As retroescavadeiras de Israel demoliram hoje um armazém no setor árabe de Jerusalém. A prefeitura da cidade alegou que o dono não tinha autorização.
Em outro local, 50 judeus americanos que foram incentivar a compra de casas nos territórios árabes ocupados participaram do lançamento da pedra fundamental de mais 900 unidades habitacionais no Leste de Jerusalém, ocupado na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
O governo palestino protestou, questionando as declarações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de que está pronto para negociar a paz.
Em visita oficial, o ministro do Exterior francês, Bernard Kouchner. repudiou as construções e declarou que Israel parece não ter interesse no processo de paz.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Dívida pública dos EUA passa de US$ 12 trilhões
A dívida pública federal dos Estados Unidos passou de US$ 12 trilhões no dia 16 de novembro de 2009. São mais de R$ 20 trilhões, cerca de 80% do produto interno bruto, a soma de tudo o que o país produz num ano menos as exportações. O déficit orçamentário acaba de bater o recorde mensal em outubro, quando chegou a US$ 178 bilhões.
Outra notícia ruim para a recuperação da maior economia do mundo veio do setor habitacional. O início da construção de casas diminui 10,6%, a maior queda em dez meses, projetando a construção de 529 mil casas em um ano, o ritmo mais fraco em seis meses. A expectativa do mercado era de 600 mil casas.
Outra notícia ruim para a recuperação da maior economia do mundo veio do setor habitacional. O início da construção de casas diminui 10,6%, a maior queda em dez meses, projetando a construção de 529 mil casas em um ano, o ritmo mais fraco em seis meses. A expectativa do mercado era de 600 mil casas.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Israel autoriza construções ilegais em Jerusalém
Em mais um desafio à sociedade internacional e à paz no Oriente Médio, o governo linha dura do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu autorizou a construção de mais 900 unidades habitacionais no setor oriental (árabe) de Jerusalém, um dos territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
A medida sabota os esforços de paz do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Há poucos dias, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, anunciou que não pretende concorrer à reeleição no próximo ano porque não tem qualquer apoio de Israel e dos EUA para reiniciar as negociações com Israel.
Abbas exige agora o fim da colonização dos territórios ocupados como precondição para negociar. O atual governo israelense não admite nem congelar as colônias e quer transformar a ocupação de Jerusalém em fato consumado, expulsando árabes e convidando os israelenses a construir e comprar casas no setor árabe.
O direito internacional proíbe a colonização de territórios ocupados militarmente. Israel anexou a metade árabe de Jerusalém, que pertencia à Jordânia até 1967, mas isso não é reconhecido internacionalmente.
A direita israelense insiste em que "Jerusalém é a indivisível capital de Israel". Os palestinos querem que sua parte na cidade histórica seja a capital do sonhado estado nacional independente prometido desde que as Nações Unidas aprovaram a partilha da Palestina, em 1947, para que fosse criado o Estado de Israel, em 1948.
Há quatro questões centrais a serem resolvidas nas negociações da paz entre israelenses e palestinos:
• a criação do estado nacional palestino e suas fronteiras;
• o direito de retorno dos palestinos expulsos de suas casas desde a criação de Israel;
• o destino das colônias israelenses na Cisjordânia ocupada; e
• a situação de Jerusalém.
Ao inviabilizar um acordo em duas questões centrais, o governo Netanyahu revela não ter intenção de negociar seriamente nem de aceitar a criação de um país para o povo palestino. Mina o processo de paz.
A medida sabota os esforços de paz do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Há poucos dias, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, anunciou que não pretende concorrer à reeleição no próximo ano porque não tem qualquer apoio de Israel e dos EUA para reiniciar as negociações com Israel.
Abbas exige agora o fim da colonização dos territórios ocupados como precondição para negociar. O atual governo israelense não admite nem congelar as colônias e quer transformar a ocupação de Jerusalém em fato consumado, expulsando árabes e convidando os israelenses a construir e comprar casas no setor árabe.
O direito internacional proíbe a colonização de territórios ocupados militarmente. Israel anexou a metade árabe de Jerusalém, que pertencia à Jordânia até 1967, mas isso não é reconhecido internacionalmente.
A direita israelense insiste em que "Jerusalém é a indivisível capital de Israel". Os palestinos querem que sua parte na cidade histórica seja a capital do sonhado estado nacional independente prometido desde que as Nações Unidas aprovaram a partilha da Palestina, em 1947, para que fosse criado o Estado de Israel, em 1948.
Há quatro questões centrais a serem resolvidas nas negociações da paz entre israelenses e palestinos:
• a criação do estado nacional palestino e suas fronteiras;
• o direito de retorno dos palestinos expulsos de suas casas desde a criação de Israel;
• o destino das colônias israelenses na Cisjordânia ocupada; e
• a situação de Jerusalém.
Ao inviabilizar um acordo em duas questões centrais, o governo Netanyahu revela não ter intenção de negociar seriamente nem de aceitar a criação de um país para o povo palestino. Mina o processo de paz.
Congresso só vota volta de Zelaya após eleições
O Congresso de Honduras marcou hoje a votação para decidir se o presidente José Manuel Zelaya, deposto em 28 de junho, volta ao cargo para 2 de dezembro. A decisão fica, portanto, para depois das eleições de 29 de dezembro.
Zelaya acusou os Estados Unidos, que consideram as eleições como a melhor saída para a crise, de encobrir o golpe.
Zelaya acusou os Estados Unidos, que consideram as eleições como a melhor saída para a crise, de encobrir o golpe.
García atribui espionagem a setores pinochetistas
O Peru promete mostrar ao Chile todas as provas de uma suposta espionagem cometida por um suboficial da Força Aérea Peruana. Víctor Ariza, ex-adido aeronáutico na embaixada peruana em Santiago, foi detido há 18 dias sob a acusação de vender segredos militares ao Chile.
Em pronunciamento feito ontem à noite, o presidente peruano, Alan García, atribuiu a espionagem chilena ao “medo da grandeza do Peru” porque “o Peru está se desenvolvendo e crescendo”. Ele não acusou o governo democrático do Chile mas “setores que querem manter as práticas da ditadura do general Pinochet”.
Ontem, o ministro das Relações Exteriores do Chile, Mariano Fernández, negou qualquer participaçăo de seu país na espionagem.
Em pronunciamento feito ontem à noite, o presidente peruano, Alan García, atribuiu a espionagem chilena ao “medo da grandeza do Peru” porque “o Peru está se desenvolvendo e crescendo”. Ele não acusou o governo democrático do Chile mas “setores que querem manter as práticas da ditadura do general Pinochet”.
Ontem, o ministro das Relações Exteriores do Chile, Mariano Fernández, negou qualquer participaçăo de seu país na espionagem.
UE rejeita independência unilateral palestina
O Conselho de Ministros da União Europeia rejeitou hoje uma proposta de declaração unilitaral de independência da Palestina que o grupo ligado ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, pretende fazer nas Nações Unidas, diante da estagnação do processo de paz com Israel.
Para os chanceleres da UE, a medida seria contraproducente. O governo israelense do primeiro-ministro linha dura Benjamin Netanyahu, advertiu que tal declaração representaria a ruptura dos acordos de paz assinados a partir de 1993.
Para os chanceleres da UE, a medida seria contraproducente. O governo israelense do primeiro-ministro linha dura Benjamin Netanyahu, advertiu que tal declaração representaria a ruptura dos acordos de paz assinados a partir de 1993.
EUA agradecem à locomitiva chinesa
No fim da reunião de trabalho com o presidente Hu Jintao agora há pouco em Beijim, o presidente Barack Obama agradeceu à China por ajudar a tirar o resto do mundo da pior recessão de sua geração.
Dentro da proposta americana de uma economia mundial mais equilibrada, em que os asiáticos poupem menos e consumam mais, Obama falou "num mundo os os americanos gastem menos e poupem mais, e os chineses gastem mais. Isso vai aumentar as exportações e gerar empregos nos EUA e melhorar o bem estar dos chineses".
Os dois países declararam que a abertura econômica leva à prosperidade. "A China se comprometeu a adotar um regime cambial mais orientado pelo mercado", disse Obama.
Esta é uma das principais reivindicações dos americanos, que a China deixe sua moeda flutuar para refletir o saldo de sua balança comercial, de serviços e de conta corrente.
"Também fizemos progresso na mudança do clima", declarou Obama. "Como maiores produtores e consumidores, não vai haver acordo sem a China e os EUA. Acertamos uma série de novas iniciativas nesta área. Criamos um centro para eficiência energética, carvão limpo, o desenvolvimento de energias alternativas."
Obama prometeu "trabalhar pelo sucesso de Copenhague, por um acordo que cubra todos os itens da negociação e tenha efeito imediato, não um meio acordo. Esse tipo de acordo será um passo importante.
Todos teremos de tomar medidas para mitigar as emissões."
Na questão atômica, "os EUA e a China vão trabalhar juntos para evitar a proliferação de armas nucleares. Concordamos na necessidade de reiniciar as negociações hexapartites com a Coréia do Norte. É uma oportunidade para a Coreia do Norte se aproximar da comunidade internacional, renunciando às armas nucleares."
Da mesma forma, prosseguiu Obama, "o Irã deve mostrar à comunidade internacional que seu programa nuclear é pacífico. O Irã teve a chance de provar seus fins pacíficos. Caso contrário, haverá consequencias", advertiu.
Como um presidente do Partido Democrata, Obama não poderia deixar de tocar na questão dos direitos humanos, desrespeitados na China, que tecnicamente é uma ditadura militar do Partido Comunista e seu braço armado, o Exército Popular de Libertação. Mas foi bastante moderado: "Acreditamos que esses direitos não são só americanos, são direitos universais, e os dois países concordaram em levar adiante esta discussão.
Depois de reafirmar o respeito à soberania e à integridade territorial da China, e o firme compromisso com a política de que só há uma única China, o presidente americano disse que gostaria de ver o regime comunista chinês dialogando com o Dalai Lama, líder político e espiritual do Tibete, ocupado em 1951 e anexado à China em 1959, quando o Dalai Lama fugiu para a Índia.
Por fim, Obama quis dizer que os EUA aceitam a irresistível ascensão da China. Já tinha dito no Japão que "os EUA não pretendem contar a China", como fizeram com a União Soviética durante a Guerra Fria, mesmo porque é impossível conter um país com mais de 1 trilhão de habitantes: "O sucesso de um país não implica o fracasso de outros. Os EUA admiram a ascensão da China. Com a cooperação, seremos mais prósperos e seguros, nossas relações serão baseadas no engajamento e no respeito mútuo."
Dentro da proposta americana de uma economia mundial mais equilibrada, em que os asiáticos poupem menos e consumam mais, Obama falou "num mundo os os americanos gastem menos e poupem mais, e os chineses gastem mais. Isso vai aumentar as exportações e gerar empregos nos EUA e melhorar o bem estar dos chineses".
Os dois países declararam que a abertura econômica leva à prosperidade. "A China se comprometeu a adotar um regime cambial mais orientado pelo mercado", disse Obama.
Esta é uma das principais reivindicações dos americanos, que a China deixe sua moeda flutuar para refletir o saldo de sua balança comercial, de serviços e de conta corrente.
"Também fizemos progresso na mudança do clima", declarou Obama. "Como maiores produtores e consumidores, não vai haver acordo sem a China e os EUA. Acertamos uma série de novas iniciativas nesta área. Criamos um centro para eficiência energética, carvão limpo, o desenvolvimento de energias alternativas."
Obama prometeu "trabalhar pelo sucesso de Copenhague, por um acordo que cubra todos os itens da negociação e tenha efeito imediato, não um meio acordo. Esse tipo de acordo será um passo importante.
Todos teremos de tomar medidas para mitigar as emissões."
Na questão atômica, "os EUA e a China vão trabalhar juntos para evitar a proliferação de armas nucleares. Concordamos na necessidade de reiniciar as negociações hexapartites com a Coréia do Norte. É uma oportunidade para a Coreia do Norte se aproximar da comunidade internacional, renunciando às armas nucleares."
Da mesma forma, prosseguiu Obama, "o Irã deve mostrar à comunidade internacional que seu programa nuclear é pacífico. O Irã teve a chance de provar seus fins pacíficos. Caso contrário, haverá consequencias", advertiu.
Como um presidente do Partido Democrata, Obama não poderia deixar de tocar na questão dos direitos humanos, desrespeitados na China, que tecnicamente é uma ditadura militar do Partido Comunista e seu braço armado, o Exército Popular de Libertação. Mas foi bastante moderado: "Acreditamos que esses direitos não são só americanos, são direitos universais, e os dois países concordaram em levar adiante esta discussão.
Depois de reafirmar o respeito à soberania e à integridade territorial da China, e o firme compromisso com a política de que só há uma única China, o presidente americano disse que gostaria de ver o regime comunista chinês dialogando com o Dalai Lama, líder político e espiritual do Tibete, ocupado em 1951 e anexado à China em 1959, quando o Dalai Lama fugiu para a Índia.
Por fim, Obama quis dizer que os EUA aceitam a irresistível ascensão da China. Já tinha dito no Japão que "os EUA não pretendem contar a China", como fizeram com a União Soviética durante a Guerra Fria, mesmo porque é impossível conter um país com mais de 1 trilhão de habitantes: "O sucesso de um país não implica o fracasso de outros. Os EUA admiram a ascensão da China. Com a cooperação, seremos mais prósperos e seguros, nossas relações serão baseadas no engajamento e no respeito mútuo."
Hu defende soberania chinesa e não cede
Depois de receber o presidente Barack Obama no Grande Salão do Povo, em Beijim, o presidente da China, Hu Jintao, observou agora há pouco que "as bases da recuperação da economia mundial ainda não são sólidas", numa indicação de que o governo chinês vai manter o programa de estímulo de US$ 585 bilhões, anunciado em novembro de 2008, que tirou o país da crise.
A China é a maior credora dos EUA. Tem hoje US$ 2,4 trilhões de reservas, sendo dois terços denominadas em dólares e quer a volta do consumidor americano. Mas não está disposta a aceitar a livre flutuação de sua própria moeda para refletir o sucesso do seu comércio exterior.
Diante da "diferença entre as situações que nossos países estão vivendo no momento, é preciso respeitar e acomodar os interesses, e lutar contra a protecionismo econômico", argumentou o líder chinês.
"As relações entre a China e os EUA melhoraram muito nos últimos anos", afirmou Hu. "O presidente Obama concorda com a política de que só existe uma China, e nós gostamos disso. As duas partes reafirmaram o compromisso com os princípios fundamentais da integridade territorial e da unidade nacional".
Este é o discurso tradicional do Partido Comunista da China para dizer que Taiwan e o Tibete são partes da China e ai de quem declarar independência.
Em toda visita oficial à China, reafirma-se esse princípio fundamental de que só há uma China. Não é toda a verdade.
Hu concluiu que a relação EUA-China é hoje muito importante, especialmente para a economia mundial, em que uma "responsabilidade compartilhada de sustentar um crescimento firme e saudável" da economia mundial".
A China também concordou com as propostas de desarmamento nuclear de Obama e com as tentativa de conter a proliferação nuclear na Coreia do Norte e do Irã.
A China é a maior credora dos EUA. Tem hoje US$ 2,4 trilhões de reservas, sendo dois terços denominadas em dólares e quer a volta do consumidor americano. Mas não está disposta a aceitar a livre flutuação de sua própria moeda para refletir o sucesso do seu comércio exterior.
Diante da "diferença entre as situações que nossos países estão vivendo no momento, é preciso respeitar e acomodar os interesses, e lutar contra a protecionismo econômico", argumentou o líder chinês.
"As relações entre a China e os EUA melhoraram muito nos últimos anos", afirmou Hu. "O presidente Obama concorda com a política de que só existe uma China, e nós gostamos disso. As duas partes reafirmaram o compromisso com os princípios fundamentais da integridade territorial e da unidade nacional".
Este é o discurso tradicional do Partido Comunista da China para dizer que Taiwan e o Tibete são partes da China e ai de quem declarar independência.
Em toda visita oficial à China, reafirma-se esse princípio fundamental de que só há uma China. Não é toda a verdade.
Hu concluiu que a relação EUA-China é hoje muito importante, especialmente para a economia mundial, em que uma "responsabilidade compartilhada de sustentar um crescimento firme e saudável" da economia mundial".
A China também concordou com as propostas de desarmamento nuclear de Obama e com as tentativa de conter a proliferação nuclear na Coreia do Norte e do Irã.
Obama promete amplo acordo sobre o clima
Em declarações à imprensa no fim do encontro de trabalho com o presidente Hu Jintao, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou ter prometido ao primeiro-ministro da Dinamarca que quer fechar um acordo completo, e não meio acordo, sobre a mudança do clima.
Isso significa definir um prazo para negociações posteriores sobre metas específicas de redução de emissões de gases de efeito estufa e indicar as fontes de financiamento das mudanças que serão necessárias, especialmente nos países em desenvolvimento.
A União Europeia estima que serão necessário US$ 150 bilhões por ano durante 10 anos para cortar as emissões, desenvolver energias alternativas, plantar florestas e outras medidas para neutralizar as emissões de gases carbônicos, os principais responsáveis pelo aquecimento da Terra.
Isso significa definir um prazo para negociações posteriores sobre metas específicas de redução de emissões de gases de efeito estufa e indicar as fontes de financiamento das mudanças que serão necessárias, especialmente nos países em desenvolvimento.
A União Europeia estima que serão necessário US$ 150 bilhões por ano durante 10 anos para cortar as emissões, desenvolver energias alternativas, plantar florestas e outras medidas para neutralizar as emissões de gases carbônicos, os principais responsáveis pelo aquecimento da Terra.
Obama defende valores democráticos na China
Durante debate com universitários chineses em Xangai, na segunda-feira, o presidente Barack Obama declarou que os Estados Unidos não querem impor nenhum regime político, mas apresentou os valores da democracia liberal, como eleições e liberdade de expressão, descrevendo-os como direitos universais.
Em um apelo à cooperação, o presidente americano afirmou que a solução dos grandes problemas do mundo hoje depende da colaboração entre China e EUA.
Obama aproveitou para defender o fim de censura à Internet. A transmissão via site da Casa Branca foi censurada.
O regime comunista chinês não deu ao atual presidente o privilégio dado a seus antecessores Bill Clinton e George W. Bush de se dirigir diretamente ao povo da China pela televisão.
Esse foi o evento que mais ansiedade poderia causar ao regime comunista chinês na primeira visita de Obama ao país. É um tipo de relação que os dirigentes da China não tem com seu povo.
Obama foi controlado, com uma preocupação visível de não melindrar a alta cúpula do governo e do Partido Comunista. As perguntas foram bem comportadas, nenhuma incisiva e agressiva como faria uma platéia ocidental.
A questão sobre a venda de armas americanas a Taiwan parecia ter sido feita por um porta-voz do regime chinês.
Hoje o presidente dos EUA tem o encontro de trabalho com o presidente da China, Hu Jintao, para discutir a recuperação econômica internacional, câmbio, comércio, proliferação nuclear, segurança internacional, direitos humanos e aquecimento global.
Os EUA pressionam a China a deixar o iuã flutuar livremente, o que levaria à apreciação da moeda chinesa em função do alto saldo comercial de seu país.
Desde que a crise internacional reduziu as exportações chinesas, o governo chinês voltou a colar a moeda no dólar.
Assim, enquanto o dólar caía diante de todas as moedas durante a crise, o iuã caía junto, numa jogada para manter a competitividade das exportações chinesas.
Para os americanos, a subvalorização das moedas asiáticas, especialmente da chinesa, é um dos fatores de desequilíbrio da economia internacional.
Os chineses contra-atacaram dizendo que a política monetária de juros zero da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, alimenta "investimentos especulativos" capazes de prejudicar a recuperação da economia mundial.
É uma indicação de que a China não vai ceder. Tem US$ 2,4 trilhões em moedas fortes, sendo dois terços em dólares. Isso significa que os chineses estão bancando a dívida pública do governo dos EUA. Tem interesse na manutenção do valor do dólar e na recuperação da capacidade de consumo dos americanos.
Em um apelo à cooperação, o presidente americano afirmou que a solução dos grandes problemas do mundo hoje depende da colaboração entre China e EUA.
Obama aproveitou para defender o fim de censura à Internet. A transmissão via site da Casa Branca foi censurada.
O regime comunista chinês não deu ao atual presidente o privilégio dado a seus antecessores Bill Clinton e George W. Bush de se dirigir diretamente ao povo da China pela televisão.
Esse foi o evento que mais ansiedade poderia causar ao regime comunista chinês na primeira visita de Obama ao país. É um tipo de relação que os dirigentes da China não tem com seu povo.
Obama foi controlado, com uma preocupação visível de não melindrar a alta cúpula do governo e do Partido Comunista. As perguntas foram bem comportadas, nenhuma incisiva e agressiva como faria uma platéia ocidental.
A questão sobre a venda de armas americanas a Taiwan parecia ter sido feita por um porta-voz do regime chinês.
Hoje o presidente dos EUA tem o encontro de trabalho com o presidente da China, Hu Jintao, para discutir a recuperação econômica internacional, câmbio, comércio, proliferação nuclear, segurança internacional, direitos humanos e aquecimento global.
