Um juiz federal do Havaí considerou inconstitucional por discriminação religiosa um segundo decreto do presidente Donald Trump proibindo a entrada nos Estados Unidos por 90 dias de cidadãos de seis países de maioria muçulmana e por 120 dias a concessão de asilo político. Trump prometeu levar o caso até a Suprema Corte a pretexto de proteger o país contra o terrorismo.
A Casa Branca fez várias alterações em relação ao primeiro decreto, rejeitado na primeira instância e pelo Tribunal Federal de Recursos de São Francisco, em segunda instância. Mas o juiz Derrick Watson vê um erro fundamental: a discriminação com base religiosa viola a Emenda nº 1 da Constituição dos EUA, que garantes as liberdades de expressão, religiosa, de associação para fins pacíficos e de processar o governo para reparar uma lesão ao direito individual.
Em comício para um grupo de seguidores em Nashville, no estado do Tennessee, o presidente reafirmou a intenção de "ir até a Suprema Corte para proteger o povo americano". Trump atribuiu a decisão judicial a "razões políticas" e alegou que faz os EUA "parecerem fracos" diante do resto do mundo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
quinta-feira, 16 de março de 2017
quarta-feira, 15 de março de 2017
Somália tem primeiro grande caso de pirataria em cinco anos
Um navio petroleiro com oito tripulantes do Sri Lanka, o antigo Ceilão, foi tomado por piratas na costa da Somália. É o primeiro sequestro de um grande navio na região do Chifre da África desde 2012.
O navio-tanque Aris 13 foi interceptado quando ia de Djibouti para Mogadíscio, a capital da Somália, e levado para o porto de Alula, na região da Puntlândia, no Nordeste do país, que proclamou autonomia em 1998.
A Somália vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991. O governo reconhecido internacionalmente não controla todo o território. No Norte, a Somalilândia, a antiga Somália Britânica, tornou-se independente na prática.
Na segunda-feira, o Aris 13 avisou que lanchas se aproximavam do navio em alta velocidade. O chefe das operações antipirataria da Puntlândia, Abdirissak Mohamed Dirir, negou o envolvimento de soldados do governo no sequestro, atribuindo-o a "piratas somalianos".
"As autoridades locais confirmam que piratas estão retendo um navio e sua tripulação contra sua vontade", declarou o ex-coronel do Exército Real britânico John Steed, hoje gerente regional no Chifre da África do programa antipirataria Oceanos Além da Pirataria, com sede no estado do Colorado, nos Estados Unidos.
O governo do Sri Lanka protestou: "Embora o navio envolvido não esteja registrado com a bandeira do Sri Lanka, tem oito tripulantes srilanqueses", declarou em nota o Ministério do Exterior. "O Ministério continua em contato com os agentes de navegação, as autoridades envolvidas e as missões diplomáticas do Sri Lanka no exterior para obter mais informações e garantir a segurança e o bem-estar da tripulação srilanquesa."
Em Nairóbi, o embaixador do Sri Lanka na Etiópia, Chulpathmendra Dahanayake, pediu às Nações Unidas e à Somália que "investiguem a matéria e nos deem uma resposta. Se for verdade, provavelmente vamos pedir uma intervenção militar dos EUA com mão pesada para libertar os reféns."
No ano passado, um relatório da ONU constatou que o número de sequestros cometidos por piratas somalianos caiu de 237 em 2011 para 15 em 2016 e 2017. "O progresso na construção de um Estado federal na Somália, combinado com um esforço naval coletivo internacional e as políticas antipirataria dos governos regionais, como o da Puntlândia, contribuíram para a redução dos refúgios em terra para piratas ao longo da costa da Somália."
Houve avanços, mas o relatório advertiu: "Tais progressos continuam frágeis e reversíveis. Informes com credibilidade indicam que os piratas somalianos têm a intenção e a capacidade de recomeçar os ataques contra grandes navios comerciais, se aparecerem oportunidades, e ameaçar pequenas embarcações.
"A incerteza política na região central da Somália, acoplada ao fim do mandato da força naval internacional estacionada perto da costa, tem o potencial de criar um vácuo de segurança capaz de deflagrar o ressurgimento da pirataria. A solução definitiva para o problema da pirataria na costa da Somália está num futuro seguro e estável para o país", concluiu a ONU.
O navio-tanque Aris 13 foi interceptado quando ia de Djibouti para Mogadíscio, a capital da Somália, e levado para o porto de Alula, na região da Puntlândia, no Nordeste do país, que proclamou autonomia em 1998.
A Somália vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991. O governo reconhecido internacionalmente não controla todo o território. No Norte, a Somalilândia, a antiga Somália Britânica, tornou-se independente na prática.
Na segunda-feira, o Aris 13 avisou que lanchas se aproximavam do navio em alta velocidade. O chefe das operações antipirataria da Puntlândia, Abdirissak Mohamed Dirir, negou o envolvimento de soldados do governo no sequestro, atribuindo-o a "piratas somalianos".
"As autoridades locais confirmam que piratas estão retendo um navio e sua tripulação contra sua vontade", declarou o ex-coronel do Exército Real britânico John Steed, hoje gerente regional no Chifre da África do programa antipirataria Oceanos Além da Pirataria, com sede no estado do Colorado, nos Estados Unidos.
