Depois de confirmar a morte do mulá Akhtar Mansur, a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) do Afeganistão anunciou hoje Maulavi Haibatullah Akhunzada como novo líder, noticiou a agência Reuters.
Foram nomeados subcomandantes o comandante da rede Haqqani, Sirajuddin Haqqani, e o mulá Mohamed Yacub, filho do fundador dos Talebã, o mulá Mohamed Omar.
A morte de Mansur, num ataque de drones dos Estados Unidos em 21 de maio foi um duro golpe na milícia dos Talebã. Ela governou o Afeganistão de 1996 até uma invasão americana, em outubro de 2001, para punir a rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentados de 11 de setembro, que tinha sua bases no país, sob a proteção do emirado fundamentalista muçulmano.
A Guerra do Afeganistão é a mais longa da história dos EUA. Ao matar o líder da milícia, os americanos enterram a possibilidade de negociações. A morte dos líderes não costuma significar o fim dos grupos terroristas. Outros logo ocupam seu lugar.
Nos EUA, há uma pressão sobre o presidente Barack Obama para intensificar os bombardeios aéreos aos talebã na expectativa de continuar golpeando o grupo abalado pela morte do líder para enfraquecer os rebeles, que aproveitam o verão para fazer sua guerra de guerrilha.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 25 de maio de 2016
domingo, 17 de janeiro de 2016
Atentado terrorista suicida mata 13 pessoas em Jalalabade
Um homem-bomba matou pelo menos 13 pessoas ao se autodetonar hoje durante uma reunião de líderes tribais na casa de um político em Jalalabade, no Afeganistão, informou a televisão pública britânica BBC.
O ataque aconteceu às vésperas do início de uma segunda rodada de conversas para tentar retomar negociações de paz com a milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes). Obaiduallah Chinwari, aliado do presidente Achraf Ghani, festejava a libertação de dois irmãos que estavam em poder dos rebeldes.
Jalalabade é a capital da provincia de Nangarhar, onde há dois distritos sob controle do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que tenta se infiltrar no Afeganistão em sua competição com a rede terrorista Al Caeda pela liderança do movimento jihadista internacional.
Na semana passada, representantes do Afeganistão, da China, dos Estados Unidos e do Paquistão se reuniram para tentar organizar negociações de paz entre o governo Achraf Ghani e os talebã.
O novo líder da milícia, o mulá Akhtar Mansur, tinha iniciado os contatos com o governo, mas a revelação de que o fundador dos Talebã, o mulá Mohamed Omar, tinha morrido há dois anos quando sua morte foi revelada deflagrou uma disputa interna pelo poder e aumentou a agressividade dos ataques dos rebeldes.
Em setembro de 2015, os Talebã chegaram a tomar a cidade de Kunduz, numa de suas ações mais ousadas desde a invasão americana de 2001 para vingar os atentados de 11 de setembro daquele ano contra os EUA. A Guerra do Afeganistão já é a mais longa da história dos EUA.
O ataque aconteceu às vésperas do início de uma segunda rodada de conversas para tentar retomar negociações de paz com a milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes). Obaiduallah Chinwari, aliado do presidente Achraf Ghani, festejava a libertação de dois irmãos que estavam em poder dos rebeldes.
Jalalabade é a capital da provincia de Nangarhar, onde há dois distritos sob controle do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que tenta se infiltrar no Afeganistão em sua competição com a rede terrorista Al Caeda pela liderança do movimento jihadista internacional.
Na semana passada, representantes do Afeganistão, da China, dos Estados Unidos e do Paquistão se reuniram para tentar organizar negociações de paz entre o governo Achraf Ghani e os talebã.
O novo líder da milícia, o mulá Akhtar Mansur, tinha iniciado os contatos com o governo, mas a revelação de que o fundador dos Talebã, o mulá Mohamed Omar, tinha morrido há dois anos quando sua morte foi revelada deflagrou uma disputa interna pelo poder e aumentou a agressividade dos ataques dos rebeldes.
