O principal partido de oposição de Camarões, um país da região do Golfo da Guiné, no Oeste da África, denuncia fraude na eleição presidencial realizada ontem para favorecer o presidente Paul Biya, no poder desde 1982, noticia a TV pública britânica BBC.
A Frente Social-Democrática, liderada por John Fru Ndi, afirma que muitos eleitores foram pegos votando duas vezes, enquanto outros foram impedidos de votar. Ele acusou o governo por "desordem" e "intimidação" ao redor dos locais de votação.
"O mudo não é um lugar perfeito", admitiu o rei Biya, como ele é conhecimento popularmente, "mas sejamos positivos. Não houve intenção de fraude. Somos a favor de eleições livres e transparentes".
Camarões é um dos países mais pobres e atrasados da África. Foi palco de alguns dos primeiros protestos contra a carestia e a corrupção, muito antes da morte de um ambulante tunisiano deflagrar a revolta popular no mundo árabe, no início do ano.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Dois americanos dividem o Prêmio Nobel de Economia
Os professores americanos Thomas Sargent, da Universidade de Nova York, e Christopher Sims, da Universidade de Princeton, ganharam hoje o Prêmio Nobel de Economia 2011 por "sua pesquisa empírica sobre causa e efeito em macroeconomia", anunciou nesta manhã o comitê do Nobel.
Eles pesquisaram independentemente como a inflação e o crescimento econômico são influenciados por um aumento ou corte temporário nas taxas de juros.
Eles pesquisaram independentemente como a inflação e o crescimento econômico são influenciados por um aumento ou corte temporário nas taxas de juros.
França ficou praticamente estagnada no 3º trimestre
A economia da França, a segunda maior da Europa, cresceu apenas 0,1% no terceiro trimestre de 2011, confirmou o Banco da França em sua terceira estimativa, divulgada hoje.
Para o ano como um todo, o governo francês prevê um avanço de 1,75%, enquanto a expectativa do instituto oficial de estatísticas fica entre 1,7% e 2,1%.
Já a produção industrial aumentou 0,5% em agosto, depois de uma alta de 1,8% em julho em relação a junho, informou o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos).
Para o ano como um todo, o governo francês prevê um avanço de 1,75%, enquanto a expectativa do instituto oficial de estatísticas fica entre 1,7% e 2,1%.
Já a produção industrial aumentou 0,5% em agosto, depois de uma alta de 1,8% em julho em relação a junho, informou o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos).
Saldo comercial da Alemanha cresceu em agosto
A balança comercial da Alemanha registrou um saldo positivo de 11,8 bilhões de euros em agosto de 2011, acima dos 9,2 bilhões de euros do mesmo mês no ano passado.
Na comparação anual, as exportações cresceram 14,6% e as importações, 12,6%, revelou hoje o órgão oficial de estatísticas do país, Destatis.
Na comparação anual, as exportações cresceram 14,6% e as importações, 12,6%, revelou hoje o órgão oficial de estatísticas do país, Destatis.
Governo ganha eleições sem maioria na Polônia
Com quase 40% dos votos, a Plataforma Cívica, do primeiro-ministro Donald Tusk, venceu as eleições legislativas deste domingo na Polônia, derrotando o partido conservador Lei e Justiça, do ex-primeiro-ministro Jaroslav Kaczynski, que recebeu 30% da votação, anunciou a televisão estatal polonesa.
É a primeira vez que o partido do governo é reeleito na Polônia desde a queda do comunismo e a democratização do país, em 1989. Mas Tusk terá de fazer uma coalizão para governar com maioria.
Em terceiro lugar, com 10%, veio o Movimento Palikot, um partido antirreligioso a favor da legalização da maconha que saiu do nada e agora tem uma oportunidade de participar do governo. "O terceiro lugar é uma grande esperança, mas não podemos deixar de sonhar", declarou seu fundador, Janusz Palikot.
Com um discurso populista e nacionalista inflamado tendo como alvos os inimigos históricos, a Alemanha e a Rússia, um pedido de fim das privatizações, a defesa de uma postura mais combativa nas negociações da União Europeia e de impostos mais altos para os ricos, Kaczynski arregimentou votos, mas atemorizou os investidores.
A Polônia foi o único país da União Europeia que escapou da Grande Recessão de 2008-9.
É a primeira vez que o partido do governo é reeleito na Polônia desde a queda do comunismo e a democratização do país, em 1989. Mas Tusk terá de fazer uma coalizão para governar com maioria.
Em terceiro lugar, com 10%, veio o Movimento Palikot, um partido antirreligioso a favor da legalização da maconha que saiu do nada e agora tem uma oportunidade de participar do governo. "O terceiro lugar é uma grande esperança, mas não podemos deixar de sonhar", declarou seu fundador, Janusz Palikot.
Com um discurso populista e nacionalista inflamado tendo como alvos os inimigos históricos, a Alemanha e a Rússia, um pedido de fim das privatizações, a defesa de uma postura mais combativa nas negociações da União Europeia e de impostos mais altos para os ricos, Kaczynski arregimentou votos, mas atemorizou os investidores.
A Polônia foi o único país da União Europeia que escapou da Grande Recessão de 2008-9.
domingo, 9 de outubro de 2011
Egito decreta toque de recolher após 25 mortes
O governo provisório das Forças Armadas do Egito decretou toque de recolher noturno hoje no Cairo depois que 25 pessoas foram mortas e outras 272 feridas em conflitos entre cristãos com a polícia e o Exército durante protestos por causa do incêndio de uma igreja em Edfu, no Sul do país.
Desde a queda da ditadura de Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro, a minoria cristã copta tem sido alvo de ataques de extremistas muçulmanos, mas esses foram os incidentes mais graves, reporta o jornal The New York Times.
Armados com paus, pedras e pedaços de pau, os manifestantes cristãos se concentraram na Praça da Libertação, no centro da capital egípcia, para exigir a queda do governador da província de Assuã, onde a igreja foi atacada.
A polícia reagiu com gás lacrimogênio e o protesto degenerou em violência. Os cristãos são cerca de 10% da população do Egito, de pouco mais de 80 milhões de pessoas.
O Conselho Supremo das Forças Armadas, que governa o país desde a queda de Mubarak, convocou uma reunião de emergência com todos os ministros para discutir o problema.
Desde a queda da ditadura de Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro, a minoria cristã copta tem sido alvo de ataques de extremistas muçulmanos, mas esses foram os incidentes mais graves, reporta o jornal The New York Times.
Armados com paus, pedras e pedaços de pau, os manifestantes cristãos se concentraram na Praça da Libertação, no centro da capital egípcia, para exigir a queda do governador da província de Assuã, onde a igreja foi atacada.
A polícia reagiu com gás lacrimogênio e o protesto degenerou em violência. Os cristãos são cerca de 10% da população do Egito, de pouco mais de 80 milhões de pessoas.
O Conselho Supremo das Forças Armadas, que governa o país desde a queda de Mubarak, convocou uma reunião de emergência com todos os ministros para discutir o problema.
Merkel e Sarkzoy prometem plano até fim do mês
Em mais uma reunião de cúpula para tentar conter a crise das dívidas públicas, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, prometeram hoje em Berlim apresentar até o fim do mês um plano para estabilizar a Zona do Euro, mas não revelaram detalhes, sinal de que ainda têm divergências importantes.
As questões centrais são o que fazer se um calote da Grécia for inevitável, como proteger grandes economias como Itália e Espanha do contágio, como recapitalizar os bancos que tiverem grandes prejuízos e como reorganizar as economias dos países periféricos para que voltem a crescer.
"Estamos determinados a fazer o que for necessário para recapitalizar os bancos europeus", declarou Merkel no fim do encontro, mas a falta de detalhes mantém o clima de incerteza que têm causado fortes quedas nos preços das ações nas bolsas de valores, observa o jornal The New York Times.
No momento, a maioria das bolsas da Ásia opera em alta.
As questões centrais são o que fazer se um calote da Grécia for inevitável, como proteger grandes economias como Itália e Espanha do contágio, como recapitalizar os bancos que tiverem grandes prejuízos e como reorganizar as economias dos países periféricos para que voltem a crescer.
"Estamos determinados a fazer o que for necessário para recapitalizar os bancos europeus", declarou Merkel no fim do encontro, mas a falta de detalhes mantém o clima de incerteza que têm causado fortes quedas nos preços das ações nas bolsas de valores, observa o jornal The New York Times.
No momento, a maioria das bolsas da Ásia opera em alta.
Iraque se alia ao Irã e apoia ditadura na Síria
Apesar de ter recebido mais de US$ 8 bilhões em ajuda direta dos Estados Unidos desde a queda da ditadura de Saddam Hussein em 2003, o Iraque vai contra a política externa americana para o Oriente Médio ao apoiar o Irã, o reconhecimento pela ONU da independência da Palestina e dar ajuda essencial à sobrevivência da ditadura de Bachar Assad na Síria.
Quase sete meses depois do início da revolta popular síria, em 15 de março de 2011, a Turquia e vários países árabes condenaram a repressão violenta responsável por mais de 2,9 mil mortes e reduziram seus laços diplomáticos com o regime de Damasco, mas não o Irã nem o Iraque, observa o jornal The Washington Post.
"Acreditamos que a Síria poderá superar a crise atual através de reformas", afirmou no último dia 30 de setembro o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, na contramão de uma série de declarações de autoridades dos EUA exigindo a renúncia imediata de Assad. Suas palavras reproduziram a proposta feita semanas antes pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para que "os sírios façam eles mesmo as reformas necessárias".
Maliki também defendeu a independência palestina e o direito do Irã de desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos, ignorando as posições americanas.
Para David Pollock, analista de Oriente Médio no Departamento de Estado no governo George Walker Bush, "a manutenção do regime de Assad é do maior interesse para o Irã", e "o Irã precisa do Iraque para tentar salvar seu aliado em Damasco".
Quase sete meses depois do início da revolta popular síria, em 15 de março de 2011, a Turquia e vários países árabes condenaram a repressão violenta responsável por mais de 2,9 mil mortes e reduziram seus laços diplomáticos com o regime de Damasco, mas não o Irã nem o Iraque, observa o jornal The Washington Post.