O governo do Sri Lanka protestou: "Embora o navio envolvido não esteja registrado com a bandeira do Sri Lanka, tem oito tripulantes srilanqueses", declarou em nota o Ministério do Exterior. "O Ministério continua em contato com os agentes de navegação, as autoridades envolvidas e as missões diplomáticas do Sri Lanka no exterior para obter mais informações e garantir a segurança e o bem-estar da tripulação srilanquesa."
Em Nairóbi, o embaixador do Sri Lanka na Etiópia, Chulpathmendra Dahanayake, pediu às Nações Unidas e à Somália que "investiguem a matéria e nos deem uma resposta. Se for verdade, provavelmente vamos pedir uma intervenção militar dos EUA com mão pesada para libertar os reféns."
No ano passado, um relatório da ONU constatou que o número de sequestros cometidos por piratas somalianos caiu de 237 em 2011 para 15 em 2016 e 2017. "O progresso na construção de um Estado federal na Somália, combinado com um esforço naval coletivo internacional e as políticas antipirataria dos governos regionais, como o da Puntlândia, contribuíram para a redução dos refúgios em terra para piratas ao longo da costa da Somália."
Houve avanços, mas o relatório advertiu: "Tais progressos continuam frágeis e reversíveis. Informes com credibilidade indicam que os piratas somalianos têm a intenção e a capacidade de recomeçar os ataques contra grandes navios comerciais, se aparecerem oportunidades, e ameaçar pequenas embarcações.
"A incerteza política na região central da Somália, acoplada ao fim do mandato da força naval internacional estacionada perto da costa, tem o potencial de criar um vácuo de segurança capaz de deflagrar o ressurgimento da pirataria. A solução definitiva para o problema da pirataria na costa da Somália está num futuro seguro e estável para o país", concluiu a ONU.
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Governo da Holanda derrota partido neonazista
O primeiro-ministro democrata-cristão, Mark Rutte venceu as eleições parlamentares na Holanda, afastando a possibilidade de que o líder neonazista Geert Wilders governe o país nos próximos anos. É uma derrota do ultranacionalismo que levou os britânicos a aprovar a saída do Reino Unido da União Europeia e os Estados Unidos a eleger o bilionário Donald Trump para a Casa Branca.
Com 28 partidos disputando as eleições, o vencedor VVD (Partido Popular para Liberdade e Democracia) teve, de acordo com as pesquisas de boca de urna, cerca de 20% dos votos e deve conquistar 31 cadeiras no Parlamento, de 150 deputados. A participação do eleitorado superou 80%.
Na pesquisa, três partidos ficaram empatados em terceiro lugar, cada um com 13 cadeiras. Entre eles, está o Partido da Liberdade, da extrema direita e anti-imigrantes, liderado por Wilders, que prometeu banir o islamismo da Holanda e retirar o país da UE. A ultradireita acabou ficando em segundo.
Rutte, no poder desde outubro de 2010, ganhou prestígio nos últimos dias ao barrar a entrada no país de ministros da Turquia que pretendiam participar de comícios para o plebiscito feito sob medida para dar poderes ditatoriais ao presidente Recep Tayyip Erdogan.
Ao impedir que um autocrata muçulmano e a ultradireita transformassem a Holanda, país com a mais longa tradição liberal na Europa, num campo de batalha, o primeiro-ministro reafirmou suas credenciais como um homem firme e decidido capaz de garantir as liberdades públicas que seus cidadãos tanto prezam.
O grande derrotado foi o Partido Trabalhista, de centro-esquerda, um parceiro menor na coalizão de governo, que caiu de 38 para apenas nove cadeiras no novo Parlamento. A esquerda está sendo destruída pelo líder trabalhista Jeremy Corbyn no Reino Unido e não deve chegar ao segundo turno da eleição presidencial da França, mas na Alemanha o candidato social-democrata Martin Schulz mostra-se um candidato à altura da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel.
A próxima batalha contra o populismo neofascista na Europa será na eleição presidencial da França. O primeiro turno será realizado em 23 de abril e a líder da ultranacionalista Frente Nacional, Marine Le Pen, deve chegar ao segundo turno. De acordo com as pesquisas, ela será derrotada.
Com 28 partidos disputando as eleições, o vencedor VVD (Partido Popular para Liberdade e Democracia) teve, de acordo com as pesquisas de boca de urna, cerca de 20% dos votos e deve conquistar 31 cadeiras no Parlamento, de 150 deputados. A participação do eleitorado superou 80%.
Na pesquisa, três partidos ficaram empatados em terceiro lugar, cada um com 13 cadeiras. Entre eles, está o Partido da Liberdade, da extrema direita e anti-imigrantes, liderado por Wilders, que prometeu banir o islamismo da Holanda e retirar o país da UE. A ultradireita acabou ficando em segundo.
Rutte, no poder desde outubro de 2010, ganhou prestígio nos últimos dias ao barrar a entrada no país de ministros da Turquia que pretendiam participar de comícios para o plebiscito feito sob medida para dar poderes ditatoriais ao presidente Recep Tayyip Erdogan.
Ao impedir que um autocrata muçulmano e a ultradireita transformassem a Holanda, país com a mais longa tradição liberal na Europa, num campo de batalha, o primeiro-ministro reafirmou suas credenciais como um homem firme e decidido capaz de garantir as liberdades públicas que seus cidadãos tanto prezam.
