Mostrando postagens com marcador Norte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Norte. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de abril de 2023

Hoje na História do Mundo: 9 de Abril

 NORTE VENCE GUERRA DA SECESSÃO

    Em 1865, o general Robert Lee, comandante das forças dos Estados Confederados da América, e 28 mil soldados do Sul se rendem ao general Ulysses Grant, comandante militar da União, no Tribunal de Justiça de Appomattox, na Virgínia, pondo fim à Guerra da Secessão. É o conflito mais sangrento da história dos Estados Unidos, em que morrem 620 mil pessoas porque estados sulistas não aceitam a abolição da escravatura e tentam se separar.

Depois de ser obrigado a deixar a capital da Confederação, Richmond, na Virgínia, impedido de se reagrupar com o que restava do exército do Sul na Carolina do Norte e acossado pela cavalaria da União, Lee não tem saída.

As deserções aumentam. Em 8 de abril, os confederados estão totalmente cercados. No dia seguinte, Lee envia mensagem de rendição a Grant. Os dois generais se encontram às 13h na sala de visitas da casa de Wilmer McLean. Veteranos da Guerra Mexicano-Americana (1846-48), quando os EUA tomaram mais de 40% do território mexicano, já se conhecem.

Grant chega com seu fardamento de guerra embarrado, enquanto Lee usa a farda de gala completa, com faixa e espada. Nos termos da proposta do Norte, todos os oficiais e soldados são perdoados e voltam para casa com seus bens, principalmente os cavalos, que podem ser usados para um plantio tardio na primavera. Os famintos soldados do Sul recebem comida.

sábado, 3 de julho de 2021

Hoje na História do Mundo: 3 de Julho

    Em 1863, com o fracasso de uma tentativa do general Robert Lee, comandante militar dos Estados Confederados da América (Sul), de quebrar as linhas de defesa da União (Norte), termina com a vitória do Norte a Batalha de Gettysburg, a mais decisiva da Guerra da Secessão (1861-65), a Guerra Civil Americana.

Depois de vencer a Batalha de Chancellorsville, o general Lee lançou sua segunda invasão do Norte. Levou seu exército de 75 mil soldados do Norte da Virgínia para Maryland e a Pensilvânia. O objetivo era grande uma grande batalha em território do Norte para quebrar a força moral das tropas da União e esperar uma intervenção da França ou do Reino Unido em seu favor.

O Exército do Potomac, com 90 mil soldados, perseguiu os confederados até o estado de Maryland, mas o general Joseph Hooker, derrotado em Chancellorsville, tinha medo de atacar Lee. Os confederados dividiram sua forças em busca de alvos para atacar, entre eles Harriburg, a capital da Pensilvânia.

Diante da relutância, o presidente Abraham Lincoln substituiu Hooker pelo general George Meade. Lee soube da presença do exército da União e concentrou suas forças perto da cidade de Gettysburg, na Pensilvânia.

Sob o comando do general Henry Heth, uma divisão do Sul marcha sobre Gettysburg em 1º de julho na esperança de encontrar suprimentos e se defronta com três brigadas da cavalaria da União. Começa a Batalha de Gettysburg. Lee e Meade mandam seus soldados entrar na luta.

No meio da tarde, 19 mil soldados federais enfrentavam 24 mil confederados. Pouco depois, quando chegou ao campo de batalha, o general Lee ordenou um avanço geral. As tropas da União recuaram até a Colina do Cemitério, ao sul da cidade.

O resto dos soldados de Meade chegou à noite. Na tarde de 2 de julho, depois de consolidar suas posições, o general nortista James Longstreet lançou a principal ofensiva do Norte. Depois de três horas e milhares de mortes, o combate cessou.

Em 3 de julho, depois de não conseguir quebrar as linhas da União pelos flancos direito e esquerdo, Lee lançou um ataque frontal, com um bombardeio maciço pelo centro, com 15 mil homens sob o comando do general George Pickett. Os federais responderam, naquele que foi um dos maiores bombardeios da guerra civil.

