sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Novo estudo liga obesidade ao câncer

O excesso de peso, medido pelo índice de massa corporal, aumenta o risco de contrair alguns tipos de cânceres comuns em adultos, confirma estudo publicado na revista científica The Lancet, da Associação Médica Britânica.

Nos homens, um índice de massa corporal cinco pontos acima da faixa de peso considerada ideal é fator de risco para os cânceres de esôfago, tiróide, rins e intestino grosso.

Entre as mulheres, de útero, vesícula biliar, esôfago e rins.

Leia mais na revista The Lancet.

Atirador mata cinco em universidade americana

Um atirador identificado apenas como ex-aluno invadiu na quinta-feira uma sala de aula da Universidade do Norte de Illinois no condado de DeKalb e feriu 21 pessoas, matando cinco e se suicidando em seguida.

A universidade tem cerca de 25 mil alunos e fica a 105 quilômetros de Chicago, a principal cidade do estado.

"Foi um ataque muito rápido que terminou com o atirador tirando sua própria vida", declarou o presidente da universidade, John Peters.

Havia cerca de 140 alunos na sala na hora do ataque. O assassino, vestido de preto, tinha dois revólveres e uma espingarda. Ele estudava sociologia mas havia se transferido para outra universidade.

Putin ameaça apontar mísseis para a Europa

Na sua última entrevista como presidente da Rússia, Vladimir Putin ameaçou apontar mísseis nucleares para a Europa, se a Polônia instalar interceptadores e a República Tcheca estações de radar do programa americano de defesa antimísseis Guerra nas Estrelas.

Putin disse que a Constituição o impede de tentar um terceiro mandato, mas gostaria de ser primeiro-ministro de Dimitri Medvedev, o candidato oficial do Kremlin à eleição presidencial de março deste ano. Já tem mais de 80% de apoio popular. Está eleito. Na Rússia, ganha sempre o candidato do Kremlin.

"Vou continuar servindo enquanto puder", disse Putin, confirmando o que todos desconfiavam. Vai se aferrar ao poder

A Rússia não tem problemas com os países vizinhos, declarou o presidente, embora um dos objetivos centrais de seus governos tenha sido reafirmar o poder imperial russo, tanto em símbolos como na forma de governo autoritária e centralizadora, cruel com os inimigos, tratando a oposição política como inimigo, envenenando dissidentes no exterior...

De certa forma, Putin se nutre dessa Guerra Fria de papel, que pode render manchetes e votos mas não altera fundamentalmente as relações internacionais.

China acusa Spielberg de não ter espírito olímpico


A China criticou o diretor de cinema americano Steven Spielberg, que abandonou as funções de assessor artístico da Olimpíada de Beijim acusando o regime comunista chinês de não fazer nada contra o genocídio da população não-muçulmana de Darfur, no Sudão, o maior país da África.

Spielberg seria um dos criadores das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de Beijim. Em abril do ano passado, enviou carta pedindo audiência com o presidente Hu Jintao para discutir a questão de Darfur. Não teve resposta.

Na terça-feira, Spielberg enviou nova carta, assinada também por 10 ganhadores do Prêmio Nobel da Paz, cobrando uma atitude da China contra o genocídio de Darfur, a pior tragédia humanitária hoje no mundo.

O diretor de Tubarão, Caçadores da Arca Perdida e Parque dos Dinossauros é judeu e ganhou os Oscars de melhor filme e melhor diretor com A Lista de Schindler, um filme sobre o Holocausto, a tentativa da Alemanha nazista de exterminar o povo judeu na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Ele disse que lutar contra o genocídio em Darfur é mais importante do que ficar criando cerimônias olímpicas.

A China denunciou a ligação entre esporte e política como uma "quebra do espírito olímpico". O Comitê Olímpico da China declarou que o país faz "incessantes esforços" pela paz naquele região.

O Sudão é um dos maiores fornecedores de petróleo à China, que em troca vende armas para o regime fundamentalista de Cartum.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Acordo vai mudar constituição do Quênia

O governo e a oposição do Quênia anunciaram hoje um acordo para aprovar uma nova Constituição dentro de um ano. É o primeiro passo dado para pacificar o país, onde mais de mil pessoas desde a denúncia de fraude na eleição presidencial de 27 de dezembro.

Agora, as negociações mediadas pelo ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan devem acertar a divisão do poder, com a formação de um governo de união nacional. O cargo de primeiro-ministro pode ser criado para acomodar o líder da oposição, Raila Odinga, que na verdade teria ganho a eleição presidencial.

Hesbolá ameaça Israel com guerra total

No enterro do comandante militar da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), o líder do grupo, xeque Hassan Nasrallah, ameaçou declarar guerra total a Israel, depois de acusar o Estado judaico pelo assassinato de Imad Mughnia.

Alemanha cresce 2,5% e a zona do euro 2,7%

A economia da Alemanha, a maior da Europa e quarta do mundo, cresceu 2,5% em 2007, sendo ultrapassada pela China.

Como um todo, a zona do euro registrou uma expansão de 2,7%, superior à dos Estados Unidos.

França cresceu 1,9% no ano passado

Com um crescimento de apenas 0,3% no último trimestre de 2007, a França, sexta maior economia do mundo, fechou o ano com uma expansão de 1,9% do produto interno bruto. A expectativa do governo era crescer 2,25%.

O déficit comercial bateu recorde, chegando a 39 bilhões de euros.

Kossovo declara independência no domingo

Apesar da oposição da Sérvia, que recorreu à Rússia e ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, o primeiro-ministro Hashim Thaçi está prestes a declarar a independência do Kossovo, provavelmente neste domingo.

Tanto o presidente Boris Tadic quanto o primeiro-ministro da Sérvia, Vojislav Kostunica, prometem lutar contra a independência.

Em pronunciamento na televisão na quinta-feira, Kostunica acusou a Europa e os Estados Unidos de apoiar terroristas, considerando a independência do Kossovo uma "grave violação do direito internacional".

Fumar vira epidemia na Índia

Até 2020, um milhão de indianos morreram por ano de doenças causadas pelo hábito de fumar.

O país tem centenas de milhões de fumantes, é o segundo maior mercado mundial para produtos de tabaco, depois da China, onde o tabagismo é igualmente um problema sério.

Hoje, o fumo é responsável por 20% das mortes de homens até 50 anos na Índia.

China perde na OMC pela primeira vez

Pela primeira vez desde que aderiu à Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2001, a China foi condenada pelo mecanismo de solução de conflitos da instituição por práticas comerciais desleais.

O caso foi apresentado pelos Estados Unidos, a União Européia por causa de tarifas de importação de autopeças. Como a China tem o direito de apelar, a decisão é esperada para 2009.

A China foi acusado de sobretaxar as importações de autopeças, violando o teto tarifário negociado no momento da adesão, o limite máximo das tarifas sobre produtos importados acertado com os hoje outros 150 países da OMC.

Em 2006, um painel foi criado para discutir a reclamação. Os países demandantes alegavam que os limites acertados pelos chineses eram 25% para carros prontos e 10% para autopeças. Eles alegam que é uma medida protecionista para defender o mercado chinês de maneira a permitir o surgimento de uma indústria local de autopeças.

Japão cresceu a 3,5% ao ano no fim de 2007

A segunda maior economia do mundo, de cerca de US$ 5 trilhões, cresceu num ritmo de 3,7% ao ano no último trimestre do ano passado. O inesperado dinamismo do Japão surpreende os analistas, que esperavam metade disso.

Em todo o ano de 2007, a taxa de crescimento do Japão foi de 2,1% em 2007 e 2,4% em 2006.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Morre homem que expulsou os EUA do Líbano

A explosão de uma bomba em seu carro matou em Damasco, na Síria, nesta quarta-feira Imad Mughnia, o mais procurado dos comandantes da milícia fundamentalista libanesa Hesbolá, o Partido de Deus xiita.

Entre outros atentados terroristas, Mughnia era acusado de ser o responsável pela expulsão dos Estados Unidos do Líbano em 1983, acabando com uma intervenção militar na guerra civil libanesa ordenada pelo então presidente Ronald Reagan.

Um caminhão-bomba enviado por ele destruiu o quartel-general dos fuzileiros navais americanos em Beirute, matando 241 soldados americanos. Reagan chamou os sobreviventes de volta para casa.

Também atacou a Legião Estrangeira da França, matando 58 militares. E a França caiu fora.

Foi denunciado pela Argentina pelos atentados contra a embaixada israelense em Buenos Aires, matando 29 pessoas em 1992, e contra AMIA, a sociedade israelita argentina, que deixou 84 mortos, em 1994.

Seus partidários o descreveram como mártir e acusaram Israel. Em entrevista, um ex-diretor do Mossad, o serviço secretro israelense, que virou deputado declarou que esse é um bom dia para a humanidade.

As maiores suspeitas recaem sobre o Mossad. Mughnia estava na lista. Um dia foi encontrado e executado. O assassinato seletivo é uma das técnicas usadas por Israel na guerra contra seus inimigos árabes.

O assassinato político é uma das formas de terrorismo ou intimidação. As principais formas de ação terrorista são o assassinato seletivo, o seqüestro e a explosão de bombas, o assassinato em massa. Mas a questão central é a legitimidade do alvo.

Atacar o quartel-general de uma força de intervenção estrangeira pode ser considerado um ato de guerra legítimo, de autodefesa. Mas atentados contra transportes públicos, bares e restaurantes e quaisquer civis inocentes são claramente contrários a qualquer princípio de direito. É o terror.

Mughnia era um guerreiro feroz e morre como herói. Usava o terror como arma e ontem chegou sua vez.

Putin é ameaça para a Rússia e o Ocidente

Ao estimular um nacionalismo rancoroso, pressionar países da antiga União Soviética e do antigo bloco soviético, o culto personalide de um líder forte, a suspeição sobre os adversários políticos, descritos como inimigos da pátria e o ressentimento contra estrageiros, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, chefia um governo proto-fascista, acusa Martin Wolf, principal comentarista econômico do jornal inglês Financial Times.

É uma ameaça para a própria Rússia e o Ocidente, adverte Wolf, na edição de hoje do FT.

Venda de jatos executivos bateu recorde em 2007

Pela primeira vez, a indústria aeronáutica entregou mais de mil aviões a jato para executivos em um ano. O aumento da demanda reflete o crescimento desse setor da aviação comercial, especialmente fora da América do Norte.

Turismo de argentinos no Brasil caiu 30%

O número de turistas argentinos diminuiu em cerca de 30% neste verão, informa o Sindicatos de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Florianópolis, a capital de Santa Catarina.

A maioria veio ao Brasil de carro e ficou três semanas.

McCain vence mais três prévias republicanas

O senador John McCain, o veterano de guerra que ficou quase seis anos preso no Vietnã do Norte, marcha para vencer com folga a luta pela candidatura do Partido Republicano à eleição presidencial de 4 de novembro nos Estados Unidos. Bateu o ex-pastor e ex-governador Mike Huckabee nas eleições primárias do Distrito de Colúmbia e dos estados de Maryland e da Virgínia.

Mas isto não significa que esteja tranqüilo porque é evidente o desconforto do eleitorado mais conservador, da direita religiosa, dos evangélicos, contra McCain, que consideram liberal demais. Ele pode usar isso para se apresentar ao eleitorado como moderado.

Obama ganha eleições prévias do Potomac

Em sua marcha triunfal, o senador Barack Obama venceu na terça-feira as eleições primárias do Partido Democrata no Distrito de Colúmbia, onde fica a capital, Washington, e nos estados de Maryland e da Virgínia. São as chamadas prévias do Rio Potomac, que banha essas três unidades da federação americana.

Ele ganhou por 75% a 24% no DC, 64% a 35% na Virgínia e está na frente em Maryland, onde a apuração não terminou, por 60% a 34%.

As vitórias de Obama complicam a situação da senadora Hillary Clinton, que seguiu para o Texas, começando sua campanha para a primária daquele estado, que só será realizada em 4 de março.