"Acreditamos que a Síria poderá superar a crise atual através de reformas", afirmou no último dia 30 de setembro o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, na contramão de uma série de declarações de autoridades dos EUA exigindo a renúncia imediata de Assad. Suas palavras reproduziram a proposta feita semanas antes pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para que "os sírios façam eles mesmo as reformas necessárias".
Maliki também defendeu a independência palestina e o direito do Irã de desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos, ignorando as posições americanas.
Para David Pollock, analista de Oriente Médio no Departamento de Estado no governo George Walker Bush, "a manutenção do regime de Assad é do maior interesse para o Irã", e "o Irã precisa do Iraque para tentar salvar seu aliado em Damasco".
Cristina tem ampla maioria nas pesquisas
A duas semanas da eleição presidencial na Argentina, a reeleição da presidente Cristina Fernández de Kirchner é praticamente certa.
Em pesquisa do instituto Management & Fit, ela tem o apoio de 53,2%. Está mais de 40 pontos percentuais à frente do segundo colocado, o governador socialista da província de Santa Fé, Hermes Binner, com 12,4%.
Cristina Kirchner também deve ter mais da metade dos votos pela previsão feita pelo instituto Poliarquía para o jornal conservador La Nación. A presidente argentina foi apontada como favorita por 49,3%. Com a definição dos que ainda estão indecisos, deve chegar a 52% a 55%. Binner é o segundo, com 13,6%.
Nas duas pesquisas, o deputado radical Ricardo Alfonsín, filho do ex-presidente Raúl Alfonsín (1983-89), é o terceiro, com 7,8% e 9,5%.
Pela lei eleitoral argentina, ganha no primeiro turno quem obtiver mais de 45% dos votos ou 40% e uma vantagem de pelo menos dez pontos percentuais sobre o segundo colocado.
A presidente enfrentou uma série de problemas durante seu governo: um longo conflito no campo com os ruralistas por causa dos impostos sobre exportação de grãos; uma ruptura com o vice-presidente Julio Cobos, que votou a favor dos fazendeiros; denúncias de manipulação dos índices de inflação pelo Instituto Nacional de Estatísticas; a queda de um presidente do Banco Central que se negou a usar as reservas do país para tapar buracos nas contas públicas; e um conflito permanente com os maiores jornais do país, Clarín e La Nación.
O crescimento econômico garante a reeleição, também ajudada pela morte no ano passado do marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, que provavelmente seria o candidato do oficialismo.
Em pesquisa do instituto Management & Fit, ela tem o apoio de 53,2%. Está mais de 40 pontos percentuais à frente do segundo colocado, o governador socialista da província de Santa Fé, Hermes Binner, com 12,4%.
Cristina Kirchner também deve ter mais da metade dos votos pela previsão feita pelo instituto Poliarquía para o jornal conservador La Nación. A presidente argentina foi apontada como favorita por 49,3%. Com a definição dos que ainda estão indecisos, deve chegar a 52% a 55%. Binner é o segundo, com 13,6%.
Nas duas pesquisas, o deputado radical Ricardo Alfonsín, filho do ex-presidente Raúl Alfonsín (1983-89), é o terceiro, com 7,8% e 9,5%.
Pela lei eleitoral argentina, ganha no primeiro turno quem obtiver mais de 45% dos votos ou 40% e uma vantagem de pelo menos dez pontos percentuais sobre o segundo colocado.
A presidente enfrentou uma série de problemas durante seu governo: um longo conflito no campo com os ruralistas por causa dos impostos sobre exportação de grãos; uma ruptura com o vice-presidente Julio Cobos, que votou a favor dos fazendeiros; denúncias de manipulação dos índices de inflação pelo Instituto Nacional de Estatísticas; a queda de um presidente do Banco Central que se negou a usar as reservas do país para tapar buracos nas contas públicas; e um conflito permanente com os maiores jornais do país, Clarín e La Nación.
O crescimento econômico garante a reeleição, também ajudada pela morte no ano passado do marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, que provavelmente seria o candidato do oficialismo.
Memorando secreto autoriza assassinatos seletivos dos EUA
O memorando secreto do governo Barack Obama que autorizou a morte do clérigo radical americano-iemenita Anwar al-Awlaki, atingido no Iêmen por mísseis disparados por um avião não tripulado, conclui que sua morte seria legal se não fosse possível prendê-lo vivo para levá-lo a julgamento, revela o jornal The New York Times.
No texto, redigido no ano passado depois de um intenso debate entre diferentes ministérios e agências do governo dos Estados Unidos, são examinadas a lei federal sobre assassinatos, as declarações de direitos e legislações internacionais. O memorando se concentra no caso de Awlaki. Não estabelece regras gerais para esse tipo de ação.
Uma das alegações é que a lei que proíbe aos americanos matar americanos no exterior não se aplica no caso porque matar um inimigo em tempo de guerra não é assassinato. Mas a Quinta Emenda à Constituição dos EUA proíbe tirar a vida de uma pessoa "sem o devido processo legal".
Apesar de todas as promessas, na chamada "guerra contra o terror", expressão que o atual presidente evita, na prática, Obama não é muito diferente de George W. Bush.
No texto, redigido no ano passado depois de um intenso debate entre diferentes ministérios e agências do governo dos Estados Unidos, são examinadas a lei federal sobre assassinatos, as declarações de direitos e legislações internacionais. O memorando se concentra no caso de Awlaki. Não estabelece regras gerais para esse tipo de ação.
Uma das alegações é que a lei que proíbe aos americanos matar americanos no exterior não se aplica no caso porque matar um inimigo em tempo de guerra não é assassinato. Mas a Quinta Emenda à Constituição dos EUA proíbe tirar a vida de uma pessoa "sem o devido processo legal".
Apesar de todas as promessas, na chamada "guerra contra o terror", expressão que o atual presidente evita, na prática, Obama não é muito diferente de George W. Bush.
sábado, 8 de outubro de 2011
Ditador do Iêmen diz que agora sai
Depois de prometer deixar o cargo e de ficar meses fazendo tratamento na Arábia Saudita, o ditador do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, declarou hoje que vai entregar o poder nos próximos dias, mas a oposição, que há nove meses luta nas ruas pela sua queda, ainda não acredita.
Saleh governa o Iêmen desde 1978. A jornalista iemenita Tawakkul Karman, agraciada ontem com o Prêmio Nobel da Paz, duvida que ele saia.
Saleh governa o Iêmen desde 1978. A jornalista iemenita Tawakkul Karman, agraciada ontem com o Prêmio Nobel da Paz, duvida que ele saia.
Rússia adverte Assad a reformar Síria
Depois de vetar uma resolução do Conselho de Segurança das Nações condenando a repressão política na Síria, a Rússia advertiu ontem o ditador Bachar Assad a fazer as reformas prometidas ou deixar o poder.
"As reformas devem ser feitas", declarou o presidente russo, Dimitri Medvedev, "não pela OTAN [Organização do Tratado Atlântico Norte], mas pelo povo sírio. Se Assad não for capaz de fazer as reformas, deve deixar o cargo".
Pelos cálculos da ONU, mais de 2,9 mil pessoas foram mortas na Síria desde o início da revolta popular contra o governo Bachar Assad, em 15 de março de 2011.
"As reformas devem ser feitas", declarou o presidente russo, Dimitri Medvedev, "não pela OTAN [Organização do Tratado Atlântico Norte], mas pelo povo sírio. Se Assad não for capaz de fazer as reformas, deve deixar o cargo".
Pelos cálculos da ONU, mais de 2,9 mil pessoas foram mortas na Síria desde o início da revolta popular contra o governo Bachar Assad, em 15 de março de 2011.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Produção industrial cai na Alemanha
A produção da indústria da Alemanha caiu 1% em agosto, menos do que a perda de 2% prevista pelos economistas. Essa baixa foi atribuída às férias de verão, mas a expectativa é de uma redução maior por causa da diminuição das ordens.
Em agosto, a produção de bens de consumo diminuiu 4,9%, enquanto a de bens de capital avançou 0,2%.
No ano, a produção industrial alemã cresceu 7,7%.
Em agosto, a produção de bens de consumo diminuiu 4,9%, enquanto a de bens de capital avançou 0,2%.
No ano, a produção industrial alemã cresceu 7,7%.
Agências rebaixam Itália, Espanha e 21 bancos
A agência de classificação de risco Fitch rebaixou agora há pouco o rebaixamento de nota de crédito da Itália e da Espanha, enquanto a Moody's rebaixou o crédito de 21 bancos, nove portugueses e 12 britânicos.
Enquanto a Itália caiu um grau, de AA- para A+, a nota da Espanha baixou dois graus, de AA+ para AA-. Ambas têm perspectiva negativa.
O rebaixamento pode dificultar o acesso a crédito e obrigar a pagar taxas de juros mais altos. Isso não aconteceu com os Estados Unidos, que perderam há dois meses sua nota máxima na avaliação da S&P.
A Itália está sendo obrigada a pagar juros de 5,5% ao ano nos seus títulos da dívida pública com 10 anos de prazo, acima dos 5% pagos pela Espanha, num sinal da desconfiança crescente do mercado em relação à dívida italiana.
Enquanto a Itália caiu um grau, de AA- para A+, a nota da Espanha baixou dois graus, de AA+ para AA-. Ambas têm perspectiva negativa.
O rebaixamento pode dificultar o acesso a crédito e obrigar a pagar taxas de juros mais altos. Isso não aconteceu com os Estados Unidos, que perderam há dois meses sua nota máxima na avaliação da S&P.
A Itália está sendo obrigada a pagar juros de 5,5% ao ano nos seus títulos da dívida pública com 10 anos de prazo, acima dos 5% pagos pela Espanha, num sinal da desconfiança crescente do mercado em relação à dívida italiana.
EUA criaram 103 mil empregos em setembro
A maior economia do mundo gerou 103 mil empregos a mais do que destruiu no mês passado, com um ganho de 137 mil vagas no setor privado, anunciou hoje o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, ao divulgar o Relatório sobre Emprego do mês de setembro de 2011.
Os números relativos a agosto foram revisados para cima, de praticamente zero para 57 mil, e os de julho para mais 42 mil, um aumento adicional de quase 100 mil postos de trabalho. Mas a taxa de desemprego permaneceu inalterada pelo terceiro mês seguido em 9,1%.
