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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Marechal Al-Sissi é eleito no Egito com 93% dos votos

Depois de três dias de votação, o ex-comandante do Conselho Supremo das Forças Armadas marechal Abdel Fattah al-Sissi, responsável pelo golpe militar de 3 de julho de 2013, foi declarado hoje vencedor da eleição presidencial no Egito com 93% dos votos.

As oposições muçulmana e secularista boicotaram a votação. Na prática, o pleito anula os resultados da revolução que acabou com a ditadura de Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011, e restabelece o regime militar que governou o país desde 1952, quando a Revolução dos Coronéis derrubou o rei Faruk.

O único candidato oposicionista era o socialista Hamdin Sabahi.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Egito condena 43 estrangeiros e egípcios ligados a ONGs

Um tribunal do Egito condenou hoje 43 empregados egícpios e estrangeiros de organizações não governamentais por uso ilegal de dinheiro vindo do exterior para fomentar protestos e agitação política no país. Quinze americanos foram condenados à revelia a cinco anos de prisão; outro, que ficou no Egito para responder ao processo, pegou dois anos de cadeia.

Várias ONGs foram fechadas e tiveram seus bens confiscados, inclusive a Freedom House e os institutos internacionais dos partidos Democrata e Republicano dos EUA.

O processo foi aberto em 2012, quando o Egito estava sendo governado pelo Conselho Supremo das Forças Armadas, que assumiu o controle do governo com a renúncia do ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011. Na época, os Estados Unidos ameaçaram suspender a ajuda anual de US$ 1,5 bilhão que dão ao país, lembra a televisão pública britânica BBC.

Na semana passada, o grupo Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos), com sede em Nova York, e outras 40 entidades egípcias de defesa dos direitos humanos denunciaram um projeto de lei de iniciativa do presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, para controlar as atividades e o financiamento de organizações não lucrativas.

domingo, 12 de agosto de 2012

Presidente demite ministro da Defesa do Egito

Em uma manobra ousada na luta pelo poder no Egito, o presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, demitiu o ministro da Defesa, marechal Mohamed Hussein Tantawi, e seu subcomandante, general Sami Anan. Também retirou os poderes legislativos do Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), que Tantawi presidia.

Os militares governam o Egito desde que a Revolução dos Coronéis, liderada por Gamal Abdel Nasser, derrubou a monarquia, há 60 anos. Sempre viram os partidos muçulmanos como inimigos de sua república secularista inspirada pela que Mustafá Kemal Ataturk construiu na Turquia depois do desaparecimento do Império Otomano, no fim da Primeira Guerra Mundial.

Durante os 30 anos em que governou o Egito ser derrubado por uma revolta popular em 11 de fevereiro de 2011, o ditador Hosni Mubarak acenou com a ameaça de que a única alternativa era o extremismo muçulmano. A Irmandade, considerada islamita moderada, venceu as eleições parlamentares e presidencial.

Diante da vitória dos partidos religiosos, o Supremo Tribunal anulou parcialmente o resultado das eleições parlamentares, dissolveu a Assembleia Nacional e transferiu todos os poderes legislativos para o CSFA.

Mursi tentou reinstautar o Parlamento. Agora, reafirmando o mandato recebido nas urnas nas primeiras eleições democráticas em 6 mil anos de História do Egito, passa para a reserva o marechal Tantawi, ministro da Defesa desde 1991, que já foi conhecido como o Poodle de Mubarak.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Justiça mantém dissolução do Parlamento do Egito

O Supremo Tribunal de Justiça do Egito rejeitou hoje a reconvocação da Assembleia Nacional pelo presidente Mohamed Mursi, reafirmando que sua dissolução no mês passado por causa de supostas irregularidades eleitorais é irrevogável.

Ontem, Mursi, eleito pela Irmandade Muçulmana e empossado pelos militares em 30 de junho de 2012, afirmou que o Parlamento deveria continuar funcionando até a realização de novas eleições.

Diante da dissolução da Assembleia Nacional, o Conselho Supremo das Forças Armadas, que assumiu o poder desde a queda do ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011, na chamada Primavera Árabe, avocou para si todos os poderes legislativos, inclusive de redigir uma nova Constituição.

O conflito entre militares e islamitas, que marcou a História do Egito, nas últimas décadas está vivo. Será um dos maiores desafios da construção de uma democracia no país, observa a televisão pública britânica BBC.

domingo, 8 de julho de 2012

Presidente do Egito anula dissolução do parlamento

Em um desafio aos militares, que mandam no país há 60 anos, o novo presidente do Egito, Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, anulou neste domingo a dissolução da Assembleia Nacional, determinada pelo Supremo Tribunal de Justiça sob a alegação de que parte das eleições foi irregular.