O grande derrotado foi o Partido Trabalhista, de centro-esquerda, um parceiro menor na coalizão de governo, que caiu de 38 para apenas nove cadeiras no novo Parlamento. A esquerda está sendo destruída pelo líder trabalhista Jeremy Corbyn no Reino Unido e não deve chegar ao segundo turno da eleição presidencial da França, mas na Alemanha o candidato social-democrata Martin Schulz mostra-se um candidato à altura da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel.
A próxima batalha contra o populismo neofascista na Europa será na eleição presidencial da França. O primeiro turno será realizado em 23 de abril e a líder da ultranacionalista Frente Nacional, Marine Le Pen, deve chegar ao segundo turno. De acordo com as pesquisas, ela será derrotada.
Banco central dos EUA aumenta taxa básica de juros
Diante do fortalecimento do mercado de trabalho e do risco de volta da inflação, o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central dos Estados Unidos, aumentou hoje a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 0,75% a 1% ao ano.
Foi o terceiro aumento em dez anos e o terceiro desde a Grande Recessão (2008-9). Em dezembro de 2008, o Fed praticamente zerou sua taxa básica, baixando-a para uma faixa de 0-0,25% para enfrentar a pior crise econômica desde a Grande Depressão (1929-39).
Sem condições de baixar ainda mais os juros, o Fed passou a comprar títulos públicos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação. Depois de anos de recuperação, o índice de desemprego caiu de 10% para 4,7% e uma alta anual de 2,8% nos salários aponta para o risco de inflação.
A alta de hoje era esperada pelo mercado financeiro. É mais um passo rumo à normalização da política monetária dos EUA. A expectativa é de mais duas altas de juros em 2017. No início do ano passado, eram esperadas quatro; houve apenas uma.
Para o Brasil e as demais economias emergentes, é um sinal de que a era de juros perto de zero nos países ricos está chegando ao fim. A tendência é de alta do dólar e aumento o fluxo de investimentos nos EUA.
Foi o terceiro aumento em dez anos e o terceiro desde a Grande Recessão (2008-9). Em dezembro de 2008, o Fed praticamente zerou sua taxa básica, baixando-a para uma faixa de 0-0,25% para enfrentar a pior crise econômica desde a Grande Depressão (1929-39).
Sem condições de baixar ainda mais os juros, o Fed passou a comprar títulos públicos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação. Depois de anos de recuperação, o índice de desemprego caiu de 10% para 4,7% e uma alta anual de 2,8% nos salários aponta para o risco de inflação.
A alta de hoje era esperada pelo mercado financeiro. É mais um passo rumo à normalização da política monetária dos EUA. A expectativa é de mais duas altas de juros em 2017. No início do ano passado, eram esperadas quatro; houve apenas uma.
Para o Brasil e as demais economias emergentes, é um sinal de que a era de juros perto de zero nos países ricos está chegando ao fim. A tendência é de alta do dólar e aumento o fluxo de investimentos nos EUA.
terça-feira, 14 de março de 2017
Nigéria anuncia libertação de 455 reféns do Boko Haram
O Exército da Nigéria, o país mais populoso da África, anunciou hoje ter destruído uma base da milícia extremista muçulmana Boko Haram e libertado 455 pessoas sequestradas pelo grupo terrorista, informou o jornal nigeriano The Daily Post.
A grande operação de varredura visa a acabar com os últimos redutos da milícia no estado de Borno. Atingiu as regiões de Artano, Saduguma, Duve, Bordo, Kala, Bok, Magan, Misherde, Ahisari,
Gilgil, Mika, Hiwa, Kala Balge, Kutila e Shirawa.
Em Kutila, os jihadistas atacaram os soldados em aproximação, declarou o porta-voz do Exército, Sani Usman: "As tropas responderam, neutralizaram os terroristas do Boko Haram e os expulsaram da área. Vários feridos escaparam pela floresta densa."
Os reféns libertados foram para um campo de pessoas deslocadas internamente pela guerra civil na Nigéria, país-líder da África Ocidental.
Pelo menos 15 mil pessoas foram mortas desde 2009 pela guerra civil deflagrada pela adesão do Boko Haram à luta armada para impor a lei islâmica na África Ocidental a partir do empobrecido Nordeste da Nigéria. É a organização terrorista não governamental que mais mata no mundo hoje depois do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Em março de 2015, o líder do Boko Haram, que significa "repúdio à educação ocidental", Abubakar Shekau, declarou lealdade ao Estado Islâmico. Desde então, o Boko Haram é a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, mas há pouca colaboração operacional entre as duas milícias.
A grande operação de varredura visa a acabar com os últimos redutos da milícia no estado de Borno. Atingiu as regiões de Artano, Saduguma, Duve, Bordo, Kala, Bok, Magan, Misherde, Ahisari,
Gilgil, Mika, Hiwa, Kala Balge, Kutila e Shirawa.
Em Kutila, os jihadistas atacaram os soldados em aproximação, declarou o porta-voz do Exército, Sani Usman: "As tropas responderam, neutralizaram os terroristas do Boko Haram e os expulsaram da área. Vários feridos escaparam pela floresta densa."
Os reféns libertados foram para um campo de pessoas deslocadas internamente pela guerra civil na Nigéria, país-líder da África Ocidental.