Quando Pickett avançou, viu que o bombardeio de Lee não debilitara as linhas inimigas. Foi alvo de intenso bombardeio nortista. Ao mesmo tempo, a infantaria ianque atacou a retaguarda do avanço de Pickett para dividir os confederados. Poucos chegaram até a linha de frente da União e logo foram mortes. Mais de 7 mil confederados morreram em uma hora.

No fim da Batalha de Gettysburg, o Exército do Potomac estava muito debilitado para perseguir as forças em retirada de Lee. Mais de 23 mil pessoas morreram. Foi um virada na guerra civil. Nunca mais o Sul tentou invadir o Norte. Em 19 de novembro de 1963, ao inaugurar um cemitério no local da batalha, Lincoln fez o Discurso de Gettysburg, considerado o discurso político mais importante da História dos Estados Unidos.

    Em 1969, o guitarrista e multi-instrumentista dos Rolling Stones Brian Jones é encontrado morto na piscina aos 27, no que foi considerada uma morte acidental por afogamento.

John Lennon comentou em 1970: "No início, Brian Jones era o mais interessante dos Rolling Stones, mas é um daqueles caras que de desintegraram diante de nós."

Por causa do abuso de drogas, Jones faltava a ensaios e gravações, e errava na hora de tocar. Os EUA lhe negaram visto para uma excurso em 1969. Em 8 de junho, Mick Jagger e Keith Richards o demitiram da banda. Richards já tinha tomado a namorada dele, a modelo e atriz Anita Pallenberg.

Jimi Hendrix e Janis Joplin morreriam em 1970, Jim Morrison em 1971, Kurt Cobain em 1994 e Amy Winehouse em 2011 - todos aos 27 anos, por excesso de drogas.

    Em 1971, o cantor, compositor e poeta Jim Morrison, líder da banda americana The Doors, foi encontrado morto aos 27 anos na banheira de seu apartamento em Paris. A causa da morte foi colapso cardíaco, provavelmente devida a uma dose excessiva de heroína. Não houve autópsia

O Rei Lagarto seduziu uma geração com suas letras e sua presença no palco, com as ideias do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, do poeta francês Arthur Rimbaud, do poeta e pintor inglês William Blake e o escritor americano Aldous Huxley. O abuso de drogas o transformou num gênio indomável. Como sempre doidão, "era difícil gravar, fazer um show e até mesmo tomar um avião", confessou Ray Manzarek, o baterista da banda.

Morrison foi preso e acusado de "exposição indecente" e "profanidade" por ter ameaçado mostrar seu órgão genital durante um show em Miami, em 1º de março de 1969. Vários concertos da banda foram cancelados. Em 20 de setembro de 1970, foi condenado e, em 30 de outubro, sentenciado a seis meses de prisão e multa de US$ 500. Ficou em liberdade por pagar fiança de US$ 50 mil.

"Perdi muito tempo e energia com o julgamento em Miami, cerca de um ano e meio", reconheceu Morrison depois em entrevista. "Mas acho que foi uma experiência válida porque antes do julgamento eu tinha uma visão estudantil irrealista sobre o sistema judicial americano. Meus olhos se abriram um pouco. Há muitos caras, negros, que em cinco minutos pegam 20, 25 anos de cadeia. Se eu não tivesse fundos ilimitados para continuar lutando, ficaria uns três anos preso. Se você tem dinheiro, geralmente não vai preso."

O túmulo de Morrison é o mais visitado no Cemitério Père Lachaise, em Paris, onde também estão sepultados o pianista e compositor polonês Frédéric Chopin, o escritor Honoré de Balzac e o escritor e dramaturgo irlandês Oscar Wilde. Os fãs costumavam beber e se drogar em homenagem ao ídolo.

    Em 1988, o cruzador americano Vincennes abate um avião de passageiros Airbus da Iran Air no Golfo Pérsico, matando todas as 290 pessoas a bordo. 

