quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

"Grécia não pode ser rica como a Irlanda"

Nem a austeridade fiscal monetarista imposta pela Alemanha num um estímulo fiscal keynesiano é capaz de salvar a Grécia, adverte hoje o professor venezuelano Ricardo Hausmann, ex-economista do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e atual diretor do Centro de Desenvolvimento Internacional da Universidade de Harvard nos Estados Unidos.

Em artigo no jornal inglês Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa, o economista observa que, ao contrário da Irlanda, a Grécia não fábricas máquinas, eletroeletrônicos nem produtos químicos, produtos com alto valor agregado. Sem uma profunda reforma econômica para aumentar sua competitividade, não terá como manter o nível de renda atingido com a adesão à união monetária europeia.

O déficit nas contas externas da Grécia foi de 8,6% do produto interno bruto em 2011. Isso é insustentável, alerta Hausmann. Para sair desta situação, os gregos precisam exportar mais ou gastar menos.

Como um em cada quatro dólares gastos pelos gregos vai para o exterior, o professor calcula que seria necessária uma queda de 25% no PIB para promover o ajuste. Isso é politicamente inviável.

Para acertar as contas via comércio exterior, será preciso aumentar as exportações em 50%. Não é fácil para um país sem a opção de desvalorizar sua moeda para aumentar a competitividade. O setor de turismo, um dos mais importantes da Grécia, teria de crescer três vezes. Isso é improvável.

Além de não poder desvalorizar a moeda sem uma catastrófica saída da Zona do Euro, falta à Grécia a produtividade para vender produtos de alto valor agregado. No Atlas da Complexidade Econômica, Hausmann e outros economistas calcularam a quantidade de conhecimento agregado em 128 países.

Um país com elevado nível de "conhecimento produtivo" exporta produtos de alto valor agregado, de alto conteúdo tecnológico, o que também não é o caso do Brasil, com a exceção dos aviões da Embraer. De cada 10 dólares movimentados no mundo pelo setor de tecnologia da informação, só um centavo vai para a Grécia.

Em contraste, a Irlanda, abalada por sua pior crise econômica desde que aderiu à então Comunidade Econômica Europeia, em 1973, fruto do estouro de uma bolha no mercado imobiliário e da decisão do governo de salvar bancos, conseguiu rapidamente obter um saldo positivo na conta corrente porque durante décadas atraiu empresas estrangeiras de alta tecnologia como a Apple e a Microsoft.

"A Irlanda tem o que precisa para ser rica como é agora", conclui Hausmann. "A Grécia deve aproveitar o apoio internacional para reduzir em vez de adiar a dor do ajuste. (...) Precisa aumentar sua base de exportações. Tem de atrair exportadores com investimentos em infraestrutura, formação profissional, pesquisa e desenvolvimento".

O economista sugere a criação de uma agência de desenvolvimento industrial como a da Irlanda. Hausmann tem uma boa notícia: dos países estudados no atlas, a Grécia é o segundo, depois da Índia, em melhores condições para se tornar um exportador de produtos de alto conteúdo tecnológico.

"Infelizmente", conclui o professor de Harvard, "esta lição não está sendo observada e a Grécia está cada vez mais perto do abismo."

Partidos gregos anunciam acordo sobre dívida

Os principais partidos políticos da Grécia anunciaram há cerca de meia hora que chegaram a um acordo para cortar ainda mais gastos públicos para adaptar o orçamento à realidade de uma economia deprimida por cinco anos de recessão.

As novas medidas são essenciais para que o país receba mais uma parcela de ajuda internacional em março para honrar os pagamentos de sua dívida pública. Faltam ainda a aprovação do parlamento, onde a votação está prevista para domingo, e a aplicação das medidas na prática.

Mais 15 mil funcionários públicos serão demitidos, entre outras providências, como redução no salário mínimo e nas aposentadorias.

Ontem houve mais uma greve geral de protesto, mas o país está quebrado e depende da ajuda internacional. Foram queimadas bandeiras da Alemanha, que está impondo uma rígida disciplina fiscal porque não quer pagar a conta e dar a impressão de que há uma saída indolor para os países com problemas.

Dentro de algumas horas, o Conselho de Ministros das Finanças da União Europeia faz nova reunião para discutir um segundo pacote de ajuda à Grécia, que chegaria a 130 bilhões de euros, além dos 110 bilhões aprovados em maio de 2011.

A liberação da próxima parcela do primeiro empréstimo depende das novas medidas para reduzir o déficit nas contas públicas gregas.

Há um debate entre a Alemanha, que exige uma disciplina fiscal draconiana, e o Fundo Monetário Internacional. Para a diretora-geral do FMI, Dominique Lagarde, a austeridade não basta. Está criando uma situação política insustentável na Grécia. O país precisa de reformas econômicas que aumentem sua produtividade.

Inflação na China volta a subir e fica em 4,5% ao ano

O índice de preços ao consumidor chinês subiu de 4,1% em dezembro para 4,5% em janeiro, mudando a tendência de queda registrada nos cinco meses anteriores, o que daria maior margem de manobra ao Banco Popular da China para estimular a economia caso a crise na Europa reduza o crescimento do país.

A inflação foi atribuída principalmente a grandes compras, especialmente de alimentos, antes das festas do Ano Novo Lunar chinês, informa o jornal Financial Times.

Há poucos dias, o FMI (Fundo Monetário Internacional) advertiu que o agravamento da crise das dívidas públicas na Zona do Euro poderia reduzir à metade o crescimento chinês.

A expectativa de crescimento da China para este ano é de 8,5%.

BRICS devem se concentrar numa agenda comum

Os países do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) têm 25% da superfície da Terra e 40% de sua população. Seus produtos internos brutos somam US$ 8,5 trilhões. Mas é difícil criar uma agenda comum entre países tão diferentes, com histórias e culturas tão distintas quanto distantes.

Por isso, os BRICS devem se concentrar nos pontos de comum acordo, concluíram participantes de uma mesa redonda organizada pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e o Centro de Estudos e Pesquisas sobre os BRICS para discutir a agenda da quarta reunião de cúpula do grupo, marcada para 29 de março de 2012, em Nova Déli, a capital da Índia.

As preocupações centrais dos grandes países emergentes, que se tornam mais importantes com a crise econômica entre os ricos, são estabilidade, segurança e crescimento. Mesmo assim, é difícil chegar a um nível de consenso para forjar uma agenda comum, como ficou evidente na votação sobre a Síria no Conselho de Segurança das Nações.

Enquanto a China e a Rússia vetaram a resolução que condenava o regime e exigia a renúncia do ditador Bachar Assad, a África do Sul e a Índia votaram a favor, assim como todo o resto do Conselho de Segurança. O Brasil deixou de ser um membro permanente no fim do ano passado. Provavelmente votaria com a Índia e a África do Sul, ao lado da Europa, dos EUA e da Liga Árabe.

O grupo BRICS nasceu sem o S, que apresenta a África do Sul (South Africa). Foi ideia de um economista do hoje famigerado banco de investimento Goldman Sachs.

Em 2001, Jim O'Neill escreveu um artigo prevendo que Brasil, Rússia, Índia e China seriam responsáveis pela maior parte do crescimento da economia mundial nas próximas décadas. Em inglês, brick significa tijolo. São os tijolos que vão construir o futuro.

O que parecia óbvio, talvez com a exceção do Brasil, assumiu um caráter profético. O'Neill virou um dos gurus econômicos favoritos, e os países resolveram formar um grupo para aproveitar o momento de alta de seu poder real no sistema internacional.

Ao abrir o encontro realizado ontem na Associação Comercial do Rio de Janeiro, o embaixador Luiz Augusto Castro Neves, presidente do Conselho Curador do Cebri, observou que a Rússia busca se adaptar ao mundo pós-Guerra Fria, a China tornou-se a fábrica do mundo, a Índia tem uma importante economia de serviços e a África do Sul ainda procura seu papel na África depois do fim do apartheid.

Para o embaixador João Pontes Nogueira, supervisor geral do Centro de Estudos dos BRICS, com sede no Rio de Janeiro, o grupo deve "focar em como os países podem se ajudar e não na reforma do sistema internacional, coordenador suas posições em relação à crise na Europa e ao papel do Fundo Monetário Internacional".

