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domingo, 25 de outubro de 2015

Direita conservadora vence eleições na Polônia

Sob o impacto da crise dos refugiados, o partido conservador Lei e Justiça, nacionalista, católico e antieuropeu, venceu hoje as eleições parlamentares com 39,1% dos votos e terá maioria absoluta de 242 dos 460 deputados da Assembleia Nacional da Polônia. 

A primeira-ministra demissionária, Ewa Kopacz, reconheceu a derrota de seu partido, a Plataforma Cívica, que estava no poder há oito anos e teve apenas 23,4% dos votos conquistando 133 cadeiras.

O partido Lei e Justiça é liderado pelo ex-primeiro-ministro Jaroslaw Kaczynski, mas deve indicar Beata Szydlo para próxima primeira-ministra. Quer fortalecer os poderes do presidente e do chefe de governo, criando um regime mais centralizado. Também quer aumentar a influência do Executivo sobre o Judiciário, os meios de comunicação e os serviços secretos.

Em política social, os conservadores prometeram programas com custo estimado em 9 a 14 bilhões de euros (R$ 38,5 bi a R$ 60 bi), inclusive medicamentos grátis para maiores de 75 anos, uma bolsa-família de 500 zlótis (pouco menos de R$ 500) por crianças e a redução da idade mínima para aposentadoria para 60 anos para mulheres e de 65 anos para homens. Hoje é de 65 para mulheres e de 67 para homens.

Uma das causas da derrota do governo foi a crise dos refugiados das guerras na África e no Oriente Médio que chegam em massa à União Europeia. Os antigos países comunistas da Europa Oriental, que ainda não atingiram o nível de desenvolvimento da Europa Ocidental, são contra a política de portas abertas da chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, e a divisão dos refugiados entre os 28 países-membros do bloco.

Eurocético até onde isso é possível num país que se beneficiou extraordinariamente da adesão à UE, o novo governo vai explorar a crise dos refugiados prometendo repolonizar o país. Isso significa desde atrair de volta os poloneses que emigraram para a Europa mais rica a sobretaxar setores dominados pelo capital estrangeiro como bancos e supermercados.

Depois de oito anos em que a Plataforma Cívica reaproximou a Polônia da Alemanha e fortaleceu a identidade europeia do país, sob a liderança do ex-primeiro-ministro Donald Tusk, a situação está mudando.

Sem cogitar a saída da UE como os conservadores eurofóbicos do Reino Unido, o novo governo pode se aliar ao primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban. Kaczynski elogia o nacionalismo econômico húngaro, mas desaprova as tentativas de Orban de se aproximar da Rússia de Vladimir Putin, vista hoje como a grande inimiga da Polônia, especialmente depois da intervenção militar na vizinha Ucrânia.

Na política externa, o partido Lei de Justiça deve reaproximar o país dos Estados Unidos, pedindo reforço na presença militar americana em território japonês, se opor a qualquer nova transferência de poderes para a UE e não se comprometer com metas para corte das emissões de gás carbônico na Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, marcada para dezembro de 2015 em Paris. A indústria do carvão ainda é a mais forte do setor de energia na Polônia.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Governo ganha eleições sem maioria na Polônia

Com quase 40% dos votos, a Plataforma Cívica, do primeiro-ministro Donald Tusk, venceu as eleições legislativas deste domingo na Polônia, derrotando o partido conservador Lei e Justiça, do ex-primeiro-ministro Jaroslav Kaczynski, que recebeu 30% da votação, anunciou a televisão estatal polonesa.

É a primeira vez que o partido do governo é reeleito na Polônia desde a queda do comunismo e a democratização do país, em 1989. Mas Tusk terá de fazer uma coalizão para governar com maioria.

Em terceiro lugar, com 10%, veio o Movimento Palikot, um partido antirreligioso a favor da legalização da maconha que saiu do nada e agora tem uma oportunidade de participar do governo. "O terceiro lugar é uma grande esperança, mas não podemos deixar de sonhar", declarou seu fundador, Janusz Palikot.

Com um discurso populista e nacionalista inflamado tendo como alvos os inimigos históricos, a Alemanha e a Rússia,  um pedido de fim das privatizações, a defesa de uma postura mais combativa nas negociações da União Europeia e de impostos mais altos para os ricos, Kaczynski arregimentou votos, mas atemorizou os investidores.

A Polônia foi o único país da União Europeia que escapou da Grande Recessão de 2008-9.

domingo, 4 de julho de 2010

Komorowski lidera apuração na Polônia

Depois de levar um susto no meio da apuração, o presidente interino Bronislaw Komorowski deve ser confirmado nas próximas horas como presidente eleito da Polônia.

As pesquisas de boca de urna deram uma boa vantagem ao liberal Komorowski sobre o ex-primeiro-ministro conservador Jaroslav Kaczinski, irmão do presidente Lech Kaczinski, morto num acidente de avião há três meses. Ele teria 53% dos votos do segundo turno, realizado neste domingo.

Horas depois do início da apuração, inesperadamente, Kaczinski tomou a frente. Mas Komorowski, candidato do governo liberal do primeiro-ministro Donald Tusk, reassumiu a liderança.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Oposição liberal ganha eleições na Polônia

Sob a liderança do liberal Donald Tusk, com 43,7% dos votos, a Plataforma Cidadã derrotou o partido Lei e Justiça, que teve 30,4%, derrubando o governo do primeiro-ministro conservador Jaroslaw Kaczynski, enquanto a Democracia de Esquerda, do ex-presidente Alexander Kwasnievski, ficou com 13,3%.

Tusk prometeu retirar as tropas polonesas do Iraque em 2008.

O governo Kaczinski era adversário da União Européia. Sua derrota deve estar sendo festejada em Bruxelas.