Pelo menos 15 mil pessoas foram mortas desde 2009 pela guerra civil deflagrada pela adesão do Boko Haram à luta armada para impor a lei islâmica na África Ocidental a partir do empobrecido Nordeste da Nigéria. É a organização terrorista não governamental que mais mata no mundo hoje depois do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Em março de 2015, o líder do Boko Haram, que significa "repúdio à educação ocidental", Abubakar Shekau, declarou lealdade ao Estado Islâmico. Desde então, o Boko Haram é a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, mas há pouca colaboração operacional entre as duas milícias.
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segunda-feira, 13 de março de 2017
Escócia vai convocar novo plebiscito sobre independência
A primeira-ministra Nicola Sturgeon anunciou hoje a convocação de um novo plebiscito sobre a independência da Escócia depois que forem conhecidos os termos da saída do Reino Unido da União Europeia, a ser realizado provavelmente no início de 2019.
No plebiscito de 23 de junho de 2016, a retirada da UE (Brexit = British exit, saída britânica em inglês) foi aprovada por 52% a 48% dos votos, com 62% dos escoceses votando a favor de ficar no projeto de integração da Europa e no mercado comum europeu.
Um novo plebiscito teria de ser aprovado pelo Parlamento Britânico, onde a primeira-ministra conservadora Theresa May se opõe firmemente. Mas, se o Reino Unido sair efetivamente do mercado comum, o que parece provável, a Escócia deve optar pela independência e pelo mercado europeu.
Com a independência da Escócia, que os britânicos chamam de "última descolonização", maior império que o mundo já viu seria reduzido ao centro-sul de uma pequena ilha.
No plebiscito de 23 de junho de 2016, a retirada da UE (Brexit = British exit, saída britânica em inglês) foi aprovada por 52% a 48% dos votos, com 62% dos escoceses votando a favor de ficar no projeto de integração da Europa e no mercado comum europeu.
Um novo plebiscito teria de ser aprovado pelo Parlamento Britânico, onde a primeira-ministra conservadora Theresa May se opõe firmemente. Mas, se o Reino Unido sair efetivamente do mercado comum, o que parece provável, a Escócia deve optar pela independência e pelo mercado europeu.
Com a independência da Escócia, que os britânicos chamam de "última descolonização", maior império que o mundo já viu seria reduzido ao centro-sul de uma pequena ilha.
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sexta-feira, 10 de março de 2017
EUA geraram mais 235 mil empregos em fevereiro
Com um saldo de 235 mil novas vagas no mercado de trabalho em fevereiro de 2017, a queda no índice de desemprego de 4,8% para 4,7% e alta anual de 2,8% nos salários, o mercado financeiro aposta numa alta das taxas básicas de juros na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, na semana que vem.
O desempenho do mercado de trabalho superou as previsões dos analistas, que eram de um aumento de 200 mil vagas de emprego. O inverno relativamente sua teria estimulado as contratações, mas fevereiro é tradicionalmente um mês de forte geração de empregos. Foram 238 mil postos de trabalho em 2015 e 237 mil no ano passado.
Mesmo que o resultado não possa ser atribuído ao atual governo, o presidente Donald Trump e o Partido Republicano festejaram com "um sinal de que a economia está indo na direção correta", como observou o deputado Kevin Brady, presidente da Comissão de Finanças da Câmara. Mas há poucos sinais de aceleração da economia.
A Bolsa de Valores de Nova York sobe consistentemente desde a eleição de Trump, em novembro do ano passado, puxada principalmente por ações de bancos e do sistema financeiro, na expectativa de que a desregulamentação e os cortes de impostos estimulem o crescimento. Mas a primeira estimativa da delegacia regional do Fed em Atlanta para o produto interno bruto do primeiro trimestre ficou em 1,2% ao ano, abaixo do 1,9% ao ano do último trimestre de 2016.
O desempenho do mercado de trabalho superou as previsões dos analistas, que eram de um aumento de 200 mil vagas de emprego. O inverno relativamente sua teria estimulado as contratações, mas fevereiro é tradicionalmente um mês de forte geração de empregos. Foram 238 mil postos de trabalho em 2015 e 237 mil no ano passado.
Mesmo que o resultado não possa ser atribuído ao atual governo, o presidente Donald Trump e o Partido Republicano festejaram com "um sinal de que a economia está indo na direção correta", como observou o deputado Kevin Brady, presidente da Comissão de Finanças da Câmara. Mas há poucos sinais de aceleração da economia.
A Bolsa de Valores de Nova York sobe consistentemente desde a eleição de Trump, em novembro do ano passado, puxada principalmente por ações de bancos e do sistema financeiro, na expectativa de que a desregulamentação e os cortes de impostos estimulem o crescimento. Mas a primeira estimativa da delegacia regional do Fed em Atlanta para o produto interno bruto do primeiro trimestre ficou em 1,2% ao ano, abaixo do 1,9% ao ano do último trimestre de 2016.
Maduro nomeia filho para fiscalizar obras da Odebrecht
Enquanto dez países da América Latina abrem inquéritos para investigar as denúncias de corrupção envolvendo a construtora Odebrecht reveladas pela Operação Lava Jato, a ditadura chavista da Venezuela trabalha ativamente para acobertar seus crimes. O presidente Nicolás Maduro nomeou seu filho Nicolás Ernesto Maduro Guerra para fiscalizar as obras da Odebrecht no país.