O maior desafio, acrescentou, é consolidar a cooperação, por exemplo, adotando uma agenda comum para a Conferência Rio + 20", que vai retomar o debate internacional sobre desenvolvimento sustentável.

Apesar das limitações impostas por histórias e culturas tão diferentes, Alexandra Arkhangelkaya, da Academia de Ciências da Rússia, pesquisadora convidada do Centro de Estudos dos BRICS vê grandes oportunidades para "diálogo e cooperação". Cita como exemplos as mudanças necessárias na governança global para garantir a estabilidade financeira e manter o crescimento mundial, apoiando a Europa, se preciso, através do FMI e sob condições.

A Rússia está entrando para a Organização Mundial do Comércio (OMC) e defende "a paz e a segurança globais sem ingerência, sem diluir o princípio da soberania nacional, mas os BRICS não votaram juntos".

O desenvolvimento sustentável não é a preocupação de países obcecados com o crescimento elevado para combater a pobreza. A economia verde já é uma realidade. A China investe maciçamente em energias solar e eólica. Alexandra Arkhangelkaya vê oportunidade de cooperação tecnológica em segurança alimentar, água, saúde pública, carvão limpo, biodiversidade e nos desafios da urbanização.

"Os BRICS se encontram numa estrada multipolar", conclui a cientista política russa. "Não convergem em muitos pontos, mas têm um terreno comum a explorar".

Outros países, como a Indonésia e o México, já pediram acesso ao grupo, e o próprio O'Neill acredita que a Indonésia merece muito mais do que a África do Sul. É a maior economia do Sudeste Asiático e chegou a US$ 1 trilhão.

"Pode ter nascido no banco Goldman Sachs, mas tem significado real", comentou Ravni Thakur, da Universidade de Déli, pesquisadora convidada do Centro dos BRICS.

Na sua opinião, seria interessante a criação de um banco de desenvolvimento. Como a China tem hoje 70% dos PIBs do grupo somados, dependeria dos chineses: "Sem o C de China, os BRICS são apenas um queijo mole", um queijo francês tipo brie, ironizou a cientista política indiana.

Ravni Thakur defendeu ainda maior cooperação tecnológica e gerencial nas diferentes áreas de excelência de cada país, como a indústria da China, o setor de informática da Índia, as energias alternativas do Brasil e o desenvolvimento científico da Rússia.

"Até 2006, a China dava pouca importância à ideia", contou Zhou Zhiwei, especialista em Brasil da Academia de Ciências da China e pesquisador convidado do Centro dos BRICS. Com a crise internacional, a China dediciu aumentar sua cooperação.

Zhou lembrou que a cooperação Sul-Sul é uma tradição da política externa chinesa: "A China reconheceu o Brasil, na Índia, na Rússia e na África do Sul como potência econômicas regionais importantes.

Ao mesmo tempo, a China quer preservar a vitalidade da economia global como uma garantia de seu próprio crescimento, e isso inclui a governança global, embora o país ainda relute em assumir um papel mais destacado alegando que ainda está em desenvolvimento. Sua agenda é muito focada no interesse nacional, sem uma perspectiva global.

Em Nova Déli, Zhou acredita que "a China vai querer discutir a crise da União Europeia, maior mercado para suas exportações, o fortalecimento da coordenação macroeconômica, o combate ao protecionismo, a cooperação energética com o Brasil e a Rússia, a mudança do clima e a conferência Rio + 20".

A questão cambial não está na pauta chinesa, mas é a grande preocupação do Brasil e pode afetar a cooperação comercial, notou a coordenadora executiva do Cebri, Adriana de Queiroz. É um foco de tensão entre o Brasil e a China.

O problema do comércio nas moedas poderia ser resolvido, opinou o professor Alexander Zhebit, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), se as moedas fossem conversíveis.

"Não peçam muito. Em momentos de crise, é difícil encontrar terreno comum", alertou Alexandra Arkhangelskaya.

A saída, sintetizou Ravni Thakur, é construir a cooperação entre os BRICS tijolo a tijolo.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

França fica estagnada neste início de ano

A economia francesa, a segunda maior da Europa e quinta do mundo, vai ficar estagnada no primeiro trimestre de 2012, anunciou hoje o Banco da França.

Poucos meses antes da eleição presidencial cujo primeiro-turno cai em 22 de abril, o presidente Nicolas Sarkozy pode estar mais aliviado. A França pode evitar a recessão.

Mas Sarkozy tem pouco a festejar. Com as pesquisas indicando que perderá no segundo turno por 58% a 42% para o socialista François Hollande, precisa muito mais do que isso para virar o jogo.

Irã ameaça retaliar EUA e Israel

Os Estados Unidos e Israel são altamente vulneráveis, e serão alvo de ataques se bombardearem o Irã para tentar destruir as instalações nucleares do país, suspeito de desenvolver armas atômicas, advertiu o subcomandante do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, general brigadeiro Massoud Jazayeri, citado pelo jornal liberal israelense Haaretz.

A televisão iraniana citou o general para afirmar que os EUA e Israel não têm condições de atacar o Irã por causa de sua vulnerabilidade a contra-ataques.

Em mais um salvo da guerra de palavras, o embaixador iraniano na Rússia declarou que "o Irã é capaz de atacar os EUA em qualquer lugar do mundo". A realidade é exatamente o contrário. Isso não significa que o Irã não possa atacar dentro do território americano.

Síria bombardeia Homs pelo quinto dia seguido

Com tanques e morteiros, o Exército da Síria bombardeou hoje Homs, a terceira maior cidade do país, pelo quinto dia seguido. Os rebeldes que lutam há 11 meses para derrubar a ditadura de Bachar Assad denunciam 27 mortes.

Santorum vence em Minnesota e no Colorado

Depois de vencer a eleição primária no estado do Missouri, o ex-senador pela Pensilvânia Rick Santorum ganhou agora há pouco também as convenções republicanas no estado de Minnesota para indicar o candidato do partido para enfrentar o presidente Barack Obama em 6 de novembro de 2012.

Santorum teve 47% dos votos e o deputado libertário Ron Paul 27%. O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney ficou em terceiro com 17%

No Colorado, o ex-senador está na frente de Romney. Com as vitórias confirmadas, Santorum equipara-se ao ex-presidente da Câmara Newt Gingrich na disputa para ser a alternativa conservadora ao ex-governador de Massachusetts.

Romney lidera a corrida republicana rumo à Casa Branca até agora, mas é considerado liberal demais pela ala mais conservadora do partido.

"O conservadorismo está bem vivo aqui em Missouri e também em Minnesota", declarou Santorum, agradecendo à sua esposa e beijando-a diante das câmeras. É o candidato-família. "Não sou a alternativa a Mitt Romney. Sou a alternativa a Barack Obama."

Horas depois, Santoro venceu também no Colorado. No discurso, ele ignorou o ex-presidente da Câmara New Gingrich, com quem disputa os votos da ala mais direitista do partido.

Santorum ganha eleição primária no Missouri

O ex-senador ultraconservador Rick Santorum ganhou agora à noite a eleição prévia no estado do Missouri, mantendo-se vivo na luta pela candidatura do Partido Republicano à eleição presidencial de 6 de novembro de 2012.

Por 55% a 25%, Santorum bateu o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, que lidera a corrida mas é considerado pouco conservador pela ala mais radical do partido.

O ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, que disputa com Santorum o apoio de grupos mais à direita, evangélicos e o movimento Festa do Chá, não disputou a prévia no Missouri.

Nos estados do Colorado e de Minnesota, houve convenções regionais onde a disputa está indefinida.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Tribunal da Califórnia considera casamento gay direito

Um tribunal de apelações da Califórnia considerou inconstitucional o resultado de um plebiscito realizado no estado que proibiu o casamento de pessoas do mesmo sexo.

Por 2-1, o tribunal decidiu que "a Proposição 8 não tinha propósito e não tinha outro efeito além de rebaixar o status e a dignidade humana de gays e lésbicas".

A questão deve chegar à Suprema Corte dos Estados Unidos, que terá de decidir se a Constituição garante o direito de duas pessoas do mesmo sexo se casarem.

Piratas ciberrnéticos invadem email do ditador sírio

O grupo de piratas cibernéticos (hackers) Anonymus violou a correspondência eletrônica do ditador da Síria, Bachar Assad, revelando como ele foi orientado para tentar manipular a opinião pública dos Estados Unidos na entrevista concedida a Barbara Walters, da TV ABC, em dezembro de 2011.