Para os economistas, esses dados sobre emprego indicam que a economia americana não está se enfraquecendo, mas foram temperados por números ruins sobre a confiança do consumidor e o setor habitacional, observa o jornal The New York Times.
Os números relativos a agosto foram revisados para cima, de praticamente zero para 57 mil, e os de julho para mais 42 mil, um aumento adicional de quase 100 mil postos de trabalho. Mas a taxa de desemprego permaneceu inalterada pelo terceiro mês seguido em 9,1%.
Para os economistas, esses dados sobre emprego indicam que a economia americana não está se enfraquecendo, mas foram temperados por números ruins sobre a confiança do consumidor e o setor habitacional, observa o jornal The New York Times.
Três mulheres dividem o Prêmio Nobel da Paz
A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, e as ativistas liberiana Leymah Gbowee e iemenita Tawakkul Karman ganharam hoje o Prêmio Nobel da Paz 2011 por "sua luta não violenta pela segurança das mulheres, dos direitos da mulher e de seu direito a plena participação no trabalho de construção da paz", anunciou hoje em Oslo o comitê norueguês do Nobel, informa o jornal The Washington Post.
Sirleaf, de 72 anos, uma economista formada na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, tornou-se em 2005 a primeira mulher a presidir um país africano. Mas tem sido criticada por quebrar a promessa de não concorrer à reeleição, na próxima semana.
Assistente social especializada em combater os traumas causados pela violência, Gbowee criou a Ação em Massa das Mulheres da Libéria pela Paz e organizou uma greve de sexo em 2003.
Karman, de 32 anos, fundou a Associação das Mulheres Jornalistas do Iêmen. É uma das líderes da oposição islâmica e do movimento contra a ditadura de Ali Abdullah Saleh. Seu prêmio é uma homenagem às revoltas populares da chamada primavera árabe.
Sirleaf, de 72 anos, uma economista formada na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, tornou-se em 2005 a primeira mulher a presidir um país africano. Mas tem sido criticada por quebrar a promessa de não concorrer à reeleição, na próxima semana.
Assistente social especializada em combater os traumas causados pela violência, Gbowee criou a Ação em Massa das Mulheres da Libéria pela Paz e organizou uma greve de sexo em 2003.
Karman, de 32 anos, fundou a Associação das Mulheres Jornalistas do Iêmen. É uma das líderes da oposição islâmica e do movimento contra a ditadura de Ali Abdullah Saleh. Seu prêmio é uma homenagem às revoltas populares da chamada primavera árabe.
Guerra do Afeganistão completa 10 anos
Há dez anos, os Estados Unidos e aliados invadiram o Afeganistão atrás dos refúgios e centros de treinamento da rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001, e da milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes), que governava o país.
O regime extremista muçulmano dos Talebã caiu em três semanas. Depois que a liderança da Al Caeda escapou do cerco de Tora Bora, em dezembro de 2001, o presidente George W. Bush desviou o esforço militar para a invasão do Iraque e o conflito no Afeganistão se arrasta até agora.
A Guerra do Afeganistão já é a mais longa da História dos EUA, maior do que a Guerra da Secessão (1861-65), a guerra civil em que morreram mais de 600 mil americanos, maior do a Segunda Guerra Mundial, as guerras da Coreia e do Vietnã.
Para os analistas militares, os EUA e aliados ainda estão na "metade do caminho" para criar um governo afegão estável com forças de segurança que controlem efetivamente o país. Por enquanto, é um sonho distante.
A estratégia do presidente Barack Obama de negociar a paz com setores mais moderados da milícia dos Talebã enquanto prepara a retirada deu um estímulo a mais à insurgência, convencida de que basta resistir mais um pouco que os americanos irão embora e o governo que eles instalaram vai ficar sem apoio.
Em entrevista hoje à BBC, o presidente afegão, Hamid Karzai, disse que o maior problema de seu governo é não conseguir garantir a segurança da população e declarou suspensas as negociações com os Talebã. Será preciso reduzir a capacidade militar dos rebeldes para forçá-los a negociar.
Durante muitos anos, do fim da invasão soviética, em 1989, até a invasão americana, em 2001, o Afeganistão foi entregue à sua própria sorte, aos senhores da guerra com liderança regional e à influência de países vizinhos e grandes potências que ali travam suas batalhas.
Como o governo Bush abandonou a Guerra do Afeganistão para invadir o Iraque, só nos últimos anos, sob Obama, os EUA voltaram a concentrar esforços na luta contra os Talebã, que ressurgiram nesse meio tempo, agem em quase todo o país e recebem apoio do serviço secreto paquistanês.
A rede Haqqani, acusada pelos EUA de um ataque recente contra a embaixada americana em Cabul e o quartel-general da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), é um braço dos militares do Paquistão para intervir na Guerra do Afeganistão. Luta ao lado dos Talebã.
Com a morte de Ossama ben Laden, em 1º de maio de 2011, os EUA e seus aliados europeus da OTAN querem sair do Afeganistão o mais rapidamente possível.
O Paquistão sabe disso e teme ter de enfrentar sozinho o atoleiro afegão. A rede Haqqani é um de seus braços armados. Para neutralizar o inimigo histórico em outra frente de batalha, nesta semana a Índia anunciou que vai dar treinamento antiterrorismo às forças de segurança do Afeganistão.
O regime extremista muçulmano dos Talebã caiu em três semanas. Depois que a liderança da Al Caeda escapou do cerco de Tora Bora, em dezembro de 2001, o presidente George W. Bush desviou o esforço militar para a invasão do Iraque e o conflito no Afeganistão se arrasta até agora.
Desde 7 de outubro de 2001, 2.754 militares das forças invasoras e dezenas de milhares de afegãos foram mortos. Há hoje 139 mil soldados estrangeiros em solo afegão, a um custo mensal de US$ 10 bilhões.
A Guerra do Afeganistão já é a mais longa da História dos EUA, maior do que a Guerra da Secessão (1861-65), a guerra civil em que morreram mais de 600 mil americanos, maior do a Segunda Guerra Mundial, as guerras da Coreia e do Vietnã.
Para os analistas militares, os EUA e aliados ainda estão na "metade do caminho" para criar um governo afegão estável com forças de segurança que controlem efetivamente o país. Por enquanto, é um sonho distante.
A estratégia do presidente Barack Obama de negociar a paz com setores mais moderados da milícia dos Talebã enquanto prepara a retirada deu um estímulo a mais à insurgência, convencida de que basta resistir mais um pouco que os americanos irão embora e o governo que eles instalaram vai ficar sem apoio.
Em entrevista hoje à BBC, o presidente afegão, Hamid Karzai, disse que o maior problema de seu governo é não conseguir garantir a segurança da população e declarou suspensas as negociações com os Talebã. Será preciso reduzir a capacidade militar dos rebeldes para forçá-los a negociar.
Durante muitos anos, do fim da invasão soviética, em 1989, até a invasão americana, em 2001, o Afeganistão foi entregue à sua própria sorte, aos senhores da guerra com liderança regional e à influência de países vizinhos e grandes potências que ali travam suas batalhas.
Como o governo Bush abandonou a Guerra do Afeganistão para invadir o Iraque, só nos últimos anos, sob Obama, os EUA voltaram a concentrar esforços na luta contra os Talebã, que ressurgiram nesse meio tempo, agem em quase todo o país e recebem apoio do serviço secreto paquistanês.
A rede Haqqani, acusada pelos EUA de um ataque recente contra a embaixada americana em Cabul e o quartel-general da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), é um braço dos militares do Paquistão para intervir na Guerra do Afeganistão. Luta ao lado dos Talebã.
Com a morte de Ossama ben Laden, em 1º de maio de 2011, os EUA e seus aliados europeus da OTAN querem sair do Afeganistão o mais rapidamente possível.
O Paquistão sabe disso e teme ter de enfrentar sozinho o atoleiro afegão. A rede Haqqani é um de seus braços armados. Para neutralizar o inimigo histórico em outra frente de batalha, nesta semana a Índia anunciou que vai dar treinamento antiterrorismo às forças de segurança do Afeganistão.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
França proíbe ketchup nas escolas
Para promover uma alimentação saudável e preservar a culinária francesa, o governo da França proibiu ketchup nas escolas e universidades do país, a não ser em batatas fritas, que só poderão ser oferecidas uma vez por semana.
"A França deve ser um exemplo para o mundo em qualidade da comida, a começar pelas suas crianças", declarou o ministro da Agricultura, Bruno le Maire.
"A França deve ser um exemplo para o mundo em qualidade da comida, a começar pelas suas crianças", declarou o ministro da Agricultura, Bruno le Maire.
Poeta sueco ganha Prêmio Nobel de Literatura
O poeta sueco mais popular e mais traduzido de sua geração, Tomas Tranströmer, ganhou hoje aos 80 anos o Prêmio Nobel de Literatura de 2011 "porque, através de suas imagens translúcidas e condensadas, ele nos dá um novo acesso à realidade".
Leia mais no jornal The New York Times e confira alguns poemas de Tranströmeter.
Leia mais no jornal The New York Times e confira alguns poemas de Tranströmeter.
Brasil se omite na Síria como fez na Líbia
A ditadura da Síria matou 2,9 mil pessoas desde o início de uma revolta popular pela democracia, em 15 de março de 2011, mas o Brasil insiste em se omitir e "pedir cautela".
Em entrevista publicada hoje no Estado de S. Paulo, o assessor especial para política externa da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, defende a omissão do governo brasileiro, que se absteve de votar na semana passada a favor do projeto de resolução condenando a ditadura da Síria no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A proposta foi rejeitada com vetos de China e da Rússia.
O Brasil se omite criminosamente na Síria como se omitiu no caso líbio. Se dependesse de Garcia e do ministro Antonio Patriota, o coronel Muamar Kadafi teria carta branca para massacrar os rebeldes, como Bachar Assad vem fazendo na Síria com a cumplicidade de ditaduras como a China e a Rússia.
Mais uma vez, o Brasil está na contramão da História, da luta pela liberdade e a democracia, apesar do compromisso da política externa com os direitos humanos expresso na Constituição.
O governo Dilma Rousseff pede cautela. Esqueceu-se de combinar com mais um ditador amigo.
Em entrevista publicada hoje no Estado de S. Paulo, o assessor especial para política externa da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, defende a omissão do governo brasileiro, que se absteve de votar na semana passada a favor do projeto de resolução condenando a ditadura da Síria no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A proposta foi rejeitada com vetos de China e da Rússia.