Os EUA pressionam a China a deixar o iuã flutuar livremente, o que levaria à apreciação da moeda chinesa em função do alto saldo comercial de seu país.
Desde que a crise internacional reduziu as exportações chinesas, o governo chinês voltou a colar a moeda no dólar.
Assim, enquanto o dólar caía diante de todas as moedas durante a crise, o iuã caía junto, numa jogada para manter a competitividade das exportações chinesas.
Para os americanos, a subvalorização das moedas asiáticas, especialmente da chinesa, é um dos fatores de desequilíbrio da economia internacional.
Os chineses contra-atacaram dizendo que a política monetária de juros zero da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, alimenta "investimentos especulativos" capazes de prejudicar a recuperação da economia mundial.
É uma indicação de que a China não vai ceder. Tem US$ 2,4 trilhões em moedas fortes, sendo dois terços em dólares. Isso significa que os chineses estão bancando a dívida pública do governo dos EUA. Tem interesse na manutenção do valor do dólar e na recuperação da capacidade de consumo dos americanos.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
China supera meta de crescimento para 2009
O crescimento chinês pode chegar a 8,5% em 2010, com inflação de 2,5%, previu hoje o Centro de Informações do Estado.
Para este ano, a previsão é de 8,3%, o que supera a meta estabelecida pelo governo, de 8%. O investimento externo direto cresceu 5,7% em outubro.
Para este ano, a previsão é de 8,3%, o que supera a meta estabelecida pelo governo, de 8%. O investimento externo direto cresceu 5,7% em outubro.
Japão cresce no ritmo mais forte em dois anos
A economia do Japão, a segunda maior do mundo, surpreendeu no terceiro trimestre de 2009, crescendo a uma taxa anual de 4,8%, o ritmo mais forte em dois anos, graças ao aumento das exportações e aos incentivos ao consumo interno.
Leia mais no Financial Times. O acesso pode ser restrito a assinantes.
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Espionagem ao Peru envolve rede maior
O suboficial Víctor Ariza, um técnico de nível superior do serviço de inteligência da Força Aérea Peruana, vendeu a agentes secretos do Chile documentos sigilosos sobre compra de armamento, nomes e códigos de agentes, e fotografias de instalações militares.
"Aparentemente se trata de espionagem financiada pelo Chile", declarou no domingo, 15 de novembro de 2009, o ministro da Defesa do Peru, Rafael Rey, citado pelo jornal espanhol El País.
Ariza foi adido aeronáutico da Embaixada do Peru em Santiago do Chile em 2002. Desde 2005, estaria passando informações confidenciais aos chilenos. Ele recebia pagamentos regulares de US$ 3 mil a US$ 8 mil dólares.
Quando entrou em contato com um colega para ajudá-lo na espionagem, este o denunciou. Discretamente a FAP passou a investigar Ariza, preso há 15 dias.
Diante do peso das provas apresentadas, Ariza teria confessado. Mas ele não agiu sozinho.
A opinião pública peruana, cada vez mais indignada, quer saber a verdadeira dimensão da rede de espionagem.
"Aparentemente se trata de espionagem financiada pelo Chile", declarou no domingo, 15 de novembro de 2009, o ministro da Defesa do Peru, Rafael Rey, citado pelo jornal espanhol El País.
Ariza foi adido aeronáutico da Embaixada do Peru em Santiago do Chile em 2002. Desde 2005, estaria passando informações confidenciais aos chilenos. Ele recebia pagamentos regulares de US$ 3 mil a US$ 8 mil dólares.
Quando entrou em contato com um colega para ajudá-lo na espionagem, este o denunciou. Discretamente a FAP passou a investigar Ariza, preso há 15 dias.
Diante do peso das provas apresentadas, Ariza teria confessado. Mas ele não agiu sozinho.
A opinião pública peruana, cada vez mais indignada, quer saber a verdadeira dimensão da rede de espionagem.
China censura camisetas de ObaMao
O regime comunista da China proibiu a venda de camisetas com a imagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vestido no estilo do líder da revolução, com o boné que Mao Tsé-tung usava nos anos 50.
A popularidade de um líder como Obama certamente assusta ditaduras militares.
Obama chegou domingo a Xangai, o centro financeiro da China continental, para uma visita de três dias ao país com uma agenda carregada por câmbio, comércio, proliferação nuclear, segurança internacional, direitos humanos e mudança do clima. Na terça-feira, será recebido pelo presidente Hu Jintao.
Com a ascensão chinesa, nos últimos anos, as economias dos dois países se tornaram interdependentes.
A China é a maior compradora da dívida soberana dos EUA e exporta produtos industrialis, muitos fabricados na China por empresas americanas. Os EUA são o principal mercado das exportações chinesas.
Quando a China fala em criar uma moeda internacional para substituir o dólar, dá um tiro no seu próprio pé, porque tem mais de US$ 1 trilhão de reservas na moeda americana.
Como a balança comercial é hoje muito favorável à China, a principal reivindicação de Obama é que a China deixe o iuã flutuar livremente para que sua cotação reflita o comércio exterior e o fluxo de investimentos da China, a entrada e a saída de moedas fortes do país. Mas os EUA ficaram mais frágeis com a crise, e os chineses não sentem necessidade de fazer concessões.
A popularidade de um líder como Obama certamente assusta ditaduras militares.
Obama chegou domingo a Xangai, o centro financeiro da China continental, para uma visita de três dias ao país com uma agenda carregada por câmbio, comércio, proliferação nuclear, segurança internacional, direitos humanos e mudança do clima. Na terça-feira, será recebido pelo presidente Hu Jintao.
Com a ascensão chinesa, nos últimos anos, as economias dos dois países se tornaram interdependentes.
A China é a maior compradora da dívida soberana dos EUA e exporta produtos industrialis, muitos fabricados na China por empresas americanas. Os EUA são o principal mercado das exportações chinesas.
Quando a China fala em criar uma moeda internacional para substituir o dólar, dá um tiro no seu próprio pé, porque tem mais de US$ 1 trilhão de reservas na moeda americana.
Como a balança comercial é hoje muito favorável à China, a principal reivindicação de Obama é que a China deixe o iuã flutuar livremente para que sua cotação reflita o comércio exterior e o fluxo de investimentos da China, a entrada e a saída de moedas fortes do país. Mas os EUA ficaram mais frágeis com a crise, e os chineses não sentem necessidade de fazer concessões.
EUA e Rússia dão ultimato ao Irã
Numa reunião paralela à conferência de cúpula do fórum Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dimitri Medvedev, deram ontem um ultimado ao Irã, adverindo que o prazo para uma solução diplomática da questão nuclear iraniana está se esgotando.
Obama disse que o Irã tem duas alternativas: ou abandona o desenvolvimento de armas nucleares e aumenta sua integração à sociedade internacional ou será alvo de pressões cada vez maiores para "cumprir suas obrigações internacionais".
No Irã, o presidente Mahmoud Ahmadinejad repudiou as sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas ao regime fundamentalista iraniano.
Para o presidente do Parlamento Iraniano (Majlis), Ari Larijani, ao congelar os bens da Fundação Alavi, considerada nos EUA o braço financeiro do programa nuclear iraniano, o presidente Barack Obama mostrou que não é diferente de seus antecessores.
Obama disse que o Irã tem duas alternativas: ou abandona o desenvolvimento de armas nucleares e aumenta sua integração à sociedade internacional ou será alvo de pressões cada vez maiores para "cumprir suas obrigações internacionais".
No Irã, o presidente Mahmoud Ahmadinejad repudiou as sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas ao regime fundamentalista iraniano.
Para o presidente do Parlamento Iraniano (Majlis), Ari Larijani, ao congelar os bens da Fundação Alavi, considerada nos EUA o braço financeiro do programa nuclear iraniano, o presidente Barack Obama mostrou que não é diferente de seus antecessores.
Modelo de investimento chinês divide africanos
Ao investir nos países da África em troca de matérias-primas, sem exigir contrapartidas econômicas e políticas, a China agrada às elites locais, pressionadas pelos Estados Unidos e a Europa por corrupção e abuso dos direitos humanos. Mas, como leva mão-de-obra chinesa e não se preocupa com questões sociais e ambientais, desagrada às classes menos favorecidas.
Numa pesquisa recente, 63 dos 67 funcionários governamentais ouvidos consideraram positiva a influência chinesa, enquanto 78 de 93 entrevistados do setor não governamental têm uma opinião negativa.
A maior parte do descontentamento vem do fato das empresas chinesas, ao contrário das ocidentais, usarem menos trabalhadores africanos, aproveitando a oferta de mão-de-obra da China, um país de 1,3 bilhão de habitantes.
Em Angola, 70% a 80% dos trabalhadores em projetos chineses são chineses. Em contraste, a companhia petrolífera americana Chevron emprega 90% de mão-de-obra angolana.
Na capital de Moçambique, Maputo, uma obra portuguesa tem cinco portugueses e 120 operários africanos, enquanto numa obra chinesa há 78 egenheiros e operários chineses, e apenas oito moçambicanos
Além de trabalhadores, a China exporta ainda imigrantes ilegais que vendem mercadorias chinesas baratas e degradação ambiental.
Outra questão é se a atividade das empresas chinesas contribui para o desenvolvimento da África ou está apenas saqueando seus recursos naturais para enriquecer a China, num processo neocolonialista.
No 2º Encontro de Cúpula Sino-Africano, realizado na semana passada em Charm-al-Cheikh, no Egito, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, prometeu US$ 10 bilhões em empréstimos ao continente, reacendendo o debate sobre a crescente influência da China na África.
Numa pesquisa recente, 63 dos 67 funcionários governamentais ouvidos consideraram positiva a influência chinesa, enquanto 78 de 93 entrevistados do setor não governamental têm uma opinião negativa.
A maior parte do descontentamento vem do fato das empresas chinesas, ao contrário das ocidentais, usarem menos trabalhadores africanos, aproveitando a oferta de mão-de-obra da China, um país de 1,3 bilhão de habitantes.
Em Angola, 70% a 80% dos trabalhadores em projetos chineses são chineses. Em contraste, a companhia petrolífera americana Chevron emprega 90% de mão-de-obra angolana.
Na capital de Moçambique, Maputo, uma obra portuguesa tem cinco portugueses e 120 operários africanos, enquanto numa obra chinesa há 78 egenheiros e operários chineses, e apenas oito moçambicanos
Além de trabalhadores, a China exporta ainda imigrantes ilegais que vendem mercadorias chinesas baratas e degradação ambiental.
Outra questão é se a atividade das empresas chinesas contribui para o desenvolvimento da África ou está apenas saqueando seus recursos naturais para enriquecer a China, num processo neocolonialista.
No 2º Encontro de Cúpula Sino-Africano, realizado na semana passada em Charm-al-Cheikh, no Egito, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, prometeu US$ 10 bilhões em empréstimos ao continente, reacendendo o debate sobre a crescente influência da China na África.
domingo, 15 de novembro de 2009
Líderes mundiais adiam acordo sobre o clima
Os líderes mundiais praticamente adiaram as negociações de um acordo para combater o aquecimento global para depois da Conferência das Nações Unidas contra Mudança de Clima a ser realizada em Copenhague, na Dinamarca, de 7 a 18 de dezembro. Seu objetivo central é fechar um acordo para substituir o Protocolo de Quioto, que expira em 2012.
A proposta de redução de 50% até 2050 das emissões dos gases que agravam o efeito estufa foi excluída do documento final.
Nesta segunda-feira, começa em Copenhague uma reunião de ministros do Meio Ambiente de 40 países para salvar a conferência de cúpula de dezembro.
Esse processo de negociações começou na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Cúpula da Terra, realizada em junho de 1992 no Rio de Janeiro.
Na Rio 92, foi aprovada a Convenção sobre Mudança do Clima, mas os países não se comprometeram com nenhuma medida específica para combatê-lo. Por isso, em 1997, foi aprovado em Quioto, a antiga capital do Japão, um protocolo adicional à convenção.
O Protocolo de Quioto estabelecia metas específicas de redução das emissões de gases em até 5% abaixo dos níveis de 1990 para 37 países industrializados, já que o aumento da concentração de gases carbônicos na atmosfera é fruto da queima de carvão e petróleo na era industrial. Sua vigência acaba em 2012.
A questão central é que o país que historicamente mais poluiu a atmosfera da Terra, os Estados Unidos, nunca aderiu ao Protocolo de Quioto. O presidente Bill Clinton (1993-2001) só o assinou no fim do governo porque sabia que o Senado não aprovaria um acordo internacional considerado lesivo aos interesses econômicos dos EUA, deixando o ônus com George Walker Bush.
Em 1992, o presidente George Herbert Walker Bush, o pai, rejeitou qualquer cláusula obrigatória na Convenção do Clima, refletindo a posição do Partido Republicano e dos meios empresariais conservadores americanos. Seu filho repudiou o protocolo.
Agora, quando se tornou evidente que o imobilismo pode criar uma crise ambiental de graves proporções, com fenômenos climáticos mais radicais como secas e enchentes piores, degelo das calotas polares, elevação do nível dos mares, quebra de sagras agrícolas e propagação de doenças contagiosas, um presidente democrata é pressionado a cumprir a promessa de campanha de agir de modo diferentes.
Mas os EUA se recusam a limitar suas emissões se grandes países em desenvolvimento, especialmente a China, não assumirem um compromisso de conter as emissões, ainda que em escala menor, o que teria estar sendo negociado.
Já a China se recusa a prejudicar seu desenvolvimento. Como cresceu rapidamente sob uma ditadura militar, sem o menor respeito pelo meio ambiente, o país vai sofrer diretamente as consequências do aquecimento global. Isso pressiona o regime comunista chinês a assumir uma posição clara.
Mais uma vez, os líderes mundiais decidiram dar um tempo.
A proposta de redução de 50% até 2050 das emissões dos gases que agravam o efeito estufa foi excluída do documento final.
Nesta segunda-feira, começa em Copenhague uma reunião de ministros do Meio Ambiente de 40 países para salvar a conferência de cúpula de dezembro.
Esse processo de negociações começou na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Cúpula da Terra, realizada em junho de 1992 no Rio de Janeiro.
Na Rio 92, foi aprovada a Convenção sobre Mudança do Clima, mas os países não se comprometeram com nenhuma medida específica para combatê-lo. Por isso, em 1997, foi aprovado em Quioto, a antiga capital do Japão, um protocolo adicional à convenção.
O Protocolo de Quioto estabelecia metas específicas de redução das emissões de gases em até 5% abaixo dos níveis de 1990 para 37 países industrializados, já que o aumento da concentração de gases carbônicos na atmosfera é fruto da queima de carvão e petróleo na era industrial. Sua vigência acaba em 2012.
A questão central é que o país que historicamente mais poluiu a atmosfera da Terra, os Estados Unidos, nunca aderiu ao Protocolo de Quioto. O presidente Bill Clinton (1993-2001) só o assinou no fim do governo porque sabia que o Senado não aprovaria um acordo internacional considerado lesivo aos interesses econômicos dos EUA, deixando o ônus com George Walker Bush.
Em 1992, o presidente George Herbert Walker Bush, o pai, rejeitou qualquer cláusula obrigatória na Convenção do Clima, refletindo a posição do Partido Republicano e dos meios empresariais conservadores americanos. Seu filho repudiou o protocolo.
Agora, quando se tornou evidente que o imobilismo pode criar uma crise ambiental de graves proporções, com fenômenos climáticos mais radicais como secas e enchentes piores, degelo das calotas polares, elevação do nível dos mares, quebra de sagras agrícolas e propagação de doenças contagiosas, um presidente democrata é pressionado a cumprir a promessa de campanha de agir de modo diferentes.
Mas os EUA se recusam a limitar suas emissões se grandes países em desenvolvimento, especialmente a China, não assumirem um compromisso de conter as emissões, ainda que em escala menor, o que teria estar sendo negociado.
Já a China se recusa a prejudicar seu desenvolvimento. Como cresceu rapidamente sob uma ditadura militar, sem o menor respeito pelo meio ambiente, o país vai sofrer diretamente as consequências do aquecimento global. Isso pressiona o regime comunista chinês a assumir uma posição clara.
Mais uma vez, os líderes mundiais decidiram dar um tempo.
APEC não chega a consenso sobre câmbio
No documento final da reunião de cúpula do fórum Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), não houve acordo para incluir uma referência a um regime cambial baseado nas leis de mercado, que reflita a entrada e saída de moedas fortes de um país. Há um apelo para a conclusão das negociações de liberalização comercial da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).
A questão cambial é a reivindicação mais importante que Barack Obama leva em sua primeira visita oficial à China como presidente dos Estados Unidos, iniciada hoje em Xangai.
A questão cambial é a reivindicação mais importante que Barack Obama leva em sua primeira visita oficial à China como presidente dos Estados Unidos, iniciada hoje em Xangai.
sábado, 14 de novembro de 2009
Senador revela plano para derrubar Lugo
Em entrevista ao jornal argentino Clarín, o senador Alfredo Jaeggli, do Partido Liberal, afirma que Lugo deve ser afastado em seis meses através de um processo de impeachment, ants que consiga fortalecer sua posição com o apoio dos movimentos sociais.
O senador acusa Lugo de trair o Partido Liberal, que deu o vice da chapa, que assim assumiria a presidência.
O senador acusa Lugo de trair o Partido Liberal, que deu o vice da chapa, que assim assumiria a presidência.
Comissão Eleitoral complica reeleição de Uribe
Membros da Comissão Nacional Eleitoral da Colômbia consideraram ilegal a campanha para convocar um plebiscito sobre uma segunda reeleição para Uribe, alegando que superou o limite de gastos.
A palavra final será dada em janeiro pelo Supremo Tribunal.
A palavra final será dada em janeiro pelo Supremo Tribunal.
Juíza argentina autoriza casamento homossexual
Numa medida sem precedentes na Argentina, onde o precisa ser católico, a juíza Gabriela Seijas autorizou um casamento de homossexuais.
A decisão ajuda a pressionar o Congresso, onde há um projeto de lei sobre o casamento gay empacado.
A decisão ajuda a pressionar o Congresso, onde há um projeto de lei sobre o casamento gay empacado.
Espionagem abala relação entre Peru e Chile
O presidente do Peru, Alan García, suspendeu um encontro que teria com colega chilensa, Michelle Bachelet, durante a reunião do fórum Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC) e voltou para Lima, diante de denúncia de que um suboficial da Força Aérea Peruana que servia na embaixada em Santiago fez espionagem para o Chile, num ato considerado “pouco amistoso e ofensivo”.
Os dois países são inimigos históricos desde a Guerra do Pacífico (1879-83), quando a Bolívia perdeu a saída para o mar.
Os dois países são inimigos históricos desde a Guerra do Pacífico (1879-83), quando a Bolívia perdeu a saída para o mar.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Obama defende "metas claras" de emissões
No Japão, a primeira escala de sua primeira visita oficial à Ásia como presidente dos Estados Unidos, Barack Obama discursa neste momento em Tóquio. Acaba de defender o comprometimento dos países ricos na Conferência de Copenhague sobre Mudança do Clima, em dezembro, com "metas claras" de redução das emissões dos gases que agravam o efeito estufa, causado o aquecimento da Terra.
Obama voltou a pregar a abolição total das armas nucleares, dirigindo-se especificamente à Coreia do Norte e ao Irã, que estão sendo acusados pela sociedade internacional de desenvolver armas atômicas. Ressalvou que, enquanto isto não acontecer, os EUA vão manter um poderoso mecanismo de dissuasão.
Apesar de pregar a extinção das armas nucleares, Obama rejeitou o convite para visitar Hiroxima, onde os EUA jogaram a primeira bomba atômica, em 6 de agosto de 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial. Jamais um presidente americano esteve na cidade-símbolo do início da Era Nuclear.
O presidente americano falou ainda em garantir um crescimento equilibrado e ecologicamente sustentável da economia mundial depois da grande recessão dos últimos meses.
Como nasceu no Havaí e passou a maior parte da infância da Indonésia, terminou se apresentando como o primeiro presidente americano do Oceano Pacífico. Prometeu que os EUA não vão tentar "conter a China" e propôs um relacionamento mais equilibrado com os países da região.
Obama voltou a pregar a abolição total das armas nucleares, dirigindo-se especificamente à Coreia do Norte e ao Irã, que estão sendo acusados pela sociedade internacional de desenvolver armas atômicas. Ressalvou que, enquanto isto não acontecer, os EUA vão manter um poderoso mecanismo de dissuasão.
Apesar de pregar a extinção das armas nucleares, Obama rejeitou o convite para visitar Hiroxima, onde os EUA jogaram a primeira bomba atômica, em 6 de agosto de 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial. Jamais um presidente americano esteve na cidade-símbolo do início da Era Nuclear.
O presidente americano falou ainda em garantir um crescimento equilibrado e ecologicamente sustentável da economia mundial depois da grande recessão dos últimos meses.
Como nasceu no Havaí e passou a maior parte da infância da Indonésia, terminou se apresentando como o primeiro presidente americano do Oceano Pacífico. Prometeu que os EUA não vão tentar "conter a China" e propôs um relacionamento mais equilibrado com os países da região.