Centenas de emails foram pirateados. Cerca de 10 dias antes da entrevista, Sherezad Jaafari, assessora de imprensa da delegação da Síria nas Nações Unidas e filha do embaixador, citou as principais acusações da mídia americana à repressão à revolta popular.

"A mente dos americanos pode ser facilmente manipulada quando se admite que erros foram cometidos e que estão sendo feitos esforços para resolvê-los", sugeriu Jaafari, aconselhando ainda que Assad negasse que a Síria tortura e acusasse os Estados Unidos de treinar seus policiais para torturar.

Outra linha de raciocínio poderia alegar que o povo americano está cansado das intervenções internacionais do país e quer seu governo concentrado na solução da crise econômica interna, diz outra correspondência enviada por Jaafari para uma assessora do presidente, revelou hoje o jornal liberal israelense Haaretz.

Na entrevista patética, Assad, que é médico, se deu um atestado de insanidade: "Não matamos nosso próprio povo. Nenhum governo do mundo mata seus próprios cidadãos, a não ser que seja liderado por um louco". Falou e disse. Diagnóstico perfeito.

Índia tem menor crescimento desde 2008

O crescimento econômico da Índia deve cair abaixo de 7% no ano fiscal que termina em março de 2012, o menor desde 2008. A expectativa oficial é de um avanço de 6,9%, abaixo das previsões anteriotes, de 7,5% e 7%.

A queda forte em relação aos 8,4% do ano anterior é atribuída aos aumentos de juros do Banco da Reserva da Índia (banco central) para combater a inflação, que ficou em 7,47% ao ano em dezembro, e à crise internacional. O próximo corte de juros não é esperado antes de junho.

"Não estamos esperando nenhuma mudança súbita de tendência", observou Indranil Pan, economista do Banco Kotak Mahindra, que espera uma expansão de 6,7% neste ano fiscal e de 6,5% no próximo. "O crescimento internacional é fraco, e a situação interna também não melhorou".

Para o ano fiscal de 2011/2, o governo espera um crescimento de 2,5% na produção agrícola e de 3,9% na indústria manufatureira, informa a TV americana especializada em notícias CNBC.

Crise acaba com feriado de carnaval em Portugal

Como Portugal está em "emergência nacional" por causa da crise das dívidas públicas, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho suspendeu o ponto facultativo na terça-feira de carnaval, obrigando os funcionários públicos a trabalhar normalmente.

"Não estamos em tempo de falar de tradições", alegou Passos Coelho. "A terça-feira de carnaval não é feriado. Criou-se um hábito de todos os anos o governo dar essa tolerância de ponto. "Não estamos num ano qualquer, estamos num ano muito importante de emergência nacional. Foi essa emergência que fez com que o governo propusesse a eliminação de quatro feriados."

Portugal obteve no ano passado um empréstimo de 79 bilhões de euros para evitar um calote de sua dívida pública, mas pode ser obrigado a pedir mais ajuda externa.

Assad promete à Rússia referendo sobre reformas

Ao receber hoje em Damasco o ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, o ditador da Síria, Bachar Assad, prometeu realizar em breve um referendo sobre reformas para liberalizar o regime, acusado por 6 mil mortes em 11 meses de revolta popular inspirada pela chamada Primavera Árabe.

No sábado, a Rússia e a China vetaram uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que condenaria o governo sírio e exigiria o afastamento imediato de Assad, dentro de um plano de paz proposto pela Liga Árabe.

Desde sexta-feira, a ditadura lançou um violento ataque com tanques e morteiros contra a cidade de Homs em que cerca de 300 pessoas morreram.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Fatah e Hamas formam governo de união nacional

Os dois principais partidos políticos palestinos, a Fatah (Luta) e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) anunciaram hoje em Doha, no Catar, a formação de um governo de união nacional sob a liderança do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, para administrar os territórios semiautônomos palestinos até a realização de eleições.

Israel e o Ocidente se negam a negociar com um governo palestino que inclua o Hamas até que o grupo islamita renuncie à luta armada e reconheça o direito de existência de Israel.

Ontem, o último dirigente do Hamas que permanecia na Síria entrou na Faixa de Gaza, informa o jornal The New York Times.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, repetiu sua mensagem de que "Abbas tem de escolher entre o Hamas e a paz".

Talebã mataram 77% dos civis mortos na guerra afegã

A milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) foi responsável por 77% das mortes de civis na Guerra do Afeganistão em 2011, estimadas em 3.021, 8% acima de 2010 e 25% acima de 2009, revelou um relatório divulgado no sábado pelas Nações Unidas.

Os Talebã impuseram uma ditadura medieval ao país de 1996 até a invasão americana de outubro de 2001 para vingar os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Renasceram porque o então presidente americano George W. Bush decidiu desviar forças para derrubar o ditador do Iraque, Saddam Hussein.

Em 2011, os Talebã mataram 2.332 civis, 14% a mais do que no ano anterior.

Comércio do Brasil com lusófonos cresce 25,6%

O Brasil expandiu em 25,6% para US$ 4,54 bilhões seu comércio exterior com os países-membros da Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa (CPLP), a Lusofonia, mas ainda está longe do recorde de US$ 6,6 bilhões, registrado em 2008.

Em 2011, o Brasil exportou US$ 3,25 bilhões para seus aliados lusófonos, um aumento de 28,1% em relação ao ano anterior, e importou US$ 1,29 bilhão, 19,8% a mais do que em 2010.

Confira os valores país por país:
Exportações do Brasil na CPLP em 2011
1. Portugal: US$ 2,05 bilhões
2. Angola: US$ 1,07 bilhão
3. Moçambique: US$ 81,2 milhões
4. Cabo Verde: US$ 32,3 milhões
5. Guiné-Bissau: US$ 8,8 milhões
6. São Tomé e Príncipe: US$ 960 mil
7. Timor-Leste: US$ 924 mil

Importações do Brasil na CPLP em 2011
1. Portugal: US$ 835,6 milhões
2. Angola: US$ 438,1 milhões
3. Guiné-Bissau: US$ 12,4 milhões
4. Moçambique: US$ 4,1 milhões
5. Timor-Leste: US$ 18,3 mil
6. Cabo Verde: US$ 7,8 mil 
7. São Tomé e Príncipe: US$ 1,9 mil

Dívidas públicas da Eurozona têm pequena queda

No fim do terceiro trimestre de 2011, a dívida pública dos 17 países da Zona do Euro registrou uma pequena queda, de 87,7% para 87,4% do produto regional bruto. Na União Europeia como um todo, houve alta de 81,7% para 82,2%.

Em comparação com o terceiro trimestre de 2010, a dívida subiu de 83,2% para 87,5% na Eurozona e de 78,5% para 82,2% na UE, informa a Eurostat, órgão oficial de estatísticas do bloco.

Indonésia cresceu 6,5% em 2011

A Indonésia, país que muitos economistas acreditam que deveria ser o quinto BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China - os grandes emergentes responsáveis pela maior parte do crescimento mundial), cresceu 6,5% no ano passado, confirmando o dinamismo da maior economia do Sudeste Asiático.

Quarto país mais populoso do mundo, depois de China, Índia e Estados Unidos, a Indonésia tinha crescido 6,1% em 2010 e avançou em ritmo um pouco mais forte em 2011, dentro das previsões do governo.

O crescimento foi atribuído à força de um mercado interno de 240 milhões de pessoas, responsável por mais da metade do produto interno bruto, tornando a economia menos vulnerável às crises na Europa e nos EUA.

Para o economista Jim O'Neill, do banco Goldman Sachs, que criou o termo BRIC em artigo escrito em 2001, a Indonésia deveria ser o quinto país do grupo dos grandes emergentes. A China, hoje a segunda maior economia do mundo, preferiu convidar a África do Sul para dar uma compensação à África, continente que explora tanto quanto as potências coloniais do passado.

Revolta provoca fuga de 14,5 mil no Norte do Máli

Cerca de 14,5 mil pessoas fugiram nos últimos dias de uma ofensiva do Exército do Máli contra rebeldes tuaregues no Norte deste país africano.

