancos, a não ser com um passe especial. A minoria branca tem as melhores terras e fica com a maior parte da riqueza do país mais rico de África.

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 4 de Fevereiro

 NASCE A CONFEDERAÇÃO

    Em 1861, dois meses antes do início da Guerra da Secessão (1861-65), delegados do Alabama, da Carolina do Sul, da Flórida, da Geórgia, da Lousiana e do Mississípi se reúnem em Montgomery, no Alabama, para criar os Estados Confederados da América, que tentam se separar da União para manter a escravatura.

Desde 1858, há um movimento separatista no Sul, agrário, dos Estados Unidos para discutir uma saída conjunta da União se o Norte, industrializado, quiser abolir a escravidão. Em 1860, a maioria dos estados escravistas do Sul ameaçam claramente se separar.

Logo depois da vitória de Abraham Lincoln, do Partido Republicano, na eleição presidencial de novembro de 1860, a Carolina do Sul inicia preparativos para a secessão. Em 20 de dezembro, a Assembleia Legislativa estadual aprova a Ordenacão da Secessão, que declara que "a União que hoje existente entre a Carolina do Sul e outros estados, sob o nome de Estados Unidos da América, está dissolvida pelo presente documento."

Imediatamente, a Carolina do Sul toma fortes, quartéis, arsenais e locais estratégicos. Em seis semanas, outros cinco estados fazem o mesmo.

Em 8 de fevereiro de 1861, os seis estados citados acima e o Texas criam a Confederação. No dia 9, Jefferson Davies, do Mississípi, é eleito presidente.

Quando Lincoln toma posse, em 4 de março, os sulistas controlam quase todas as instalações militares nos estados confederados. A guerra civil começa em 12 de abril de 1861, com o ataque do Sul ao Forte Sumter, no porto de Charleston, na Carolina do Sul.

Dentro de dois meses, os estados da Virgínia, Arkansas, Carolina do Norte e Tennessee aderem à Confederação.

Lincoln vai á guerra para preservar a União. Em 1º de janeiro de 1863, faz a Proclamação de Emancipação libertando os escravos dos estados do Sul para que se juntem às forças do Norte. 

Ao transformar a guerra civil numa luta contra a escravidão, Lincoln evita que países europeus como o Reino Unido e a França, importadores de algodão do Sul para sua indústria nascente, reconheçam a independência da Confederação.

A 13ª Emenda à Constituição dos EUA, que acaba com a escravidão e a servidão involuntária, a não ser um caso de condenação por crime, é aprovada pela Câmara dos Representantes em 31 de janeiro de 1865 e ratificada até o fim daquele ano.

Com 620 mil mortes, de 360 mil nortistas e 260 mil sulistas, a Guerra da Secessão é a guerra mais sangrenta da história dos EUA.

CONFERÊNCIA DE IALTA

    Em 1945, começa a Conferência de Ialta, um encontro dos três grandes líderes da guerra contra o nazifascismo, o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, o ditador da União Soviética, Josef Stalin, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, para discutir o futuro diante da deerrota da Alemanha.

Os líderes dos aliados já haviam decidido dividir a Alemanha. Em Ialta, na Crimeia, até 11 de fevereiro, acertaram que não teriam responsabilidade alguma com os alemães, com a exceção de garantir um mínimo de subsistência, A indústria bélica da Alemanha será eliminada. A Alemanha será desmilitarizada e desnazificada. Os criminosos de guerra serão julgados num tribunal internacional. Uma comissão vai estudar reparações. Stalin promete colocar a URSS na ONU.

NASCE O FACEBOOK

    Em 2004, entra no ar o sítio TheFacebook.com, que se torna a maior rede social do mundo, com cerca de 3 bilhões de usuários em 2021.

O acesso é gratuito. O faturamento vem principalmente dos anúncios. Seu fundador, Mark Zuckerberg, vira um bilionário, um dos homens mais ricos do mundo. O Facebook chega a ter 3 bilhões de usuários em 2021. 

Nos últimos anos, a plataforma tem sido acusada de divulgar notícias falsas e discursos de ódio. Na semana passada, durante depoimento de diretores de redes sociais ao Congresso dos Estados Unidos, Zuckerberg pede desculpas a parentes de menores que se suicidaram pelo assédio sexual sofrido na rede social.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 6 de Novembro

 LINCOLN ELEITO

    Em 1860, com a divisão do Partido Democrata, Abraham Lincoln se torna o primeiro candidato do Partido Republicano a ser eleito presidente dos Estados Unidos. Com 40% dos votos populares, vence os outros três candidatos.

Lincoln chama a atenção do novo partido mesmo perdendo a eleição ao disputar uma vaga para o Senado em Illinois com Stephen Douglas, em 1858. Numa série de debates, Lincoln critica a escravidão, enquanto Douglas defende que a decisão de abolir a escravatura cabe aos estados.

Douglas vence em Illinois, mas é um dos derrotados na eleição presidencial, quando representa os democratas do Norte. Os democratas do Sul têm outro candidato, John Breckinridge.