O Brasil se omite criminosamente na Síria como se omitiu no caso líbio. Se dependesse de Garcia e do ministro Antonio Patriota, o coronel Muamar Kadafi teria carta branca para massacrar os rebeldes, como Bachar Assad vem fazendo na Síria com a cumplicidade de ditaduras como a China e a Rússia.
Mais uma vez, o Brasil está na contramão da História, da luta pela liberdade e a democracia, apesar do compromisso da política externa com os direitos humanos expresso na Constituição.
O governo Dilma Rousseff pede cautela. Esqueceu-se de combinar com mais um ditador amigo.
BCE mantém taxas de juros apesar da crise
Apesar do agravamento da crise das dívidas públicas, o Banco Central da Europa decidiu manter sua taxa básica de juros em 1,5% ao ano, sem reverter seu aumento recente.
A decisão era esperada pelos analistas de mercado porque a inflação na Zona do Euro subiu de 2,5% para 3% ao ano em setembro.
A decisão era esperada pelos analistas de mercado porque a inflação na Zona do Euro subiu de 2,5% para 3% ao ano em setembro.
Em Londres, o Banco da Inglaterra manteve sua taxa básica inalterada em 0,5% ao ano e anunciou que vai comprar mais 75 bilhões de libras (US$ 116 bilhões) em títulos da dívida pública do Reino Unido para colocar mais dinheiro em circulação e assim estimular a economia do país.
A melhor notícia veio do presidente da Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, José Manuel Durão Barroso, de que pediu oficialmente que o bloco faça um programa de recapitalização dos bancos do continente para evitar que o sistema financeiro seja abalado pelas perdas com a crise das dívidas públicas.
Com esse anúncio, as bolsas europeias fecharam em forte alta, de 3,71% em Londres, 3,41% em Paris e 3,15% em Frankfurt.
UnB lança livro e debate o Estado Brasileiro
SEMINÁRIO INTERNACIONAL
UnB/IREL E CUNY/BILDNER CENTER
O ESTADO BRASILEIRO: debate e agenda
com o lançamento do livro The Brazilian State: debate and agenda
com o lançamento do livro The Brazilian State: debate and agenda
Editado por Mauricio Font e Laura Randall com a assistência de Janaína Saad,
contendo capítulos de professores da UnB e de outras universidades brasileiras e norte-americanas
Local: FA – sala A1-04 (1º andar), UnB, Brasília
Data: 07 de outubro de 2011
Horário: 08h30 – 12h30
PROGRAMA
08h30 às 09h00: Inscrições
09h00: Abertura: Eiiti Sato – Diretor do IREL e Maurício Font – Diretor do Bildner Center – CUNY e Ricardo Caldas – Diretor do CEAM/UnB
09h15 às 10h15 – Painel 1 – Coordenador: Eiiti Sato
Maurício Font – O Estado Brasileiro: debate e agenda – CUNY/BILDNER CENTER
João Paulo M. Peixoto – O Estado Brasileiro desde Vargas - UnB
Renato Boschi – Estado e Trajetória no Desenvolvimento Capitalista Brasileiro - IESP/UERJ/IUPERJ
Debatedor: Antonio Brussi – IPOL
10h15 às 11h15 – Painel 2 – Coordenadora: Leone Campos de Sousa
Eiiti Sato – Além das Crises: respostas e perspectivas – IREL
Lia Zanotta – Feminismo, o Estado, e Igualdade de Gênero - UnB
David Fleischer – Reforma Política: uma história sem fim - UnB
Debatedor: Benício Schmidt - UnB
11h00 às 11h45 Painel 3 – Paulo Calmon-UnB
Elaine da Silveira Leite - "Financeirização, Estado e Crise: uma nova “mania” no Brasil?” - UFSCar
José Roberto Ferreira Savoia - Reforma da Previdência no Brasil: Construindo um Pacto Social - USP
Debatedor: Ricardo Gomes – UnB
Comentários finais: Paulo Kramer – IPOL/Senado Federal
12h00 às 12h30: Lançamento do livro “The Brazilian State: debate and agenda”.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Morre Steve Jobs, o visionário fundador da Apple
Steve Jobs, que criou a Apple como uma empresa de garagem com seus amigos em 1976 na Califórnia e a transformou na maior empresa de capital aberto do mundo, com valor de mercado de US$ 350 bilhões, morreu hoje, informou a TV americana CNN citando fontes da empresa.
Ele nasceu em São Francisco e tinha 56 anos. Desde 2004, lutava contra um câncer no pâncreas e tinha sido submetido a um transplante de fígado, em 2009. Em estado grave, deixou o comando da empresa em agosto de 2011.
"Sua influência será sentido por décadas", comentou o arquirrival Bill Gates, fundador da Microsoft, que durante algum tempo levou vantagem no duelo com a Apple.
Ao lançar o Mac, primeiro computador pessoal de uso fácil para leigos, operados com ícones e janelas, em 1984, a Apple criou um mercado logo ocupado pelos chamados PCs. Esses computadores passaram a usar o programa operacional Windows, da Microsoft, que dominou o mercado e se tornou a maior empresa de informática do mundo, superando a IBM.
Em 1985, a diretoria da Apple demitiu Jobs. Ele fundou a Pixar, especializada em computação gráfica, o que o levou à produção de cinema, inclusive de Toy Story, e a se tornar o maior acionista da Disney. Também criou a NeXT, comprada pela Apple em 1996, quando a empresa parecia sem destino, em declínio terminal
Jobs voltou e lançou novos produtos revolucionários como o iMac, em 1998; o iBook, em 1999; o iPod, em 2001, revolucionando o mercado de tocadores de música; o iPhone, em 2007, integrando o iPod a um telefone celular, e o iPad, em 2010. Esses aparelhos móveis criaram a era pós-PC e novos mercados como o dos tabletes, onde a Apple reina absoluta.
Ontem, o lançamento de uma nova versão do iPhone 4S, quando o mercado esperava um iPhone 5, foi considerada uma decepção. Mas a nova versão do iPhone 4 chega ao mercado americano pela metade do preço, mostrando a disposição da empresa de lutar para manter seus nichos de mercado, inclusive contra a concorrência de baixo custo.
O lendário Jobs se foi. Seu legado é a Apple. O desafio da empresa é manter a criatividade do gênio que a construiu.
Ele nasceu em São Francisco e tinha 56 anos. Desde 2004, lutava contra um câncer no pâncreas e tinha sido submetido a um transplante de fígado, em 2009. Em estado grave, deixou o comando da empresa em agosto de 2011.
"Sua influência será sentido por décadas", comentou o arquirrival Bill Gates, fundador da Microsoft, que durante algum tempo levou vantagem no duelo com a Apple.
Filho adotivo, Jobs foi criado no Vale do Silício, principal centro da indústria de informática nos EUA. Com um telefonema para Bill Hewlett, conseguiu um emprego na Hewllet-Packard, onde conheceu Steve Wozniak, seu parceiro na fundação da Apple.
Antes de criar a empresa, Jobs se tornou budista, foi para a Índia e teve experiências com drogas alucinógenas. Mais tarde, chegou a dizer que, se Gates tivesse meditado ou tomado LSD, teria mais ideias não convencionais.
A Apple nasceu em 1º de abril de 1976, o Dia dos Bobos, na garagem da casa dos pais adotivos de Jobs. Ele e o sócio saíam pessoalmente para vender o Apple I de loja em loja. Mas o mercado ainda não estava preparado para a ideia do computador pessoal.
Ao lançar o Mac, primeiro computador pessoal de uso fácil para leigos, operados com ícones e janelas, em 1984, a Apple criou um mercado logo ocupado pelos chamados PCs. Esses computadores passaram a usar o programa operacional Windows, da Microsoft, que dominou o mercado e se tornou a maior empresa de informática do mundo, superando a IBM.
Em 1985, a diretoria da Apple demitiu Jobs. Ele fundou a Pixar, especializada em computação gráfica, o que o levou à produção de cinema, inclusive de Toy Story, e a se tornar o maior acionista da Disney. Também criou a NeXT, comprada pela Apple em 1996, quando a empresa parecia sem destino, em declínio terminal
Jobs voltou e lançou novos produtos revolucionários como o iMac, em 1998; o iBook, em 1999; o iPod, em 2001, revolucionando o mercado de tocadores de música; o iPhone, em 2007, integrando o iPod a um telefone celular, e o iPad, em 2010. Esses aparelhos móveis criaram a era pós-PC e novos mercados como o dos tabletes, onde a Apple reina absoluta.
Ontem, o lançamento de uma nova versão do iPhone 4S, quando o mercado esperava um iPhone 5, foi considerada uma decepção. Mas a nova versão do iPhone 4 chega ao mercado americano pela metade do preço, mostrando a disposição da empresa de lutar para manter seus nichos de mercado, inclusive contra a concorrência de baixo custo.
O lendário Jobs se foi. Seu legado é a Apple. O desafio da empresa é manter a criatividade do gênio que a construiu.
Ex-funcionário da ONU é primeiro-ministro do Haiti
Depois de semanas de atraso, o Parlamento do Haiti aprovou ontem a indicação da Garry Conille para primeiro-ministro. O impasse preocupava o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon pelo atraso para a reconstrução nacional.
País mais pobre da América, o Haiti ainda luta para se recuperar do terremoto de 12 de janeiro de 2009, que matou cerca de 200 mil pessoas e deixou 2,3 milhões sem teto. A sociedade internacional prometeu uma ajuda de US$ 10 bilhões.
Conille trabalhou para a ONU desde 1999. Atuou na Etiópia, no Haiti e no Níger.
País mais pobre da América, o Haiti ainda luta para se recuperar do terremoto de 12 de janeiro de 2009, que matou cerca de 200 mil pessoas e deixou 2,3 milhões sem teto. A sociedade internacional prometeu uma ajuda de US$ 10 bilhões.
Conille trabalhou para a ONU desde 1999. Atuou na Etiópia, no Haiti e no Níger.
Sarah Palin não concorre à Casa Branca em 2012
A ex-governadora do Alasca e candidata a vice-presidente em 2008, Sarah Palin, a política mais popular da direita americana, não vai disputar a candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2012. Ela fez o anúncio agora há pouco, no programa de rádio de Mark Levin.