Fome ameaça 178 milhões de crianças
Pelo menos 178 milhões de crianças têm problemas de saúde e desenvolvimento por causa de severa desnutrição, e 20 milhões estão ameaçadas de morrer de fome, alertou hoje a organização não governamental Médicos sem Fronteiras.
A três dias do início da conferência anual da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO), que será realiza em Roma, na Itália, de 16 a 18 de dezembro de 2009, os MSF cobraram a criação de um plano de combate à fome de crianças de até cinco anos.
Um porta-voz da ONG considera absurda a estratégia de só intervir em situações de emergência, quando as pessoas estão morrendo de fome. Além dos programas já existentes de distribuição de comida e apoio à agricultura familiar, os MSF querem outro especialmente focado nas crianças.
A três dias do início da conferência anual da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO), que será realiza em Roma, na Itália, de 16 a 18 de dezembro de 2009, os MSF cobraram a criação de um plano de combate à fome de crianças de até cinco anos.
Um porta-voz da ONG considera absurda a estratégia de só intervir em situações de emergência, quando as pessoas estão morrendo de fome. Além dos programas já existentes de distribuição de comida e apoio à agricultura familiar, os MSF querem outro especialmente focado nas crianças.
Grupos de defesa dos direitos humanos acusam Colômbia
A Coalizão Colombiana pelos Direitos Humanos acusa o governo Álvaro Uribe, seus aliados e os grupos paramilitares de direita por 93% dos casos de abuso dos direitos humanos registrados de 2003 a 2008 no país.
Os grupos guerrilheiros de esquerda foram responsabilizados por apenas 7% das denúncias.
Os grupos guerrilheiros de esquerda foram responsabilizados por apenas 7% das denúncias.
Acusados pelo 11/9 serão julgados em Nova York
O principal acusado da planejar os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, Khaled Cheikh Mohammed, e outros quatro suspeitos da rede terrorista Al Caeda serão julgados por um tribunal civil de Nova York, o primeiro alvo de suas ações, informou hoje o ministro da Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, que vai pedir pena de morte para todos.
A decisão é fundamental para que o presidente Barack Obama cumpra a promessa de fechar em um ano a partir da posse o centro de detenção instalado na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba.
Houve protestos tanto da oposição republicana quanto dos parentes dos cerca de 3 mil mortos nos atentados. Eles alegam que foi um ato de guerra e que um julgamento civil pode acabar revelando segredos capazes de comprometer a segurança nacional dos EUA.
Durante o governo George W. Bush, organizações de defesa dos direitos humanos repudiaram a prisão de Guantânamo, usada para deixar os suspeitos de terrorismo num limbo legal. Desta forma, negou-lhes os direitos previstos na Convenção de Genebra sobre Prisioneiros de Guerra sob o pretexto de que eram combatentes ilegais civis, não pertenciam a um exército regular nem obedeciam a uma cadeia de comando.
A decisão é fundamental para que o presidente Barack Obama cumpra a promessa de fechar em um ano a partir da posse o centro de detenção instalado na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba.
Houve protestos tanto da oposição republicana quanto dos parentes dos cerca de 3 mil mortos nos atentados. Eles alegam que foi um ato de guerra e que um julgamento civil pode acabar revelando segredos capazes de comprometer a segurança nacional dos EUA.
Durante o governo George W. Bush, organizações de defesa dos direitos humanos repudiaram a prisão de Guantânamo, usada para deixar os suspeitos de terrorismo num limbo legal. Desta forma, negou-lhes os direitos previstos na Convenção de Genebra sobre Prisioneiros de Guerra sob o pretexto de que eram combatentes ilegais civis, não pertenciam a um exército regular nem obedeciam a uma cadeia de comando.
Europa volta a crescer e sai da recessão
Depois de cinco trimestres de contração, a União Europeia como um todo cresceu 0,2% no terceiro trimestre de 2009, saindo da recessão. As economias dos 16 países da UE que usam o euro como moeda cresceram 0,4% no terceiro trimestre.
A Alemanha, maior economia da Europa e quarta do mundo, cresceu 0,7%. A França cresceu 0,3%, e a Itália, 0,6%.
O Reino Unido, que não faz parte da zona do euro, e a Espanha continuam em recessão.
A Alemanha, maior economia da Europa e quarta do mundo, cresceu 0,7%. A França cresceu 0,3%, e a Itália, 0,6%.
O Reino Unido, que não faz parte da zona do euro, e a Espanha continuam em recessão.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Medvedev quer uma Rússia de alta tecnologia
O presidente Dimitri Medvedev anuncia planos para transformar a Rússia num país de alta tecnologia, admitindo que a dependência de produtos primários, especialmente petróleo, foi responsável pelo forte impacto da crise internacional sobre o país, que está muito atrás dos outros BRICs na recuperação pós-crise, depois de sofrer uma queda no PIB de 9% (a conferir).
Medvedev disse que é hora de superar o modelo soviético. Ele citou áreas que tinham grande desenvolvimento científico na era soviética, como medicina, tecnologias nuclear e espacial, como base das novas reformas econômicas.
Para os analistas, é também uma jogada para se firmar no poder e sair da sombra do primeiro-ministro e ex-presidente Vladimir Putin, que ainda é considerado o homem-forte da Rússia.
Assim, China, Índia e Rússia planejam um futuro de alta tecnologia, enquanto o quarto BRIC (grupo criado por um economista do banco Goldman Sachs para reunir as grandes potências emergente), o Brasil ainda não definiu qual será sua especialização tecnológica.
Vem aí a revolução da biotecnologia. Vai transformar o mundo ainda mais do que a revolução tecnológica em andamento, da informática, à qual está acoplada.
O Brasil é o país com maior diversidade biológica do mundo e oficialmente ainda despreza esse patrimônio genético incalculável.
Outros destaques econômicos do dia:
• A produção industrial da zona do euro cresceu 0,3% em setembro, mas ainda registra queda de 12,9% na comparação anual.
• Os ministros das Finanças do fórum de Cooperação da Ásia e do Pacífico (APEC) defendem a flutuação do câmbio de acodo com os fundamentos econômicos, como defendeu o secretário do Tesouro dos EUA. O principal alvo é a moeda chinesa, o iuã, que está praticamente colada ao dólar para garantir a competitividade das exportações da China.
• O presidente Barack Obama convocou para o próximo mês, na Casa Branca, um fórum de discussões sobre desemprego.
• Os EUA querem reduzir o déficit público federal com o dinheiro que sobrou do Programa de Alívio de Ativos Tóxicos, o primeiro programa lançado por Bush para salvar o sistema financeiro depois que a crise se agravou.
• O número de novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA voltou a cair a semana passada.
• A deflação no atacado no Japão chegou a 6,7%.
• Na França, pelo segundo ano seguido deve haver uma queda nas vendas de Natal, agora da ordem de 3,5%.
• O PIB da Espanha continua em queda, com perda de 0,3% no terceiro trimestre.
• A rede de supermercados americana WalMart teve ganhos 3,2% superiores no terceiro trimestre, mas admite que “o clima de vendas continua difícil”. As ações da maior cadeia varejista do mundo caem porque ela tem sido forçada a baixar preços para enfrentar a concorrência.
• As vendas da Ford na Europa subiram 12% em outubro.
• A British Airways e a Iberia anunciaram uma fusão para criar a terceira maior companhia aérea do mundo.
• A Intel, maior fabricante de chips de computador do mundo, vai pagar multa de US$ 1,25 bi num processo antimonopólio.
• As bolsas da Ásia e dos EUA caíram.
• Na Europa, a possível fusão da BA com a Iberia provocou uma pequena alta.
Medvedev disse que é hora de superar o modelo soviético. Ele citou áreas que tinham grande desenvolvimento científico na era soviética, como medicina, tecnologias nuclear e espacial, como base das novas reformas econômicas.
Para os analistas, é também uma jogada para se firmar no poder e sair da sombra do primeiro-ministro e ex-presidente Vladimir Putin, que ainda é considerado o homem-forte da Rússia.
Assim, China, Índia e Rússia planejam um futuro de alta tecnologia, enquanto o quarto BRIC (grupo criado por um economista do banco Goldman Sachs para reunir as grandes potências emergente), o Brasil ainda não definiu qual será sua especialização tecnológica.
Vem aí a revolução da biotecnologia. Vai transformar o mundo ainda mais do que a revolução tecnológica em andamento, da informática, à qual está acoplada.
O Brasil é o país com maior diversidade biológica do mundo e oficialmente ainda despreza esse patrimônio genético incalculável.
Outros destaques econômicos do dia:
• A produção industrial da zona do euro cresceu 0,3% em setembro, mas ainda registra queda de 12,9% na comparação anual.
• Os ministros das Finanças do fórum de Cooperação da Ásia e do Pacífico (APEC) defendem a flutuação do câmbio de acodo com os fundamentos econômicos, como defendeu o secretário do Tesouro dos EUA. O principal alvo é a moeda chinesa, o iuã, que está praticamente colada ao dólar para garantir a competitividade das exportações da China.
• O presidente Barack Obama convocou para o próximo mês, na Casa Branca, um fórum de discussões sobre desemprego.
• Os EUA querem reduzir o déficit público federal com o dinheiro que sobrou do Programa de Alívio de Ativos Tóxicos, o primeiro programa lançado por Bush para salvar o sistema financeiro depois que a crise se agravou.
• O número de novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA voltou a cair a semana passada.
• A deflação no atacado no Japão chegou a 6,7%.
• Na França, pelo segundo ano seguido deve haver uma queda nas vendas de Natal, agora da ordem de 3,5%.
• O PIB da Espanha continua em queda, com perda de 0,3% no terceiro trimestre.
• A rede de supermercados americana WalMart teve ganhos 3,2% superiores no terceiro trimestre, mas admite que “o clima de vendas continua difícil”. As ações da maior cadeia varejista do mundo caem porque ela tem sido forçada a baixar preços para enfrentar a concorrência.
• As vendas da Ford na Europa subiram 12% em outubro.
• A British Airways e a Iberia anunciaram uma fusão para criar a terceira maior companhia aérea do mundo.
• A Intel, maior fabricante de chips de computador do mundo, vai pagar multa de US$ 1,25 bi num processo antimonopólio.
• As bolsas da Ásia e dos EUA caíram.
• Na Europa, a possível fusão da BA com a Iberia provocou uma pequena alta.
Trabalho compartilhado salva empregos nos EUA
Com mais de 8 milhões de empregos destruídos desde o início da Grande Recessão, em dezembro de 2007, o presidente Barack Obama está sendo pressionado a adotar um programa atualmente adotado por 17 estados, inclusive os com maior população, como Califórnia, Texas, Nova York e Flórida.
Se um trabalhador que ganha US$ 500 por semana perder o emprego, vai ganhar US$ 250 de seguro-desemprego, um ônus para o Estado e para a sociedade ao manter o trabalhador sem produzir.
Quando uma empresa quer cortar 20% dos seus custos trabalhistas por causa da redução dos negócios durante a crise, pode oferecer como alternativa um corte de 20% nos salários e nas horas de trabalho.
Os empregados fazem um trabalho compartilhado, dividiriam entre si o ônus da crise. No exemplo, passam a ganhar US$ 400 por semanas e têm direito a um seguro-desemprego de US$ 50. Ficam na empresa, com a expectativa de voltar a receber o salário integral quando a economia se recuperar.
Se um trabalhador que ganha US$ 500 por semana perder o emprego, vai ganhar US$ 250 de seguro-desemprego, um ônus para o Estado e para a sociedade ao manter o trabalhador sem produzir.
Quando uma empresa quer cortar 20% dos seus custos trabalhistas por causa da redução dos negócios durante a crise, pode oferecer como alternativa um corte de 20% nos salários e nas horas de trabalho.
Os empregados fazem um trabalho compartilhado, dividiriam entre si o ônus da crise. No exemplo, passam a ganhar US$ 400 por semanas e têm direito a um seguro-desemprego de US$ 50. Ficam na empresa, com a expectativa de voltar a receber o salário integral quando a economia se recuperar.
Shimon Peres comete gafe em Brasília
Ao pedir o apoio do Brasil ao processo de paz no Oriente Médio, o presidente de Israel, Shimon Peres, apelou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que "criou um programa Luz para Todos, leve essa luz aos povos do Oriente Médio".
Logo no dia seguinte ao apagão.
Logo no dia seguinte ao apagão.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Merkel festeja na França paz na Primeira Guerra Mundial
A primeira-ministra Angela Merkel tornou-se hje a primeira chefe de governo da Alemanha a participar, na França, das comemorações do fim da Primeira Guerra Mundial, o conflito que moldou a História do Século 20.
A visita reforça a aliança entre os dois países, eixo central da integração europeia agora que a UE prepara-se para indicar, no dia 19, o primeiro presidente e uma espécie de ministro do Exterior da Europa.
A visita reforça a aliança entre os dois países, eixo central da integração europeia agora que a UE prepara-se para indicar, no dia 19, o primeiro presidente e uma espécie de ministro do Exterior da Europa.
Chávez nega ameça à Colômbia
Ao receber a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, e uma delegação de empresários brasileiros, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, negou que esteja ameaçando a Colômbia.
No fim de semana, Chávez disse ao povo e às Forças Armadas venezuelanas que se preparem para um "possível conflito" com o país vizinho.
Ontem, alegou que a ameaça vem de sete bases militares colombianas que serão usadas pelos Estados Unidos. Ele disse que o Departamento da Defesa vai monitorar, a partir das bases, toda a América do Sul, inclusive o Brasil e a Argentina, e até a África.
No fim de semana, Chávez disse ao povo e às Forças Armadas venezuelanas que se preparem para um "possível conflito" com o país vizinho.
Ontem, alegou que a ameaça vem de sete bases militares colombianas que serão usadas pelos Estados Unidos. Ele disse que o Departamento da Defesa vai monitorar, a partir das bases, toda a América do Sul, inclusive o Brasil e a Argentina, e até a África.
Produção industrial da China cresce 16%
A produção das fábricas da China aumentou 16,1% em outubro, na comparação com o ano passado. O saldo comercial e as vendas no varejo também avançaram, confirmando a recuperação da economia que mais cresceu no mundo nos últimos 30 anos.
Mas, na Europa, a produção industrial da França caiu 1,5% e a da Itália 5,3%.
Mas, na Europa, a produção industrial da França caiu 1,5% e a da Itália 5,3%.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Analistas melhoram previsão de crescimento dos EUA
A economia dos Estados Unidos deve crescer a uma taxa anual de 2,8% de outubro a dezembro, cofirmando o fim da pior recessão desde a Grande Depressão (1929-39). Mas deve fechar o ano com uma queda de 2,4%, voltando a crescer com força em 2010, preveem analistas econômicos americanos.
Em pesquisa divulgada pela publicação Blue Chip Economic Indicators, 52 economistas preveem, na média, um avanço de 2,7% no próximo ano. No mês passado, a expectativa era de um crescimento de 2,5%.
Em pesquisa divulgada pela publicação Blue Chip Economic Indicators, 52 economistas preveem, na média, um avanço de 2,7% no próximo ano. No mês passado, a expectativa era de um crescimento de 2,5%.
Emergentes lideram recuperação mundial
O maior banco europeu, o HSBC diz que o pior da crise já passou e que a recuperação será liderada pelos emergentes.
Outros destaques econômicos do dia:
• A Comissão Europeia rejeita a compra da Sun Microsystems pela Oracle por US$ 7 bi com base nas regras antimonopólio. As duas empresas são americanas, mas, se não atenderem à legislação europeia, não poderão fazer negócios na UE, o maior mercado consumidor mundial.
• O banco britânico Lloyds vai demitir mais 5 mil.
• O banco britânico Barclays, que não pediu ajuda ao governo, teve queda de 54% no lucro no terceiro trimestre.
• A libra cai com a ameaça de que a dívida soberana do Reino Unido, um dos países mais abalados pela crise, seja rebaixada por uma agência de classificação de risco.
• As bolsas da Ásia sobem na onda de Wall St. , que ontem atingiu o maior nível em 13 meses. Na Europa, foi um dia de queda. Em Nova York, o Índice Dow Jones teve um pequeno avanço, mas o índice amplo S&P500 e a bolsa eletrônica Nasdaq caíram.
Outros destaques econômicos do dia:
• A Comissão Europeia rejeita a compra da Sun Microsystems pela Oracle por US$ 7 bi com base nas regras antimonopólio. As duas empresas são americanas, mas, se não atenderem à legislação europeia, não poderão fazer negócios na UE, o maior mercado consumidor mundial.
• O banco britânico Lloyds vai demitir mais 5 mil.
• O banco britânico Barclays, que não pediu ajuda ao governo, teve queda de 54% no lucro no terceiro trimestre.
• A libra cai com a ameaça de que a dívida soberana do Reino Unido, um dos países mais abalados pela crise, seja rebaixada por uma agência de classificação de risco.
• As bolsas da Ásia sobem na onda de Wall St. , que ontem atingiu o maior nível em 13 meses. Na Europa, foi um dia de queda. Em Nova York, o Índice Dow Jones teve um pequeno avanço, mas o índice amplo S&P500 e a bolsa eletrônica Nasdaq caíram.
Blackwater pagou suborno de US$ 1 milhão a iraquianos
A empresa americana de segurança Blackwater, considerada o maior exército pagou mais de US$ 1 milhão de suborno a políticos iraquianos para encobrir o massacre de 17 pessoas por agentes da Blackwater, em Bagdá, em setembro de 2007.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Autor do ataque em Forte Hood quis contatar Al Caeda
O major Nidal Malik Hassan, único suspeito até agora do massacre de 12 soldados e um civil na base militar de Forte Hood, no Texas, na semana passada, tentou entrar em contato com a rede terrorista Al Caeda.
As autoridades militares americanas não levaram adiante a investigação. Isso está provocando revolta.
Hassan deu vários sinais de que estava convertido ideologicamente ao jihadismo:
• defendia o direito de militares muçulmanos não lutarem contra muçulmano por "objeção de consciência";
• declarava que "os muçulmanos têm o direito de se defender"
• chegou a defender o terrorismo suicida.
As autoridades militares americanas não levaram adiante a investigação. Isso está provocando revolta.
Hassan deu vários sinais de que estava convertido ideologicamente ao jihadismo:
• defendia o direito de militares muçulmanos não lutarem contra muçulmano por "objeção de consciência";
• declarava que "os muçulmanos têm o direito de se defender"
• chegou a defender o terrorismo suicida.
Colômbia recorre a ONU e OEA contra Chávez
Diante das ameaças do presidente Hugo Chávez, que colocou as Forças Armadas da Venezuela de prontidão para uma "possível guerra" contra a Colômbia, o governo de Bogotá anunciou hoje a intenção de recorrer ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e à Organização dos Estados Americanos.
Em mais uma de suas bravatas para pressionar o povo venezuelano, o caudilho afirmou que a Venezuela é o verdadeiro alvo do acordo militar que autoriza os militares americanos a usar sete bases militares colombianas, a pretexto de combater o terrorismo e as guerrilhas esquerdistas.
No Brasil, o presidente do Senado, José Sarney mudou de posição. Depois de conchavos com o governo Lula para se manter no cargo apesar da tsuname de denúncias de corrupção, Sarney agora é a favor da entrada da Venezuela no Mercosul. Ele disse hoje não acreditar que a mais nova bravata chavista atrapalhe o ingresso da Venezuela no bloco econômico.
Em mais uma de suas bravatas para pressionar o povo venezuelano, o caudilho afirmou que a Venezuela é o verdadeiro alvo do acordo militar que autoriza os militares americanos a usar sete bases militares colombianas, a pretexto de combater o terrorismo e as guerrilhas esquerdistas.
No Brasil, o presidente do Senado, José Sarney mudou de posição. Depois de conchavos com o governo Lula para se manter no cargo apesar da tsuname de denúncias de corrupção, Sarney agora é a favor da entrada da Venezuela no Mercosul. Ele disse hoje não acreditar que a mais nova bravata chavista atrapalhe o ingresso da Venezuela no bloco econômico.
Irã acusa alpinistas americanos de espionagem
Numa medida que piora ainda mais as relações entre os dois países, o regime fundamentalista do Irã decidiu denunciar por espionagem três alpinistas dos Estados Unidos presos no fim de julho, quando teriam cruzado inadvertidamente a fronteira entre Irã e Iraque.
Venda de carros sobe 72,5% na China
Com o forte programa de estímulo governamental para enfrentar a crise econômica internacional, as vendas de automóveis na China cresceram 72,5% em setembro, na comparação com o mesmo mês no ano passado, chegando a 1,23 milhão.
A China superou os Estados Unidos e já é o maior mercado mundial de veículos.
Numa conferência internacional realizada em Charm-al-Cheikh, no Egito, o primeiro-ministro Wen Jiabao prometeu que a China dará empréstimos de até US$ 10 bilhões aos africanos nos próximos três anos.
A China superou os Estados Unidos e já é o maior mercado mundial de veículos.
Numa conferência internacional realizada em Charm-al-Cheikh, no Egito, o primeiro-ministro Wen Jiabao prometeu que a China dará empréstimos de até US$ 10 bilhões aos africanos nos próximos três anos.
Muro de Berlim foi a cicatriz da Guerra Fria
No fim da Segunda Guerra Mundial, em maio de 1945, a Alemanha foi ocupada e dividida pelos Estados Unidos, a União Soviética, o Reino Unido e a França. Sua capital, Berlim, ficou no setor soviético e também foi dividida em quatro.