Enquanto Hillary aposta no Texas e em Ohio, os dois grandes estados onde ainda haverá eleições prévias, sua campanha está perdendo a força.

O momento é de Obama, que acaba de fazer um discurso inflamado em Madison, no estado de Wisconsin, onde será realizada a próxima primária. Hillary corre o risco de repetir o erro do ex-prefeito de Nova Iorque, que concentrou a campanha na Flórida, enquanto seus adversários vinham embalados com vitórias nas primeiras prévias.

Obama aumentou sua penetração entre homens brancos e trabalhadores da baixa renda. Ganhou de Hillary no eleitorado latino, ainda que seja pequeno no Vale do Potomac, e chegou a 90% entre os negros.

Na Virgínia, onde os republicanos ganharam todas as eleições presidenciais desde 1964, Obama teve mais votos sozinho do que os dois candidatos republicamos somados.

Com mais três vitórias, Obama assumiu a liderança em número de delegados à Convenção Nacional Democrata que indicará oficialmene o candidato do partido. Tem 1.212 contra 1.191 de Hillary, pelas projeções do jornal The New York Times.

Para garantir a indicação, o candidato precisa conquistar o apoio de 2.025 delegados. Mesmo que ganhe todas as primárias em estados pequenos, Obama não vai chegar lá porque o Partido Democrata divide os delegados na proporção do número de eleitores. Ele precisa bater Hillary em estados importantes.

Neste caso, que no momento parece bastante provável, Obama consolidará sua vitória. Para quem viu os discursos de hoje, Hillary falou como uma derrotada. Tentou arregimentar suas tropas para a batalha final, mas o ambiente era de desânimo.

Obama fala num movimento que vai mudar os EUA, não numa campanha eleitoral, "um movimento que vai chegar a Washington e mudar este país".

Um economista calculou em US$ 800 bilhões adicionais o custo total dos programas que Obama anuncia. É comparado com John Kennedy e Ronald Reagan, dois heróis de seus partidos. Representa o sonho, a volta da utopia, ainda que seja uma utopia muito bem-comportada.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

EUA prendem acusados de espionar para China

O FBI (Federal Bureau Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, anunciou na segunda-feira a prisão de quatro suspeitos de espionagem para o governo da China.

Entre os presos, está um funcionário do Departamento da Defesa com acesso a informações classificadas que teria passado a um agente chinês, como nos tempos da Guerra Fria, dados sobre as vendas de armas americanas para Taiwan, que o Partido Comunista da China considera uma província rebelde e parte essencial da integridade territorial do país.

Apesar de todo o desenvolvimento da China e sua marcha progressiva rumo ao status quo, a questão de Taiwan é a única pela qual a China ameaça ir à guerra, por exemplo, se o governo taiwanês declarar independência.

Em 1996, quando a China realizou testes de mísseis para amedrontar Taiwan antes da eleição presidencial, os EUA mandaram dois navios para o Estreito de Taiwan. O regime chinês considerou uma humilhação e já criou uma Marinha para águas profundas, capaz de projetar seu poderio crescente.

Chade ameaça expulsar refugiados de Darfur

O governo do Chade responsabiliza os refugiados de Darfur pelo agravamento das tensões com o vizinho Sudão e dá um ultimato à comunidade internacional: ou remove os refugiados ou eles serão expulsos do país.

Para o primeiro-ministro Nouradin Koumakoye, o Sudão está fomentando a ação de rebeldes chadianos porque os refugiados de Darfur estão em acampamentos no Leste do Chade.

A região receberia em breve uma força de paz internacional liderada pela Europa, com mandato das Nações Unidas e da União Africana para conter o genocídio na província sudanesa de Darfur.

Diante da iminência da chegada da força de paz, o governo islamita do Sudão e a milícia aliada Janjawid intensificaram os ataques contra a população não-muçulmana de Darfur.

Desde 2003, pelo menos 250 mil pessoas foram mortas em Darfur em 2,5 milhões fugiram da província. Alguns jornais como The Washington Post falam em 450 mil mortos.

Ex-procurador critica tribunal de Guantânamo

O ex-procurador da Marinha dos Estados Unidos Charles Swift alerta para o risco de um julgamento injusto transformar Khaled Cheikh Mohammed e seus cúmplicas, acusados de planejar os atentados terroristas de 11 de setembro, em mártires.

Em entrevista à rede de televisão CNN, Swift advertiu: "O perdedor será o povo americano, a menos que mudanças fundamentais sejam feitas muito rapidamente". Ele representou o motorista de Ossama ben Laden num caso em que a Suprema Corte acabou rejeitando os tribunais militares do governo George Walker Bush.

Depois, o governo aprovou a Lei das Comissões Militares para julgar os suspeitos de terrorismo em Guantânamo, um enclave extraterritorial que os EUA têm em Cuba desde 1898. Era uma cabeça de praia na Guerra Hispano-Americana (1898-99), que terminou com a derrota da Espanha, a independência de Cuba e o controle das Filipinas, e em certa medida também de Cuba, pelos EUA.

Swift alega que as comissões militares não têm advogados de defesa especializados em defesa contra a pena de morte para oferecer aos réus. Os réus e seus advogados não terão direito a examinar provas classificadas como perigosas para a segurança nacional dos EUA. E os juízes podem aceitar confissões obtidas mediante tortura.

Prefeito de Nova Iorque propõe imposto sobre emissão de gases carbônicos

O prefeito de Nova Iorque, o multimilionário Michael Bloomberg, dono da agência de notícias Bloomberg News, propõe que seja criado um imposto sobre emissões de carbono.

"É a única maneira das metas de redução serem cumpridas", afirmou Bloomberg.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Pentágono pede pena de morte para acusados pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001

O Departamento da Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, um dos alvos dos atentados de 11 de setembro de 2001, pediu hoje a pena de morte para seis acusados de planejar o ataque.

Eles estão presos na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba. Receberam 169 acusações, entre elas conspiração para matar, homicídio, violação das leis de guerra, seqüestro e terrorismo. Serão julgados por comissões militares e não por tribunais comuns, onde teriam direito a plena defesa.

O mais notório é Khaled Cheikh Mohammed, denunciado como o idealizador dos atentados. Interrogado sob tortura, ele confessou participação no atentado de 1993 contra o World Trade Center e no de 2002 contra dois bares da noite em Báli, na Indonésia, entre outras ações terroristas.

Quando o tribunal militar de exceção criado pelo governo George W. Bush se reunir, terá de decidir se vai ou não aceitar provas colhidas sob tortura. Provavelmente, sim. É por isso que serão submetidos a "comissões militares" e não há tribunais de verdade.

A principal ausência é de Ossama ben Laden, o líder da rede terrorista Al Caeda, a qual supostamente pertenciam os seis acusados de Guantânamo.

Prejuízo do subprime pode chegar a US$ 400 bi

Numa reunião do fórum de ministros das Finanças do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), o representante alemão, Peer Steinbrück, advertiu que o prejuízo no mercado de crédito hipotecário para clientes de segunda linha (subprime) nos Estados Unidos podem chegar a US$ 400 bilhões.

A crise provocada pelo colapso do preço dos títulos dessa dívida e seu impacto sobre o mercado financeiro internacional é o tema central da reunião, realizada em Tóquio.

Steinbrück alertou os governos a se preparem para injetar dinheiro nos bancos para evitar uma crise ainda pior.

Neto de Khomeini critica veto a candidaturas

Numa rara intervenção, o mais proeminente neto do herói da Revolução Islâmica no Irã, aiatolá Ruhollah Khomeini, advertiu os militares para ficarem longe da política e criticou o veto a 2,4 mil das 7,2 mil inscrições para candidatura às eleições parlamentares de 14 de março de 2008.

Como os filhos de Khomeini morreram, Hassan Khomeini, um clérigo de nível intermediário na hierarquia do regime dos aiatolás, é hoje o principal representante da família. Neste dia, 11 de fevereiro, em que se comemoram os 29 anos da revolução, ganha destaque ainda maior.

"Se um soldado quer entrar na política, ele precisa esquecer as Forças Armadas, porque a presença de armas na política significa o fim de qualquer diálogo", declarou Hassan Khomeini em entrevista publicada domingo na revista semanal Shahrvand. "É o critério de fidelidade à linha do imã Khomeini. Aqueles que dizem ser fiéis ao imã devem ser sensíveis a esta ordem, que foi dada diretamente por ele."

Hassan é o responsável pelo Mausoléu de Khomeini nos arredores de Teerã e uma figura respeitada dentro do regime, apesar de não ocupar nenhuma posição oficial.

Seus comentários tinham um alvo preciso: o comandante da Guerra Revolucionária do Irã, Mohammad Ali Jaafari, que acaba de dar apoio publicamente aos candidatos conservadores nas eleições de 14 de março.

A Guarda Revolucionária é uma tropa de elite das Forças Armadas do Irã. Muitos antigos guardas servem no governo, inclusive o presidente Mahmoud Ahmadinejad.

O neto do aiatolá também criticou o veto do regime a 2,4 mil candidatos, em sua grande maioria reformistas interessados em liberalizar a política iraniana.

"Esta lâmina não decapitou só vocês, cortou as cabeças de numerosos amigos em todos os grupos sociais, e isso é lamentável", disse Hassan Khomeini a líderes reformistas na sexta-feira. "Ninguém pode impedir o povo de decidir seu futuro."

Com essa guilhotina, o regime garantiu a vitória. Deve eleger pelo menos 190 dos 290 deputados do Majlis, o Parlamento do Irã. Os reformistas só terão candidatos em 84 distritos. É o máximo que podem eleger de deputados, se ganharem todas as cadeiras que disputam.

Carro-bomba mata 33 no Norte do Iraque

A explosão de um carro-bomba matou pelo menos 33 pessoas no domingo perto de um posto do Exército do Iraque em Balad, no Norte do país, enquanto o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, chegava a Bagdá para avaliar a situação e ver qual o número de soldados necessários para cumprir a missão.

Chefe da campanha de Hillary sai

Em mais um sinal de problemas na candidatura da senadora e ex-primeira-dama Hillary Rodham Clinton, Patti Solis Doyle deixou no domingo a chefia de sua campanha eleitoral.

Ela será substituída por Maggie Williams, assessora especial de Hillary, e "continuará tendo um papel importante na campanha", declarou a porta-voz Mo Elleithee.

"Não é uma mudança, é uma transição. Ela e Maggie são amigas há muito tempo e vêm trabalhando juntas desde o mês passado".

Patti comunicou à decisão à campanha por correio eletrônico neste domingo, alegando motivos particulares: "Esta já é a campanha presidencial mais longa da história do nosso país, o que exige enormes sacrifícios de todos nós e de nossas famílias", escreveu a ex-gerente de campanha de Hillary.

"Durante o mês passado, trabalhei junto com uma velha amiga, Maggie Williams. Nesta semana Maggie começa a assumir as funções de chefe da campanha. Eu trabalharei com assessora especial de Hillary e da campanha, e viajarei com Hillary de tempos em tempos."

Bush chama McCain de "verdadeiro conservador"

Dois dias depois de convocar os conservadores à união para evitar que Barack Obama ou Hillary Clinton chegue à Casa Branca, o presidente George Walker Bush resolveu endossar claramente o candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos.

Em entrevista de uma hora à rede de televisão conservadora Fox News, Bush declarou que o senador John McCain é "um verdadeiro conservador". Mas admitiu que ele ainda precisa convencer a ala mais direitista do partido.

“Se John for o indicado, penso que ele tem de convencer as pessoas que é um verdadeiro conservador", disse Bush. "Terei prazer em ajudá-lo, se for indicado, porque ele é um conservador."

O presidente também elogiou o ex-pastor e ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, representante da direita religiosa, do conservadorismo social, um dos três pilares do Partido Republicano, ao lado da segurança nacional e do conservadorismo econômico.