Em 20 de dezembro de 1860, sete estados do Sul deixam a União. Antes da posse de Lincoln, em 4 de março de 1861, criam a Confederação dos Estados da América e, em 6 de novembro, elegem Jefferson Davis como presidente. 

A Guerra da Secessão (1861-65) começa em 12 de abril, quando forças do Sul, sob o comando do general Pierre Gustave Beauregard atacam o Forte Sumter, na Carolina do Sul, que está em poder da União (Norte).

Quando a guerra vira a favor do Norte, em 1º de janeiro de 1863, Lincoln proclama a abolição da escravatura, libertando todos os escravos dos estados rebeldes. É reeleito em 1864.

A 13ª Emenda à Constituição dos EUA, que liberta todos os escravos, é aprovada no Congresso em 31 de janeiro de 1865, no fim da Guerra Civil. Em 15 de abril, John Wilkes Booth, partidário da Confederação, mata o presidente no Teatro Ford, em Washington, cinco dias depois do fim da guerra, com a rendição do general Robert Lee em Appomattox.

CONFEDERAÇÃO ELEGE PRESIDENTE

    Em 1861, os estados confederados do Sul elegem Jefferson Davis como presidente sem adversários, simplesmente confirmando a eleição feita um ano antes pelo Congresso da Confederação, para cumprir um mandato de seis anos.

Davis fica no cargo até março de 1865, quando o governo da Confederação é extinto, no fim da Guerra da Secessão (1861-65). Ele não é processado pela insurreição por dois motivos, para pacificar o país e para não criar um direito à secessão, em casos de absolvição.

REVOLUÇÃO COMUNISTA

    Em 1917, os bolcheviques, liderados por Vladimir Lenin e Leon Trotsky, derrubam o governo provisório de Alexander Kerenski, ocupam prédios públicos e pontos estratégicos de Petrogrado (hoje São Petersburgo), a capital da Rússia na época, e dois dias depois formam o governo revolucionário do primeiro país marxista.

Os mencheviques tem uma visão social-democrata. Querem implantar uma democracia para reformar a Rússia. Depois da queda do czar Nicolau II, o Sanguinário, na Revolução de Fevereiro (março pelo calendário gregoriano adotado depois da revolução), lideram o governo provisório, derrubado pelos comunistas na Revolução de Outubro (novembro pelo novo calendário).

Vladimir Ilich Ulianov (Lenin) nasce em 1870 e entra na política depois da execução o irmão mais velho, em 1887, sob a acusação de participar de uma conspiração para matar o czar Alexandre III. Ao estudar direito em São Petersburgo, se associa a grupos marxistas.

Em 1895, Ulianov ajuda a fundar a União pela Luta pela Libertação da Classe Trabalhadora. Preso em dezembro do mesmo ano, passa um ano na cadeia e três no exílio na Sibéria. Depois do exílio, vai para a Europa Ocidental, onde continua a pregação revolucionária e adota o pseudônimo de Lenin.

Em 1902, Lenin lança o livro O Que Fazer?, em que sustenta a tese de que só um partido disciplinado de revolucionários pode levar o socialismo à Rússia.

O Partido Social-Democrata dos Trabalhadores da Rússia nasce em 1903 em Londres. Desde o início, há uma divisão entre os bolcheviques, favoráveis à luta armada, e os mencheviques, defensores da via democrática para o socialismo. A cisão definitiva acontece em 1912.

Antes, com a Revolução de 1905, depois da humilhante derrota para o Japão na Guerra do Pacífico (1904-5), Lenin volta à Rússia. A revolução e uma onda de greves acabam quando Nicolau II promete reformas, inclusive uma Constituição e a criação de um parlamento. Quando o país volta ao normal, o czar revoga a maioria das reformas. Em 1907, Lenin volta ao exílio.

Quando estoura a Primeira Guerra Mundial (1914-18), Lenin se opõe ao conflito, que descreve como uma luta entre as classes dominantes em que os soldados, oriundos do proletariado, devem apontar suas armas para os capitalistas que os enviam aos campos de batalha. São Peterburgo é rebatizada Petrogrado para tirar o nome de origem alemã.

Exilado na Suíça, Lenin lança sua principal obra sobre relações internacionais, o livro Imperialismo: Estágio Superior do Capitalismo, onde defende a tese do elo mais fraco: a revolução não começaria nos países capitalistas avançados, como previu Karl Marx, mas nos países mais frágeis do sistema, como a Rússia, que não tem uma indústria desenvolvida.

Com a derrota humilhante da Rússia para a Alemanha e o impacto econômico da Primeira Guerra Mundial, os soldados que voltam das frentes de combates se unem a trabalhadores numa onda de greves e protestos. Em 15 de março de 1917, Nicolau II abdica, pondo fim a mais de 300 anos de domínio da Dinastia Romanov.

