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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Talebã admitem morte do mulá Omar e elegem novo líder

A milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes) do Afeganistão reconheceu a morte de seu fundador, o mulá Mohamed Omar, noticiou ontem a televisão árabe Al Jazira, do Catar, citando fontes não identificadas do grupo. Numa reunião do conselho dirigente, os talebã elegeram o mulá Akhtar Mansur como novo líder.

Sirajuddin Haqqani, ex-comandante da Rede Haqqani, ligada ao serviço secreto militar do Paquistão, foi eleito vice-líder dos Talebã, informou a agência de notícias afegã Pajhwok.

Omar morreu em abril de 2013 no Paquistão, supostamente de tuberculose, revelou três dias atrás a TV britânica BBC. O governo afegão confirmou. Raramente visto em público mesmo quando governava o Afeganistão, de 1996 a 2001, Omar era considerado inflexível.

Com a retirada do grosso das forças internacionais lideradas pelos Estados Unidos, o novo governo afegão tenta negociar a paz com os Talebã, que agora também enfrentam a tentativa do Estado Islâmico do Iraque e do Levante de se infiltrar no Afeganistão. A mudança de líder pode mudar a negociação.

"O governo do Afeganistão acredita que o caminho para as negociações de paz está mais pavimentado do que nunca, e assim convoca todos os grupos de oposição armados a aproveitar a oportunidade e aderir ao processo de paz", declarou em nota o palácio presidencial em Cabul.

Hoje deveria começar a segunda rodada do diálogo entre o governo e os Talebã, mas o Ministério do Exterior do Paquistão adiou o encontro e os rebeldes disseram não saber de nada.

sábado, 29 de setembro de 2007

Presidente afegão quer negociar com Talebã

Apesar de um atentado suicida que matou 27 soldados do Exército do Afeganistão, o presidente Hamid Karzai declarou hoje estar disposto a negociar com a milícia dos Talebã (Estudantes), que dominou o Afeganistão de 1996 até a intervenção militar americana, em 2001, para vingar os atentados de 11 de setembro.

Karzai quer não apenas se reunir com o mulá Mohamed Omar, líder máximo dos Talebã. Oferece um cargo de vice-ministro para atrair os rebeldes para o governo.

"Se um grupo de talebã ou um certo número de talebã vier a mim e me disser: 'Presidente, nos queremos um departamento neste ou naquele departamento, ou queremos um posto de vice-ministro, para acabar com a luta armado', se me fizer tal reivindicação ou pedido, aceitarei, porque quero o fim dos conflitos e combates no Afeganistão", afirmou Karzai. "Eu lhes daria um cargo."