Em setembro de 2015, os Talebã chegaram a tomar a cidade de Kunduz, numa de suas ações mais ousadas desde a invasão americana de 2001 para vingar os atentados de 11 de setembro daquele ano contra os EUA. A Guerra do Afeganistão já é a mais longa da história dos EUA.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Atentado suicida mata seis soldados da OTAN no Afeganistão
Um atentado terrorista suicida da milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes) perto da base militar de Bagram matou seis soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e deixou três feridos, noticiou hoje a rede de televisão americana NBC.
O alvo do terrorista era uma patrulha conjunta da OTAN e do Exército afegão numa vila próxima à base aérea.
Na província de Helmande, no Sul do Afeganistão, os Talebã tomaram o distrito estratégico de Sangin e cercaram a chefiatura da polícia, onde cerca de 170 policiais ficaram isolados. O governador advertiu que toda a província está prestes a cair em poder dos rebeldes islamitas.
Apesar da luta interna depois da notícia da morte do mulá Mohamed Omar, fundador e líder da milícia, os Talebã dominam hoje uma fração maior do território afegão do que em qualquer momento desde que seu governo foi derrubado, em outubro de 2001, por uma invasão dos Estados Unidos para punir a rede terrorista Al Caeda e o regime que a acobertava pelos atentados de 11 de setembro.
A Guerra do Afeganistão já é a mais longa da história dos EUA. Mais de 2,3 mil soldados e mais de 1,1 civis foram mortos. Dois terços das mortes ocorreram depois que o presidente Barack Obama dobrou a número de soldados americanos no país, em 2009.
O alvo do terrorista era uma patrulha conjunta da OTAN e do Exército afegão numa vila próxima à base aérea.
Na província de Helmande, no Sul do Afeganistão, os Talebã tomaram o distrito estratégico de Sangin e cercaram a chefiatura da polícia, onde cerca de 170 policiais ficaram isolados. O governador advertiu que toda a província está prestes a cair em poder dos rebeldes islamitas.
Apesar da luta interna depois da notícia da morte do mulá Mohamed Omar, fundador e líder da milícia, os Talebã dominam hoje uma fração maior do território afegão do que em qualquer momento desde que seu governo foi derrubado, em outubro de 2001, por uma invasão dos Estados Unidos para punir a rede terrorista Al Caeda e o regime que a acobertava pelos atentados de 11 de setembro.
A Guerra do Afeganistão já é a mais longa da história dos EUA. Mais de 2,3 mil soldados e mais de 1,1 civis foram mortos. Dois terços das mortes ocorreram depois que o presidente Barack Obama dobrou a número de soldados americanos no país, em 2009.
domingo, 27 de setembro de 2015
Estado Islâmico lança ataque coordenado no Leste do Afeganistão
O braço afegão da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante fez hoje uma série de ataques coordenados contra pelo menos oito postos de polícia do distrito de Achin, na província de Nangarhar, no Leste do Afeganistão, noticiou a Agência France Presse (AFP).
A ação acontece um dia depois que as Nações Unidas advertiram que o Estado Islâmico se infiltrou em 25 das 34 províncias do Afeganistão. É um desafio à milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes), que governou o país de 1996 a 2001 e foi derrubada pela invasão dos Estados Unidos para vingar os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.
Desde o anúncio da morte do mulá Mohamed Omar, fundador e líder histórico dos Talebã, a milícia estaria dividida entre grupos que querem e não querem negociar a paz com o governo central afegão. O Estado Islâmico considera uma traição qualquer negociação com grupos secularistas que não aceitem sua versão extremista do islamismo.
A ação acontece um dia depois que as Nações Unidas advertiram que o Estado Islâmico se infiltrou em 25 das 34 províncias do Afeganistão. É um desafio à milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes), que governou o país de 1996 a 2001 e foi derrubada pela invasão dos Estados Unidos para vingar os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.
Desde o anúncio da morte do mulá Mohamed Omar, fundador e líder histórico dos Talebã, a milícia estaria dividida entre grupos que querem e não querem negociar a paz com o governo central afegão. O Estado Islâmico considera uma traição qualquer negociação com grupos secularistas que não aceitem sua versão extremista do islamismo.