A Cruz Vermelha Internacional estima que 10 mil malinenses foram para o Norte do Níger, enquanto outros 4,5 mil teriam entrado na Mauritânia. "Suas condições de vida são extremamente precárias", alerta a organização humanitária.

EUA fecham embaixada na Síria

Diante do clima de guerra civil na Síria, os Estados Unidos decidiram fechar temporariamente a embaixada americana em Damasco.

Em dez meses de revolta popular, cerca de 6 mil pessoas foram mortas na Síria.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Egito processa 19 ongueiros americanos

A Justiça do Egito vai abrir processo contra 19 americanos de organizações não governamentais que faziam trabalho de base pela democratização do país, ensinando entre outras coisas a usar computadores e redes sociais como instrumentos de ação política. O alvo da investigação é o financiamento externo de entidade beneficentes.

Quando americanos foram impedidos de sair do Egito no aeroporto do Cairo, os Estados Unidos ameaçaram suspender a ajuda ao país, estimada em US$ 1,5 bilhão neste ano. Entre eles, estava Sam LaHood, filho do secretário dos Transportes do governo Barack Obama, Ray LaHood, um ex-deputado federal republicano por Illinois.

Sam LaHood era o chefe no Egito do Instituto Republicano Internacional, que promove a democracia no resto do mundo.

Para liberar o dinheiro, o Congresso dos EUA exige que o Departamento de Estado certifique que o Egito está fazendo progressos rumo à democracia, inclusive o respeito aos direitos humanos e a organizações da sociedade civil, informa o jornal The New York Times.

Células imunes de pessoas sadias curam câncer

As células imunes de pessoas sadias podem ser a nova cura imunológica para o câncer, afirmam pesquisadores da Universidade de Oslo, na Noruega.

Este tipo de tratamento pode matar as células cancerosas sem destruir as células sadias ao redor. A esperança é de erradicação da doença.

Mais três tibetanos se autoimolam na China

Mais três tibetanos tocaram fogo em suas próprias roupas na sexta-feira na província de Sichuã, em protesto contra as políticas de assimilação cultural impostas pelo regime comunista da China. Um morreu e os outros dois saíram feridos, denunciaram a organização não governamental Tibete Livre e a Rádio Ásia Livre, dos Estados Unidos.

"Eles pediam liberdade no Tibete e o retorno do Dalai Lama", noticiou a rádio.

O regime comunista chinês considera o Tibete uma parte da China. A região foi integrada ao Império Chinês no século 12, quando foi conquistada pelos mongóis.

Com a desintegração do Império Chinês no início do século 20, o Tibete passou a ser independente a partir de 1912. Quando os comunistas tomaram o poder, em 1º de outubro de 1949, o líder revolucionário Mao Tsé-tung mandou ocupar o Tibete. Isso só foi possível em 1951 porque o Exército Popular de Libertação levou dez meses para chegar lá.

Em 1959, depois de uma revolta contra a ocupação chinesa, o 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso, refugiou-se no Norte da Índia, onde lidera um movimento em defesa da autonomia cultural do Tibete.

Na atual divisão administrativa da China, a província de Sichuã não faz parte da região supostamente autônoma do Tibete. É parte do chamado Grande Tibete, uma área de 1,1 milhão de quilômetros quadrados que a China teme que seja reivindicada como parte de um país independente.

Calefação a energia solar reduz gases-estufa em 30%

A emissão de gases de efeito estufa pelos lares da Espanha seria reduzida em 30% durante o inverno, se o aquecimento fosse feito com energia solar, afirmam pesquisadores da Universidade Carlos III, de Madri.

O aquecimento é responsável por metade da energia consumida nos lares espanhóis.

Seca de milhões de anos tira chance de vida em Marte

A superfície do planeta Marte é árida há mais de 600 milhões de anos. Isso tornou o ambiente hostil a toda forma de vida, concluíram pesquisadores que examinaram partículas do solo, entre eles Tom Pike, do Imperial College, de Londres, que vai discutir seu trabalho nesta terça-feira na Agência Espacial Europeia.

Romney vence as convenções em Nevada

O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney obteve hoje sua terceira vitória nas eleições prévias e consolidou a posição de favorito na disputa interna do Partido Republicano para ver quem vai enfrentar o presidente Barack Obama na eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 nos Estados Unidos.

Com 10% dos votos apurados, a vantagem de 48% sobre o ex-presidente da Câmara Newt Gingrich com 21%, o deputado Ron Paul com 20% e o ex-senador Rick Santorum com 11% praticamente garante a vitória de Romney.

Uma pesquisa de boca de urna indica que 74% dos que votaram no ex-governador acreditam que ele é o candidato com chances reais de derrotar Obama.

Romney já conquistou o apoio de 85 delegados à convenção nacional republicana que vai indicar o candidato do partido à Casa Branca. Gingrich tem 21. São necessários 1.144 delegados para garantir a nomeação.

Tudo indica que o candidato será Romney, mas oficialmente, se Gingrich não desistir, a vitória só estará assegurada em abril.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Rubalcaba é eleito líder do PSOE

O ex-ministro do Interior da Espanha Alfredo Pérez Rubalcaba foi eleito líder do Partido Socialista Operário Espanhol, em substituição ao ex-primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero.

Um veterano da política espanhola, aos 61 anos, Rubalcaba recebeu 51,6% dos votos do 38º congresso do partido, realizado em Sevilha, na Andaluzia, e derrotou Carme Chacón por 487 a 465, informa o jornal madrilenho El País.

Rubalcaba recheou seu discurso com mensagens reformistas, mas representa uma opção conservadora, a manutenção do status quo dentro do PSOE.

Conselho de Segurança rejeita resolução contra Síria

Com vetos da China e da Rússia, o Conselho de Segurança das Nações Unidas rejeitou agora há pouco uma resolução que condenava a Síria e exigia a renúncia do ditador Bachar Assad. Todos os outros 13 países-membros votaram a favor.

A Rússia alega que a condenação abriria caminho para um intervenção militar como aconteceu na Líbia, levando a uma mudança de regime que não teria sido autorizada pelo Conselho de Segurança.

Os Estados Unidos, a França e o Reino Unido, que lideraram a intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), argumentam que não havia como proteger a população civil sem derrubar o coronel Muamar Kadafi.

Agora há pouco, a embaixadora americana na ONU, Susan Rice, acusou a China e a Rússia de bloquearem a meses a atuação do Conselho de Segurança, que tem a obrigação legal de garantir a paz e a segurança internacionais: "Mais uma vez, o povo sírio pôde ver quem está do seu lado, na defesa da liberdade e dos direitos humanos universais".

O embaixador britânico acaba de afirmar que o total de mortos em quase 11 meses de revolta popular na Síria chegou a 6 mil e negou que a resolução pudesse ser um primeiro passo para o uso da força. A proposta estava baseada no capítulo 6 da Carta da ONU. O uso da força é autorizado no capítulo 7.

A China e a Rússia, duas ditaduras que não abrem mão do direito de massacrar seus próprios povos, alegam que a revolta é uma questão interna. Qualquer intervenção externa seria uma ingerência indevida que contrariaria o princípio de soberania nacional, um dos pilares do sistema ONU. Mas há uma série de leis internacionais, surgidas sobretudo depois do genocídio dos judeus na Segunda Guerra Mundial, para proteger o indivíduo diante do poder do Estado.

Em nota, o presidente dos EUA, Barack Obama, considerou inaceitável o ataque a Homs e refirmou que Assad "não tem o direito de liderar a Síria, perdeu toda a legitimidade diante de seu povo e da comunidade internacional".

Já o ministro do Exterior da França, Alain Juppé, que foi a Nova York pressionar o Conselho de Segurança da ONU a condenar o regime sírio, declarou que o bombardeio a Homs "foi um crime contra a humanidade, e os responsáveis terá de responder por isso".

Para alguns observadores das relações internacionais, o primeiro-ministro e homem-forte da Rússia, Vladimir Putin, está travando uma última batalha da Guerra Fria, em sua tentativa vã de resgatar o poder imperial da extinta União Soviética.

Na Guerra do Yom Kippur, em 1973, quando o Exército de Israel cercou e ameaçou destruir o Exército do Egito na Península do Sinai, a URSS entrou em alerta nuclear, advertindo que entraria em combate para defender os egípcios. Isso poderia ter levado a uma guerra nuclear entre as duas superpotências.

