O Parlamento do Iraque suspendeu a sessão hoje depois que os deputados e ministros sunitas decidiram boicotar as reuniões do governo e do Poder Legislativo em protesto contra a violência contra a minoria sunita no Leste do país, noticiou a agência Reuters.
Um atentado terrorista suicida cometido pela milícia sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante na cidade de Mikdadia em 11 de janeiro deflagrou uma onda de violência sectária com retaliações de milícias xiitas contra mesquitas e civis.
A alienação da minoria sunita pelo governo central de maioria xiita em Bagdá é uma das razões do sucesso do Estado Islâmico em ocupar vastas regiões do Iraque.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Colômbia e FARC pedem missão da ONU para monitorar cessar-fogo
Na fase final de suas negociações de paz, o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) pediram às Nações Unidas o envio de uma missão observadora de 12 meses para supervisionar o cessar-fogo entre as duas partes, noticiou hoje a televisão pública britânica BBC.
O governo e o principal grupo guerrilheiro colombiano negociam desde novembro de 2012 para pôr fim a uma longa guerra civil em que as FARC entraram em 1964 como braço armado do Partido Comunista Colombiano. Já chegaram a acordos sobre reforma agrária, tráfico de drogas, anistia e a criação de um tribunal especial para julgar os crimes de guerra.
A expectativa é de chegar a um acordo de paz definitivo em março de 2016. A missão de paz só seria realizada depois do acordo.
O governo e o principal grupo guerrilheiro colombiano negociam desde novembro de 2012 para pôr fim a uma longa guerra civil em que as FARC entraram em 1964 como braço armado do Partido Comunista Colombiano. Já chegaram a acordos sobre reforma agrária, tráfico de drogas, anistia e a criação de um tribunal especial para julgar os crimes de guerra.
A expectativa é de chegar a um acordo de paz definitivo em março de 2016. A missão de paz só seria realizada depois do acordo.
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Desemprego global deve atingir 200 milhões em 2017
Com o fraco crescimento da economia mundial e a vulnerabilidade de economias emergentes como o Brasil, o desemprego global tende a aumentar nos próximos cinco anos, atingindo mais de 200 milhões de pessoas em 2017, alerta um novo relatório divulgado hoje pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Em 2015, o total de desempregados no mundo foi estimado em 197,1 milhões, 27 milhões a mais do que em 2007, antes da Grande Recessão de 2008-9.
Para 2016, a previsão é de um aumento de 2,3 milhões, elevando o total para 199,4 milhões de trabalhadores. No ano seguinte, mais 1,1 milhão entram na fila e o total chega a 200,5 milhões, prevê o relatório Emprego Mundial e Perspectiva Social - Tendências para 2016.
"A significativa desaceleração das economias emergentes, aliadas a um declínio acentuado nos preços dos produtos primários, está tendo um efeito dramático sobre o mercado de trabalho", declarou o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.
O diretor da OIT comentou ainda: "Muitos trabalhadores estão tendo de aceitar empregos de baixa remuneração em economias emergentes e em desenvolvimento, e também cada vez mais em países desenvolvidos. Apesar da queda no número de desempregados em alguns países da União Europeia e dos Estados Unidos, muito trabalhar ainda está sem emprego. Precisamos tomar medidas urgentes para aumentar o número de oportunidades de trabalho decente ou corremos o risco de intensificar as tensões sociais."
A taxa de desemprego nos países ricos caiu de 7,4% em 2014 para 6,7% em 2015, mas a recuperação do mercado de trabalho não foi suficiente para recriar muitos empregos de qualidade destruídos pela crise mundial.
Com a desaceleração da China, o Brasil na mais longa recessão em cem anos e o impacto da queda de mais de 70% nos preços do petróleo desde junho de 2014 sobre os países exportadores, as perspectivas de emprego nas economias emergentes e em desenvolvimento se deterioraram.
Na metade dos países em desenvolvimento e emergentes, mais de 50% do trabalho é informal, com baixa produtividade, baixa remuneração e nenhuma proteção social. Em um terço desses países, a informalidade passa de 65%. No Sul da Ásia (Índia, Bangladesh, Paquistão e Afeganistão), chega a 74% e, na África Subsaariana, a 70%.
Pior ainda: a Quarta Revolução Industrial, que inclui inteligência artificial, robótica, impressão em três dimensões, nanotecnologia e biotecnologia, vai destruir quase a metade dos empregos existentes hoje, adverte o fundador do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab. A expectativa é que robôs passem a fazer trabalhos intelectuais repetitivos.
Em 2015, o total de desempregados no mundo foi estimado em 197,1 milhões, 27 milhões a mais do que em 2007, antes da Grande Recessão de 2008-9.
Para 2016, a previsão é de um aumento de 2,3 milhões, elevando o total para 199,4 milhões de trabalhadores. No ano seguinte, mais 1,1 milhão entram na fila e o total chega a 200,5 milhões, prevê o relatório Emprego Mundial e Perspectiva Social - Tendências para 2016.
"A significativa desaceleração das economias emergentes, aliadas a um declínio acentuado nos preços dos produtos primários, está tendo um efeito dramático sobre o mercado de trabalho", declarou o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.
O diretor da OIT comentou ainda: "Muitos trabalhadores estão tendo de aceitar empregos de baixa remuneração em economias emergentes e em desenvolvimento, e também cada vez mais em países desenvolvidos. Apesar da queda no número de desempregados em alguns países da União Europeia e dos Estados Unidos, muito trabalhar ainda está sem emprego. Precisamos tomar medidas urgentes para aumentar o número de oportunidades de trabalho decente ou corremos o risco de intensificar as tensões sociais."
A taxa de desemprego nos países ricos caiu de 7,4% em 2014 para 6,7% em 2015, mas a recuperação do mercado de trabalho não foi suficiente para recriar muitos empregos de qualidade destruídos pela crise mundial.
Com a desaceleração da China, o Brasil na mais longa recessão em cem anos e o impacto da queda de mais de 70% nos preços do petróleo desde junho de 2014 sobre os países exportadores, as perspectivas de emprego nas economias emergentes e em desenvolvimento se deterioraram.
Na metade dos países em desenvolvimento e emergentes, mais de 50% do trabalho é informal, com baixa produtividade, baixa remuneração e nenhuma proteção social. Em um terço desses países, a informalidade passa de 65%. No Sul da Ásia (Índia, Bangladesh, Paquistão e Afeganistão), chega a 74% e, na África Subsaariana, a 70%.
Pior ainda: a Quarta Revolução Industrial, que inclui inteligência artificial, robótica, impressão em três dimensões, nanotecnologia e biotecnologia, vai destruir quase a metade dos empregos existentes hoje, adverte o fundador do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab. A expectativa é que robôs passem a fazer trabalhos intelectuais repetitivos.
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FMI reduz previsão de crescimento mundial para 3,4% em 2016
Diante da desaceleração na China, da longa recessão no Brasil e na queda nos preços do petróleo, o Fundo Monetário Internacional (FMI) diminuiu hoje sua previsão para o crescimento da economia mundial em 2016 para 3,4%, 0,2 ponto percentual abaixo da expectativa anterior. Em 2015, a expansão foi de 3,1%.
"O crescimento mundial poderá ser descarrilado se as transições importantes da economia mundial não forem bem geridas", adverte o Fundo, comentando a tentativa da China de reorientar sua economia do comércio exterior para o mercado interno.
Mais cedo, a segunda maior economia do mundo anunciou um avanço de 6,9% em 2015, o menor desde 1990. Pelos cálculos do FMI, a China deve crescer 6,3% em 2016 e 6,7% em 2017.
Em relação ao Brasil, a perspectiva é de uma contração mais forte, de 3,5%. No relatório de outubro, a queda prevista era de 1%. A retomada do crescimento foi adiada para 2018. No próximo ano, em vez de um avanço de 2,3% da previsão anterior, a expectativa agora é de estagnação.
O Brasil está na contramão dos mercados emergentes, que avançaram 4% em 2015, o pior desempenho desde a Grande Recessão de 2008-9, e devem crescer 4,3% em 2016 e 4,7% em 2017.