A Alemanha autoriza então Lenin a atravessar o país para voltar à Rússia, na expectativa que os socialistas contrários à guerra minariam o esforço de guerra russo. De volta à Rússia, Lenin lança as Teses de Abril, dez diretrizes conclamando os sovietes a derrubar o governo provisório.

Em julho, os bolcheviques conquistam a maioria no Soviete de Petrogrado. Em novembro, tomam o poder e Lenin se torna um ditador. Faz a paz com a Alemanha, estatiza a indústria e distribui terras aos camponeses.

No início da 1918, a reação czarista provoca uma guerra civil. Em 1920, os czaristas são derrotados. A União das Repúblicas Socialistas Soviética nasce em 1922. Com a morte de Lenin, em 21 de janeiro de 1924, há uma luta pelo poder entre Leon Trotsky e Josef Stalin, vencida por Stalin em 1927, o que dá início a um longo período de repressão e tirania, até a morte do ditador, em 5 de março de 1953.

ONU CONDENA APARTHEID

    Em 1962, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova resolução condenando o regime segregacionista do apartheid e conclama os países-membros a romper relações econômicas e militares com a África do Sul.

De 1948 a 1994, o regime da minoria branca oficializa a segregação racial e a discriminação política e econômica dos sul-africanos não brancos. Os negros são obrigados a viver em áreas segregadas e não podem entrar nos bairros e zonas rurais dos brancos, a não ser com um passe especial. A minoria branca tem as melhores terras e fica com a maior parte da riqueza do país mais rico de África.

domingo, 4 de fevereiro de 2024

Hoje na História do Mundo: 4 de Fevereiro

 NASCE A CONFEDERAÇÃO

    Em 1861, dois meses antes do início da Guerra da Secessão (1861-65), delegados do Alabama, da Carolina do Sul, da Flórida, da Geórgia, da Lousiana e do Mississípi se reúnem em Montgomery, no Alabama, para criar os Estados Confederados da América, que tentam se separar da União para manter a escravatura.

Desde 1858, há um movimento separatista no Sul, agrário, dos Estados Unidos para discutir uma saída conjunta da União se o Norte, industrializado, quiser abolir a escravidão. Em 1860, a maioria dos estados escravistas do Sul ameaçam claramente se separar.

Logo depois da vitória de Abraham Lincoln, do Partido Republicano, na eleição presidencial de novembro de 1860, a Carolina do Sul inicia preparativos para a secessão. Em 20 de dezembro, a Assembleia Legislativa estadual aprova a Ordenacão da Secessão, que declara que "a União que hoje existente entre a Carolina do Sul e outros estados, sob o nome de Estados Unidos da América, está dissolvida pelo presente documento."

Imediatamente, a Carolina do Sul toma fortes, quartéis, arsenais e locais estratégicos. Em seis semanas, outros cinco estados fazem o mesmo.

Em 8 de fevereiro de 1861, os seis estados citados acima e o Texas criam a Confederação. No dia 9, Jefferson Davies, do Mississípi, é eleito presidente.

Quando Lincoln toma posse, em 4 de março, os sulistas controlam quase todas as instalações militares nos estados confederados. A guerra civil começa em 12 de abril de 1861, com o ataque do Sul ao Forte Sumter, no porto de Charleston, na Carolina do Sul.

Dentro de dois meses, os estados da Virgínia, Arkansas, Carolina do Norte e Tennessee aderem à Confederação.

Lincoln vai á guerra para preservar a União. Em 1º de janeiro de 1863, faz a Proclamação de Emancipação libertando os escravos dos estados do Sul para que se juntem às forças do Norte. 

Ao transformar a guerra civil numa luta contra a escravidão, Lincoln evita que países europeus como o Reino Unido e a França, importadores de algodão do Sul para sua indústria nascente, reconheçam a independência da Confederação.

A 13ª Emenda à Constituição dos EUA, que acaba com a escravidão e a servidão involuntária, a não ser um caso de condenação por crime, é aprovada pela Câmara dos Representantes em 31 de janeiro de 1865 e ratificada até o fim daquele ano.

Com 620 mil mortes, de 360 mil nortistas e 260 mil sulistas, a Guerra da Secessão é a guerra mais sangrenta da história dos EUA.

CONFERÊNCIA DE IALTA

    Em 1945, começa a Conferência de Ialta, um encontro dos três grandes líderes da guerra contra o nazifascismo, o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, o ditador da União Soviética, Josef Stalin, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, para discutir o futuro diante da deerrota da Alemanha.

Os líderes dos aliados já haviam decidido dividir a Alemanha. Em Ialta, na Crimeia, até 11 de fevereiro, acertaram que não teriam responsabilidade alguma com os alemães, com a exceção de garantir um mínimo de subsistência, A indústria bélica da Alemanha será eliminada. A Alemanha será desmilitarizada e desnazificada. Os criminosos de guerra serão julgados num tribunal internacional. Uma comissão vai estudar reparações. Stalin promete colocar a URSS na ONU.

NASCE O FACEBOOK

    Em 2004, entra no ar o sítio TheFacebook.com, que se torna a maior rede social do mundo, com cerca de 3 bilhões de usuários em 2021.