Com o elevado desemprego e a impopularidade do presidente Barack Obama, a oposição republicana tem grande chance de reconquistar a Casa Branca. Mas o radicalismo dos deputados eleitos com o apoio do movimento de ultradireita Festa do Chá rebaixou a avaliação positiva do Congresso para apenas 14%.
Sarah Palin surgiu como um furacão. Ao ser indicada para vice-presidente na chapa de John McCain, saltou do anonimato para o estrelato. Era, na sua própria definição "um pitbull de batom". Com as trapalhadas do governo George W. Bush e a crise econômica, a derrota era inevitável.
Desde que renunciou ao governo do Alasca no meio do mandato, Palin lançou uma autobiografia, fez programas da televisão sobre a vida selvagem e ganhou muito dinheiro com isso. Agora, alega que está mais preocupada em cuidar da família.
Apesar de sua enorme popularidade entre a direita mais radical, ela é considerada inelegível, tanto por não conseguir estender seu apelo aos eleitores independentes, de centro, que decidem as eleições, como por não ser considerada qualificada para ser presidente. Como comandante-em-chefe, teria em suas mãos os códigos do gatilho nuclear dos EUA.
Melhor assim. Palin vai continuar aumentando sua fortuna com a imagem de mamãe selvagem do Alasca, aquela que caça alces e joga hóquei como quem busca os filhos na escola, vai ao supermercado e pilota o fogão. Ganham os EUA! Salva-se o mundo!
Com o elevado desemprego e a impopularidade do presidente Barack Obama, a oposição republicana tem grande chance de reconquistar a Casa Branca. Mas o radicalismo dos deputados eleitos com o apoio do movimento de ultradireita Festa do Chá rebaixou a avaliação positiva do Congresso para apenas 14%.
Sarah Palin surgiu como um furacão. Ao ser indicada para vice-presidente na chapa de John McCain, saltou do anonimato para o estrelato. Era, na sua própria definição "um pitbull de batom". Com as trapalhadas do governo George W. Bush e a crise econômica, a derrota era inevitável.
Desde que renunciou ao governo do Alasca no meio do mandato, Palin lançou uma autobiografia, fez programas da televisão sobre a vida selvagem e ganhou muito dinheiro com isso. Agora, alega que está mais preocupada em cuidar da família.
Apesar de sua enorme popularidade entre a direita mais radical, ela é considerada inelegível, tanto por não conseguir estender seu apelo aos eleitores independentes, de centro, que decidem as eleições, como por não ser considerada qualificada para ser presidente. Como comandante-em-chefe, teria em suas mãos os códigos do gatilho nuclear dos EUA.
Melhor assim. Palin vai continuar aumentando sua fortuna com a imagem de mamãe selvagem do Alasca, aquela que caça alces e joga hóquei como quem busca os filhos na escola, vai ao supermercado e pilota o fogão. Ganham os EUA! Salva-se o mundo!
Impopularidade do Congresso aumenta nos EUA
Depois de meses de batalhas entre a Casa Branca e o Congresso em torno do orçamento federal e da dívida pública dos Estados Unidos, apenas 14% dos americanos confiam em seus deputados e senadores.
É o que indica uma pesquisa divulgada hoje pelo jornal The Washington Post e a rede de televisão ABC.
Mais de 60% rejeitam a maneira como o presidente Barack Obama está conduzindo a economia do país. Com a crescente impopularidade do Congresso, o presidente tem feito um discurso mais agressivo para vender seu plano de geração de empregos, que aumenta gastos públicos e impostos para os ricos.
É o que indica uma pesquisa divulgada hoje pelo jornal The Washington Post e a rede de televisão ABC.
Mais de 60% rejeitam a maneira como o presidente Barack Obama está conduzindo a economia do país. Com a crescente impopularidade do Congresso, o presidente tem feito um discurso mais agressivo para vender seu plano de geração de empregos, que aumenta gastos públicos e impostos para os ricos.
Setor privado gera 91 mil empregos nos EUA
As empresas privadas dos Estados Unidos contrataram 91 mil trabalhadores a mais do que demitiram no mês de setembro de 2011, indicou hoje uma estimativa da empresa de recursos humanos ADP, maior processadora de folhas de pagamento do país. Os economistas esperavam um saldo positivo de 75 mil vagas.
O maior número de contratações foi no setor de serviços, onde a expansão dos negócios foi um pouco menor do que em agosto, o que pode sinalizar problemas à frente no mercado de trabalho.
Outro relatório adverte que no mês passado os empregadores planejaram o maior número de demissões em mais de dois anos. As maiores dispensas serão nas Forças Armadas e no Bank of America. Não têm relação direta com a atual situação econômica.
"A economia não está à beira de uma nova recessão", afirmou o economista Omair Sharif, do banco RBS, nos EUA, "mas está atolada no lamaçal de um crescimento abaixo de seu potencial".
Na sexta-feira, o Departamento do Trabalho dos EUA divulga o relatório oficial sobre o emprego no mês passado.
O maior número de contratações foi no setor de serviços, onde a expansão dos negócios foi um pouco menor do que em agosto, o que pode sinalizar problemas à frente no mercado de trabalho.
Outro relatório adverte que no mês passado os empregadores planejaram o maior número de demissões em mais de dois anos. As maiores dispensas serão nas Forças Armadas e no Bank of America. Não têm relação direta com a atual situação econômica.
"A economia não está à beira de uma nova recessão", afirmou o economista Omair Sharif, do banco RBS, nos EUA, "mas está atolada no lamaçal de um crescimento abaixo de seu potencial".
Na sexta-feira, o Departamento do Trabalho dos EUA divulga o relatório oficial sobre o emprego no mês passado.
FMI adverte para o risco de nova recessão mundial
O Fundo Monetário Internacional advertiu hoje que, se os líderes da Europa não resolverem logo e decisivamente a crise das dívidas públicas na Zona do Euro, há um sério risco de uma nova recessão mundial em 2012.
Entre outras providências, o FMI defende um corte nas taxas básicas de juros do Banco Central da Europa e medidas extraordinárias para garantir a oferta de dinheiro a longo prazo.
Em Bruxelas, a vacilante chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, sempre receosa em usar dinheiro público por causa da rejeição do contribuinte alemão, declarou hoje ser a favor da recapitalização dos bancos. O megaespeculador George Soros já disse que eles deveriam ser subordinados temporariamente ao BCE como garantia contra o colapso do sistema financeiro.
A Grécia, a Irlanda e Portugal receberam empréstimos de emergência do FMI e da União Europeia, mas o plano de ajuda aos gregos se revelou insuficiente. O risco agora é de contágio de grandes economias, como a Itália e a Espanha.
Com a expectativa de um calote grego nas próximas semanas, se o país não receber uma parcela de 8 bilhões de euros de ajuda, os bancos europeus estão fragilizados. Ontem, os governos da França e da Bélgica foram obrigados a socorrer o banco Dexia, que já tinha recebido 8,5 bilhões de euros em 2008.
A situação foi comparada à quebra do banco Bear Stearns, socorrido em março de 2008, seis meses antes do colapso do Lehman Brothers, que deflagrou o pior momento da crise financeira internacional. Mais uma vez, o risco é que os bancos parem de receber empréstimo por dúvidas sobre sua capacidade de pagar.
Hoje as bolsas de valores da Europa fecharam em alta, na esperança de que serão tomadas medidas para capitalizar os bancos e evitar uma nova paralisação do sistema de crédito interbancário, como ocorreu há três anos. Por enquanto, é apenas uma esperança, já que os líderes europeus não chegaram a um acordo sobre o que fazer.
O FMI pediu pressa.
Entre outras providências, o FMI defende um corte nas taxas básicas de juros do Banco Central da Europa e medidas extraordinárias para garantir a oferta de dinheiro a longo prazo.
Em Bruxelas, a vacilante chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, sempre receosa em usar dinheiro público por causa da rejeição do contribuinte alemão, declarou hoje ser a favor da recapitalização dos bancos. O megaespeculador George Soros já disse que eles deveriam ser subordinados temporariamente ao BCE como garantia contra o colapso do sistema financeiro.
A Grécia, a Irlanda e Portugal receberam empréstimos de emergência do FMI e da União Europeia, mas o plano de ajuda aos gregos se revelou insuficiente. O risco agora é de contágio de grandes economias, como a Itália e a Espanha.
Com a expectativa de um calote grego nas próximas semanas, se o país não receber uma parcela de 8 bilhões de euros de ajuda, os bancos europeus estão fragilizados. Ontem, os governos da França e da Bélgica foram obrigados a socorrer o banco Dexia, que já tinha recebido 8,5 bilhões de euros em 2008.
A situação foi comparada à quebra do banco Bear Stearns, socorrido em março de 2008, seis meses antes do colapso do Lehman Brothers, que deflagrou o pior momento da crise financeira internacional. Mais uma vez, o risco é que os bancos parem de receber empréstimo por dúvidas sobre sua capacidade de pagar.
Hoje as bolsas de valores da Europa fecharam em alta, na esperança de que serão tomadas medidas para capitalizar os bancos e evitar uma nova paralisação do sistema de crédito interbancário, como ocorreu há três anos. Por enquanto, é apenas uma esperança, já que os líderes europeus não chegaram a um acordo sobre o que fazer.
O FMI pediu pressa.
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Israelense ganha Nobel de Química
O pesquisador israelense Daniel Shechtman ganhou hoje o Prêmio Nobel de Química por descobrir os quasicristais, em 1982, ao perceber que a estrutura dos cristais nem sempre segue padrões simétricos.
Para a Academia Real de Ciências da Suécia, ele "mudou fundamentalmente a concepção de um sólido. Ao contrário da crença anterior de que os átomos se distribuem dentro de cristais de forma simétrica, Shechtman provou que os átomos de um cristal podem estar num padrão que não se repete".
Os padrões identificados nos quasicristais examinados são ordenados, infinitos e nunca se repetem.
É o décimo prêmio Nobel conquistado por Israel. Em entrevista ao jornal liberal Haaretz, Shechtman disse que "a celebração não só para o Technion e para Israel, é para toda a ciência". Technion é o Instituto de Tecnologia de Israel em Jaffa, onde o cientista laureado trabalha.