Mursi declarou que o atual Parlamento deve se reunir até as eleições para uma nova Assembleia.

Depois da decisão judicial, o Conselho Supremo das Forças Armadas, que assumiu o poder desde a queda do ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011, avocou para si o poder legislativo, inclusive de redigir uma nova Constituição.

Os islamitas moderados da Irmandade Muçulmana obtiveram 38% dos votos e os radicais salafistas, 29%, o que deu maioria absoluta no Parlamento aos partidos fundamentalistas muçulmanos. Como na Turquia até bem pouco tempo atrás, os militares egípcios se consideram guardiães do Estado laico e da aliança política com os Estados Unidos.

domingo, 17 de junho de 2012

Islamita sai na frente mas militares retem poder no Egito

O candidato da Irmandade Muçulmana, Mohamed Mursi, lidera a apuração do segundo turno da eleição presidencial no Egito, realizado ontem e hoje, com 57% dos votos válidos, contra 43% para o ex-primeiro-ministro Ahmed Chafik, visto como o candidato do antigo regime, noticiou agora à noite o jornal Al-Ahram.

Na sua apuração própria, a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico do mundo, fundado em 1928, declarou que apurados 10% dos colégios eleitorais seu candidato tinha 61% contra 39% para Chafik.

Mas o resultado da primeira eleição presidencial mais ou menos democrática da História do Egito foi ofuscado pelo anúncio do Conselho Supremo das Forças Armadas de que está assumindo todos os poderes legislativos depois que o Supremo Tribunal anulou as últimas eleições parlamentares.

O conselho, que assumiu o poder com a queda do ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011, só pretende convocar eleições parlamentares depois que o país tiver uma Constituição. Desde a Revolução dos Coronéis derrubou a monarquia, em 1952, sob a liderança de Gamal Abdel Nasser, os militares controlam o Egito. Aparentemente, não tem a intenção de ceder o poder aos civis.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Egito demite cúpula do futebol

O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito, que tomou o poder há um ano com a queda do ditador Hosni Mubarak, demitiu hoje toda a cúpula da federação de futebol do país por causa da morte de 74 pessoas numa briga de torcedores de dois grandes clubes na cidade de Porto Said.

A violência levantou suspeitas de que os militares estejam negligenciado a segurança pública para criar um clima de violência que justifique a manutenção do estado de emergência em vigor há mais de 30 anos, desde o assassinato do presidente Anuar Sadat, em 6 de outubro de 1981.

Uma multidão se concentrou na Praça da Libertação no centro do Cairo para protestar contra o massacre. A polícia disparou bombas de gás lacrimogênio para tentar dispersar a multidão. Pelo menos 250 pessoas saíram feridas. Em Suez, dois manifestantes foram mortos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Briga de torcidas mata 74 no Egito

Pelo menos 74 pessoas morreram hoje em Porto Said, no Egito, num tumulto provocado por uma briga de torcedores dentro do estádio na saída de um jogo de futebol. Foi o pior incidente de violência no país desde a revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011.

Em campo, estavam os dois principais times egípcios, Al-Massari, de Porto Said; e o Al-Ahly, do Cairo. A briga começou no intervalo, quando torcedores visitantes jogaram foguetes na torcida local.

Depois de uma vitória de virada do Al-Massari por 3-1, sua torcida invadiu o gramado e atacou jogadores e torcedores rivais. A força policial presente foi incapaz de conter a violência.

O massacre chama a atenção para a falta de segurança no Egito depois da revolução. Deputados do primeiro parlamento eleito democraticamente na história do país acusam o Conselho Supremo das Forças Armadas, que tomou o poder há um ano, de criar um clima de inseguranca e violência para manter o estado de emergência em vigor há mais de 30 anos e ampliar os poderes da polícia.

"A razão desta tragédia é a negligência deliberada e a ausência dos militares e da polícia", protestou o deputado Essam al-Erian, da Irmandade Muçulmana, que tem a maior bancada.

Nesta quinta-feira, a Assembleia Nacional discute o caso. Alguns deputados ameaçam propor um voto de desconfiança no governo militar, noticia o jornal The New York Times.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Egípcios festejam um ano da revolução

Dezenas de milhares de egípcios se concentram hoje na Praça da Libertação, no centro do Cairo, para marcar o primeiro aniversário do início da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011 num misto de ansiedade e decepção.

Ontem, o comandante do Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito, marechal Mohamed Tantawi, anunciou a suspensão parcial do estado de emergência em vigor desde o assassinato do presidente Anuar Sadat, em 6 de outubro de 1981. Disse que só será aplicado contra "criminosos agressivos", sem explicar claramente o que isso significa.