O acesso é gratuito. O faturamento vem principalmente dos anúncios. Seu fundador, Mark Zuckerberg, vira um bilionário, um dos homens mais ricos do mundo. O Facebook chega a ter 3 bilhões de usuários em 2021. 

Nos últimos anos, a plataforma tem sido acusada de divulgar notícias falsas e discursos de ódio. Na semana passada, durante depoimento de diretores de redes sociais ao Congresso dos Estados Unidos, Zuckerberg pede desculpas a parentes de menores que se suicidaram pelo assédio sexual sofrido na rede social.

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 6 de Novembro

 LINCOLN ELEITO

    Em 1860, com a divisão do Partido Democrata, Abraham Lincoln se torna o primeiro candidato do Partido Republicano a ser eleito presidente dos Estados Unidos. Com 40% dos votos populares, venceu os outros três candidatos.

Lincoln chama a atenção do novo partido mesmo perdendo a eleição ao disputar uma vaga para o Senado em Illinois com Stephen Douglas, em 1858. Numa série de debates, Lincoln critica a escravidão, enquanto Douglas defende que a decisão de abolir a escravatura cabe aos estados.

Douglas vence em Illinois, mas é um dos derrotados na eleição presidencial, quando representa os democratas do Norte. Os democratas do Sul têm outro candidato, John Breckinridge.

Em 20 de dezembro de 1860, sete estados do Sul deixam a União. Antes da posse de Lincoln, em 4 de março de 1861, criam a Confederação dos Estados da América e, em 6 de novembro, elegem Jefferson Davis como presidente. 

A Guerra da Secessão (1861-65) começa em 12 de abril, quando forças do Sul, sob o comando do general Pierre Gustave Beauregard atacam o Forte Sumter, na Carolina do Sul, que está em poder da União (Norte).

Quando a guerra vira a favor do Norte, em 1º de janeiro de 1863, Lincoln proclama a abolição da escravatura, libertando todos os escravos dos estados rebeldes. É reeleito em 1864.

A 13ª Emenda à Constituição dos EUA, que liberta todos os escravos, é aprovada no Congresso em 31 de janeiro de 1865, no fim da Guerra Civil. Em 15 de abril, John Wilkes Booth, partidário da Confederação, mata o presidente no Teatro Ford, em Washington, cinco dias depois do fim da guerra, com a rendição do general Robert Lee em Appomattox.

CONFEDERAÇÃO ELEGE PRESIDENTE

    Em 1861, os estados confederados do Sul elegem Jefferson Davis como presidente sem adversários, simplesmente confirmando a eleição feita um ano antes pelo Congresso da Confederação, para cumprir um mandato de seis anos.

Davis fica no cargo até março de 1865, quando o governo da Confederação é extinto, no fim da Guerra da Secessão (1861-65). 

REVOLUÇÃO COMUNISTA

    Em 1917, os bolcheviques, liderados por Vladimir Lenin e Leon Trotsky, derrubam o governo provisório de Alexander Kerenski, ocupam prédios públicos e pontos estratégicos de Petrogrado (hoje São Petersburgo), a capital da Rússia na época, e dois dias depois formam o governo revolucionário do primeiro país marxista.

Os mencheviques tem uma visão social-democrata. Querem implantar uma democracia para reformar a Rússia. Depois da queda do czar Nicolau II, o Sanguinário, na Revolução de Fevereiro (março pelo calendário gregoriano adotado depois da revolução), lideram o governo provisório, derrubado pelos comunistas na Revolução de Outubro (novembro pelo novo calendário).

Vladimir Ilich Ulianov (Lenin) nasce em 1870 e entra na política depois da execução o irmão mais velho, em 1887, sob a acusação de participar de uma conspiração para matar o czar Alexandre III. Ao estudar direito em São Petersburgo, se associa a grupos marxistas.

Em 1895, Ulianov ajuda a fundar a União pela Luta pela Libertação da Classe Trabalhadora. Preso em dezembro do mesmo ano, passa um ano na cadeia e três no exílio na Sibéria. Depois do exílio, vai para a Europa Ocidental, onde continua a pregação revolucionária e adota o pseudônimo de Lenin.

Em 1902, Lenin lança o livro O Que Fazer?, em que sustenta a tese de que só um partido disciplinado de revolucionários poderia levar o socialismo à Rússia.

O Partido Social-Democrata dos Trabalhadores da Rússia nasce em 1903 em Londres. Desde o início, há uma divisão entre os bolcheviques, favoráveis à luta armada, e os mencheviques, defensores da via democrática para o socialismo. A cisão definitiva acontece em 1912.

Antes, com a Revolução de 1905, depois da humilhante derrota para o Japão na Guerra do Pacífico (1904-5), Lenin volta à Rússia. A revolução e uma onda de greves acabam quando Nicolau II promete reformas, inclusive uma Constituição e a criação de um parlamento. Quando o país volta ao normal, o czar revoga a maioria das reformas. Em 1907, Lenin volta ao exílio.