Para o petróleo, o FMI espera um preço médio de US$ 42 por barril. Ontem a cotação caiu abaixo de US$ 29 pela primeira vez desde 2003.
As economias desenvolvidas devem crescer 2,1% em 2016 e repetir a dose em 2017 puxadas pelos Estados Unidos, que avançaram 2,5% em 2015 e devem progredir 2,6% em 2016 com o fortalecimento dos mercados de trabalho e imobiliário. Mas o fortalecimento do dólar deve prejudicar as exportações da indústria americana.
Na Zona do Euro, os juros baixos e a queda nos preços do petróleo devem estimular o consumo interno. O Japão também deve se beneficiar com o aumento da quantidade de dinheiro em circulação e a baixa nos preços da energia.
Entre os principais riscos para a economia mundial em 2016, o FMI citou:
• Uma desaceleração mais forte na China capaz de abalar ainda mais os mercados de produtos primários.
• Uma valorização ainda maior do dólar, o que acentuaria as vulnerabilidades dos países emergentes, com dificuldades para saldar dívidas em dólares e risco de quebra de bancos e empresas.
• Uma nova onda de aversão ao risco, que poderia causar desvalorização de moedas e problemas financeiros nos países emergentes.
• Uma escalada nas tensões geopolíticas em várias regiões como o Oriente Médio, o Sudeste Asiático e a Ucrânia capaz de prejudicar o comércio, os fluxos de capital e o turismo.
"O crescimento mundial poderá ser descarrilado se as transições importantes da economia mundial não forem bem geridas", adverte o Fundo, comentando a tentativa da China de reorientar sua economia do comércio exterior para o mercado interno.
Mais cedo, a segunda maior economia do mundo anunciou um avanço de 6,9% em 2015, o menor desde 1990. Pelos cálculos do FMI, a China deve crescer 6,3% em 2016 e 6,7% em 2017.
Em relação ao Brasil, a perspectiva é de uma contração mais forte, de 3,5%. No relatório de outubro, a queda prevista era de 1%. A retomada do crescimento foi adiada para 2018. No próximo ano, em vez de um avanço de 2,3% da previsão anterior, a expectativa agora é de estagnação.
O Brasil está na contramão dos mercados emergentes, que avançaram 4% em 2015, o pior desempenho desde a Grande Recessão de 2008-9, e devem crescer 4,3% em 2016 e 4,7% em 2017.
Para o petróleo, o FMI espera um preço médio de US$ 42 por barril. Ontem a cotação caiu abaixo de US$ 29 pela primeira vez desde 2003.
As economias desenvolvidas devem crescer 2,1% em 2016 e repetir a dose em 2017 puxadas pelos Estados Unidos, que avançaram 2,5% em 2015 e devem progredir 2,6% em 2016 com o fortalecimento dos mercados de trabalho e imobiliário. Mas o fortalecimento do dólar deve prejudicar as exportações da indústria americana.
Na Zona do Euro, os juros baixos e a queda nos preços do petróleo devem estimular o consumo interno. O Japão também deve se beneficiar com o aumento da quantidade de dinheiro em circulação e a baixa nos preços da energia.
Entre os principais riscos para a economia mundial em 2016, o FMI citou:
• Uma desaceleração mais forte na China capaz de abalar ainda mais os mercados de produtos primários.
• Uma valorização ainda maior do dólar, o que acentuaria as vulnerabilidades dos países emergentes, com dificuldades para saldar dívidas em dólares e risco de quebra de bancos e empresas.
• Uma nova onda de aversão ao risco, que poderia causar desvalorização de moedas e problemas financeiros nos países emergentes.
• Uma escalada nas tensões geopolíticas em várias regiões como o Oriente Médio, o Sudeste Asiático e a Ucrânia capaz de prejudicar o comércio, os fluxos de capital e o turismo.
Donald Trump é o mais impopular dos aspirantes à Casa Branca
Com seu talento de showmen e homem de vendas, o bilionário Donald Trump abriu ampla vantagem nas pesquisas sobre seus concorrentes na disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos. Mas o estatístico Nate Silver, famoso por acertar o resultado das eleições presidenciais de 2008 e 2012, adverte que ele é o candidato com a maior rejeição diante do conjunto do eleitorado.
Se 33% dos eleitores têm uma imagem favorável de Trump, 58% têm uma imagem desfavorável, especialmente os democratas e os independentes, observa Silver no sítio 538.com, o número de grandes eleitores do Colégio Eleitoral que elege o presidente dos EUA com base nas votações obtidas em cada estado.
Como o partidarismo é forte nos EUA, Silver admite que muitos republicanos votariam em Trump simplesmente por ser o candidato do partido. Também reconhece que o magnata imobiliário tem instintos políticos tão agudos que pode, uma vez nomeado candidato republicano, marchar para o centro para tentar conquistar o eleitorado independente.
Uma recessão ou um atentado terrorista ajudariam o bilionário e seu estilo rolo-compressor. "Mas Trump começa com uma grande desvantagem: a maioria dos americanos simplesmente não gosta do cara", observa o matemático.
O único pré-candidato com saldo positivo entre imagem favorável e desfavorável é o senador socialista Bernie Sanders, que disputa a candidatura democrata com a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e não tem nenhuma chance de ser escolhido, a não ser que algo catastrófico aconteça na campanha da ex-primeira-dama. Um socialista não tem nenhuma chance de ser eleito presidente dos EUA.
Hillary também enfrenta rejeição pelos escândalos e negócios do ex-presidente Bill Clinton, por ter usado uma conta de correio eletrônico pessoal quando chefiava a diplomacia americana e outros deslizes. Não é uma figura simpática. Ela tem 42% de imagem favorável e 50% desfavorável.
Trump é o pior de todos. Ao chamar os mexicanos de criminosos e estupradores, e prometer construir um muro na fronteira com o México, Trump ergueu um muro entre o partido e o eleitorado de origem latino-americana. Quando ameaçou proibir a entrada de muçulmanos nos EUA, violou o princípio de liberdade religiosa inscrito na Constituição e alienou outra parcela do eleitorado.
Nas últimas pesquisas para a eleição presidencial de 8 de novembro de 2016, Clinton tem uma vantagem de cinco pontos percentuais sobre Trump e fica praticamente empatada com o senador pela Flórida Marco Rubio, descendente de imigrantes cubanos, que aparece em terceiro na disputa pela candidatura republicana e seria hoje o preferido da cúpula do partido.
Talvez só o senador texano Ted Cruz, filho de pai cubano, seja um candidato pior do Trump, na análise de Silver. O eleitorado americano rejeita candidatos a presidente extremistas e Cruz é o candidato à Casa Branca mais conservador desde Barry Goldwater, em 1964.
"Mas o fato de Cruz ser um mau candidato não torna Trump bom", conclui o estatístico. "É uma perplexidade que as elites republicanas tenham se resignado a nomear Trump ou Cruz quando outros nove candidatos estão concorrendo e ninguém votou até agora."
As eleições primárias começam em 1º de fevereiro.
Se 33% dos eleitores têm uma imagem favorável de Trump, 58% têm uma imagem desfavorável, especialmente os democratas e os independentes, observa Silver no sítio 538.com, o número de grandes eleitores do Colégio Eleitoral que elege o presidente dos EUA com base nas votações obtidas em cada estado.
Como o partidarismo é forte nos EUA, Silver admite que muitos republicanos votariam em Trump simplesmente por ser o candidato do partido. Também reconhece que o magnata imobiliário tem instintos políticos tão agudos que pode, uma vez nomeado candidato republicano, marchar para o centro para tentar conquistar o eleitorado independente.
Uma recessão ou um atentado terrorista ajudariam o bilionário e seu estilo rolo-compressor. "Mas Trump começa com uma grande desvantagem: a maioria dos americanos simplesmente não gosta do cara", observa o matemático.
O único pré-candidato com saldo positivo entre imagem favorável e desfavorável é o senador socialista Bernie Sanders, que disputa a candidatura democrata com a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e não tem nenhuma chance de ser escolhido, a não ser que algo catastrófico aconteça na campanha da ex-primeira-dama. Um socialista não tem nenhuma chance de ser eleito presidente dos EUA.