Huckabee ganhou as duas prévias republicanas do fim de semana, no Kansas por 60% a 24% e na Louisiana por 43% a 42%. São derrotas que indicam que o eleitorado McCain não agrada ao eleitorado mais conservador por suas posições favoráveis ao aborto e à imigração, e por ter votado contra os cortes de impostos de Bush.

McCain ganhou a convenção republicana no estado de Washington, um reduto liberal da costa oeste dos EUA onde os democratas provavelmente vençam em 4 de novembro.

Pela contagem do jornal The New York Times do número de delegados à convenção nacional republicana, McCain teria hoje 719 dos 1.191 necessários para garantir a candidatura.

Como o voto nos EUA não é obrigatório, a mobilização do eleitor para sair de casa e ir à urna é fundamental para os partidos.

Nesta eleição, depois de oito anos de George W. Bush, o eleitorado democrata está altamente motivado, enquanto o conservadorismo foi atingido pelo erros da era Bush.

Chávez ameaça não vender petróleo aos EUA

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou hoje parar de vender petróleo para os Estados Unidos. A companhia transnacional americana Exxon conseguiu na Justiça congelar dinheiro e propriedades da estatal Petróleos de Venezuela S. A. (PdVSA) por causa da estatização de quatro projetos que desenvolvia na Bacia do Rio Orinoco.

Em Nova Iorque, foram retidos US$ 300 milhões em dinheiro depositados em bancos. Na Inglaterra e no País de Gales, todos os ativos da PdVSA, no valor estimado de US$ 12 bilhões estão congelados.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Odinga exige nova eleição no Quênia

O governo e a oposição do Quênia ainda não chegaram a um acordo porque o candidato que venceu a eleição presidencial de 27 de dezembro exige a renúncia do presidente Mwai Kibaki, reeleito de modo fraudulento.

Depois de mais de mil mortes, com 300 mil refugiados internos e uma aldeia incendiada neste domingo, o Quênia está em chamas. É uma crise humanitária, adverte o subsecretário-geral das Nações Unidas John Holmes.

Obama ganha convenção no Maine

O senador Barack Obama ganhou as convenções regionais (caucuses) para a escolha do candidato do Partido Democrata à Casa Branca no estado do Maine, que fica na região da Nova Inglaterra, e é o estado mais a Nordeste do território dos Estados Unidos.

É um estado liberal e aristocrático, onde normalmente os democratas ganham as eleições. Mas é a quarta derrota consecutiva da senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton, a quinta se contarmos a convenção nas Ilhas Virgens americanas.

Apesar da tempestade de neve, o comparecimento foi grande, o que mostra mais uma vez a mobilização do eleitorado democrata para a eleição de 4 de novembro.

Com as quatro vitórias de Obama no fim de semana, a disputa interna do partido fica embola. Assessores de Hillary admitem que sua candidata pode não ganhar nada mais neste mês de fevereiro, só nas eleições primárias no Texas e em Ohio, em 4 de março.

Pelo cálculo do número de delegados à Convenção Nacional Democrata feita pelo jornal The New York Times, incluindo uma projeção sobre como votariam os chamados superdelegados, Hillary tem 1.138 e Obama, 1.108. Para garantir a indicação, o aspirante à candidatura democrata precisa de pelo menos 2.025 delegados

O maior risco, como os democratas dividem os votos mais ou menos proporcionalmente, é que nenhum dos dois abra uma vantagem decisiva até a convenção nacional do partido que sagrará o candidato no final de agosto.

A decisão ficaria para os 796 superdelegados, governadores, deputados, senadores e caciques do partido.

José Ramos Horta é baleado no Timor Leste

O presidente do Timor Leste, José Ramos Horta, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 1996, foi baleado duas vezes, pelo menos uma no estômago, esta noite em Dili e está sendo operado em Darwin, na Austrália. Ele levou os tiros durante o ataque de um grupo rebelde à sua residência.

Um guarda-costas do presidente e o líder do grupo rebelde, o major Alfredo Reinado, morreram no ataque.

Colônia portuguesa até o colapso da ditadura salazarista na Revolução dos Cravos, em 1974, o Timor Leste, que ocupa a metade de uma ilha do arquipélago indonésio, foi ocupado militarmente no ano seguinte pela ditadura militar da Indonésia.

Durante duas décadas, o movimento de libertação nacional foi ferozmente reprimido pelos generais javaneses que dominam as Forças Armadas da Indonésia.

A independência do Timor Leste, um dos países mais pobres do mundo, foi marcada por um banho de sangue. Houve forte reação ao plebiscito realizado em 1999.

Depois de três anos de tutela das Nações Unidas, em que teve destaque especial o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, enviado especial da ONU, em 2002 finalmente o Timor Leste conquistou sua independência. Mas é um país pobre, sem recursos, a ponto de seu presidente ser levado para a Austrália para uma cirurgia de emergência que pode lhe salvar a vida.

Com 860 mil habitantes e renda média por habitante de US$ 750 por ano, o país mais novo da sociedade internacional ainda luta pela sobrevivência, como seu presidente.

Huckabee bate McCain no Kansas

O ex-pastor Mike Huckabee, representante da direita religiosa na disputa interna do Partido Republicano, venceu o senador John McCain, que já é praticamente o candidato do partido, na convenção (caucus) do conservador estado do Kansas.

Huckabee, ex-governador do Arkansas, recebeu 60% dos votos e McCain apenas 24%.

É um sinal de fragilidade de McCain junto ao eleitorado republicano mais conservador. Ele era a favor do aborto e votou contra os cortes de impostos do presidente George W. Bush, considerando-os impatrióticos num momento de guerra, especialmente por não preverem cortes de despesas públicas.

A mãe de Obama é do Kansas, onde ele obteve uma expressiva vitória sobre Hillary. É um estado central, da chamada América profunda, onde estão plantadas as raízes do conservadorismo americano.

Obama vence primárias em três estados

O senador negro Barack Obama manteve o momento favorável à sua campanha na disputa pela candidatura do Partido Democrata à eleição presidencial de novembro nos Estados Unidos. Ganhou as eleições primárias nos estados de Washington, Lousiana e Nebraska.

As vitórias foram expressivas. Obama teve 68% dos votos em Washington e Nebraska, enquanto Hillary recebia 31% no primeiro e 32% no segundo. Na Louisiana, apurados 92% dos votos, o senador por Illinois leva uma vantagem de 56% a 37% sobre a ex-primeira-dama.

Neste momento, em Richmond, na Virgínia, onde haverá prévias na terça-feira, Obama agradece e mobiliza seus entusiásticos seguidores aos gritos de "Sim, nós podemos!"

Obama critica sua rival, a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton, de uma maneira indireta. Diz que é hora de "para de jogar o mesmo jogo de Washington, com as mesmas figuras, e pensar que se pode obter um resultado diferente. É hora de virar a página. O povo quer escrever um novo capítulo da História dos Estados Unidos", declarou, associando tanto Hillary quanto o candidato republicano, senador John McCain, à burocracia da capital dos EUA.

Um dos mitos desta campanha, observa a revista alemã Der Spiegel, é a demonização de Washington, como se todos os candidatos dos grandes partidos não pertencessem a suas máquinas burocráticas. Outro é a mudança. Qual o conteúdo dessas mudanças. Obama é vago, não fala em políticas específicas.

O senador por Illinois acaba de dizer que é amigo de Hillary Clinton e que vai continuar sendo, e de elogiar McCain, "um verdadeiro herói americano", que ficou quase seis anos preso no Vietnã.

Mas, nesta campanha, prosseguiu Obama, "ele erra decisivamente ao apoiar as políticas falidas de George Bush no Iraque e de cortes de impostos".

Em outra cutucada em Hillary, Obama afirmou que não botou dinheiro do seu bolso porque "estou sendo financiado por vocês, o povo americano". Hillary admitiu usar US$ 5 milhões do seu próprio bolso.

Ele também promete cobertura universal de saúde, uma das bandeiras de Hillary, e reduções do imposto de renda pago pelos pobres e a classe média, uma espécie de seguro contra os inevitáveis ataques do Partido Republicano, que vai acusar os democratas de querer aumentar impostos.

Agora, Obama está prometendo "uma educação melhor para todos os americanos", com aumento de salário dos professores e uma educação ampla, que inclua arte, música e "tudo aquilo a que um ser humano tem direito".

"Temos de virar a página de uma política externa que nos deixou menos seguros e menos respeitados no mundo." Prometeu negociar com os inimigos e acabar com a guerra no Iraque, e encerrar "a política do medo que usa os atentados de 11 de setembro para assustar como maneira de ganhar votos e não de nos unir contra um inimigo comum".

O momento é de Obama, embora ninguém ganhe uma eleição com nove meses de antecedência.

Ex-arcebispo da Cantuária critica sucessor que sugeriu incorporar direito islâmico à lei britânica

O ex-arcebispo da Cantuária, lorde George Carey, critica seu sucessor no mais alto cargo eclesiástico da Igreja Anglicana da Inglaterra (a chefe é a rainha). Rowan Williams considerou "inevitável" que alguns aspectos do direito islâmico, a charia, sejam adotados pela lei britânica.

Diante da forte reação negativa, o primeiro-ministro Gordon Brown declarou que o sistema jurídico continuará sendo baseado na lei britânica.

Lorde Carey considerou "exagerado" o comentário feito quinta-feira, 8 de fevereiro de 2008, pelo sucessor. Mas não acha que ele deva ser afastado por causa disso.

"Não pode haver exceções às leias da nossa terra, penosamente construídas na luta pela democracia e os direitos humanos", escreve o ex-arcebispo na edição de hoje do jornal dominical mais vendido no Reino Unido, The News of the World.

"Sua conclusão de que a Grã-Bretanha terá de conceder alguns espaço na lei para aspectos da charia é uma visão que não posso compartilhar. A aceitação de alguns aspectos do direito islâmico na lei britânica seria desastrosa", acrescenta Carey.

Diversos membros do Sínodo dos Bispos pediram a renúncia de Williams. "Não acredito que ele tenha a liderança que a Igreja precisa", protestou o coronel Edward Armitstead, da Diocese de Bath e Wells.

O Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha agradeceu ao arcebispo pela "intervenção inteligente".

Já o ex-arcebispo pondera que as afirmações do atual provocam um debate que talvez sirva para enquadrar os Conselhos da Charia existentes no direito britânico.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Ditadura de Mianmar promete eleição em 2010

A junta militar de Mianmar, a antiga Birmânia, prometeu neste sábado realizar um plebiscito constitucional em maio de 2008 e eleições em 2010. Mas a oposição teme que seja mais uma manobra da ditadura para aliviar a pressão que sofre desde que matou 31 manifestantes que exigiam democracia em protestos de rua há quatro meses.

Índia cresce 8,7% ao ano

A economia da Índia, uma das novas locomotivas do mundo globalizado, deve crescer 8,7% no ano fiscal que termina em março de 2008, menos do que nos três anos anteriores. No ano fiscal passado, a expansão foi de 9,6%.

Essa queda no crescimento é atribuída à valorização da rúpia e ao aperto de crédito causado pela crise iniciada no mercado de crédito hipotecário nos Estados Unidos. Isso causará uma queda no crescimento das exportações e no consumo de bens duráveis.

O Citigroup, que previra uma expansão de 9,3%, reduziu-a para 8,3% citando a deterioração da economia internacional, enquanto o Lehman Brothers trabalha com uma expectativa de 8,8% e o Morgan Stanley com 7,4% no próximo ano fiscal e 7,8% no que termina em março de 2010.

Entre as grandes potências econômicas emergentes, os chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), a China se mantém como a economia mais dinâmica e que mais cresce. Os economistas prevêem uma desaceleração este ano por causa da crise americana, depois de um crescimento de 11,4% em 2007.

A Índia continua no segundo lugar e a Rússia em terceiro. Rica em petróleo, gás e outros recursos naturais, a economia russa se beneficia da alta nos preços de energia. Deve crescer 5% a 6% em 2008.