Desde 25 de janeiro de 2017, Nicolasito é diretor-geral da Direção Geral de Delegações e Instruções Presidenciais. Seu escritório fica dentro do Ministério dos Transportes, principal responsável pelos contratos firmados com a Odebrecht, maior empresa de construção civil do Brasil.
Durante a presidência do finado caudilho Hugo Chávez, a corrupção se alastrou na Venezuela, que faturou mais de US$ 1 trilhão em petróleo e hoje não tem dinheiro para importar papel higiênico. Chávez promovia eventos para celebrar cada um dos contratos celebrados com a Odebrecht. Tudo deveria ser investigado, mas não pelo filho do atual presidente.
Desde 25 de janeiro de 2017, Nicolasito é diretor-geral da Direção Geral de Delegações e Instruções Presidenciais. Seu escritório fica dentro do Ministério dos Transportes, principal responsável pelos contratos firmados com a Odebrecht, maior empresa de construção civil do Brasil.
Durante a presidência do finado caudilho Hugo Chávez, a corrupção se alastrou na Venezuela, que faturou mais de US$ 1 trilhão em petróleo e hoje não tem dinheiro para importar papel higiênico. Chávez promovia eventos para celebrar cada um dos contratos celebrados com a Odebrecht. Tudo deveria ser investigado, mas não pelo filho do atual presidente.
Supremo confirma impeachment da presidente da Coreia do Sul
Em decisão unânime, o Supremo Tribunal de Justiça da Coreia do Sul confirmou há pouco o impeachment da presidente Park Geun Hye, afastada em dezembro de 2016 pela Assembleia Nacional por abuso de poder e corrupção. Uma nova eleição presidencial será realizada em 60 dias.
Na sentença, o Supremo considerou o escândalo de corrupção "um grave atentado contra o espírito da democracia e o Estado de Direito".
A primeira mulher a presidir a Coreia do Sul foi condenada por extorsão, suborno e abuso de poder. Uma amiga e confidente da agora ex-presidente se valeu da amizada com Park para extorquir grandes empresas, inclusive a Samsung, cujo presidente está preso.
Na sentença, o Supremo considerou o escândalo de corrupção "um grave atentado contra o espírito da democracia e o Estado de Direito".
A primeira mulher a presidir a Coreia do Sul foi condenada por extorsão, suborno e abuso de poder. Uma amiga e confidente da agora ex-presidente se valeu da amizada com Park para extorquir grandes empresas, inclusive a Samsung, cujo presidente está preso.
quinta-feira, 9 de março de 2017
EUA enviam tropas para guerra contra o Estado Islâmico
Uma força anfíbia de fuzileiros navais dos Estados Unidos estabeleceu uma posição para apoiar aliados na Batalha de Rakka, a cidade síria que virou capital do Estado Islâmico do Iraque, noticiou ontem o jornal The Washington Post.
Os soldados fazem parte da 11ª Unidade Expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais, uma das quatro armas das Forças Armadas dos EUA, ao lado do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Com baterias de artilharia, eles vão intensificar o fogo contra o inimigo, em apoio às forças terrestres encarregada de retomar a cidade.
Entre os principais aliados, está a milícia árabe-curda Forças Democráticas da Síria. A Turquia, aliada dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), quer conter a ação dos curdos para evitar que se unem ao governo semiautônomo curdo no Iraque para lutar pela independência do Curdistão.
Desde já, começa a disputa pelo futuro de Rakka. Se o Estado Islâmico perder Rakka e a cidade de Mossul, que deve ser reconquistada em semanas pelo Exército do Iraque e aliados, será o fim do califado proclamado por seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, no fim de junho de 2014. O Estado Islâmico voltará a ser apenas uma organização terrorista.
Os soldados fazem parte da 11ª Unidade Expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais, uma das quatro armas das Forças Armadas dos EUA, ao lado do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Com baterias de artilharia, eles vão intensificar o fogo contra o inimigo, em apoio às forças terrestres encarregada de retomar a cidade.
Entre os principais aliados, está a milícia árabe-curda Forças Democráticas da Síria. A Turquia, aliada dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), quer conter a ação dos curdos para evitar que se unem ao governo semiautônomo curdo no Iraque para lutar pela independência do Curdistão.
Desde já, começa a disputa pelo futuro de Rakka. Se o Estado Islâmico perder Rakka e a cidade de Mossul, que deve ser reconquistada em semanas pelo Exército do Iraque e aliados, será o fim do califado proclamado por seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, no fim de junho de 2014. O Estado Islâmico voltará a ser apenas uma organização terrorista.
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Supremo da Coreia do Sul decide amanhã impeachment da presidente
O Supremo Tribunal de Justiça da Coreia do Sul vai anunciar amanhã se aprova o impeachment da presidente Park Geun Hye, afastada desde dezembro pela Assembleia Nacional sob as acusações de abuso de poder, corrupção e tráfico de influência.
Se Park for afastada definitivamente, uma nova eleição presidencial será realizada em 60 dias. O país está sob forte pressão da China, que não aceita a instalação de um sofisticado sistema americano de mísseis antimísseis em território sul-coreano.
Se Park for afastada definitivamente, uma nova eleição presidencial será realizada em 60 dias. O país está sob forte pressão da China, que não aceita a instalação de um sofisticado sistema americano de mísseis antimísseis em território sul-coreano.
quarta-feira, 8 de março de 2017
China pede fim do programa nuclear da Coreia do Norte
Numa tentativa de evitar a instalação de um sistema antimísseis na Sua vizinhança, o regime comunista da China pediu o fim do programa nuclear da Coreia do Norte e das manobras militares conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.