Hillary também enfrenta rejeição pelos escândalos e negócios do ex-presidente Bill Clinton, por ter usado uma conta de correio eletrônico pessoal quando chefiava a diplomacia americana e outros deslizes. Não é uma figura simpática. Ela tem 42% de imagem favorável e 50% desfavorável.
Trump é o pior de todos. Ao chamar os mexicanos de criminosos e estupradores, e prometer construir um muro na fronteira com o México, Trump ergueu um muro entre o partido e o eleitorado de origem latino-americana. Quando ameaçou proibir a entrada de muçulmanos nos EUA, violou o princípio de liberdade religiosa inscrito na Constituição e alienou outra parcela do eleitorado.
Nas últimas pesquisas para a eleição presidencial de 8 de novembro de 2016, Clinton tem uma vantagem de cinco pontos percentuais sobre Trump e fica praticamente empatada com o senador pela Flórida Marco Rubio, descendente de imigrantes cubanos, que aparece em terceiro na disputa pela candidatura republicana e seria hoje o preferido da cúpula do partido.
Talvez só o senador texano Ted Cruz, filho de pai cubano, seja um candidato pior do Trump, na análise de Silver. O eleitorado americano rejeita candidatos a presidente extremistas e Cruz é o candidato à Casa Branca mais conservador desde Barry Goldwater, em 1964.
"Mas o fato de Cruz ser um mau candidato não torna Trump bom", conclui o estatístico. "É uma perplexidade que as elites republicanas tenham se resignado a nomear Trump ou Cruz quando outros nove candidatos estão concorrendo e ninguém votou até agora."
As eleições primárias começam em 1º de fevereiro.
China anuncia crescimento de 6,9% no ano passado
O ritmo de crescimento da China caiu para 6,8% ao ano no quarto trimestre de 2015. No ano como um todo, a segunda maior economia do mundo avançou oficialmente 6,9%, desacelerando em relação aos 7,3% de 2014.
Foi o quarto ano de desaceleração e o pior resultado desde 1990, quando o país estava sob o impacto das sanções internacionais por causa do Massacre na Praça da Paz Celestial em Beijim em 1989 - e muitos analistas duvidam dos dados oficiais chineses.
Se a economia estivesse realmente dentro da meta, o governo não faria as intervenções nos mercados financeiro e de câmbio realizadas ao longo do ano, e o Banco Popular da China não teria reduzido as taxas básicas de juros cinco vezes.
Em 2015, a produção de aço da China baixou 2,5%, a primeira queda em 30 anos. A produção industrial de valor agregado cresceu 5,9% num ano, abaixo da expectativa. A melhor notícia foi um avanço de 11,1% nas vendas no varejo na comparação anual.
As exportações e as importações diminuíram, as bolsas de valores e a moeda perderam valor. O governo interveio nos mercados financeiros sem resolver o problema, abalando sua reputação de administrador econômico competente.
Até onde vai a desaceleração da China é talvez a maior pergunta a intrigar o mercado neste início de ano. O regime comunista chinês parecia determinado a reorientar a economia do comércio exterior para o mercado interno, mas as desvalorizações do iuane indicam uma intenção de voltar ao modelo exportador para garantir o crescimento e a geração de empregos necessários para manter a estabilidade social.
Com excesso de capacidade instalada na indústria e um grande estoque de apartamentos desabitados, 2016 deve ser ainda mais difícil. Os instrumentos usados tradicionalmente pelo governo chinês para estimular a economia, investimento em infraestrutura, crédito fácil e incentivo às exportações, parecem cada vez menos eficazes.
Foi o quarto ano de desaceleração e o pior resultado desde 1990, quando o país estava sob o impacto das sanções internacionais por causa do Massacre na Praça da Paz Celestial em Beijim em 1989 - e muitos analistas duvidam dos dados oficiais chineses.
Se a economia estivesse realmente dentro da meta, o governo não faria as intervenções nos mercados financeiro e de câmbio realizadas ao longo do ano, e o Banco Popular da China não teria reduzido as taxas básicas de juros cinco vezes.
Em 2015, a produção de aço da China baixou 2,5%, a primeira queda em 30 anos. A produção industrial de valor agregado cresceu 5,9% num ano, abaixo da expectativa. A melhor notícia foi um avanço de 11,1% nas vendas no varejo na comparação anual.
As exportações e as importações diminuíram, as bolsas de valores e a moeda perderam valor. O governo interveio nos mercados financeiros sem resolver o problema, abalando sua reputação de administrador econômico competente.
Até onde vai a desaceleração da China é talvez a maior pergunta a intrigar o mercado neste início de ano. O regime comunista chinês parecia determinado a reorientar a economia do comércio exterior para o mercado interno, mas as desvalorizações do iuane indicam uma intenção de voltar ao modelo exportador para garantir o crescimento e a geração de empregos necessários para manter a estabilidade social.
Com excesso de capacidade instalada na indústria e um grande estoque de apartamentos desabitados, 2016 deve ser ainda mais difícil. Os instrumentos usados tradicionalmente pelo governo chinês para estimular a economia, investimento em infraestrutura, crédito fácil e incentivo às exportações, parecem cada vez menos eficazes.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Ganhadora do Nobel da Paz desafia Irã a soltar presos políticos
Diante da euforia com o acordo nuclear histórico do Irã com as grandes potências das Nações Unidas, a advogada defensora dos direitos humanos Chirin Ebadi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2003, lançou um desafio ao presidente Hassan Rouhani: liberte os presos políticos do país.
No sábado, os Estados Unidos e a União Europeia suspenderam as sanções ao Irã depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) certificou que a república islâmica está cumprindo o acordo. O Irã soltou quatro iraniano-americanos presos e os EUA libertaram sete iranianos.
Aproveitando a oportunidade, Ebadi enviou a seguinte carta aberta ao presidente:
"Senhor Rouhani, respeitável presidente do Irã,
"A entrada em vigor do acordo nuclear e o início do levantamento das sanções são um passo importante e eu espero que o povo iraniano possa se beneficiar de suas consequências mesmo se os bilhões de dólares gastos em programas errôneos deixarem um profundo desgosto nos iranianos.
"Uma nova era se abre com a suspensão das sanções econômicas. O que me levou a vos escrever esta carta é a boa notícia da libertação de quatro iraniano-americanos detidos pela República Islâmica sob pretextos sem fundamento. Estou feliz que a animosidade que reinava durante anos na política externa iraniana - com efeitos negativos sobre as situações econômica e política do Irã - tenha chegado ao fim e que o fruto desta reconciliação seja a libertação de prisioneiros políticos, em outras palavras, de reféns das relações bilaterais. No entanto, no Irã, os prisioneiros políticos e ideológicos são privados de um julgamento justo, na ausência de tribunais imparciais. Para falar a verdade, eles são reféns dos agentes dos serviços secretos.
"Atualmente, uma questão se põe para muitos cidadãos: quando chegará enfim o momento de uma reconciliação com o povo iraniano para que os reféns do Ministério da Informação - o estudante Omid Kavakebi, o advogado Abdolfattah Soltani, a militante pelos direitos civis Narguess Mohammadi e dezenas de outros presos - sejam libertados?
"O poder iraniano se reconcilia com seu inimigo de 35 anos [os EUA] e fico surpresa de ver que não se reconcilia com seu próprio povo. Se o Conselho de Segurança Nacional pode libertar um jornalista [Jason Rezaian, correspondente do jornal The Washington Post] tomado como refém para festejar a reconciliação com os americanos, por que não libertar um professor universitário [o ex-primeiro-ministro e ex-candidato a presidente Hossein Mussavi, em prisão domiciliar desde 2011]? Fico desolada porque os prisioneiros que só tem a nacionalidade iraniana devem ficar na prisão de maneira injusta.
"Senhor Presidente, o senhor esqueceu o juramento de defender a Constituição? Que os prisioneiros políticos e ideológicos do Irã devem ser julgados publicamente diante de um júri?
"Espero que chegue o dia da reconciliação com o povo iraniano e que possamos testemunhar a abertura das portas das prisões e a libertação de todos os presos políticos e ideológicos."
