Em cerimônia em Beijim, o presidente Xi Jinping anunciou hoje oficialmente a criação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, do inglês), uma alternativa ao Banco Mundial para financiar o desenvolvimento, informou a agência de notícias Reuters.
A contribuição inicial da China será de US$ 29,78 bilhões, de um total de US$ 100 bilhões. Vários aliados dos Estados Unidos aderiram ao projeto, inclusive a Alemanha, a Austrália, a Itália, o Reino Unido, a Coreia do Sul e as Filipinas.
O novo banco não significa uma ruptura na ordem mundial liderada pelos EUA, mas uma transição gradual. É mais um sinal de emergência de um mundo multipolar e do fim da hegemonia americana no mundo pós-Guerra Fria.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador banco de desenvolvimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador banco de desenvolvimento. Mostrar todas as postagens
sábado, 16 de janeiro de 2016
China lança Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura
Marcadores:
AIIB,
Alemanha,
Austrália,
Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura,
banco de desenvolvimento,
Banco Mundial,
China,
Coreia do Sul,
EUA,
Filipinas,
Itália,
Reino Unido
sexta-feira, 15 de junho de 2012
TV Senado fala do mercado comum do Magreb
Passada a Primavera Árabe, o Marrocos quer articular uma espécie de Mercosul dos países do Norte africano: o Mercado Comum do Magreb. Seriam cinco países com 100 milhões de habitantes. Os detalhes desta iniciativa estão no programa Diplomacia, a revista de política Internacional da TV Senado, que vai ao ar neste fim de semana e que entrevistou o presidente da Câmara de Conselheiros – o Senado marroquino – Mohamed Biadilah.
O Diplomacia traz ainda um debate entre economistas e parlamentares sobre a decisão dos países membros do Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul em criar um banco de desenvolvimento próprio. Uma alternativa ao Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional.
No âmbito do Mercosul, o tema ainda é a política comercial argentina que vem provocando dificuldades no comércio bilateral. Enquanto caminhões aguardam na fronteira autorização para entrar no país vizinho, a presidente Cristina Kirchner aporta em terras angolanas tendo negociar com o principal parceiro do Brasil na África.
No Arte & Diplomacia, o olhar do fotógrafo sueco, Ake Borglund, sobre três capitais brasileiras no final da década de 50: Brasília, Rio de Janeiro e Salvador. O programa traz ainda em suas colunas culturais as análises do documentário Cuba Libre, de Evaldo Macarzel e do livroOccupy, além do som equatoriano de Juan Fernando Velasco.
Serviço:
O programa Diplomacia, a revista de Política Internacional da TV Senado, vai ao ar neste final de semana: sábado, dia 16/06, às 12h30, e às 22h30; Domingo, dia 17/06, às 9h e às 17h. Com reprises nos finais de semana seguintes: sábado, dia 23/06, às 17h; domingo, dia 24/06, às 3h e sábado, dia 30/06, às 3h.
A TV Senado pode ser sintonizada em canal aberto (UHF) nas seguintes cidades:
· 16 UHF (Rio Branco – AC)
· 36 UHF (Gama-DF)
· 40 UHF (João Pessoa-PB)
· 43 UHF (Fortaleza-CE)
· 49 UHF (Rio de Janeiro-Zona Oeste)
· 51 UHF (Brasília-DF)
· 52 UHF (Natal-RN)
· 53 UHF (Salvador-BA)
· 55 UHF (Recife-PE)
· 56 UHF (Cuiabá-MT)
· 57 UHF (Manaus-AM)
Também nos canais 07 (Net Brasília), 118 (Sky), 217 (Direct TV) e 17 (TECSAT), 121 (VIA-Embratel), 903 (OI-TV), 231 (GVT-TV) e na Internet pelo www.senado.gov.br/tv.
quinta-feira, 29 de março de 2012
BRICS querem seu próprio banco de desenvolvimento
Durante reunião de cúpula em Nova Déli, os líderes dos países do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), inclusive a presidente Dilma Rousseff, anunciaram hoje a intenção de criar seu próprio desenvolvimento dentro de uma estratégia para reduzir sua dependência dos Estados Unidos e da Europa.
Os BRICS têm 40% da economia mundial e são responsáveis hoje por 25% do crescimento internacional, mas sua unidade não vai muito além do repúdio à dominação das relações internacionais pelas potências ocidentais.
A China e a Índia são inimigas históricas e travam uma competição na Ásia. O Brasil critica as práticas comerciais e a manipulação do câmbio pela China. E a África do Sul não está nem perto do dinamismo econômico das outras economias do bloco. Foi convidada a fazer parte do grupo como um gesto em relação à África, cada vez mais explorada pela China e a Índia.
Quem vai contribuir com a maior parte do capital para o banco: a China? Como o país mostra pouco interesse em assumir um papel de liderança internacional, seria mais um instrumento de sua política econômica externa, cada vez vista como neoimperialismo no resto do mundo.
Assinar:
Postagens (Atom)