Nesta semana, sob protesto da China, a Coreia do Sul começou a receber peças e equipamentos para a montagem do Terminal de Defesa Aérea a Grande Altitude, um sistema de defesa para evitar que mísseis nucleares norte-coreanos atinjam o território dos EUA e de seus aliados Japão e Coreia do Sul. O regime comunista chinês teme que o terminal dê uma vantagem estratégica aos americanos numa possível guerra futura entre as superpotências.
Maior aliada da ditadura stalinista de Pionguiangue, a China anunciou, depois de novos testes de mísseis e do assassinato de Kim Jong Nam, meio-irmão do ditador norte-coreano, a suspensão das compras de carvão da Coreia do Norte.
Ao mesmo tempo, o governo de Beijim adotou medidas retaliatórias contra a Coreia do Sul como restrição ao turismo de chineses no país vizinho.
A Coreia do Norte é o primeiro grande teste de política externa no presidente Donald Trump. Sempre foi uma carta na manga do regime comunista chinês nas negociações com os EUA. Agora, Beijim afirma que EUA e Coreia do Norte estão em rota de colisão e se propõem a desarmar os espíritos.
Trump deve exigir que a China controla a aliada, mas os chineses vão querer algo em troca, por exemplo, o fim das ameaças de retaliação americana por causa do déficit dos EUA no comércio bilateral.
WikiLeaks denuncia espionagem generalizada da CIA via Internet
Com a divulgação de documentos secretos pirateados, o WikiLeaks, um sítio especializado em fazer denúncias de abusos cometidos por governos e grandes empresas, acusou ontem a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos de criar instrumentos para fazer uma espionagem generalizada através de telefones, computadores e televisores conectados à rede mundial de computadores.
Antes de uma mensagem ser criptografada para circular na rede sem poder ser lida por terceiros, a agência seria capaz de pegar o conteúdo, afirma o WikiLeaks, gabando-se pelo "maior vazamento de documentos secretos da CIA".
A espionagem via TV suscitou comparações com as teletelas do livro 1984, do escritor inglês George Orwell, um mundo do futuro em que todos os cidadãos seriam espionados e controlados 24 horas por dia através dos televisores.
"O Grande Irmão zela por você", dizia a propaganda do regime ditadorial de um futuro distópico. O livro inspirou o programa de TV Big Brother. Como em país atrasado, falar línguas estrangeiras parece mais chique, a TV Globo não traduziu.
O WikiLeaks não divulgou a origem do vazamento do lote de documentos chamada de Arcada 7, mas há fortes suspeitas de que esteja em conluio com o governo da Rússia, acusado de piratear o Partido Democrata dos EUA para ajudar a candidatura do atual presidente, Donald Trump.
Antes de uma mensagem ser criptografada para circular na rede sem poder ser lida por terceiros, a agência seria capaz de pegar o conteúdo, afirma o WikiLeaks, gabando-se pelo "maior vazamento de documentos secretos da CIA".
A espionagem via TV suscitou comparações com as teletelas do livro 1984, do escritor inglês George Orwell, um mundo do futuro em que todos os cidadãos seriam espionados e controlados 24 horas por dia através dos televisores.
"O Grande Irmão zela por você", dizia a propaganda do regime ditadorial de um futuro distópico. O livro inspirou o programa de TV Big Brother. Como em país atrasado, falar línguas estrangeiras parece mais chique, a TV Globo não traduziu.
O WikiLeaks não divulgou a origem do vazamento do lote de documentos chamada de Arcada 7, mas há fortes suspeitas de que esteja em conluio com o governo da Rússia, acusado de piratear o Partido Democrata dos EUA para ajudar a candidatura do atual presidente, Donald Trump.
Comércio Brasil-Portugal caiu 16% em fevereiro
O fluxo comercial entre o Brasil e Portugal recuou 16% em fevereiro de 2017 em relação ao mesmo mês no ano passado para US$ 86,9 milhões, o menor nível em cinco meses. Em janeiro, houve uma alta de 24%.
De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, as exportações brasileiras para Portugal baixaram 34,5% em fevereiro para US$ 34,5 milhões. As importações brasileiras de Portugal diminuíram 7% para US$ 52,5 milhões.
Nos dois primeiros meses do ano, as exportações brasileiras para a antiga potência colonial cresceram 5,7% para US$ 117 milhões, enquanto as importações subiram 2,7% para US$ 107,2 milhões.
O petróleo foi responsável por 36% das exportações brasileiras neste ano, seguido por aço, ferro e laminados com 24%. Das importações brasileiras, o principal item foi o azeite (20%), seguido de peças para aviões e helicópteros (17%), do bacalhau (11%), peras (7,7%) e vinho (5,3%).
De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, as exportações brasileiras para Portugal baixaram 34,5% em fevereiro para US$ 34,5 milhões. As importações brasileiras de Portugal diminuíram 7% para US$ 52,5 milhões.
Nos dois primeiros meses do ano, as exportações brasileiras para a antiga potência colonial cresceram 5,7% para US$ 117 milhões, enquanto as importações subiram 2,7% para US$ 107,2 milhões.
