Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Terrorista suicida mata 35 no Paquistão
Um terrorista suicida que andava de moto se detonou hoje perto de um quartel do Exército em Rawalpindi, no Paquistão, matando pelo menos 35 pessoas.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Exército do Paquistão lança ofensiva antitalebã
O Exército do Paquistão mandou mais divisões para as regiões tribais da Fronteira Noroeste para combater os rebeldes da milícia fundamentalista dos Talebã, que invadiram na semana passada o distrito do Buner, a 100 quilômetros da capital, Islamabad.
"É uma situação preocupante", afirmou o porta-voz das Forças Armadas do Paquistão ao fazer o anúncio oficial, "e o Estado paquistanês tem condições de resolver o problema. Imaginar que 150 a 200 milicianos que chegam a 100 km da capital ameaçam o governo é um exagero."
Nos últimos dias, os talebã voltaram para o Vale do Swat, depois de fazerem ameaças de morte contra barbeiros e lojas de produtos audiovisuais, proibidos na versão extremista do Islã adotada pela milícia.
Como o maior temor dos militares paquistaneses é uma guerra com a Índia, suas forças estão concentradas na fronteira leste. Na fronteira oeste, elementos radicais do serviço secreto militar do Paquistão apoiam tanto os talebã afegãos quanto os paquistaneses. Ambos pertencem à etnia pachtum, que sempre ignorou a Linha Durand, traçada no século 19 pelo Império Britânico.
"É uma situação preocupante", afirmou o porta-voz das Forças Armadas do Paquistão ao fazer o anúncio oficial, "e o Estado paquistanês tem condições de resolver o problema. Imaginar que 150 a 200 milicianos que chegam a 100 km da capital ameaçam o governo é um exagero."
Nos últimos dias, os talebã voltaram para o Vale do Swat, depois de fazerem ameaças de morte contra barbeiros e lojas de produtos audiovisuais, proibidos na versão extremista do Islã adotada pela milícia.
Como o maior temor dos militares paquistaneses é uma guerra com a Índia, suas forças estão concentradas na fronteira leste. Na fronteira oeste, elementos radicais do serviço secreto militar do Paquistão apoiam tanto os talebã afegãos quanto os paquistaneses. Ambos pertencem à etnia pachtum, que sempre ignorou a Linha Durand, traçada no século 19 pelo Império Britânico.
sábado, 18 de outubro de 2008
Paquistão prende 168 militantes extremistas
O Exército do Paquistão anunciou hoje a prisão de 168 militantes estrangeiros numa ofensiva contra o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos na região tribal junto à fronteira com o Afeganistão, onde se acredita que estejam refugiados os líderes da rede terrorista Al Caeda.
Sob intensa pressão tanto do terrorismo interno quanto dos EUA para combater os talebã paquistaneses, o Paquistão partiu para o ataque com força renovada depois do atentado contra o Hotel Marriot em Islamabad, a capital do país.
Vale lembrar que, diante da vantagem do senador Barack Obama na corrida à Casa Branca, alguns analistas já afirmam que a única chance do senador republicano John McCain seria algo espetacular como a captura ou morte de Ossama Ben Laden.
Os jihadistas estão em guerra contra o Estado paquistanês desde o ataque do Exército ao complexo da Mesquita Vermelha de Islamabad, em julho de 2007, quando pelo menos 154 pessoas morreram. Na propaganda dos extremistas, pelo menos mil companheiros foram mortos.
Desde então, eles cometeram atentados que mataram mais de 700 pessoas, inclusive a ex-primeira-ministra Benazir Bhuto. Contra todas as previsões, o viúvo, Assif Ali Zardari, acabou se tornando presidente do Paquistão. O atentado contra o Marriot seria para matar o presidente e o primeiro-ministro.
