A milícia extremista muçulmana nigeriana Boko Haram matou pelo menos dez pessoas num ataque contra duas vilas do distrito de Kolofata, na vizinha República de Camarões, informou o sítio New24.
Os exércitos da Nigéria, de Camarões, do Chade e do Níger fazem há meses operações conjuntas contra o grupo jihadista. Esse ataque foi o primeiro em Camarões depois de várias semanas.
Antes das eleições de 28 de março de 2015, o presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, prometeu desalojar em um mês a milícia de todas as cidades que ocupava. Ele foi derrotado pelo general reformado e ex-ditador Muhamadu Buhari, que pretende aplicar a linha-dura no combate ao terrorismo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Iraque anuncia morte de ex-vice de Saddam aliado do Estado Islâmico
As forças de segurança iraquianas mataram Izzat al-Douri, um ex-oficial da ditadura de Saddam Hussein que se tornou um dos comandantes militares do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou a agência Reuters citando como fonte o governador da província.
O governo do Iraque divulgou uma foto do cadáver e ficou de comprovar sua identidade com testes de DNA. Ex-líderes do Partido Baath, de Saddam, desmentiram a morte.
Em Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, um carro-bomba explodiu perto do Consulado dos Estados Unidos. Três civis foram mortos e cinco saíram feridos. A milícia extremista Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado.
A participação de um grande continente e ex-militares das Forças Armadas de Saddam Hussein, dissolvidas depois da invasão americana de 2003, explica a capacidade militar do EIIL. Os milhares de jovens terroristas recrutados no Ocidente e em países muçulmanos não têm treinamento para a guerra, mas milhares de iraquianos desempregados têm.
O governo do Iraque divulgou uma foto do cadáver e ficou de comprovar sua identidade com testes de DNA. Ex-líderes do Partido Baath, de Saddam, desmentiram a morte.
Em Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, um carro-bomba explodiu perto do Consulado dos Estados Unidos. Três civis foram mortos e cinco saíram feridos. A milícia extremista Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado.
A participação de um grande continente e ex-militares das Forças Armadas de Saddam Hussein, dissolvidas depois da invasão americana de 2003, explica a capacidade militar do EIIL. Os milhares de jovens terroristas recrutados no Ocidente e em países muçulmanos não têm treinamento para a guerra, mas milhares de iraquianos desempregados têm.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Ex-ditador propõe diálogo para evitar guerra civil no Iêmen
Sob a pressão de bombardeios aéreos liderados pela Arábia Saudita, o ex-ditador do Iêmen Ali Abdullah Saleh (1978-2011) pediu a ajuda da Rússia e de vários países árabes para sair do país em segurança com sua família, noticiaram as televisões Al Jazira e Al Arabiya.
Em troca, Saleh e o líder dos rebeldes hutis, Abdul Malik al-Houthi, ofereceram a retirada dos rebeldes das cidades de Saná e Áden, a entrega das armas ao Exército e a abertura de um diálogo para reconciliação nacional.
A proposta foi rejeitada pelo presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, que fugiu para a Arábia Saudita.
Mais de 700 pessoas foram mortas no Iêmen desde o início da interveção militar saudita, em 25 de março de 2015. O objetivo é impedir que os hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, tomem o porto de Áden, assumindo o controle das duas maiores cidades do país, depois de ocupar a capital, Saná, em setembro de 2014 e dissolver o governo e o Parlamento em fevereiro de 2015.
É assim mais um conflito entre sunitas e xiitas no Oriente Médio, a exemplo do que acontece no Bahrein, no Iraque, no Líbano e na Síria.
Com o clima de guerra civil, os Estados Unidos e outros países ocidentais fecharam suas representações diplomáticas no Iêmen. O governo americano usava o país como base para atacar com aviões não tripulados (drones) acampamentos da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão saudita.
Em troca, Saleh e o líder dos rebeldes hutis, Abdul Malik al-Houthi, ofereceram a retirada dos rebeldes das cidades de Saná e Áden, a entrega das armas ao Exército e a abertura de um diálogo para reconciliação nacional.
A proposta foi rejeitada pelo presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi, que fugiu para a Arábia Saudita.
Mais de 700 pessoas foram mortas no Iêmen desde o início da interveção militar saudita, em 25 de março de 2015. O objetivo é impedir que os hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, tomem o porto de Áden, assumindo o controle das duas maiores cidades do país, depois de ocupar a capital, Saná, em setembro de 2014 e dissolver o governo e o Parlamento em fevereiro de 2015.
É assim mais um conflito entre sunitas e xiitas no Oriente Médio, a exemplo do que acontece no Bahrein, no Iraque, no Líbano e na Síria.
Com o clima de guerra civil, os Estados Unidos e outros países ocidentais fecharam suas representações diplomáticas no Iêmen. O governo americano usava o país como base para atacar com aviões não tripulados (drones) acampamentos da rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão saudita.
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China aproveita fragilidade de países em crise
Ao emprestar US$ 3,5 bilhões à Petrobrás, a exemplo do que fez com a Argentina, a Venezuela e a Rússia, a China, aproveita-se da fragilidade de países em crise para garantir a longo prazo o suprimento das matérias-primas essenciais a seu desenvolvimento. No domingo passado, O Globo publicou matéria de Eliane Oliveira sobre o assunto em que fui citado.
Queria ampliar mais meus pontos de vista:
NEUTRALIZANDO A SUPERIORIDADE AMERICANA
IMPERIALISMO
SUPERPOTÊNCIA EM ASCENSÃO
Queria ampliar mais meus pontos de vista:
Quando Deng Xiaoping lançou seu programa de reformas para
modernizar a China, em 1978, recomendou aos chineses e ao partido: trabalhem muito, sejam discretos, não
mostrem sinais de riqueza e não se metam em conflitos externos.
Depois do caos
da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76) e da morte de Mao Tsé-tung, a China precisava de estabilidade
interna e externa para tocar adiante seu projeto de desenvolvimento. Na época,
em 1978, a China e o Brasil tinham PIBs do mesmo tamanho, cerca de US$ 200
bilhões. O desenvolvimentismo chinês deu mais certo. Foi
o mais rápido e extraordinário da história.
O objetivo era claro: crescer, se fortalecer e ganhar massa
crítica até tornar a China o país incontornável que é hoje. No fim da Guerra
Fria, a China era um aliado não membro da OTAN. A Argentina de Carlos Menem chegou a
ter o mesmo status, mas nunca teve o peso da China.
Logo que o presidente George W. Bush (2001-9) chegou à Casa Branca com a
arrogância do Partido Republicano de que "nós ganhamos a Guerra Fria, mas
ainda não tiramos partido isso", hostilizou os inimigos históricos,
Rússia e China, antes de encontrar um novo inimigo no extremismo muçulmano. Em
abril de 2001, houve o incidente na ilha de Hainã.
Um caça chinês tentou
interceptar um avião-espião americano, que derrubou o avião chinês, matou o
piloto e ainda fez um pouso de emergência na China em Hainã. As autoridades chinesas
interrogaram a tripulação e libertaram os americanos. A China ainda se
submetia aos EUA.
Ao mesmo tempo, a China tratou de fortalecer suas defesas.
No governo anterior, de Bill Clinton (1993-2001), quando a China ameaçou Taiwan por causa da
possível vitória do partido a favor da independência da ilha, os EUA mandaram
duas fragatas para o Estreito de Taiwan.
NEUTRALIZANDO A SUPERIORIDADE AMERICANA
Logo a China tratou de instalar
mísseis para evitar que isso se repetisse. Desde então, fez mísseis capazes de destruir satélites-espiões, porta-aviões e submarinos, neutralizando na prática a
superioridade estratégica dos EUA.
Afinal, a revolução comunista na China foi feita com o
objetivo de reparar injustiças e humilhações históricas que o país sofreu a
partir das Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60), quando o Império Britânico tomou Hong Kong, para
que o antigo Império do Meio, que era o centro do mundo na Ásia, volte a
exercer um papel de protagonista nas relações internacionais.