Quando estoura a Primeira Guerra Mundial (1914-18), Lenin se opõe ao conflito, que descreve como uma luta entre as classes dominantes em que os soldados, oriundos do proletariado, devem apontar suas armas para os capitalistas que os enviam aos campos de batalha. São Peterburgo é rebatizada Petrogrado para tirar o nome de origem alemã.

Exilado na Suíça, Lenin lança sua principal obra sobre relações internacionais, o livro Imperialismo: Estágio Superior do Capitalismo, onde defende a tese do elo mais fraco: a revolução não começaria nos países capitalistas avançados, como previu Karl Marx, mas nos países mais frágeis do sistema, como a Rússia, que não tem uma indústria desenvolvida.

Com a derrota humilhante da Rússia para a Alemanha e o impacto econômico da Primeira Guerra Mundial, os soldados que voltam das frentes de combates se unem a trabalhadores numa onda de greves e protestos. Em 15 de março de 1917, Nicolau II abdica, pondo fim a mais de 300 anos de domínio da Dinastia Romanov.

A Alemanha autoriza então Lenin a atravessar o país para voltar à Rússia, na expectativa que os socialistas contrários à guerra minariam o esforço de guerra russo. De volta à Rússia, Lenin lança as Teses de Abril, dez diretrizes conclamando os sovietes a derrubar o governo provisório.

Em julho, os bolcheviques conquistam a maioria no Soviete de Petrogrado. Em novembro, tomam o poder e Lenin se torna um ditador. Faz a paz com a Alemanha, estatiza a indústria e distribui terras aos camponeses.

No início da 1918, a reação czarista provoca uma guerra civil. Em 1920, os czaristas são derrotados. A União das Repúblicas Socialistas Soviética nasce em 1922. Com a morte de Lenin, em 21 de janeiro de 1924, há uma luta pelo poder entre Leon Trotsky e Josef Stalin, vencida por Stalin em 1927, o que dá início a um longo período de repressão e tirania, até a morte do ditador, em 5 de março de 1953.

ONU CONDENA APARTHEID

    Em 1962, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova resolução condenando o regime segregacionista do apartheid e conclama os países-membros a romper relações econômicas e militares com a África do Sul.

De 1948 a 1994, o regime da minoria branca oficializa a segregação racial e a discriminação política e econômica dos sul-africanos não brancos. Os negros são obrigados a viver em áreas segregadas e não podem entrar nos bairros e zonas rurais dos brancos, a não ser com um passe especial. A minoria branca tem as melhores terras e fica com a maior parte da riqueza do país mais rico de África.

sábado, 3 de julho de 2021

Hoje na História do Mundo: 3 de Julho

    Em 1863, com o fracasso de uma tentativa do general Robert Lee, comandante militar dos Estados Confederados da América (Sul), de quebrar as linhas de defesa da União (Norte), termina com a vitória do Norte a Batalha de Gettysburg, a mais decisiva da Guerra da Secessão (1861-65), a Guerra Civil Americana.

Depois de vencer a Batalha de Chancellorsville, o general Lee lançou sua segunda invasão do Norte. Levou seu exército de 75 mil soldados do Norte da Virgínia para Maryland e a Pensilvânia. O objetivo era grande uma grande batalha em território do Norte para quebrar a força moral das tropas da União e esperar uma intervenção da França ou do Reino Unido em seu favor.

O Exército do Potomac, com 90 mil soldados, perseguiu os confederados até o estado de Maryland, mas o general Joseph Hooker, derrotado em Chancellorsville, tinha medo de atacar Lee. Os confederados dividiram sua forças em busca de alvos para atacar, entre eles Harriburg, a capital da Pensilvânia.

Diante da relutância, o presidente Abraham Lincoln substituiu Hooker pelo general George Meade. Lee soube da presença do exército da União e concentrou suas forças perto da cidade de Gettysburg, na Pensilvânia.

Sob o comando do general Henry Heth, uma divisão do Sul marcha sobre Gettysburg em 1º de julho na esperança de encontrar suprimentos e se defronta com três brigadas da cavalaria da União. Começa a Batalha de Gettysburg. Lee e Meade mandam seus soldados entrar na luta.

No meio da tarde, 19 mil soldados federais enfrentavam 24 mil confederados. Pouco depois, quando chegou ao campo de batalha, o general Lee ordenou um avanço geral. As tropas da União recuaram até a Colina do Cemitério, ao sul da cidade.

O resto dos soldados de Meade chegou à noite. Na tarde de 2 de julho, depois de consolidar suas posições, o general nortista James Longstreet lançou a principal ofensiva do Norte. Depois de três horas e milhares de mortes, o combate cessou.

Em 3 de julho, depois de não conseguir quebrar as linhas da União pelos flancos direito e esquerdo, Lee lançou um ataque frontal, com um bombardeio maciço pelo centro, com 15 mil homens sob o comando do general George Pickett. Os federais responderam, naquele que foi um dos maiores bombardeios da guerra civil.