Em 1948, para pressionar os aliados ocidentais no início da Guerra Fria, o ditador soviético Josef Stalin decretou o Bloqueio de Berlim, a segunda crise do conflito entre as superpotências, depois de problemas entre o Irã e a URSS, em 1946. Foi uma reação à aprovação do Plano Marshall, que Stalin chamou de “imperalismo do dólar”.
De 24 de junho de 1948 a 11 de maio de 1949, a passagem por terra da Alemanha Ocidental para Berlim Ocidental foi fechada por ordem do Kremlin. Neste período, mais de 200 mil voos levaram 13 mil toneladas de comida e outros suprimentos para a cidade sitiada.
Quando ficou evidente que o bloqueio não estava funcionando e que a ponte aérea era instrumento de propaganda do Ocidente, a URSS suspendeu o cerco. O aeroporto de Tempelhof, em Berlim Ocidental, foi transformado em museu da ponte aérea montada para furar o bloqueio.
Em 7 de outubro de 1949, a República Democrática da Alemanha, a Alemanha Oriental, nascia oficialmente, reunindo cinco estados da parte central da antiga Alemanha: Meclemburgo-Pomerânia Ocidental, Brandemburgo, Saxônia, Alta Saxônia e Turíngia. Os territórios à margem oriental dos rios Oder e Neisse foram entregues à Polônia para compensá-la pelas terras tomadas pela URSS.
Pelo total de mortos na Segunda Guerra Mundial, 27 milhões de soviéticos e 11 milhões de alemães, foi, acima de tudo, uma guerra entre a Alemanha e a URSS. Stalin aproveitou a ocupação para exigir reparações de guerra.
Em 16 de junho de 1953, o regime comunista alemão-oriental decretou um aumento de 10% na cota de produção dos operarios que construíam uma nova avenida em Berlim Oriental, a Stalinalle, hoje Karl Marx Allee. No dia seguinte, um movimento sindical de protesto se espalhou pelo país levando a uma grave de mais de um milhão de pessoas.
O governo alemão pediu a ajuda da URSS, que usou tanques contra a multidão. Pelo menos 50 pessoas morreram. Cerca de 10 mil foram presas e condenadas pelo Levante de 1953.
Com a ajuda do Plano Marshall, a República Federal da Alemanha, também fundada em 1949, cresceu e se recuperou, atraindo cada vez mais alemães do Leste. Descontentes com a falta de liberdade de oportunidades no regime comunista, cada vez mais eles “votavam com os pés”. Cerca de 3,5 milhões fugiram para o Ocidente.
CONSTRUÇÃO DO MURO
Na noite de 12 para 13 de agosto de 1961, a fronteira com Berlim Ocidental foi fechada. Começava a construção do Muro de Berlim. A cidade se tornava um enclave capitalista.
Durante quase todo o tempo de sua existência, a ordem era atirar para matar em quem tentasse cruzar o Muro de Berlim. Cerca de 200 pessoas morreram tentando fugir (136, segundo um centro de pesquisa de Potsdam que está investigando detalhes dessas mortes). Cerca de 5 mil conseguiram escapar.
A história do Muro está contada no Museu do Check Point Charlie, um dos principais postos de fronteira onde se podia atravessar o Muro. Tem diversos instrumentos usados em tentativas de fuga, inclusive um motor aquático para fugir por baixo da água. Lá, estão as placas do tempo da Guerra Fria, do tipo "Vocé Está Deixando o Setor Americano".
A construção do Muro coincide com um período de elevada tensão na Guerra Fria. Em 15 de abril de 1961, houve a frustrada tentativa de exilados cubanos apoiados pela Agência Central de Inteligência (CIA), a agência de espionagem dos EUA, de invadir a Baía dos Porcos, em Cuba. Isso levaria à tentativa de instalação de mísseis soviéticos em Cuba.
A Crise dos Mísseis (14 a 27 de outubro de 1962) foi o momento de maior tensão da Era Atômica. O mundo nunca esteve tão perto de uma guerra nuclear. Na época, ficou decidido que uma linha telefônica direta ligaria permanentemente a Casa Branca ao Kremlin para desarmar crises mundiais através da comunicação direta. O telefone vermelho começou a funcionar em 30 de agosto de 1963.
No mesmo ano, tanques soviéticos e americanos ficaram frente a frente em posição ameaçadora numa rua de Berlim. Em 26 de junho de 1963, Kennedy fez um famoso discurso Eu Sou um Berlinense diante do Muro: “Todos os homens livres, onde quer que vivam, são cidadãos de Berlim. Portanto, como um homem livre, tenho orgulho das palavras: Ich bin ein Berliner.”
Para aliviar as tensões e evitar que a Alemanha fosse palco da primeira batalha da Guerra Fria, em 1969, o primeiro-ministro social-democrata alemão-ocidental Willy Brandt lançou sua nova Ostpolitik, política para a Alemanha Oriental, numa tentativa de mudar o regime comunista através da reaproximação, do estabelecimento de laços diplomáticos, econômicos e culturais.
Em 1970, Brandt assinou o Tratado de Moscou, renunciando ao uso da força e reconhecendo as fronteiras da Europa, e o Tratado de Varsóvia, reconhecendo a fronteira polonesa nos rios Oder e Neisse. Em 1972, fechou o controvertido Tratado Básico com a Alemanha Oriental, estabelecendo relações diplomáticas entre os dois países.
ERA GORBACHEV
O Muro começou a ruir com a ascensão de Mikhai Gorbachev à liderança do Partido Comunista da União Soviética, em 11 de marco de 1985. Sua abertura democrática (glasnost) e sua reestruturação econômica (perestroika) foram mal recebidas pelos stalinistas da Alemanha Oriental, liderados por Erich Honecker, um entusiasta do Muro.
Dois meses antes do início da construção, o então líder do partido Walter Ulbricht, negou que seria construído, mas aparentemente mudou de ideia ao receber um telefonema do primeiro-ministro soviético, Nikita Kruschev, em 1º de agosto de 1961.
Em discurso diante do muro em 12 de junho de 1987, outro presidente americano, Ronald Reagan, fez um apelo a Gorbachev para derrubar o Muro.
Em 5 de abril de 1989, na Polônia, o sindicato livre Solidariedade fez um acordo com o regime comunista para participar de eleições, que venceu por maioria esmagadora em 4 e 18 de junho, perdendo apenas duas cadeiras das que pôde disputar.
Em 2 de maio, a Hungria rompeu a Cortina de Ferro. Começou a demanchar a cerca eletrificada na fronteira com a Áustria. Em 23 de agosto, em plenas férias de verão na Europa, todas as barreiras nas fronteiras da Hungria tinham caído.
Cidadãos dos países comunistas da Europa Oriental iam para a Hungria e cruzavam para o Ocidente. Cerca de 13 mil alemães-orientais fugiram via Áustria.
Quando começaram a ser mandados de volta da fronteira por pressão da Alemanha Oriental, invadiram embaixadas da Alemanha Oriental em Budapeste e Praga. O ministro do Exterior alemão-ocidental, Hans-Dietrich Genscher, foi pessoalmente a Praga. Os fugitivos foram autorizados a emigrar para a Alemanha Ocidental
O Muro de Berlim, em sua quarta geração, com blocos de concreto de 4 m de altura, resistia à avalanche democrática. Mas, desde setembro, as manifestações de massa de tornaram frequentes.
Em outubro de 1989, a Alemanha Oriental celebrou seus 40 anos com a presença de delegações dos partidos da esquerda brasileira. Mas o veterano líder linha-dura Honecker, que previra em janeiro que o Muro duraria mais cem anos, foi substituído por Egon Krenz, mais tolerante com a fuga dos alemães-orientais através dos países vizinhos.
Em 4 de novembro, um milhão de pessoas se reuniram na Alexanderplatz, no coração de Berlim Oriental, para pedir a abertura do regime.
Estive lá em 1990 e depois em 1998, na primeira eleição do Schröder, quando a praça já estava tomada pelos ex-comunistas do antigo Partido Socialista Unificado, o partido comunista da Alemanha Oriental, que mudou de nome para Partido Democrático Socialista e se fundiu com dissidentes do Partido Social-Democrata para formar um novo partido, A Esquerda.
O pessoal que realmente iniciou o movimento da sociedade civil pelo fim do comunismo formou a Aliança 90, aliada no Leste dOs Verdes. O partido verde alemão é o mais importante do mundo. Esteve no poder em aliança com o Partido Social-Democrata SPD na coligação verde-rosa, sob Schröder.
Sob pressão da fuga em massa que importunava outros países e dos protestos de rua, em 9 de novembro de 1989, o Politburo do partido comunista decidiu permitir que os alemães-orientais saíssem do país para visitar a Alemanha Ocidental através das fronteiras do país.
Com pouco mais do que uma nota em mãos, o encarregado de dar a notícia, o secretário de Propaganda do partido, Günter Schabowski, foi para uma entrevista coletiva fazer o anúncio. Disse que, pelas novas regras, os alemães-orientais poderiam viajar ao exterior. Bastava apresentar o passaporte na fronteira.
Diante de uma pergunta inesperada de um jornalista italiano, acrescentou que a medida entraria em vigor imediatamente.
Dezenas de milhares de alemães-orientais foram para os postos de fronteira em Berlim para cruzar o Muro. Os guardas não sabiam o que fazer. Ligaram para seus superiores, que não tinham sido informados da decisão confusa do Politburo. Cederam para evitar um banho de sangue como o que acontecera na Praça da Paz Celestial, em Pequim.
Os alemães cruzaram e pularam o Muro em diversos pontos. Tenho amigos que me disseram que, quando voltaram, no meio da madrugada, havia soldados postados ao longo de todo o lado oriental, o que foi interpretado como sinal de que o regime ainda estava em dúvida quanto à abertura total.
No dia seguinte, foi anunciada a abertura de mais 10 pontos de passagem. Antes do Natal, cidadãos das duas Alemanhas podiam viajar livremente entre os dois países.
Em 22 de dezembro, foi aberta a Porta de Brandemburgo, um dos principais pontos de Berlim, local das grandes celebrações de Ano Novo. Do lado oriental, leva à Unter den Linden (Avenida das Tílias), um dos lugares bonitos da antiga Berlim Oriental, onde as paredes dos prédios históricos ainda estava cravejadas pelas balas da Segunda Guerra Mundial.
LOCAIS HISTÓRICOS
Ao lado do Reichtstag, sede do Parlamento Alemão, a Porta de Brandemburgo é o principal símbolo de Berlim, Tem também a igreja da avenida Kurfurtensdam, que foi bombardeada e é mantida em ruínas como memória histórica, e a Coluna da Vitória.
O Mitte (Centro) da antiga Berlim Oriental se tornou um dos bairros mais agitados da festiva noite berlinense, para onde foram os artistas plásticos em busca de aluguéis mais baratos e espaço.
Um dos grandes marcos da reunificação da cidade é a Potzdamerplatz, onde em 1928, foi instalado o primeiro sinal de trânsito na Europa. Durante a Guerra Fria, a Potzdamer Platz sumiu. Ficava na terra de ninguém entre os dois lados do Muro. Ali, foi construído um grande centro comercial, com lojas, cinemas, teatros, restaurantes e galerais de arte para celebrar a Alemanha moderna.
REUNIFICAÇÃO
A queda do Muro foi uma bênção para o chanceler (primeiro-ministro) conservador Helmut Kohl, que governava a Alemanha Ocidental desde 1982, depois de romper uma longa hegemonia do SPD que vinha desde 1969.
Kohl estava mal nas pesquisas, mas o trem da História passou e ele pegou uma carona.
Em 1990, as potências ocupantes renunciaram a todos os seus direitos sobre o território alemão. A URSS saiu fora, e os ocidentais ficaram por causa da OTAN.
Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha estava reunificada sob a liderança de Kohl que venceu mais uma eleição. A atual chanceler, Angela Merkel, é do Leste e lidera o partido de Kohl, a União Democrata-Cristã (CDU), que venceu as eleições de 27 de setembro deste ano.
Para conquistar o apoio politico dos alemães-orientais, Kohl cometeu o que é considerado o grande erro econômico da reunificação. No mercado, o marco oriental valia seis vezes menos do que o marco alemão-ocidental.
Numa decisão política, Kohl resolveu converter poupanças, salários e pensões na cotação de um por um. Isso aumentou artificialmente os custos e preços do lado oriental e acabou sendo um obstáculo à absorção do Leste pela Alemanha Ocidental.
A nova Alemanha investiu até hoje 1,3 trilhão de euros na antiga Alemanha Oriental. A taxa de juros subiu para financiar tudo isso, pressionando moedas europeias mais fracas, como a lira e a libra, que sofreram fortes desvalorizações em 1992.
ÚLTIMAS ELEIÇÕES
Kohl ainda se reelegeu em 1994 e completou 16 anos no poder. A esquerda só voltou ao poder com Gerhard Schröder, cujo slogan de campanha era Neue Mitte (Novo Centro). Ele se apresentava como uma espécie de Tony Blair alemão, um modernizador que traria a social-democracia mais para o centro para ganhar eleições.
Schröder era um politico pragmático que fechou diversos acordos de bastidores. Nunca teve uma visão programática e ideológica capaz de relançar o SPD a seus momentos de glória. Na verdade, os grandes partidos, o SPD e a CDU, perderam muito espaço para partidos menores nas últimas décadas.
Com algumas reformas liberalizantes, Schröder conseguiu acelerar o crescimento da estagnada economia alemã e reduzir o desemprego, que atingia 4 milhões quando ele se elegeu, em setembro de 1998.
O crescimento e a oposição à invasão do Iraque lhe valeram a reeleição em 2002. Em 2005, ele perdeu por pequena margem para a atual chanceler Angela Merkel, que passou a governar numa grande aliança com o SPD até vencer as eleições de setembro de 2009.
Schröder governou em aliança com Os Verdes, com Joschka Fischer, um ex-líder estudantil e radical dos anos 60 que virou estadista, como ministro do Exterior. Fischer desafiou o então secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, quando a Alemanha, como membro temporário do Conselho de Segurança, foi contra a invasão do Iraque, provocando um grande racha na aliança transatlântica, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
No Kossovo, a Alemanha voltou a entrar em guerra pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Em uma convenção dOs Verdes, militantes e Fischer, na mesa, se acusavam de Hitler porque a Alemanha voltaria a entrar em combate na Guerra do Kossovo, em 1999.
A Alemanha quer mudar, mas é um pais maior e mais desigual, mais desequilibrado depois da reunificação, maior do que a aliada França. Isso abalou o eixo central da integração europeia, sob tremendas pressões da globalização,
O modelo social-democrata, símbolo da estabilidade, da paz e da prosperidade do pós-guerra, está ameaçado.
Uma crise que a Alemanha não esperava e acredita que não criou abalou inclusive o sistema financeiro alemão, que tinha excesso de poupança para aplicar, então investiu nos papéis que micaram.
As exportações desabaram. No primeiro semestre, a China superou a Alemanha e se tornou a maior exportadora mundial de produtos industriais.
A Alemanha compete com sua engenharia de ponta, mas seus custos são muito superiores aos da China, Índia, Sudeste Asiático, América Latina e Europa Oriental. A maior cidade industrial da Alemanha hoje é São Paulo, onde as empresas alemães criam mais valor.
Nas eleições de 2005, nenhum partido ganhou um mandato claro. Merkel governou com o SPD do ministro do Exterior, Frank-Walter Steinmeier.
Só agora pôde fazer aliança com os liberais-democratas do FDP, partido que tradicionalmente era o fiel da balança, fazia alianças com a CDU e o SPD para formar o governo.
Longe do poder, o FDP se tornou um partido mais liberal economicamente, a favor de desburocratização, desregulamentação, corte de impostos e subsídios, e reforma das leis de negociação coletiva de salários. Seu líder é Guido Westerwelle, novo ministro do Exterior alemão.
Merkel teme a volta da inflação com o aumento do endividamento público e gostaria de impor mais disciplina ao mercado financeiro. Steinmeier prometia pleno emprego dentro de alguns anos, o que parece impossível.
Resultado: o SPD sofreu sua maior derrota desde as eleições que levaram Hitler ao poder, em 1932.
A Alemanha é uma sociedade complexa, em larga medida introvertida e insegura quanto ao futuro, em crise de identidade, com dificuldades para manter a estabilidade, a harmonia e a paz social conquistadas com a economia social de mercado do modelo social-demcrata. Sua saída é a Europa, mas a UE dos 27 se tornou grande demais e também vive sua crise de identidade.
De qualquer maneira, é um país rico, moderno e bem-sucedido, que está na vanguarda da ciência, da cultura e das artes, berço de poetas e filósofos - e vai continuar sendo um dos mais importantes do mundo.
Em 1948, para pressionar os aliados ocidentais no início da Guerra Fria, o ditador soviético Josef Stalin decretou o Bloqueio de Berlim, a segunda crise do conflito entre as superpotências, depois de problemas entre o Irã e a URSS, em 1946. Foi uma reação à aprovação do Plano Marshall, que Stalin chamou de “imperalismo do dólar”.
De 24 de junho de 1948 a 11 de maio de 1949, a passagem por terra da Alemanha Ocidental para Berlim Ocidental foi fechada por ordem do Kremlin. Neste período, mais de 200 mil voos levaram 13 mil toneladas de comida e outros suprimentos para a cidade sitiada.
Quando ficou evidente que o bloqueio não estava funcionando e que a ponte aérea era instrumento de propaganda do Ocidente, a URSS suspendeu o cerco. O aeroporto de Tempelhof, em Berlim Ocidental, foi transformado em museu da ponte aérea montada para furar o bloqueio.
Em 7 de outubro de 1949, a República Democrática da Alemanha, a Alemanha Oriental, nascia oficialmente, reunindo cinco estados da parte central da antiga Alemanha: Meclemburgo-Pomerânia Ocidental, Brandemburgo, Saxônia, Alta Saxônia e Turíngia. Os territórios à margem oriental dos rios Oder e Neisse foram entregues à Polônia para compensá-la pelas terras tomadas pela URSS.
Pelo total de mortos na Segunda Guerra Mundial, 27 milhões de soviéticos e 11 milhões de alemães, foi, acima de tudo, uma guerra entre a Alemanha e a URSS. Stalin aproveitou a ocupação para exigir reparações de guerra.
Em 16 de junho de 1953, o regime comunista alemão-oriental decretou um aumento de 10% na cota de produção dos operarios que construíam uma nova avenida em Berlim Oriental, a Stalinalle, hoje Karl Marx Allee. No dia seguinte, um movimento sindical de protesto se espalhou pelo país levando a uma grave de mais de um milhão de pessoas.
O governo alemão pediu a ajuda da URSS, que usou tanques contra a multidão. Pelo menos 50 pessoas morreram. Cerca de 10 mil foram presas e condenadas pelo Levante de 1953.
Com a ajuda do Plano Marshall, a República Federal da Alemanha, também fundada em 1949, cresceu e se recuperou, atraindo cada vez mais alemães do Leste. Descontentes com a falta de liberdade de oportunidades no regime comunista, cada vez mais eles “votavam com os pés”. Cerca de 3,5 milhões fugiram para o Ocidente.
CONSTRUÇÃO DO MURO
Na noite de 12 para 13 de agosto de 1961, a fronteira com Berlim Ocidental foi fechada. Começava a construção do Muro de Berlim. A cidade se tornava um enclave capitalista.
Durante quase todo o tempo de sua existência, a ordem era atirar para matar em quem tentasse cruzar o Muro de Berlim. Cerca de 200 pessoas morreram tentando fugir (136, segundo um centro de pesquisa de Potsdam que está investigando detalhes dessas mortes). Cerca de 5 mil conseguiram escapar.
A história do Muro está contada no Museu do Check Point Charlie, um dos principais postos de fronteira onde se podia atravessar o Muro. Tem diversos instrumentos usados em tentativas de fuga, inclusive um motor aquático para fugir por baixo da água. Lá, estão as placas do tempo da Guerra Fria, do tipo "Vocé Está Deixando o Setor Americano".
A construção do Muro coincide com um período de elevada tensão na Guerra Fria. Em 15 de abril de 1961, houve a frustrada tentativa de exilados cubanos apoiados pela Agência Central de Inteligência (CIA), a agência de espionagem dos EUA, de invadir a Baía dos Porcos, em Cuba. Isso levaria à tentativa de instalação de mísseis soviéticos em Cuba.
A Crise dos Mísseis (14 a 27 de outubro de 1962) foi o momento de maior tensão da Era Atômica. O mundo nunca esteve tão perto de uma guerra nuclear. Na época, ficou decidido que uma linha telefônica direta ligaria permanentemente a Casa Branca ao Kremlin para desarmar crises mundiais através da comunicação direta. O telefone vermelho começou a funcionar em 30 de agosto de 1963.
No mesmo ano, tanques soviéticos e americanos ficaram frente a frente em posição ameaçadora numa rua de Berlim. Em 26 de junho de 1963, Kennedy fez um famoso discurso Eu Sou um Berlinense diante do Muro: “Todos os homens livres, onde quer que vivam, são cidadãos de Berlim. Portanto, como um homem livre, tenho orgulho das palavras: Ich bin ein Berliner.”