Isso não impediu que o então presidente do Egito, Anuar Sadat, se afastasse da URSS e se aproximasse  dos EUA, que considerava a única maneira viável para retomar o Sinai, ocupado por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Em 1977, Sadat visitou Israel e depois fechou um acordo de paz com este país. A URSS deixava de ser uma grande potência no Oriente Médio.

Hoje Moscou vê uma oportunidade de reafirmar suas ambições imperiais na crise em torno do programa nuclear do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas, e nas revoltas da Primavera Árabe. Mais do que interesses econômicos e militares, a Rússia quer bancar a grande potência a um custo de milhares de vidas humanas.

Se o ditador soviético Josef Stalin, um dos heróis de Putin, matou milhões, e a turbulenta era de Mao Tsé-tung causou cerca de 30 milhões de morte na China, quanto valem alguns milhares de árabes?

Parece que as duas grandes potências comunistas do passado querem voltar à Guerra Fria. Seu maior medo é do poder popular e da democracia, uma ideia contagiosa.

Rússia ameaça vetar resolução condenando a Síria

O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve votar ainda hoje uma resolução condenando a violência política na Síria e adotando o plano de paz da Liga Árábe. A Rússia ameaça vetar porque o texto pede a renúncia do ditador Bachar Assad.

Na sexta-feira e no sábado, a cidade de Homs foi duramente bombardeada no que pode ter sido o pior ataque em quase 11 meses de revolta popular, reporta o jornal The New York Times. A oposição denuncia pelo menos 217 mortes.

A votação estava prevista para o meio-dia deste sabado em Nova York, 15h em Brasília, mas o embaixador russo pediu mais tempo para consultas.

Moscou insiste na retirada da exigência da saída de Assad, no poder há mais de 11 anos, depois de suceder o pai, Hafez Assad, que tinha governado a Síria durante 30 anos.

Romney é franco favorito para convenções em Nevada

Apesar dos ataque do ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, que o chamou de "Obama light", o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney deve vencer com folga as convenções regionais do estado de Nevada para indicar o candidato do Partido Republicano à eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 nos Estados Unidos.

No processo de escolha dos candidatos dos grandes partidos à Casa Branca, a maioria dos estados faz eleições primárias. Outros, como Nevada, realizam convenções regionais onde só votam os filiados ao partido.

Em 2008, Romney obteve 51% dos votos e o deputado Ron Paul, 14%.

Síria bombardeia Homs e mata mais 200 pessoas

O Exército da Síria voltou a bombardear hoje a cidade rebelada de Homs. Neste momento, um jovem rebelde identificado apenas como Danny dá uma entrevista dramática ao vivo à TV americana CNN denunciando mais 217 mortes nos últimos dias, 138 só no bairro de Khalidia, atacado com tanques e morteiros.

"Precisamos de ajuda internacional para combater este regime criminoso", apelou o jovem.

Os tanques estariam impedindo o acesso de feridos a hospitais, noticia o jornal The Washington Post.

A violência voltou a Alepo, segunda maior cidade síria e importante central comercial, que tem sido menos atingida pela rebelião em que 5,5 mil pessoas morreram nos últimos 11 meses.

Oito soldados foram mortos em Derá e sete civis na província de Damasco, informa a agência Reuters.

Bradley Manning será julgado em corte marcial

O cabo Bradley Manning, preso em maio de 2010 no Iraque pelo Exército dos Estados Unidos sob a suspeita de ser responsável pelo maior vazamento de segredos de Estado da História, mais de 250 mil documentos da diplomacia americana publicados no sítio de internet WikiLeaks, será julgado por um tribunal militar e pode ser condenado à prisão perpétua.

Manning, de 24 anos, é alvo de 22 acusações, inclusive ajudar o inimigo, divulgar informações secretas, roubar propriedades e arquivos públicos, publicar informações sobre defesa e fraude em computadores.

Em dezembro, os promotores apresentaram provas de que Manning se comunicou via Internet com o australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, para discutir a colocação na rede mundial de computadores dos interrogatórios de 700 presos detidos ilegalmente na base naval americana de Guantânamo, em Cuba, noticia a TV americana CNN.

Assange recorreu ao Supremo Tribunal do Reino Unido para tentar evitar uma extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais. Ele teme ser extraditado para os EUA.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Cuba nega visto de saída para blogueira dissidente

O governo brasileiro deu visto, mas o regime comunista de Cuba negou mais uma vez o direito de sair do país à jornalista e blogueira dissidente Yoani Sánchez. Foi o 19º pedido de visto de saída negado pela ditadura dos irmãos.

No Twitter, Yoani protestou, dizendo que se sente sequestrada em seu próprio país por autoridades que não a ouvem.

Ela tinha sido convidada para o lançamento, na Bahia, de um filme de que participou.

Khamenei promete retaliar sanções e possível ataque

Diante da pressão de mais sanções e ameaças militares, o Supremo Líder da Revolução Islâmica do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu não abandonar o programa nuclear e responder a qualquer boicote ou ataque.

"Ameaçar o Irã e atacar o Irã vai prejudicar os Estados Unidos", desafiou o aiatolá supremo. "As sanções não terão qualquer impacto em nossa determinação de manter o programa nuclear. Em resposta às ameaças de embargo e ataque, temos nossas ameaças para fazer na hora certa".

Em sermão durante a oração da sexta-feira, a folga religiosa semanal dos muçulmanos, Khamenei afirmou: "Não tenho medo de dizer que vamos apoiar e ajudar qualquer grupo que queira confrontar e lutar contra o regime sionista", expressão usada pelos muçulmanos que negam o direito de existência de Israel, informa a agência Reuters.

Israel alerta que tempo para atacar Irã se esgota

Em uma das advertências mais claras até hoje, o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, afirmou ontem num fórum com a presença de líderes políticos e militares israelenses que o tempo para impedir que o programa nuclear do Irã faça armas atômicas está acabando porque a república islâmica estaria construindo instalações subterrâneas para protegê-lo.

"Quem diz mais tarde pode descobrir que mais tarde será tarde demais", declarou Barak, falando esta frase em inglês para não deixar dúvidas.

Nos Estados Unidos, o governo Barack Obama teme que Israel lance bombardeios aéreos contra o programa nuclear do Irã ainda neste ano sem avisar Washington, noticia o jornal The Washington Post.

A linha dura israelense se aproveitaria do ano eleitoral nos EUA, com todos os pré-candidatos da oposição republicana dando apoio incondicional a Israel, para encurralar Obama. Às vésperas das eleições, o presidente não teria alternativa, dado o compromisso americano com a segurança do Estado judaico.

Irã impede inspeção da AIEA

A República Islâmica do Irã negou a inspetores das Nações Unidas o acesso a cientistas, documentos e pelo menos uma instalação importante de seu programa nuclear, suspeito de desenvolver armas atômicas, reduzindo a possibilidade de acordo no momento em que o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, adverte que o tempo para impedir que o regime dos aiatolás tenha a bomba está se esgotando.

Os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão da ONU, devem voltar ao país ainda neste mês, mas altos funcionários dos Estados Unidos e da Europa temem que o diálogo proposto pela ditadura teocrática de Teerã seja apenas mais uma manobra para dividir a sociedade internacional e ganhar tempo.

Ontem, o Senado dos EUA aprovou novas sanções para tentar impedir o acesso do Irã a alta tecnologia e munições. Entre os principais alvos, estão o setor de energia e a Guarda Revolucionária, a tropa de elite do regime, noticia hoje o jornal The Wall St. Journal.

Durante visita a Beijim, a chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel tentou convencer as autoridades da China a comprar menos petróleo do Irã, aumentando assim o isolamento do país.

Vendas no varejo caem 0,4% na Zona do Euro

O Natal do ano passado foi o pior desde 2008 no conjunto dos 17 países da União Europeia que usam o euro como moeda. Sob pressão dos cortes de gastos para equilibrar as contas públicas, as vendas no varejo caíram 0,4% em dezembro.

A expectativa dos economistas era de uma baixa de 0,3%. Na UE como um todo, que tem 27 países, houve alta de 0,3%, informa a Eurostat, órgão oficial de estatísticas do bloco econômico.