Quando Pickett avançou, viu que o bombardeio de Lee não debilitara as linhas inimigas. Foi alvo de intenso bombardeio nortista. Ao mesmo tempo, a infantaria ianque atacou a retaguarda do avanço de Pickett para dividir os confederados. Poucos chegaram até a linha de frente da União e logo foram mortes. Mais de 7 mil confederados morreram em uma hora.

No fim da Batalha de Gettysburg, o Exército do Potomac estava muito debilitado para perseguir as forças em retirada de Lee. Mais de 23 mil pessoas morreram. Foi um virada na guerra civil. Nunca mais o Sul tentou invadir o Norte. Em 19 de novembro de 1963, ao inaugurar um cemitério no local da batalha, Lincoln fez o Discurso de Gettysburg, considerado o discurso político mais importante da História dos Estados Unidos.

    Em 1969, o guitarrista e multi-instrumentista dos Rolling Stones Brian Jones é encontrado morto na piscina aos 27, no que foi considerada uma morte acidental por afogamento.

John Lennon comentou em 1970: "No início, Brian Jones era o mais interessante dos Rolling Stones, mas é um daqueles caras que de desintegraram diante de nós."

Por causa do abuso de drogas, Jones faltava a ensaios e gravações, e errava na hora de tocar. Os EUA lhe negaram visto para uma excurso em 1969. Em 8 de junho, Mick Jagger e Keith Richards o demitiram da banda. Richards já tinha tomado a namorada dele, a modelo e atriz Anita Pallenberg.

Jimi Hendrix e Janis Joplin morreriam em 1970, Jim Morrison em 1971, Kurt Cobain em 1994 e Amy Winehouse em 2011 - todos aos 27 anos, por excesso de drogas.

    Em 1971, o cantor, compositor e poeta Jim Morrison, líder da banda americana The Doors, foi encontrado morto aos 27 anos na banheira de seu apartamento em Paris. A causa da morte foi colapso cardíaco, provavelmente devida a uma dose excessiva de heroína. Não houve autópsia

O Rei Lagarto seduziu uma geração com suas letras e sua presença no palco, com as ideias do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, do poeta francês Arthur Rimbaud, do poeta e pintor inglês William Blake e o escritor americano Aldous Huxley. O abuso de drogas o transformou num gênio indomável. Como sempre doidão, "era difícil gravar, fazer um show e até mesmo tomar um avião", confessou Ray Manzarek, o baterista da banda.

Morrison foi preso e acusado de "exposição indecente" e "profanidade" por ter ameaçado mostrar seu órgão genital durante um show em Miami, em 1º de março de 1969. Vários concertos da banda foram cancelados. Em 20 de setembro de 1970, foi condenado e, em 30 de outubro, sentenciado a seis meses de prisão e multa de US$ 500. Ficou em liberdade por pagar fiança de US$ 50 mil.

"Perdi muito tempo e energia com o julgamento em Miami, cerca de um ano e meio", reconheceu Morrison depois em entrevista. "Mas acho que foi uma experiência válida porque antes do julgamento eu tinha uma visão estudantil irrealista sobre o sistema judicial americano. Meus olhos se abriram um pouco. Há muitos caras, negros, que em cinco minutos pegam 20, 25 anos de cadeia. Se eu não tivesse fundos ilimitados para continuar lutando, ficaria uns três anos preso. Se você tem dinheiro, geralmente não vai preso."

O túmulo de Morrison é o mais visitado no Cemitério Père Lachaise, em Paris, onde também estão sepultados o pianista e compositor polonês Frédéric Chopin, o escritor Honoré de Balzac e o escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde. Os fãs costumavam beber e se drogar em homenagem ao ídolo.

    Em 1988, o cruzador americano Vincennes abate um avião de passageiros Airbus da Iran Air no Golfo Pérsico, matando todas as 290 pessoas a bordo

A Guerra Irã-Iraque (1980-88) estava no fim. Os EUA patrulhavam o golfe para evitar ataques a navios petroleiros e alegaram que o confundiram o avião civil com um caça-bombardeiro iraniano. O sistema de defesa Aegis, o Escudo de Zeus, que seria capaz de distinguir uma barata a quilômetros de distância derrubou o Airbus iraniano. 

O ditador do Irã, aiatolá Ruhollah Khomeini, aceitou em 20 de julho a Resolução nº 598 do Conselho de Segurança das Nações Unidos, que propunha um cessar-fogo. A trégua entrou em vigor em 20 de agosto, depois de quase oito anos de uma guerra que matou entre 500 mil e 1 milhão de pessoas.

     Em 2013, o comandante das Forças Armadas do Egito, general Abdel Fattah al-Sissi, lidera um golpe militar e derruba o governo da Irmandade Muçulmana e do presidente Mohamed Mursi, eleito na chamada Primavera Árabe.