Para aliviar as tensões e evitar que a Alemanha fosse palco da primeira batalha da Guerra Fria, em 1969, o primeiro-ministro social-democrata alemão-ocidental Willy Brandt lançou sua nova Ostpolitik, política para a Alemanha Oriental, numa tentativa de mudar o regime comunista através da reaproximação, do estabelecimento de laços diplomáticos, econômicos e culturais.
Em 1970, Brandt assinou o Tratado de Moscou, renunciando ao uso da força e reconhecendo as fronteiras da Europa, e o Tratado de Varsóvia, reconhecendo a fronteira polonesa nos rios Oder e Neisse. Em 1972, fechou o controvertido Tratado Básico com a Alemanha Oriental, estabelecendo relações diplomáticas entre os dois países.
ERA GORBACHEV
O Muro começou a ruir com a ascensão de Mikhai Gorbachev à liderança do Partido Comunista da União Soviética, em 11 de marco de 1985. Sua abertura democrática (glasnost) e sua reestruturação econômica (perestroika) foram mal recebidas pelos stalinistas da Alemanha Oriental, liderados por Erich Honecker, um entusiasta do Muro.
Dois meses antes do início da construção, o então líder do partido Walter Ulbricht, negou que seria construído, mas aparentemente mudou de ideia ao receber um telefonema do primeiro-ministro soviético, Nikita Kruschev, em 1º de agosto de 1961.
Em discurso diante do muro em 12 de junho de 1987, outro presidente americano, Ronald Reagan, fez um apelo a Gorbachev para derrubar o Muro.
Em 5 de abril de 1989, na Polônia, o sindicato livre Solidariedade fez um acordo com o regime comunista para participar de eleições, que venceu por maioria esmagadora em 4 e 18 de junho, perdendo apenas duas cadeiras das que pôde disputar.
Em 2 de maio, a Hungria rompeu a Cortina de Ferro. Começou a demanchar a cerca eletrificada na fronteira com a Áustria. Em 23 de agosto, em plenas férias de verão na Europa, todas as barreiras nas fronteiras da Hungria tinham caído.
Cidadãos dos países comunistas da Europa Oriental iam para a Hungria e cruzavam para o Ocidente. Cerca de 13 mil alemães-orientais fugiram via Áustria.
Quando começaram a ser mandados de volta da fronteira por pressão da Alemanha Oriental, invadiram embaixadas da Alemanha Oriental em Budapeste e Praga. O ministro do Exterior alemão-ocidental, Hans-Dietrich Genscher, foi pessoalmente a Praga. Os fugitivos foram autorizados a emigrar para a Alemanha Ocidental
O Muro de Berlim, em sua quarta geração, com blocos de concreto de 4 m de altura, resistia à avalanche democrática. Mas, desde setembro, as manifestações de massa de tornaram frequentes.
Em outubro de 1989, a Alemanha Oriental celebrou seus 40 anos com a presença de delegações dos partidos da esquerda brasileira. Mas o veterano líder linha-dura Honecker, que previra em janeiro que o Muro duraria mais cem anos, foi substituído por Egon Krenz, mais tolerante com a fuga dos alemães-orientais através dos países vizinhos.
Em 4 de novembro, um milhão de pessoas se reuniram na Alexanderplatz, no coração de Berlim Oriental, para pedir a abertura do regime.
Estive lá em 1990 e depois em 1998, na primeira eleição do Schröder, quando a praça já estava tomada pelos ex-comunistas do antigo Partido Socialista Unificado, o partido comunista da Alemanha Oriental, que mudou de nome para Partido Democrático Socialista e se fundiu com dissidentes do Partido Social-Democrata para formar um novo partido, A Esquerda.
O pessoal que realmente iniciou o movimento da sociedade civil pelo fim do comunismo formou a Aliança 90, aliada no Leste dOs Verdes. O partido verde alemão é o mais importante do mundo. Esteve no poder em aliança com o Partido Social-Democrata SPD na coligação verde-rosa, sob Schröder.
Sob pressão da fuga em massa que importunava outros países e dos protestos de rua, em 9 de novembro de 1989, o Politburo do partido comunista decidiu permitir que os alemães-orientais saíssem do país para visitar a Alemanha Ocidental através das fronteiras do país.
Com pouco mais do que uma nota em mãos, o encarregado de dar a notícia, o secretário de Propaganda do partido, Günter Schabowski, foi para uma entrevista coletiva fazer o anúncio. Disse que, pelas novas regras, os alemães-orientais poderiam viajar ao exterior. Bastava apresentar o passaporte na fronteira.
Diante de uma pergunta inesperada de um jornalista italiano, acrescentou que a medida entraria em vigor imediatamente.
Dezenas de milhares de alemães-orientais foram para os postos de fronteira em Berlim para cruzar o Muro. Os guardas não sabiam o que fazer. Ligaram para seus superiores, que não tinham sido informados da decisão confusa do Politburo. Cederam para evitar um banho de sangue como o que acontecera na Praça da Paz Celestial, em Pequim.
Os alemães cruzaram e pularam o Muro em diversos pontos. Tenho amigos que me disseram que, quando voltaram, no meio da madrugada, havia soldados postados ao longo de todo o lado oriental, o que foi interpretado como sinal de que o regime ainda estava em dúvida quanto à abertura total.
No dia seguinte, foi anunciada a abertura de mais 10 pontos de passagem. Antes do Natal, cidadãos das duas Alemanhas podiam viajar livremente entre os dois países.
Em 22 de dezembro, foi aberta a Porta de Brandemburgo, um dos principais pontos de Berlim, local das grandes celebrações de Ano Novo. Do lado oriental, leva à Unter den Linden (Avenida das Tílias), um dos lugares bonitos da antiga Berlim Oriental, onde as paredes dos prédios históricos ainda estava cravejadas pelas balas da Segunda Guerra Mundial.
LOCAIS HISTÓRICOS
Ao lado do Reichtstag, sede do Parlamento Alemão, a Porta de Brandemburgo é o principal símbolo de Berlim, Tem também a igreja da avenida Kurfurtensdam, que foi bombardeada e é mantida em ruínas como memória histórica, e a Coluna da Vitória.
O Mitte (Centro) da antiga Berlim Oriental se tornou um dos bairros mais agitados da festiva noite berlinense, para onde foram os artistas plásticos em busca de aluguéis mais baratos e espaço.
Um dos grandes marcos da reunificação da cidade é a Potzdamerplatz, onde em 1928, foi instalado o primeiro sinal de trânsito na Europa. Durante a Guerra Fria, a Potzdamer Platz sumiu. Ficava na terra de ninguém entre os dois lados do Muro. Ali, foi construído um grande centro comercial, com lojas, cinemas, teatros, restaurantes e galerais de arte para celebrar a Alemanha moderna.
REUNIFICAÇÃO
A queda do Muro foi uma bênção para o chanceler (primeiro-ministro) conservador Helmut Kohl, que governava a Alemanha Ocidental desde 1982, depois de romper uma longa hegemonia do SPD que vinha desde 1969.
Kohl estava mal nas pesquisas, mas o trem da História passou e ele pegou uma carona.
Em 1990, as potências ocupantes renunciaram a todos os seus direitos sobre o território alemão. A URSS saiu fora, e os ocidentais ficaram por causa da OTAN.
Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha estava reunificada sob a liderança de Kohl que venceu mais uma eleição. A atual chanceler, Angela Merkel, é do Leste e lidera o partido de Kohl, a União Democrata-Cristã (CDU), que venceu as eleições de 27 de setembro deste ano.
Para conquistar o apoio politico dos alemães-orientais, Kohl cometeu o que é considerado o grande erro econômico da reunificação. No mercado, o marco oriental valia seis vezes menos do que o marco alemão-ocidental.
Numa decisão política, Kohl resolveu converter poupanças, salários e pensões na cotação de um por um. Isso aumentou artificialmente os custos e preços do lado oriental e acabou sendo um obstáculo à absorção do Leste pela Alemanha Ocidental.
A nova Alemanha investiu até hoje 1,3 trilhão de euros na antiga Alemanha Oriental. A taxa de juros subiu para financiar tudo isso, pressionando moedas europeias mais fracas, como a lira e a libra, que sofreram fortes desvalorizações em 1992.
ÚLTIMAS ELEIÇÕES
Kohl ainda se reelegeu em 1994 e completou 16 anos no poder. A esquerda só voltou ao poder com Gerhard Schröder, cujo slogan de campanha era Neue Mitte (Novo Centro). Ele se apresentava como uma espécie de Tony Blair alemão, um modernizador que traria a social-democracia mais para o centro para ganhar eleições.
Schröder era um politico pragmático que fechou diversos acordos de bastidores. Nunca teve uma visão programática e ideológica capaz de relançar o SPD a seus momentos de glória. Na verdade, os grandes partidos, o SPD e a CDU, perderam muito espaço para partidos menores nas últimas décadas.
Com algumas reformas liberalizantes, Schröder conseguiu acelerar o crescimento da estagnada economia alemã e reduzir o desemprego, que atingia 4 milhões quando ele se elegeu, em setembro de 1998.
O crescimento e a oposição à invasão do Iraque lhe valeram a reeleição em 2002. Em 2005, ele perdeu por pequena margem para a atual chanceler Angela Merkel, que passou a governar numa grande aliança com o SPD até vencer as eleições de setembro de 2009.
Schröder governou em aliança com Os Verdes, com Joschka Fischer, um ex-líder estudantil e radical dos anos 60 que virou estadista, como ministro do Exterior. Fischer desafiou o então secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, quando a Alemanha, como membro temporário do Conselho de Segurança, foi contra a invasão do Iraque, provocando um grande racha na aliança transatlântica, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
No Kossovo, a Alemanha voltou a entrar em guerra pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Em uma convenção dOs Verdes, militantes e Fischer, na mesa, se acusavam de Hitler porque a Alemanha voltaria a entrar em combate na Guerra do Kossovo, em 1999.
A Alemanha quer mudar, mas é um pais maior e mais desigual, mais desequilibrado depois da reunificação, maior do que a aliada França. Isso abalou o eixo central da integração europeia, sob tremendas pressões da globalização,
O modelo social-democrata, símbolo da estabilidade, da paz e da prosperidade do pós-guerra, está ameaçado.
Uma crise que a Alemanha não esperava e acredita que não criou abalou inclusive o sistema financeiro alemão, que tinha excesso de poupança para aplicar, então investiu nos papéis que micaram.
As exportações desabaram. No primeiro semestre, a China superou a Alemanha e se tornou a maior exportadora mundial de produtos industriais.
A Alemanha compete com sua engenharia de ponta, mas seus custos são muito superiores aos da China, Índia, Sudeste Asiático, América Latina e Europa Oriental. A maior cidade industrial da Alemanha hoje é São Paulo, onde as empresas alemães criam mais valor.
Nas eleições de 2005, nenhum partido ganhou um mandato claro. Merkel governou com o SPD do ministro do Exterior, Frank-Walter Steinmeier.
Só agora pôde fazer aliança com os liberais-democratas do FDP, partido que tradicionalmente era o fiel da balança, fazia alianças com a CDU e o SPD para formar o governo.
Longe do poder, o FDP se tornou um partido mais liberal economicamente, a favor de desburocratização, desregulamentação, corte de impostos e subsídios, e reforma das leis de negociação coletiva de salários. Seu líder é Guido Westerwelle, novo ministro do Exterior alemão.
Merkel teme a volta da inflação com o aumento do endividamento público e gostaria de impor mais disciplina ao mercado financeiro. Steinmeier prometia pleno emprego dentro de alguns anos, o que parece impossível.
Resultado: o SPD sofreu sua maior derrota desde as eleições que levaram Hitler ao poder, em 1932.
A Alemanha é uma sociedade complexa, em larga medida introvertida e insegura quanto ao futuro, em crise de identidade, com dificuldades para manter a estabilidade, a harmonia e a paz social conquistadas com a economia social de mercado do modelo social-demcrata. Sua saída é a Europa, mas a UE dos 27 se tornou grande demais e também vive sua crise de identidade.
De qualquer maneira, é um país rico, moderno e bem-sucedido, que está na vanguarda da ciência, da cultura e das artes, berço de poetas e filósofos - e vai continuar sendo um dos mais importantes do mundo.
Chávez prepara guerra contra a Colômbia
Em mais uma de suas corriqueiras bravatas, o presidente Hugo Chávez mandou as Forças Armadas da Venezuela se prepararem para a guerra contra a Colômbia.
No seu programa dominical Alô Presidente, o caudilho venezuelano afirmou que "o governo da Colômbia não está em Bogotá, está nos Estados Unidos", numa referência ao acordo em que o governo colombiano autorizou o uso de sete bases militares do país pelos americanos.
No seu programa dominical Alô Presidente, o caudilho venezuelano afirmou que "o governo da Colômbia não está em Bogotá, está nos Estados Unidos", numa referência ao acordo em que o governo colombiano autorizou o uso de sete bases militares do país pelos americanos.
domingo, 8 de novembro de 2009
Iraque aprova lei para eleições de 16 de janeiro
Depois de uma série de negociações de última hora, a Assembleia Nacional do Iraque aprovou a lei para as eleições parlamentares de 16 de janeiro.
A Comissão Eleitoral considera o tempo escasso para organizar o pleito, mas os políticos estão decididos a manter a data de votação. Será mais um teste para a ordem criada pelos Estados Unidos no Iraque depois da invasão do país para derrubar o ditador Saddam Hussein, em março de 2003.
A Comissão Eleitoral considera o tempo escasso para organizar o pleito, mas os políticos estão decididos a manter a data de votação. Será mais um teste para a ordem criada pelos Estados Unidos no Iraque depois da invasão do país para derrubar o ditador Saddam Hussein, em março de 2003.
EUA dificultam ajuda à Somália
As Nações Unidas acusaram hoje os Estados Unidos de retardarem a ajuda de alimentos à Somália por medo de que os suprimentos caiam nas mãos de milícias fundamentalistas ligadas à rede terrorista Al Caeda.
Desde o mês passado, o Programa Mundial de Alimentos da ONU reduziu pela metade a ração para certas áreas do país, que vive em estado de anarquia há 18 anos, sem governo nem Estado que funcionem. Em dezembro, pode ficar sem comida.
Desde o mês passado, o Programa Mundial de Alimentos da ONU reduziu pela metade a ração para certas áreas do país, que vive em estado de anarquia há 18 anos, sem governo nem Estado que funcionem. Em dezembro, pode ficar sem comida.
China sobretaxa importação dos EUA, UE e Coreia do Sul
Em mais um conflito comercial em meio à maior queda no comércio internacional das últimas décadas, a China aplicou tarifas antidumping de 5% a 35,4% às importações de ácido adípico dos Estados Unidos, da União Europeia e da Coreia do Sul, uma substância essencial à fabricação de nylon.
A medida foi anunciada hoje pelo Ministério do Comércio da China e entra em vigor nesta segunda-feira, 9 de novembro de 2009. O governo chinês acredita que a substância está sendo vendida abaixo do preço de custo, o que caracteriza o dumping.
É mais uma fricção entre as grandes potências. Na semana passada, os EUA e a China anunciaram um acordo para reduzir barreiras comerciais numa série de setores, como agricultura, alta tecnologia e turismo.
Mas, em setembro, o governo Barack Obama sobretaxou as importações de pneus chineses. A China retaliou aumentando as tarifas de importação de frango, automóveis e autopeças americanas.
No mês passado, o governo chinês aplicou tarifas antidumping de até 36% sobre importações de nylon dos EUA, da UE, da Rússia e de Taiwan.
A medida foi anunciada hoje pelo Ministério do Comércio da China e entra em vigor nesta segunda-feira, 9 de novembro de 2009. O governo chinês acredita que a substância está sendo vendida abaixo do preço de custo, o que caracteriza o dumping.
É mais uma fricção entre as grandes potências. Na semana passada, os EUA e a China anunciaram um acordo para reduzir barreiras comerciais numa série de setores, como agricultura, alta tecnologia e turismo.
Mas, em setembro, o governo Barack Obama sobretaxou as importações de pneus chineses. A China retaliou aumentando as tarifas de importação de frango, automóveis e autopeças americanas.
No mês passado, o governo chinês aplicou tarifas antidumping de até 36% sobre importações de nylon dos EUA, da UE, da Rússia e de Taiwan.
Câmara aprova reforma da saúde nos EUA
Por 220 a 215, com o voto contrário de 31 deputados, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou agora à noite uma proposta para a reforma do sistema de saúde do país que garante a cobertura para todos os americanos, uma das promessas de campanha do presidente Barack Obama.
O projeto foi aprovado depois de uma mudança de última hora feita pelos líderes do Partido Democrata para impedir a realização de abortos financiados pelo plano de saúde governamental.
A proposta prevê que todos os americanos tenham algum tipo de seguro de saúde. Obama foi pessoalmente ao Capitólio para pressionar pela aprovação da medida.
O custo da reforma está estimado em US$ 1,1 trilhão em 10 anos. A proposta segue agora para o Senado.
O projeto foi aprovado depois de uma mudança de última hora feita pelos líderes do Partido Democrata para impedir a realização de abortos financiados pelo plano de saúde governamental.
A proposta prevê que todos os americanos tenham algum tipo de seguro de saúde. Obama foi pessoalmente ao Capitólio para pressionar pela aprovação da medida.
O custo da reforma está estimado em US$ 1,1 trilhão em 10 anos. A proposta segue agora para o Senado.
Blogueira rebelde é sequestrada em Cuba
A blogueira Yoani Sánchez, que não pôde vir ao Brasil e a outros países da América Latina para o lançamento de seu livro De Cuba, com Carinho, denuncia ter sido sequestrada e agredida por agentes do regime comunista cubano quando ia com amigos para uma manifestação pela paz e contra a violência. No ano passado, ela ganhou o Prêmio de Jornalismo Ortega y Gasset.
Em seu blog Generación Y, a jornalista denunciou o fato como um ataque no estilo da Camorra, a máfia napolitana.
Pelo relato, Yoani foi abordada por três agentes da ditadura dos irmãos Castro que andavam num carro chinês. A China é a nova aliada que ajuda a sustentar o falido regime cubano.
Ela pediu documentos, a identificação dos agentes ou um mandado de prisão. Nada. Então, gritou por ajuda, denunciando o sequestro. A reação dos bandidos governamentais foi direta: "Não se metam. Eles são contrarrevolucionários."
Depois de uma consulta aos chefes por telefone, conta Yoani, os agentes partiram para a agressão para obrigá-los a entrar no carro. Ela pegou um papel do bolso de um deles e mastigou. Foi o suficiente para que, já dentro do carro, a pegassem pelos cabelos e imobilizassem com um joelho no peito enquanto a espancavam nos rins e na cabeça para que soltasse o papel.
Não houve interrogatório nem ela e seu amigo Orlando foram conduzidos a uma delegacia. Simplesmente, foram espancados e jogados na rua.
Pela descrição, a ação tem todas as características de um ato de terrorismo de Estado de um governo cujos países latino-americanos querem ver de volta na Organização dos Estados Americanos (OEA), ignorando a cláusula democrática aprovada em Santiago do Chile em 2001.
É estranho que o governo Lula lute pela democracia em Honduras ao mesmo tempo em que defende a ditadura cubana.
Vinte anos depois da queda do Muro de Berlim, Cuba continua sendo uma prisão, como era a extinta Alemanha Oriental.
Em seu blog Generación Y, a jornalista denunciou o fato como um ataque no estilo da Camorra, a máfia napolitana.
Pelo relato, Yoani foi abordada por três agentes da ditadura dos irmãos Castro que andavam num carro chinês. A China é a nova aliada que ajuda a sustentar o falido regime cubano.
Ela pediu documentos, a identificação dos agentes ou um mandado de prisão. Nada. Então, gritou por ajuda, denunciando o sequestro. A reação dos bandidos governamentais foi direta: "Não se metam. Eles são contrarrevolucionários."
Depois de uma consulta aos chefes por telefone, conta Yoani, os agentes partiram para a agressão para obrigá-los a entrar no carro. Ela pegou um papel do bolso de um deles e mastigou. Foi o suficiente para que, já dentro do carro, a pegassem pelos cabelos e imobilizassem com um joelho no peito enquanto a espancavam nos rins e na cabeça para que soltasse o papel.
Não houve interrogatório nem ela e seu amigo Orlando foram conduzidos a uma delegacia. Simplesmente, foram espancados e jogados na rua.
Pela descrição, a ação tem todas as características de um ato de terrorismo de Estado de um governo cujos países latino-americanos querem ver de volta na Organização dos Estados Americanos (OEA), ignorando a cláusula democrática aprovada em Santiago do Chile em 2001.
É estranho que o governo Lula lute pela democracia em Honduras ao mesmo tempo em que defende a ditadura cubana.
Vinte anos depois da queda do Muro de Berlim, Cuba continua sendo uma prisão, como era a extinta Alemanha Oriental.
Alemanha renasce como líder da Europa unida
Desde que os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, depois do bombardeio japonês a Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, o presidente Franklin Delano Roosevelt preparava a ordem mundial do pós-guerra. Na Europa, mais uma vez, o desafio era impedir a remilitarização da Alemanha.
É melhor uma Alemanha europeia do que uma Europa alemã.