Chefe de prisão do Khmer Vermelho pega prisão perpétua

O tribunal especial das Nações Unidas sobre o genocídio no Camboja condenou hoje à prisão perpétua o ex-chefe do centro de detenção e tortura Tuol Sleng ou S21, um dos mais notórios matadouros da ditadura do Khmer Vermelho, que matou cerca de 2 milhões de pessoas de 1975 a 1979, quando foi derrubada por uma invasão vietnamita.

Kaing Guek Eav, mais conhecido como o Camarada Duch (pronuncia-se Dóic), hoje com 69 anos, tinha sido condenado a 30 anos de cadeia em julho de 2010 por crimes contra a humanidade. Diante da gravidade de seus crimes, considerados "entre os piores da História" pelo presidente do tribunal, Kong Srim, a sentença foi revisada, informa a agência de notícias Reuters.

Duch ouviu a sentença impassível, sem dizer uma palavra nem expressar qualquer emoção. A pena de 30 anos o permitiria sair da cadeia depois de 18 anos.

Economia dos EUA gera mais 243 mil empregos

A economia dos Estados Unidos criou 243 mil empregos a mais do que fechou em janeiro, o maior número desde abril de 2011, anunciou hoje o Departamento do Trabalho.

O índice de desemprego caiu para 8,3%. É o menor desde fevereiro de 2009, primeiro mês completo do governo Barack Obama.

Pelo segundo mês seguido, o mercado de trabalho superou as expectativas, observa o jornal The New York Times. Os economistas previam um ganho de 125 a 150 mil empregos, sem alteração no índice.

A notícia animou o mercado financeiro, onde a bolsa Nasdaq, que negocia ações de empresas de alta tecnologia, atingiu seu maior nível em 11 anos, desde dezembro de 2000. Hoje a alta foi de 1,5% para 2.902 pontos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Itamaraty divulga agenda para fevereiro de 2012

O Ministério das Relações Exteriores revelou hoje a agenda da política externa brasileira para este mês:


31/JAN a 3/FEV – Quito. XVIII Reunião de Ministros do Meio Ambiente da América Latina e do Caribe e I Reunião de Ministros do Meio Ambiente da CELAC – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). (Fonte: CGDES)
31/JAN a 7/FEV – Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e São José dos Campos. Visita ao Brasil do Diretor-Executivo da Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa (JAXA), Sr. Hideshi Kozawa. (Fonte: DMAE)
1º/FEV – Vídeo-conferência do Grupo de Trabalho de Assentamentos Urbanos do IBAS. (Fonte: SGAP-II)
1º/FEV – Brasília. Seminário sobre cooperação espacial com o Japão. (Fonte: DMAE)
1º/FEV – Brasília. Encontro com Missão da Índia de Ciência, Tecnologia e Inovação. (Fonte: DCTEC)
1º/FEV – Brasília. Encontro da Diretora do Departamento de Atividades Setoriais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Sra. Allete Van Leur, com o Secretário-Executivo do Ministério do Esporte para tratar das condições de trabalho no contexto da Copa do Mundo FIFA 2014. (FONTE: CGCE)
2/FEV – Brasília. Encontro do Ministro de Estado do Esporte, Aldo Rebelo, com seu homólogo paraguaio, Paulo Reichardt. (FONTE: CGCE)

2 e 3/FEV – Brasília. Sexta Reunião de Consultas ao amparo do Acordo-Quadro para uma Solução Mutuamente Acordada para o Contencioso do Algodão (WT/DS267). (Fonte: CGC)

2 a 4 / FEV – Brasília, Recife. Visita da Subsecretária para Assuntos Políticos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Wendy Sherman. (Fonte: DEUC).

2 a 4/FEV – São Francisco, Universidade de Stanford. USRIO+2.0 - Conferência sobre tecnologias para o Desenvolvimento Sustentável. “Bridging Connection Technologies and Sustainable Development”. (Fonte: CGDES)

2 a 4/FEV – Nova Delhi . 12ª Cúpula Delhi sobre Desenvolvimento Sustentável  – “Protecting the Global Commons: 20 Years Post Rio”. (Fonte: CGDES)
3/FEV – Quito. Reunião de Ministros do Meio Ambiente da Organização do Tratado da Cooperação Amazônica (OTCA), à margem do Foro de Ministros do Meio Ambiente da América Latina e Caribe. (Fonte: DAS II)
05 a 08/FEV – Ouro Preto. Seminário Internacional "Patrimônio Mundial e Desenvolvimento Sustentável". (Fonte: DAMC)
6/FEV – Brasília. Reunião da Secretaria-Executiva da Comissão Nacional da Rio+20. (Fonte: CGDES)
6 e 7/FEV – Washington. OEA/Reuniões de Ministros da Justiça ou de Outros Ministros ou Procuradores-Gerais das Américas (REMJA) - VII Reunião do Grupo de Trabalho sobre Delito Cibernético. (Fonte: COCIT)
6 e 7/FEV – Brasília e São Paulo. Visita ao Brasil da Alta Representante para Relações Exteriores e Política de Segurança da União Europeia, Catherine Ashton. (Fonte: DE-III)
6 a 17/FEV – Viena. XLIX Sessão do Subcomitê Científico e Técnico (STC) do Comitê para os Usos Pacíficos do Espaço Exterior (COPUOS). (Fonte: DMAE)
7/FEV – Genebra. Reunião do Grupo de Trabalho de Mecanismos Institucionais do G-15. (Fonte: SGAP-II)
7 e 8/FEV – Washington. Seminário sobre tráfico ilícito de armas. (Fonte: COCIT)
7 a 9/FEV – Roma. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).Workshop sobre o Desenvolvimento de Diretrizes Voluntárias para garantir a pesca sustentável em pequena escala. (Fonte: REBRASFAO)
8/FEV – Brasília. I Reunião do Conselho Nacional de Imigração. (Fonte: DIM)
8/FEV – Brasília. IV Reunião da Comissão Nacional da Rio+20. (Fonte: CGDES)
9/FEV – Brasília. I Jornada Brasil-Uruguai de Trabalho de Ciência, Tecnologia e Inovação (Fonte: DI)
9/FEV – Brasília. Audiência Pública no Senado Federal sobre a Rio+20. (Fonte: CGDES)
09 a 11/FEV – Ouro Preto. II Reunião do II Ciclo do Informe Periódico para América do Sul dos Sítios do Patrimônio Mundial. (Fonte: DAMC)
09 a 12/FEV – Istambul. EMITT 2012 Travel & Tourism Exhibition . (Fonte: DOC/DPR) 
10 a 12/FEV – Mântua. Consulado itinerante com atendimento ao público. (Fonte: CG Milão.)
11 a 14/FEV –  Rio de Janeiro, Brasília e Manaus. Visita ao Brasil do Vice-Primeiro-Ministro do Conselho de Estado da República Popular da China, Wang Qishan, para participar da II Sessão Plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação - COSBAN. (Fonte: SGAP-II)
12 a13/FEV – Cairo. X Reunião de Altos Funcionários da Cúpula ASPA. (Fonte: SGAP-II)
12 a 16/FEV – Missão Empresarial MDIC/APEX/DPR ao Oriente Médio (Doha, Riade, Dubai e Abu  Dhabi). (Fonte: DOC/DINV/DPR)
13/FEV a 2/MAR – Genebra. 51ª Sessão do Comitê sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW). (Fonte: DTS)
13 e 14/FEV – Phnom Penh. Visita do Embaixador do Brasil em Bangkok para cerimônia de entrega da contribuição humanitária oferecida pelo Brasil às vítimas das enchentes no Camboja. (Fonte: SGAP-II)
13 e 14/FEV – Brasília e São Paulo. Visita do Ministro do Exterior da Alemanha, Guido Westerwelle. (Fonte: DE-I)
13 e 14/FEV – Nova Delhi. X Reunião Ministerial do BASIC. (Fonte: DCLIMA)
13 a 14/FEV –  Las Vegas. Feira de Moda “Project”. (Fonte: DOC/DPR) 
13 a 15/FEV - Roma. Programa Mundial de Alimentos (PAM). Reunião da Junta Executiva. (Fonte: REBRASFAO)
13 a 17/FEV – Paris. Reunião Plenária do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI). (Fonte: COCIT)
13 a 18/FEV – Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Visita de delegação do Afeganistão ao Brasil. (Fonte: SGAP-II)
13 a 18/FEV – Missão Comercial do Paquistão ao Brasil. (Fonte: DOC/DPR)
14 a 16/FEV – Genebra. 1ª Reunião do Grupo de Assessoramento Multissetorial do Fórum da Governança da Internet (MAG-IGF) (Fonte: DI)
14 a 22/FEV – Genebra. 20ª Sessão do Comitê Intergovernamental sobre Propriedade Intelectual e Recursos Genéticos, Conhecimentos Tradicionais e Folclore (IGC) da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). (Fonte: DIPI)
15/FEV – Brasília. Reunião “Diálogos Sociais rumo a Rio+20: Agendas Nacionais de Desenvolvimento Sustentável”. (Fonte: CGDES)
15 a 17/FEV – Cuiliacán, México. EXPO AGRO Sinaloa. (Fonte: DOC/DPR)   
16/FEV – Bogotá. União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) - reunião preparatória para reunião de Ministros da Defesa e da Justiça. (Fonte: COCIT)
16/FEV – Brasília. Videoconferência Brasil-Rússia sobre Cooperação em Ciência Tecnologia e Inovação (Fonte:DCTEC)
16 a 19/FEV – Milão. Feira Internacional de Turismo 2012 (BIT). Reunião entre os operadores turísticos e representantes das Secretarias de Turismo brasileiros e italianos. (Fonte: CG Milão.)
19 e 20/FEV – Los Cabos, México. Participação do Ministro Antonio de Aguiar Patriota na Reunião de Chanceleres do G-20 Financeiro.
20 a 22/FEV – Genebra. 5ª Reunião do Grupo de Trabalho para o Aprimoramento do Fórum de Governança da Internet (WG-IGF) (Fonte: DI)
20 a 22/FEV – Nairóbi. XII Sessão Especial do Conselho de Administração do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Fórum Global dos Ministros de Meio Ambiente. (Fonte: CGDES)
20 a 24/FEV – Roma. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e
Agricultura (FAO). 2° Cúpula Global de Culturas de Suporte Fitossanitário Insuficiente (“Global Minor Uses Summit” – GMUS II). (Fonte: REBRASFAO)
22 a 23/FEV – Roma. Reunião da Junta de Governadores do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA). (Fonte: REBRASFAO)
23/FEV – Brasília. Reunião Preparatória à III Reunião da Comissão Mista Brasil-EUA de Ciência, Tecnologia e Inovação. (Fonte:DCTEC)
23 e 24/FEV – Lima. Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) - Conferência Internacional de Alto Nível sobre Desenvolvimento Alternativo. (Fonte: COCIT)
23 e 24/FEV – Buenos Aires. Panorama Migratório Sudamericano. Organização Internacional de Migração (OIM). (Fonte: DIM)
23 a 26/FEV – Belgrado. Feira Internacional do Turismo.  (Fonte: DOC/DPR) 
25/FEV a 4/MAR – Islamabade. I Festival do Cinema Brasileiro no Paquistão. (Fonte: Embaixada em Islamabade)
27/FEV - Nova Delhi – Reunião do Grupo de Pesquisa Econômica do BRICS (Economic Research Group), com a participação de editores dos países do mecanismo. (Fonte: SGAP-II)
27/FEV – Genebra. Painel de Alto Nível para destacar, examinar e sugerir formas pelas quais o esporte e os megaeventos esportivos, em particular Jogos Olímpicos e Paralímpicos, podem servir para promover a atenção para a Declaração Universal dos Direitos Humanos, seu entendimento e sua aplicação. (FONTE: CGCE)
27/FEV – Paris. Cerimônia de Entrega do Prêmio UNESCO-Sharjah para a Cultura Árabe. (Fonte: DAMC)
27/FEV a 9/MAR – Nova York. 56ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW). (Fonte: DTS)
27/FEV a 10/MAR – Paris. 189ª Sessão do Conselho Executivo da UNESCO. (Fonte: DAMC)
27/FEV a 23/MAR – Genebra. 19ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. (Fonte: DDH)