A pressão da massa é pelo fim do estado de emergência, a queda da junta militar que governa o Egito desde a saída de Mubarak e sua responsabilização por mais de 80 mortes registradas em confrontos com as forças de segurança desde outubro de 2011.

O estado de exceção foi imposto para lutar contra os extremistas que mataram Sadat. Eles estão de volta com a força do voto.

Nas primeiras eleições democráticas da História do Egito, os partidos religiosos conquistaram dois terços das cadeiras no parlamento. É um sinal de que a maioria dos 80 milhões de egípcios, que vive no interior do país, tem ideias muito diferentes sobre democracia do que os jovens ligados na Internet que lideraram a mobilização contra a ditadura.

domingo, 27 de novembro de 2011

Sabotadores atacam gasoduto antes da eleição no Egito

Horas antes das primeiras eleições democráticas da História do Egito, que começam nesta segunda-feira, sabotadores atacaram um gasoduto que vai até Israel e a Jordânia. A explosão foi a leste de Arish, na Península do Sinai, noticia a agência Reuters.

As eleições serão realizadas num momento de grande agitação política. Cerca de 40 pessoas morreram nos últimos dias em confrontos entre manifestantes e a polícia. Os oposicionistas concentrados na Praça da Libertação, no centro do Cairo, queriam adiar a votação, alegando que a junta militar que governa o país não tem legitimidade para presidir eleições.

No domingo, o presidente do Conselho Supremo das Forças Armadas, marechal Mohamed Hussein Tantawi, fez um apelo aos egípcios para que votem. Ele advertiu que o país está numa encruzilhada e que os militares não vão aceitar pressões.

O conselho militar assumiu o poder em 11 de fevereiro de 2011, data da queda do ditador Hosni Mubarak, que ficou quase 30 anos no poder.

Agora, será eleita uma Câmara com 498 deputados; os militares vão indicar mais dez. De 29 de janeiro a 11 de março, serão eleitos 180 senadores; outros 90 serão indicados depois da primeira eleição presidencial livre da História do Egito, marcada para junho de 2012.

A Irmandade Muçulmana, partido político mais organizado do país, é favorita nas eleições parlamentares. Pode eleger até 40% dos deputados, mas a expectativa é que não consiga maioria absoluta na Câmara.

Se olharmos para a História do Brasil, dá para entender que a democracia é um processo. Não pode ser imposta à força, como George W. Bush quis fazer no Iraque. Depende da formação de consensos, o que é sempre difícil em nações atrasadas e radicalizadas (o radicalismo é mais um sintoma da decadência dos EUA).

No Brasil, depois da crise do petróleo árabe de 1973, que acabou com o modelo econômico da ditadura, baseado em energia e mão de obra baratas, o gen. Ernesto Geisel anunciou sua abertura lenta, gradual e segura em 1974. Só em 1985 o poder foi devolvido aos civis, depois das bombas na OAB e no Riocentro. A nova Constituição veio em 1988 e a primeira eleição presidencial direta em 1989. Foram 15 anos de transição.

O Egito e o mundo árabe em geral não têm tradição democrática, como tivemos pelo menos de 1946-64, com todos os seus defeitos. É um processo longo, sujeito a retrocessos.

Talvez o maior exemplo de democracia no mundo muçulmano seja a Turquia, apesar da repressão aos curdos e de ser hoje um dos países que mais prendem jornalistas. As Forças Armadas foram durante muito tempo as fiadoras do regime. Só a pressão para negociar a adesão à União Europeia conseguiu afastar os militares da política. Vários oficiais estão sendo processados por tentativa de golpe de Estado.

No Egito, onde os militares mandam desde a queda da monarquia, em 1952, estão envolvidos em todas as atividades da vida pública, inclusive econômicas. O melhor que se pode esperar é uma transição lenta sob a tutela dos militares, que, como na Turquia, pretendem garantir que os fundamentalistas não imponham uma teocracia.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Militares do Egito pedem desculpas por mortes

O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito pediu desculpas ontem pelas 39 mortes ocorridas nos confrontos de rua dos últimos dias, mas não deu sinais de que pretenda entregar o poder aos civis imediatamente, como exigem os manifestantes concentrados na Praça da Libertação, no centro do Cairo, e em outras importantes cidades egípcias.

Apesar das promessas feitas logo depois da queda do ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011, até agora os militares egípcios não suspenderam o estado de emergência que permite à polícia matar e espancar civis impunemente.