Até o início do
século 19, China e Índia eram responsáveis por 20% da produção industrial, mas
perderam a corrida tecnológica. Já haviam perdido a Revolução Comercial. Também ficaram para trás na Primeira Revolução Industrial (máquina a vapor, locomotiva, navio a vapor) e na Segunda Revolução Industrial (eletricidade, automóvel, rádio), e entraram tardiamente na Terceira Revolução Industrial (automação, TV e computadores), mas com força total.
A grande virada nas relações China-EUA vem com a Grande Recessão de 2008-9, que
derrubou o mito de invencibilidade do capitalismo americano. A partir daí, a
China passa a exigir tratamento de igual para igual dos EUA.
Hu Jintao foi o
último líder a se ajoelhar diante dos EUA. Xi Jinping, que está longe de ser um
liberal e se preocupa em manter o liberalismo à distância, quer propor um
modelo alternativo ao poder americano em todas as áreas.
Se uma superpotência é um país capaz de projetar seu poderio
pelo mundo inteiro, a China já é uma superpotência econômica. Tem uma relação
de interdependência com os EUA.
Deng sempre se afastou de propostas
terceiro-mundistas como a feita por Sarney em 1988 de criar um Clube dos Cinco
(Brasil, Argentina, México, China e Índia) para se opor ao G-7, formado pelas maiores potências industriais da época. Sabia que
precisava de capital e tecnologia para o desenvolvimento. Hoje a China é
interdependente e trata de fortalecer suas relações econômicas com todo o resto
do mundo.
REORIENTANDO A ECONOMIA
A crise na Europa e nos EUA está obrigando a China a orientar sua economia do mercado externo para o consumo interno, uma transição delicada. Com a derrota do comunismo na Guerra Fria, o extraordinário desenvolvimento econômico legitima o monopólio de poder do PC chinês. Quando a crise vier, a classe média e os ricos vão querer mais poder para decidir seu próprio destino.
A crise na Europa e nos EUA está obrigando a China a orientar sua economia do mercado externo para o consumo interno, uma transição delicada. Com a derrota do comunismo na Guerra Fria, o extraordinário desenvolvimento econômico legitima o monopólio de poder do PC chinês. Quando a crise vier, a classe média e os ricos vão querer mais poder para decidir seu próprio destino.
No mercado financeiro, se fala de uma bolha chinesa no
mercado imobiliário. A economia foi movida a investimento e haveria um excesso
de imóveis. Quando a crise das hipotecas de segunda linha estourou nos EUA, o
mercado imobiliário representaria 16% das dívidas do sistema financeiro americano; na China, seriam
50% hoje.
Na China, será feito o teste definitivo da hipótese de que o
desenvolvimento econômico e social leva à democracia. O modelo chinês é uma
mistura do desenvolvimentismo japonês com o modelo empresarial sul-coreano de
megacorporações (chaebol) e o regime político que o chinês (de origem) Lee Kuan
Yew criou em Cingapura, a ditadura perfeita, um Estado policial que funciona.
A política externa chinesa está a serviço do seu projeto de
desenvolvimento econômico. Um dos objetivos centrais é garantir o suprimento de
matérias-primas para a indústria. Isso orienta as relações com a África, a
América Latina e o Oriente Médio, onde navios da Marinha chinesa resgataram nas
últimas semanas diplomatas estrangeiros do porto de Áden, no Iêmen. Foi a primeira
vez, sinal de que a China está disposta a assumir suas obrigações como grande
potência do bem.
Porque o problema central das relações com a China é este:
não existe uma superpotência benigna, como observou o historiador britânico
Jonathan Spence.
IMPERIALISMO
O poder existe para ser exercido. Quem não o exerce, perde. As
relações econômicas da China com a América Latina são neocoloniais: exportamos
matérias-primas e importamos produtos industrializados.
A indústria chinesa
está tomando os mercados de manufaturados da indústria brasileira na América
Latina. Os EUA compram muito mais produtos manufaturados da América Latina do
que a China. Nosso problema é como negociar com a China, que tem um peso hoje
equivalente ao dos EUA.
O acordo da China com a Argentina foi uma clara violação das
regras do Mercosul, que cada vez mais se torna irrelevante. O Uruguai, que
sempre quis fazer um acordo com os EUA mas não fez porque seria punido como
sócio menor, alegou mais uma vez que é preciso mudar a regra que proíbe acordos
isolados de um só país com outros de fora do bloco.
A Rússia negociava há dez anos um acordo de gás com a China.
Sob pressão internacional por causa de intervenção militar na Ucrânia, fechou
negócio, certamente a preços de barganha.
A China já tinha feito isso com o Zimbábue, desgovernado pelo ditador Robert Mugabe, alvo de sanções do Ocidente por perseguir a oposição, e com outros países da África. Agora, chega a vez de Argentina, Brasil e Venezuela, o eixo da América do Sul, que enfrenta crises econômicas e políticas.
A China já tinha feito isso com o Zimbábue, desgovernado pelo ditador Robert Mugabe, alvo de sanções do Ocidente por perseguir a oposição, e com outros países da África. Agora, chega a vez de Argentina, Brasil e Venezuela, o eixo da América do Sul, que enfrenta crises econômicas e políticas.
Na minha opinião, está fazendo negócios da China,
conquistando mercados e garantindo matérias-primas para o futuro.
O grande desafio de qualquer país hoje é como negociar com a
China e com os EUA, como se equilibrar neste mundo em que há uma transição
hegemônica, talvez não dos EUA para a China, mas para um grupo de grande
potências em que a China será a maior.
SUPERPOTÊNCIA EM ASCENSÃO
A história ensina que a ascensão de grandes potências sempre
provoca guerras no sistema internacional. A China afirma ter aprendido as
lições da Alemanha, do Japão e da União Soviética. Mas flexiona seus músculos
contra os países com os quais têm disputas territoriais: Japão, Coreia do Sul,
Taiwan, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Malásia e Vietnã.
Uma aliança tácita entre EUA, Índia e Japão se forma para
contrabalançar o poderio da China, que como superpotência econômica não pode
ser contida como foi a URSS. Todo o mundo quer fazer negócios da China.
O presidente Barack Obama manifestou a intenção de
concentrar a maior parte do poderio militar dos EUA na Ásia e no Pacífico. Mas
a Doutrina Obama, de usar a diplomacia em vez da força, e a decisão de não
bombardear a Síria quando o governo Assad atacou com armas químicas, apesar das
ameaças, convenceram os chineses de que os EUA não vão entrar em guerra com a
China para defender seus aliados asiáticos, possivelmente com a exceção da
Coreia do Sul e do Japão.
Em junho de 2014, escrevi aqui:
Ao comentar as críticas de Washington à agressividade
chinesa nas disputas territoriais com países vizinhos no Mar da China
Meridional, durante o Diálogo de Xangrilá, realizado em Cingapura no último fim
de semana, o general Zhu Chenghu, professor da Universidade da Defesa Nacional,
disse em tom provocativo que os Estados Unidos sofrem de "disfunção
erétil".
"À medida que o poder dos EUA declina, Washington precisa confiar nos aliados para conter o desenvolvimento da China", declarou o general a uma televisão de língua chinesa. "Mas se vão se envolver ou intervir militarmente numa disputa territorial entre a China e seus vizinhos é outra história."
Em seguida, disparou: "Podemos ver na situação da Ucrânia uma espécie de disfunção erétil."
A Síria é um exemplo melhor da hesitação do governo Obama de usar a força. Os EUA não entrariam em guerra com uma potência nuclear como a Rússia por causa da Ucrânia. A mesma lógica se aplica aos vizinhos da China, com a exceção do Japão e da Coreia do Sul.
Na corrida tecnológica, ataques de saturação com mísseis de cruzeiro podem se tornar a maior ameaça a grupos navais dos EUA liderados por porta-aviões, adverte um ensaio Centro Chinês para Estudo de Assuntos Militares e a Universidade da Defesa Nacional.
A China não sofre de "disfunção erétil" nas relações econômicas com a América Latina.
"À medida que o poder dos EUA declina, Washington precisa confiar nos aliados para conter o desenvolvimento da China", declarou o general a uma televisão de língua chinesa. "Mas se vão se envolver ou intervir militarmente numa disputa territorial entre a China e seus vizinhos é outra história."