27 a 29/FEV – Brasília. Visita ao Brasil da Comissária Europeia do Clima, Connie Hedegaard. (Fonte: DE-III/DCLIMA)

28/FEV – Brasília. Reunião do Diálogo Setorial Brasil-União Europeia em Transporte Marítmo. (Fonte: DNS)

28/FEV a 02/MAR – Brno, República Tcheca. Feira Internacional de Produtos Alimentícios – SALIMA. (Fonte: DOC/DPR)

28/FEV a 02/MAR – Cartagena. Encontros do Conselho Ibero-Americano do Esporte (CIDE), do Conselho Americano do Esporte (CADE) e do Conselho Sul-Americano do Esporte (CONSUDE). (FONTE: CGCE)

29/FEV e /MAR – Brasília. Seminário da Secretaria da Comunicação da Presidência da República para os Estados e Cidades-sede da Copa do Mundo FIFA 2014. (FONTE: CGCE)

Egito demite cúpula do futebol

O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito, que tomou o poder há um ano com a queda do ditador Hosni Mubarak, demitiu hoje toda a cúpula da federação de futebol do país por causa da morte de 74 pessoas numa briga de torcedores de dois grandes clubes na cidade de Porto Said.

A violência levantou suspeitas de que os militares estejam negligenciado a segurança pública para criar um clima de violência que justifique a manutenção do estado de emergência em vigor há mais de 30 anos, desde o assassinato do presidente Anuar Sadat, em 6 de outubro de 1981.

Uma multidão se concentrou na Praça da Libertação no centro do Cairo para protestar contra o massacre. A polícia disparou bombas de gás lacrimogênio para tentar dispersar a multidão. Pelo menos 250 pessoas saíram feridas. Em Suez, dois manifestantes foram mortos.

Suprema Corte do Paquistão denuncia primeiro-ministro

O Supremo Tribunal de Justiça do Paquistão intimou hoje o primeiro-ministro Youssef Raza Gilani a depor em 13 de fevereiro de 2012 para ser denunciado num processo por desacatar a lei ao não reabrir casos de suspeita de corrupção do presidente Assif Ali Zardari, viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto.

Para o juiz Nassir ul-Mulk, há indícios suficientes para abrir um processo. Ele também pediu à Suíça que reabra os casos arquivados em 2008, quando Zardari chegou ao poder, informa a agência de notícias France Presse.

Novos pedidos de seguro-desemprego caem nos EUA

Em mais um sinal da lenta recuperação do mercado de trabalho nos Estados Unidos, o número de novos pedidos de seguro-desemprego caiu em 12 mil na semana passada, ficando em 367 mil, anunciou hoje o Departamento do Trabalho.

A taxa de desemprego permanece elevada, em 8,5%, e o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke, adverte que a retomada do crescimento ainda enfrenta sérios riscos, em especial a crise das dívidas públicas da Zona do Euro, que evolui razoavelmente mas depende de um acordo da Grécia com credores privados.

O próximo relatório mensal sobre emprego, relativo a janeiro de 2012, será publicado amanhã, informa a agência de notícias Reuters.

Suécia defende pedido de extradição de Assange

Advogados do governo da Suécia defenderam hoje no Supremo Tribunal do Reino Unido o pedido de extradição do australiano Julian Assange, acusado de quatro crimes sexuais por duas mulheres com quem admite ter mantido relações sexuais que afirma terem sido consensuais.

Assange é o fundador do sitio de Internet WikiLeaks, que divulgou mais de 250 mil sigilosos da diplomacia dos Estados Unidos. Ele alega que o processo na Suécia é apenas pretexto para que seja preso e extraditado para os EUA.

Em nome do governo sueco, a advogada britânica Clare Montgomery argumentou que cabe ao país-membro da União Europeia "identificar quem considera autoridade judicial competente para emitir uma ordem de prisao europeia".

A defesa de Assange entende que só um juiz, e não a promotoria, teria competência para ordenar a prisão. A decisao da Justiça do Reino Unido deve sair em semanas.

Se a Suprema Corte britânica confirmar a extradição, Assange ainda poderá recorrer a Corte Europeia de Direitos Humanos.

EUA saem de combate no Afeganistão em 2013

Os soldados americanos vão concluir suas missões de combate no Afeganistão em 2013, revelou hoje o secretario da Defesa, Leon Panetta, anunciando o fim da guerra mais longa da História dos Estados Unidos.