No Brasil, a expectativa hoje é de um crescimento de 4%, bem abaixo da média histórica do pós-guerra até os anos 80, de 7% a 8%, e abaixo dos nossos concorrentes no mundo globalizado.

Regime veta 2,4 mil candidatos no Irã

O regime fundamentalista do Irã vetou 2,4 mil dos 7,2 mil aspirantes a candidato às eleições parlamentares de 14 março. Assim, só haverá candidatos reformistas em 84 dos 290 distritos.

A oposição alega que o regime dos aiatolás já garantiu 190 deputados, uma maioria folgada, no Majlis, o Parlamento do Irã.

Pesquisa dá vantagem de Obama sobre McCain

Se a eleição presidencial nos Estados Unidos fosse agora, o senador Barack Obama venceria o candidato republicano, senador John McCain. A senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton tem uma pequena vantagem, dentro da margem de erro da pesquisa divulgada pela rede de televisão americana CNN.

A pesquisa realizada pela Opinion Research Corporation para a CNN nos dias 1-3 de fevereiro dá a Hillary 50% dos votos, contra 47% para McCain. Como a margem de erro é de 3%, eles estão praticamente empatados.

Em outra pesquisa, realizada para a revista Time de 1-4 de fevereiro, Hillary e McCain estão realmente empatados em 46%.

Na pesquisa da CNN, Obama tem oito pontos de vantagem sobre McCain, 52% a 44%. Na pesquisa do Time, são sete pontos de vantagem: 48% a 41%.

"Não há dúvida de que ela tem mais pontos negativos", atacou Obama. "Isto é um fato. Tem muita gente que não vai votar nela.

Hillary tem a maior rejeição: 44% dos americanos não gostam dela, 36% rejeitam McCain e apenas 31% não querem Obama.

Uma análise das pesquisas revela que McCain levaria uma vantagem de 18 pontos sobre Hillary no eleitorado masculino (57% a 39%) e de 15 pontos entre os brancos (56% a 41%).

Os caciques do Partido Democrata temem que Obama leve desvantagem no voto dos brancos. Mas ele sai melhor do que Hillary. Perde por nove pontos: 52% a 43%.

Entre os homens, a vantagem de McCain cai para três pontos: 46% a 43%. Ou seja, é o eleitorado masculino que não quer uma presidente Hillary.

Exxon congela US$ 12 bilhões da PdVSA

A companhia de petróleo transnacional americana Exxon, maior empresa privada do mundo, conseguiu em tribunais da Europa e dos Estados Unidos US$ 12 bilhões da estatal Petróleos de Venezuela S. A. (PdVSA), grande fonte do dinheiro para os projetos do presidente Hugo Chávez, para compensar os prejuízos causados pela nacionalização energética promovida pelo caudilho.

"Eles não congelaram ativos, só US$ 300 milhões em dinheiro", alegou o ministro do Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez.

Na sua opinião, é uma "medida provisória". O ministro espera que os tribunais de Londres e Nova Iorque revertam a decisão quando a Venezuela apresentar sua defesa.

A Exxon contesta os termos da nacionalização imposta por Chávez a quatro projetos na bacia do Rio Orinoco.

Em um tribunal do distrito de Manhattan, em Nova Iorque, nos EUA, conseguiu uma ordem de retenção de US$ 300 milhões em dinheiro da PdVSA depositados em bancos. A próxima audiência está marcada para 13 de fevereiro de 2008.

Na Grã-Bretanha, um mandado de injunção do Tribunal Superior do Reino Unido congelou todos os ativos da PdVSA na Inglaterra e no País de Gales, com valor estimado em US$ 12 bilhões.

Botox causa botulismo e pode matar

A droga anti-rugas Botox e um de seus concorrentes foram consideradas capazes de causar sintomas como os do botulismo e até a morte de algumas crianças que a usaram para controlar espasmos, adverte a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, do inglês).

Além do Botox na sua versão comercial como cosmético, a FDA listou como perigoso o Myobloc. Ambos usam a toxina botulina para bloquear impulsos nervosos e assim provocar um relaxamento que paralisa músculos da face, reduzindo as rugas.

O Botox também serve para tratar uma variedade de espasmos musculares.

Em alguns casos, a toxina se espalha além da parte do corpo a que se destina, paralisando ou enfraquecendo os músculos usados para respirar e engolir, efeitos colaterais capazes de matar.

A maioria das mortes foi de crianças com paralisia cerebral e espasmos musculares nas pernas. Esta aplicação não foi autorizada nos EUA mas é usada em outros países. A advertência do órgão regulador americano alerta para problemas de saúde em pessoas de todas as idades, inclusive quem usa Botox para tirar as rugas da testa.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Governo e oposição não se acertam no Quênia

O governo e a oposição do Quênia chegaram a anunciar hoje um acordo para formar um governo de união nacional e superar assim a crise gerada pela denúncia de fraude na eleição presidencial de 27 de dezembro. Depois recuaram, dizendo apenas que "houve progresso nas negociações.

Mas o ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan mantém o otimismo. Insiste em que será possível fazer logo um acordo para dividir o poder: "Sinceramente, espero que continuemos nosso trabalho no item 3 [do plano de paz], a solução das questões políticas, no início da próxima semana."

Por causa da onda de violência que provocou mil mortes e deixou 300 mil desabrigadas, Annan não vê condições de realizar eleições neste momento.

O líder oposicionista Raila Odinga afirma que ganhou a eleição, mas já admite .

Em Londres, os quenianos realizaram uma manifestação e entregaram uma petição ao primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, fazendo um apelo para que intervenha para pacificar o país do Leste da África.

Gates adverte para risco de divisão da OTAN

Diante da relutância da maioria dos países-membros em enviar mais soldados ao Afeganistão para combater a milícia dos talebã, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, advertiu que a Organização do Tratado do Atlântico Norte pode se dividir.

Pela Carta de Washington, que criou a OTAN em 1949 para conter a União Soviética, qualquer ataque contra um país-membro é um ataque contra todos. No dia 12 de setembro de 2001, a OTAN prestou solidariedade aos EUA pelos atentados terroristas do dia anterior e colocou-se à disposição para combater o inimigo.

O problema é que os EUA se desviaram da guerra contra o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos da rede Al Caeda para atacar o Iraque, uma guerra extremamente impopular.

Depois dos atentados dos jihadistas contra Madri e Londres, os aliados relutam em associar às guerras dos EUA, temendo a retaliação dos terroristas.

Romney abandona corrida à Casa Branca

Para não atrapalhar a campanha do senador John McCain, que abriu uma vantagem praticamente decisiva na Superterça-Feira, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney abandonou na quarta-feira, 7 de fevereiro, a disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos na eleição de 4 de novembro.

Romney lamentou que não haverá mais um candidato conservador como ele na corrida à Casa Branca. Mas deixou claro que o inimigo é o Partido Democrata. Assim, como não tem mais chance, optou por deixar o caminho livre para McCain.

Na grande coalizão que é o Partido Republicano, há três grandes correntes: o conservadorismo econômico, o conservadorismo social e a segurança nacional.

McCain, um veterano de guerra que ficou seis anos preso no Vietnã, é o comandante-em-chefe que promete caçar Ossama ben Laden, o inimigo público número um dos EUA.

Romney, o empresário bem-sucedido que gastou US$ 35 milhões do seu próprio bolso na tentativa de governar o país, representa a ortodoxia econômica. Quer cortar impostos e reduzir o Estado. Não é um discurso com muito apelo ao povo americano neste momento de crise econômica.

O ex-pastor e ex-governador do Arkansas Mike Huckabee representa o conservadorismo social em questões como aborto, homossexualismo, células-tronco.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Abu Hamza será extraditado para os EUA

O Ministério do Interior britânico assinou hoje o pedido de extradição do clérigo radical muçulmano Abu Hamza al-Masri. Ele tem duas semanas para recorrer da decisão. Caso contrário, daqui a quatro semanas será enviado para os Estados Unidos para responder por terrorismo e incitar a violência.

Hamza é o mais radical dos extremistas muçulmanos do Reino Unido. Perdeu as duas mãos e um olho lutando contra a invasão soviética no Afeganistão. Usava um gancho no lugar da mão, o que o tornou conhecido como o Capitão Gancho da Al Caeda.

Do púlpito da mesquita de Finnsbury Park, no Norte de Londres, fazia sua pregação raivosa contra o Ocidente e recrutava voluntários para lutar nos conflitos envolvendo muçulmanos pelo mundo inteiro.

Banco da Inglaterra baixa taxa básica para 5,25%

Por causa da recessão no setor imobiliário e a queda na atividade industrial, o Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra baixou hoje sua taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 5,25% ao ano.

Já o Banco Central da Europa, temendo as pressões inflacionárias provocadas pela alta nos preços de energia e alimentos, manteve sua taxa básica em 4% ao ano.

Itália terá eleições em 13 e 14 de abril

Diante da impossibilidade dos partidos políticos de formar um governo provisório, o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, convocou na quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008, eleições parlamentares a serem realizadas em 13 e 14 de abril.

Com a instabilidade crônica da política italiana, que já derrubou 62 governos desde 1945, Napolitano tinha feito uma última tentativa, apelando ao presidente do Senado, Franco Marini, para formar um governo provisório. O objetivo era fazer uma reforma política para mudar o sistema eleitoral.

Mas o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, de 71 anos, líder da coligação direitista Casa da Liberdade, que está na frente nas pesquisas de opinião, vetou qualquer acordo.

O líder do centrista Partido Democrático, Walter Veltroni, prefeito de Roma, deve se reunir agora com os partidos de esquerda. É o mais cotado para desafiar Berlusconi.

Para evitar os problemas enfrentados pelo primeiro-ministro demissionário Romano Prodi, anunciou que o PD pode concorrer sozinho, sem uma coalizão formada antes das eleições.

Prodi já avisou que não vai se candidatar mais à chefia do governo. Entende que é hora de uma mudança de geração e que essa mudança é Veltroni, de 52 anos.

Se não houver acordo, Fausto Bertinoti, do Partido Democrático da Esquerda, a ala reformista do antigo Partido Comunista Italiano, deve ser o candidato da esquerda.

O prefeito de Roma já adotou um slogan e a postura política da sensação da campanha eleitoral nos Estados Unidos, o senador negro Barack Obama: "As pesquisas não são tão importantes. Vejam Obama. Há três meses, ninguém dava nada por ele. Sim, nós podemos", concluiu, roubando a frase do candidato democrata.

Petróleo alimenta o conflito no Chade

Por trás do conflito no Chade, há uma disputa pelo petróleo do país, que não é muito mas é fundamental para o futuro de uma das nações mais pobres da África.

A oposição acusa o presidente Idriss Déby, apoiado pela França e os Estados Unidos, de vender os recursos naturais do país.

O conflito é essencialmente político mas "o petróleo joga um papel importante", afirma o editor da newsletter Africa Energy Intelligence, Philippe Vasset.

"Há um butim de guerra valioso a ser dividido", acrescenta.

Para o pesquisador Philippe Hugon, especialista em economia africana, "parte da riqueza do petróleo tem sido enviada para fora do país ou desperdiçada com a compra de armas e o enriquecimento pessoal do grupo ligado a Idriss Déby. Os rebeldes querem sua parte".

Por força de um acordo com o Banco Mundial, o governo chadiano é obrigado a investir 70% da renda do petróleo no desenvolvimento econômico e social, em troca de um financiamento para a construção de um oleoduto de mil quilômetros, ligando o campo petrolífero de Doba, no Chade, ao porto de Cribi, na república dos Camarões.

Com uma produção diária de 150 a 160 mil barris e reservas de 1,5 bilhão de barris de petróleo, o Chade está muito atrás da Nigéria, maior potência petrolífera da África, com produção de 2,12 milhões de barris diários e reservas de 36 bilhões de barris de cerca de 159 litros.