Em seguida, disparou: "Podemos ver na situação da Ucrânia uma espécie de disfunção erétil."
A Síria é um exemplo melhor da hesitação do governo Obama de usar a força. Os EUA não entrariam em guerra com uma potência nuclear como a Rússia por causa da Ucrânia. A mesma lógica se aplica aos vizinhos da China, com a exceção do Japão e da Coreia do Sul.
Na corrida tecnológica, ataques de saturação com mísseis de cruzeiro podem se tornar a maior ameaça a grupos navais dos EUA liderados por porta-aviões, adverte um ensaio Centro Chinês para Estudo de Assuntos Militares e a Universidade da Defesa Nacional.
A China não sofre de "disfunção erétil" nas relações econômicas com a América Latina.
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Crimes de guerra do Estado Islâmico estão documentados
Os crimes de guerra da milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, inclusive o uso do estupro e da violência sexual como armas de guerra, estão documentados, afirmou ontem a organização não governamental americana Human Rights Watch ( Observatório dos Direitos Humanos), citando sua própria investigação.
Em janeiro e fevereiro de 2015, pesquisadores da ONG entrevistaram na cidade de Dohuk 20 mulheres e adolescentes do povo yazidi que conseguiram escapar do grupo jihadista: "O HRW documentou um sistema de agressões sexuais e estupros, escravidão sexual e casamentos forçados. Tais atos são crimes de guerra e talvez crimes contra a humanidade. Muitas mulheres e meninas continuam desaparecidas, mas as sobreviventes que estão no Curdistão iraquiano precisam de assistência psicológica e outros tipos de ajuda", diz o relatório.
Outra organização de defesa dos direitos humanos, a Anistia Internacional, havia denunciado em dezembro de 2014 que a violência sexual, o estupro em massa e a escravidão sexual estavam levando as mulheres yazidis ao suicídio.
Os yazidis são um povo de origem curda que professa o zoroastrismo, a mais antiga religião monoteísta, fundada na Antiga Pérsia pelo profeta Zoroastro, considerada diabólica pelos jihadistas do Estado Islâmico. No mundo inteiro, há cerca de 700 mil yazidis, dos quais 500 a 600 mil vivem no Norte do Iraque, informa o jornal The Washington Post.
Uma entrevistada pelo HRW contou que, quando seu nome foi retirado de um chapéu e um islamita a mandou tomar banho, tomou medicamentos para se suicidar. Tentou se eletrocutar no banheiro, mas não havia energia elétrica.
"Fui ao banheiro, abri a torneira e subi numa cadeira para pegar os fios conectados na lâmpada, mas não havia eletricidade", testemunhou. "Depois de perceberem que eu estava fazendo isso, me espancaram com socos e bastões de madeira. Meus olhos ficaram inchados e os braços roxos. Eles me algemaram à pia, cortaram minha roupa com facas e me lavaram. Aí, me tiraram do banheiro, trouxeram uma amiga minha e a estupraram no mesmo quarto." Ambas foram estupradas várias vezes.
Em janeiro e fevereiro de 2015, pesquisadores da ONG entrevistaram na cidade de Dohuk 20 mulheres e adolescentes do povo yazidi que conseguiram escapar do grupo jihadista: "O HRW documentou um sistema de agressões sexuais e estupros, escravidão sexual e casamentos forçados. Tais atos são crimes de guerra e talvez crimes contra a humanidade. Muitas mulheres e meninas continuam desaparecidas, mas as sobreviventes que estão no Curdistão iraquiano precisam de assistência psicológica e outros tipos de ajuda", diz o relatório.
Outra organização de defesa dos direitos humanos, a Anistia Internacional, havia denunciado em dezembro de 2014 que a violência sexual, o estupro em massa e a escravidão sexual estavam levando as mulheres yazidis ao suicídio.
Os yazidis são um povo de origem curda que professa o zoroastrismo, a mais antiga religião monoteísta, fundada na Antiga Pérsia pelo profeta Zoroastro, considerada diabólica pelos jihadistas do Estado Islâmico. No mundo inteiro, há cerca de 700 mil yazidis, dos quais 500 a 600 mil vivem no Norte do Iraque, informa o jornal The Washington Post.
Uma entrevistada pelo HRW contou que, quando seu nome foi retirado de um chapéu e um islamita a mandou tomar banho, tomou medicamentos para se suicidar. Tentou se eletrocutar no banheiro, mas não havia energia elétrica.
"Fui ao banheiro, abri a torneira e subi numa cadeira para pegar os fios conectados na lâmpada, mas não havia eletricidade", testemunhou. "Depois de perceberem que eu estava fazendo isso, me espancaram com socos e bastões de madeira. Meus olhos ficaram inchados e os braços roxos. Eles me algemaram à pia, cortaram minha roupa com facas e me lavaram. Aí, me tiraram do banheiro, trouxeram uma amiga minha e a estupraram no mesmo quarto." Ambas foram estupradas várias vezes.
Duas meninas tinham apenas 12 anos e foram passadas entre vários milicianos do EI. Uma foi raptada em 3 de agosto de 2014, quando sua família tentava fugir. As mulheres foram separadas dos homens e mandadas para uma casa em Mossul.
"Os homens vinham e nos escolhiam", lembrou a menina. "Quando chegavam, nos diziam para ficar de pé e examinavam nossos corpos. Pediam para mostramos o cabelo e às vezes batiam nas meninas que se recusavam. Usavam dishdashas [calças que vão até o tornozelo] e tinham cabelos e barbas longas."
Quando perguntou o que fariam com ela, foi estuprada: "Ele passou três dias fazendo sexo comigo." Não foi o único. Ela foi passada entre sete milicianos do Estado Islâmico, acrescenta o relatório. "Às vezes, eu era vendida. Às vezes, dada como presente. O último cara foi o mais abusado. Ele amarrava meus braços e pernas."
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Vendas de automóveis crescem 10,6% num ano na Europa
Com a venda de 1,6 milhão de carros novos só no mês passado, o mercado de automóveis da União Europeia registrou em março de 2015 uma forte alta de 10,6% em 12 meses, revelou hoje a Associação Europeia dos Fabricantes de Veículos.
Todos os grandes países contribuíram positivamente, com destaque para a Espanha (40,5%), Itália (15,1%), França (9,3%), Alemanha (9%) e Reino Unido (6%), mas o maior avanço foi em Portugal (41,8%). No primeiro trimestre, a alta foi de 8,6%, com venda de mais de 3,5 milhões de veículos.
A companhia alemã Volkswagen lidera o mercado europeu, com 24,3% das vendas.
Todos os grandes países contribuíram positivamente, com destaque para a Espanha (40,5%), Itália (15,1%), França (9,3%), Alemanha (9%) e Reino Unido (6%), mas o maior avanço foi em Portugal (41,8%). No primeiro trimestre, a alta foi de 8,6%, com venda de mais de 3,5 milhões de veículos.
A companhia alemã Volkswagen lidera o mercado europeu, com 24,3% das vendas.
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Colômbia bombardeia acampamentos das FARC
Depois de um ataque com granadas que matou 11 militares e feriu outros 17 ontem na zona rural do município de Buenos Aires, no departamento de Cauca, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ordenou ao Exército e à Força Aérea o reinício dos bombardeios contra acampamentos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), noticiou hoje o jornal El Espectador.
O governo colombiano atribuiu a ação guerrilheira à Coluna Miller Perdomo, uma unidade operacional da Frente Ocidental Alfonso Cano das FARC. Ao condenar o ataque, o comandante do Exército Nacional, general Jaime Lasprilla, acusou a guerrilha de "atentar contra todos os colombianos" e defraudar a confiança no processo de paz por romper um cessar-fogo unilateral anunciado em dezembro de 2014.
"Quando se fala em cessação das hostilidades, significa que deve cessar toda ação criminosa relacionada ao tráfico de drogas, à extorsão, à mineração ilegal e ao recrutamento de menores. Este fato que aconteceu ontem foi uma violação desses compromissos diante da mão estendida do senhor presidente e do povo colombiano", acrescentou o comandante militar.