Na sua origem, o Paquistão é um país formado por muçulmanos que não queriam viver num país de maioria hindu, quando Índia e Paquistão se tornaram independentes do Império Britânico, em agosto de 1947. Desde então, os dois países travaram três guerras e disputam uma corrida nuclear.
Durante a Guerra Fria, a Índia era um país não-alinhado mas se aproximava mais da União Soviética em política externa, por sua postura antiimperialista. O Paquistão se tornou um aliado dos Estados Unidos, que apoiaram o golpe militar do general Zia ul-Haq.
A ditadura militar executou o ex-presidente e ex-primeiro-ministro Zulfikar Ali Bhutto, pai de Benazir, o líder político mais popular do país. Para se legitimar, o general Zia usou a religião como arma política, criando uma rede de escolas religiosas, as madrassás, onde só se estuda o Corão.
Quando a URSS invadiu o Afeganistão, em 26 de dezembro de 1979, o Paquistão se tornou a base de operações de uma aliança com os EUA, a Arábia Saudita e a China para apoiar a insurreição muçulmana contra a ocupação, armada e treinada pelos americanos.
Foi o Vietnã da URSS, que sairia derrotada 10 anos depois, por iniciativa de Mikhail Gorbachev. Mas desta luta nasceram Al Caeda e as milícias dos talebã, e um exército dos chamados árabes afegãos que levaram sua guerra santa a todos os países onde há conflitos envolvendo muçulmanos.
Em maio de 1998, tanto a Índia e o Paquistão testaram bombas atômicas.
Sob intensa pressão tanto do terrorismo interno quanto dos EUA para combater os talebã paquistaneses, o Paquistão partiu para o ataque com força renovada depois do atentado contra o Hotel Marriot em Islamabad, a capital do país.
Vale lembrar que, diante da vantagem do senador Barack Obama na corrida à Casa Branca, alguns analistas já afirmam que a única chance do senador republicano John McCain seria algo espetacular como a captura ou morte de Ossama Ben Laden.
Os jihadistas estão em guerra contra o Estado paquistanês desde o ataque do Exército ao complexo da Mesquita Vermelha de Islamabad, em julho de 2007, quando pelo menos 154 pessoas morreram. Na propaganda dos extremistas, pelo menos mil companheiros foram mortos.
Desde então, eles cometeram atentados que mataram mais de 700 pessoas, inclusive a ex-primeira-ministra Benazir Bhuto. Contra todas as previsões, o viúvo, Assif Ali Zardari, acabou se tornando presidente do Paquistão. O atentado contra o Marriot seria para matar o presidente e o primeiro-ministro.
Na sua origem, o Paquistão é um país formado por muçulmanos que não queriam viver num país de maioria hindu, quando Índia e Paquistão se tornaram independentes do Império Britânico, em agosto de 1947. Desde então, os dois países travaram três guerras e disputam uma corrida nuclear.
Durante a Guerra Fria, a Índia era um país não-alinhado mas se aproximava mais da União Soviética em política externa, por sua postura antiimperialista. O Paquistão se tornou um aliado dos Estados Unidos, que apoiaram o golpe militar do general Zia ul-Haq.
A ditadura militar executou o ex-presidente e ex-primeiro-ministro Zulfikar Ali Bhutto, pai de Benazir, o líder político mais popular do país. Para se legitimar, o general Zia usou a religião como arma política, criando uma rede de escolas religiosas, as madrassás, onde só se estuda o Corão.
Quando a URSS invadiu o Afeganistão, em 26 de dezembro de 1979, o Paquistão se tornou a base de operações de uma aliança com os EUA, a Arábia Saudita e a China para apoiar a insurreição muçulmana contra a ocupação, armada e treinada pelos americanos.
Foi o Vietnã da URSS, que sairia derrotada 10 anos depois, por iniciativa de Mikhail Gorbachev. Mas desta luta nasceram Al Caeda e as milícias dos talebã, e um exército dos chamados árabes afegãos que levaram sua guerra santa a todos os países onde há conflitos envolvendo muçulmanos.