No sábado, os Estados Unidos e a União Europeia suspenderam as sanções ao Irã depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) certificou que a república islâmica está cumprindo o acordo. O Irã soltou quatro iraniano-americanos presos e os EUA libertaram sete iranianos.
Aproveitando a oportunidade, Ebadi enviou a seguinte carta aberta ao presidente:
"Senhor Rouhani, respeitável presidente do Irã,
"A entrada em vigor do acordo nuclear e o início do levantamento das sanções são um passo importante e eu espero que o povo iraniano possa se beneficiar de suas consequências mesmo se os bilhões de dólares gastos em programas errôneos deixarem um profundo desgosto nos iranianos.
"Uma nova era se abre com a suspensão das sanções econômicas. O que me levou a vos escrever esta carta é a boa notícia da libertação de quatro iraniano-americanos detidos pela República Islâmica sob pretextos sem fundamento. Estou feliz que a animosidade que reinava durante anos na política externa iraniana - com efeitos negativos sobre as situações econômica e política do Irã - tenha chegado ao fim e que o fruto desta reconciliação seja a libertação de prisioneiros políticos, em outras palavras, de reféns das relações bilaterais. No entanto, no Irã, os prisioneiros políticos e ideológicos são privados de um julgamento justo, na ausência de tribunais imparciais. Para falar a verdade, eles são reféns dos agentes dos serviços secretos.
"Atualmente, uma questão se põe para muitos cidadãos: quando chegará enfim o momento de uma reconciliação com o povo iraniano para que os reféns do Ministério da Informação - o estudante Omid Kavakebi, o advogado Abdolfattah Soltani, a militante pelos direitos civis Narguess Mohammadi e dezenas de outros presos - sejam libertados?
"O poder iraniano se reconcilia com seu inimigo de 35 anos [os EUA] e fico surpresa de ver que não se reconcilia com seu próprio povo. Se o Conselho de Segurança Nacional pode libertar um jornalista [Jason Rezaian, correspondente do jornal The Washington Post] tomado como refém para festejar a reconciliação com os americanos, por que não libertar um professor universitário [o ex-primeiro-ministro e ex-candidato a presidente Hossein Mussavi, em prisão domiciliar desde 2011]? Fico desolada porque os prisioneiros que só tem a nacionalidade iraniana devem ficar na prisão de maneira injusta.
"Senhor Presidente, o senhor esqueceu o juramento de defender a Constituição? Que os prisioneiros políticos e ideológicos do Irã devem ser julgados publicamente diante de um júri?
"Espero que chegue o dia da reconciliação com o povo iraniano e que possamos testemunhar a abertura das portas das prisões e a libertação de todos os presos políticos e ideológicos."
Marrocos prende belga ligado aos atentados em Paris
O Marrocos anunciou hoje a prisão de um belga de origem marroquina suspeito de ligação direta com os atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris, informou a televisão britânica Sky News.
Nas redes sociais, especulou-se que seria Salah Abdeslam, o único sobrevivente do ataque à capital da França, considerado o homem mais procurado da Europa. Mas as autoridades marroquinas o identificaram como Gelel Attar, noticiou o jornal francês Le Monde.
Ele era próximo de Abdelhamid Abaaoud, considerado o idealizador dos atentados, e de Chakib Akrouh, um dos terroristas que atiraram contra pessoas em bares, cafés e restaurantes do 10º e do 11º distritos de Paris.
Chakib estava no apartamento na cidade-satélite de Saint-Denis atacado cinco dias depois na busca por Abaaoud e detonou os explosivos que tinha junto ao corpo quando a polícia invadiu.
O Ministério do Interior do Marrocos afirma que Attar lutou ao lado da Jabhat al-Nusra (Frente para a Vitória), braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil síria, onde chegou em companhia de Akouh, antes de aderir ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Na Síria, além de treinamento militar, ele teria entrado em contato com comandantes do Estado Islâmico, entre eles Abaaoud.
Ao sair da Síria, Attar foi da Turquia para a Alemanha e de lá para a Bélgica. Depois dos atentados, teria fugido para o Marrocos através da Holanda.
Nas redes sociais, especulou-se que seria Salah Abdeslam, o único sobrevivente do ataque à capital da França, considerado o homem mais procurado da Europa. Mas as autoridades marroquinas o identificaram como Gelel Attar, noticiou o jornal francês Le Monde.
Ele era próximo de Abdelhamid Abaaoud, considerado o idealizador dos atentados, e de Chakib Akrouh, um dos terroristas que atiraram contra pessoas em bares, cafés e restaurantes do 10º e do 11º distritos de Paris.
Chakib estava no apartamento na cidade-satélite de Saint-Denis atacado cinco dias depois na busca por Abaaoud e detonou os explosivos que tinha junto ao corpo quando a polícia invadiu.
O Ministério do Interior do Marrocos afirma que Attar lutou ao lado da Jabhat al-Nusra (Frente para a Vitória), braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil síria, onde chegou em companhia de Akouh, antes de aderir ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Na Síria, além de treinamento militar, ele teria entrado em contato com comandantes do Estado Islâmico, entre eles Abaaoud.
Ao sair da Síria, Attar foi da Turquia para a Alemanha e de lá para a Bélgica. Depois dos atentados, teria fugido para o Marrocos através da Holanda.
Atentado suicida contra mesquita mata quatro pessoas em Camarões
Um atentado terrorista suicida contra uma mesquita deixou quatro mortos e dois feridos hoje no Norte da República de Camarões, um país da África Ocidental atacado repetidas vezes pela milícia extremista muçulmana Boko Haram, noticiou a Agência France Presse (AFP).
Sob intensa pressão dos exércitos da Nigéria e de países vizinhos desde a posse do presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, em 29 de maio de 2015, o grupo Boko Haram apela cada vez mais para o terrorismo. Tem usado mulheres-bomba para driblar as forças de segurança.
Buhari chegou a declarar no fim do ano passado que a revolta do grupo jihadista estava derrotada. O Boko Haram, que hoje se apresenta como Estado Islâmico da África Ocidental, perdeu território, mas mantém a ameaça como organização terrorista.
Pelo menos 15 mil pessoas foram mortas na região desde que o Boko Haram aderiu à luta armada, em 2009.
Sob intensa pressão dos exércitos da Nigéria e de países vizinhos desde a posse do presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, em 29 de maio de 2015, o grupo Boko Haram apela cada vez mais para o terrorismo. Tem usado mulheres-bomba para driblar as forças de segurança.
Buhari chegou a declarar no fim do ano passado que a revolta do grupo jihadista estava derrotada. O Boko Haram, que hoje se apresenta como Estado Islâmico da África Ocidental, perdeu território, mas mantém a ameaça como organização terrorista.
Pelo menos 15 mil pessoas foram mortas na região desde que o Boko Haram aderiu à luta armada, em 2009.
62 bilionários têm tanta riqueza quanto 3,6 bilhões mais pobres
A crise econômica internacional aumentou ainda mais a concentração da riqueza. Hoje o 1% mais rico tem mais do que os outros 99% e 62 bilionários têm tanta riqueza quanto o conjunto dos 3,6 bilhões mais pobres, adverte relatório divulgado hoje pela organização não governamental britânica Oxfam (Comitê de Oxford para o Alívio da Fome).
Os números são impressionantes: "Uma rede global de paraísos fiscais permite aos indivíduos mais ricos esconder US$ 7,6 trilhões" das autoridades fiscais, mais do que toda a riqueza produzida anualmente na Alemanha e no Reino Unido juntos, denuncia o estudo. A receita perdida é estimada em US$ 190 bilhões por ano. "A luta contra a pobreza não será vencida enquanto a desigualdade não for atacada."
Em 2015, os 62 mais ricos acumulavam tanta riqueza quanto a metade mais pobre da humanidade. Em 2010, era necessário juntar as fortunas dos 388 mais ricos para tanto, alerta o documento, divulgado dois dias antes antes do início da reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
A riqueza dos 62 mais ricos aumentou 44% nos últimos cinco anos. Eles ganharam em conjunto mais US$ 542 bilhões. A metade mais pobre ganhou 41% menos do antes, uma perda de US$ 1 trilhão.