A maneira de evitar novas guerras na Europa era integrar os povos europeus numa comunidade de modo que eles pudessem resolver pacificamente seus conflitos. Em larga medida, a União das Comunidades Europeias conseguiu transcender à guerra.
Os europeus vão à guerra ocasionalmente, como no Golfo, no Kossovo, no Afeganistão e no Iraque, geralmente com os EUA. Mas não há apoio popular para isso, e os orçamentos militares são pequenos.
Na OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte, criada em 1949 para defender a Europa Ocidental e a América do Norte de uma invasão soviética), as decisões são tomadas por consenso mas 90% das armas de ponta são americanas.
A aliança ficou desequilibrada e pesada. É usada hoje pelos EUA muito mais como um instrumento político do que militar, ou como força subsidiária, de apoio. Mas essa é outra história.
O importante aqui é a paz eterna, sonhada pelo filósofo alemão Immanuel Kant em 1795 no ensaio Paz Perpétua e antes dele pelo Abade St.-Pierre, talvez o primeiro a propor a criação de uma organização internacional para proteger a paz mundial. Para nós, brasileiros e latino-americanos, a guerra é uma realidade distante.
Em alguns lugares de Berlim, a destruição foi preservada, como na Anhalter Banhof, uma estação de trem onde só sobrou a fachada.
COMUNIDADE EUROPEIA
A integração européia nasce com o Plano Schuman, numa referência ao ministro das Relações Exteriores da França na época, Robert Schuman. Foi lançado em 9 de maio de 1950, cinco anos depois do fim da guerra, com o objetivo central de acabar com o conflito franco-alemão. O projeto era de seu assessor Jean Monnet. Eles são considerados os pais da UE, que é o modelo de integração para o Mercosul e a Unasul.
É o marco do início da cooperação entre a França e a Alemanha. O primeiro resultado prático é a criação, em 18 de abril de 1951, da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço. Controlando a produção de carvão e aço, seria possível evitar uma nova corrida armamentista no continente.
A Alemanha se reconstroi com a ajuda do Plano Marshall e volta a ser uma economia importante. Há um filme do Rainer Werner Fassbinder, O Casamento de Maria Braun, que apresenta a recuperação como uma prostituição do país ao capitalismo americano, uma alegoria da Alemanha dos anos 50. A vitória na Copa de 54 é apresentada ironicamente como um marco do renascimento, do milagre econômico alemão, que segue pelos anos 60 e vai até a crise do petróleo de 1973.
Ao mesmo tempo, os EUA saíam da guerra como superpotência econômica do mundo capitalista, com quase metade da produção industrial e da riqueza.
A nova ordem econômica mundial proposta por Roosevelt na Conferência de Bretton Woods, que criou o Fundo Monetário Internacional e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), depois Banco Mundial, visava primeiramente evitar a volta da Grande Depressão nos EUA.
Para isso, seria necessário um comércio internacional aberto. Os EUA boicotavam assim todas as tentativas de integração regional porque elas sempre implicariam o surgimento de barreiras aos produtos americanos - e hegemonia é isso, impor sua vontade.
No caso da Europa, era diferente. O Exército Vermelho tinha se mostrado o melhor do mundo. Mais de 80% das tropas alemãs foram derrotadas na frente russa, e a União Soviética ocupou os países que libertou do nazismo na Europa Oriental. Na Guerra Fria, o Ocidente temia que o Exército Vermelho tomasse o resto da Europa.
As diferentes doutrinas de geopolítica sempre discutiram se o mais importante era ter o domínio dos mares ou de grandes massas continentais. Os EUA, com dois oceanos e sem inimigos na vizinhança, são uma potência aeronaval.
Uma tese é que quem domina a Ilha do Mundo (Eurásia e África) domina o mundo. A URSS só precisaria tomar a Europa Ocidental.
Os EUA precisavam de uma Europa capitalista unida e próspera para encarar o desafio comunista. A Europa – e sobretudo a Alemanha – era a primeira fronteira da Guerra Fria. Ali ia começar a guerra para acabar com o mundo.
A Comunidade Econômica Europeia nasce em 1957, quando seis países assinaram o Tratado de Roma: Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Nos anos 70, entrariam Dinamarca, Irlanda e Reino Unido. Nos anos 80, Grécia, Espanha e Portugal. Nos anos 90, Áustria, Finlândia e Suécia.
Em 1991, o Tratado de Maastricht, que demorou algum tempo a ser ratificado porque chegou a ser rejeitado na Dinamarca por causa da moeda única, cria a União das Comunidades Europeias, a União Europeia, com a proposta de união econômica, monetária e política.
A queda do Muro de Berlim trouxe novos candidatos, ampliou a UE e retardou o aprofundamento da integração. Entraram muitos países pobres, com níveis de desenvolvimento muito abaixo da média comunitária.
Em 2004, entraram Hungria, Polônia, República Tcheca, Estônia, Letônia, Lituânia, Chipre, Malta, Eslováquia e Eslovênia. Acabava a divisão da Europa feita por Roosevelt, Stalin e Churchill na Conferência da Yalta.
Ainda entraram, em 2007, a Bulgária e a Romênia. Estão na fila a Croácia, a Sérvia (que depende da prisão de Ratko Mladic, general sérvio-bósnio) e a Turquia, que negocia há pelo menos 15 anos.
O euro surge como moeda contábil em 1999 e passa a circular em 2002 como moeda ancorado na rígida disciplina do Bundesbank, o banco central alemão, ainda traumatizado pela hiperinflação de 1923.
A chanceler (primeira-ministra, o cargo de chefe de governo na Alemanha chama-se Kanzler, Bundeskanzler, Chanceler Federal) Angela Merkel se apavora com o envididamento público dos EUA e do Reino Unido para combater a crise. Considera irresponsáveis, assim como a própria cultura dos centros financeiros de Nova York e Londres, onde começou a crise, na visão da Alemanha e da França.
Esses países são aliados do Brasil no G-20, na tentativa de regulamentar o sistema financeiro internacional. O presidente francês, Nicolas Sarkozy insiste em impor limites ao pagamento de bônus para que remunerem o sucesso a longo prazo e quer punir quem causar prejuízo. Nos centros financeiros, será difícil acabar com a cultura dos bônus, vistos como parte inalienável da remuneração dos grandes executivos do setor.
A França e a Alemanha são o eixo central ao redor do qual foi construída a integração. Mas a queda do Muro de Berlim, ao criar uma Alemanha maior, mais populosa e mais poderosa, criou uma assimetria de poder e de interesses que abala esse eixo.
Reunificada, a Alemanha partiu para conquistar o Leste Europeu. Investiu pesadamente na Polônia, na República Tcheca, na Hungria e na Rússia. Os alemães são os maiores investidores estrangeiros na Rússia.
Em todos os países do Leste, invadidos pelos nazistas e ocupados por Stalin, há ressentimento contra a Alemanha e contra a Rússia. Eles viveram espremidos por dois gigantes cruéis. Não é à toa que são aliados fiéis dos EUA.
É melhor uma Alemanha europeia do que uma Europa alemã.
A maneira de evitar novas guerras na Europa era integrar os povos europeus numa comunidade de modo que eles pudessem resolver pacificamente seus conflitos. Em larga medida, a União das Comunidades Europeias conseguiu transcender à guerra.
Os europeus vão à guerra ocasionalmente, como no Golfo, no Kossovo, no Afeganistão e no Iraque, geralmente com os EUA. Mas não há apoio popular para isso, e os orçamentos militares são pequenos.
Na OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte, criada em 1949 para defender a Europa Ocidental e a América do Norte de uma invasão soviética), as decisões são tomadas por consenso mas 90% das armas de ponta são americanas.
A aliança ficou desequilibrada e pesada. É usada hoje pelos EUA muito mais como um instrumento político do que militar, ou como força subsidiária, de apoio. Mas essa é outra história.
O importante aqui é a paz eterna, sonhada pelo filósofo alemão Immanuel Kant em 1795 no ensaio Paz Perpétua e antes dele pelo Abade St.-Pierre, talvez o primeiro a propor a criação de uma organização internacional para proteger a paz mundial. Para nós, brasileiros e latino-americanos, a guerra é uma realidade distante.
Em alguns lugares de Berlim, a destruição foi preservada, como na Anhalter Banhof, uma estação de trem onde só sobrou a fachada.
COMUNIDADE EUROPEIA
A integração européia nasce com o Plano Schuman, numa referência ao ministro das Relações Exteriores da França na época, Robert Schuman. Foi lançado em 9 de maio de 1950, cinco anos depois do fim da guerra, com o objetivo central de acabar com o conflito franco-alemão. O projeto era de seu assessor Jean Monnet. Eles são considerados os pais da UE, que é o modelo de integração para o Mercosul e a Unasul.
É o marco do início da cooperação entre a França e a Alemanha. O primeiro resultado prático é a criação, em 18 de abril de 1951, da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço. Controlando a produção de carvão e aço, seria possível evitar uma nova corrida armamentista no continente.
A Alemanha se reconstroi com a ajuda do Plano Marshall e volta a ser uma economia importante. Há um filme do Rainer Werner Fassbinder, O Casamento de Maria Braun, que apresenta a recuperação como uma prostituição do país ao capitalismo americano, uma alegoria da Alemanha dos anos 50. A vitória na Copa de 54 é apresentada ironicamente como um marco do renascimento, do milagre econômico alemão, que segue pelos anos 60 e vai até a crise do petróleo de 1973.
Ao mesmo tempo, os EUA saíam da guerra como superpotência econômica do mundo capitalista, com quase metade da produção industrial e da riqueza.
A nova ordem econômica mundial proposta por Roosevelt na Conferência de Bretton Woods, que criou o Fundo Monetário Internacional e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), depois Banco Mundial, visava primeiramente evitar a volta da Grande Depressão nos EUA.
Para isso, seria necessário um comércio internacional aberto. Os EUA boicotavam assim todas as tentativas de integração regional porque elas sempre implicariam o surgimento de barreiras aos produtos americanos - e hegemonia é isso, impor sua vontade.
No caso da Europa, era diferente. O Exército Vermelho tinha se mostrado o melhor do mundo. Mais de 80% das tropas alemãs foram derrotadas na frente russa, e a União Soviética ocupou os países que libertou do nazismo na Europa Oriental. Na Guerra Fria, o Ocidente temia que o Exército Vermelho tomasse o resto da Europa.
As diferentes doutrinas de geopolítica sempre discutiram se o mais importante era ter o domínio dos mares ou de grandes massas continentais. Os EUA, com dois oceanos e sem inimigos na vizinhança, são uma potência aeronaval.
Uma tese é que quem domina a Ilha do Mundo (Eurásia e África) domina o mundo. A URSS só precisaria tomar a Europa Ocidental.
Os EUA precisavam de uma Europa capitalista unida e próspera para encarar o desafio comunista. A Europa – e sobretudo a Alemanha – era a primeira fronteira da Guerra Fria. Ali ia começar a guerra para acabar com o mundo.
A Comunidade Econômica Europeia nasce em 1957, quando seis países assinaram o Tratado de Roma: Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Nos anos 70, entrariam Dinamarca, Irlanda e Reino Unido. Nos anos 80, Grécia, Espanha e Portugal. Nos anos 90, Áustria, Finlândia e Suécia.
Em 1991, o Tratado de Maastricht, que demorou algum tempo a ser ratificado porque chegou a ser rejeitado na Dinamarca por causa da moeda única, cria a União das Comunidades Europeias, a União Europeia, com a proposta de união econômica, monetária e política.
A queda do Muro de Berlim trouxe novos candidatos, ampliou a UE e retardou o aprofundamento da integração. Entraram muitos países pobres, com níveis de desenvolvimento muito abaixo da média comunitária.
Em 2004, entraram Hungria, Polônia, República Tcheca, Estônia, Letônia, Lituânia, Chipre, Malta, Eslováquia e Eslovênia. Acabava a divisão da Europa feita por Roosevelt, Stalin e Churchill na Conferência da Yalta.
Ainda entraram, em 2007, a Bulgária e a Romênia. Estão na fila a Croácia, a Sérvia (que depende da prisão de Ratko Mladic, general sérvio-bósnio) e a Turquia, que negocia há pelo menos 15 anos.
O euro surge como moeda contábil em 1999 e passa a circular em 2002 como moeda ancorado na rígida disciplina do Bundesbank, o banco central alemão, ainda traumatizado pela hiperinflação de 1923.
A chanceler (primeira-ministra, o cargo de chefe de governo na Alemanha chama-se Kanzler, Bundeskanzler, Chanceler Federal) Angela Merkel se apavora com o envididamento público dos EUA e do Reino Unido para combater a crise. Considera irresponsáveis, assim como a própria cultura dos centros financeiros de Nova York e Londres, onde começou a crise, na visão da Alemanha e da França.
Esses países são aliados do Brasil no G-20, na tentativa de regulamentar o sistema financeiro internacional. O presidente francês, Nicolas Sarkozy insiste em impor limites ao pagamento de bônus para que remunerem o sucesso a longo prazo e quer punir quem causar prejuízo. Nos centros financeiros, será difícil acabar com a cultura dos bônus, vistos como parte inalienável da remuneração dos grandes executivos do setor.
A França e a Alemanha são o eixo central ao redor do qual foi construída a integração. Mas a queda do Muro de Berlim, ao criar uma Alemanha maior, mais populosa e mais poderosa, criou uma assimetria de poder e de interesses que abala esse eixo.
Reunificada, a Alemanha partiu para conquistar o Leste Europeu. Investiu pesadamente na Polônia, na República Tcheca, na Hungria e na Rússia. Os alemães são os maiores investidores estrangeiros na Rússia.
Em todos os países do Leste, invadidos pelos nazistas e ocupados por Stalin, há ressentimento contra a Alemanha e contra a Rússia. Eles viveram espremidos por dois gigantes cruéis. Não é à toa que são aliados fiéis dos EUA.
sábado, 7 de novembro de 2009
Sindicalistas impedem distribuição de jornais
Em mais uma tentativa de censurar a imprensa, pelo segundo dia seguido, ativistas do Sindicato dos Caminhoneiros mobilizados pelo secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT) da Argentina, Hugo Moyano, bloquearam na madrugada de hoje as oficinas dos jornais Clarín e La Nación, e da revista Noticias, críticos do governo Cristina Kirchner.
Moyano é um dos principais aliados do ex-presidente Néstor Kirchner dentro do Partido Justicialista ou peronista.
"É preciso contextualizar esta ação no clima de agressão e hostilidade contra a imprensa na Argentina, do qual não têm sido alheios setores ligados ao poder político", protestou, em nota, a Associação das Entidades Jornalísticas Argentinas.
O casal Kirchner discrimina os jornais de oposição na distribuição das verbas da publicidade oficial, enviou mais de 200 fiscais do imposto de renda para uma operação no Clarín e conseguiu aprovar às pressas uma nova lei de telerradiodifusão, enquanto ainda tem maioria no Congresso.
Mesmo antecipando as eleições de meio de mandato para 28 de junho, por medo de que a profunda crise econômica interna se agravasse, os Kirchner perderam, mas os novos deputados e senadores só assumem em dezembro. Antes disso, o governo usou seu rolo compressor para aprovar a nova legislação sobre meios audiovisuais, que vai obrigar o Clarín e a empresa que edita o jornal espanhol El País a devolverem centenas de licenças de operação.
Moyano é um dos principais aliados do ex-presidente Néstor Kirchner dentro do Partido Justicialista ou peronista.
"É preciso contextualizar esta ação no clima de agressão e hostilidade contra a imprensa na Argentina, do qual não têm sido alheios setores ligados ao poder político", protestou, em nota, a Associação das Entidades Jornalísticas Argentinas.
O casal Kirchner discrimina os jornais de oposição na distribuição das verbas da publicidade oficial, enviou mais de 200 fiscais do imposto de renda para uma operação no Clarín e conseguiu aprovar às pressas uma nova lei de telerradiodifusão, enquanto ainda tem maioria no Congresso.
Mesmo antecipando as eleições de meio de mandato para 28 de junho, por medo de que a profunda crise econômica interna se agravasse, os Kirchner perderam, mas os novos deputados e senadores só assumem em dezembro. Antes disso, o governo usou seu rolo compressor para aprovar a nova legislação sobre meios audiovisuais, que vai obrigar o Clarín e a empresa que edita o jornal espanhol El País a devolverem centenas de licenças de operação.
Brasil põe desequilíbrio cambial na agenda do G-20
Por iniciativa do Brasil, a reunião ministerial do Grupo dos 20 (19 países mais ricos do mundo e a União Europeia) realizada neste fim de semana na Escócia incluiu a questão cambial na agenda das discussões sobre como superar a crise econômica mundial.
O real é uma das moedas que mais se valorizaram diante do dólar, minando a competitividade das exportações brasileiras de produtos manufaturados, que se tornaram mais caros diante da concorrência. Quem mais se beneficia é a China, que vem ganhando mercado da indústria brasileira no mercado latino-americano.
Diante do colapso das exportações com a Grande Recessão, a China voltou a colar, na prática, a moeda chinesa, o iuã, no dólar. Há alguns anos, o iuã flutuava com base numa cesta de moedas. Desde o ano passado, passou a acompanhar o dólar, aumentando a competitividade das exportações em todos os países cujas moedas se desvalorizaram.
Com o câmbio flutuante, a lógica econômica indica que a moeda chinesa deveria se valorizar por causa do expressivo saldo comercial chinês e do grande influxo de investimentos externos no país. Ao manter a moeda subvalorizada, a China faz com que outras moedas, como o euro, paguem o custo da desvalorização do dólar.
Essa desvalorização traz um sério risco para o equilíbrio da economia global. Os investidores estão tomando dinheiro emprestado em dólares no momento em que a taxa básica de juros da economia dos Estados Unidos está em praticamente zero. Vendem esses dólares para aplicar em países com taxas de retorno maior, como o Brasil, onde a taxa básica está em 8,75%.
Ao fazerem isso, jogam o dólar ainda mais para baixo e valorizam moedas como o real.
Para o Brasil, chegou a hora de enfrentar a China, maior rival na disputa pelo mercado latino-americano, o único para onde o Brasil tem vendas externas significativas de produtos manufaturados.
Não se trata (ainda) de abrir uma guerra comercial, mas de não aceitar uma posição subalterna em relação à superpotência emergente, que não hesita em usar seu poderio, pressionar mercados e países fracos, e manipular o câmbio em defesa de seus interesses nacionais.
Apesar do governo Lula ver uma aliança ideológica com a China e uma possibilidade de reduzir a influência internacional dos EUA, inclusive substituindo o dólar por outra moeda internacional, neste caso específico do desequilíbrio cambial o Brasil está mais perto dos EUA.
Num globalizado e multipolar, é preciso negociar com todos os países, especialmente com os grandes, inclusive para evitar o surgimento de novas hegemonias.
O real é uma das moedas que mais se valorizaram diante do dólar, minando a competitividade das exportações brasileiras de produtos manufaturados, que se tornaram mais caros diante da concorrência. Quem mais se beneficia é a China, que vem ganhando mercado da indústria brasileira no mercado latino-americano.
Diante do colapso das exportações com a Grande Recessão, a China voltou a colar, na prática, a moeda chinesa, o iuã, no dólar. Há alguns anos, o iuã flutuava com base numa cesta de moedas. Desde o ano passado, passou a acompanhar o dólar, aumentando a competitividade das exportações em todos os países cujas moedas se desvalorizaram.
Com o câmbio flutuante, a lógica econômica indica que a moeda chinesa deveria se valorizar por causa do expressivo saldo comercial chinês e do grande influxo de investimentos externos no país. Ao manter a moeda subvalorizada, a China faz com que outras moedas, como o euro, paguem o custo da desvalorização do dólar.
Essa desvalorização traz um sério risco para o equilíbrio da economia global. Os investidores estão tomando dinheiro emprestado em dólares no momento em que a taxa básica de juros da economia dos Estados Unidos está em praticamente zero. Vendem esses dólares para aplicar em países com taxas de retorno maior, como o Brasil, onde a taxa básica está em 8,75%.
Ao fazerem isso, jogam o dólar ainda mais para baixo e valorizam moedas como o real.
Para o Brasil, chegou a hora de enfrentar a China, maior rival na disputa pelo mercado latino-americano, o único para onde o Brasil tem vendas externas significativas de produtos manufaturados.
Não se trata (ainda) de abrir uma guerra comercial, mas de não aceitar uma posição subalterna em relação à superpotência emergente, que não hesita em usar seu poderio, pressionar mercados e países fracos, e manipular o câmbio em defesa de seus interesses nacionais.
Apesar do governo Lula ver uma aliança ideológica com a China e uma possibilidade de reduzir a influência internacional dos EUA, inclusive substituindo o dólar por outra moeda internacional, neste caso específico do desequilíbrio cambial o Brasil está mais perto dos EUA.
Num globalizado e multipolar, é preciso negociar com todos os países, especialmente com os grandes, inclusive para evitar o surgimento de novas hegemonias.
Obama deve enviar mais 34 mil ao Afeganistão
O presidente Barack Obama já teria decidido enviar mais 34 mil soldados dos Estados Unidos para a guerra no Afeganistão, mas só fará o anúncio depois de consultar aliados na viagem que fará à Ásia ainda neste mês.
