Mostrando postagens com marcador Haqqani. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Haqqani. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Talebã nomeiam novo líder e dois subcomandantes

Depois de confirmar a morte do mulá Akhtar Mansur, a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) do Afeganistão anunciou hoje Maulavi Haibatullah Akhunzada como novo líder, noticiou a agência Reuters.

Foram nomeados subcomandantes o comandante da rede Haqqani, Sirajuddin Haqqani, e o mulá Mohamed Yacub, filho do fundador dos Talebã, o mulá Mohamed Omar.

A morte de Mansur, num ataque de drones dos Estados Unidos em 21 de maio foi um duro golpe na milícia dos Talebã. Ela governou o Afeganistão de 1996 até uma invasão americana, em outubro de 2001, para punir a rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentados de 11 de setembro, que tinha sua bases no país, sob a proteção do emirado fundamentalista muçulmano.

A Guerra do Afeganistão é a mais longa da história dos EUA. Ao matar o líder da milícia, os americanos enterram a possibilidade de negociações. A morte dos líderes não costuma significar o fim dos grupos terroristas. Outros logo ocupam seu lugar.

Nos EUA, há uma pressão sobre o presidente Barack Obama para intensificar os bombardeios aéreos aos talebã na expectativa de continuar golpeando o grupo abalado pela morte do líder para enfraquecer os rebeles, que aproveitam o verão para fazer sua guerra de guerrilha.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Talebã admitem morte do mulá Omar e elegem novo líder

A milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes) do Afeganistão reconheceu a morte de seu fundador, o mulá Mohamed Omar, noticiou ontem a televisão árabe Al Jazira, do Catar, citando fontes não identificadas do grupo. Numa reunião do conselho dirigente, os talebã elegeram o mulá Akhtar Mansur como novo líder.

Sirajuddin Haqqani, ex-comandante da Rede Haqqani, ligada ao serviço secreto militar do Paquistão, foi eleito vice-líder dos Talebã, informou a agência de notícias afegã Pajhwok.

Omar morreu em abril de 2013 no Paquistão, supostamente de tuberculose, revelou três dias atrás a TV britânica BBC. O governo afegão confirmou. Raramente visto em público mesmo quando governava o Afeganistão, de 1996 a 2001, Omar era considerado inflexível.

Com a retirada do grosso das forças internacionais lideradas pelos Estados Unidos, o novo governo afegão tenta negociar a paz com os Talebã, que agora também enfrentam a tentativa do Estado Islâmico do Iraque e do Levante de se infiltrar no Afeganistão. A mudança de líder pode mudar a negociação.

"O governo do Afeganistão acredita que o caminho para as negociações de paz está mais pavimentado do que nunca, e assim convoca todos os grupos de oposição armados a aproveitar a oportunidade e aderir ao processo de paz", declarou em nota o palácio presidencial em Cabul.

Hoje deveria começar a segunda rodada do diálogo entre o governo e os Talebã, mas o Ministério do Exterior do Paquistão adiou o encontro e os rebeldes disseram não saber de nada.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

EUA declaram rede Haqqani organização terrorista

Em relatório enviado hoje ao Congresso com a assinatura da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, os Estados Unidos passam a incluir a rede terrorista Haqqani, responsável por alguns dos ataques mais mortíferos contra as forças internacionais no Afeganistão, na lista de organizações consideradas terroristas.

Ao declarar que a rede Haqqani é terrorista, os EUA esperam sufocar as fontes de financiamento do grupo em países como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos e pressionar o Paquistão a lançar  uma ofensiva contra ele.

"Esta é uma questão dos EUA", reagiu em nota a embaixadora paquistanesa nos EUA, Sherry Rehman, citada pelo jornal The New York Times. "Não é um problema nosso. Os Haqqanis não são cidadãos paquistaneses". Ela também rejeitou qualquer cumplicidade do Paquistão com "terroristas e quem quer que desafie as leis do nosso país".

A rede Haqqani é um dos grupos armados apoiados ou ao menos tolerados pelas Forças Armadas do Paquistão, que mandam no país desde sua independência. Por causa do conflito histórico com a Índia, o  Exército paquistanês concentra suas forças na fronteira oriental e usa extremistas muçulmanos para defender seus interesses na Guerra do Afeganistão.

Como o presidente Barack Obama marcou a saída das forças americanas de combate em 2013 e a retirada total em 2014, o Paquistão se prepara para um futuro incerto na sua fronteira oeste.

"A rede Haqqani é um braço armado do serviço secreto militar do Paquistão no Afeganistão", admite o ex-capitão da seleção paquistanesa de críquete, Imran Khan, hoje convertido num político de fortes ligações com os militares. "Como eles sabem que os americanos vão sair de lá mais cedo ou mais tarde, eles querem alguém que defenda seus interesses no Afeganistão".

Entre esses interesses, aparentemente, está uma aliança com a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes), que desde sua origem tem o apoio do serviço secreto militar paquistanesa.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Ataque a hotel no Afeganistão deixa 26 mortos

Depois de 12 horas, as forças de segurança do Afeganistão conseguiram repelir um ataque terrorista de um grupo aliado à milícia fundamentalista dos Talebã contra um hotel de luxo dos arredores de Cabul, a capital do país, com metralhadoras, granadas de foguete e tomada de reféns.

Pelo menos 26 pessoas morreram, os sete rebeldes, 15 civis, três guardas de segurança do hotel e um civil. O comando militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Guerra do Afeganistão atribuiu o ataque à rede Haqqani, ligada aos serviços secretos das Forças Armadas do Paquistão.

O ex-capitão da seleção paquistanesa de críquete convertido em líder político, Imran Khan, já disse que a rede Haqqani é um dos instrumentos do Exército do Paquistão para manter sua influência no vizinho Afeganistão depois que os Estados Unidos e seus aliados se retirarem, no fim de 2014.

domingo, 2 de outubro de 2011

OTAN prende um dos líderes do grupo Haqqani

Um dos principais líderes do clã Haqqani, que os Estados Unidos consideram hoje uma das principais ameaças à estabilidade do Afeganistão, foi preso há cinco dias pelas forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar da América do Norte com a Europa, informa o jornal The New York Times.

Haji Mali Khan é um dos veteranos do clã e tio de dois de seus líderes, no distrito de Jani Khel, na província de Paktia, no Leste do Afeganistão.

A chamada rede Haqqani, apoiada pelo serviço secreto militar paquistanês, foi acusada por ataques recentes contra o quartel-general da OTAN e a embaixada dos EUA em Cabul.

Esses ataques deterioraram ainda mais as relações EUA-Paquistão, abaladas desde que comandos americanos invadiram o país do Sul da Ásia para matar Ossama ben Laden, em 2 de maio de 2011.