A Guerra Irã-Iraque (1980-88) estava no fim. Os EUA patrulhavam o golfe para evitar ataques a navios petroleiros e alegaram que o confundiram o avião civil com um caça-bombardeiro iraniano. O sistema de defesa Aegis, o Escudo de Zeus, que seria capaz de distinguir uma barata a quilômetros de distância derrubou o Airbus iraniano. 

O ditador do Irã, aiatolá Ruhollah Khomeini, aceitou em 20 de julho a Resolução nº 598 do Conselho de Segurança das Nações Unidos, que propunha um cessar-fogo. A trégua entrou em vigor em 20 de agosto, depois de quase oito anos de uma guerra que matou entre 500 mil e 1 milhão de pessoas.

     Em 2013, o comandante das Forças Armadas do Egito, general Abdel Fattah al-Sissi, lidera um golpe militar e derruba o governo da Irmandade Muçulmana e do presidente Mohamed Mursi, eleito na chamada Primavera Árabe.

Quando uma revolta popular derrubou o ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011, que estava no poder há 30 anos, um mês depois da queda de Zine ben Ali na Tunísia, só havia duas instituições organizadas no Egito: as Forças Armadas e a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico, fundado em 1928 por Hassan al-Bana para reislamizar o mundo muçulmano numa reação ao imperialismo ocidental.

Como único movimento político organizado, a Irmandade Muçulmana venceu as primeiras eleições democráticas da história do país para a Assembleia Nacional e a Presidência. Em 30 de junho de 2013, primeiro aniversário da vitória de Mursi, 14 milhões de pessoas protestaram nas ruas contra o autoritarismo do governo da Irmandade Muçulmana, acusada de sequestrar a revolução. Cinco manifestantes foram mortos.

No dia seguinte, populares atacaram e saquearam a sede nacional da Irmandade Muçulmana no Cairo. Outras oito pessoas morreram numa manifestação diante de um quartel. Em 3 de junho, foram mortos16 partidários da Irmandade Muçulmana. À noite, o Comando Supremo das Forças Armadas divulgou comunidade anunciando o fim do governo Mursi.

A repressão violenta levou à morte de pelo menos mil pessoas, massacradas pelas forças de segurança em 14 de agosto. A Irmandade Muçulmana afirma que houve 2,6 mil mortes. Mursi foi preso e condenado a 20 anos de cadeia por prisões ilegais e torturas cometidas sob seu governo. 

Em 17 de junho de 2019, a televisão estatal egípcia anunciou que Mursi havia desmaiado durante uma audiência sobre acusações de espionagem. Levado a um hospital, ele morreu, supostamente de ataque cardíaco.

terça-feira, 31 de março de 2015

Oposição vence pela primeira vez eleição presidencial na Nigéria

O presidente Goodluck Jonathan telefonou há pouco para o candidato oposicionista Muhamadu Buhari e o cumprimentou pela vitória na eleição presidencial do último fim de semana na Nigéria, informa a televisão americana CNN. É a primeira transferência de poder democrática à oposição na história do mais rico e mais populoso país da África. O Partido Democrático Popular, de Jonathan, estava no poder desde a primeira eleição democrática depois da última ditadura, em 1999.

A Nigéria votou para presidente num momento de prosperidade econômica, com crescimento de 6% a 8% nos últimos anos, o que a levou a ultrapassar a África do Sul como maior economia da África. Mas o país, dividido entre uma maioria muçulmana predominante no Norte e uma minoria cristã no Sul, enfrenta uma violenta rebelião da milícia terrorista Boko Haram no Nordeste.

Ontem à noite, os resultados davam uma vantagem de mais de 2 milhões de votos a favor do ex-ditador Buhari, um muçulmano nortista do povo hauçá-fulane de 72 anos. No fim, ele ganhou em 20 estados e na capital, e o presidente, em 16. O oposicionista teve 54% dos votos contra 45% para o presidente.