Desde o início do século, a metade mais pobre levou apenas 1% do aumento da renda mundial, enquanto metade foi para o 1% mais rico.
"No Brasil, onde a desigualdade de renda permanece extremamente alta, a renda dos 50% mais pobres mais do que dobrou em termos reais entre 1988 e 2011, aumentando um pouco mais rápido do que a dos 10% mais ricos", observa a Oxfam. "Mas o aumento da renda dos 10% mais ricos representou muito mais dólares em termos absolutos, tanto que a diferença entre as rendas médias dos dois grupos também quase dobrou", de US$ 113 bilhões para US$ 194 bilhões.
O relatório reconhece que o número de pessoas vivendo na miséria caiu pela metade entre 1990 e 2010, quando 1 bilhão de pessoas saíram da pobreza absoluta, mas faz uma ressalva: mais 200 milhões teriam saído da miséria se a concentração da riqueza não tivesse aumentado.
Se os pobres houvessem recebido uma fatia maior do crescimento do que os ricos, seriam 700 milhões a mais, afirma a Oxfam.
Pelos cálculos do Banco Mundial, 700 milhões de pessoas ainda vivem na pobreza absoluta, ganhando menos de US$ 1,90 (R$ 7,66) por dia. Neste ritmo, se não houver um crescimento que beneficie os mais pobres, a pobreza absoluta não será erradicada e, em 2030, ainda haverá 500 milhões de miseráveis.
O Fundo Monetário Internacional constatou que países com maior desigualdade de renda também revelam maior desigualdade entre homens e mulheres, em saúde, educação, participação no mercado de trabalho e representação parlamentar.
Em quase todos os países ricos e na maior parte dos países em desenvolvimento, a fatia da renda nacional que remunera o trabalho diminui enquanto os ganhos do capital (juros, dividendos, lucros e aluguéis) avançam em ritmo superior ao crescimento da economia.
A sonegação de impostos e a redução dos impostos sobre estes ganhos ampliam a desigualdade. Como observou o bilionário e megainvestidor americano Warren Buffett, no país mais rico do mundo, ele paga impostos numa alíquota menor do que todos os outros em seu escritório, inclusive a faxineira e a secretária.
Cerca de 30% da riqueza dos africanos mais ricos, num total de US$ 500 bilhões, estão guardados em paraísos fiscais. Isso implica uma perda de receita de US$ 14 bilhões no continente mais pobre do mundo. Esse dinheiro seria suficiente para evitar a morte de 4 milhões de crianças e empregar professores suficientes para educar todas as crianças da África.
Desde 2009, a remuneração dos diretores-presidentes das grandes empresas dos Estados Unidos subiu 54,3%, enquanto os salários reais ficaram praticamente estagnados. Na Índia, os diretores-presidentes de empresas de informática recebem em média 416 vezes mais do que o salário médio dos empregados.
"No Brasil e no México, os povos indígenas são desproporcionalmente afetados pela destruição de suas terras ancestrais quando florestas são derrubadas para abrir espaço para a mineração e a agricultura", afirma a Oxfam. As privatizações, "como aconteceu na Rússia depois da queda do comunista, por exemplo, geraram enormes fortunas da noite para o dia para um pequeno grupo de indivíduos."
O setor financeiro, amplamente beneficiado pelo sigilo bancário, a desregulamentação, as privatizações e a globalização da economia, é responsável hoje por um em cada cinco bilionários. Um estudo recente da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que os países com setores financeiros maiores sofrem com maior instabilidade econômica e desigualdade.
No setor têxtil, grandes empresas abusam de seu poder de mercado para pagar salários de fome, diz o relatório. De 2001 a 2011, os salários dos tecelões nos 15 maiores exportadores de tecidos caíram em termos reais, em parte pela aceitação de salários menores pelas mulheres, uma estratégia para aumentar os lucros.
Para atacar o problema, que agrava a crise econômica mundial, a Oxfam faz uma série de propostas:
• Aumentar os salários mínimos para níveis que garantam uma vida digna, aumentar a transparência para revelar as desigualdades entre assalariados e executivos, e proteger o direito do trabalhador de se organizar em sindicatos e fazer greve.
• Promover os direitos das mulheres e salários iguais para homens e mulheres na mesma função, e dar os mesmos direitos às mulheres na divisão de heranças entre a família.
• Controlar a influência de elites econômicas fiscalizando lobistas e criando regras rígidas para evitar conflitos de interesses; garantir o acesso do público a informações sobre orçamentos e gastos públicos; evitar o financiamento eleitoral por empresas; e tomar medidas para evitar a circulação em portas giratórias entre grandes empresas e o governo.
• Mudar o sistema global de pesquisa e desenvolvimento da indústria farmacêutica para garantir a todos o acesso a medicamentos apropriados a preços módicos, excluindo as regras sobre propriedade intelectual de acordos comerciais.
• Mudar a carga fiscal sobre o trabalho e o consumo para impostos sobre a riqueza, o capital e a renda; aumentar a transparência sobre incentivos fiscais; e introduzir impostos nacionais sobre a riqueza.
• Orientar os gastos públicos para combater a desigualdade, priorizando investimentos em saúde e educação gratuitas, aumentando a participação do setor público na oferta de serviços essenciais.
De imediato, a Oxfam desafia os líderes mundiais a acabar com os paraísos fiscais.
Os números são impressionantes: "Uma rede global de paraísos fiscais permite aos indivíduos mais ricos esconder US$ 7,6 trilhões" das autoridades fiscais, mais do que toda a riqueza produzida anualmente na Alemanha e no Reino Unido juntos, denuncia o estudo. A receita perdida é estimada em US$ 190 bilhões por ano. "A luta contra a pobreza não será vencida enquanto a desigualdade não for atacada."
Em 2015, os 62 mais ricos acumulavam tanta riqueza quanto a metade mais pobre da humanidade. Em 2010, era necessário juntar as fortunas dos 388 mais ricos para tanto, alerta o documento, divulgado dois dias antes antes do início da reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
A riqueza dos 62 mais ricos aumentou 44% nos últimos cinco anos. Eles ganharam em conjunto mais US$ 542 bilhões. A metade mais pobre ganhou 41% menos do antes, uma perda de US$ 1 trilhão.
Desde o início do século, a metade mais pobre levou apenas 1% do aumento da renda mundial, enquanto metade foi para o 1% mais rico.
"No Brasil, onde a desigualdade de renda permanece extremamente alta, a renda dos 50% mais pobres mais do que dobrou em termos reais entre 1988 e 2011, aumentando um pouco mais rápido do que a dos 10% mais ricos", observa a Oxfam. "Mas o aumento da renda dos 10% mais ricos representou muito mais dólares em termos absolutos, tanto que a diferença entre as rendas médias dos dois grupos também quase dobrou", de US$ 113 bilhões para US$ 194 bilhões.
O relatório reconhece que o número de pessoas vivendo na miséria caiu pela metade entre 1990 e 2010, quando 1 bilhão de pessoas saíram da pobreza absoluta, mas faz uma ressalva: mais 200 milhões teriam saído da miséria se a concentração da riqueza não tivesse aumentado.
Se os pobres houvessem recebido uma fatia maior do crescimento do que os ricos, seriam 700 milhões a mais, afirma a Oxfam.
Pelos cálculos do Banco Mundial, 700 milhões de pessoas ainda vivem na pobreza absoluta, ganhando menos de US$ 1,90 (R$ 7,66) por dia. Neste ritmo, se não houver um crescimento que beneficie os mais pobres, a pobreza absoluta não será erradicada e, em 2030, ainda haverá 500 milhões de miseráveis.
O Fundo Monetário Internacional constatou que países com maior desigualdade de renda também revelam maior desigualdade entre homens e mulheres, em saúde, educação, participação no mercado de trabalho e representação parlamentar.
Em quase todos os países ricos e na maior parte dos países em desenvolvimento, a fatia da renda nacional que remunera o trabalho diminui enquanto os ganhos do capital (juros, dividendos, lucros e aluguéis) avançam em ritmo superior ao crescimento da economia.