Para a Academia Real de Ciências da Suécia, ele "mudou fundamentalmente a concepção de um sólido. Ao contrário da crença anterior de que os átomos se distribuem dentro de cristais de forma simétrica, Shechtman provou que os átomos de um cristal podem estar num padrão que não se repete".
Os padrões identificados nos quasicristais examinados são ordenados, infinitos e nunca se repetem.
É o décimo prêmio Nobel conquistado por Israel. Em entrevista ao jornal liberal Haaretz, Shechtman disse que "a celebração não só para o Technion e para Israel, é para toda a ciência". Technion é o Instituto de Tecnologia de Israel em Jaffa, onde o cientista laureado trabalha.
África do Sul nega visto ao Dalai Lama
Como diz uma piada cheia de ironia muito citada hoje na África do Sul, "se a gente ainda estivesse lutando contra o apartheid, este governo não nos apoiaria". O Congresso Nacional Africano virou um partido do status quo, incapaz por exemplo de negociar uma solução para a crise do vizinho Zimbábue, que agoniza há uma década sob a ditadura de Robert Mugabe.
Agora, um dos heróis da luta contra o regime segregacionista da minoria branca, o arcebispo Desmond Tutu, declara que "este governo é pior do que o do apartheid porque pelo menos a gente sabia o que esperar dele".
Sob pressão da China, sua mais nova aliada estratégica, o governo do CNA acaba de negar um pedido de visto para que Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama, líder espiritual do Tibete, participasse da festa de 80 anos de Tutu.
O Dalai Lama luta pacificamente pela autonomia do Tibete, que só existe no papel. Na prática, a ditadura militar chinesa impõe uma política de assimilação forçada que os tibetanos acusam de destruir sua cultura.
Por iniciativa da China, a África do Sul foi convidada a participar do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o S, de South Africa, do inglês). A sigla reunia as quatro grandes economias emergentes que, na opinião de um economista do banco de investimentos Goldman Sachs, serão responsáveis pela maior parte do crescimento mundial nas próximas décadas.
A África do Sul entrou de carona no grupo. Seu desempenho econômico não justifica o convite. A Indonésia tem peso muito maior na economia mundial, mas o regime comunista de Beijim preferiu fazer média com o continente africano, que explora impiedosamente como qualquer potência imperial, humilhando inclusive um dos grandes heróis da história recente da África.
Ao vetar ontem, ao lado da Rússia, a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas condenando a violência da ditadura da Síria e pressionar a África do Sul a não receber o Dalai Lama, que luta pacificamente pela democracia, a ditadura militar da China mostra a verdadeira natureza da superpotência ascendente do século 21. Quem quiser que ignore ou baixe a cabeça.
Agora, um dos heróis da luta contra o regime segregacionista da minoria branca, o arcebispo Desmond Tutu, declara que "este governo é pior do que o do apartheid porque pelo menos a gente sabia o que esperar dele".
Sob pressão da China, sua mais nova aliada estratégica, o governo do CNA acaba de negar um pedido de visto para que Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama, líder espiritual do Tibete, participasse da festa de 80 anos de Tutu.
O Dalai Lama luta pacificamente pela autonomia do Tibete, que só existe no papel. Na prática, a ditadura militar chinesa impõe uma política de assimilação forçada que os tibetanos acusam de destruir sua cultura.
Por iniciativa da China, a África do Sul foi convidada a participar do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o S, de South Africa, do inglês). A sigla reunia as quatro grandes economias emergentes que, na opinião de um economista do banco de investimentos Goldman Sachs, serão responsáveis pela maior parte do crescimento mundial nas próximas décadas.
A África do Sul entrou de carona no grupo. Seu desempenho econômico não justifica o convite. A Indonésia tem peso muito maior na economia mundial, mas o regime comunista de Beijim preferiu fazer média com o continente africano, que explora impiedosamente como qualquer potência imperial, humilhando inclusive um dos grandes heróis da história recente da África.
Ao vetar ontem, ao lado da Rússia, a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas condenando a violência da ditadura da Síria e pressionar a África do Sul a não receber o Dalai Lama, que luta pacificamente pela democracia, a ditadura militar da China mostra a verdadeira natureza da superpotência ascendente do século 21. Quem quiser que ignore ou baixe a cabeça.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Moody's rebaixa crédito da dívida da Itália
Quinze dias depois da Standard & Poor's, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou hoje a nota de crédito da dívida pública da Itália em três pontos, de Aa2 para A2, com perspectiva negativa apontando como razão "um aumento significativo no risco de financiamento de longo prazo na Zona do Euro.
O primeiro-ministro Silvio Berlusconi comentou que a medida era esperada. Ele prometeu trabalhar duro para implementar as metas de ajuste fiscal anunciadas há poucas semanas e lembrou que a proposta orçamentária italiana foi aprovada pela Comissão Europeia.
Além da dívida pública, as notas de crédito dos bancos da Itália também devem ser rebaixadas nos próximos dias. Esse rebaixamento vai dificultar ainda mais a situação da Itália. Seu governo e seus bancos terão mais dificuldades para tomar empréstimos e terão de pagar mais caro pelo dinheiro.
O primeiro-ministro Silvio Berlusconi comentou que a medida era esperada. Ele prometeu trabalhar duro para implementar as metas de ajuste fiscal anunciadas há poucas semanas e lembrou que a proposta orçamentária italiana foi aprovada pela Comissão Europeia.
Além da dívida pública, as notas de crédito dos bancos da Itália também devem ser rebaixadas nos próximos dias. Esse rebaixamento vai dificultar ainda mais a situação da Itália. Seu governo e seus bancos terão mais dificuldades para tomar empréstimos e terão de pagar mais caro pelo dinheiro.
China e Rússia vetam sanções à Síria na ONU
Apesar de mais de 2,7 mil mortes, os governos ditatoriais da China e da Rússia vetaram um projeto de resolução apresentado por países europeus ao Conselho de Segurança das Nações Unidos condenando a ditadura de Bachar Assad na Síria. O Brasil, que até agora resistia à imposição de sanções, se absteve.
Houve nove votos a favor, o mínimo necessário para aprovar resoluções no Conselho de Segurança, e quatro abstenções, mas o voto contra de apenas um dos cinco membros permanentes (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) significa um veto e dois votaram contra.
Houve nove votos a favor, o mínimo necessário para aprovar resoluções no Conselho de Segurança, e quatro abstenções, mas o voto contra de apenas um dos cinco membros permanentes (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) significa um veto e dois votaram contra.
Crise da dívida grega atinge bancos da Europa
O Deutsche Bank, maior banco privado da Alemanha, alertou os acionistas hoje que sua previsão de lucro para 2011 será reduzida pela necessidade de dar baixa em títulos da dívida pública da Grécia de mais de 400 milhões de euros.
Ao mesmo tempo, as ações do banco franco-belga Dexia perderam 38% do valor diante da notícia de que os governos da França e da Bélgica prometem intervir para salvar o banco.
São dois sinais fortes de que a crise das dívidas públicas da Zona do Euro está se transformando numa crise bancária na medida em que países poderosos, inclusive a Alemanha, exigem que o setor privado arque com parte dos prejuízos.
Há meses, lembra a revista alemã Der Spiegel, os economistas advertem que a Europa precisa agir com decisão e rapidez para apoiar os bancos do continente ameaçados por um calote da Grécia. Depois de meses de inação e paralisia política, o prognóstico se confirma.
Ao mesmo tempo, as ações do banco franco-belga Dexia perderam 38% do valor diante da notícia de que os governos da França e da Bélgica prometem intervir para salvar o banco.
São dois sinais fortes de que a crise das dívidas públicas da Zona do Euro está se transformando numa crise bancária na medida em que países poderosos, inclusive a Alemanha, exigem que o setor privado arque com parte dos prejuízos.
Há meses, lembra a revista alemã Der Spiegel, os economistas advertem que a Europa precisa agir com decisão e rapidez para apoiar os bancos do continente ameaçados por um calote da Grécia. Depois de meses de inação e paralisia política, o prognóstico se confirma.
Caminhão-bomba mata 70 na capital da Somália
Um caminhão-bomba detonado por extremistas muçulmanos diante do Ministério da Educação da Somália matou pelo menos 70 pessoas hoje em Mogadíscio, a capital deste país do Nordeste da África, que não tem governo e vive em estado de anarquia há 20 anos.
A milícia fundamentalista muçulmana Al Chababe, um grupo aliado à rede terrorista Al Caeda que luta contra o governo provisório somaliano, reivindicou a responsabilidade pelo atentado, realizado quando estudantes e pais de alunos faziam fila diante do ministério para conseguir vagas em escolas.
Foi o pior ataque em cinco anos de atividade do grupo e o maior na capital somaliana desde agosto, quando a milícia retirou a maior parte de suas forças de Mogadíscio para escapar de uma ofensiva da missão de paz da União Africana que tenta estabilizar o país.
Os atentados suicidas na Somália eram raros até 2007, quando a milícia fundamentalista começou a usar os métodos d'al Caeda.
Além da guerra civil sem fim, a Somália enfrenta uma fome em massa, que ameaça 12 milhões de pessoas na região conhecida como Chifre da África, no Nordeste do continente.
A milícia fundamentalista muçulmana Al Chababe, um grupo aliado à rede terrorista Al Caeda que luta contra o governo provisório somaliano, reivindicou a responsabilidade pelo atentado, realizado quando estudantes e pais de alunos faziam fila diante do ministério para conseguir vagas em escolas.
Foi o pior ataque em cinco anos de atividade do grupo e o maior na capital somaliana desde agosto, quando a milícia retirou a maior parte de suas forças de Mogadíscio para escapar de uma ofensiva da missão de paz da União Africana que tenta estabilizar o país.
Os atentados suicidas na Somália eram raros até 2007, quando a milícia fundamentalista começou a usar os métodos d'al Caeda.
Além da guerra civil sem fim, a Somália enfrenta uma fome em massa, que ameaça 12 milhões de pessoas na região conhecida como Chifre da África, no Nordeste do continente.
Anticoncepcional aumenta risco de aids na África
O anticoncepcional mais usado no Leste e no Sul da África duplica o risco de pegar e transmitir o vírus da imunodeficiência humana (HIV), causador da síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids), revela um estudo divulgado ontem, informa hoje o jornal The New
York Times.