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quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Líder máximo d'al Caeda apoia novo líder dos Talebã
O líder supremo da rede terrorista Al Caeda, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, prometeu apoio ao novo líder da milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) do Afeganistão, mulá Akhter Mohammad Mansur, em mensagem de áudio e texto publicada na Internet em 1º de agosto de 2015.
A morte do fundador da Milícia dos Talebã, mulá Mohamed Omar, tinha sido confirmada três dias antes e havia rumores de que Zawahiri também estaria morto.
O anúncio da morte de Omar e os comentários de que a mudança de líder poderia facilitar as negociações dos rebeldes com o governo afegão acirraram as divisões entre as diferentes facções dos Talebã.
A morte do fundador da Milícia dos Talebã, mulá Mohamed Omar, tinha sido confirmada três dias antes e havia rumores de que Zawahiri também estaria morto.
O anúncio da morte de Omar e os comentários de que a mudança de líder poderia facilitar as negociações dos rebeldes com o governo afegão acirraram as divisões entre as diferentes facções dos Talebã.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Afeganistão anuncia morte do líder dos Talebã
O mulá Mohamed Omar, líder da milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes), que governou o Afeganistão de 1996 a 2001, morreu em abril de 2013 no Paquistão, declarou hoje um porta-voz do governo afegão.
A Milícia dos Talebã tomou o poder em 1996, quatro anos depois da execução de Mohamed Najibullah, o último ditador instalado pela União Soviética na invasão que durou de 1979 a 1989, em meio a um clima de caos violência e anarquia.
Sem reconhecimento internacional, a não ser da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Paquistão, os Talebã, apoiados pelo serviço secreto militar paquistanês, contaram inicialmente com o beneplácito dos Estados Unidos, que chegaram a dar ajuda para o combate às plantações de papoula e à produção de opiáceos no Afeganistão.
Ao mesmo tempo, os Talebã abrigavam a rede terrorista Al Caeda, formada pelos voluntários árabes que foram para o país lutar contra a invasão soviética, sob a liderança de Ossama ben Laden. Depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, os EUA intervieram no país à frente de uma força internacional, a partir de 7 de outubro daquele ano.
Quatorze anos depois, a Guerra do Afeganistão já é a mais longa da história dos EUA, que retiraram o grosso das tropas, deixando um contingente de 9,8 mil, mais do que previsto, para evitar um recrudescimento do terrorismo, como acontece no Iraque com a ofensiva do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Uma das medidas para viabilizar a retirada americana é uma negociação de paz entre o governo afegão e a milícia. O mulá Omar sempre foi contra. Em princípio, as chances de um acordo aumentam com sua morte, mas os governos ocidentais ainda mantêm a cautela.
A Milícia dos Talebã tomou o poder em 1996, quatro anos depois da execução de Mohamed Najibullah, o último ditador instalado pela União Soviética na invasão que durou de 1979 a 1989, em meio a um clima de caos violência e anarquia.
Sem reconhecimento internacional, a não ser da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Paquistão, os Talebã, apoiados pelo serviço secreto militar paquistanês, contaram inicialmente com o beneplácito dos Estados Unidos, que chegaram a dar ajuda para o combate às plantações de papoula e à produção de opiáceos no Afeganistão.
Ao mesmo tempo, os Talebã abrigavam a rede terrorista Al Caeda, formada pelos voluntários árabes que foram para o país lutar contra a invasão soviética, sob a liderança de Ossama ben Laden. Depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, os EUA intervieram no país à frente de uma força internacional, a partir de 7 de outubro daquele ano.
Quatorze anos depois, a Guerra do Afeganistão já é a mais longa da história dos EUA, que retiraram o grosso das tropas, deixando um contingente de 9,8 mil, mais do que previsto, para evitar um recrudescimento do terrorismo, como acontece no Iraque com a ofensiva do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Uma das medidas para viabilizar a retirada americana é uma negociação de paz entre o governo afegão e a milícia. O mulá Omar sempre foi contra. Em princípio, as chances de um acordo aumentam com sua morte, mas os governos ocidentais ainda mantêm a cautela.
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