A alta do petróleo melhorou a sorte do Chade, um dos países mais pobres do mundo, desértico e sem acesso ao mar.

Graças ao petróleo, o investimento estrangeiro provocou um crescimento econômico de 30% em 2004, que caiu para 8% no ano seguinte. Mas os geólogos acreditam que o potencial de exploração de petróleo no Chade não está esgotado.

A expectativa é que China e Estados Unidos, que travam uma disputa pelos recursos naturais da África, se interessem mais pelo petróleo do Chade

A ExxonMobil lidera um consórcio com a Chevron e a estatal Petronas, da Malásia para explorar o petróleo chadiano, antecipando-se a chineses e europeus.

Como a China importa cerca de 30% de seu petróleo do vizinho Sudão, o mais interessante para os chineses seria prolongar o oleoduto até o Chade.

Mas como o governo chadiano considerou o suposto apoio sudanês à ofensiva rebelde uma "declaração de guerra", no momento é difícil imaginar uma reconciliação entre Cartum e Ndjamena.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Ofensiva rebelde no Chade matou 100 pessoas

A ofensiva militar de três grupos rebeldes que invadiram a capital do Chade, no centro da África, no sábado, 2 de fevereiro de 2008, causou pelo menos 100 mortes, informou nesta quarta-feira a Cruz Vermelha Internacional.

Os rebeldes chegaram a cercar o palácio presidencial, em Ndjamena, exigindo a renúncia do presidente Idriss Déby, que está no poder desde 1990. Com o apoio de tropas e tanques, tropas leais a Déby repeliram os guerrilheiros, que fugiram da capital.

Como eles saíram da província sudanesa de Darfur, o governo do Chade acusou o vizinho Sudão de provocar o conflito para evitar o estacionamento de uma força internacional de paz com mandato da União Africana e das Nações Unidos na região para tentar conter o genocídio de Darfur, a maior tragédia humanitária do mundo hoje.

Hillary vence na Califórnia

A senadora Hillary Clinton venceu a eleição primária do Partido Democrata na Califórnia, o maior e mais rico estado americano, que mandará 441 delegados para a convenção nacional que escolherá o candidato democrata à Casa Branca em 4 de novembro.

Pelas regras do partido, os delegados são divididos entre os candidatos na proporção de suas votações.

É improvável que Hillary saia da Superterça-Feira com uma ampla vantagem. Os democratas vão continuar brigando. Uma das questões importantes é até onde ela e Obama ficarão se atacando enquanto os republicanos começam a se definir pela candidatura John McCain.

Hillary ganhou nos estados mais importantes, enquanto Obama saiu-se bem em diversos estados conservadores onde uma vitória democrata será importante na eleição presidencial, como Kansas, Colorado e Dakota do Norte.

No final desta Superterça-Feira, de acordo com a rede de televisão CNN, Hillary tinha 591 delegados contra 473 de Obama. Para ser indicado candidato, um aspirante democrata precisa de 2.025. Os dois ainda estão muto longe disso.

Será uma luta longa e sangrenta.

Só em janeiro, Obama arrecadou US$ 32 milhões contra US$ 13,5 milhões para Hillary. Isso lhe dá uma grande vantagem na hora de comprar tempo para anúncios de televisão.

McCain vence em Nova Iorque

O senador John McCain deu outro passo importante para consolidar sua liderança na luta pela candidatura do Partido Republicano à Casa Branca na eleição presidencial de 4 de novembro. Ele venceu a eleição primária de Nova Iorque, o segundo estado mais importante.

Ex-ministro das Finanças desafia Mugabe

O ex-ministro das Finanças Simba Makoni lançou nesta terça-feira em Harare sua candidatura à Presidência do Zimbábue na eleição de 29 de março deste ano, num desafio aberto ao ditador Robert Mugabe, no poder desde a independência do país, em 1980.

Makoni é a primeira dissidência importante no partido do governo, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Popular (ZANU-PF, do inglês).

Nos últimos anos, Mugabe transformou o Zimbábue de celeiro da África num país que atravessa uma das piores crises econômicas no mundo hoje, com inflação de 24.000% e desemprego de 80% da população em idade de trabalhar.

Em 2000, sentindo-se ameaçado pelo aumento da popularidade do Movimento por uma Mudança Democrática (MDC), Mugabe criou um movimento de trabalhadores rurais sem terra e insuflou-o a invadir das fazendas dos brancos, que controlavam as melhores terras do país no período colonial.

Quando o Zimbábue se tornou independente, em 1980, o governo britânico concordou em ajudar o país a indenizar os fazendeiros brancos que perdessem parte de suas terras numa futura reforma agrária. Mas nunca houve uma reforma agrária.

Mugabe simplesmente manipulou os sem-terra zimbabueanos em sua estratégia para ficar no poder. Chamou-os de veteranos de guerra, que não teriam recebido sua recompensa por lutarem pela independência.

Como um ditador, acirrou os ânimos, promoveu a violência e jogou miseráveis contra miseráveis. Destruiu favelas onde a oposição ganhou eleições. Jogou a culpa na oposição, no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Para acalmar os generais mais exaltados, o Zimbábue entrou na guerra do Congo, a chamada Primeira Guerra Mundial Africana, que matou cerca de 4 milhões de pessoas.

A destruição da base econômica agrícola, a anarquia interna e o descontrole da economia transformaram o Zimbábue num país-pária, que só não é marginalizado pela sociedade internacional por exigência de outros países africanos.

Assim, a elite dirigente do ZANU-PF deve ter percebido que chegou a hora de se livrar de Mugabe, que completa 84 anos neste mês de fevereiro. O herói da independência se tornou um peso para a pátria.

Makoni precisa do apoio desses grandes eleitores. Mas sua candidatura já é produto de uma articulação para tirar o país do buraco. E o nome da crise se chama Robert Mugabe.

Romney ganha em Utah, terra dos mórmons

O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, empresário bem-sucedido e milionário que sonha em ser o primeiro mórmon a governar os Estados Unidos, ganhou a eleição primária do Partido Republicano no estado de Utah, onde fica a Cidade do Lago Salgado, a maior comunidade mórmon dos EUA.

Outro membro da chamada direita religiosa, o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, que já havia ganho na Virgínia Ocidental, acaba de vencer também em seu estado.

Hillary leva Massachusetts apesar dos Kennedy

Apesar do apoio a Barack Obama do senador Ted Kennedy e de Caroline Kennedy, filha do presidente John Kennedy (1961-63), e do senador John Kerry, candidato derrotado por George W. Bush em 2004, a senadora Hillary Clinton ganhou o eleição primária do Partido Democrata no estado de Massachusetts.

Hillary acaba de ganhar também em Nova Jérsei, outro estado populoso e importante na definição das candidaturas dos grandes partidos para a eleição presidencial de 4 de novembro nos Estados Unidos.

Hillary ganha primária em Nova Iorque

Na luta pela candidatura democrata à eleição presidencial de 4 de novembro de 2008 nos Estados Unidos, a ex-primeira-dama Hillary Clinton acaba de ganhar a eleição primária no estado de Nova Iorque, que representa no Senado.

Seu adversário no partido, o também senador Barack Obama, acaba de levar Delaware.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Obama vence na Geórgia e em Illinois

O senador Barack Obama venceu a senadora e primeira-dama Hillary Clinton nas eleições primárias do estado que representa, Illinois, e na Geórgia, um estado onde a população negra é mais da metade do eleitorado do Partido Democrata. Lá, mais de 80% dos negros preferiram Obama.

Até agora, Hillary ganhou em Oklahoma, no Tennessee, terra do ex-vice-presidente Al Gore, e no Arkansas, onde seu marido, Bill Clinton, foi procurador-geral e governador antes de ser presidente.

Entre os republicanos, o senador John McCain ganhou em Illinois.

Huckabee ganha primária na Virgínia Ocidental

O ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, um pastor evangélico, ganhou a eleição primária no estado da Virgínia Ocidental, mas está em terceiro lugar na disputa pela candidatura republicana.

Não tem chance de disputar a eleição presidencial de 4 de novembro de 2008.

Bolsa de Nova Iorque cai 3% por medo de recessão

O mau desempenho do setor de serviços, o maior e mais dinâmico da economia dos Estados Unidos, aumentou ainda mais o medo de recessão, causando uma queda de 370 pontos (-2,93%) no Índice Dow Jones, o mais importante da Bolsa de Valores de Nova Iorque.

Nesta terça-feira, o Instituto de Gerenciamento da Oferta divulgou que seu índice de serviços caiu de 54,5 em dezembro para 41,9 em janeiro. Um número inferior a 50 indica redução da atividade econômica.

Como os serviços representam dois terços do produto interno bruto dos EUA, de cerca de US$ 14 trilhões, o dado foi interpretado como mais um sinal de que a maior economia do mundo entrou em recessão.

Milhões protestam contra as FARC


Milhões de pessoas saíram às ruas na segunda-feira nas principais cidades da Colômbia e em 120 outras espalhadas pelo mundo para protestar contra o grupo guerrilheiro de esquerda Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), pedir paz e o fim da violência, e exigir a libertação dos reféns seqüestrados pelos rebeldes.

"Liberdade! Liberdade", "Não às FARC", "Não aos seqüestros", diziam os cartazes. Ao todo, houve 387 manifestações na Colômbia. Em Bogotá, o protesto teve a participação da ex-senadora e ex-candidata à Presidência em 2002 Clara Rojas, recém-libertada pela guerrilha.

A mobilização iniciada no site de relacionamentos da Internet Facebook deu a volta ao mundo. Chegou até Tóquio, passando por Miami, Washington, Los Angeles, Nova Iorque, Toronto, Ottawa, Montreal, Londres, Madri, Paris, Berlim, Roma, Estocolmo, Bruxelas e Genebra.

Em Caracas, onde o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, declarou que as FARC não são terroristas, a maior manifestação no exterior reuniu 3 mil pessoas. Em Quito, capital do Equador, foram 2,5 mil.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Odinga pede intervenção estrangeira no Quênia

Diante de manobras do presidente Mwai Kibaki para ganhar tempo e assim tentar recuperar a legitimidade, o líder do Movimento Democrático Laranja, de oposição, Raila Odinga, fez um apelo à União Africana e às Nações Unidas para que intervenham no Quênia.

Desde que a oposição denunciou fraude na eleição presidencial de 27 de dezembro, cerca de mil pessoas morreram e 250 mil fugiram de casa para escapar da onda de violência tribal que assola o país.

Atentado suicida mata uma pessoa em Israel

Um terrorista suicida se explodiu num centro comercial de Dimona, cidade onde fica o reator do programa nuclear de Israel. Outro homem-bomba, ferido no acidente, foi morto pela polícia quando fez um movimento que poderia ser para detonar seu cinturão carregado de explosivos.

Os dois homens-bomba deixaram vídeos declarando pertencer às Brigadas Al-Acsa, braço armado da Fatah (Luta), o partido político do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, que está negociando com Israel e desautorizou o ataque.

Annan comissão de verdade no Quênia

Em mais uma tentativa para tentar acelerar o processo de paz no Quênia, o ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, propôs nesta segunda-feira a criação de uma comissão de verdade e reconciliação, como aconteceu na África do Sul depois do fim do regime segregacionista branco do apartheid.

A comissão sul-africana deu anistia a quem confessou seus crimes.

Milhares de civis fogem do Chade

Milhares de chadianos cruzaram uma ponte que liga a capital do Chade, Ndjamena, à vizinha república de Camarões, para fugir de uma ofensiva rebelde contra o presidente Idriss Déby.

Os rebeldes de três grupos invadiram a capital chadiana no sábado. Chegaram a cercar o palácio presidencial. Mas, com tanques e helicópteros, as forças leais a Déby, no poder desde 1990, resistiram.

Na segunda-feira, os rebeldes saíram da capital anunciando é apenas um recuo tático para lançar outro assalto em breve.