Um dos maiores críticos da estratégia de seu sucessor para acabar com a longa guerra civil colombiana, o ex-presidente Álvaro Uribe pediu a Santos "uma pausa" nas negociações de paz de Havana, em Cuba, iniciadas há pouco mais de três anos.
As FARC "sempre mentiram ao país e é grave que o governo leve os colombianos a acreditar nessas mentiras", declarou o ex-presidente, hoje senador. "O que o grupo terrorista quer é justificar sua exigência de que o governo paralise as atividades das Forças Armadas."
Os bombardeios haviam sido suspensos por um mês pelo presidente em 10 de março de 2015. Em 10 de abril, Santos tinha prorrogado a trégua por mais um mês.
Em Havana, o negociador das FARC de nome de guerra Pablo Catatumbo pediu "sensatez e cabeça fria", alegando que a guerrilha estava uma situação "complicada" e de "assédio" em sua trégua unilateral, o que teria provocado o enfrentamento com uma emboscada aos soldados do Exército.
"Se este situação persistir, vai haver mais enfrentamentos e isso vai voltar a se repetir", advertiu Catatumbo. "A solução não é reiniciar os bombardeios. A Colômbia está nos bombardeando desde que começou a guerra. Para que serviu isso? Só para aumentar o número de mortos."
O ataque é um sinal de estagnação no proceso de paz. Falta definir como serão os processos e as punições por crimes de sangue cometidos durante a longa guerra civil colombiano e como dar garantias aos guerrilheiros na sua reintegração à vida civil.
O governo colombiano atribuiu a ação guerrilheira à Coluna Miller Perdomo, uma unidade operacional da Frente Ocidental Alfonso Cano das FARC. Ao condenar o ataque, o comandante do Exército Nacional, general Jaime Lasprilla, acusou a guerrilha de "atentar contra todos os colombianos" e defraudar a confiança no processo de paz por romper um cessar-fogo unilateral anunciado em dezembro de 2014.
"Quando se fala em cessação das hostilidades, significa que deve cessar toda ação criminosa relacionada ao tráfico de drogas, à extorsão, à mineração ilegal e ao recrutamento de menores. Este fato que aconteceu ontem foi uma violação desses compromissos diante da mão estendida do senhor presidente e do povo colombiano", acrescentou o comandante militar.
Um dos maiores críticos da estratégia de seu sucessor para acabar com a longa guerra civil colombiana, o ex-presidente Álvaro Uribe pediu a Santos "uma pausa" nas negociações de paz de Havana, em Cuba, iniciadas há pouco mais de três anos.
As FARC "sempre mentiram ao país e é grave que o governo leve os colombianos a acreditar nessas mentiras", declarou o ex-presidente, hoje senador. "O que o grupo terrorista quer é justificar sua exigência de que o governo paralise as atividades das Forças Armadas."
Os bombardeios haviam sido suspensos por um mês pelo presidente em 10 de março de 2015. Em 10 de abril, Santos tinha prorrogado a trégua por mais um mês.
Em Havana, o negociador das FARC de nome de guerra Pablo Catatumbo pediu "sensatez e cabeça fria", alegando que a guerrilha estava uma situação "complicada" e de "assédio" em sua trégua unilateral, o que teria provocado o enfrentamento com uma emboscada aos soldados do Exército.
"Se este situação persistir, vai haver mais enfrentamentos e isso vai voltar a se repetir", advertiu Catatumbo. "A solução não é reiniciar os bombardeios. A Colômbia está nos bombardeando desde que começou a guerra. Para que serviu isso? Só para aumentar o número de mortos."
O ataque é um sinal de estagnação no proceso de paz. Falta definir como serão os processos e as punições por crimes de sangue cometidos durante a longa guerra civil colombiano e como dar garantias aos guerrilheiros na sua reintegração à vida civil.
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Dez membros d'al Chababe são presos e um morto na Tanzânia
Durante operação de busca numa mesquita, as forças de segurança da Tanzânia apreenderam equipamento para fabricar bombas e prenderam dez suspeitos de pertencer à milícia extremista muçulmana da Somália Al Chababe (A Juventude) em 14 de abril de 2015, informou ontem o jornal The Star. Outro suspeito foi pego pela multidão quando fugia da polícia e linchado.
A operação antiterrorismo foi realizada na região de Morogoro, no distrito de Kilombero, a 220 quilômetros da capital tanzaniana, Des es Salam.
O país foi alvo de um duplo atentado da rede terrorista Al Caeda em 7 de agosto de 1998 contra as embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia. Naquele dia, 213 pessoas foram mortas em Nairóbi e 11 em Dar es Salam. Outras 85 pessoas foram feridas na Tanzânia e 4 mil no Quênia.
Desde o recente ataque da milícia somaliana à universidade de Garissa, no Quênia, com 148 mortes, aumentou o medo na vizinha Tanzânia de também ser alvo de um ataque terrorista do grupo somaliano.
A operação antiterrorismo foi realizada na região de Morogoro, no distrito de Kilombero, a 220 quilômetros da capital tanzaniana, Des es Salam.
O país foi alvo de um duplo atentado da rede terrorista Al Caeda em 7 de agosto de 1998 contra as embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia. Naquele dia, 213 pessoas foram mortas em Nairóbi e 11 em Dar es Salam. Outras 85 pessoas foram feridas na Tanzânia e 4 mil no Quênia.
Desde o recente ataque da milícia somaliana à universidade de Garissa, no Quênia, com 148 mortes, aumentou o medo na vizinha Tanzânia de também ser alvo de um ataque terrorista do grupo somaliano.
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quarta-feira, 15 de abril de 2015
UE acusa Google de abuso de poder econômico
Depois de cinco anos de investigações, a comissária europeia para livre concorrência, a dinamarquesa Margrete Vestager, notificou hoje a megaempresa de informática americana Google por abusar de sua posição dominante no mercado comum europeu, onde é responsável por 90% das buscas na Internet, para favorecer seu serviço de compras e de comparação de preços.
"A empresa dá uma vantagem injusta a seu próprio serviço de comparação de preços, em violação das regras da União Europeia em matéria de pesquisas, abusando assim de sua posição dominante", declarou a comissária. Desta maneira, os usuários do Google "não veem necessariamente os resultados mais pertinentes em resposta a suas pesquisas".
Mais de 30 empresas de setor, entre elas a Microsoft, que disputa o mercado de buscas com o Bing, denunciaram o Google por abuso de poder econômico.
A partir da notificação, o Google tem dois meses para apresentar uma defesa prévia. Esse prazo pode ser prorrogado por um mês. A comissão ainda pode convocar diretores do Google para depor numa audiência antes de tomar sua decisão, esperada até o fim do ano.
Se for condenado, o Google poderá ser multado em até 10% do seu faturamento no mundo inteiro, que foi de US$ 66 bilhões em 2014, com lucro de US$ 14 bilhões.
A UE pode ainda impor sanções "corretivas" para obrigar o Google a alterar seu sistema de buscas para "separar radicalmente os resultados patrocinados dos outros resultados de uma pesquisa". E até exigir o desmantelamento da empresa por concorrência desleal.
Em novembro de 2014, os deputados do Parlamento Europeu aprovaram simbolicamente uma divisão do Google para separar o mecanismo de busca das outras atividades comerciais do grupo. Isso é improvável.
Outra investigação será aberta pela Comissão europeia, órgão executivo da UE, sobre possíveis infrações à lei antimonopólio pelo sistema operacional Android, usado em tabuletas e telefones inteligentes.
No início do século, a Microsoft foi multada em mais de 2 bilhões de euros por concorrência desleal e abuso do poder de mercado com o sistema operacional Windows.
Há várias ações na Europa contra abusos de empresas americanas de tecnologia da informação, da proibição das atividades do Uber em países como a França e da imposição de impostos sobre operações do Google na Alemanha e na Espanha a investigações sobre a possível ajuda governamental ilegal à Apple na Irlanda e ao Facebook em Luxemburgo.
"A empresa dá uma vantagem injusta a seu próprio serviço de comparação de preços, em violação das regras da União Europeia em matéria de pesquisas, abusando assim de sua posição dominante", declarou a comissária. Desta maneira, os usuários do Google "não veem necessariamente os resultados mais pertinentes em resposta a suas pesquisas".