Pelos planos, Obama mandaria mais três brigadas do Exército da 101º Divisão Aerotransportada do Forte Campbell, no Kentucky, e da 10ª Divisão de Montanha do Forte Drum, em Nova York, e uma brigada do Corpo de Fuzileiros Navais, num total de mais 23 mil tropas de combate e de apoio.
As brigadas do Exército tem de 3,5 mil a 5 mil soldados; a dos fuzileiros navais, 8 mil.
Outros 7 mil soldados e tropas de apoio iriam para um novo quartel-regional do Comando Regional Sul da força internacional, com sede em Kandahar, o berço da Milícia dos Talebã.
As primeiras forças de combate deste novo contingente chegaria ao Afeganistão em março, e as outras três brigadas em intervalos de três meses. Todos os reforços entrariam em ação até o fim de 2010.
Pelos planos, Obama mandaria mais três brigadas do Exército da 101º Divisão Aerotransportada do Forte Campbell, no Kentucky, e da 10ª Divisão de Montanha do Forte Drum, em Nova York, e uma brigada do Corpo de Fuzileiros Navais, num total de mais 23 mil tropas de combate e de apoio.
As brigadas do Exército tem de 3,5 mil a 5 mil soldados; a dos fuzileiros navais, 8 mil.
Outros 7 mil soldados e tropas de apoio iriam para um novo quartel-regional do Comando Regional Sul da força internacional, com sede em Kandahar, o berço da Milícia dos Talebã.
As primeiras forças de combate deste novo contingente chegaria ao Afeganistão em março, e as outras três brigadas em intervalos de três meses. Todos os reforços entrariam em ação até o fim de 2010.
Alemanha, mãe pálida*
A Alemanha é hoje a maior economia europeia e quarta do mundo, segunda maior exportadora de produtos industriais, recentemente superada pela China por causa da crise. É um país moderno, pacífico e desenvolvido. A excelência de sua engenharia compensa os altos custos de produção.
A Alemanha reunificada (a Alemanha foi unificada por Bismarck em 1871, no fim da Guerra Franco-Prussiana) é a primeira filha do mundo pós-Guerra Fria, que dividiu a Alemanha.
Toda ascensão de grandes potências provoca tensões e guerras. A China promete não seguir o exemplo da Alemanha e da União Soviética.
A ascensão da Alemanha provocou duas guerras mundiais (1914-18 e 1939-45). Claro que os outros europeus não foram santos na grande guerra civil europeia, mas a Alemanha esteve no centro de tudo desde a unificação promovida pelo marechal de ferro original, Otto von Bismarck, em 1871, no fim da Guerra Franco-Prussiana.
Bismarck observou que estar no centro do continente e não ter fronteiras naturais era a vantagem e a desvantagem da Alemanha, um país vulnerável (não esqueçam que a Inglaterra é um navio que Deus na Mancha ancorou, como disse Castro Alves) e expansionista.
A Guerra Franco-Prussiana (1870-71) unifica uma série de reinos e principados como a Prússia, a Renânia e a Baviera, criando a Alemanha, sob hegemonia da autoritária Prússia , tomado as regiões francesas da Alsácia e da Lorena, que estão na origem da Primeira Guerra Mundial (1914-18).
Como se industrializou depois da Grã-Bretanha, a Alemanha adota o nacionalismo econômico, pregado por pensadores como Johann Fichte. Bismarck introduz a social-democracia, os direitos sociais e trabalhistas que estão até hoje no centro da economia social de mercado, o modelo econômico da União Europeia.
O Partido Social Democrata (SPD), um dos grandes do país, nasce do movimento operário e da social democracia alemã. Seu líder, Frank-Walter Steinmeier, era ministro do Exterior até ser derrotado nas eleições de setembro pela União Democrata Cristã (CDU) da primeira-ministra Angela Merkel. Foi a pior derrota do SPD desde as eleições de 1932, em plena Grande Depressão, que levaram os nazistas ao poder
Antes do final do século 19, a Alemanha já era a segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos EUA, maiores e mais ricos em recursos naturais.
Mas os alemães eram os grandes pensadores, os grandes filósofos (Imanuel Kant, Josef Hegel, Karl Marx, Friedrich Nietzche, entre outros), desprezavam os americanos. O século 20 seria o século da Alemanha. Seria, se a Alemanha não tivesse se autodestruído em duas guerras mundiais.
A ascensão da Alemanha, inclusive como potência colonial, a partir da Conferência de Berlim (1884-85), quando os europeus fizeram a partilha da África, leva ao aumento da tensão e à formação da Tríplice Aliança (Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália), em 1882, e da Tríplice Entente (França, Grã-Bretanha e Rússia), em 1907.
Essas foram as alianças que travaram a Primeira Guerra Mundial de 28 de julho de 1918 a 11 de novembro de 1918. Esta guerra moldou o século 20. Foi responsável pela entrada dos EUA na cena internacional, a partir de 1917, e pela Revolução Russa, no mesmo ano.
Até março de 1918, a Alemanha tinha chance de ganhar, mas a entrada dos EUA e de seus recursos numa Europa arrasada decidiu a guerra.
Derrotada, a Alemanha foi submetida a dívidas de guerra e condições extremamente desfavoráveis na Conferência de Paz de Versalhes.
Para convencer o povo americano da necessidade de intervenção militar na Europa o presidente americano Woodrow Wilson dizia que era “a guerra para acabar com todas as guerras”.
Versalhes foi a paz para acabar com todas as pazes. Como o Congresso dos EUA rejeitou a Convenção da Liga das Nações, uma proposta de Wilson, os EUA retomaram sua posição isolacionista.
Humilhada e arrasada, a Alemanha deixa de ser um império (Wilson achava que a culpa da guerra era dos impérios e da aristocracia, da falta de democracia) e tenta uma breve experiência liberal na República de Weimar. Ela fracassa sob o peso de conflitos entre extremistas de direita e de esquerda depois de uma fracassada insurreição comunista, uma hiperinflação histórica de 30 mil por cento em 1923 e finalmente a Grande Depressão (1929-39).
Neste clima de anarquia e instalabilidade social, com o fantasma da revolução bolchevique, hiperinflação e depois a Grande Depressão, cria-se o cenário para a ascensão de um certo partido fundado numa cervejaria de Munique em 1919.
Em 27 de fevereiro de 1933, os nazistas incendiaram o Reichstag, o parlamento alemão (hoje aberto com uma cúpula projetada pelo Norman Foster para dar transparência), e botaram a culpa nos comunistas. Hitler, que havia sido nomeado chanceler (primeiro-ministro) em 30 de janeiro de 1933, pediu poderes especiais ao presidente, marechal Hindenburg, e iniciou uma caçada aos comunistas e depois aos outros partidos, aos judeus, aos homossexuais.
Nas eleições antecipadas de 5 de março de 1933, o Partido Trabalhista Nacional-Socialista Alemão conquistava 44% das cadeiras e, em aliança com outro partido nacionalista, maioria absoluta de 52%.
Os nazistas rejeitaram as restrições impostas por Versalhes e remilitarizaram na Alemanha, transformando-a mais uma vez numa poderosíssima máquina de guerra que enfrentou a União Soviética na frente oriental e a aliança atlântica no Ocidente. Para um país do tamanho da Alemanha, um feito e um custo terrível.
A Alemanha foi ocupada e dividida e assim foi seu status até a queda do Muro, quando finalmente as potências abriram mão de todos os seus direitos sobre território alemão, com a retirada das tropas soviéticas e a manutenção das forças dos aliados ocidentais da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
64 anos depois do fim da guerra, ainda há bases militares dos EUA na Alemanha. Mas quase ninguém parece se incomodar com isso.
* Este é o primeiro de uma série de artigos sobre a queda do Muro de Berlim e a reunificação da Alemanha. O título é de um filme sobre o nazismo.
A Alemanha reunificada (a Alemanha foi unificada por Bismarck em 1871, no fim da Guerra Franco-Prussiana) é a primeira filha do mundo pós-Guerra Fria, que dividiu a Alemanha.
Toda ascensão de grandes potências provoca tensões e guerras. A China promete não seguir o exemplo da Alemanha e da União Soviética.
A ascensão da Alemanha provocou duas guerras mundiais (1914-18 e 1939-45). Claro que os outros europeus não foram santos na grande guerra civil europeia, mas a Alemanha esteve no centro de tudo desde a unificação promovida pelo marechal de ferro original, Otto von Bismarck, em 1871, no fim da Guerra Franco-Prussiana.
Bismarck observou que estar no centro do continente e não ter fronteiras naturais era a vantagem e a desvantagem da Alemanha, um país vulnerável (não esqueçam que a Inglaterra é um navio que Deus na Mancha ancorou, como disse Castro Alves) e expansionista.
A Guerra Franco-Prussiana (1870-71) unifica uma série de reinos e principados como a Prússia, a Renânia e a Baviera, criando a Alemanha, sob hegemonia da autoritária Prússia , tomado as regiões francesas da Alsácia e da Lorena, que estão na origem da Primeira Guerra Mundial (1914-18).
Como se industrializou depois da Grã-Bretanha, a Alemanha adota o nacionalismo econômico, pregado por pensadores como Johann Fichte. Bismarck introduz a social-democracia, os direitos sociais e trabalhistas que estão até hoje no centro da economia social de mercado, o modelo econômico da União Europeia.
O Partido Social Democrata (SPD), um dos grandes do país, nasce do movimento operário e da social democracia alemã. Seu líder, Frank-Walter Steinmeier, era ministro do Exterior até ser derrotado nas eleições de setembro pela União Democrata Cristã (CDU) da primeira-ministra Angela Merkel. Foi a pior derrota do SPD desde as eleições de 1932, em plena Grande Depressão, que levaram os nazistas ao poder
Antes do final do século 19, a Alemanha já era a segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos EUA, maiores e mais ricos em recursos naturais.
Mas os alemães eram os grandes pensadores, os grandes filósofos (Imanuel Kant, Josef Hegel, Karl Marx, Friedrich Nietzche, entre outros), desprezavam os americanos. O século 20 seria o século da Alemanha. Seria, se a Alemanha não tivesse se autodestruído em duas guerras mundiais.
A ascensão da Alemanha, inclusive como potência colonial, a partir da Conferência de Berlim (1884-85), quando os europeus fizeram a partilha da África, leva ao aumento da tensão e à formação da Tríplice Aliança (Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália), em 1882, e da Tríplice Entente (França, Grã-Bretanha e Rússia), em 1907.
Essas foram as alianças que travaram a Primeira Guerra Mundial de 28 de julho de 1918 a 11 de novembro de 1918. Esta guerra moldou o século 20. Foi responsável pela entrada dos EUA na cena internacional, a partir de 1917, e pela Revolução Russa, no mesmo ano.
Até março de 1918, a Alemanha tinha chance de ganhar, mas a entrada dos EUA e de seus recursos numa Europa arrasada decidiu a guerra.
Derrotada, a Alemanha foi submetida a dívidas de guerra e condições extremamente desfavoráveis na Conferência de Paz de Versalhes.
Para convencer o povo americano da necessidade de intervenção militar na Europa o presidente americano Woodrow Wilson dizia que era “a guerra para acabar com todas as guerras”.
Versalhes foi a paz para acabar com todas as pazes. Como o Congresso dos EUA rejeitou a Convenção da Liga das Nações, uma proposta de Wilson, os EUA retomaram sua posição isolacionista.
Humilhada e arrasada, a Alemanha deixa de ser um império (Wilson achava que a culpa da guerra era dos impérios e da aristocracia, da falta de democracia) e tenta uma breve experiência liberal na República de Weimar. Ela fracassa sob o peso de conflitos entre extremistas de direita e de esquerda depois de uma fracassada insurreição comunista, uma hiperinflação histórica de 30 mil por cento em 1923 e finalmente a Grande Depressão (1929-39).
Neste clima de anarquia e instalabilidade social, com o fantasma da revolução bolchevique, hiperinflação e depois a Grande Depressão, cria-se o cenário para a ascensão de um certo partido fundado numa cervejaria de Munique em 1919.
Em 27 de fevereiro de 1933, os nazistas incendiaram o Reichstag, o parlamento alemão (hoje aberto com uma cúpula projetada pelo Norman Foster para dar transparência), e botaram a culpa nos comunistas. Hitler, que havia sido nomeado chanceler (primeiro-ministro) em 30 de janeiro de 1933, pediu poderes especiais ao presidente, marechal Hindenburg, e iniciou uma caçada aos comunistas e depois aos outros partidos, aos judeus, aos homossexuais.
Nas eleições antecipadas de 5 de março de 1933, o Partido Trabalhista Nacional-Socialista Alemão conquistava 44% das cadeiras e, em aliança com outro partido nacionalista, maioria absoluta de 52%.
Os nazistas rejeitaram as restrições impostas por Versalhes e remilitarizaram na Alemanha, transformando-a mais uma vez numa poderosíssima máquina de guerra que enfrentou a União Soviética na frente oriental e a aliança atlântica no Ocidente. Para um país do tamanho da Alemanha, um feito e um custo terrível.
A Alemanha foi ocupada e dividida e assim foi seu status até a queda do Muro, quando finalmente as potências abriram mão de todos os seus direitos sobre território alemão, com a retirada das tropas soviéticas e a manutenção das forças dos aliados ocidentais da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
64 anos depois do fim da guerra, ainda há bases militares dos EUA na Alemanha. Mas quase ninguém parece se incomodar com isso.
* Este é o primeiro de uma série de artigos sobre a queda do Muro de Berlim e a reunificação da Alemanha. O título é de um filme sobre o nazismo.
El Salvador admite culpa pela morte de Dom Romero
Numa reviravolta histórica, o governo do presidente Mauricio Funes reconheceu a responsabilidade do Estado no assassinato do arcebispo de San Salvador, Dom Oscar Arnulfo Romero, por esquadrãos da morte durante a missa de domingo, em 24 de março de 1980.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos recomendou ao governo salvadorenho que faça uma investigação policial completa, imparcial e efetiva para identificar, julgar e punir os responsáveis.
Na época, o principal suspeito era o grupo terrorista do major Roberto D'Abuisson, o principal líder dos grupos paramilitares e esquadrões da morte antes e durante a guerra civil salvadorenha.
Dom Romero fazia sermões em defesa dos direitos humanos quando aumentava a ação de grupos paramilitares de direita. Seu assassinato foi o estopim da guerra civil salvadorenha.
Até o acordo de paz patrocinado pelas Nações Unidas no fim da Guerra Fria, em 1992, cerca de 75 mil salvadorenhos foram mortos.
O atual presidente, Mauricio Funes, é o primeiro eleito pela Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN). Esse grupo guerrilheiro desafiou o Exército de El Salvador, que tinha o apoio dos Estados Unidos, na época sob a presidência de Ronald Reagan (1981-89).
Funes era jornalista, nunca pegou em armas e entrou para o partido há poucos anos, depois do acordo de paz.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos recomendou ao governo salvadorenho que faça uma investigação policial completa, imparcial e efetiva para identificar, julgar e punir os responsáveis.
Na época, o principal suspeito era o grupo terrorista do major Roberto D'Abuisson, o principal líder dos grupos paramilitares e esquadrões da morte antes e durante a guerra civil salvadorenha.
Dom Romero fazia sermões em defesa dos direitos humanos quando aumentava a ação de grupos paramilitares de direita. Seu assassinato foi o estopim da guerra civil salvadorenha.
Até o acordo de paz patrocinado pelas Nações Unidas no fim da Guerra Fria, em 1992, cerca de 75 mil salvadorenhos foram mortos.
O atual presidente, Mauricio Funes, é o primeiro eleito pela Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN). Esse grupo guerrilheiro desafiou o Exército de El Salvador, que tinha o apoio dos Estados Unidos, na época sob a presidência de Ronald Reagan (1981-89).
Funes era jornalista, nunca pegou em armas e entrou para o partido há poucos anos, depois do acordo de paz.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Gripe suína pode matar 40 mil europeus
A gripe suína ou gripe A, causada pelo vírus H1N1, pode matar 40 mil pessoas no continente no inverno que se aproxima, adverte o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselha a vigiar a transmissão da doença entre animais domésticos. Mais de 5 mil pessoas morreram até agora por causa da gripe A.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselha a vigiar a transmissão da doença entre animais domésticos. Mais de 5 mil pessoas morreram até agora por causa da gripe A.
EUA perdem mais 190 mil empregos
A economia dos Estados Unidos destruiu mais 190 mil empregos no mês passado, e a taxa de desemprego subiu de 9,8% para 10,2%. Considerando-se quem desistiu de procurar emprego, a taxa real seria de 17,5%.
Desde o início da crise, mais de 8,2 milhões de postos de trabalho desapareceram. O total oficial de desempregados passa de 15 milhões. Em média, os desempregados estão ficando seis meses sem trabalho.
O presidente Barack Obama disse "este é o retrato do desafio econômico que o país enfrenta".
Outras notícias econômicas do dia:
• A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) vê fortes sinais de recuperação na China, na França, na Itália e no Reino Unido.
• A 10 dias da visita de Obama, a China critica os EUA pela imposição de tarifas antidumping sobre importações e retalia sobretaxando carros americanos.
• O ministro das Finanças britânico, Alistair Darling, anuncia que o G-20 decidiu pela manutenção dos planos de estímulo.
• Os estoques no atacado caíram 0,9% em setembro nos EUA, sinal de que as lojas terão de aumentar as encomendas à indústria.
• A AIG, empresa que mais recebeu dinheiro público para não quebrar, num total de US$ 182 bilhões, teve lucro pelo segundo trimestre seguido, de US$ 455 milhões.
• Em crise, a companhia aérea British Airways tem prejuízo recorde e anuncia mais 3 mil demissões.
• As bolsas da Ásia subiram. O aumento do desemprego nos EUA derruba as bolsas na Europa. Nova York reagiu com uma forte alta nas ações da General Eletric.
• A onça do ouro passou de US$ 1,1 mil, novo recorde, com a saída de dinheiro das bolsas de valores para outras aplicações como o ouro.
Desde o início da crise, mais de 8,2 milhões de postos de trabalho desapareceram. O total oficial de desempregados passa de 15 milhões. Em média, os desempregados estão ficando seis meses sem trabalho.
O presidente Barack Obama disse "este é o retrato do desafio econômico que o país enfrenta".
Outras notícias econômicas do dia:
• A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) vê fortes sinais de recuperação na China, na França, na Itália e no Reino Unido.
• A 10 dias da visita de Obama, a China critica os EUA pela imposição de tarifas antidumping sobre importações e retalia sobretaxando carros americanos.
• O ministro das Finanças britânico, Alistair Darling, anuncia que o G-20 decidiu pela manutenção dos planos de estímulo.
• Os estoques no atacado caíram 0,9% em setembro nos EUA, sinal de que as lojas terão de aumentar as encomendas à indústria.
• A AIG, empresa que mais recebeu dinheiro público para não quebrar, num total de US$ 182 bilhões, teve lucro pelo segundo trimestre seguido, de US$ 455 milhões.
• Em crise, a companhia aérea British Airways tem prejuízo recorde e anuncia mais 3 mil demissões.
• As bolsas da Ásia subiram. O aumento do desemprego nos EUA derruba as bolsas na Europa. Nova York reagiu com uma forte alta nas ações da General Eletric.
• A onça do ouro passou de US$ 1,1 mil, novo recorde, com a saída de dinheiro das bolsas de valores para outras aplicações como o ouro.
Major mata 11 na maior base dos EUA
O major Nidal Malek Hassan matou 13 pessoas, 12 militares e um civil, ontem à tarde no Forte Hood, no Texas, a maior base militar dos Estados Unidos e do mundo. Ele trabalhava como psiquiatra e estaria revoltado porque ia para o Iraque.
Por volta de 16h30, pelo horário de Brasília, o major atacou perto do Centro de Prontidão, por onde os soldados americanos fazem checkups antes de irem para as guerras no Iraque e no Afeganistão e quando voltam.
As primeiras informações eram de que Hassan tinha sido morto pela Polícia do Exército. Agora há pouco, um porta-voz militar americano disse que ele foi ferido mas está no hospital em situação estável.
Assim que o atirador foi identificado, o Conselho de Relações Islâmico-Americanas divulgou uma declaração repudiando o massacre.
Em entrevista à rede de televisão Fox News, o coronel Terry Lee, que trabalhou no Forte Hood com o major Hassan, declarou que o atirador era contra as guerras no Iraque e no Afeganistão, "dizia que os EUA não deveriam estar lá e que os muçulmanos tinham o direito de se defender".
Cerca de 50 mil soldados servem no Forte Hood. Na hora do ataque, havia uns 35 mil. Era um dia de formatura e de festa.
Por volta de 16h30, pelo horário de Brasília, o major atacou perto do Centro de Prontidão, por onde os soldados americanos fazem checkups antes de irem para as guerras no Iraque e no Afeganistão e quando voltam.
As primeiras informações eram de que Hassan tinha sido morto pela Polícia do Exército. Agora há pouco, um porta-voz militar americano disse que ele foi ferido mas está no hospital em situação estável.
Assim que o atirador foi identificado, o Conselho de Relações Islâmico-Americanas divulgou uma declaração repudiando o massacre.