Quando uma revolta popular derrubou o ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011, que estava no poder há 30 anos, um mês depois da queda de Zine ben Ali na Tunísia, só havia duas instituições organizadas no Egito: as Forças Armadas e a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico, fundado em 1928 por Hassan al-Bana para reislamizar o mundo muçulmano numa reação ao imperialismo ocidental.

Como único movimento político organizado, a Irmandade Muçulmana venceu as primeiras eleições democráticas da história do país para a Assembleia Nacional e a Presidência. Em 30 de junho de 2013, primeiro aniversário da vitória de Mursi, 14 milhões de pessoas protestaram nas ruas contra o autoritarismo do governo da Irmandade Muçulmana, acusada de sequestrar a revolução. Cinco manifestantes foram mortos.

No dia seguinte, populares atacaram e saquearam a sede nacional da Irmandade Muçulmana no Cairo. Outras oito pessoas morreram numa manifestação diante de um quartel. Em 3 de junho, foram mortos16 partidários da Irmandade Muçulmana. À noite, o Comando Supremo das Forças Armadas divulgou comunidade anunciando o fim do governo Mursi.

A repressão violenta levou à morte de pelo menos mil pessoas, massacradas pelas forças de segurança em 14 de agosto. A Irmandade Muçulmana afirma que houve 2,6 mil mortes. Mursi foi preso e condenado a 20 anos de cadeia por prisões ilegais e torturas cometidas sob seu governo. 

Em 17 de junho de 2019, a televisão estatal egípcia anunciou que Mursi havia desmaiado durante uma audiência sobre acusações de espionagem. Levado a um hospital, ele morreu, supostamente de ataque cardíaco.

domingo, 2 de setembro de 2018

Trump quer acabar com a agência da ONU para os palestinos

Depois de cortar uma ajuda dos Estados Unidos de US$ 300 milhões por ano, o presidente Donald Trump está pressionando aliados a fazer o mesmo, sufocando financeiramente a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA). Faz o jogo do governo linha dura de Israel, que acusa a agência de prolongar o conflito árabe-israelense.

Trump se irritou com a reação palestina quando os EUA reconheceram Jerusalém como capital de Israel e transferiram a embaixada americana para lá. O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, declarou que os EUA perderam qualquer condição de mediar as negociações de paz.

A agência da ONU presta serviços sociais, de saúde e de educação para cerca de 5 milhões de palestinos espalhados entre a Cisjordânia, a Faixa de Gaza, a Jordânia, a Síria e o Líbano. Os EUA contribuíam com 30% do total do orçamento.

Em Londres, o líder da oposição trabalhista, deputado Jeremy Corbyn, pediu ao governo do Reino Unido que substitua os EUA com uma ajuda no mesmo valor. Como ele é acusado de antissemitismo, sua autoridade moral para pedir isso será questionada.

Na semana anterior, o Departamento de Estado americano tinha anunciado o fim de uma ajuda bilateral de US$ 200 bilhões anuais à Cisjordânia e à Faixa de Gaza.

A decisão de cortar a ajuda vem no momento em que os EUA se preparam para apresentar seu plano de paz para israelenses e palestinos. A proposta do governo Trump prevê a formação de uma confederação entre a Jordânia e a Palestina.

Hoje Abbas pediu a formação de uma confederação tripartite formada por Israel, a Jordânia e a Palestina. A Jordânia imediatamente rejeitou a possibilidade de formar uma confederação jordaniano-palestina, uma antiga proposta de Israel do início das negociações de paz, em 1991, antes dos acordos de Oslo, que criaram a Autoridade Nacional Palestina como embrião de um futuro governo da Palestina independente.

Na prática, a proposta de uma confederação mata a solução com dois países, Israel e a Palestina, dividindo o território histórico da Palestina. Ao incluir Israel na jogada, numa confederação tripartite, o que ameaçaria a soberania de Israel, Abbas tenta liquidar a sugestão de uma vez por todas.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Deputado pede impeachment de Trump por tolerar neonazistas

O deputado Steve Cohen, democrata eleito pelo estado do Tennessee, membro da Subcomissão de Constituição e Justiça Civil da Comissão de Justiça da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, vai pedir a abertura de um processo de impeachment do presidente Donald Trump por causa dos comentários a respeito dos conflitos provocados por neonazistas em Charlottesville, na Virgínia.

"Em vez de condenar inequivocamente as ações odiosas dos neonazistas, nacionalistas brancos e homens do Ku Klux Klan depois de uma tragédia nacional, o presidente disse que 'havia gente boa dos dois lados'. Não há bons nazistas. Não homens do Klan bons", declarou o deputado.

As declarações de Trump dando uma equivalência moral aos neonazistas e ao movimento antifascista chocaram o país e o mundo, suscitaram mais dúvidas sobre sua capacidade de liderança em momentos de crise e provocaram uma dura reação de Israel. Pela legislação dos EUA, a denúncia contra o presidente precisa ser aprovada na Câmara por maioria absoluta e por dois terços do Senado.

"Lutamos uma guerra mundial para derrotar os nazistas e uma guerra civil para derrotar a Confederação", acrescentou Steve Cohen. Foram as duas guerras em que mais morreram americanos.