Mais de 30 empresas de setor, entre elas a Microsoft, que disputa o mercado de buscas com o Bing, denunciaram o Google por abuso de poder econômico.
A partir da notificação, o Google tem dois meses para apresentar uma defesa prévia. Esse prazo pode ser prorrogado por um mês. A comissão ainda pode convocar diretores do Google para depor numa audiência antes de tomar sua decisão, esperada até o fim do ano.
Se for condenado, o Google poderá ser multado em até 10% do seu faturamento no mundo inteiro, que foi de US$ 66 bilhões em 2014, com lucro de US$ 14 bilhões.
A UE pode ainda impor sanções "corretivas" para obrigar o Google a alterar seu sistema de buscas para "separar radicalmente os resultados patrocinados dos outros resultados de uma pesquisa". E até exigir o desmantelamento da empresa por concorrência desleal.
Em novembro de 2014, os deputados do Parlamento Europeu aprovaram simbolicamente uma divisão do Google para separar o mecanismo de busca das outras atividades comerciais do grupo. Isso é improvável.
Outra investigação será aberta pela Comissão europeia, órgão executivo da UE, sobre possíveis infrações à lei antimonopólio pelo sistema operacional Android, usado em tabuletas e telefones inteligentes.
No início do século, a Microsoft foi multada em mais de 2 bilhões de euros por concorrência desleal e abuso do poder de mercado com o sistema operacional Windows.
Há várias ações na Europa contra abusos de empresas americanas de tecnologia da informação, da proibição das atividades do Uber em países como a França e da imposição de impostos sobre operações do Google na Alemanha e na Espanha a investigações sobre a possível ajuda governamental ilegal à Apple na Irlanda e ao Facebook em Luxemburgo.
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Guarda Costeira da Itália resgata 10 mil migrantes em cinco dias
Só ontem a Guarda Costeira da Itália recebeu 20 pedidos de socorro de embarcações em perigo no Mar Mediterrâneo. Nos últimos cinco dias, dez mil imigrantes foram resgatados, acendendo o sinal de alerta na Europa. Desde o início do ano, pelo menos 900 pessoas morreram afogadas na travessia, infomou a televisão americana CNN. Outras 400 estão desaparecidas.
Mais de 280 mil pessoas entraram ilegalmente na União Europeia no ano passado. Muitos saíram da Síria, do Iraque, da Eritreia e da Somália, e tentaram cruzar o Mediterrâneo a partir da Líbia.
"O fluxo de migrantes sem precedentes em nossas fronteiras, especialmente de refugiados, é desafortunadamente a nova realidade. Precisamos ajustar nossas resposta adequadamente", declarou em Bruxelas o comissário europeu para migração, Dimitris Avramopoulos.
A situação não será resolvida sem o fim das guerras civis no Iraque, na Síria e na Líbia. Cerca de 4 milhões de sírios fugiram do país. Há pelo menos 1,3 milhão na Turquia, 1,1 milhão na Jordânia, um pequeno país que já abriga grande quantidade de refugiados palestinos, e 280 mil na Europa.
Mais de 280 mil pessoas entraram ilegalmente na União Europeia no ano passado. Muitos saíram da Síria, do Iraque, da Eritreia e da Somália, e tentaram cruzar o Mediterrâneo a partir da Líbia.
"O fluxo de migrantes sem precedentes em nossas fronteiras, especialmente de refugiados, é desafortunadamente a nova realidade. Precisamos ajustar nossas resposta adequadamente", declarou em Bruxelas o comissário europeu para migração, Dimitris Avramopoulos.
A situação não será resolvida sem o fim das guerras civis no Iraque, na Síria e na Líbia. Cerca de 4 milhões de sírios fugiram do país. Há pelo menos 1,3 milhão na Turquia, 1,1 milhão na Jordânia, um pequeno país que já abriga grande quantidade de refugiados palestinos, e 280 mil na Europa.
Toyota investe US$ 1 bilhão em nova fábrica no México
A companhia japonesa Toyota, maior fabricante mundial de automóveis, deve anunciar hoje um investimento de US$ 1 bilhão na construção de uma nova fábrica no estado de Guanajuato, no México, revelou ontem a agência Reuters.
O projeto acaba com uma moratória de três anos em novos investimentos autoimposta pela Toyota. Ao contrário do que acontece no Brasil e na Argentina, a indústria manufatureira do México cresce com a recuperação da economia dos Estados Unidos, à qual está integrada e da qual é dependente.
Nos primeiros nove meses de 2014, a indústria de transformação avançou 3,4% no México, enquanto caía 1,8% no Brasil e 2,4% da Argentina. Juntos, esses três países são responsáveis por 80% da produção industrial da América Latina. A expectativa para 2015 e 2016 é de uma alta de 4% a 4,5% ao ano.
Em 1990, 69% do comércio exterior do México eram com os EUA. Com a entrada em vigor do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, do inglês), em 1994, esse percentual subiu, chegando a 80% em 2000.
Na virada do século, mesmo sem as preferências comerciais do Nafta, a China passou a ser um produtor industrial mais competitivo. As exportações mexicanas de roupas caíram 43% entre 2002 e 2012, de US$ 7,6 bilhões para US$ 4,3 bilhões.
O México se concentrou em produtos de alto valor agregado, como automóveis e eletroeletrônicos. De 2002 a 2012, as exportações de automóveis aumentaram 152%, de US$ 27,9 bilhões para US$ 70,3 bilhões, e as de eletroeletrônicos 73%, de US$ 43,3 bilhões para US$ 74,9 bilhões. A produção industrial de alto valor agregado representa hoje 18% do produto interno bruto mexicano.
A maioria das maquiladoras, montadoras de produtos de alta tecnologia com componentes importados, fica perto da fronteira com os EUA, nos estados de Monterrey, Baixa Califórnia, Chiapas e Tamaulipas.
No Sul do México, muito mais pobre, as indústrias de tecidos e vestuário se tornaram competitivas diante da China, beneficiando estados como Campeche e Veracruz. As vendas ao exterior de produtos têxteis avançaram 9% nos últimos dois anos e as de roupas 3,5%.
Por causa do aumento dos salários chineses, os custos de produção do México são hoje 20% menores do que na China. Em 2000, eram 58% maiores.
Desde a integração via Nafta, o PIB mexicano cresceu de US$ 383 bilhões para US$ 1,3 trilhão. O México é hoje a segunda maior economia da América Latina, depois do Brasil, e a 15ª do mundo, beneficiando-se do acesso ao maior mercado consumidor do mundo e dos salários muito menores do que os americanos.
O projeto acaba com uma moratória de três anos em novos investimentos autoimposta pela Toyota. Ao contrário do que acontece no Brasil e na Argentina, a indústria manufatureira do México cresce com a recuperação da economia dos Estados Unidos, à qual está integrada e da qual é dependente.
Nos primeiros nove meses de 2014, a indústria de transformação avançou 3,4% no México, enquanto caía 1,8% no Brasil e 2,4% da Argentina. Juntos, esses três países são responsáveis por 80% da produção industrial da América Latina. A expectativa para 2015 e 2016 é de uma alta de 4% a 4,5% ao ano.
Em 1990, 69% do comércio exterior do México eram com os EUA. Com a entrada em vigor do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, do inglês), em 1994, esse percentual subiu, chegando a 80% em 2000.
Na virada do século, mesmo sem as preferências comerciais do Nafta, a China passou a ser um produtor industrial mais competitivo. As exportações mexicanas de roupas caíram 43% entre 2002 e 2012, de US$ 7,6 bilhões para US$ 4,3 bilhões.
O México se concentrou em produtos de alto valor agregado, como automóveis e eletroeletrônicos. De 2002 a 2012, as exportações de automóveis aumentaram 152%, de US$ 27,9 bilhões para US$ 70,3 bilhões, e as de eletroeletrônicos 73%, de US$ 43,3 bilhões para US$ 74,9 bilhões. A produção industrial de alto valor agregado representa hoje 18% do produto interno bruto mexicano.
A maioria das maquiladoras, montadoras de produtos de alta tecnologia com componentes importados, fica perto da fronteira com os EUA, nos estados de Monterrey, Baixa Califórnia, Chiapas e Tamaulipas.