O petróleo foi responsável por 36% das exportações brasileiras neste ano, seguido por aço, ferro e laminados com 24%. Das importações brasileiras, o principal item foi o azeite (20%), seguido de peças para aviões e helicópteros (17%), do bacalhau (11%), peras (7,7%) e vinho (5,3%).
terça-feira, 7 de março de 2017
Usbequistão liberta jornalista preso há 18 anos
Um dos jornalistas presos há mais tempo no mundo, Muhammad Bekjanov, foi solto no mês passado depois de ficar 18 anos na cadeia na ex-república soviética do Usbequistão, informou a organização não governamental de defesa da liberdade de imprensa Repórteres sem Fronteiras (RsF).
Bekjanov tem hoje 62 anos. Ele foi torturado repetidamente depois da prisão, em 1999, e deveria ter sido libertado em 2012, quando sua pena foi ampliada. Durante um ano, não poderá sair do país.
Como editor do Erk, o principal jornal de oposição usbeque, Bekjanov colocou em discussão temas considerados tabus como a situação da economia, o uso de trabalhos forçados na lavoura de algodão e a catástrofe ecológica do Mar Aral. Seu irmão, o poeta Muhammad Salikh, foi o único adversário do presidente Islam Karimov em 1991.
Karimov, no poder desde a era soviética, aproveitou uma série de ataques a bomba para calar a oposição, acusando-a de cumplicidade. Bekjanov e outros ativistas pela democracia foram presos e condenados. Ele pegou 15 anos de cadeia.
Dias antes da data em que deveria ser solto, a pena foi arbitrariamente aumentada em quatro anos e oito meses.
Em 2016, o Usbequistão ficou em 166º lugar entre 180 países no Índice de Liberdade de Imprensa dos RsF. Com a morte de Karimov, em agosto de 2016, alguns presos políticos foram soltos, mas ainda há jornalistas, ativistas dos direitos humanos, oposicionistas e líderes da sociedade civil presos injustamente.
Bekjanov tem hoje 62 anos. Ele foi torturado repetidamente depois da prisão, em 1999, e deveria ter sido libertado em 2012, quando sua pena foi ampliada. Durante um ano, não poderá sair do país.
Como editor do Erk, o principal jornal de oposição usbeque, Bekjanov colocou em discussão temas considerados tabus como a situação da economia, o uso de trabalhos forçados na lavoura de algodão e a catástrofe ecológica do Mar Aral. Seu irmão, o poeta Muhammad Salikh, foi o único adversário do presidente Islam Karimov em 1991.
Karimov, no poder desde a era soviética, aproveitou uma série de ataques a bomba para calar a oposição, acusando-a de cumplicidade. Bekjanov e outros ativistas pela democracia foram presos e condenados. Ele pegou 15 anos de cadeia.
Dias antes da data em que deveria ser solto, a pena foi arbitrariamente aumentada em quatro anos e oito meses.
Em 2016, o Usbequistão ficou em 166º lugar entre 180 países no Índice de Liberdade de Imprensa dos RsF. Com a morte de Karimov, em agosto de 2016, alguns presos políticos foram soltos, mas ainda há jornalistas, ativistas dos direitos humanos, oposicionistas e líderes da sociedade civil presos injustamente.
Correa muda comandante do Exército do Equador
A menos de um mês do segundo turno da eleição presidencial, o presidente Rafael Correa, trocou o comandante do Exército do Equador, substituindo o general Luis Castro pelo general Edison Narvaez 11 meses antes do prazo previsto, informou o jornal El Comercio. Em protesto, outros três generais se demitiram.
A tensão entre o presidente esquerdista e as Forças Armadas aumentou depois do primeiro turno da eleição presidencial, a primeira em dez anos em que Correa não participa. Seu candidato, Lenin Moreno, ficou um pouco abaixo dos 40% exigidos pela Constituição do Equador para vencer no primeiro turno.
O segundo turno será disputado em 2 de abril por Moreno e o milionário Guillermo Lasso. As Forças Armadas equatorianas desempenham um papel importante nas eleições. Os militares transportam e protejam as urnas.
Quem quer que seja o vencedor terá dificuldade para reativar a economia do país. A queda nos preços do petróleo é a principal causa da atual crise e a dolarização reduz a margem de manobra do governo.
domingo, 5 de março de 2017
China reduz meta de crescimento para 6,5% ao ano
A República Popular da China reduziu sua meta de crescimento para 6,5% em 2017, depois deixá-la numa faixa de 6,5% a 7% no ano passado, anunciou hoje o primeiro-ministro Li Keqiang.
Na abertura da sessão anual do Congresso Nacional do Povo, o parlamento chinês, o chefe de governo fez uma prestação de contas e apresentou os planos para este ano. A economia chinesa cresceu oficialmente 6,7% em 2016, o menor ritmo em 26 anos, desde a crise deflagrada pelo massacre do movimento dos estudantes na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em junho de 1989.
Li prometeu atacar o problema das "empresas-zumbis", na maioria dos casos estatais à beira da falência. Muitas produzem carvão e aço acima das necessidades do mercado. Nos últimos anos, tentativas de reformar o setor estatal para tornar o crescimento sustentável fracassaram por medo do desemprego e de agitação social.