O Conselho de Segurança das Nações e a França, a antiga potência colonial, apoiaram o presidente, que chegou ao poder num golpe de Estado mas depois se submeteu a eleições, a última em 2006.

Déby governa um dos países mais corruptos do mundo. Aliado do Ocidente, o Chade serviria de base para a força internacional de paz da União Africana e da ONU que tentaria conter o genocídio na província de Darfur, no vizinho Sudão.

Por ora, o envio da força de paz de Darfur fica adiado.

Como isto serve os interesses do regime fundamentalista do Sudão, e o governo do Chade alega que está atrás da invasão rebelde, que saiu de lá, o objetivo oculto da ofensiva talvez seja atrapalhar a intervenção internacional em Darfur.

EUA questionam segurança do Botox

A organização não-governamental Public Citizen recorreu à Administração de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos questionando a segurança para a saúde do uso da toxina botulínica - mais conhecida como Botox -, especialmente por razões estéticas. Pelo menos 16 pessoas teriam morrido no país com intoxicação por Botox.

Há 18 anos no mercado, o Botox foi aprovado pelas agências reguladoras de 75 países, inclusive o Brasil, onde o carnaval revela um festival de abusos da cirurgia estética.

A ONG denuncia "problemas sérios, inclusive mortes e hospitalizações, resultado da disseminação da toxina a outras partes do corpo".

Google contesta venda do Yahoo para Microsoft

O Google, maior empresa de pesquisa na Internet, está se preparando para contestar uma possível compra do Yahoo pela companhia de software Microsoft, alegando que vai ampliar seu monopólio à Internet.

Na sexta-feira, soube-se que a Microsoft fez uma oferta não-solicitada de US$ 44,6 bilhões pelo Yahoo, que teve resultados decepcionantes e estaria prestes a demitir milhares de funcionários.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Presidente Boris Tadic é reeleito na Sérvia

O presidente liberal Boris Tadic foi reeleito neste domingo na Sérvia, mas a vitória apertada sobre o nacionalista Tomislav Nikolic suscita dúvidas sobre o futuro da coalizão governista, sobretudo se a província do Kossovo declarar independência, o que terá forte impacto sobre os sérvios.

Tadic obteve 50,5% dos votos, contra 47,8% para Nikolic.

Em 2004, Tadic venceu Nikolic por 9 pontos percentuais. O Ocidente interpretou o resultado como um sinal de que o nacionalismo reacionário responsável pela divisão da antiga Iugoslávia estava em declínio. Agora, o radicalismo sérvio prova estar vivo.

Sete anos após a queda do ditador Slobodan Milosevic, maior responsável pela destruição da Iugoslávia, a extrema direita ainda consegue quase metade dos votos. A independência do Kossovo, que pode ser declarada nos próximos dias, deve virar a balança para o outro lado.

"Não há vencedor aqui", declarou o jornalista Dragoljub Zarkovic, editor-chefe da revista semanal de notícias Vreme. "Formalmente, Boris Tadic será presidente pelos próximos cinco anos, mas a vitória moral é Tomislav Nikolic."

O primeiro-ministro Vojislav Kostunica, que derrotou Milosevic na eleição presidencial de 2000, é aliado de Tadic, mas rejeita qualquer acordo que permita a independência do Kossovo e conta com o apoio da Rússia para vetar a matéria no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A Batalha do Kossovo, uma derrota para o Império Otomano em 28 de junho de 1389 que eles festejam, é um dos mitos fundadores do nacionalismo sérvio.

Forças leais ao presidente do Chade reagem

Com tanques e helicópteros, tropas leais ao presidente Idriss Déby contra-atacaram os rebeldes que tomaram parte da capital, Ndjamena, e cercaram o palácio do governo. A cidade está dividida: os rebeldes dominam o Oeste e o governo controla o Leste.

O ministro chadiano das Minas e Energia, general Mahamat Ali Abdallah Nassour, acusou o vizinho Sudão de ter feito um ataque por terra e ar equivalente a "uma declaração de guerra" contra a cidade de Adra. Ela fica na região do Chade que faz fronteira com a província de Darfur, onde o governo fundamentalista sudanês é acusado de cometer genocídio contra a população não-muçulmana.

Genocídio, a tentativa de exterminar todo um povo, como os nazistas quiseram fazer com os judeus na Segunda Guerra Mundial, é um crime contra a humanidade proibido por uma convenção das Nações Unidas. Todos os países signatários da convenção têm a obrigação de intervir para impedir um genocídio.

Desde 2003, cerca de 250 mil pessoas foram mortas e outros 2 milhões fugiram de Darfur. De lá, saíram os rebeldes que invadiram no sábado a capital chadiana.

Em sua defesa, o governo do Sudão alegou que a crise é um problema interno do Chade.

Obama sobe e equilibra Superterça-Feira

A dois dias da Superterça-Feira, quando haverá eleições primárias em 22 estados, o senador negro Barack Obama subiu nas pesquisas em quatro estados importantes, equilibrando a disputa com a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton pela candidatura do Partido Democrata à eleição presidencial de 4 de novembro de 2008 nos Estados Unidos.

Obama está praticamente empatado na Califórnia e pouco atrás de Hillary em Nova Jérsei, no Arizona e no Missouri.

Em uma pesquisa nacional para o jornal The Washington Post e a rede de televisão ABC, Obama está em empate técnico com Hillary.

Entre os republicanos, a expectativa é que o senador John McCain consolide sua vantagem sobre o governador de Massachusetts Mitt Romney, com o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee num distante terceiro lugar.

Leia mais no jornal The The Sunday Times.

Fidel pediu a Aznar asilo para Chávez

Quando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, estava entrincheirado no Palácio Miraflores, em Caracas, temendo que o golpe de 11 de abril de 2002 pudesse derrubá-lo, o ditador de Cuba, Fidel Castro, pediu ao então primeiro-ministro conservador da Espanha, José María Aznar, que desse asilo a Chávez.

"Não te imoles!", pediu Castro por telefone, na madrugada de 12 de abril, alarmado pelo colapso emocional de Chávez, que chegou a pensar em suicídio.

Ao mesmo tempo, Fidel negociava com Aznar um asilo político na Espanha para salvar a vida do amigo e aliado, afirma em suas memórias o bispo Baltasar Porras, ex-presidente da Conferência Episcopal Venezolana (CEV).

"Soubemos que, através da Embaixada na Espanha, houve um apelo do próprio Fidel Castro ao chefe do governo espanhol, dom José María Aznar, para que se o recebesse na península, já que o mandatário cubano não queria recebê-lo na ilha caribenha", escreve Porras.

Na madrugada de 12 de abril, pouco depois de falar com Fidel, Chávez chamou o bispo para comunicar que pretendia se render e entregar o governo, e lhe pedir a bênção: "Perdoem-me todas as barbaridades que disse de você. Chamei para lhe perguntar se está disposto a proteger minha vida e dos que estão comigo aqui em Miraflores. Decidi abandonar o poder. Uns estão de acordo; outros, não. Mas é a minha decisão. Não quero mais derramamento de sangue, embora aqui no palácio estejamos suficientemente armados para nos defender de qualquer ataque. Mas não quero chegar a isso."

Nem ele nem os outros iniciados sabia que os pára-quedistas de Maracay não aceitavam o golpe e ameaçavam marchar sobre Caracas no dia 13, se o presidente não fosse reconduzido ao cargo. O povo saía as ruas para defender o mandato de Chávez.

Em 14 de abril de 2002, Chávez retomava o poder.

Fidel compara a situação de Chávez com a do presidente socialista chileno Salvador Allende no Palácio de La Moneda durante o golpe de 11 setembro de 1997. Allende se matou ao perceber que a resistência seria inútil. Não queria ser pego com vida pelos militares liderados pelo general Augusto Pinochet.

"Allende não tinha um só soldado", lembra Fidel. Chávez contava com uma grande parte dos soldados e oficiais do Exército, especialmente os mais jovens".

Cuba fez uma mobilização diplomática frenética para salvar o presidente venezuelano. "Temíamos que o matassem ou que se imolassem em Miraflores", conta o líder cubano.

O embaixador espanhol em Cuba, Jesús Gracia, revela que foi chamado para uma reunião de emergência no Palácio da Revolução. Estavam presentes ainda os embaixadores do Brasil e de outros países europeus.

Era "muito urgente", afirmou o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Felipe Pérez-Roque, apontado como um dos possíveis sucessores de Fidel. O líder cubano estava no palácio coordenando uma operação para salvar Chávez.

Pérez-Roque explicou que Chávez estava à beira da morte ou do suicídio. Não se sabia como reagiriai. Queriam proteger sua vida".

Reino Unido prende suspeitos de terrorismo

Seis paquistaneses suspeitos de terrorismo foram presos há 10 dias em Londres, quando chegavam em um vôo de Barcelona, na Espanha, revela hoje o jornal The Sunday Times.

O Centro Nacional de Inteligência da Espanha advertiu as autoridades britânicas depois de descobrir que extremistas muçulmanos planejavam atacar o metrô de Barcelona e outras cidades européias, na Alemanha, França, Reino Unido e Portugal.

Rei da Espanha x rei do petróleo

Daquilo que o rei do petróleo ouviu das entranhas del Rei de Espanha ou, Capitão Nascimento, relaxa que é carnaval

Samba do bloco carnavalesco, ou troça, Que Merda é Essa?!, de Roni Valk, Gabriel da Mocidade, Bisqüi da Fatinha e Mestre Nevada, para o Carnaval 2008 no Rio de Janeiro:

" 'Tu é muleque! Muleque!'
É ACM esculachando belzebu
O nosso samba, antes que reclames,
Não é pra ti, ó Piovani

"Fraude no xixi é treta, Rebeca!
Romário escondendo a careca!
Mas se tomar o café do Dodô
Obina é melhor do que o Eto'o

"Boi-da-cara-preta na fazenda do Renan
Bota o Senado na cadeia ou no divã!
Água sanitária no leitinho das crianças
E a CPMF já virou lembrança!

"?Por qué no te callas?
É que eu canto à beça!
A gente se resolve é na conversa
Mas uma pergunta nunca falha:
Que merda é essa?!

"?Por qué no te callas?
É que eu canto à beça!
A gente se resolve é na conversa
Mas uma pergunta nunca falha:
Que merda é essa?!"

Egito vai fechar fronteira com a Faixa de Gaza

Onze dias depois que os palestinos abriram rombos no muro para fugir de um bloqueio israelense, o Egito começou a fechar neste domingo, 3 de fevereiro de 2008, trechos da sua fronteira com a Faixa de Gaza.

Tentativas anteriores foram frustradas pela ação do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que controla este território palestino desde junho de 2007, quando derrotou as forças da Fatah (Luta), partido do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

Israel fechou as fronteiras da Faixa de Gaza em 17 de janeiro para punir o Hamas pelos ataques de foguetes contra seu território israelense.

Com a derrubada de trechos do muro, centenas de milhares de palestinos cruzaram a fronteira para o Egito para comprar tudo o que não encontravam mais em Gaza. Israel teme que grupos armados tenham aproveitado a oportunidade para contrabandear armas.

No papel, a fronteira deve ser controlada pelo Egito e a ANP, sob a supervisão da União Européia. Foi fechada desde que o Hamas tomou o poder em Gaza.

FARC anunciam libertação de ex-congressistas

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) anunciaram que pretendem libertar os ex-congressistas Gloria Polanco de Lozada, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán.

Eles serão entregues ao presidente de Venezuela, Hugo Chávez, e à senadora Piedad Córdoba, principal chavista colombiana, "ou por intermédio de seus delegados em território colombiano", afirma um comunicado assinado pelo Secretariado do Estado-Maior Central das FARC, recibido esta noite pelos editores do telejornal Noticias Uno.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Sarkozy se casa com Carla Bruni

Em cerimônia reserva no Palácio do Eliseu, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, casou-se neste sábado com a modelo, atriz e cantora italiana Carla Bruni, ex-namorada de Mick Jagger.