Menos de um mês depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, os EUA e seus aliados invadiram o Afeganistão para destruir as bases e centros de treinamento da rede terrorista Al Caeda, responsável pelos ataques, e derrubar o governo da milícia extremista muçulmana dos Talebã.

Em três semanas, os Talebã estavam em fuga, mas seus líderes e a cúpula d'al Caeda conseguiram escapar do cerco às montanhas de Tora Bora e se refugiar nos territórios tribais da fronteira incerta entre Afeganistão e Paquistão.

Como o governo George W. Bush desviou a atenção para invadir o Iraque, a guerra no Afeganistão ficou em segundo plano. Isso levou a um renascimento dos Talebã, com quem o governo Barack Obama e o presidente afegão, Hamid Karzai, se mostram dispostos a negociar uma paz duradoura.

Depois da morte de Ossama ben Laden, em 1º de maio de 2011, na opinião da maioria dos americanos, a guerra afegã nãõ~faz mais sentido.

Os EUA têm hoje 90 mil soldados no Afeganistão. Cerca de 22 mil devem voltar para casa até setembro de 2013, informa o jornal The New York Times.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Briga de torcidas mata 74 no Egito

Pelo menos 74 pessoas morreram hoje em Porto Said, no Egito, num tumulto provocado por uma briga de torcedores dentro do estádio na saída de um jogo de futebol. Foi o pior incidente de violência no país desde a revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011.

Em campo, estavam os dois principais times egípcios, Al-Massari, de Porto Said; e o Al-Ahly, do Cairo. A briga começou no intervalo, quando torcedores visitantes jogaram foguetes na torcida local.

Depois de uma vitória de virada do Al-Massari por 3-1, sua torcida invadiu o gramado e atacou jogadores e torcedores rivais. A força policial presente foi incapaz de conter a violência.

O massacre chama a atenção para a falta de segurança no Egito depois da revolução. Deputados do primeiro parlamento eleito democraticamente na história do país acusam o Conselho Supremo das Forças Armadas, que tomou o poder há um ano, de criar um clima de inseguranca e violência para manter o estado de emergência em vigor há mais de 30 anos e ampliar os poderes da polícia.

"A razão desta tragédia é a negligência deliberada e a ausência dos militares e da polícia", protestou o deputado Essam al-Erian, da Irmandade Muçulmana, que tem a maior bancada.

Nesta quinta-feira, a Assembleia Nacional discute o caso. Alguns deputados ameaçam propor um voto de desconfiança no governo militar, noticia o jornal The New York Times.

Comissão Europeia veta fusão de bolsas de valores

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, vetou hoje a fusão da bolsa de valores alemã Deutsche Börse com a euro-americana NYSE Euronext, sob a alegação de que a empresa resultante controlaria 93% das operações de mercado futuro, informa a agência Reuters.

Em nota, o comissário europeu antimonopólio, o espanhol Joaquín Almunia, alegou que "a fusão criaria quase um monopólio internacional nas operações financeiras com derivativos europeus".

Facebook lança oferta inicial de ações

A mais importante rede social da Internet, o Facebook, com mais de 845 milhões de usuários e 70 idiomas diferentes, apresenta hoje os documentos às autoridades reguladoras dos Estados Unidos para abrir seu capital e vender ações no valor de US$ 5 bilhões em bolsas de valores, reporta a agência de notícias Reuters.

A expectativa é que a empresa seja avaliada entre US$ 75 bilhões e US$ 100 bilhões, mas alguns analistas acreditam que tenha chegado ao pico em mercados como os EUA. Num mercado volátil como a Internet, o sucesso de hoje não é garantia para o futuro.

O Facebook foi criado por Mark Zuckerberg num dormitório da Universidade de Harvard, em 2004, e se transformou no maior fenômeno dos últimos anos na rede mundial de computadores. Sua estratégia foi atrair uma grande clientela antes de tentar explorar o sítio comercialmente.

Quando começou a fazer sucesso, o Yahoo ofereceu US$ 1 bilhão pela empresa. Zuckerberg conta hoje que não fazia a menor ideia do valor da empresa na época. Hoje é um dos novos bilionários.

Ao pedir para ser cotada em bolsa, o Facebook teve de divulgar seus balanços, revelando que teve um lucro de US$ 1 bilhão no ano passado.

Setor privado abre menos vagas do que previsto nos EUA

As empresas privadas dos Estados Unidos criaram 170 mil empregos a mais do fecharam em janeiro de 2012, estimou hoje a companhia de recursos humanos ADP, maior processadora de folhas de pagamento do país. O mercado esperava um saldo positivo de 185 mil vagas.

Foi bem menos do que os 292 mil postos de trabalho a mais de dezembro, número revisado para baixo. A estimativa inicial tinha sido de 325 mil.

Mas o aumento na produção industrial para o ritmo mais forte em sete meses neutralizou o resultado abaixo da expectativa no mercado de trabalho, reporta a agência de notícias Reuters. As bolsas de Nova York operam em alta de mais de 1%.

Assange apela ao Supremo Tribunal britânico

O australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, sítio de internet especializado em vazar documentos sigilosos, recorreu hoje ao Supremo Tribunal do Reino Unido para tentar impedir sua extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais.

Assange afirma que está sendo perseguido por ter divulgado mais de 250 mil documentos do sigilosos do governo dos Estados Unidos, que pediria sua extradição à Suécia.

A decisão dos sete ministros do Supremo britânico deve ser anunciada em semanas. Se perder, Assange ainda poderá ir à Corte Europeia de Direitos Humanos, com sede em Estrasburgo, na França. Ele é objeto de um mandado de prisão europeu, que em princípio deve ser concedido pelos países-membros da União Europeia, com a suposição de que o réu terá um julgamento justo em qualquer país do bloco.

Em sua defesa, os advogados do australiano vão questionar a competência de uma promotora pública sueca para pedir a extradição. Eles alegam que promotor não é autoridade judicial. Assim, não poderia assinar ordens de prisão.

O processo se arrasta há mais de um ano. Assange chegou a ser preso no fim de 2010, mas teve direito à fiança e desde então vive em prisão domiciliar.

Produção industrial da Eurozona cai pelo 6º mês seguido

Sob pressão da crise das dívidas públicas, dos cortes de gastos governamentais e do aumento do desemprego, o conjunto da produção industrial dos 17 países da União Europeia que usam o euro como moeda caiu em janeiro pelo sexto mês consecutivo.

A queda só não foi maior por causa da recuperação da Alemanha e da Áustria. Na Espanha, na Holanda e na Itália, a contração foi mais suave, apontam os índices dos gerentes de compras do setor, calculados pela empresa Markit.

Julgamento de Garzón divide Supremo na Espanha

Três dos sete ministros do Tribunal Supremo da Espanha encarregados de processar o juiz Baltasar Garzón por investigar os crimes da ditadura do generalíssimo Francisco Franco votaram ontem pela anulação e arquivamento do caso. Outros quatro dediciram que o julgamento é legal.

Garzón ficou famoso por mandar prender o ex-ditador chileno Augusto Pinochet em 1998 e por investigar os crimes das ditaduras militares da Argentina e do Chile. Foi denunciado por violar a lei de anistia aprovada pela Espanha em 1977, durante o processo de democratização do país depois da morte de Franco, em 1975.

A investigação, iniciada em 2008, foi a primeira a examinar os crimes cometidos durante a Guerra Civil Espanhola (1936-39) e nos primeiros anos da ditadura de Franco à luz do direito internacional, observa a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional. São mais de 114 mil casos de desaparecimentos forçados ocorridos entre julho de 1936 a dezembro de 1951.

"Fiz o que acreditei que deveria fazer. Não é uma questão ideológica", declarou o juiz em sua defesa. "Aqui, havia centenas de milhares de vítimas que não tiveram seus direitos respeitados".

Diante do tribunal, grupos de defesa dos direitos humanos manifestaram apoio a Garzón e mostraram fotos de vítimas do franquismo.

Em outros processos, o juiz é acusado de grampear telefones de políticos suspeitos de corrupção e de ter recebido dinheiro de um banco para organizar um encontro acadêmico nos Estados Unidos. Ele nega ter auferido qualquer benefício pessoal derivado desse evento.