A pesquisa descobriu que um hormônio injetável usado como anticoncepcional tornam as mulheres e os homens que mantenham relações sexuais com elas mais vulneráveis ao vírus da aids.
É uma situação especialmente grave. Cerca de 12 milhões de africanas de 15 a 49 anos, cerca de 6% de todas as mulheres da África subsaariana nesta faixa de idade, usam este método anticoncepcional que tem uma vantagem sobre a tradicional pílula. Não precisa ser tomado todos os dias.
Como muitas africanas sofrem com sangramentos, infecções e morte no parto em consequência de gravidezes indesejadas, o uso de anticoncepcionais é um cuidado básico de saúde importante.
"Se ficar provado que esses contraceptivos estão ajudando a propagar a aids, teremos um grande problema de saúde pública", adverte a diretora do programa de mulher e política externa do Conselho de Relações Exteriores dos Estados Unidos, Isobel Coleman.
A pesquisa descobriu que um hormônio injetável usado como anticoncepcional tornam as mulheres e os homens que mantenham relações sexuais com elas mais vulneráveis ao vírus da aids.
É uma situação especialmente grave. Cerca de 12 milhões de africanas de 15 a 49 anos, cerca de 6% de todas as mulheres da África subsaariana nesta faixa de idade, usam este método anticoncepcional que tem uma vantagem sobre a tradicional pílula. Não precisa ser tomado todos os dias.
Como muitas africanas sofrem com sangramentos, infecções e morte no parto em consequência de gravidezes indesejadas, o uso de anticoncepcionais é um cuidado básico de saúde importante.
"Se ficar provado que esses contraceptivos estão ajudando a propagar a aids, teremos um grande problema de saúde pública", adverte a diretora do programa de mulher e política externa do Conselho de Relações Exteriores dos Estados Unidos, Isobel Coleman.
FGV-SP discute missões de paz da ONU
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Fitch reduz previsão de crescimento para Espanha
A agência de classificação de risco Fitch reduziu ontem sua previsão de crescimento para a Espanha em 2012 de 1,6% para 0,5%, o que complica ainda mais a situação da dívida pública do país. Além da austeridade fiscal, a Fitch citou a queda nas importações da Espanha para justificar as mudanças.
Para este ano, a expectativa foi revisada para cima, de 0,6% para 0,7%.
Na Itália, os cortes nos gastos públicos vão afetar o consumo privado e os investimentos das empresas. A expectativa de crescimento da terceira maior economia da Zona do Euro foi rebaixada de 1% para 0,2% em 2011 e de 1,6% para 0,6% em 2013.
Os 17 países da Eurozona como um todo devem crescer 1,6% em 2011, um pouco menos que 1,7% da previsão anterior, mas a expectativa para 2012 foi diminuída significativamente, de 1,8% para 0,8%. Em 2013, a perspectiva agora é de avanço de 1,5%, em contraste com 2,1% da previsão anterior.
Para este ano, a expectativa foi revisada para cima, de 0,6% para 0,7%.
Na Itália, os cortes nos gastos públicos vão afetar o consumo privado e os investimentos das empresas. A expectativa de crescimento da terceira maior economia da Zona do Euro foi rebaixada de 1% para 0,2% em 2011 e de 1,6% para 0,6% em 2013.
Os 17 países da Eurozona como um todo devem crescer 1,6% em 2011, um pouco menos que 1,7% da previsão anterior, mas a expectativa para 2012 foi diminuída significativamente, de 1,8% para 0,8%. Em 2013, a perspectiva agora é de avanço de 1,5%, em contraste com 2,1% da previsão anterior.
China adverte EUA para risco de guerra comercial
A China ameaçou hoje deflagrar uma guerra
comercial, se o Congresso dos Estados Unidos aprovar um projeto de lei em
discussão no Senado para sobretaxar as importações de países que manipulem o
câmbio.
Diante da reação de Beijim, o presidente da Câmara,
o deputado republicano John Boehner, considerou "extremamente perigoso
aprovar legislação no Congresso dos EUA forçando outros países a mexer no valor
de sua moeda", noticia a agência Reuters.
Num sinal que os EUA abandonaram sua postura imperial em relação a seu
maior concorrente estratégico, Boehner admitiu que, "embora tenha
preocupações com a maneira como a China administra o câmbio, não estou certo de
que esta seja a maneira correta de corrigir o problema".
Expansão do universo dá Nobel de Física a americanos
Três cientistas nascidos nos Estados Unidos
ganharam hoje o Prêmio Nobel de Física "pelo descobrimento, através de observação de supernovas distantes, de como a expansão do
universo está se acelerando", informa o jornal The
Washington Post.
A Academia Real de Ciências da Suécia anunciou em Estocolmo que o prêmio
de 10 milhões de coroas, cerca de US$ 1,5 milhão, será dividido entre Saul
Perlmutter, da Universidade da Califórnia em Berkeley; Brian Schmidt, da
Universidade Nacional da Austrália em Weston Creek; e Adam Riess, professor de
astronomia na Universidade Johns Hopkins, em Baltimore.
Supernova é o nome dado aos corpos celestes que resultam da explosão de estrelas com massa estimada em pelo menos dez sóis. Eles podem brilhar tanto a ponto de ofuscar uma galáxia. Depois, podem desaparecer durante semanas ou meses.
Supernova é o nome dado aos corpos celestes que resultam da explosão de estrelas com massa estimada em pelo menos dez sóis. Eles podem brilhar tanto a ponto de ofuscar uma galáxia. Depois, podem desaparecer durante semanas ou meses.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Maioria espera derrota de Obama em 2012
Cerca de 55% dos americanos esperam uma vitória do Partido Republicano na eleição presidencial de 2012. Só 37% acreditam que o presidente Barack Obama será reeleito, indica uma pesquisa encomendada pelo jornal The Washington Post e a rede de televisão ABC.
Entre o eleitorado republicano, 83% estão certos da vitória.
Produção industrial sobe nos EUA
A indústria manufatureira avançou nos Estados Unidos em setembro e contratou mais trabalhadores, indica o índice de gerentes de compras do setor calculado pelo Instituto de Gerenciamento da Oferta, mas há uma preocupação com a falta de crescimento da demanda.
Também houve um aumento inesperado no Reino Unido, mas a Zona do Euro registrou queda na produção pelo segundo mês consecutivo, enquanto a Ásia enfrenta uma desaceleração no crescimento industrial.
Também houve um aumento inesperado no Reino Unido, mas a Zona do Euro registrou queda na produção pelo segundo mês consecutivo, enquanto a Ásia enfrenta uma desaceleração no crescimento industrial.
FGV discute potências em ascensão e desafios globais
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Índia vai treinar Afeganistão em antiterrorismo
Em uma medida considerada provocativa pelo Paquistão, a Índia anunciou que vai dar treinamento antiterrorismo às forças de segurança do Afeganistão.
O governo paquistanês vê o Afeganistão como sua área de influência e apoia grupos extremistas como a rede Haqqani para controlar a segurança da região a fim de concentrar a maior parte de suas Forças Armadas junto à fronteira com a Índia, inimiga histórica com quem já travou três guerras.
O governo paquistanês vê o Afeganistão como sua área de influência e apoia grupos extremistas como a rede Haqqani para controlar a segurança da região a fim de concentrar a maior parte de suas Forças Armadas junto à fronteira com a Índia, inimiga histórica com quem já travou três guerras.
Déficit de Portugal estoura meta
O déficit orçamentário de Portugal no primeiro semestre de 2011 foi de 8,3% do produto interno bruto do país, bem acima dos 5,9% prometidos no acordo firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia em troca de um empréstimo de 78 bilhões de euros.
Ao reconhecer o problema, o ministro das Finanças, Vitor Gaspar, declarou que Portugal não tem alternativa a não ser tomar novas medidas neste ano e em 2012 para ajustar as contas públicas e honrar a meta de apenas 3% de déficit em 2013.
Em 2010, o déficit público português ficou em 9,8% do PIB.
Ao reconhecer o problema, o ministro das Finanças, Vitor Gaspar, declarou que Portugal não tem alternativa a não ser tomar novas medidas neste ano e em 2012 para ajustar as contas públicas e honrar a meta de apenas 3% de déficit em 2013.
Em 2010, o déficit público português ficou em 9,8% do PIB.
Venda de carros tem forte alta nos EUA
As vendas de veículos novos registraram forte alta nos Estados Unidos em setembro, com aumentos de mais de 20% na comparação anual nos negócios da General Motors, da Nissan e da Chrysler. Os destaques foram grandes picapes e utilitários esportivos, informa hoje The Wall St. Journal.
Na contramão, a Toyota faturou 17,5% a menos do que há um ano.
A GM vendeu 13 milhões de veículos nos últimos 12 meses, superando os 12,1 milhões de um ano atrás.
“Com a recessão, os consumidores adiaram as compras”, observou Don Johnson, diretor de vendas da GM. “Isso significa que os carros e caminhões estão velhos, com uma idade média de 10,7 anos.”
Os utilitários leves da GM tiveram um aumento de vendas de 34%, e os carros de passeio, 12%. A Chrysler vendeu mais 27%, com avanço de 33% em utilitários e de 12% em carros, enquanto a Ford faturou mais 8,9%, com alta 22,3% em utilitários e baixa de 2,3% em carros de passeio.
Índia tem menor crescimento industrial em 30 meses
A produção industrial da Índia teve em setembro o menor crescimento em dois anos e meio, aponta o Índice de Gerentes de Compras do banco HSBC por causa da diminuição das encomendas, especialmente para exportação, devida à debilidade da economia mundial.
Pelo segundo mês seguido, houve redução do emprego nas fábricas indianas.
Taiwan enfrentou o quarto mês seguido de queda na produção industrial. Na Austrália, 10 entre 12 setores da indústria manufatureira registraram queda na atividade em setembro.
Pelo segundo mês seguido, houve redução do emprego nas fábricas indianas.
Taiwan enfrentou o quarto mês seguido de queda na produção industrial. Na Austrália, 10 entre 12 setores da indústria manufatureira registraram queda na atividade em setembro.
Venda de carros sobe no Japão após 13 meses
As vendas de automóveis, caminhões e ônibus cresceram 1,7% em setembro de 2011 na comparação com o ano anterior, totalizando 313.790 veículos, anunciou hoje a Associação de Revendedores de Automóveis do Japão, citada pela agência de notícias France Presse.