Enquanto Jerry Hall, na época casada com Jagger, tinha uma filha, Elizabeth, o rollingstone fugia para a Tailândia com Carla Bruni.

Rebeldes cercam palácio presidencial no Chade

As forças de três grupos rebeldes - a Frente Popular do Chade, a União das Forças pela Democracia e o Desenvolvimento e a Reunião das Forças pela Mudança - invadiram no sábado, 2 de fevereiro, a capital do país N'Djamena. O palácio do presidente Idriss Déby, no poder há 17 anos, está cercado.

A França, antiga potência colonial, apóia o governo. Tem 1,2 mil soldados no Chade e anunciou o envio de um reforço para ajudar a resgatar cerca de 700 franceses que vivem no país, além de americanos e europeus.

O governo chadiano acusa o vizinho Sudão, de onde teriam saído os guerrilheiros. Apresenta o conflito como uma luta de chadianos muçulmanos contra não-muçulmanos, insuflada pelo regime islamita de Cartum, que seria incluída na guerra dos EUA contra o extremismo muçulmano, o jihadismo.

Se Déby cair, pode se complicar o envio de uma força de paz das Nações Unidas à província sudanesa de Darfur, que usaria o vizinho Chade como base.

Um dos países mais pobres do mundo, árido e mediterrâneo, o Chade é o berço da humanidade. É lá que se tem o registro do mais antigo hominídeo, o Sahelanthropus tchadensis, que viveu há 7 milhões de anos. Veja abaixo a cara do seu avô.

McCain faz apelo à união dos republicanos

Às vésperas da Superterça-Feira, 5 de fevereiro, o líder na disputa pela candidatura do Partido Republicano à eleição presidencial de 4 de novembro nos Estados Unidos, senador John McCain, fez hoje um apelo à unidade do partido.

Seu maior rival, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, o acusa de não ser suficientemente conservador. Mas o terceiro colocado nas pesquisas entre os conservadores, o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, um ex-pastor evangélico, atacou Romney, alegando que "ele é a favor do aborto, promete defender mais os direitos dos homossexuais do que o [ultra-liberal] senador Ted Kennedy e diz que não faz parte da revolução de Ronald Reagan.

Huckabee quer ser vice na chapa de McCain.

Inflação na zona do euro é a maior em 14 anos

A inflação anual média nos 15 países da União Européia que adotam o euro como moeda comum chegou a 3,2% ao ano em janeiro. É a índice de crescimento de preços mais alto em 14 anos.

Isso fortalece a resistência do Banco Central da Europa de cortar sua taxa básica de juros, hoje em 4% ao ano, apesar das reduções drásticas do Federal Reserve Board, o banco central dos Estados Unidos.

Venda de anúncios do NY Times cai 13%

A venda de anúncios do jornal The New York Times, o mais influente dos Estados Unidos, caiu 13% em dezembro. Para o jornal inglês Financial Times, é mais um indicador de que economia americana marcha para a recessão.

Musharraf testa míssil nuclear

O Paquistão testou nesta sexta-feira, 1º de fevereiro de 2008, na presença do ditador Pervez Musharraf, um míssil com alcance de 1,3 mil quilômetros e capacidade para transportar ogivas nucleares, o Gauri.

Musharraf agradeceu aos oficiais responsáveis pelo projeto e declarou que o Paquistão tem agora um mecanismo robusto de dissuasão nuclear.

Paquistão nega que EUA tenham morto Al-Libi

O governo do Paquistão negou nesta sexta-feira que o terceiro homem na hierarquia da rede terrorista Al Caeda, Abu Laith al-Libi, tenha sido vítima nesta semana de um míssil americano.

A casa onde ele estava em Dara Adanquel, na província paquistanesa do Waziristão do Norte, foi destruída. O ministro interino do Interior do Paquistão, Hamid Nawaz: "Nossa informação é que houve uma explosão lá e algumas pessoas morreram. Como a explosão aconteceu? Não sabemos. A casa pertence a um taleb local."

Libi foi atingido por um artefato voador sem piloto, o Predator, na casa onde estava, perto da cidade de mir Ali, no Waziristão do Norte. Mas o Paquistão não pode admitir isso oficialmente porque não autorizou a atividade de forças dos Estados Unidos dentro do seu território.

Mulheres-bomba matam 98 em Bagdá

Duas mulheres foram explodidas por controle remoto na sexta-feira, 1º de fevereiro de 2008, em Bagdá. Foram os piores ataques em seis meses na capital iraquiana.

A primeira foi detonada num mercado de animais domésticos em Gazil, matando pelo menos 50 pessoas, e a segunda num mercado de pássaros, no Sul da capital iraquiana.

Uma testemunha descreveu o segundo atentado: "Uma mulher chegou entre dez e dez e meia da manhã, disse que tinha pássaros, então foi cercada por gente que vende pássaros. Ela disse que queria vender os pássaros. Quando as pessoas se aproximaram dela, aconteceu a explosão. Vi o massacre. Nunca tinha visto nada igual."

O mercado de Gazil foi atacado várias vezes.

A violência declinou no Iraque a partir de junho, em conseqüência do reforço de tropas ordenado há um ano pelo presidente George Walker Bush.

O poder da Al Caeda diminuiu. Mas, como todo grupo guerrilheiro numa guerra assimétrica contra um inimigo muito mais poderoso, diante da ofensiva, Al Caeda recua para se proteger e contra-atacar para mostrar que não foi totalmente derrotada.

EUA perdem 17 mil empregos

Em outro sinal de que está à beira da recessão, a economia dos Estados Unidos destruiu 17 mil empregos a mais do que criou fora do setor agrícola em janeiro, revelou na sexta-feira o Departamento do Trabalho. É a primeira vez que isto acontece há quatro anos e meio, desde agosto de 2003.

A indústria manufatureira cortou 28 mil empregos e o setor da construção civil, afetado pela crise de crédito hipotecário, 27 mil. O governo demitiu 34 mil funcionários.

Mas o Instituto de Gerenciamento da Oferta indicou um avanço do índice de atividade manufatureira para 50,7, acima dos 48,4 de dezembro e 50 de novembro. O número 50 representa estabilidade. Acima disso, o setor está em crescimento.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Quenianos aceitam plano de paz de Annan

O governo e a oposição do Quênia aceitaram nesta sexta-feira o plano do ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan para pacificar o país, assolado por uma onda de violência com quase mil mortes desde que a oposição rejeitou o resultado da eleição presidencial de 27 de dezembro.

Outro secretário-geral da ONU, o atual, Ban Ki Moon, ex-ministro das Relações Exteriores da Coréia do Sul, chegou hoje a Nairóbi para pressionar o presidente Mwai Kibaki e o o líder da oposição, Raila Odinga.

A proposta de Annan tem quatro pontos:
• fim imediato da violência,
• socorro aos 250 mil refugiados,
• uma solução política que pode ser um governo de união nacional
• e a reconciliação entre as tribos que entraram em conflito.

Em um recado direto aos dois líderes, Annan pediu "o fim das provocações desnecessárias e a necessidade de realizar uma série de encontros" até reconstruir a confiança dos 37 milhões de quenianos nos seus líderes.

Se ambos disserem ao povo que ponha de lado as armas porque vão conversar, o caminho estará aberto.

Morre chefão da Al Caeda no Afeganistão

Um líder importante da rede terrorista Al Caeda, considerado um dos seis principais lugares-tenentes de Ossama ben Laden, foi morto no Paquistão, informaram os Estados Unidos. A notícia foi confirmada em websites fundamentalistas muçulmanos.

Abu Laith al-Libi deve ter sido morto nesta semana num ataque de mísseis americanos que matou 13 guerrilheiros na região do Waziristão do Norte, no Paquistão, junto à fronteira do Afeganistão.

Lá, estariam os principais refúgios da Al Caeda, os esconderijos de Ben Laden e do número dois do movimento, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri.

Al-Libi era um dos principais alvos dos EUA, depois de Ben Laden, Zawahiri e o líder da milícia dos Talebá, o mulá Mohammed Omar.

Obama acusa Hillary de falta de julgamento

A guerra do Iraque foi o tema do momento mais marcante do debate entre os agora dois únicos candidatos do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos.

O senador Barack Obama acusou a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton de falta de julgamento por ter votado a favor da invasão do Iraque, autorizando o presidente George W. Bush a usar a força.

Hillary justificou-se dizendo que Saddam Hussein era um tirano, um dia teve armas de destruição e poderia talvez querer se associar ou competir com Ossama ben Laden.

É o duelo central da disputa pela candidatura democrata: Hillary se apresenta como a candidata mais experiente. "É preciso ter experiência para chegar à Casa Branca. Mas é preciso fazer o julgamento adequado desde o início."

"Este operação estava errada desde o início", reafirmou Obama, "na sua concepção".

Obama pode ser o primeiro negro a presidir os EUA. Hillary pode ser a primeira mulher presidente na Casa Branca. No momento, ela tem mais delegados, lidera as pesquisas nacionais e está na frente na maioria dos 22 estados onde haverá eleições primárias na Superterça-Feira, 5 de fevereiro.

Morte de deputado pára negociação no Quênia

O assassinato do segundo deputado da oposição em três dias, nesta quinta-feira, acirrou ainda mais o conflito deflagrado pela fraude na eleição presidencial de 27 de dezembro passado. David Kimutai Too foi morto por um policial. Como teria um caso com a mulher do policial, a morte está sendo tratada inicialmente como crime passional.

Em a Etiópia, onde participou da abertura da reunião de cúpula da União Africana, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, advertiu os líderes quenianos de que o país está à beira de uma catástrofe.

Ban chega nesta sexta-feira a Nairóbi, a capital queniana, para tentar acelerar as negociações de paz entre o presidente Mwai Kibaki e o líder da oposição, Raila Odinga.

As questões centrais são a formação de um governo de união nacional para dividir o poder, uma reforma agrária para acabar com a infiltração da tribo do governante da vez nos territórios de seus adversários e a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

China mobiliza Exército contra nevascas

O governo da China mobilizou 1,5 milhão de soldados para desobstruir estradas, reconstruir redes de energia elétrica e socorrer a população atingida pelas tempestades de neve no pior inverno dos últimos 50 anos no país.

Com a festa do Ano Novo Lunar chinês em 7 de fevereiro, as autoridades estimavam que 240 milhões de pessoas viajariam. Os líderes do Partido Comunista temem uma revolta popular.

Homem-bomba mata vice-governador afegão

Um terrorista suicida matou nesta quinta-feira o vice-governador da província de Helmand, no Sul do Afeganistão, uma das principais áreas de atividades da milícia fundamentalista dos Talebã, e pelo menos mais cinco pessoas. Outras 18 saíram feridas.

O vice-governador Pir Mohammad fazia suas orações numa mesquita que fica diante da sede governo em Lachkar Gah, a capital da província. "Quando as pessoas se levantaram para rezar, o homem-bomba se aproximou do governador e detonou os explosivos", contou Nissar Ahmad Barakzai, subsecretário provincial de Saúde.

Mais cedo, houve outro atentado terrorista suicida em Cabul, a capital do Afeganistão. O alvo era um ônibus com soldados do Exército. Um civil morreu e outros quatro foram feridos.

As ações terroristas ocorrem no momento em que dois novos estudos alertam que o Afeganistão corre sério risco de voltar a ser um Estado falido e um antro de terroristas, se a sociedade internacional não realizar esforós efetivos para ganhar a guerra e promover o desenvolvimento do país.

Recentemente, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, acusou os aliados europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de não estarem preparados para travar uma guerra de contra-insurgência.

Até outubro de 2001, o regime fundamentalista dos Talebã abrigava a rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentados de 11 de setembro daquele ano nos EUA, os piores da história.

Irã anuncia reatamento em breve com Egito


Depois de quase 30 anos de rompimento, o Irã quer reatar relações diplomáticas com o Egito, um dos maiores aliados dos Estados Unidos no mundo árabe.