Na abertura da sessão anual do Congresso Nacional do Povo, o parlamento chinês, o chefe de governo fez uma prestação de contas e apresentou os planos para este ano. A economia chinesa cresceu oficialmente 6,7% em 2016, o menor ritmo em 26 anos, desde a crise deflagrada pelo massacre do movimento dos estudantes na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em junho de 1989.
Li prometeu atacar o problema das "empresas-zumbis", na maioria dos casos estatais à beira da falência. Muitas produzem carvão e aço acima das necessidades do mercado. Nos últimos anos, tentativas de reformar o setor estatal para tornar o crescimento sustentável fracassaram por medo do desemprego e de agitação social.
quarta-feira, 1 de março de 2017
Exército da Síria e aliados retomam cidadela de Palmira
O Exército da Síria e milícias aliadas reconquistaram a cidadela da cidade histórica de Palmira, no centro do país, anunciou a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá, informou a agência Reuters.
A cidadela fica nos arredores de Palmira, uma cidade histórica do tempo do Império Romano que o regime sírio retomou em março de 2016 e voltou a perder dois meses depois para a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, quando se concentrava na Batalha de Alepo.
Durante seu domínio, que parece estar chegando ao fim, o Estado Islâmico destruiu parte das ruínas de Palmira, considerada patrimônio histórico e cultural da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).
A cidadela fica nos arredores de Palmira, uma cidade histórica do tempo do Império Romano que o regime sírio retomou em março de 2016 e voltou a perder dois meses depois para a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, quando se concentrava na Batalha de Alepo.
Durante seu domínio, que parece estar chegando ao fim, o Estado Islâmico destruiu parte das ruínas de Palmira, considerada patrimônio histórico e cultural da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Praga de gafanhotos ameaça de fome Sul da África
Uma infestação de uma espécie de gafanhotos que durante o crescimento são conhecidos como lagartas-militares ameaça a segurança alimentar do Sul da África, especialmente de países mais pobres e vulneráveis como a Zâmbia e o Zimbábue.
A praga, considerada endêmica na América, foi registrada pela primeira vez na África no ano passado. Já chegou à África do Sul, Gana, Maláui, Moçambique, Namíbia, Zâmbia e Zimbábue. É mais difícil de eliminar do que as espécies nativas africanas. Uma única espécie é responsável por 73% das perdas agrícolas causadas por ataques de gafanhotos no continente americano.
Maior produtora agrícola da região, a África do Sul deve ser o alvo principal dos gafanhotos e suas lagartas, mas está mais capacitada para combater o mal.
O impacto sobre a produção de alimentos deve ser agravado pelas secas recentes na região, afetando duramente a agricultura de subsistência. Em 2012, uma praga de gafanhotos causou uma perda de 11% na safra de milho da Zâmbia.
A praga, considerada endêmica na América, foi registrada pela primeira vez na África no ano passado. Já chegou à África do Sul, Gana, Maláui, Moçambique, Namíbia, Zâmbia e Zimbábue. É mais difícil de eliminar do que as espécies nativas africanas. Uma única espécie é responsável por 73% das perdas agrícolas causadas por ataques de gafanhotos no continente americano.
Maior produtora agrícola da região, a África do Sul deve ser o alvo principal dos gafanhotos e suas lagartas, mas está mais capacitada para combater o mal.
O impacto sobre a produção de alimentos deve ser agravado pelas secas recentes na região, afetando duramente a agricultura de subsistência. Em 2012, uma praga de gafanhotos causou uma perda de 11% na safra de milho da Zâmbia.
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Iraque retoma aeroporto de Mossul
Com o apoio da Força Aérea dos Estados Unidos, o Exército do Iraque e milícias aliadas tomaram o aeroporto de Mossul, a segunda maior cidade do país, que estava em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde 10 de junho de 2014.
Depois de meses de uma batalha feroz, as forças iraquianas tomaram o lado leste da cidade. O aeroporto fica no oeste, onde vivem mais de 700 mil pessoas. A milícia terrorista resiste com atentados suicidas e carros-bomba.
De posse do aeroporto, o governo iraquiano e aliados podem transportar armas e equipamentos para a frente de combate de modo a reassumir o controle total da cidade.
Se o Estado Islâmico perder Mossul e a cidade de Rakka, na Síria, sua capital, deixará de ser um protoestado, regredindo para grupo terrorista. Isso não o torna menos perigoso. O terror voltará a ser sua principal arma e o inimigo distante, as grandes potências que atacam do ar, destruindo o sonho do califado, voltam a ser alvos preferenciais. Os atentados de 13 de novembro de 2015 foram um marco importante nesta virada estratégica.
Depois de meses de uma batalha feroz, as forças iraquianas tomaram o lado leste da cidade. O aeroporto fica no oeste, onde vivem mais de 700 mil pessoas. A milícia terrorista resiste com atentados suicidas e carros-bomba.
De posse do aeroporto, o governo iraquiano e aliados podem transportar armas e equipamentos para a frente de combate de modo a reassumir o controle total da cidade.
Se o Estado Islâmico perder Mossul e a cidade de Rakka, na Síria, sua capital, deixará de ser um protoestado, regredindo para grupo terrorista. Isso não o torna menos perigoso. O terror voltará a ser sua principal arma e o inimigo distante, as grandes potências que atacam do ar, destruindo o sonho do califado, voltam a ser alvos preferenciais. Os atentados de 13 de novembro de 2015 foram um marco importante nesta virada estratégica.
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