Em mais um sinal de resistência à mudança, eles nomearam o ex-primeiro-ministro Kamal Ganzouri, que serviu sob Mubarak, para formar um novo governo.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Militares prometem acelerar transição no Egito

Sob pressão de uma nova revoltar popular com 36 mortes e quase 2 mil feridos, o presidente do Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito, marechal Mohamed Hussein Tantawi, prometeu acelerar a transição para a democracia, afirmando que o único interesse dos militares é o bem-estar do país.

Em pronunciamento agora há pouco na televisão egípcia, o marechal prometeu formar um governo tecnocrático e realizar a eleição presidencial até junho próximo e transferir o poder aos civis até 1º de julho de 2012, informa o jornal The New York Times.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ministério se demite após 33 mortes no Egito

Os ministros civis do Egito pediram demissão coletivamente hoje em reação às mortes de pelo menos 33 pessoas em confrontos entre a polícia e manifestantes que não aceitam a tutela dos militares sobre a nascente democracia do país.

Outras 1.750 pessoas saíram feridas, na pior onda de violência no Egito desde a queda do ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011, informa a TV pública britânica BBC.

Ainda não está claro se a demissão será aceita pelo Conselho Supremo das Forças Armadas. A rede de TV árabe Al Jazira diz que foi, mas a BBC não confirma.

Na Praça da Libertação, o berço da revolução, no centro do Cairo, a multidão já pede a queda do marechal Mohamed Hussein Tantawi, ministro da Defesa e presidente do conselho que assumiu o poder depois da queda de Mubarak.

Além do papel de guardiães da Constituição, os militares, que na prática governam o Egito desde o fim da monarquia, em 1952, têm enormes interesses econômicos que desejam preservar. Eles garantem que a atual onda de violência não vai impedir a realização das eleições parlamentares marcadas para 28 de novembro de 2011, noticia a agência Reuters.


domingo, 20 de novembro de 2011

Violência no Egito já tem dez mortes

A batalha travada desde sexta-feira entre militantes islamitas e a polícia do Egito na Praça da Libertação, no centro do Cairo, causou pelo menos dez mortes.

Os islamitas da Irmandade Muçulmana protestam contra a proposta de reforma constitucional apresentada pelo Conselho Supremo das Forças Armadas, que dá aos militares o papel de guardiães da Constituição.

Violência no Cairo mata um e fere 700

Pelo menos uma pessoa morreu e outras 700 saíram feridas ontem de violentos confrontos no Cairo entre a polícia e milhares de manifestantes que protestavam contra o governo do Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito.

Foi o segundo dia seguido de grandes manifestações de massa contra a tutela que os militares querem impor ao país, reservando-se o direito de guardiães da Constituição para evitar, por exemplo, que os partidos religiosos implantem a lei islâmica.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Egípcios protestam contra tutela das Forças Armadas

Dezenas de milhares de egípcios voltaram a se concentrar hoje na Praça da Libertação, no centro do Cairo, para protestar contra a proposta de mudança constitucional apresentada pelo Conselho Supremo das Forças Armadas, que assumiu o poder com a queda do ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011.

O atual governo dar aos militares o papel de guardiães da "legitimidade constitucional", informa a TV pública britânica BBC. Na prática, isso colocaria o novo regime sob a tutela das Forças Armadas, que dominam a política do país desde que os coronéis liderados por Gamal Abdel Nasser derrubaram a monarquia, em 1952.

Daqui a duas semanas, haverá eleições parlamentares. A exemplo do que aconteceu na Tunísia, a Irmandade Muçulmana e outros partidos islamitas devem obter bons resultados porque eram a única oposição organizada na era Mubarak (1981-2011).

Ao que tudo indica, os militares egípcios querem o papel de guardiães da Constituição para evitar uma islamização do país.

É difícil imaginar uma transferência total do poder aos civis. Mais provável é a adoção de um modelo político semelhante ao da democracia turca, que levou anos para enquadrar os militares secularistas, herdeiros da tradição de Mustafá Kemal Ataturk, fundador da República da Turquia, em 1923, depois da derrota do Império Otomano no fim da Primeira Guerra Mundial.

Como os brasileiros e latino-americanos sabem por experiência própria, a democracia é um processo. Leva anos para se consolidar. Nesse meio tempo, está sujeita a avanços e retrocessos. A queda de Mubarak foi apenas o primeiro passo.

Nove meses depois, a população está descontente. Não vê melhora nas condições de vida, solução dos problemas econômicos nem na segurança pública.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Egito nomeia onze novos ministros

O Conselho Supremo das Forças Armadas do Iraque, que tomou o poder com a queda do ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011, nomeou hoje 11 novos ministros.