Foi a primeira alta em 13 meses, ajudada pelo fato de setembro de 2010 ter sido o mês em que o governo japonês retirou o subsídio para compra de carros mais eficientes.
Os piores resultados foram registrados depois do terremoto e maremoto de 11 de março deste ano, que abalou não só a confiança do consumidor mas também a capacidade de produção das fábricas por causa do acidente na central nuclear de Fukushima Daiichi, que reduziu o fornecimento de energia.
Em abril, as vendas caíram 50% e, em maio, 38%, sempre na comparação anual.
Economistas não acreditam em colapso do euro
De 22 economistas ouvidos pela CNNMoney,
17 não acreditam no colapso da união monetária europeia nem que os países mais
afetados pela crise das dívidas públicas, a começar pela Grécia, deixem a Zona
do Euro.
Quando um país enfrenta uma crise e não consegue pagar suas dívidas,
normalmente desvaloriza sua moeda para reduzir o preço e assim aumentar a
competitividade das exportações. A união monetária eliminou esta possibilidade.
“As vantagens de deixar a Eurozona não são suficientemente fortes para
que um país faça isso”, comentou o economista Russell Price, da empresa
Ameriprise Financial.
Jay Bryson, da corretora Wells Fargo Securities, teme que a situação
fique ainda mais crítica dentro de cinco anos, se os países atualmente em
dificuldades não retomarem o crescimento, mas observa que “as barreiras são
muito altas”.
Se a Grécia decidisse sair da Eurozona, correria o risco de que seus bancos
e consumidores transferissem seu dinheiro para bancos de outros países europeus
para evitar a desvalorização. Isso levaria ao colapso do sistema financeiro
grego e possivelmente de toda a economia do país.
Pesquisas sobre sistema imune dão Nobel de Medicina
Três pesquisadores ganharam hoje o Prêmio Nobel de Medicina de 2011 "por revolucionarem nossa compreensão do sistema imunológico ao descobrir os princípios de sua ativação", anunciou o comitê do Nobel.
O americano Bruce Beutler e o francês Jules Hoffmann estudaram o sistema imunológico inato, e o canadense Ralph Steinman por pesquisas com o sistema imunológico adaptado.
Depois do anúncio, soube-se que Steinman, professor de Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, morreu na sexta-feira passada de um câncer no pâncreas diagnosticado há quatro anos.
Pelas regras do Nobel, o prêmio só é concedido a pessoas vivas. Neste caso, o Comitê do Nobel decidiu abrir uma exceção. O prêmio seria entregue à família do professor Steinman.
O americano Bruce Beutler e o francês Jules Hoffmann estudaram o sistema imunológico inato, e o canadense Ralph Steinman por pesquisas com o sistema imunológico adaptado.
Depois do anúncio, soube-se que Steinman, professor de Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, morreu na sexta-feira passada de um câncer no pâncreas diagnosticado há quatro anos.
Pelas regras do Nobel, o prêmio só é concedido a pessoas vivas. Neste caso, o Comitê do Nobel decidiu abrir uma exceção. O prêmio seria entregue à família do professor Steinman.
domingo, 2 de outubro de 2011
Grécia não cumpre meta de redução do déficit
Por causa da recessão econômica, o déficit público
da Grécia deve chegar a 8,5% do produto interno bruto em 2011, acima da meta de
7,4% negociada com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional em troca
de um empréstimo de emergência de 110 bilhões de euros (cerca de R$ 250
bilhões) acertado em maio do ano passado, noticia a agência Reuters.
Na proposta orçamentária para 2012, o governo grego anunciou hoje a demissão de mais 30 mil funcionários públicos,
que serão colocados em “disponibilidade”, informa a agência France
Presse. Com uma queda de 2,5% prevista para o PIB deste ano, o quarto seguido de contração, Atenas também admitiu que não vai conseguir cumprir as metas de redução do
déficit neste ano e no próximo.
Diante da dificuldade de ajustar as contas públicas, a Grécia
pode enfrentar mais resistência para receber as próximas parcelas do primeiro
empréstimo e obter um segundo de seus parceiros da Zona do Euro e do FMI.
Hoje, o vice-líder
da União Social-Cristã, Alexander Dobrindt, principal partido aliado da
chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, no estado da Baviera,
declarou que, se a Grécia não conseguir restaurar o equilíbrio fiscal, seria
melhor que saía da união monetária europeia e deixe de usar o euro como moeda.
“É uma solução para levar a Grécia de volta a uma situação econômica
estável e competitiva”, disse Dobrindt em entrevista de rádio, “que isso seja
feito fora da Eurozona”.
A deterioração da situação fiscal da Grécia é um complicador a mais num
cenário econômico internacional extremamente preocupante.
Na Ásia, a Bolsa de Valores de Tóquio opera em queda de cerca de 2%.
Polícia prende 700 em protesto anti-Wall Street
A Polícia de Nova York prendeu 700 ativistas de um
movimento que protesta contra a ganância do sistema financeiro. Proibidos de se
manifestar diante da Bolsa de Valores, em Wall St., eles tentaram bloquear a
Ponte do Brooklyn e por isso foram detidos, informa a agência de notícias France
Presse.
Mas os jovens que lembram o movimento
antiglobalização que tentou impedir a reunião da Organização Mundial do
Comércio (OMC) em Seattle, nos Estados Unidos, em 1999, marcaram nova marcha
para quarta-feira.
Essa onda de protestos foi articulada via Internet
para lutar contra o poder das grandes corporações, especialmente do setor
financeiro. Tem paralelo nas manifestações dos "indignados" que
denunciam em vários países da Europa a erosão do poder democrático e popular em
sociedades cada vez mais governadas pelo capital financeiro.
Quando o setor financeiro esteve à beira do colapso
e ameaçava arrastar o resto do mundo, em setembro de 2008, trilhões de dólares
foram mobilizados para salvar bancos e seguradoras falidas. A conta foi
repassada aos governos, que enfrentam uma crise de dívidas públicas.
Ao mesmo tempo, o avanço na regulamentação para
controlar os excessos do setor financeiro foi mínimo, os bancos americanos
voltaram a ter lucros formidáveis e a distribuir bônus milionários a seus
superfuncionários.
A sensação de jovens desempregados e sem
perspectiva de um futuro melhor só pode ser de descrença e impotência. Neste
sentido, pode-se traçar um paralelo com as revoltas no mundo árabe, que
começaram como protestos contra a carestia, o custo de vida e a corrupção de
governos incompetentes e incapazes de resolver os problemas do cotidiano de
suas populações.
Ambos movimentos são frutos da crise econômica internacional de 2008-9 e
da sensação de impotência dos jovens diante das forças que governam o mundo.
Maioria dos franceses espera derrota de Sarkozy
Mais de dois terços do eleitorado da França acreditam que o presidente
Nicolas Sarkozy vai perder a eleição presidencial de abril e maio de 2011,
indica uma pesquisa do instituto ViaVoice para o jornal de esquerda Libération.
A sete meses da eleição, os favoritos são o ex-presidente do Partido Socialista
François Holland, com 53% de popularidade, e a líder do PS, Martine Aubry, com 46%.
Cerca de 68% prevêem a derrota de Sarkozy, se o presidente se candidatar
à reeleição.
Entre os possíveis candidatos da coligação de centro-direita que governa
a França, o mais bem cotado hoje é o ministro do Exterior, Alain Juppé. Com
21%.
Sarkozy é o segundo, com 21%, seguido pelo primeiro-ministro François
Fillon, com 16%. Em seu momento de maior popularidade, no verão de 2007 no
Hemisfério Norte, o presidente tinha a aprovação de 65% dos franceses.
As razões da impopularidade também objeto da pesquisa: 65% citaram a
dívida e o déficit públicos; 64% apontam o fraco desempenho nas áreas econômica
e social; e 62% mencionaram os escândalos financeiros envolvendo políticos.
OTAN prende um dos líderes do grupo Haqqani
Um dos principais líderes do clã Haqqani, que os Estados Unidos
consideram hoje uma das principais ameaças à estabilidade do Afeganistão, foi
preso há cinco dias pelas forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte
(OTAN), a aliança militar da América do Norte com a Europa, informa o jornal The
New York Times.
Haji Mali Khan é um dos veteranos do clã e tio de dois de seus líderes,
no distrito de Jani Khel, na província de Paktia, no Leste do Afeganistão.
A chamada rede Haqqani, apoiada pelo serviço secreto militar
paquistanês, foi acusada por ataques recentes contra o quartel-general da OTAN
e a embaixada dos EUA em Cabul.
Esses ataques deterioraram ainda mais as relações EUA-Paquistão, abaladas desde que comandos americanos invadiram o país do Sul da Ásia para matar Ossama
ben Laden, em 2 de maio de 2011.
sábado, 1 de outubro de 2011
ACLU compara prisões de Los Angeles ao gulag
Os abusos cometidos contra presos no sistema penitenciário de Los Angeles, nos Estados Unidos, são tão graves que podem ser caracterizados como violações dos direitos humanos, denuncia a União Americana das Liberdades Civis (ACLU), uma organização não governamental.
"Há uma espécie de condescendência crescente emergindo do que na realidade é um gulag", acusou Will Matthews, porta-voz da ACLU, usando o nome dos campos de concentração da União Soviética no ditador Josef Stalin (1927-54). "Usei a palavra intencionalmente."
"Há uma espécie de condescendência crescente emergindo do que na realidade é um gulag", acusou Will Matthews, porta-voz da ACLU, usando o nome dos campos de concentração da União Soviética no ditador Josef Stalin (1927-54). "Usei a palavra intencionalmente."
Dinamarca vai sobretaxar gorduras saturadas
A Dinamarca será o segundo país do mundo, depois da Hungria, a sobretaxar alimentos com gorduras saturadas.
A partir do próximo sábado, carnes, queijos, manteiga, linguiças, pizzas, embutidos e leite com mais de 2,3% de gordura saturada ficaram sujeitos a um imposto especial. Um pacote de manteiga de 250g vai custar 14% a mais.
A partir do próximo sábado, carnes, queijos, manteiga, linguiças, pizzas, embutidos e leite com mais de 2,3% de gordura saturada ficaram sujeitos a um imposto especial. Um pacote de manteiga de 250g vai custar 14% a mais.
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