No Sul do México, muito mais pobre, as indústrias de tecidos e vestuário se tornaram competitivas diante da China, beneficiando estados como Campeche e Veracruz. As vendas ao exterior de produtos têxteis avançaram 9% nos últimos dois anos e as de roupas 3,5%.
Por causa do aumento dos salários chineses, os custos de produção do México são hoje 20% menores do que na China. Em 2000, eram 58% maiores.
Desde a integração via Nafta, o PIB mexicano cresceu de US$ 383 bilhões para US$ 1,3 trilhão. O México é hoje a segunda maior economia da América Latina, depois do Brasil, e a 15ª do mundo, beneficiando-se do acesso ao maior mercado consumidor do mundo e dos salários muito menores do que os americanos.
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Crescimento da China cai para 7% ao ano
O produto interno da China cresceu num ritmo de 7% ao ano no primeiro trimestre de 2015. Esse crescimento seria espetacular para quase todos os outros países do mundo. É o dobro da média mundial. Mas mantém a tendência de desaceleração da segunda maior economia do mundo em termos nominais e primeira pelo critério de paridade do poder de compra do Banco Mundial.
Foi o pior resultado do primeiro trimestre em seis anos. A China havia crescido 7,3% no último trimestre de 2014, fechando o ano com alta de 7,4%, o menor avanço desde 1990, quando o país estava sob sanções por causa do massacre na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em junho de 1989.
Ontem, foi anunciada uma queda de 15% nas exportações chinesas. Diante da crise internacional, o governo tenta reorientar a economia para o mercado interno. Mas o mercado imobiliário também enfrenta dificuldades e excesso de oferta.
A produção industrial no primeiro trimestre avançou 6,4% na comparação anual. Em março de 2015, a produção industrial cresceu 5,6% em relação a março de 2014. As vendas no varejo aumentaram 10,6% num ano.
No primeiro trimestre, a geração de energia elétrica caiu 0,1% na comparação anual e a produção de aço, 1,7%.
O investimento em imóveis aumentou 8,5% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período no ano passado, mas a venda de casas caiu 9,1%. O início de novas construções registrou baixa de 18,4%, informou a coluna Macro Horizontes, do jornal The Wall Street Journal.
A era do crescimento espetacular movido a investimento está se esgotando. Como é o espetacular desenvolvimento econômico chinês que legitima a ditadura do Partido Comunista, preocupado com o impacto político, o governo tende a usar as políticas fiscal e de crédito que deram certo nas últimas décadas. Com uma economia muito maior e excesso de capacidade instalada, o impacto dessas políticas vem diminuindo.
Foi o pior resultado do primeiro trimestre em seis anos. A China havia crescido 7,3% no último trimestre de 2014, fechando o ano com alta de 7,4%, o menor avanço desde 1990, quando o país estava sob sanções por causa do massacre na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em junho de 1989.
Ontem, foi anunciada uma queda de 15% nas exportações chinesas. Diante da crise internacional, o governo tenta reorientar a economia para o mercado interno. Mas o mercado imobiliário também enfrenta dificuldades e excesso de oferta.
A produção industrial no primeiro trimestre avançou 6,4% na comparação anual. Em março de 2015, a produção industrial cresceu 5,6% em relação a março de 2014. As vendas no varejo aumentaram 10,6% num ano.
No primeiro trimestre, a geração de energia elétrica caiu 0,1% na comparação anual e a produção de aço, 1,7%.
O investimento em imóveis aumentou 8,5% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período no ano passado, mas a venda de casas caiu 9,1%. O início de novas construções registrou baixa de 18,4%, informou a coluna Macro Horizontes, do jornal The Wall Street Journal.
A era do crescimento espetacular movido a investimento está se esgotando. Como é o espetacular desenvolvimento econômico chinês que legitima a ditadura do Partido Comunista, preocupado com o impacto político, o governo tende a usar as políticas fiscal e de crédito que deram certo nas últimas décadas. Com uma economia muito maior e excesso de capacidade instalada, o impacto dessas políticas vem diminuindo.
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terça-feira, 14 de abril de 2015
Obama tira Cuba da lista de países que apoiam terrorismo
Depois de um encontro histórico com o ditador Raúl Castro, o presidente Barack Obama avisou hoje o Congresso dos Estados Unidos que vai retirar Cuba da lista do Departamento de Estado de países que apoiam o terrorismo, anunciou o jornal The Washington Post.
A medida elimina o principal obstáculo ao reatamento de relações com os Estados Unidos, permitindo ao governo cubano abrir contas bancárias no país, essencial para o funcionamento da Embaixada de Cuba em Washington. Ainda precisa ser aprovada pelo Congresso, onde os parlamentares de origem cubana ameaça bloqueá-la.
A medida elimina o principal obstáculo ao reatamento de relações com os Estados Unidos, permitindo ao governo cubano abrir contas bancárias no país, essencial para o funcionamento da Embaixada de Cuba em Washington. Ainda precisa ser aprovada pelo Congresso, onde os parlamentares de origem cubana ameaça bloqueá-la.
Produção industrial da Eurozona cresceu 1,1% em fevereiro
Depois de um pequeno recuo de 0,3% em janeiro, a produção das fábricas avançou 1,1% na Zona do Euro em fevereiro de 2015 e 1,6% num ano, informou hoje o Eurostat, o escritório oficial de estatísticas da União Europeia (UE). Em todo o bloco, o crescimento industrial foi de 0,9%.
A fabricação de bens de consumo não duráveis (com menos de três anos de uso) teve alta de 1,6%, a de bens duráveis de 1% e a de bens intermediários de 0,3%. A produção de energia cresceu 1,1%.
Os maiores avanços foram na Irlanda (16,3%), na Lituânia (6,1%) e na Grécia (2,5%). A maior queda foi registrada em Malta (1,3%).
A fabricação de bens de consumo não duráveis (com menos de três anos de uso) teve alta de 1,6%, a de bens duráveis de 1% e a de bens intermediários de 0,3%. A produção de energia cresceu 1,1%.
Os maiores avanços foram na Irlanda (16,3%), na Lituânia (6,1%) e na Grécia (2,5%). A maior queda foi registrada em Malta (1,3%).
Al Chababe mata seis pessoas no Ministério da Educação da Somália
A milícia extremista muçulmana Al Chababe (A Juventude), ligada à rede terrorista Al Caeda, matou pelo menos seis pessoas hoje num ataque ao Ministério da Educação da Somália, em Mogadíscio, reportou hoje a revista queniana Africa Review citando fontes da polícia local. As autoridades somalianas já reassumiram o controle da área, com o apoio de uma força de paz internacional.
O grupo, que chegou a dominar a maior parte da Somália, inclusive a capital, perdeu espaço e poder nos últimos anos por causa de uma força internacional da União Africana com grande participação do Quênia que intervém no país desde 2011 para apoiar o governo provisório reconhecido internacionalmente.
Embora a maior parte dos líderes tenha sido morta ou se rendido dentro de um programa de anistia, Al Chababe continua atacando na Somália e no vizinho Quênia, onde matou 148 pessoas num ataque à Universidade de Garissa, no Norte do país, em 2 de abril de 2015.
Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, no fim da Guerra Fria, a Somália não tem um governo estável. Vive em estado de anarquia.
O grupo, que chegou a dominar a maior parte da Somália, inclusive a capital, perdeu espaço e poder nos últimos anos por causa de uma força internacional da União Africana com grande participação do Quênia que intervém no país desde 2011 para apoiar o governo provisório reconhecido internacionalmente.
Embora a maior parte dos líderes tenha sido morta ou se rendido dentro de um programa de anistia, Al Chababe continua atacando na Somália e no vizinho Quênia, onde matou 148 pessoas num ataque à Universidade de Garissa, no Norte do país, em 2 de abril de 2015.
Desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, no fim da Guerra Fria, a Somália não tem um governo estável. Vive em estado de anarquia.
Conservadores abrem vantagem em pesquisa eleitoral no Reino Unido
O Partido Conservador, do primeiro-ministro David Cameron, abriu uma vantagem de seis pontos percentuais sobre o Partido Trabalhista sobre as eleições parlamentares de 7 de maio de 2015 no Reino Unido, indica uma pesquisa do instituto ICM para o jornal The Guardian.