Pelo menos 618 mil pessoas foram mortas na Guerra da Secessão (1861-65), quando os estados do Sul tentaram se separar para manter a escravidão. Em uma nova estimativa feita pelo professor David Hackner, da Universidade de Binghamton, em Nova York, o total de mortos subiu para 750 mil. Na Segunda Guerra Mundial, morreram 419 mil americanos.

"Em reação à queda da Confederação e da subsequente aprovação das emendas constitucionais da Reconstrução, o KKK iniciou uma campanha para aterrorizar os afro-americanos, intimidando-os para que não exercessem seus novos direitos civis", comentou o deputado ao propor o impeachment de Trump.

Cohen lembrou ainda: "As encarnações subsequentes do clã continuaram a aterrorizar os afro-americanos com linchamentos e assassinatos como os de Medgar Evers, Schwerner, Chaney, Goodman e outros ativistas dos direitos civis."

A inacreditável comparação com a Alemanha, inimiga na Segunda Guerra Mundial foi inevitável: "Quando eu vi os vídeos dos protestos em Charlottesville, me lembrei dos vídeos que havia visto da Noite dos Cristais, em 1938, na Alemanha nazista. Parecia que os manifestantes de Charlottesville estavam gritando 'judeus não vão nos substituir' e 'sangue e solo', infames palavras de ordem nazistas, enquanto marchavam com tochas que formavam a imagem das ações do Klan."

Naquela concentração de supremacistas brancos inspirados pela Guerra Civil Americana e pela doutrina de Adolf Hitler, não havia manifestantes inocentes como alegou Trump: "Nenhum dos manifestantes com esse palavreado pode ser considerado 'gente como boa', como sugeriu o presidente."

Cohen citou entrevistas dos neonazistas. Sean Patrick Nielsen declarou que "uma das três razões estar ali era 'matar judeus'. Outra era Christopher Cantwell, um líder nacionalista branco que disse que não conseguia ver 'aquele bastardo do Kushner andando por aí com aquela menina linda' e que esperava que 'alguém como Donald Trump, mas que não desse sua filha a um judeu', liderasse o país."

E concluiu: "Como judeu, como americano e como representante de um distrito afro-americano, estou revoltado pelo fato do presidente dos EUA não ter se erguido e condenado inequivocamente os nazistas que querem matar judeus, cujos predecessores mataram 6 milhões de judeus no Holocausto, e condenado inequivocamente os homens do Klan, uma organização dedicada a aterrorizar afro-americanos."

sábado, 12 de agosto de 2017

Manifestação neonazista termina com três mortes nos EUA

O governador Terry McAuliffe decretou estado de emergência no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, depois que uma manifestação neonazista provocou em conflito com ativistas antifascistas na cidade universitária de Charlottesville. Pelo menos três pessoas morreram e dezenove saíram feridas, informou o boletim de notícias The Hill.

"Vão embora para casa e não voltem", declarou o governador dirigindo-se aos "nazistas e supremacistas brancos": "Parem de atacar os outros. Este país é forte por sua diversidade e precisa de união."

Com símbolos nazistas, do Ku Klux Klan, da Confederação e da campanha de Donald Trump, os supremacistas brancos se reuniram em Charlottesville para protestar contra a remoção de uma estátua do general Robert Lee, comandante militar dos estados confederados do Sul, que lutavam na Guerra da Secessão para dividir o país e manter a escravidão.

Os radicais de direita se reuniram na sexta-feira à noite no campus da Universidade da Virgínia em Charlottesville. Eles gritaram palavras de ordem contra negros, gays, judeus e latino-americanos, e brandiram tochas como as usadas pelo KKK para queimar negros em fogueiras.

As imagens de neonazistas brancos com tochas, símbolos neonazistas e do KKK, e armas no centro de uma cidade universitária dos EUA logo se espalharam nas redes sociais e provocaram a mobilização de ativistas antifascistas que decidiram enfrentar os extremistas de direita.

Hoje, os extremistas de direita marchavam rumo ao Parque da Emancipação (dos escravos), antes conhecido como Parque Lee quando foram confrontados pelos antifascistas e a violência explodiu.

Quando os ativistas antirracistas festejavam, depois de dispersar a manifestação dos supremacistas brancos, um carro acelerou sobre a multidão. Uma mulher de 32 foi atropelada e morta. Dezenove pessoas saíram feridas. A polícia prendeu James Alex Fields Jr., de 20 anos.

O líder supremacista branco Richard Spencer prometeu voltar a Charlottesville, enquanto o ex-líder do Klan David Duke desafiou o presidente Trump, alegando que ele foi eleito por "americanos brancos e não por radicais de esquerda".

Os outros dois mortos eram policiais que estavam num helicóptero que caiu quando acompanhava os protestos.

Trump fez uma declaração genérica condenando a violência. Está sendo criticado por não apontar claramente de onde partiu a violência, de equiparar os neonazistas aos ativistas liberais que decidiram enfrentá-los.