Em maio de 1998, tanto a Índia e o Paquistão testaram bombas atômicas.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Paquistão acusa talebã pela morte de Bhutto
O líder tribal Baitullah Mehsud, um dos talebã paquistaneses, pagou cerca de US$ 7 mil pelo atentado terrorista suicida que matou ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, em 27 de dezembro de 2007, afirmou no domingo o chefe da investigação oficial sobre o assassinato no Paquistão.
Dos quatro suspeitos detidos, dois já confessaram sua culpa, acrescentou Chaudhry Abdul Majid, que preside o inquérito sobre a morte da ex-primeira-ministra. Eles declararam que Mehsud não só financiou o atentado. O chefe tribal planejou toda a ação terrorista, alegou Majid.
Um dia depois da morte de Benazir, o governo começou a divulgar essa versão, atribuindo o crime a Mehsud. Mas pesquisas de opinião indicam que a maioria dos paquistaneses culpa a ditadura do general Pervez Musharraf.
Dois acusados disseram em juízo na quarta-feira passada, 13 de fevereiro, que deram ao terrorista suicida moradia, transporte, uma pistola e a jaqueta para o atentado suicida. Além de Benazir, cerca de 25 pessoas morreram.
O suicida resolveu se tornar um homem-bomba para vingar a morte de um amigo quando as forças de segurança do Paquistão invadiram a Mesquita Vermelha em Islamabad, a capital do país, para expulsar extremistas muçulmanos entrincheirados lá.
Dos quatro suspeitos detidos, dois já confessaram sua culpa, acrescentou Chaudhry Abdul Majid, que preside o inquérito sobre a morte da ex-primeira-ministra. Eles declararam que Mehsud não só financiou o atentado. O chefe tribal planejou toda a ação terrorista, alegou Majid.
Um dia depois da morte de Benazir, o governo começou a divulgar essa versão, atribuindo o crime a Mehsud. Mas pesquisas de opinião indicam que a maioria dos paquistaneses culpa a ditadura do general Pervez Musharraf.
Dois acusados disseram em juízo na quarta-feira passada, 13 de fevereiro, que deram ao terrorista suicida moradia, transporte, uma pistola e a jaqueta para o atentado suicida. Além de Benazir, cerca de 25 pessoas morreram.
O suicida resolveu se tornar um homem-bomba para vingar a morte de um amigo quando as forças de segurança do Paquistão invadiram a Mesquita Vermelha em Islamabad, a capital do país, para expulsar extremistas muçulmanos entrincheirados lá.
sábado, 19 de janeiro de 2008
CIA e Paquistão apontam assassino de Benazir
Os serviços secretos dos Estados Unidos e do Paquistão concluíram que Baitullah Mehsud - líder dos Talebã do Paquistão - foi o mandante do assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto.
Logo depois do atentado de 27 de dezembro, o governo paquistanês responsabilizou Meshud dizendo ter gravações telefônicas clandestinas que comprometiam seu grupo radical. O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) confirmou a suspeita em entrevista ao jornal The Washington Post de sexta-feira, 18 de janeiro.
Meshud age a partir de regiões tribais do Noroeste do Paquistão. As autoridades paquistaneses culpam-no por uma série de ataques, inclusive um nesta semana em que fundamentalistas muçulmanos tomaram um posto militar no Waziristão do Sul.
Logo depois do atentado de 27 de dezembro, o governo paquistanês responsabilizou Meshud dizendo ter gravações telefônicas clandestinas que comprometiam seu grupo radical. O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) confirmou a suspeita em entrevista ao jornal The Washington Post de sexta-feira, 18 de janeiro.
Meshud age a partir de regiões tribais do Noroeste do Paquistão. As autoridades paquistaneses culpam-no por uma série de ataques, inclusive um nesta semana em que fundamentalistas muçulmanos tomaram um posto militar no Waziristão do Sul.
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