A sonegação de impostos e a redução dos impostos sobre estes ganhos ampliam a desigualdade. Como observou o bilionário e megainvestidor americano Warren Buffett, no país mais rico do mundo, ele paga impostos numa alíquota menor do que todos os outros em seu escritório, inclusive a faxineira e a secretária.
Cerca de 30% da riqueza dos africanos mais ricos, num total de US$ 500 bilhões, estão guardados em paraísos fiscais. Isso implica uma perda de receita de US$ 14 bilhões no continente mais pobre do mundo. Esse dinheiro seria suficiente para evitar a morte de 4 milhões de crianças e empregar professores suficientes para educar todas as crianças da África.
Desde 2009, a remuneração dos diretores-presidentes das grandes empresas dos Estados Unidos subiu 54,3%, enquanto os salários reais ficaram praticamente estagnados. Na Índia, os diretores-presidentes de empresas de informática recebem em média 416 vezes mais do que o salário médio dos empregados.
"No Brasil e no México, os povos indígenas são desproporcionalmente afetados pela destruição de suas terras ancestrais quando florestas são derrubadas para abrir espaço para a mineração e a agricultura", afirma a Oxfam. As privatizações, "como aconteceu na Rússia depois da queda do comunista, por exemplo, geraram enormes fortunas da noite para o dia para um pequeno grupo de indivíduos."
O setor financeiro, amplamente beneficiado pelo sigilo bancário, a desregulamentação, as privatizações e a globalização da economia, é responsável hoje por um em cada cinco bilionários. Um estudo recente da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que os países com setores financeiros maiores sofrem com maior instabilidade econômica e desigualdade.
No setor têxtil, grandes empresas abusam de seu poder de mercado para pagar salários de fome, diz o relatório. De 2001 a 2011, os salários dos tecelões nos 15 maiores exportadores de tecidos caíram em termos reais, em parte pela aceitação de salários menores pelas mulheres, uma estratégia para aumentar os lucros.
Para atacar o problema, que agrava a crise econômica mundial, a Oxfam faz uma série de propostas:
• Aumentar os salários mínimos para níveis que garantam uma vida digna, aumentar a transparência para revelar as desigualdades entre assalariados e executivos, e proteger o direito do trabalhador de se organizar em sindicatos e fazer greve.
• Promover os direitos das mulheres e salários iguais para homens e mulheres na mesma função, e dar os mesmos direitos às mulheres na divisão de heranças entre a família.
• Controlar a influência de elites econômicas fiscalizando lobistas e criando regras rígidas para evitar conflitos de interesses; garantir o acesso do público a informações sobre orçamentos e gastos públicos; evitar o financiamento eleitoral por empresas; e tomar medidas para evitar a circulação em portas giratórias entre grandes empresas e o governo.
• Mudar o sistema global de pesquisa e desenvolvimento da indústria farmacêutica para garantir a todos o acesso a medicamentos apropriados a preços módicos, excluindo as regras sobre propriedade intelectual de acordos comerciais.
• Mudar a carga fiscal sobre o trabalho e o consumo para impostos sobre a riqueza, o capital e a renda; aumentar a transparência sobre incentivos fiscais; e introduzir impostos nacionais sobre a riqueza.
• Orientar os gastos públicos para combater a desigualdade, priorizando investimentos em saúde e educação gratuitas, aumentando a participação do setor público na oferta de serviços essenciais.
De imediato, a Oxfam desafia os líderes mundiais a acabar com os paraísos fiscais.
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domingo, 17 de janeiro de 2016
EUA impõe novas sanções ao Irã por teste de mísseis
Apesar da implementação do acordo nuclear e da troca de prisioneiros, os Estados Unidos impuseram novas sanções ao Irã por causa de um teste recente de mísseis balísticos proibido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, reportou a televisão pública britânica BBC.
As novas sanções impedem o acesso de 11 pessoas e entidades ligadas ao programa de mísseis da república islâmica ao sistema financeiro dos EUA.
Em outubro de 2015, o Irã testou um míssil balístico guiado de longo alcance e alta precisão capaz de levar carga nuclear, violando determinação da ONU.
Ontem, os EUA e a União Europeia iniciaram a suspensão gradual das sanções aplicadas contra o programa nuclear iraniano com base em acordo firmado em julho passado pelas grandes potências da ONU, a Alemanha e o Irã.
Ao celebrar a implementação do acordo nuclear como uma medida para evitar uma guerra no Oriente Médio, o presidente Barack Obama declarou que serão mantidas sanções pelo desenvolvimento da tecnologia de mísseis e por causa de apoio ao terrorismo e violações dos direitos humanos no Irã. Mas as novas sanções são mais cosméticas para dar uma satisfação à oposição republicana e aos aliados dos EUA contrários ao acordo, como Arábia Saudita e Israel.
As novas sanções impedem o acesso de 11 pessoas e entidades ligadas ao programa de mísseis da república islâmica ao sistema financeiro dos EUA.
Em outubro de 2015, o Irã testou um míssil balístico guiado de longo alcance e alta precisão capaz de levar carga nuclear, violando determinação da ONU.
Ontem, os EUA e a União Europeia iniciaram a suspensão gradual das sanções aplicadas contra o programa nuclear iraniano com base em acordo firmado em julho passado pelas grandes potências da ONU, a Alemanha e o Irã.
Ao celebrar a implementação do acordo nuclear como uma medida para evitar uma guerra no Oriente Médio, o presidente Barack Obama declarou que serão mantidas sanções pelo desenvolvimento da tecnologia de mísseis e por causa de apoio ao terrorismo e violações dos direitos humanos no Irã. Mas as novas sanções são mais cosméticas para dar uma satisfação à oposição republicana e aos aliados dos EUA contrários ao acordo, como Arábia Saudita e Israel.
Atentado terrorista suicida mata 13 pessoas em Jalalabade
Um homem-bomba matou pelo menos 13 pessoas ao se autodetonar hoje durante uma reunião de líderes tribais na casa de um político em Jalalabade, no Afeganistão, informou a televisão pública britânica BBC.
O ataque aconteceu às vésperas do início de uma segunda rodada de conversas para tentar retomar negociações de paz com a milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes). Obaiduallah Chinwari, aliado do presidente Achraf Ghani, festejava a libertação de dois irmãos que estavam em poder dos rebeldes.
Jalalabade é a capital da provincia de Nangarhar, onde há dois distritos sob controle do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que tenta se infiltrar no Afeganistão em sua competição com a rede terrorista Al Caeda pela liderança do movimento jihadista internacional.
Na semana passada, representantes do Afeganistão, da China, dos Estados Unidos e do Paquistão se reuniram para tentar organizar negociações de paz entre o governo Achraf Ghani e os talebã.
O novo líder da milícia, o mulá Akhtar Mansur, tinha iniciado os contatos com o governo, mas a revelação de que o fundador dos Talebã, o mulá Mohamed Omar, tinha morrido há dois anos quando sua morte foi revelada deflagrou uma disputa interna pelo poder e aumentou a agressividade dos ataques dos rebeldes.
Em setembro de 2015, os Talebã chegaram a tomar a cidade de Kunduz, numa de suas ações mais ousadas desde a invasão americana de 2001 para vingar os atentados de 11 de setembro daquele ano contra os EUA. A Guerra do Afeganistão já é a mais longa da história dos EUA.
O ataque aconteceu às vésperas do início de uma segunda rodada de conversas para tentar retomar negociações de paz com a milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes). Obaiduallah Chinwari, aliado do presidente Achraf Ghani, festejava a libertação de dois irmãos que estavam em poder dos rebeldes.
Jalalabade é a capital da provincia de Nangarhar, onde há dois distritos sob controle do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que tenta se infiltrar no Afeganistão em sua competição com a rede terrorista Al Caeda pela liderança do movimento jihadista internacional.
Na semana passada, representantes do Afeganistão, da China, dos Estados Unidos e do Paquistão se reuniram para tentar organizar negociações de paz entre o governo Achraf Ghani e os talebã.
O novo líder da milícia, o mulá Akhtar Mansur, tinha iniciado os contatos com o governo, mas a revelação de que o fundador dos Talebã, o mulá Mohamed Omar, tinha morrido há dois anos quando sua morte foi revelada deflagrou uma disputa interna pelo poder e aumentou a agressividade dos ataques dos rebeldes.