A maioria das pesquisas recentes dava uma pequena vantagem à oposição trabalhista ou um empate técnico entre os dois grandes partidos britânicos. Nesta, os conservadores subiram três pontos para 39%, enquanto os trabalhistas caíram dois pontos para 33%.
O Partido Liberal-Democrata, que sofre o desgaste de ser o parceiro menor na coligação de governo ficou estacionado em 8%, enquanto o Partido da Independência do Reino Unido, de ultradireita, perdeu dois pontos. Está empatado com o Partido Verde, que subiu três pontos, em 7%.
Para melhorar suas chances e tentar conquistar o eleitorado de centro, o líder da oposição trabalhista, Ed Miliband, lançou hoje o manifesto do partido prometendo manter o equilíbrio nas contas públicas sem sacrificar as camadas mais pobres.
A propaganda conservadora acusa os outros partidos de planejar aumentos de impostos e gastos capazes de desequilibrar a economia e prejudicar a recuperação pós-crise de 2008.
A maioria das pesquisas recentes dava uma pequena vantagem à oposição trabalhista ou um empate técnico entre os dois grandes partidos britânicos. Nesta, os conservadores subiram três pontos para 39%, enquanto os trabalhistas caíram dois pontos para 33%.
O Partido Liberal-Democrata, que sofre o desgaste de ser o parceiro menor na coligação de governo ficou estacionado em 8%, enquanto o Partido da Independência do Reino Unido, de ultradireita, perdeu dois pontos. Está empatado com o Partido Verde, que subiu três pontos, em 7%.
Para melhorar suas chances e tentar conquistar o eleitorado de centro, o líder da oposição trabalhista, Ed Miliband, lançou hoje o manifesto do partido prometendo manter o equilíbrio nas contas públicas sem sacrificar as camadas mais pobres.
A propaganda conservadora acusa os outros partidos de planejar aumentos de impostos e gastos capazes de desequilibrar a economia e prejudicar a recuperação pós-crise de 2008.
Comércio exterior da China preocupa
As exportações da China sofreram uma queda de 15% em março de 2015 em relação ao ano anterior. As importações também caíram e o saldo comercial foi o menor em 13 meses, acendendo um sinal de alerta no mercado financeiro internacional para uma possível crise na segunda maior economia do mundo.
As vendas ao exterior foram equivalentes a US$ 145 bilhões. Os analistas ouvidos pela agência de notícias Bloomberg esperavam um avanço médio de 8,2%.
Antes da divulgação desses números, o Banco Mundial havia reduzido suas previsões de crescimento para o Leste da Ásia de 6,9% em 2015 e 6,8% em 2016 para 6,7% nos dois anos.
Para a China, houve uma queda de 0,1 ponto percentual em cada ano para 7,1% em 2015 e 7% em 2016. No resto da do Leste da Ásia, o crescimento deve ser de 5,1%, puxada pelo consumo interno e a queda nos preços do petróleo.
"Apesar do crescimento ligeiramente inferior no Leste da Ásia, a região será responsável por um terço do crescimento global, duas vezes mais do que a contribuição conjunta de todas as outras regiões em desenvolvimento", observou o vice-presidente regional do Banco Mundial para o Leste da Ásia e o Pacífico, Axel van Trotsenburg.
Ele vê uma oportunidade para equilibrar as contas públicas: "Os baixos preços do petróleo vão estimular a demanda e criar uma oportunidade única para promover reformas fiscais que aumentem a arrecadação e reorientem o investimento público para obras de infraestrutura e outros usos produtivos. Estas reformas podem aumentar a produtividade na Ásia e ajudar a manter o status da região como locomotiva do crescimento econômico global."
As vendas ao exterior foram equivalentes a US$ 145 bilhões. Os analistas ouvidos pela agência de notícias Bloomberg esperavam um avanço médio de 8,2%.
Antes da divulgação desses números, o Banco Mundial havia reduzido suas previsões de crescimento para o Leste da Ásia de 6,9% em 2015 e 6,8% em 2016 para 6,7% nos dois anos.
Para a China, houve uma queda de 0,1 ponto percentual em cada ano para 7,1% em 2015 e 7% em 2016. No resto da do Leste da Ásia, o crescimento deve ser de 5,1%, puxada pelo consumo interno e a queda nos preços do petróleo.
"Apesar do crescimento ligeiramente inferior no Leste da Ásia, a região será responsável por um terço do crescimento global, duas vezes mais do que a contribuição conjunta de todas as outras regiões em desenvolvimento", observou o vice-presidente regional do Banco Mundial para o Leste da Ásia e o Pacífico, Axel van Trotsenburg.
Ele vê uma oportunidade para equilibrar as contas públicas: "Os baixos preços do petróleo vão estimular a demanda e criar uma oportunidade única para promover reformas fiscais que aumentem a arrecadação e reorientem o investimento público para obras de infraestrutura e outros usos produtivos. Estas reformas podem aumentar a produtividade na Ásia e ajudar a manter o status da região como locomotiva do crescimento econômico global."
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segunda-feira, 13 de abril de 2015
Estoques de alimentos da Venezuela caem a níveis alarmantes
Enquanto o presidente incompetente Nicolás Maduro ressuscita os fantasmas do imperialismo e da Guerra Fria, a Venezuela enfrenta a piorar crise política e econômica da América Latina, e a situação deve piorar muito mais. A escassez de alimentos chegou a níveis alarmantes, adverte o jornal Latin American Herald Tribune.
"Há uma verdadeira tempestade se formando por falta de dólares. A situação é desesperadora e está em vias de se tornar pior", alerta Russ Dallen, diretor da corretora de valores Caracas Capital Markets. "Nos próximos dois a três meses, vamos ter uma escassez terrível, muito pior do que se viu até o momento. Os níveis dos estoques já estão no piso e neste momento as importações não estão sendo autorizadas."
Com o colapso do modelo econômico do populismo de Hugo Chávez, os venezuelanos se acostumaram nos últimos meses a formar longas filas para tentar comprar produtos básicos como carne, leite, papel higiênico, farinha de trigo e óleo comestível, entre outros itens.
"As associações empresariais, inclusive das indústrias farmacêuticas e de alimentos, estão com estoques em estado crítico", declarou o presidente da Confederação Venezuelana de Industriais, Eduardo Garmendia, em entrevista de rádio.
"Todo o sistema industrial", acrescentou, "está sendo afetado pelas dificuldades para adquirir matérias-primas, mas obviamente é natural que se sinta mais a falta dos produtos de primeira necessidade porque o impacto direto é maior, estamos falando de alimentos e medicamentos."
Os estoques de alimentos não chegam para um mês. "Desde o início do ano, há indústrias alimentícias que não receberam nenhum dólar", afirmou o presidente da Câmara Venezuelana da Indústria de Alimentos (Cavidea), Pablo Baraydar. "Em algumas linhas de produtos, restam estoques para 10 ou 20 dias."
Apesar do iminente colapso da economia, o regime chavista mantém uma cotação absurdamente irreal de 6,30 bolívares fortes por dólar para remédios e alimentos. Há uma outra cotação a 12 bolívares por dólar no Sistema Complementar de Aquisição de Divisas (Sicad) oferecida em leilões do Banco Central da Venezuela.
Se precisarem de mais moedas fortes, as pessoas, empresas públicas e privadas precisam recorrer ao Sistema Marginal de Divisas (Simadi), uma tentativa de legalizar o mercado paralelo onde o dólar valia hoje 194,89 bolívares e as vendas estão limitadas a US$ 300 por dia, US$ 2 mil por mês e US$ 10 mil por ano. No câmbio negro, são necessários 266,40 bolívares para comprar um dólar.
"Há uma verdadeira tempestade se formando por falta de dólares. A situação é desesperadora e está em vias de se tornar pior", alerta Russ Dallen, diretor da corretora de valores Caracas Capital Markets. "Nos próximos dois a três meses, vamos ter uma escassez terrível, muito pior do que se viu até o momento. Os níveis dos estoques já estão no piso e neste momento as importações não estão sendo autorizadas."