Buhari governou o país como ditador de 1983 a 1985 e deixou o poder extremamente impopular por causa de uma campanha para impor disciplina e boas maneiras aos nigerianos. Depois da democratização, disputou e perdeu as eleições de 2003, 2007 e 2011 - e aceitou o resultado.

Jonathan, um cristão iorubá sulista de 57 anos, chegou ao poder como vice do presidente Umaru Yar'Adua, que morreu do coração em 2010. Foi reeleito em 2011. Como só tinha concorrido a presidente uma vez, pôde se candidatar a uma segunda reeleição.

General da reserva, Buhari deve agir com dureza contra os grupos rebeldes. Além do Boko Haram, que luta para impor a lei islâmica na África Ocidental e age principalmente no Nordeste da Nigéria, há no Sul o Movimento pela Emancipação do Delta do Níger, a principal região produtora de petróleo e uma das bases eleitorais de Jonathan.

Como a trégua e a anistia negociada pelo governo Jonathan estão se esgotando, o movimento ameaça retomar a luta armada. Mas o simples fato de Jonathan ligar para Buhari reconhecendo a derrota é um avanço significativo para a democracia na África. Nas eleições anteriores, mais de 1,1 mil pessoas morreram em conflitos causados pela rejeição ao resultado oficial.

Uma ampla vitória de Buhari talvez tenha sido o melhor para a estabilidade da Nigéria. Jonathan seria mais do mesmo, um governo manchado pelo compadrismo, a corrupção e a fraqueza no combate ao Boko Haram. Com a arrecadação reduzida pela queda nos preços do petróleo, Buhari assume em 29 de maio de 2015 para um mandato de quatro anos com uma longa lista de problemas a resolver.

Para evitar o recrudescimento da guerrilha no Delta do Níger, terá de manter os programas e benefícios sociais do governo Jonathan. Ao mesmo tempo, o novo presidente planeja investir maciçamente em educação na sua região, o Norte, para dar aos jovens uma alternativa além da violência.

O Brasil tem uma relação histórica e cultural com a Nigéria. Seus maiores povos, hauçás e iorubás, inimigos mortais na África, o que só agora a democracia começa a superar, se aliaram no Brasil para lutar contra a escravidão. Da Nigéria, veio o candomblé, a religião dos orixás, herança cultural do povo iorubá.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Pistoleiros matam cem pessoas no centro da Nigéria

Mais de cem pessoas foram mortas por pistoleiros em mais um fim de semana de violência no centro da Nigéria, área de maior conflito entre a maioria muçulmana do Norte do país e a expressiva minoria cristã que domina o Sul do país mais populoso da África. O governador do estado de Plateau decretou toque de recolher.

Os ataques do fim de semana foram atribuídos aos Fulani, um grupo de agricultores sem terra muçulmanos que reivindicam acesso à terra no estado dominado politicamente pelos cristãos. Entre os mortos, há um senador e um deputado estadual, informa a agência de notícias France Presse.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

"A França vai para o Sul ou para o Norte?"

Para um dos grandes especialistas em relações internacionais da França, Dominique Moïsi, na eleição presidencial de domingo, há muito mais em jogo do que o Palácio do Eliseu, sede : "A França vai rumar para o Sul e afundar na decadência econômica ou se juntar às luzes do Norte e sua justiça social iluminada? A direção que tomar pode ser decisiva para a União Europeia e a economia mundial."

Em artigo no jornal The New York Times, Moïsi observa que os partidários do presidente Nicolas Sarkozy ameaçam o eleitorado com o fantasma da crise na Grécia, Portugal, Espanha e Itália, caso o socialista François Hollande seja o vencedor.

Por outro lado, o articulista nota que a inspiração de Hollande vem do Norte da Europa, do chamado modelo escandinavo: um Estado modesto e honesto; uma desigualdade entre ricos e pobres socialmente aceitável; igualdade entre homens e mulheres; e tratamento humano e respeitoso para os imigrantes.