Em setembro de 2015, os Talebã chegaram a tomar a cidade de Kunduz, numa de suas ações mais ousadas desde a invasão americana de 2001 para vingar os atentados de 11 de setembro daquele ano contra os EUA. A Guerra do Afeganistão já é a mais longa da história dos EUA.
Estado Islâmico sequestra 400 civis em Deir el-Zur
Milicianos da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante sequestraram ontem pelo menos 400 civis num ataque a áreas dominadas pela ditadura de Bachar Assad na cidade de Deir el-Zur, no Leste da Síria, noticiou hoje a agência Reuters citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil no país.
Capital da província de mesmo nome, Deir el-Zur é um ponto de ligação entre os territórios controlados pelo Estado Islâmico no Iraque e a cidade síria de Rakka, declarada capital do califado proclamado em 29 de junho de 2014 pelo líder supremo do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, o Califa Ibrahim. Os reféns teriam sido levados para Rakka.
A agência de notícias oficial síria SANA anunciou a morte de pelo menos 300 pessoas nos combates, mas não falou em sequestro. O governo sírio condenou as mortes. O Estado Islâmico já massacrou vários milhares de inimigos e civis capturados.
Sob a liderança dos Estados Unidos e da Rússia, as Nações Unidas pretendem iniciar negociações de paz a partir de 25 de janeiro entre o regime e alguns grupos rebeldes, mas não o Estado Islâmico, que se nega a negociar.
Capital da província de mesmo nome, Deir el-Zur é um ponto de ligação entre os territórios controlados pelo Estado Islâmico no Iraque e a cidade síria de Rakka, declarada capital do califado proclamado em 29 de junho de 2014 pelo líder supremo do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, o Califa Ibrahim. Os reféns teriam sido levados para Rakka.
A agência de notícias oficial síria SANA anunciou a morte de pelo menos 300 pessoas nos combates, mas não falou em sequestro. O governo sírio condenou as mortes. O Estado Islâmico já massacrou vários milhares de inimigos e civis capturados.
Sob a liderança dos Estados Unidos e da Rússia, as Nações Unidas pretendem iniciar negociações de paz a partir de 25 de janeiro entre o regime e alguns grupos rebeldes, mas não o Estado Islâmico, que se nega a negociar.
Hillary amplia vantagem na disputa pela candidatura democrata
A duas semanas do início das eleições primárias que vão escolher os candidatos dos grandes partidos à Presidência dos Estados Unidos em 2016, a ex-secretária de Estado e ex-primeira dama Hillary Clinton ampliou sua vantagem sobre o senador socialista Bernie Sanders na disputa pela indicação do Partido Democrata, revela uma pesquisa da rede de televisão NBC e do jornal The Wall Street Journal.
Hillary lidera a corrida à Casa Branca entre os democratas com 59% das preferências contra 34% para Sanders, uma vantagem de 25 pontos. Em dezembro, a ex-secretária estava 19 pontos à frente.
A nova pesquisa sai no momento em que as pesquisas sobre a prévia no estado de Novo Hampshire e as convenções regionais de Iowa apontam uma disputa apertada entre os democratas. De qualquer forma, a expectativa é que Hillary abra uma vantagem confortável nos estados do Sul e conquiste a candidatura sem problemas.
Hillary lidera a corrida à Casa Branca entre os democratas com 59% das preferências contra 34% para Sanders, uma vantagem de 25 pontos. Em dezembro, a ex-secretária estava 19 pontos à frente.
A nova pesquisa sai no momento em que as pesquisas sobre a prévia no estado de Novo Hampshire e as convenções regionais de Iowa apontam uma disputa apertada entre os democratas. De qualquer forma, a expectativa é que Hillary abra uma vantagem confortável nos estados do Sul e conquiste a candidatura sem problemas.
sábado, 16 de janeiro de 2016
EUA e UE suspendem sanções econômicas ao Irã
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) certificou oficialmente hoje que o Irã está cumprindo o acordo firmado em 14 de julho de 2015 com as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha para desarmar o programa nuclear iraniano. Em consequência, os Estados Unidos e a União Europeia levantaram as sanções econômicas à república islâmica.
É o fim do isolamento econômico do país, mas a situação será reavaliada para garantir o cumprimento do acordo.
De imediato, o fim das sanções dará ao Irã acesso a US$ 100 bilhões congelados no exterior. O país voltará a vender petróleo no mercado internacional, aumentando ainda mais o excesso de oferta que causou uma queda de 70% nos preços desde junho de 2014.
"É o primeiro dia de um mundo mais seguro", festejou o secretário de Estado americano, John Kerry, principal negociador dos EUA.
Horas antes, o regime dos aiatolás anunciou a libertação de quatro americanos, entre eles o correspondente do jornal The Washington Post Jason Rezaian. Em troca, os EUA soltaram sete presos iranianos.
Na semana passada, dez marinheiros de dois barcos-patrulha detidos ao invadir águas territoriais iranianas foram libertados em 24 horas, depois de cinco telefonemas de Kerry ao ministro do Exterior do Irã, Mohamed Javad Zarif.
É o fim do isolamento econômico do país, mas a situação será reavaliada para garantir o cumprimento do acordo.
De imediato, o fim das sanções dará ao Irã acesso a US$ 100 bilhões congelados no exterior. O país voltará a vender petróleo no mercado internacional, aumentando ainda mais o excesso de oferta que causou uma queda de 70% nos preços desde junho de 2014.
"É o primeiro dia de um mundo mais seguro", festejou o secretário de Estado americano, John Kerry, principal negociador dos EUA.
Horas antes, o regime dos aiatolás anunciou a libertação de quatro americanos, entre eles o correspondente do jornal The Washington Post Jason Rezaian. Em troca, os EUA soltaram sete presos iranianos.
Na semana passada, dez marinheiros de dois barcos-patrulha detidos ao invadir águas territoriais iranianas foram libertados em 24 horas, depois de cinco telefonemas de Kerry ao ministro do Exterior do Irã, Mohamed Javad Zarif.
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China lança Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura
Em cerimônia em Beijim, o presidente Xi Jinping anunciou hoje oficialmente a criação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, do inglês), uma alternativa ao Banco Mundial para financiar o desenvolvimento, informou a agência de notícias Reuters.
A contribuição inicial da China será de US$ 29,78 bilhões, de um total de US$ 100 bilhões. Vários aliados dos Estados Unidos aderiram ao projeto, inclusive a Alemanha, a Austrália, a Itália, o Reino Unido, a Coreia do Sul e as Filipinas.
O novo banco não significa uma ruptura na ordem mundial liderada pelos EUA, mas uma transição gradual. É mais um sinal de emergência de um mundo multipolar e do fim da hegemonia americana no mundo pós-Guerra Fria.
A contribuição inicial da China será de US$ 29,78 bilhões, de um total de US$ 100 bilhões. Vários aliados dos Estados Unidos aderiram ao projeto, inclusive a Alemanha, a Austrália, a Itália, o Reino Unido, a Coreia do Sul e as Filipinas.
O novo banco não significa uma ruptura na ordem mundial liderada pelos EUA, mas uma transição gradual. É mais um sinal de emergência de um mundo multipolar e do fim da hegemonia americana no mundo pós-Guerra Fria.
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Pior seca em 30 anos ameaça 10 milhões na Etiópia
Mais de 10 milhões de pessoas estão ameaçadas pela fome pela pior seca em 30 ano na Etiópia, o segundo país mais populoso da África, adverte a Organização de Agricultura e Alimentos das Nações Unidas (FAO), que apresentou um plano de emergência.
A FAO alerta que o fenômeno meteorológico El Niño, que aumenta a temperatura da água no Oceano Pacífico com impacto sobre o clima no mundo, causou quebra nas safras e dizimou o rebanho bovino na Etiópia.
Em algumas regiões, as perdas variam de 50% a 90%. No Leste do país, houve perda total. Centenas de milhares de animais morreram de fome e sede. A escassez de água deve continuar até o início da estação chuvosa, em março.