Com o colapso do modelo econômico do populismo de Hugo Chávez, os venezuelanos se acostumaram nos últimos meses a formar longas filas para tentar comprar produtos básicos como carne, leite, papel higiênico, farinha de trigo e óleo comestível, entre outros itens.
"As associações empresariais, inclusive das indústrias farmacêuticas e de alimentos, estão com estoques em estado crítico", declarou o presidente da Confederação Venezuelana de Industriais, Eduardo Garmendia, em entrevista de rádio.
"Todo o sistema industrial", acrescentou, "está sendo afetado pelas dificuldades para adquirir matérias-primas, mas obviamente é natural que se sinta mais a falta dos produtos de primeira necessidade porque o impacto direto é maior, estamos falando de alimentos e medicamentos."
Os estoques de alimentos não chegam para um mês. "Desde o início do ano, há indústrias alimentícias que não receberam nenhum dólar", afirmou o presidente da Câmara Venezuelana da Indústria de Alimentos (Cavidea), Pablo Baraydar. "Em algumas linhas de produtos, restam estoques para 10 ou 20 dias."
Apesar do iminente colapso da economia, o regime chavista mantém uma cotação absurdamente irreal de 6,30 bolívares fortes por dólar para remédios e alimentos. Há uma outra cotação a 12 bolívares por dólar no Sistema Complementar de Aquisição de Divisas (Sicad) oferecida em leilões do Banco Central da Venezuela.
Se precisarem de mais moedas fortes, as pessoas, empresas públicas e privadas precisam recorrer ao Sistema Marginal de Divisas (Simadi), uma tentativa de legalizar o mercado paralelo onde o dólar valia hoje 194,89 bolívares e as vendas estão limitadas a US$ 300 por dia, US$ 2 mil por mês e US$ 10 mil por ano. No câmbio negro, são necessários 266,40 bolívares para comprar um dólar.
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Mais um radical de direita se lança na corrida à Casa Branca
O senador Marco Rubio, filho de exilados cubanos da Flórida, anunciou hoje a intenção de disputar a candidadura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2016. É o terceiro, depois dos senadores Rand Paul e Ted Cruz, também de origem cubana. Todos chegaram ao Congresso com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá, a favor de menos impostos e do Estado mínimo.
Num discurso na Torre da Liberdade, em Miami, local escolhido para lembrar sua origem, Rubio, de 43 anos, apresentou-se como um homem que veio de baixo e venceu na vida com suas próprias forças, um exemplo do sonho americano. Lá, eram recebidos os refugiados cubanos nos anos 1960s e 1970s.
"Esta é uma eleição sobre o futuro e não para voltar ao passado", afirmou o jovem senador sob aplausos, atacando os dois rivais mais bem cotados nas pesquisas hoje, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e o ex-governador da Flórida Jeb Bush.
Rubio é contra o restabelecimento de relações diplomáticas com Cuba, anunciado em 17 de dezembro de 2014 pelo presidente Barack Obama e o ditador cubano, Raúl Castro. Alega que vai dar uma sobrevida ao regime comunista. Também foi um dos senadores que assinaram uma carta enviada ao Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei advertindo que o acordo nuclear negociado por Obama pode ser rejeitado pelo Congresso.
No Senado, Rubio defende políticas para promoção social de famílias de baixa renda, como aumentar as deduções do imposto de renda por filhos dependentes, ampliar a educação técnica profissionalizante, uma reforma na educação universitária e maior flexibilidade para os estados lançarem seus próprios programas de combate à pobreza.
Seu maior adversário dentro do partido será o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho e irmão de ex-presidentes, que lidera as pesquisas e disputa o voto no estado.
Na última pesquisa da rede de televisão NBC e o jornal The Wall St. Journal, 56% dos prováveis votantes nas eleições primárias republicanas disseram que poderiam votar em Rubio. Jeb Bush enfrenta a rejeição de 42% e o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, de 57%.
Num discurso na Torre da Liberdade, em Miami, local escolhido para lembrar sua origem, Rubio, de 43 anos, apresentou-se como um homem que veio de baixo e venceu na vida com suas próprias forças, um exemplo do sonho americano. Lá, eram recebidos os refugiados cubanos nos anos 1960s e 1970s.
"Esta é uma eleição sobre o futuro e não para voltar ao passado", afirmou o jovem senador sob aplausos, atacando os dois rivais mais bem cotados nas pesquisas hoje, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e o ex-governador da Flórida Jeb Bush.
Rubio é contra o restabelecimento de relações diplomáticas com Cuba, anunciado em 17 de dezembro de 2014 pelo presidente Barack Obama e o ditador cubano, Raúl Castro. Alega que vai dar uma sobrevida ao regime comunista. Também foi um dos senadores que assinaram uma carta enviada ao Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei advertindo que o acordo nuclear negociado por Obama pode ser rejeitado pelo Congresso.
No Senado, Rubio defende políticas para promoção social de famílias de baixa renda, como aumentar as deduções do imposto de renda por filhos dependentes, ampliar a educação técnica profissionalizante, uma reforma na educação universitária e maior flexibilidade para os estados lançarem seus próprios programas de combate à pobreza.
Seu maior adversário dentro do partido será o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho e irmão de ex-presidentes, que lidera as pesquisas e disputa o voto no estado.
Na última pesquisa da rede de televisão NBC e o jornal The Wall St. Journal, 56% dos prováveis votantes nas eleições primárias republicanas disseram que poderiam votar em Rubio. Jeb Bush enfrenta a rejeição de 42% e o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, de 57%.
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Israel denuncia venda de mísseis antiaéreos da Rússia ao Irã
O ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Yuval Steinitz, criticou duramente a decisão da Rússia de vender sistemas avançados de defesa antiaérea S-300 ao Irã, reportou hoje a Agência France Presse (AFP). Os Estados Unidos também protestaram.
A objeção de Israel foi anunciada depois que o presidente Vladimir Putin assinou um decreto autorizando o negócio, ignorando as sanções internacionais sob a alegação de que o Irã fechou um acordo nuclear com as grandes potências, mas os detalhes finais ainda devem ser negociados até 30 de junho de 2015.
Os EUA denunciaram a venda como uma violação das sanções internacionais e uma dificuldade a mais nas negociações para desarmar o programa nuclear iraniano. A Rússia quer manter a atenção dos Estados Unidos focada no Iraque para desviar a atenção de suas atitudes agressivas e imperialistas nas antigas repúblicas da União Soviética.
Israel é contra o acordo preliminar acertado em 2 de abril de 2015 entre as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia), a Alemanha e o Irã para desarmar o programa nuclear iraniano. Não acredita que seja capaz de evitar que a República Islâmica faça a bomba atômica.
Assim, o governo israelense examina a possibilidade de realizar uma operação militar para destruir as instalações nucleares do Irã. Começaria uma nova guerra no Oriente Médio. Com os mísseis russos de última geração, o regime dos aiatolás terá armas de última geração para se defender, alterando o equilíbrio de forças no Oriente Médio.
A objeção de Israel foi anunciada depois que o presidente Vladimir Putin assinou um decreto autorizando o negócio, ignorando as sanções internacionais sob a alegação de que o Irã fechou um acordo nuclear com as grandes potências, mas os detalhes finais ainda devem ser negociados até 30 de junho de 2015.
Os EUA denunciaram a venda como uma violação das sanções internacionais e uma dificuldade a mais nas negociações para desarmar o programa nuclear iraniano. A Rússia quer manter a atenção dos Estados Unidos focada no Iraque para desviar a atenção de suas atitudes agressivas e imperialistas nas antigas repúblicas da União Soviética.
Israel é contra o acordo preliminar acertado em 2 de abril de 2015 entre as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia), a Alemanha e o Irã para desarmar o programa nuclear iraniano. Não acredita que seja capaz de evitar que a República Islâmica faça a bomba atômica.
Assim, o governo israelense examina a possibilidade de realizar uma operação militar para destruir as instalações nucleares do Irã. Começaria uma nova guerra no Oriente Médio. Com os mísseis russos de última geração, o regime dos aiatolás terá armas de última geração para se defender, alterando o equilíbrio de forças no Oriente Médio.
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