O presidente do parlamento iraniano, Gholam Ali Hadad Adel (à esquerda, na foto), saiu otimista de um encontro com o ditador egípcio, Hosni Mubarak, no Cairo, na quarta-feira: "O fato de eu estar aqui é uma prova da melhoria de relações entre a República Islâmica e o Egito", declarou o chanceler do Irã.

"Talvez algumas pessoas acreditem que os Estados Unidos estão pressionando para impedir o reatamento de relações entre o Egito e o Irã", acrescentou, "mas o presidente Mubarak me disse que não aceita pressões dos EUA.

Egito e Irã romperam relações em 1980, ano seguinte à revolução islâmica, em protesto pelo acordo de paz egípcio-israelense, o asilo político concedido pelo Egito ao depois xá do Irã e seu apoio a Saddam Hussein na Guerra Irã-Iraque.

Guerra de Israel no Líbano em 2006 fracassou

Israel cometeu graves erros na fracassada invasão do Líbano de 12 de julho a 14 de agosto de 2006 para atacar a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), e o insucesso da operação fortaleceu os inimigos do Estado judaico, concluiu uma comissão de inquérito presidida pelo juiz superior Eliyahu Winograd. O relatório final evitou apontar diretamente o primeiro-ministro Ehud Olmert.

Pelo menos 1,2 mil libaneses, na maioria civis, e 160 soldados israelenses morreram nos 34 dias de combates.

Mais do que isso, a guerra acabou com o mito da invencibilidade israelense.

A mais poderosa máquina militar do Oriente Médio não foi capaz de dominar e vencer um grupo altamente disciplinado de guerrilheiros movidos pelo fundamentalismo islâmico. Essa foi a maior derrota para Israel.

"A visão geral da guerra é uma mistura de falhas na conduta das lideranças políticas e militares, de desempenho falho dos militares, especialmente das forças terrestres, e de deficiências na preparação de Israel", critica o Relatório Winograd. "Descobrimos sérios fracassos e falhas por falta de planejamento e de raciocínio estratégico."

Apesar de tudo, a comissão optou por não culpar indivíduos, buscando maneiras de evitar a repetição dos erros. Mas ressalvou: "O fato de evitarmos apontar responsabilidades individuais não significa que elas não existam." Olmert e o então ministro da Defesa, Amir Peretz, foram as autoridades civis que conduziram a guerra.

Grande parte das 629 páginas do relatório foram dedicadas a criticar uma ofensiva terrestre de última hora, lançada pouco antes de entrar em vigor o cessar-fogo imposto pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Pelo menos 30 soldados israelenses morreram nessa operação.

As oposições à direita e à esquerda concordaram que o fracasso compromete o primeiro-ministro Olmert. Se o pacifista Yossi Beilin entende que a guerra não deveria ter sido realizada, o partido linha-dura Likud, de onde Olmert saiu, afirma que só resta ao primeiro-ministro pedir demissão e convocar eleições antecipadas.

Leia mais no jornal israelense Haaretz.

Abbas recusa-se a discutir Gaza com Hamas

Depois de se encontrar com o ditador do Egito, Hosni Mubarak, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, negou-se a negociar com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que qualificou de "partido ilegítimo", a questão da fronteira da Faixa de Gaza com o Egito, aberta pela destruição de partes do muro que a marca.

"O Hamas tem recuar em seu golpe de Estado e aceitar a legitimidade, então os corações e mentes estarão abertos ao diálogo", declarou Abbas, referindo-se à derrota das forças de seu partido, a Fatah (Luta), para o Hamas na Faixa de Gaza.

Apesar de ter vencido as eleições parlamentares palestinas de 25 de janeiro de 2006, o Hamas é rejeitado pelo Ocidente por não reconhecer Israel nem renunciar à luta armada. Indicou claramente que pretende evitar o fechamento da fronteira, se sua autoridade não for aceita.

"Falar de um papel parcial contradiz a realidade", respondeu o ex-ministro do Exterior palestino, Mahmoud al-Zahar, um importante líder do Hamas. "A realidade é que há um governo legítimo em Gaza. Não vamos abrir mão da nossa legitimidade."

Uma delegação chefiado pelo líder máximo do Hamas, Khaled Mechal, é esperada no Cairo nesta quinta-feira para discutir a questão da fronteira de Gaza com o chefe do serviço secreto do Egito.

A realidade é que a ditadura militar egípcia tem sua principal oposição nos fundamentalistas da Irmandade Muçulmana e não quer o Hamas patrulhando sua fronteira.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Giuliani sai e apóia McCain à Casa Branca

Depois de um desempenho decepcionante na eleição primária do Partido Republicano na Flórida, o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani abandonou a disputa pela candidatura à eleição presidencial de novembro e anunciou seu apoio ao senador John McCain.

John Edwards abandona corrida à Casa Branca

O ex-senador John Edwards desistiu de concorrer à candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos. A disputa agora fica entre os senadores Barack Obama e Hillary Clinton.

Edwards não apoiou nenhum dos candidatos remanescentes. Está guardando suas fichas. Em 2004, ele também abandonou a disputa e acabou sendo candidato a vice-presidente na chapa do senador John Kerry.

EUA cresceram 0,6% no final de 2007

A economia dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anual de apenas 0,6% no último trimestre de 2007, sinal de que está à beira da recessão.

Dentro de meia hora, o banco central americano deve anunciar um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, que assim cairá para 3% ao ano.

Fed deve baixar taxa básica para 3% ao ano

Em mais uma tentativa de evitar uma recessão, o Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve Board, o comitê de política monetária do banco central dos Estados Unidos, deve cortar hoje a taxa básica de juros da maior economia do mundo em meio ponto percentual, de 3,5% para 3% ao ano.

Na semana passada, o Fed surpreendeu o mercado com um corte de 0,75 ponto percentual, descrito pelos críticos como uma reação de pânico.

Apesar da crise, a economia americana continua mandando sinais contraditórios. Na terça-feira, veio a notícia de que as encomendas de bens duráveis à indústria subiram 5,2% em dezembro, uma grata surpresa para o mercado.

Por outro lado, os preços da casa própria em 10 grandes regiões metropolitanas caíram 8,4% em novembro em relação ao ano anterior.

FMI reduz previsão de crescimento mundial

O Fundo Monetário Internacional revisou para baixo sua previsão de crescimento da economia mundial para 2008, de 4,9% para 4,1%. A maior economia do mundo, os Estados Unidos, deve crescer apenas 1,5% este ano, em comparação com os 2,2% esperados para 2007, que ainda não tem números definitivos.

A boa nova é que o FMI não prevê recessão nos EUA, mas será um crescimento medíocre, provavelmente abaixo da taxa de inflação.

EUA financiam madrassás no Afeganistão

Os Estados Unidos estão financiando a construção de escolas islâmicas, as madrassás, no Leste do Afeganistão, para evitar que os alunos procurem as do Paquistão, muito mais radicais, onde foram educados os refugiados afegãos que formaram a milícia dos Talebã (estudantes em pachtum).

O comandante David Adams, chefe da equipe americana de reconstrução na província de Khost, na fronteira com o Paquistão, anunciou a criação de mais madrassás: "Queremos ver pequenas escolas religiosas em cada distrito para que as famílias não mandem seus filhos para o outro lado da fronteira".

Nevascas paralisam parte da China

O pior inverno dos últimos 50 anos na China está causando sérios problemas nos sistemas de de transportes e de energia, e já afeta a terceira maior economia do mundo, que superou a Alemanha no ano passado.

Com estradas e 24 aeroportos bloqueados por nevascas, inclusive o de Xangai, maior cidade do país, cerca de 77 milhões de chineses que aproveitam o Ano Novo Lunar para visitar parentes e amigos foram afetados.

Na província de Cantão, temendo a reação popular negativa, o governo acionou a polícia e a defesa civil para "manter a ordem".

O primeiro-ministro Wen Jiabao pediu calma, dizendo que primeiro é preciso consertar a rede elétrica para que os trens possam trafegar.

Mais nevascas estão previstas para a próxima semana. O Ano Novo chinês será comemorado em 7 de fevereiro. As autoridades estimam que 238 milhões de pessoas viajariam durante as festividades.

McCain ganha primária republicana na Flórida

Ao vencer a eleição primária na Flórida, o senador pelo Arizona John McCain, um veterano de guerra que ficou mais de cinco anos preso pelos vietcongues durante a Guerra do Vietnã, deu um passo importante para conquistar a candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em novembro.

Com mais de 90% dos votos apurados, McCain obteve 36% do total, batendo seu maior rival, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, com 31%. Com apenas 15%, o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani pode anunciar nesta quarta-feira sua retirada e o apoio a McCain. O ex-governador do Arkansas Mike Huckabee ficou com 13%.

McCain é considerado um moderado e é a favor do aborto, um problema para os setores mais conservadores do partido. Mas é o mais preparado dos candidatos em questões de defesa e de segurança nacional, um dos pontos fortes dos republicanos, no momento em que os EUA estão em guerra contra os fundamentalistas muçulmanos liderados por Ossama ben Laden.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Morte de deputado agrava crise no Quênia

A morte do deputado oposicionista Melitus Were, do Movimento Democrático Laranja, levou os protestos violentos dos últimos dias até Nairóbi, a capital do Quênia, agravando a crise que provocou a morte de cerca de 850 pessoas desde a eleição presidencial de 27 de dezembro, denunciada pela oposição como fraudulenta.

Were foi baleado diante de sua casa na capital no dia 28. Assim que a morte foi anunciada, seus partidários foram até lá para protestar e chorar a tragédia.

Em Naivacha, no Grande Vale da África, um dos lugares mais lindos do planeta, o governo usou helicópteros para dispersar manifestantes que se enfrentaram violentamente desde o fim de semana, com cerca de 100 mortes.

Enquanto isso, o ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan se reuniu com o presidente queniano, Kwai Kibaki, e o líder da oposição, Raila Odinga, para pressioná-los a acabar com a violência. Ele espera pacificar o país em um mês, mas admite que há questões que só possam ser resolvidas dentro de um ano.

As origens da crise remontam ao colonialismo britânico.

Na sua estratégia de dividir para reinar, os britânicos privilegiaram o maior grupo étnico do país, os quicuios, que são hoje 20% dos 37 milhões de quenianos. Eles tiveram acesso à melhor educação e a melhores empregos que o resto da população.

Quando o grande herói nacional do Quênia, Jomo Kenyatta, declarou a independência do país, o Império Britânico tentou articular uma aliança com outras tribos. Sem sucesso. Mas a semente da discórdia estava lançada.

Depois da independência, conquistada em 1963, Kenyatta distribuiu terras abandonadas pelos brancos entre seus aliados. Parte ficava fora das tradicionais regiões habitadas pelos quicuios, aumentando a tensão interétnica.

Quando Kenyatta, o pai da pátria, morreu, em 1978, foi sucedido por Daniel arap Moi, da etnia calenjim. Sem recursos para distribuir a sua tribo, Moi tratou de enriquecer os amigos.

Em 2002, Kibaki chegou ao poder e fez o mesmo. Marginalizou a elite calenjim, devolvendo o controle político e econômico à elite quicuia.

Hoje, a maioria dos negócios no Quênia está nas mãos de quenianos de origem indiana ou de quicuios. A economia do país cresce a uma média anual de 5% ao ano, mas mais de metade da população vive na miséria. Isto alimenta a revolta.

O resto do Quênia se considera vítima de uma conspiração dos quicuios. A fraude eleitoral foi o estopim da violência. Gangues de jovens desempregados começaram a atacar os quicuios que vivem nas suas regiões. Como vingança, os quicuios passaram a fazer o mesmo nas suas áreas, expulsando os luos e calenjins.

Além das 850 mortes, cerca de 250 mil pessoas fugiram de suas casas. É uma tragédia para o Quênia, para a estabilidade na região e para a democracia na África.