"A perspectiva para 2016 é sombria", declarou o representante da FAO na Etiópia, Allahoury Amadou. "O sucesso da colheita atual, que está começando, será decisivo para evitar o agravamento da situação."
O plano da FAO, que prevê uma ajuda de emergência de US$ 50 milhões, visa a ajudar 1,8 milhão de agricultores a aumentar a produção e melhorar a renda neste ano. A ONU tem programas para combater os problemas causados por El Niño em 20 países da África, da Ásia, da América Latina, do Mar do Caribe e da Oceania.
A morte de um milhão de pessoas de sede e de fome na Etiópia nos anos 1980s causou uma indignação internacional e mobilizou milhões de pessoas para ajudar o país, inclusive músicos que gravaram em janeiro de 1985 o clipe We Are the World, composição de Michael Jackson e Lionel Richie, para socorrer os flagelados.
A FAO alerta que o fenômeno meteorológico El Niño, que aumenta a temperatura da água no Oceano Pacífico com impacto sobre o clima no mundo, causou quebra nas safras e dizimou o rebanho bovino na Etiópia.
Em algumas regiões, as perdas variam de 50% a 90%. No Leste do país, houve perda total. Centenas de milhares de animais morreram de fome e sede. A escassez de água deve continuar até o início da estação chuvosa, em março.
"A perspectiva para 2016 é sombria", declarou o representante da FAO na Etiópia, Allahoury Amadou. "O sucesso da colheita atual, que está começando, será decisivo para evitar o agravamento da situação."
O plano da FAO, que prevê uma ajuda de emergência de US$ 50 milhões, visa a ajudar 1,8 milhão de agricultores a aumentar a produção e melhorar a renda neste ano. A ONU tem programas para combater os problemas causados por El Niño em 20 países da África, da Ásia, da América Latina, do Mar do Caribe e da Oceania.
Irã anuncia libertação de correspondente do Washington Post
Quatro americanos serão soltos no Irã, inclusive o correspondente do jornal The Washington Post, Jason Rezaian, em troca da libertação de seis iranianos presos ou processados nos Estados Unidos, anunciou hoje a mídia oficial da república islâmica.
A troca de prisioneiros, não confirmada pelos EUA, é resultado da reaproximação entre os dois países e da assinatura de um acordo em julho de 2015 de um acordo entre o Irã, as cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha para desarmar o programa nuclear iraniano.
Rezaian, de 39 anos, estava na prisão há um ano e meio sob a acusação de espionagem. Ele os outros presos têm dupla nacionalidade. São iranianos e americanos.
Se a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) certificar que o Irã está cumprindo o acordo nuclear em relatório a ser divulgado hoje, as grandes potências devem levantar parte das sanções internacionais ao regime dos aiatolás na próxima semana.
A troca de prisioneiros, não confirmada pelos EUA, é resultado da reaproximação entre os dois países e da assinatura de um acordo em julho de 2015 de um acordo entre o Irã, as cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha para desarmar o programa nuclear iraniano.
Rezaian, de 39 anos, estava na prisão há um ano e meio sob a acusação de espionagem. Ele os outros presos têm dupla nacionalidade. São iranianos e americanos.
Se a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) certificar que o Irã está cumprindo o acordo nuclear em relatório a ser divulgado hoje, as grandes potências devem levantar parte das sanções internacionais ao regime dos aiatolás na próxima semana.
Mulher a favor da independência é eleita presidente de Taiwan
A candidata da oposição, Tsai Ing-wen, foi eleita hoje presidente da República da China em Taiwan. Será a primeira mulher a governar a ilha que o regime comunista da autointitulada República Popular da China considera uma província renegada e ameaça invadir se proclamar a independência.
Com cerca de 60% dos votos, Tsai leva o Partido Progressista Democrático (PPD), favorável à independência, de volta ao poder depois de dois mandatos de quatro anos do atual presidente, Ma Ying-jeou, do Kuomintang (KMT), o partido nacionalista que fugiu para Taiwan depois da vitória da revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung, em 1949.
Eric Chu, o candidato do KMT, que teve o apoio de 30% do eleitorado, reconheceu a derrota e cumprimentou Tsai. É um revés para as pretensões do regime comunista chinês para reunificar o país. A China continental não mantém relações com nenhum país que reconheça a independência de Taiwan.
Durante a campanha, Tsai, uma professora de direito de 59 anos, prometeu não provocar o regime comunista e cumprir todos os acordos existentes. O resultado das eleições parlamentares será conhecido hoje à noite. Há uma expectativa de que o KMT perca o controle do Poder Legislativo pela primeira vez desde 1949.
Antes da eleição de 1996, a primeira vencida pelo PPD, o governo de Beijim fez testes de mísseis para intimidar a pequena ilha, levando os Estados Unidos a enviar navios de guerra para o Estreito de Taiwan. Com o aumento do poderio militar chinês, hoje em dia isso seria impensável, mas os EUA têm o compromisso histórico de defender a ilha, o que pode criar problemas com Beijim.
Com cerca de 60% dos votos, Tsai leva o Partido Progressista Democrático (PPD), favorável à independência, de volta ao poder depois de dois mandatos de quatro anos do atual presidente, Ma Ying-jeou, do Kuomintang (KMT), o partido nacionalista que fugiu para Taiwan depois da vitória da revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung, em 1949.
Eric Chu, o candidato do KMT, que teve o apoio de 30% do eleitorado, reconheceu a derrota e cumprimentou Tsai. É um revés para as pretensões do regime comunista chinês para reunificar o país. A China continental não mantém relações com nenhum país que reconheça a independência de Taiwan.
Durante a campanha, Tsai, uma professora de direito de 59 anos, prometeu não provocar o regime comunista e cumprir todos os acordos existentes. O resultado das eleições parlamentares será conhecido hoje à noite. Há uma expectativa de que o KMT perca o controle do Poder Legislativo pela primeira vez desde 1949.
Antes da eleição de 1996, a primeira vencida pelo PPD, o governo de Beijim fez testes de mísseis para intimidar a pequena ilha, levando os Estados Unidos a enviar navios de guerra para o Estreito de Taiwan. Com o aumento do poderio militar chinês, hoje em dia isso seria impensável, mas os EUA têm o compromisso histórico de defender a ilha, o que pode criar problemas com Beijim.
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Terroristas tomam reféns e 30 pessoas morrem em Burkina Fasso
Pelo menos seis terroristas ligados à rede terrorista Al Caeda no Magrebe Islâmico invadiram ontem o luxuoso Splendid Hotel, muito usado por estrangeiros e funcionários das Nações Unidas em Uagadugu, a capital de Burkina Fasso - e tomaram mais de cem reféns. As forças de seguranças burkinenses reagiram com o apoio de soldados da França. Trinta pessoas morreram.
De acordo com o Departamento da Defesa dos Estados Unidos, o principal alvo dos terroristas seria a França. Dois mortos eram franceses
Antiga potência colonial, a França intervém ou mantém tropas em vários países da região, inclusive no vizinho Mali, onde houve um ataque realizado pelo mesmo grupo na capital, Bamako, em 15 de novembro de 2015, contra o Hotel Radisson Blu, com 20 mortes.
Depois de seis horas, 126 reféns foram libertados; 33 estavam feridos. Na fuga, os terroristas tocaram fogo no hotel.
O segundo atentado em poucos meses cometido pela rede Al Caeda no Magrebe é mais um sinal da competição com o Estado Islâmico do Iraque e do Levante pela liderança do movimento jihadista.
De acordo com o Departamento da Defesa dos Estados Unidos, o principal alvo dos terroristas seria a França. Dois mortos eram franceses
Antiga potência colonial, a França intervém ou mantém tropas em vários países da região, inclusive no vizinho Mali, onde houve um ataque realizado pelo mesmo grupo na capital, Bamako, em 15 de novembro de 2015, contra o Hotel Radisson Blu, com 20 mortes.
Depois de seis horas, 126 reféns foram libertados; 33 estavam feridos. Na fuga, os terroristas tocaram fogo no hotel.
O segundo atentado em poucos meses cometido pela rede Al Caeda no Magrebe é mais um sinal da competição com o Estado Islâmico do Iraque e do Levante pela liderança do movimento jihadista.
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