Em entrevista à rede de televisão Fox News, o coronel Terry Lee, que trabalhou no Forte Hood com o major Hassan, declarou que o atirador era contra as guerras no Iraque e no Afeganistão, "dizia que os EUA não deveriam estar lá e que os muçulmanos tinham o direito de se defender".
Cerca de 50 mil soldados servem no Forte Hood. Na hora do ataque, havia uns 35 mil. Era um dia de formatura e de festa.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Presidente palestino desiste da reeleição
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, anuncia hoje que não vai concorrer a reeleição e culpa Israel e os Estados Unidos pela paralisia no processo de paz no Oriente Médio. Ele é considerado por ambos um parceiro confiável para negociar.
Lugo demite comandantes das Forças Armadas
Depois de negar a ameaça de um golpe de Estado, o presidente Fernando Lugo demitiu ontem os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica do Paraguai.
Novos comandantes devem ser empossados hoje.
Novos comandantes devem ser empossados hoje.
EUA dizem que hondurenhos devem se entender
A crise política em Honduras depende de uma solução interna, afirmou na quarta-feira, 4 de novembro de 2009, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly. Foi uma resposta a uma carta enviada pelo presidente deposto, José Manuel Zelaya, à secretária Hillary Clinton pedindo esclarecimentos sobre a posição dos Estados Unidos.
Zelaya quer uma posição oficial do governo americano, que já deplorou o golpe de 28 de junho e condenou a expulsão do presidente do país com o uso da força, declarando o atual governo ilegítimo, ao lado dos outros países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA).
"Já esclarecemos nossa posição sobre o presidente Zelaya: pensamos que ele deve ser reconduzido ao caro", declarou o porta-voz americano. "Mas esse é um processo hondurenho que começou com o acordo feito na semana passada. Estamos comprometidos com o acordo e com seu cumprimento".
Zelaya quer uma posição oficial do governo americano, que já deplorou o golpe de 28 de junho e condenou a expulsão do presidente do país com o uso da força, declarando o atual governo ilegítimo, ao lado dos outros países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA).
"Já esclarecemos nossa posição sobre o presidente Zelaya: pensamos que ele deve ser reconduzido ao caro", declarou o porta-voz americano. "Mas esse é um processo hondurenho que começou com o acordo feito na semana passada. Estamos comprometidos com o acordo e com seu cumprimento".
Itália condena 23 americanos por voos da CIA
A Justiça da Itália condenou ontem a penas de até oito anos de prisão 22 agentes da Agência Central de Inteligência (CIA) e um coronel da Força Aérea dos Estados Unidos pelo sequestro do líder extremista muçulmano egípcio Hassan Mustafá Ossama Nasser.
Abu Omar, como ele era mais conhecido, foi detido em plena luz do dia, em Milão, em fevereiro de 2003, e levado para o Egito, onde foi torturado.
Esse foi o primeiro julgamento dos voos clandestinos da CIA, usados pelo serviço de espionagem dos EUA para levar suspeitos na guerra contra o terrorismo para países que toleram a tortura.
Abu Omar, como ele era mais conhecido, foi detido em plena luz do dia, em Milão, em fevereiro de 2003, e levado para o Egito, onde foi torturado.
Esse foi o primeiro julgamento dos voos clandestinos da CIA, usados pelo serviço de espionagem dos EUA para levar suspeitos na guerra contra o terrorismo para países que toleram a tortura.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Setor privado fecha mais 203 mil vagas nos EUA
O ritmo das demissões diminuiu, mas as empresas privadas eliminaram mais 203 mil postos de trabalho nos Estados Unidos em outubro, num sinal de que a recuperação será lenta e difícil.
Desde o início da recessão, em dezembro de 2007, a maior economia do mundo já destruiu 7 milhões de empregos.
No fim de uma reunião de dois dias, o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central dos EUA, decidiu manter inalterada a taxa básica de juros em praticamente zero por um longo período. Ainda considera a recuperação frágil.
Desde o início da recessão, em dezembro de 2007, a maior economia do mundo já destruiu 7 milhões de empregos.
No fim de uma reunião de dois dias, o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central dos EUA, decidiu manter inalterada a taxa básica de juros em praticamente zero por um longo período. Ainda considera a recuperação frágil.
Argentina admite pobreza e desemprego
O casal Kirchner insiste em apresentar a Argentina como um país onde a pobreza e o desemprego diminuíram desde 2003, quando Néstor Kirchner foi eleito presidente.
Mas um documento oficial enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos admite que, "apesar da recuperação", a Argentina enfrenta desafios como "a pobreza, o aumento do desemprego, a inflação alta e a escassez de energia", tudo o que o governo Cristina Kirchner nega.
O documento da Secretaria de Finanças do Ministério da Economia, citado pelo jornal Clarín faz parte dos preparativos para nova troca de bônus da dívida argentina no mercado financeiro americano que permita acabar com o calote dado depois do colapso da paridade dólar-peso, em 2001-02.
Mas um documento oficial enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos admite que, "apesar da recuperação", a Argentina enfrenta desafios como "a pobreza, o aumento do desemprego, a inflação alta e a escassez de energia", tudo o que o governo Cristina Kirchner nega.
O documento da Secretaria de Finanças do Ministério da Economia, citado pelo jornal Clarín faz parte dos preparativos para nova troca de bônus da dívida argentina no mercado financeiro americano que permita acabar com o calote dado depois do colapso da paridade dólar-peso, em 2001-02.
República Tcheca assina o Tratado de Lisboa
O eurocético presidente da República Tcheca, Václav Klaus, assinou finalmente ontem o Tratado de Lisboa, que tenta tornar a União Europeia mais administrável agora que tem 27 países-membros. Era o que faltava, depois que a Irlanda ratificou o tratado em plebiscito no mês passado.
A Suécia, que ocupa a presidência rotativa da UE neste semestre, anunciou que o Tratado de Lisboa entra em vigor em 1º de dezembro. Ele substitui o fracassado projeto de uma Constituição da Europa, derrotado em plebiscitos na França e na Holanda, em 2005.
Entre as novidades, o novo tratado cria os cargos de presidente executivo do Conselho Europeu, com mandato de dois anos, e de ministro de Relações Exteriores da UE. Reduz o poder de veto de países isolados e aumenta o poder do Parlamento Europeu para revisar as leis comunitárias.
A Suécia, que ocupa a presidência rotativa da UE neste semestre, anunciou que o Tratado de Lisboa entra em vigor em 1º de dezembro. Ele substitui o fracassado projeto de uma Constituição da Europa, derrotado em plebiscitos na França e na Holanda, em 2005.
Entre as novidades, o novo tratado cria os cargos de presidente executivo do Conselho Europeu, com mandato de dois anos, e de ministro de Relações Exteriores da UE. Reduz o poder de veto de países isolados e aumenta o poder do Parlamento Europeu para revisar as leis comunitárias.
Republicanos ganham eleições nos EUA
Um ano depois da eleição de Barack Obama para a Casa Branca, a oposição republicana venceu duas eleições importantes para governadores estaduais, em Nova Jérsei e na Virgínia.
Em Nova Jérsei, o desafiante Chris Christie derrotou o governador democrata Jon Corzine. Na Virgínia, Bob McDonnell bateu o democrata Criegh Deeds.
O milionário Michael Bloomberg, ex-republicano, hoje independente, foi eleito para um terceiro mandato como prefeito de Nova York.
Nas pesquisas de opinião, a aprovação de Obama está em 53%.
Em Nova Jérsei, o desafiante Chris Christie derrotou o governador democrata Jon Corzine. Na Virgínia, Bob McDonnell bateu o democrata Criegh Deeds.
O milionário Michael Bloomberg, ex-republicano, hoje independente, foi eleito para um terceiro mandato como prefeito de Nova York.
Nas pesquisas de opinião, a aprovação de Obama está em 53%.
Coreia do Norte afirma ter plutônio para bomba
Em mais um desafio à sociedade internacional, a televisão estatal da Coreia do Norte anunciou ontem que o país já reprocessou combustível do reator nuclear de Yongbion e tem plutônio em quantidade suficiente para fazer uma bomba atômica.
No ano passado, a ditadura comunista de Pionguiangue destruiu a torre de resfriamento do reator na central de Yongbion para atestar seu compromisso com o desarmamento nuclear. Mas voltou à chantagem nuclear que faz sistematicamente desde o fim da União Soviética, rompendo com as negociações hexapartites com os Estados Unidos, a Rússia, a China, o Japão e a Coreia do Sul.
Há poucos dias, o regime stalinista norte-coreano revelou a intenção de enriquecer urânio para ter uma segunda via para fabricar armas nucleares.
No ano passado, a ditadura comunista de Pionguiangue destruiu a torre de resfriamento do reator na central de Yongbion para atestar seu compromisso com o desarmamento nuclear. Mas voltou à chantagem nuclear que faz sistematicamente desde o fim da União Soviética, rompendo com as negociações hexapartites com os Estados Unidos, a Rússia, a China, o Japão e a Coreia do Sul.
Há poucos dias, o regime stalinista norte-coreano revelou a intenção de enriquecer urânio para ter uma segunda via para fabricar armas nucleares.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Morre Lévi-Strauss, pai da antropologia estruturalista
Um dos maiores pensadores e intelectuais do século passado, Claude Lévi-Strauss, criador da antropologia estruturalista, morreu no sábado em Paris aos 100 anos. A notícia só foi divulgada hoje pela família, depois do velório e do enterro.
Ele nasceu na Bélgica de pais franceses. Cresceu em Paris e estudou Direito na Sorbonne, a Universidade de Paris. Mas terminou se formando em filosofia.
Membro da missão francesa que ajudou a criar a Universidade de São Paulo (USP), Lévi-Strauss morou no Brasil de 1935 a 1938, quando fez suas primeiras pesquisas etnológicas com tribos da Amazônia: bororo e nhambiquara. Com bases nas observações daquela época, escreveu Tristes Trópicos, um de seus livros mais importantes.
Lévi-Strauss influenciou da psicanálise de Lacan à semiologia de Roland Barthes. Seu trabalho ajudou a compreender a mente e a maneira de pensar e de agir dos povos primitivos.
Como aplicou métodos rigorosos até então associados a ciências exatas às ciências sociais, e estava mais interessados nas estruturas que condicionam o pensamento e o comportamento humanos, é considerado o pai da Antropologia Estruturalista, título de um de seus livros. Ao todo, ele escreveu dezenas.
Humanista, no fim da vida, indignava-se com o bicho homem: "É preciso respeitar a Terra, que é mais antiga do que o homem e vai terminar sem ele".
Ele afirmava que aqueles que a civilização chama de selvagens pensam e agem de maneira diferente, mas não podem ser considerados inferiores (nem superiores) ao resto da humanidade.
Ele nasceu na Bélgica de pais franceses. Cresceu em Paris e estudou Direito na Sorbonne, a Universidade de Paris. Mas terminou se formando em filosofia.
Membro da missão francesa que ajudou a criar a Universidade de São Paulo (USP), Lévi-Strauss morou no Brasil de 1935 a 1938, quando fez suas primeiras pesquisas etnológicas com tribos da Amazônia: bororo e nhambiquara. Com bases nas observações daquela época, escreveu Tristes Trópicos, um de seus livros mais importantes.
Lévi-Strauss influenciou da psicanálise de Lacan à semiologia de Roland Barthes. Seu trabalho ajudou a compreender a mente e a maneira de pensar e de agir dos povos primitivos.
Como aplicou métodos rigorosos até então associados a ciências exatas às ciências sociais, e estava mais interessados nas estruturas que condicionam o pensamento e o comportamento humanos, é considerado o pai da Antropologia Estruturalista, título de um de seus livros. Ao todo, ele escreveu dezenas.
Humanista, no fim da vida, indignava-se com o bicho homem: "É preciso respeitar a Terra, que é mais antiga do que o homem e vai terminar sem ele".
Ele afirmava que aqueles que a civilização chama de selvagens pensam e agem de maneira diferente, mas não podem ser considerados inferiores (nem superiores) ao resto da humanidade.
GM desiste de vender Opel e Vauxhall
Diante de sua rápida recuperação e do aumento das vendas nos Estados Unidos, a General Motors desistiu de vender suas subsidiárias europeias Opel e Vauxhall.
O negócio já estava acertado com a fabricante de autopeças austro-canadense Magna, que teria participação de um banco russo e apoio financeiro do governo da Alemanha.
O negócio já estava acertado com a fabricante de autopeças austro-canadense Magna, que teria participação de um banco russo e apoio financeiro do governo da Alemanha.
Vendas da GM e da Ford sobem nos EUA
Apesar do fim do programa Dinheiro por Sucata, em que o governo dos Estados Unidos dava até US$ 4,5 mil para quem trocasse o carro velho por um novo menos poluente, as vendas da General Motors e da Ford aumentaram em outubro.
A GM vendeu 4,7% carros a mais do que no mês anterior, e a Ford, 3,3%, enquanto as companhias japonesas Toyota e Nissan ficaram praticamente estáveis.
Já a Chrysler, que foi vendida para a italiana depois de pedir concordata, sofreu uma queda de 30%.
A GM vendeu 4,7% carros a mais do que no mês anterior, e a Ford, 3,3%, enquanto as companhias japonesas Toyota e Nissan ficaram praticamente estáveis.
Já a Chrysler, que foi vendida para a italiana depois de pedir concordata, sofreu uma queda de 30%.
Merkel adverte que Irã não pode ter armas nucleares
Em discurso no Congresso dos Estados Unidos, a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, advertiu o Irã de que não poderá ter a bomba atômica: "Uma bomba nuclear nas mãos de um presidente iraniano que nega o Holocausto, ameaça Israel e nega o direito de existência de Israel não é aceitável".
Merkel visita Washington para agradecer o apoio dos EUA durante a Guerra Fria na luta para derrubar o Muro de Berlim e reunificar a Alemanha.
Merkel visita Washington para agradecer o apoio dos EUA durante a Guerra Fria na luta para derrubar o Muro de Berlim e reunificar a Alemanha.
Preço de imóveis comerciais sobe nos EUA
Os preços dos imóveis residenciais de investimento subiram 4,4% no terceiro trimestre ao ano, reduzindo o risco de que sejam a próxima bolha especulativa prestes a explodir.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Atividade industrial dos EUA é a maior desde 2006
A atividade industrial nos Estados Unidos atingiu em setembro seu maior nível desde abril de 2006.
As vendas de casas pendentes aumentaram 6,1% em setembro para o maior nível desde dezembro de 2006.
As vendas de casas pendentes aumentaram 6,1% em setembro para o maior nível desde dezembro de 2006.
Terrorista suicida mata 35 no Paquistão
Um terrorista suicida que andava de moto se detonou hoje perto de um quartel do Exército em Rawalpindi, no Paquistão, matando pelo menos 35 pessoas.
Ford teve lucro trimestral de quase US$ 1 bilhão
A Ford teve lucro de US$ 997 milhões no terceiro trimestre de 2009 por causa do programa oficial de incentivo para troca de carro.
Nos Estados Unidos, a empresa registrou o primeiro lucro desde 2005.
Nos Estados Unidos, a empresa registrou o primeiro lucro desde 2005.
Karzai é declarado presidente reeleito no Afeganistão
A Comissão Eleitoral do Afeganistão declarou hoje que o presidente Hamid Karzai está reeleito, depois que o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah abandonou a disputa do segundo turno, alegando que haveria fraude como no primeiro.
China exporta sua censura
Além de patrocinar ditaduras sanguinárias como a junta que assaltou o poder na Guiné, a China, cada vez mais uma superpotência econômica, usa seu peso político para tentar censurar livros e filmes que critiquem seu regime político ditatorial.
Dias antes do início do Festival Internacional de Cinema de Melbourne, na Austrália, o diretor executivo do festival, Richard Moore recebeu um telefonema do consulado chinês pedindo a exclusão de um filme sobre a ativista da minoria uigur Rebiya Kadir.
"Foi um gesto de uma arrogância impressionante", comentou Moore. "O agente consular chegou a pedir para justificarmos a inclusão do filme na programação do festival."
Houve uma campanha de intimidação e vários ataques de hackers ao sítio de Internet do festival, onde foram plantadas mensagens dizendo que os ingressos estavam esgotados.
Na última Feira do Livro de Frankfurt, cujo tema este ano era a China, o governo de Beijim tentou vetar a participação de dois escritores, Dai Qing e Bei Lin.
Dai Qing, que também é militante ecológica, acusa a China de usar seu poder econômico para constranger seus parceiros comerciais a censurar o que não interessa ao regime comunista chinês.
Oficialmente, um dos princípios da política externa chinesa é a não ingerência em assuntos internos de outros países para evitar críticas a seus problemas internos, como a questão dos direitos humanos e da falta de liberdade no país.
Dias antes do início do Festival Internacional de Cinema de Melbourne, na Austrália, o diretor executivo do festival, Richard Moore recebeu um telefonema do consulado chinês pedindo a exclusão de um filme sobre a ativista da minoria uigur Rebiya Kadir.
"Foi um gesto de uma arrogância impressionante", comentou Moore. "O agente consular chegou a pedir para justificarmos a inclusão do filme na programação do festival."
Houve uma campanha de intimidação e vários ataques de hackers ao sítio de Internet do festival, onde foram plantadas mensagens dizendo que os ingressos estavam esgotados.
Na última Feira do Livro de Frankfurt, cujo tema este ano era a China, o governo de Beijim tentou vetar a participação de dois escritores, Dai Qing e Bei Lin.
Dai Qing, que também é militante ecológica, acusa a China de usar seu poder econômico para constranger seus parceiros comerciais a censurar o que não interessa ao regime comunista chinês.
Oficialmente, um dos princípios da política externa chinesa é a não ingerência em assuntos internos de outros países para evitar críticas a seus problemas internos, como a questão dos direitos humanos e da falta de liberdade no país.
Solanas acusa Kirchners de golpe institucional
O cineasta e deputado federal eleito Fernando Pino Solanas, líder do Projeto Sul, acusou o casal Kirchner de tramar um golpe institucional em conluio com os dois grandes partidos da Argentina, o Justicialista ou peronista e a União Cívica Radical, para dificultar o surgimento de outros partidos.
"Em vez de um instrumento de democratização dos partidos", protestou Solanas, a reforma política anunciada pela presidente Cristina Kirchner "é uma arma proscriptiva para o governo eliminar antecipadamente adversários na próxima eleição". Entre os principais alvos, estaria seu Projeto Sul.
Pelos cálculos de Pino Solanas, "26 partidos perderiam a personalidade jurídica. Querem impedir que surjam forças que desafiem o bipartidarismo. É um ataque direto ao Projeto Sul."
"Em vez de um instrumento de democratização dos partidos", protestou Solanas, a reforma política anunciada pela presidente Cristina Kirchner "é uma arma proscriptiva para o governo eliminar antecipadamente adversários na próxima eleição". Entre os principais alvos, estaria seu Projeto Sul.
Pelos cálculos de Pino Solanas, "26 partidos perderiam a personalidade jurídica. Querem impedir que surjam forças que desafiem o bipartidarismo. É um ataque direto ao Projeto Sul."
Americanos engordam com a crise
Para economizar e se adaptar aos rigores da recessão econômica, com o desemprego rondando 10% da população ativa, o americano médio está consumindo mais comida de lanchonete ou enlatados e congelados de supermercado. Isso significa uma dieta mais rica em gordura, sal, açúcar e calorias.
"A alimentação saudável é uma das maiores vítimas da crise", observa Harry Balzer, um analista do setor, citado pelo Wall Street Journal.
"A alimentação saudável é uma das maiores vítimas da crise", observa Harry Balzer, um analista do setor, citado pelo Wall Street Journal.
domingo, 1 de novembro de 2009
Argentinos terão de pagar 25% mais no Brasil
Por causa da valorização do real, o veraneio dos argentinos no Brasil vai custar 25% mais caro no próximo verão.
O cálculo feito pelo jornal Clarín considera apenas a variação cambial entre o peso e o real desde o início do ano.
Pelos dados da reportagem, o custo de vida em Mar del Plata e Florianópolis, um dos destinos favoritos dos argentinos, não varia muito.
A diferença está no preço da viagem, que custaria entre 1,1 a 1,8 mil pesos (R$ 507 a R$ 830) por avião. Por terra, o litro da gasolina custa três pesos na Argentina e o equivalente a 5,46 pesos no Brasil.
O cálculo feito pelo jornal Clarín considera apenas a variação cambial entre o peso e o real desde o início do ano.
Pelos dados da reportagem, o custo de vida em Mar del Plata e Florianópolis, um dos destinos favoritos dos argentinos, não varia muito.
A diferença está no preço da viagem, que custaria entre 1,1 a 1,8 mil pesos (R$ 507 a R$ 830) por avião. Por terra, o litro da gasolina custa três pesos na Argentina e o equivalente a 5,46 pesos no Brasil.
ONU faz apelo por eleição no Afeganistão
Diante da desistência do ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah de disputar o segundo turno da eleição presidencial no Afeganistão, sob a aleagação de que haverá fraude como no primeiro turno, em favor do presidente Hamid Karzai, as Nações Unidas fizeram um apelo aos dois candidatos para que se entendam e levem o processo eleitoral até o fim para dar legitimidade ao futuro governo.
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