A milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes) do Afeganistão reconheceu a morte de seu fundador, o mulá Mohamed Omar, noticiou ontem a televisão árabe Al Jazira, do Catar, citando fontes não identificadas do grupo. Numa reunião do conselho dirigente, os talebã elegeram o mulá Akhtar Mansur como novo líder.
Sirajuddin Haqqani, ex-comandante da Rede Haqqani, ligada ao serviço secreto militar do Paquistão, foi eleito vice-líder dos Talebã, informou a agência de notícias afegã Pajhwok.
Omar morreu em abril de 2013 no Paquistão, supostamente de tuberculose, revelou três dias atrás a TV britânica BBC. O governo afegão confirmou. Raramente visto em público mesmo quando governava o Afeganistão, de 1996 a 2001, Omar era considerado inflexível.
Com a retirada do grosso das forças internacionais lideradas pelos Estados Unidos, o novo governo afegão tenta negociar a paz com os Talebã, que agora também enfrentam a tentativa do Estado Islâmico do Iraque e do Levante de se infiltrar no Afeganistão. A mudança de líder pode mudar a negociação.
"O governo do Afeganistão acredita que o caminho para as negociações de paz está mais pavimentado do que nunca, e assim convoca todos os grupos de oposição armados a aproveitar a oportunidade e aderir ao processo de paz", declarou em nota o palácio presidencial em Cabul.
Hoje deveria começar a segunda rodada do diálogo entre o governo e os Talebã, mas o Ministério do Exterior do Paquistão adiou o encontro e os rebeldes disseram não saber de nada.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 31 de julho de 2015
sábado, 29 de setembro de 2007
Presidente afegão quer negociar com Talebã
Apesar de um atentado suicida que matou 27 soldados do Exército do Afeganistão, o presidente Hamid Karzai declarou hoje estar disposto a negociar com a milícia dos Talebã (Estudantes), que dominou o Afeganistão de 1996 até a intervenção militar americana, em 2001, para vingar os atentados de 11 de setembro.
Karzai quer não apenas se reunir com o mulá Mohamed Omar, líder máximo dos Talebã. Oferece um cargo de vice-ministro para atrair os rebeldes para o governo.
"Se um grupo de talebã ou um certo número de talebã vier a mim e me disser: 'Presidente, nos queremos um departamento neste ou naquele departamento, ou queremos um posto de vice-ministro, para acabar com a luta armado', se me fizer tal reivindicação ou pedido, aceitarei, porque quero o fim dos conflitos e combates no Afeganistão", afirmou Karzai. "Eu lhes daria um cargo."
Karzai quer não apenas se reunir com o mulá Mohamed Omar, líder máximo dos Talebã. Oferece um cargo de vice-ministro para atrair os rebeldes para o governo.
"Se um grupo de talebã ou um certo número de talebã vier a mim e me disser: 'Presidente, nos queremos um departamento neste ou naquele departamento, ou queremos um posto de vice-ministro, para acabar com a luta armado', se me fizer tal reivindicação ou pedido, aceitarei, porque quero o fim dos conflitos e combates no Afeganistão", afirmou Karzai. "Eu lhes daria um cargo."
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